De diana coelho a 11 de Agosto de 2023 às 10:41
Bom dia, Isabel. Eu também não me tinha deparado com tal vocábulo e procurei pelo seu significado. Já ouvi críticas ao Priberam e gostaria de saber se existe algum dicionário "on-line" de Língua Portuguesa que seja confiável? Infopedia? Dicionário da Língua Portuguesa da Academia das Ciências de Lisboa? Não nos podemos esquecer que os alunos das escolas portuguesas procuram o significado de palavras no Google, nunca em dicionários on-line de Língua Portuguesa. Nem eles sabem que isso existe. É mais fácil pesquisar o significado de qualquer palavra no Google e isso faz com que encontrem a palavra e respectivo significado em brasileiro. Uma vez certa senhora, licenciada, disse-me "Connosco escreve-se com dois "énes"?? Mas o Google não me diz isso. O Google diz-me que se escreve só com um." E assim vai a Língua Portuguesa.
Cara Diana Coelho, agradeço o seu comentário.
O vocábulo “toxinfeção” de tão horroroso que é, não consta nos bons dicionários portugueses. Devia ser proibido engendrar tais monos ortográficos, que só desfeiam a Língua Portuguesa.
Quanto aos dicionários on-line são para esquecer. O Priberam, que já foi referência, prostituiu-se e está transformado numa mixórdia, que ninguém percebe.
O Google serve o Brasil, de modo que não é fiável, para os Portugueses, como essa senhora acabou por demonstrar. E quando se faz uma pesquisa, quanta desinformação! Quanta linguagem deturpada, quantos significados truncados! Mas isto faz parte do plano de destruição da Língua Portuguesa, para impor de vez a Variante Brasileira do Português, que mudará de nome, logo que a NOSSA Língua esteja espatifada. Mas isto é o que eles pensam!
Portanto, o mais aconselhável é instalar o corrector ortográfico pré-acordo nos computadores, e consultar os dicionários de Língua Portuguesa em papel, publicados antes de 2012, ano em que o AO90 foi imposto ditatorialmente.
Assim vai a Língua Portuguesa, MAS... tudo isto vai acabar mal para os que, de má-fé, andam por aí a vender gato por lebre, e os frutos podres nunca se mantêm nas árvores por muito tempo.
Passaram onze anos desde que o AO90 se implantou em Portugal. O ensino piorou, as televisões e jornais são autênticos antros de disseminação de uma linguagem tosca. O caos instalou-se, e há muita gente a ACORDAR.
De Susana Bastos a 15 de Agosto de 2023 às 18:36
Não é uma palavra vinda do nada, existe e tem uso já há muitos anos, basta usar o Google. Não estar ainda num ou noutro dicionário não significa que não exista, e os dicionários são feitos por pessoas e têm falhas, gralhas e omissões como qualquer obra feita por humanos...
https://ciberduvidas.iscte-iul.pt/consultorio/perguntas/toxi-infeccao-e-toxinfeccao/18801
https://linguagista.blogs.sapo.pt/526098.html
Cara Susana, “toxinfeção” (que em PORTUGUÊS se lê “tóksinf’ção”, pode até nem ter vindo do nada, mas NÃO existe nos dicionários de Língua Portuguesa. E o Google é para esquecer, porque se VENDEU à Variante Brasileira do Português.
É inadmissível que tenhamos nos telemóveis, computadores e redes sociais a opção Português de Portugal, e o conteúdo estar no dialecto brasileiro. O mesmo acontece com o Google. Por isso prefiro consultar tudo em Inglês, até porque é mais fiável.
Uma professora, a propósito disto, enviou-me o seguinte:
«A propósito do vocábulo "toxinfeção", eu descobri, aqui em casa, a palavra escrita da seguinte forma: "Toxi-infecção". Encontrei-a no "Novo Dicionário Compacto da Língua Portuguesa" de António de Morais Silva (1980). No dicionário Completo da Língua Portuguesa da Texto Editores (2006) não existe tal vocábulo e na 3ª Edição do Dicionário de Português da Porto Editora (não consigo ver a data porque é muito antigo, mas creio ser dos anos sessenta) também não existe tal vocábulo. Gostaria de partilhar consigo a página do dicionário de António de Morais Silva e coloquei-a nos anexos. Seria bom que houvesse coerência no estudo da Língua Portuguesa, mas cada um escreve como quer e já ninguém se entende. É por isso que temos salgalhada.»
A Susana apresenta-me o Houaiss, que não serve de bitola para se falar de Português.
Leio no Linguagista que este «é vocábulo que continua a estar ausente dos dicionários”.
Pudera! É um vocábulo HORROROSO.
Devia ser proibido criar monos ortográficos como este e muitos outros que o AO90 gerou com a supressão dos hífenes, como, por exemplo, “corréu” (o que é isto?), quando com mais elegância e propriedade se escreve em BOM Português co-réu (quem não saberá imediatamente o que significa co-réu?)
E o Priberam, meteu os pés pelas mãos, e ficámos a saber o mesmo, ou seja, nada, sobre como escrever “toxinfeção”. Aliás o PRIBERAM prostituiu-se. Já não é um dicionário online de referência. Está uma completa mixórdia.
Isto é uma vergonha para Portugal, onde a ignorância impera, a começar pelos decisores políticos, que aceitam este enxovalhamento sem pestanejar.
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