comentários:
De Edu a 8 de Novembro de 2020 às 02:39
Quais são as línguas mais faladas do mundo? Enumere por favor!
De Isabel A. Ferreira a 8 de Novembro de 2020 às 17:17
Senhor Edu,

Se pretendeu, com este seu comentário autoritário, que eu enumerasse e incluísse a Língua Portuguesa nas Línguas mais faladas do mundo, enganou-se redondamente.

Têm-se, por aí, o “Português” como uma das Línguas mais faladas no mundo (está em 9º lugar em 2020) apenas porque os Brasileiros, que são milhões, acham que falam e escrevem Português.

Mas estão muito enganados. Os Brasileiros, que são milhões, falam e escrevem uma VARIANTE Brasileira do Português, mas que já não é Português.

Logo, a Língua Portuguesa NÃO É uma das línguas mais faladas , mas ainda assim, contando com os africanos de expressão portuguesa e Timor-Leste, que AINDA falam e escrevem PORTUGUÊS, somos cerca de 80 milhões.

Existem na Europa línguas minoritárias, que não precisam juntar-se a milhões, porque estão muito bem de saúde, e cujos respectivos governantes não sofrem de nenhum complexo de inferioridade, como sofrem os políticos portugueses e brasileiros.

Fique então com as Línguas Oficiais Europeias, que é o que me interessa, na qual a Língua Portuguesa se inclui, muitas das quais não constam das línguas mais faladas do mundo:

Alemão, Búlgaro, Castelhano, Croata, Checo, Dinamarquês, Eslovaco, Esloveno, Estónio, Finlandês, Francês, Grego, Húngaro, Inglês, Irlandês, Italiano, Letão, Lituano, Maltês, Neerlandês, Polaco, Português, Romeno, Sueco.

De TODAS estas línguas Europeias, as mais faladas são, por ordem decrescente: o Inglês, o Castelhano e o Francês.

E das restantes Línguas, quem precisa de ser milhões, se se tem uma Língua correcta, sã, digna e preciosa? Preferimos estar no rol das línguas menos faladas, mas preciosas.

Só mesmo os que sofrem de um exacerbado complexo de inferioridade é que se preocupam em ser milhões…

Mais vale ser poucos a falar e a escrever escorreitamente a Língua Materna, dos que milhões a escrevê-la mal e parcamente, que é o caso de Portugal e Brasil, depois que políticos ignorantes impuseram ilegalmente o AO90.

No Brasil, cerca de 213 milhões de Brasileiros, falam e escrevem a VARIANTE Brasileira do Português, que um dia será a Língua Brasileira.

O que nos vale é que em Portugal, 99% da população não tem o mínimo complexo de inferioridade em relação à área territorial ou à quantidade de cidadãos que falam e escrevem Português, e não aplica o AO90, nem quer saber para nada de ser milhões.

Somos europeus e pertencemos ao grupo de pequenos países da Europa com alma grande e orgulhosos do seu Idioma e da sua Cultura.

Desde que não estejamos na lista dos mais incultos e violentos países do mundo, o resto não nos merece a mais pequena preocupação, senhor Edu.

Já agora, se não reparou, o texto que está a comentar foi um BRASILEIRO que o escreveu.
De Marco Lemonte a 13 de Dezembro de 2020 às 04:42
Muito ignorante e preconceituosa, Isabel.
Vocês estão mamando nas tetas da Comunidade Europeia/ UE desde os anos 1980 e em 2020 conseguem a façanha de ser o país mais pobre da Europa Ocidental, já ultrapassados em PIB per capita por quase todos os países europeus que estavam sob o jugo soviético até o final da década de 1990.

Deveria tomar vergonha na cara e pararem de ser tão etnocêntricos e arrogante.

Digo isto em bom PORTUGUÊS, pois somos nós falantes que definimos o nome da língua que falamos. Não foi o Português do Brasil que se "castelhanizou", foi o Português de Portugal que passou por um processo de redução vocálica.

Tugas incomodados que mudem o nome da sua língua para algo como neo-lusitano.

Incultos e violentos são os portugueses que torturam africanos até 1975.
De Isabel A. Ferreira a 13 de Dezembro de 2020 às 15:14
Marco Lemonte, o seu comentário retrata magnificamente a existência de uma lusofobia assente na lavagem cerebral que os extremistas marxistas brasileiros ignorantes (porque os há cultos) introduziram no ensino da História, nas escolas brasileiras, mais exactamente àquela História que diz respeito ao Brasil e Portugal.

E o resultado é este: uma enxurrada de apedeutismos que diz de um complexo de inferioridade, a que Nelson Rodrigues chamou “complexo de vira-lata”, que os marcos lemontes brasileiros do pós-1822 AINDA não conseguiram resolver.

Não sei se se dá conta de que este tipo de comentário só diz da SUA (não da minha) ignorância e do seu preconceito e da sua lusofobia, e deixa muito mal o Brasil, porque este AINDA produzir cidadãos com base em premissas completamente erradas.

