De Sarin a 5 de Junho de 2020 às 19:32
Boa tarde, Isabel.
Li o comentário e não o entendi assim ofensivo, mas reconheço que as sensibilidades são distintas.
Não sei a que galicismos a Isabel se refere; parece-me que, e atendendo à motivação invocada para o AO90, serão antes anglicismos. Desnecessários, uma vez que muito poucos são específicos da área informática.
Surpreendeu-me ler-lhe o "jogar fora" sem itálico, pelo que presumo ter sido usado natural e inconscientemente - o que é de estranhar em quem defende a Língua Portuguesa contra uma eventual colonização pelo dialecto brasileiro. Porque não deitar fora ou descartar? Contrariamente à Isabel, nada tenho contra as variantes do Português e acho que cabem todas nesta nossa Língua que volta e meia é aviltada por portugueses com acordos estranhos. Por portugueses, Isabel, pois foram portugueses que assinaram e ratificaram o AO90 - e ninguém lhes impôs fosse o que fosse.

"Ou os Brasileiros não são capazes de escrever em Inglês, os vocábulos próprios da tecnologia informática, por ter muitas consoantes não-pronunciáveis, e querem reduzi-la ao básico e traduzi-la inabilmente?"
Isto, sim, é um desaforo, Isabel! Porquê generalizar quando sabemos que, também lá, muitos discordam desta solução? E porque não traduzir o que for traduzível? Cf. escrevi acima, muito poucos vocábulos do jargão são neologismos. Já agora, e uma vez que é tão zelosa na correcção de gralhas, reveja a frase - ou os artigos concordam com o Inglês, ou muda para Língua Inglesa ;)
Cumprimentos
De Isabel A. Ferreira a 5 de Junho de 2020 às 20:13
Boa tarde Sarin,
Agradeço o seu comentário e as suas pertinentes correcções. A pressa é inimiga da perfeição, e eis a prova provada. Fico-lhe muito grata. Muito obrigada.

Corrigidas as faltas (o jogar fora é um eco brasileiro – como sabe, aprendi a ler e a escrever no Brasil, e há coisas que ficam e ainda não se foram), mas prefiro ATIRAR fora do que deitar fora ou descartar). E sim, queria dizer anglicismos. Gralhas corrigidas.

Não sei de onde tirou que sou CONTRA as variantes. Não sou nada contra as variantes.
O que sou é CONTRA transformar a Língua Portuguesa numa variante dela própria, e obrigarem-nos a aplicá-la.

As variantes enriquecem a Língua Mãe. A Língua Mãe não pode jamais ser uma variante dela própria. Não sei se me fiz entender. E é isto que não aceito.

Foram portugueses que assinaram o acordo e todos os outros da CPLP. Só os parvos dos portugueses é que o aplicam. E aqui aproveito para dizer-lhe quando se fala em brasileiros ou portugueses não significa que se generalize. É óbvio que há excepções. É óbvio que nem a todos cabe a carapuça. E também é óbvio que quando se diz que os portugueses são um povo amorfo, eu não me melindro, porque não é de mim que se fala, porque não me encaixo nos amorfos. Simplesmente isto.

Por que não traduzir o que é traduzível? Sim, mas falo de termos técnicos, que são difíceis de traduzir, e são UNIVERSAIS. Fala-se em software e em todo o mundo se sabe o que isso é. Não é preciso traduzir, criando abortinhos ortográficos de fugir.

Continuação de uma boa tarde, e uma vez mais, muito obrigada.
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