De Susana Bastos a 3 de Maio de 2019 às 00:19
Não concordo... No Brasil fala-se e escreve-se português, a prova disso é que é possível ler esse texto do princípio ao fim sem se poder afirmar que não é português. Trata-se apenas de uma variante com especificidades próprias, como acontece com as variantes do inglês e de outras línguas. Simplesmente não é possível afirmar que existe uma língua brasileira, essa posição só se compreende por razões políticas ou outras, não por razões estritamente linguísticas. Qualquer linguista sério o dirá. Quem sabe daqui a alguns séculos se possa formar outra língua, mas agora não.
De Isabel A. Ferreira a 3 de Maio de 2019 às 11:55
Susana Bastos, tem tanto direito discordar de mim, quanto eu tenho de discordar de si.

No Brasil fala-se mais brasileiro do que português, sabe porquê? Porque é o único país do mundo lusófono, cuja pronúncia se distanciou substancialmente do Português falado nos restantes países lusófonos. Apenas no Brasil se fala como se fala, com djis e tchis e iu, por L (Brásiu, pápéu); come-se os érres finais (cômê por cumêr, bêbê por b’bêr, (confundindo-se com o nosso bebé), abre-se as vogais (à espanhola). E por aí fora, desde o analfabeto ao mais ilustre. Quando um brasileiro fala ninguém diz que ele é angolano ou é português. Quando um angolano fala, ninguém diz que ele é brasileiro e poderá ser português. E isto é que marca a diferença.

Quanto à escrita: este texto foi escrito por um professor universitário, culto, que se limitou a grafar determinadas palavras à brasileira, pois foi assim que aprendeu, tal como eu aprendi, e seguiu regras gramaticais que no tempo dele existiam, e agora não existem mais, e a sua construção frásica (tirando uma ou outra, como por exemplo: «O Acordo é um ato lesivo a nosso património», nós dizemos «acto lesivo AO nosso património») não se distanciou da construção frásica portuguesa, daí termos essa percepção (que no Brasil continua a ser percePção e em Portugal, parvamente, “perceção”, só porque eles pronunciam o PÊ e nós não, mas isso não é motivo para mutilar as palavras, desenraizando-as.

Contudo, a generalidade dos Brasileiros, o brasileiro comum não entende o nosso Português, daí que os editores brasileiros, queiram que nós, escritores portugueses, escrevamos à brasileira, porque os brasileiros não entendem o nosso Português. Daí as legendas e dobragem nos nossos filmes e novelas e nas entrevistas dadas por portugueses.

O que se fala e escreve no Brasil até pode ser uma variante do Português, mas não a compare ao Inglês porque nenhuma ex-colónia inglesa se distanciou substancialmente da Língua Inglesa, bem como os países de expressão castelhana não se distanciaram substancialmente da Língua Mãe, como o fizeram os Brasileiros.

É preciso ter em conta que os Brasileiros mutilaram o Português, e castelhanizaram, americanizaram, afrancesaram, italianizaram a Língua Portuguesa, em suma, desaportuguesaram o Português, daí podermos falar em outra língua, uma língua assente na Língua Portuguesa, mas outra língua.

Um linguista sério dirá isto mesmo.

E encurte esses séculos, Susana Bastos. Esse futuro já começou, começou ontem.

E não sei qual o motivo de tanto prurido em aceitar que o que se fala e escreve no Brasil possa ser Língua Brasileira. Temos alguma pretensão de continuar a colonizá-los a esse ponto? Ou pretenderá Portugal ser colonizado linguisticamente, aceitando, como aceitou à ceguinha, grafar à brasileira, distanciando-se da sua raiz europeia?

Conhece o léxico brasileiro? Sabe quantas palavras eles desaportuguesaram? Tantas que dá para falar em outra língua. Para não falar no “para eu”, “beija eu”, “vou no médico”…


Uma Língua é uma Língua, não é para desconstruir.

