Segunda-feira, 27 de Novembro de 2017

O MEU MANIFESTO CONTRA O FALSO ACORDO ORTOGRÁFICO/1990

 

 

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Primeiro: O AO90 não é um acordo. É um falso acordo. Trata-se da  imposição aos países ditos lusófonos,  da ortografia brasileira, assente na mutilação de vocábulos que fazem parte do léxico Português,  e que apenas uns poucos, em Portugal, servilmente, aceitaram pôr em prática, por motivos estranhos e obscuras negociatas.

 

Segundo: O falso AO90 não é um acordo, porque apenas três países concordaram, e muito menos ortográfico. Se  alguma coisa for será algo (t)ortográfico, sem ponta por onde se lhe pegue.

Terceiro: A respeito desta matéria, não reconheço competência alguma nem ao actual governo português, nem a quem quer que seja que, baseado numa descomunal ignorância quer impor aos Portugueses a ortografia brasileira que, perdendo as suas raízes  latinas, a sua matriz etimológica, e ganhando outras raízes, que nem sequer sabemos quais são, não é a Língua Portuguesa. E não sendo a Língua Portuguesa é ilegítimo utilizá-la em Portugal, pelo simples querer de ministros desabilitados para tal.

 

Quarto: Assim sendo, e como cidadã legitimamente portuguesa, recuso-me a aceitar que a minha Língua Materna seja imposta a Portugal, numa versão brasileira mutilada,  desenraizada e cheia de erros, dos mais básicos, exercendo, deste modo, o meu dever  de resistir a qualquer ordem que ofenda o meu direito de escrever correCtamente a Língua Oficial de Portugal, ainda em vigor, ou seja, a preconizada na Convenção Ortográfica Luso-Brasileira de 1945, que lei nenhuma revogou,  e o direito à minha liberdade de dizer NÃO a algo que é ilegal, inconstitucional e lesa a Soberania e Identidade Portuguesas. 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 16:18

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A autora deste Blogue não adopta o “Acordo Ortográfico de 1990”, por recusar ser cúmplice de uma fraude comprovada.

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O Acordo Ortográfico 1990 não tem validade internacional. A assinatura (em 1990) do texto original tem repercussões jurídicas: fixa o texto (e os modos como os signatários se vinculam), isto segundo o artº 10º da Convenção de Viena do Direito dos Tratados. Por isso, não podia ser modificado de modo a entrar em vigor com a ratificação de apenas 3... sem que essa alteração não fosse ratificada por unanimidade! Ainda há meses Angola e Moçambique invocaram oficialmente a não vigência do acordo numa reunião oficial e os representantes oficiais do Brasil e do capataz dos brasileiros, Portugal, meteram a viola no saco. Ora, para um acordo internacional entrar em vigor em Portugal, à luz do artº 8º da Constituição Portuguesa, é preciso que esteja em vigor na ordem jurídica internacional. E este não está!
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