Não sei se se dá conta também de que os etnocêntricos e arrogantes são essa fatia de brasileiros, na qual você se inclui, à qual fizeram uma lavagem cerebral, e agora andam por aí a envergonhar o Brasil. E o Brasil não merece andar por aí enxovalhado, deste modo, por gente tão inculta.

Quanto ao seu bom PORTUGUÊS, sinto muito, mas a sua ignorância, a este respeito, continua em alta. Se alguém tem de mudar o nome da Língua não são os Portugueses. Sabia disto?

Quanto aos Portugueses serem incultos e violentos, que TORTURARAM (o tempo do verbo é PASSADO) africanos até 1975, deve estar a achar (porque se PENSASSE, nem ousaria tocar nesta matéria, da qual está muito mal informado) que no Brasil ACTUAL não há incultura, nem violência, e é tudo um mar de rosas, tão mar de rosas e tão pacífico, que os brasileiros estão a debandar para Portugal à procura dessa “violência” e dessa “ignorância”, que você refere e que eles tanto desejam. Só no meu prédio de 17 apartamentos, vivem 10 brasileiros, que fugiram do pacifismo e da cultura do Brasil, e estão felicíssimos com a violência e incultura portuguesas.
Facto: você NÃO sabe onde fica a Europa, e muito menos onde fica Portugal.

Não, a Europa não se situa na América do Sul, e Portugal NÃO fica ali para os lados do Complexo do Alemão, e tão-pouco são os portugueses que andam a exterminar os indígenas brasileiros, os únicos e verdadeiros donos do território que ocupam.

E mais: não sei se reparou, o texto desta publicação foi escrito por um professor universitário, jornalista e escritor brasileiro.

Se tiver mais alguma dúvida, pode perguntar, que terei o maior gosto em esclarecê-lo
De Eduardo Silva a 17 de Janeiro de 2022 às 11:03
A discussao sobre o assunto e' valida e temos que falar sobre isso!

Mas acho desnecessario chamar nos brasileiros de incultos. Qual a necessidade? Vamos trazer argumentos, assim como voce trouxe com a reportagem do Nelson e que sao excelentes argumentos. Vamos manter um nivel, um padrao na discussao sem ofensas.

Assim como ha' brasileiros que sentem a necessidade de "falar" uma lingua europeia para se sentirem importantes no mundo, ha' tambem portugueses que ainda sentem um saudosismo com o passado heroico, como fala o professor Marcos Bagno em uma entrevisata. Inclusive recomendo a voce o texto do professor Marcos Bagno, outro brasileiro que esta de acordo com separacao linguitica entre Brasil e Portugal.
De Isabel A. Ferreira a 17 de Janeiro de 2022 às 17:19
Eduardo Silva, quem chamou os Brasileiros de incultos? Existem brasileiros muito incultos, sim, assim como existem portugueses, franceses, ingleses etc., também muito incultos. Eu tenho por hábito usar maiúsculas e minúsculas para separar as águas paradas das águas agitadas, e o trigo do joio. Quando uso Brasileiros, com um BÊ maiúsculo, refiro-me ao POVO BRASILEIRO, constituído por cidadãos cultos e por cidadãos incultos. O mesmo faço em relação aos Portugueses, o Povo Português, e entre ele existem portugueses cultos e também muito incultos.

Pois esses argumentos de que fala, já circulam por este Blogue em muitos e variados textos, incluindo o de Marcos Bagno, qual o qual concordo plenamente, no que respeita à separação linguística, porquanto, desse modo, acabar-se-ia com essa coisa do colonialismo português que os brasileiros incultos nunca aceitaram, e tanto desdenham.

Quanto aos portugueses hodiernos, estes NÃO sentem o mínimo saudosismo do que denomina de “passado heróico”, porque esse passado e esse heroísmo pertence aos nossos antepassados. E apenas a eles. O que os portugueses hodiernos e cultos sentem é orgulho do que fizemos pelo mundo, da herança BOA que deixámos pelo mundo, e da qual muitos povos (entre eles, os Japoneses, por exemplo) se orgulham, e uns poucos povos, como os brasileiros incultos não se orgulham, porque nunca aceitaram o seu passado, por desconhecerem a VERDADEIRA HISTÓRIA de um território descoberto por Pedro Álvares Cabral e que veio a ser o territorialmente GRANDE BRASIL. Mas para o Brasil ser GRANDE, tal como os tão adorados (pelos brasileiros) Estados Unidos da América, precisam de aceitar o seu passado, como os norte-americanos aceitaram o deles. E olhe que quanto a HERANÇA CULTURAL os Portugueses foram muito mais prolíferos do que os Ingleses. Foram muito menos racistas do que os Ingleses. Foram muito menos bárbaros do que os Ingleses e os Espanhóis, por exemplo, que exterminaram três das civilizações mais avançadas da época: a Inca, a Maia e a Asteca. De resto, a colonização e a escravatura fazem parte dos valores daquela época, que não podem ser avaliados à luz dos valores do século XXI d. C.. E esse é o vosso maior erro.