Esta desconstrução linguística entre Portugal e Brasil é caso único no mundo. Em nenhum outro país jamais isto aconteceu. E tudo isto por causa da não aceitação de um passado, que não pode ser alterado, por muito que se queira ou se faça.
De Batista a 16 de Junho de 2020 às 00:01
Concordo plenamente consigo.
Não percebo porque é que os brasileiros ficam ofendidos quando alguém lhes diz que eles falam brasileiro?.
Eu no entanto sinto amargura quando em qualquer site ou aplicação do telemóvel procuro o idioma português e em vez que ter a bandeira portuguesa a representar, tem a brasileira.
Sou a favor dos brasileiros assumirem a própria língua e que o governo português desista de alterar o acordo ortográfico, como se estivessem desesperadamente a tentar manter o mínimo de ligação entre Portugal e Brasil.
De que vale dizer que o Português é das línguas mais faladas no mundo quando na realidade referem-se ao português brasileiro??
De Isabel A. Ferreira a 16 de Junho de 2020 às 16:24
Caro Batista,

O texto não é meu. É assinado por um brasileiro. Mas estou absolutamente de acordo com ele.

Também não percebo por que é que os brasileiros não aceitam o óbvio. Eu tenho uma teoria, que também não é inteiramente minha, porque a retirei de um contexto que me levou a isto: a mal informada, mal formada e ignorante esquerda brasileira pretende colonizar Portugal através da Língua, como “vingança do colonizado”. E eu acredito que sim.

Tudo leva para esse caminho, incluindo o das bandeirinhas. A bandeira portuguesa desapareceu da Internet.

Estou completamente de acordo consigo: de que vale dizer que o Português é das línguas mais faladas no mundo quando na realidade referem-se ao “brasileiro” (retiro-lhe o “português” porque é uma designação errada) que será a nova língua do Brasil. Tão certo, como eu estar aqui a escrever isto.
De Eduardo Silva a 17 de Janeiro de 2022 às 10:33
Ola Isabel, sou brasileiro, ja vivi em Portugal e hoje ando por outras bandas.

Quando mudei-me para Portugal eu ficava chateado quando me diziam que eu falava brasileiro. Eu ainda nao sabia, mas talves pensava que eu era aceito entre os portugueses por isso, e as vezes e' o que parece.

Mas depois de muito pensar sobre o assunto, tentar entender as diferencas das duas linguas eu hoje concordo que o Brasil deveria ter sua propria lingua.

A lingua e' viva e por isso evolui, esta em constante mudanca: por exemplo, em algum momento (e por algum motivo que desconheco) em Portugal passou-se a falar muito rapidamente as vezes "engolindo" algumas vogais, coisa que nao acontece no PT-Br. Isso gerou ate uma diferenciacao entre o portugues brasileiro e o portugues europeu. O portugues brasileiro hoje e' considerada uma syllable time language enquanto o Pt europeu e' considerada time stressed language.

Eu concordo com os pontos apresentados pelo Nelson e fico triste porque provavelmente nao verei a lingua brasileira separando-se da lingua portuguesa.


Esse assunto deveria ser muito mais discutido e nao e'!
De Isabel A. Ferreira a 17 de Janeiro de 2022 às 16:39
Olá Eduardo Silva,

Começo por agradecer o seu comentário.

Para nenhum brasileiro deve ser motivo de chateação o facto de dizerem que ele “fala brasileiro”, pois se é, de facto, brasileiro que fala. Qualquer criança portuguesa que veja na televisão um debate entre um português e um brasileiro, a criança dirá imediatamente que um está a falar português e o outro está a falar brasileiro, de tão diferente que se fala. A fonologia é um dos indicadores maiores de que a linguagem brasileira é uma “outra” linguagem. Mas juntando à fonologia, temos outras diferenças, como a ortografia, o léxico, a morfologia, a sintaxe e a semântica.

Existem grandes diferenças entre as duas Línguas, ao ponto de poder dizer-se que uma é Portuguesa e a outra Brasileira. Por que não? Para já, o que se fala e escreve no Brasil é a VARIANTE portuguesa do Português. Não é correcto dizer que é o Português brasileiro, porque as diferenças já são bastantes.

A Língua realmente é um elemento vivo, está sempre em evolução, mas a evolução de uma Língua não significa MUTILAÇÃO dessa mesma Língua. Exemplo: passou-se de pharmacia, para farmácia? O fonema grego PH (som fê) foi substituído pela letra latina F (não esquecer que o nosso alfabeto é o latino. A pronúncia manteve-se. E a isto chama-se evolução.

Os Brasileiros em 1943, na Base IV do seu Formulário Ortográfico, decretaram que as consoantes não-pronunciadas seriam eliminadas, apenas porque sim. Exemplo: afeCto, passou a escrever-se “afeto” afastando a palavra das suas raízes latinas, e mudando-lhe a pronúncia, pois sem o CÊ, que tem uma função diacrítica, a palavra lê-se, obrigatoriamente, “âfêtu” e a isto chama-se RETROCESSO, porque se desenraizou o vocábulo, que ficou sem história, sem origem, sem família.

A Variante brasileira do Português que seja considerada o que bem se entender. A Língua Portuguesa está longe de ser o que refere: «time stressed language». O que é isto? O que é que isto significa em linguagem de gente? Não esquecer que a Língua Portuguesa é uma Língua Românica.

Quando diz: «por exemplo, em algum momento (e por algum motivo que desconheco) em Portugal passou-se a falar muito rapidamente as vezes "engolindo" algumas vogais» o que é isto? Em «algum momento que desconhece»? O que é isto? Que momento? Um bom falante de Português, um português instruído, culto, não engole vogais. Um bom falante de Brasileiro, um brasileiro instruído, culto NÃO diz “nóis vai”, não diz “Bráziu”. Por exemplo, na novela brasileira “Chocolate com Pimenta” existe um falar da ROÇA, que um brasileiro instruído não fala: não diz “nóis vai pônhá”. É preciso ter-se a NOÇÃO de quem fala o quê, onde e como.

E não fique triste, Eduardo Silva, porque a Língua Brasileira está mais perto de o ser, de facto, do que possamos imaginar.
De Eduardo Silva a 17 de Janeiro de 2022 às 18:52
Quando eu disse que a lingua e' viva, quis salientar que e' natural que o portugues falado no Brasil se transformou, que e' diferente ... no fundo estou a concordar com voce!

Primeiramente eu sei que o portugues e' uma lingua romanica, apesar de eu nao ser tao culto quanto os europeus, algumas coisas eu consigo entender.
Prosseguindo, time stressed language e' um termo que existe para diferenciar as linguas. Em uma time stressed language, cada sílaba é percebida como ocupando aproximadamente a mesma quantidade de tempo, embora a duração absoluta do tempo dependa da prosódia. As línguas que sao syllable time language, tendem a dar às sílabas uma proeminência aproximadamente igual e geralmente não possuem vogais reduzidas. Talvez por isso, para pessoas nao falantes de portugues o brasileiro seja mais facil de entender e talvez tambem por isso nos brasileiros tenhamos alguma dificuldade inicial de entender os portugues, temos que habituar primeiro os ouvidos e ja depois de um tempo ja nao temos tanto problemas.

Vou dar um exemplo. No Brasil falamos a palavra colesterol separando as silabas da seguinte maneira: co/les/te/rol em Portugal voces falam col/sterol. De quatro silabas fomos para duas e eu sei que isso ocorre somente no portugues falado. Podemos pensar em outros exemplos ... so quis trazer isso como argumento para enriquecer os argumentos de que falamos linguas diferentes.

As vezes a vossa formalidade, para nos brasileiros, soa como rude porque somos nada formais, e' cultural tanto do vosso lado quanto do nosso. Mas nao estou a brigar contigo, quando voce responde parece que ja esta a atacar, e se me entendeu errado peco desculpas, minha intencao desde o inicio foi de concordancia com as ideias do seu artigo.