O problema do Brasil é um ENSINO de História do Brasil e da História do Mundo e da Língua muito, muito péssimo e deficiente. Posso falar desde modo, porque passei um pouco por todos os ciclos de ensino, no Brasil, desde o básico à universidade, alternando com o básico e a universidade em Portugal, e numa escola inglesa. E posso dizer-lhe que as diferenças de ENSINO são abissais.

Já agora, quero fazer-lhe uma pergunta, que não é inocente, mas tem o seu “quê” de fundamento: quais são as suas habilitações académicas?
De Eduardo Silva a 17 de Janeiro de 2022 às 18:12
Ha no Brasil sim muita gente culta, e e' de ser admirado, pois como voce pode constatar no tempo que la' andou, talvez tenha notado o baixo investimento na educacao e falta de reconhecimento aos profissionais dessa area. Mas nao estou aqui para defender o Brasil e atacar Portugal, ja' superei isso ha' muito tempo! Outra coisa que sempre vejo falarem e discordo profundamente, e' que dizem que nas escolas do Brasil nos ensinam a odiar Portugal, o que nao e' verdade ... apenas nos ensinam a historia que aconteceu, e nesse ponto concordo com voce que poderia ser ensinada melhor! Eu, na minha juventude, nunca odiei Portugal e hoje tambem nao odeio, muito pelo contratio, apos ali viver por dois anos (ainda que durante a pandemia) aprendi a admirar o pais, a cultura e o povo (apesar de ter conchecido alguns parvos e xenofobos, mas isso tem pra todo lado nao e' mesmo?).

Sobre o saudosismo dos portugueses ao passado, nao coloquei como afirmacao mas sim como uma possivel explicacao ... como nao sou portugues nao me atrevo a afirmar o que voces sentem ou deixam de sentir! Mas esse foi um dos argumentos que o professor Ivo Castro, da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, com doutorado em Linguística Portugue­sa.
Tirei esse trecho da reportagem do professor Moarcos:

O professor Ivo CastroEle diz o seguinte: “Minha opinião de que a separação estrutural entre a língua de Portugal e a do Brasil é um fenômeno lento e de águas profundas, que é fácil e, a muitos, desejável não observar, assenta-se no convencimento de que a fratura do sistema linguístico existe, mas não é aparente a todos os observadores nem é agradável a todos os saudosistas.”


E como eu disse e' um argumento possivel para justificar os portugueses que nao querem a separacao das linguas faladas nos dois paises, nao sou eu quem esta a falar, mas um portugues letrado e culto.

Sobre a minha formacao academica, tenho bacharelado em Sistemas de Informacao pela Universidade Federal de Lavras MG/Br. Vim para o velho continente trabalhar com TI e nao me sinto despreparado ao trabalho que exerco quando comparado aos meus companheiros europeus e asiaticos. Hoje vivo nos Paises Baixos, trabalhos aqui com muitos portugueses, indianos e tambem com neerlandeses, todos excelentes no que fazem e como pessoas!

Ja agora nao entendi o fundamento da pergunta sobre meu nivel academico.

De Isabel A. Ferreira a 18 de Janeiro de 2022 às 16:17
Eduardo Silva, sim, existe gente muito culta no Brasil, mas essa gente está em minoria. Não tem poder para ter poder. Nas escolas brasileiras, o ensino ministrado é muito pobre, e isto vem já de muito longe, desde que ignorantes marxistas (porque os há cultos) ocuparam o poder e lhe deram para estroncar, por exemplo, a História do Brasil, dizendo barbaridades da colonização, e isso está bem comprovado nos comentários de brasileiros (que apesar de instruídos são incultos), os quais pululam pela Internet, sobre esta matéria.

A mim, não me vem dizer que nas escolas “ensinam o que aconteceu”. É precisamente o contrário: ensinam-vos o que NÃO aconteceu, ensinam-vos a odiar a colonização portuguesa, e isso é um facto indesmentível, comprovado, daí que a LUSOFOBIA seja uma realidade no Brasil, não por parte do POVO menos instruído, mas do povo que vai à escola aprender INVERDADES, os tais instruídos, mas incultos. Isso posso garantir-lhe, porque tive de me bater contra essas inverdades, nomeadamente na Universidade, algo que abordei num livro que escrevi, e no qual provo o quanto os brasileiros se afastaram e continuam afastados da VERDADE HISTÓRICA.

Quanto ao saudosismo, penso que quando um País, que já teve prestígio no mundo por muito bons motivos, se afunda, é de toda a legitimidade que o Povo sinta saudades daquilo que construiu de BOM e que os IGNORANTES destruíram. E se vamos por este caminho, os brasileiros instruídos, mas incultos, sentem SAUDADES de algo que queriam que acontecesse e jamais acontecerá: o de terem sido colonizados pelos Ingleses. Este sentimento mesquinho é que tem destruído o Brasil, e impedido que ele se tornasse os Estados Unidos da América do Sul, 200 anos que já são passados sobre a sua Independência. Quem não aceita o seu passado, viverá o presente metido numa bolha, e jamais terá futuro.

Se não percebeu ou se não quer responder à minha pergunta sobre o seu nível académico, não precisa de responder. Era apenas uma curiosidade minha.

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