Sim fico triste porque vejo que sao poucas as pessoas que estao realmente abertas para dissecar esse assunto de maneira madura, afinal nao basta provar as diferencas, ainda existem as questoes politicas, que me parecem ser as mais relevantes para um cisma entre as linguas faladas nos dois paises.
De Isabel A. Ferreira a 18 de Janeiro de 2022 às 17:48
Eu percebi, Eduardo Silva. As Línguas, de facto são vivas, e a “Brasileira” enveredou por um caminho diferente da Portuguesa. Tudo bem. Que mal há nisso?

Quanto às designações “syllable time language” e “time stressed language” é mais um “fait-divers” que poderá servir para quem FALA, quem pretende estudar o Português para COMUNICAR ORALMENTE e não para o ESCREVER. Os estrangeiros, quando querem aprender Língua Portuguesa como uma Língua de SABER, vão à ORIGEM. Se a querem apenas para comunicar, vão à Variante. Isto é um facto. Se alguém quiser aprender Língua Inglesa, não vai para uma escola americana. Procura uma escola inglesa. O mesmo se passa com a Língua Portuguesa e com todas as outras línguas em que existem variantes.

Não se esqueça de que a linguagem falada é diferente da linguagem escrita. A falada serve para comunicar. A escrita serve para fixar o pensamento e o sentimento dos Povos, por isso, ela tem de ser mais elaborada. Não pode ser truncada, esmagada segundo a vontade de quem não a conhece.

Os brasileiros cultos entendem perfeitamente o que os portugueses cultos falam, porque eles não “comem” consoantes, nem sílabas, nem as trocam, e os portugueses cultos pronunciam sílaba a sílaba as palavras, sem “comerem” consoantes ou sílabas.

O seu exemplo é caricato. Em Portugal, um português que se preze e que seja instruído e culto jamais dirá “col/sterol”. Pronunciará “cu-l’es-t’-ról. Assim tal e qual. Um brasileiro instruído e culto dirá “cô-lês-tê-ról”, e muitos até pronunciarão “cô-lês-tê-róu”. Os brasileiros e portugueses menos instruídos pronunciarão tortamente qualquer palavra mais complicada de dizer. Isto é um facto. Existe em qualquer Língua do mundo.

O engraçado é que este tipo de problema, esta incompreensão que os Brasileiros levantam, nunca aconteceu com os africanos de expressão portuguesa. Sabe porquê? Porque os africanos de expressão portuguesa falam e escrevem Português correCtamente.

E não, meu caro Eduardo, não estou a atacá-lo, nem pretendo atacar ninguém. Estamos a conversar e a esclarecer desentendimentos, que só acontecem, como eu acabei de dizer, com os brasileiros, porque eles afastaram-se demasiado do Português, daí ser legítimo falar em duas línguas: uma, portuguesa, e a outra, uma variante da portuguesa.

Que mal há nisto? Nenhum.

E sim, esta questão das Línguas Portuguesa e Brasileira, é uma questão puramente POLÍTICA, nada tem a ver com unificações, aliás, inexequíveis, mas com destruição, com uma intenção muito, muito específica.

Mas isto é pano para muitas, muitas, muitas outras mangas.
De Eduardo Silva a 18 de Janeiro de 2022 às 18:15
Sim, tambem nao vejo mal em falar brasileiro, alias preferia que assim fosse oficialmente. Nao vejo mal em termos nos desviados da lingua portuguesa, isso mostra que temos nossa propria cultura, nossa propria forma de expressar-se, de sentir e ver o mundo e a vida. Por isso, para quem quiser falar brasileiro, nao precisa ir a Origem, no caso portugues europeu, a nao ser que essa pessoa queira aprender o Portugues europeu. Porque isso nao faz sentido se estamos a falar que o brasileiro e' uma nova lingua, e nao uma variante como voce sugere. Ou entao quem quer que queira estudar qualquer lingua romanica teria que ir a origem e estudar o latim.

Eu sei a diferenca entre a lingua escrita e a falada! As linguas faladas no Brasil e Portugal continuam a ser consideradas a mesma, o portugues, por causa desse ridiculo acordo ortografico! A lingua falada deve sim ser considerada porque e' ela que impulssiona na lingua escrita as mudancas e nao o contrario, por isso que consideramos a lingua viva! Caso contrario estariamos ainda a falar latim.

Nao quis dar exemplo caricato, somente o que pude acompanhar quando vivi em Portugal (que alias amei viver la'), mas se achas que essa diferenca falada nao serve como argumento, tudo bem!

Sobre os africanos perceberem melhor voces do que nos, talvez se da ao fato de eles falarem de forma mais proxima ao portugues falado em Portugal e nao por causa da escrita (veja que usei talvez e que nao quero afirmar nada, pois nao sou de Angola nem Mocambique). Na minha experiencia, eu nunca tive problemas para entender o portugues escrito em Portugal. Lia muitos documentos e livros de legislacao (por conta do trabalho) e tambem livro de regras de transito e era praticamente igual a escrita de documentos oficiais no Brasil.

Nao precisa escrever correCtamente com C em caixa alta, pois ja sei que no portugues essa e' a forma correta e que no brasileiro e' corretamente!

Espero que um dia possamos falar oficialmente que falamos linguas diferentes, sera um dia de grande alegria pra mim.

No mais passar bem!
De Isabel A. Ferreira a 18 de Janeiro de 2022 às 19:23
Caro Eduardo Silva, vou começar a responder a este seu comentário pelo fim, porque devo-lhe uma explicação. O faCto de eu escrever correCtamente com o CÊ em letra maiúscula, só tem um significado, algo que me impus ao escrever, para que quem lê saiba que eu pronuncio aquele cê, e que a palavra se escreve com um CÊ que, embora mudo, deve ser escrito. Aliás sou apologista de que se comece a pronunciar todos os cês e pês mudos, porque facilitava a escrita, para quem não consegue PENSAR (as maiúsculas vão para evidenciar a minha ideia, e não para gritar) a Língua, por isso, também ao falar eu pronuncio esses cês. E isto vale apenas para PORTUGAL.

Por exemplo, nunca entendi por que os Brasileiros pronunciam o pê em percePção, e não pronunciam o cê de faCto, e de infinitos outros vocábulos, com consoantes não-pronunciadas que têm função diacrítica, e que foram mutilados.

De resto, meu caro Eduardo, as Línguas faladas no Brasil e em Portugal continuam a ser a mesma apenas no nome.

Sobre isso estamos conversados.

Mudando do assunto da Linguagem para a História, hoje, uma prima que tenho no Brasil (90% da minha família é brasileira, já na terceira geração) enviou-me o “link” de uma série brasileira denominada “Brasil – A Última Cruzada”, numa edição de “Brasil Paralelo”, totalmente realizada por BRASILEIROS, onde se trata da História do Brasil contada com base em faCtos históricos reais e não em mentiras inventadas pelos marxistas ignorantes, que as introduziram no Ensino da História, nas escolas Brasileiras.
Só vi ainda o primeiro vídeo e fiquei maravilhada. Recomendo vivamente que TODOS os brasileiros vejam esta série e aprendam a ter orgulho no passado português, porque a VERDADE está lá toda.

Espero que partir de agora, esta VERDADE seja ministrada nas escolas, para que os Brasileiros possam libertar-se do complexo do colonizado que os impede de avançar para o futuro.

Não sei se o Eduardo já conhecia, mas pelo sim, ou pelo não, deixo-lhe aqui o “link” para a série:

https://www.youtube.com/watch?v=TkOlAKE7xqY

E espero que brevemente o Brasil e Portugal dêem as mãos, como dois Povos unidos por uma mesma História até ao dia 07 de Setembro de 1822, quando, por todo o Brasil, se ouviu o Grito do Ipiranga, e os dois Povos seguiram um caminho diferente, como acontece com os filhos que a partir da maioridade abandonam a casa dos pais e vão viver a sua independência. Como deve ser. Como é da natureza da vida, que seja.

E não é isto tão bonito, Eduardo?
De Eduardo Silva a 18 de Janeiro de 2022 às 20:54
Interessante voce estar a ver um pouco da historia do Brasil. Entretanto, no quesito historia, prefiro livros canais de midia isentos da politica. Conheco o Brasil Paralelo, ja assiste muitos conteudos deles e por isso posso dizer que nao gosto pois e' cheio de ideologia. Me da mais jeito conteudos com os fatos, sem vies e visoes (sei que e' dificil) politicas.

Provavelmente, por eles terem uma visao conservadora, eles rejeitariam a ideia de separacao da lingua brasileira do portugues. Inclusive muitos deles vivem a falar sobre volta de monarquia (com a familia Orleans e Bragança). Prefiro manter um pouco de distancia desses pensamentos hehehe' mas ha' coisas interessantes produzidas por eles, tem que de saber filtrar.
De Isabel A. Ferreira a 19 de Janeiro de 2022 às 16:11
Não vejo motivo nenhum para o Eduardo considerar “interessante” o facto de eu estar a seguir NÃO um pouco da História, mas - A - História verdadeira do Brasil. Qualquer pessoa com um neurónio a funcionar a seguirá.

Sei perfeitamente por que motivo o Eduardo rejeita a História do Brasil, contada por gente que SABE, e que vai às fontes históricas, e não é pelos motivos que refere, pois se prefere livros como, com certeza, os de Laurentino Gomes, baseados em crónicas de viajantes, que valem zero, historicamente, ou canais dos media, eivados de politiquices e mentiras. E com esta sua opção, fica explicada a aversão ao trabalho do Grupo “Brasil Paralelo”, que tenha a ideologia que tiver, é um EXCELENTE trabalho, que devolve ao Brasil a sua dignidade de País. E isso é o que mais conta.

Tem todo o direito de não gostar do “Brasil Paralelo”. Não conheço os outros conteúdos deste Grupo. Contudo, neste trabalho «Brasil – A Última Cruzada», daquilo que já vi, a ideologia ficou de fora. O que ficou DENTRO foram unicamente os factos e as fontes históricas que contam a História do Brasil tal como ela aconteceu, e não como a “pintaram” mentes ignorantes, com base em ideologias cegas. E isto, para quem aprendeu as histórias da carochinha, contadas por quem desconhece a VERDADE HISTÓRICA, fica difícil de encaixar.

Dado o actual miserabilista contexto político brasileiro, é perfeitamente natural que muitos brasileiros anseiem pelo regresso da monarquia, que hoje seria totalmente diferente da monarquia pré-1822. O Brasil perdeu o seu rumo depois da independência, e as opções que hoje se apresentam aos Brasileiros são péssimas e pobres. Pelo menos a Família de Orleães e Bragança não envergonharia o Brasil.

É preciso saber separar o trigo do joio. Verdade?
De Eduardo Silva a 19 de Janeiro de 2022 às 16:40
Quando disse que acho interessante nao e' para te ofender, e' para mostrar que acho porreiro, que e' agradavel ver portugueses a consumir historia brasileira falada por uma otica brasileira, ainda que seja uma enviesada politicamente.

O Brasil nao precisa do "canal do youtube Brasil Paralelo" para recobrar sua dignidade de pais. Ja vi alguns videos dessa serie que estas a citar, sim e' interessante, mas nada que nao seja ensinado e que esteja nos livros didaticos (pelo menos na epoca que andei pelo ensino fundamental). Acho que ja' falaei aqui, na escola nunca teve um professor ou livro que fizessem aos alunos alimentar odio a Portugal. Lembro sim de ficarmos tristes em descobrir quanta riqueza tem o nosso pais (mesmo depois de 5 seculos de exploracao) e ainda termos tanta pobreza. Lembro-me de ficar triste com a escravidao (inclusive apos a abolicao) e com o derespeito com os indios nativos. Lembro-me de ficar triste por saber que a indepencia brasileira foi comprada (herdamos uma divida que Portugal tinha junto da Inglaterra, para que pudessemos ser oficialmente aceitos como colonia livre), ou seja, o pais ja nasce atolado em dividas.

Sobre uma volta da monarquia, nao faz sentido algum, especialmente no Brasil. O Brasil precisa se abrir economicamente, diminuir o poder do estado, descentralizar o poder das maos de Brasilia e passar ao cidadao, resumo da opera, o Brasil precisa ser livre, coisa que nunca foi desde a chegada o homem europeu!
De Isabel A. Ferreira a 19 de Janeiro de 2022 às 19:09
Eu não fiquei ofendida com o “interessante”, por que haveria de ficar? Fiquei surpreendida com a expressão. Até porque, no que a mim diz respeito, tudo o que diz respeito ao Brasil, diz-me respeito a mim também. Estudei no Brasil e a História que nos impingiam era mentirosa. E ainda hoje é, pelo que se vê nos comentários lusófobos e ignorantes espalhados por brasileiros, no YouTube e pela Internet, em geral.

A História apresentada pelo Brasil Paralelo NÃO é apresentada por uma óPtica brasileira, e muito menos “enviesada politicamente”, mas é SIM assente em fontes e factos históricos documentados. Que é algo muito diferente.
O Brasil PRECISA sim, da VERDADE HISTÓRICA para recuperar a sua DIGNIDADE de País, perdida há muito, porque a dignidade do Brasil anda cotada por muito baixo, devido às mentiras vergonhosas que brasileiros ignorantes espalham sobre a sua própria história, e que o resto do mundo CULTO sabe ser mentira. E isso só traz desprestígio para o Brasil.

O que essa série apresenta NÃO é ensinado nas escolas brasileiras. Sou testemunha e testemunhas são também os milhares de comentários à série. Até querem que a série passe nas escolas, para que os brasileiros possam sentir-se orgulhosos de serem brasileiros. Leia os comentários, e aprenderá muita coisa.

Não sei que idade tem, nem em que época viveu, para dizer que a lusofobia não existe nas escolas brasileiras. Existe e não é pouco. e eu sou testemunha dessa lusofobia, ao mais alto nível.

E basta ler o que o Eduardo diz a partir da frase « Lembro sim de ficarmos tristes em descobrir quanta riqueza tem o nosso país…» para ficarmos a saber quão deturpado foi o que lhe “ensinaram” na escola. Que visão mais distorcida tem das coisas, o que só vem dar razão ao que eu disse: a VERDADE HISTÓRICA do Brasil NÃO é ensinada nas escolas, e o Eduardo NÃO a aprendeu.

Quanto ao que diz do regresso da monarquia não fazer sentido, realmente não faz. Concordo. Mas compreendo muito bem o anseio de quem quer esse regresso. O Brasil não tem gente com capacidade intelectual para poder erguê-lo do chão, onde rasteja?

Que o Brasil precisa de ser livre, precisa, mas que me diga que «foi coisa que nunca foi desde a chegada do homem europeu» é uma ignorância, é a prova de que a HISTÓRIA não está a ser ministrada adequadamente, nas escolas.

Explico-lhe porquê: até à chegada do homem europeu, o Brasil NÃO existia. O que existia era um território ocupado por indígenas, os verdadeiros DONOS do Brasil, que os actuais brasileiros EXPLORAM e MALTRATAM INDECENTEMENTE, como nunca foram explorados e maltratado pelos Portugueses, que os tinham como aliados nas guerras contra os invasores. Depois, esse território, a que deram o nome de Brasil, foi sendo colonizado pelos portugueses, e por muitos outros povos, e quando o Brasil se tornou independente, em 1822, ficou LIVRE do colonizador, mas nunca se sentiu LIVRE porque nunca souberam aproveitar essa liberdade em proveito próprio. O povo brasileiro (excePtuando os indígenas, que não sofrem de lusofobia) ficaram ATADOS a um passado que já tinha passado, e até hoje arrastam esses grilhões como se nunca tivessem sido libertados.

Esta é que é a verdade. Uma verdade triste.

Como vê, a História que lhe “ensinaram” está completamente truncada. Por isso recomendo-lhe que veja toda a série «Brasil – A Última Cruzada» para saber a VERDADE sobre a História brasileira, sem a venda da ideologia, que não é para aqui chamada. as ideologias só servem para atrapalhar. Veja a série com olhos de VER.
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