Terça-feira, 4 de Abril de 2017

RELATÓRIO DA AUDIÇÃO DA ANPROPORT NO GRUPO DE TRABALHO DE AVALIAÇÃO DO IMPACTO DO AO90

 

Com fé e esperança no triunfo da lucidez dos governantes deste nosso país, vendido aos interesses dos estrangeiros.

 

É que a Língua Portuguesa não é matéria dos Ministérios da Educação ou da Cultura, como deveria ser, num país a sério.


A Língua Portuguesa, em Portugal,  é matéria do Ministério dos Negócios DOS Estrangeiros.


E isto não dirá tudo?

AO90.jpg

 

Origem da foto:

https://www.facebook.com/photo.php?fbid=1331296350284032&set=gm.972341346202655&type=3&theater

 

Relatório da audição da ANPROPORT (Associação Nacional dos Professores de Portugueês) no Grupo de Trabalho de avaliação do impacto do AO90 (com Dra. Rosário Andorinha), 15 de Março de 2017:

 

"De entre os aspeCtos referidos, destacam-se:

- Aumento dos erros ortográficos ocorrido nos últimos anos fruto da aplicação do Acordo Ortográfico, questão muito preocupante para os docentes, pais e encarregados de educação e alunos;

- Gravidade da supressão das consoantes não articuladas;

- Ocorrência de problemas na aplicação do Acordo Ortográfico em diversos países;

- Com o Acordo Ortográfico 2691 palavras que se escreviam de forma diferente continuam a sê-lo; 569 palavras que se escreviam de forma diferente tornaram-se iguais; 1235 palavras que eram iguais tornaram-se diferentes; e 200 palavras que foram «inventadas»;

 

- Como cada país envolvido no Acordo Ortográfico tem a sua própria língua, não entende esta «tentativa» de uniformização. A este respeito as representantes da Associação adiantaram que até ao presente não foi feita qualquer uniformização ou harmonização e que há países que nem sequer ratificaram o Acordo Ortográfico (e provavelmente nunca irão fazer);

- Não é a ortografia que vai unificar a língua ou dispensar a existência de dois textos diferentes;

- O princípio fonético |"rectius", "critério da pronúncia"| é um erro e tende a criar divisões; não há princípios fonéticos em linguística no que respeita a grafia, a grafia é uma coisa e a fonética é outra;

- A Associação defende que não se pode nem deve branquear este processo, inquinado desde o seu início, sobretudo porque os pareceres solicitados, 27 dos quais contrários à implementação do Acordo Ortográfico, designadamente o do Ministério da Educação, foram logo de seguida «escondidos» e ignorados;

- A desvinculação de Portugal do Acordo Ortográfico não criará problemas entre os diversos países;

- Com este Acordo Ortográfico o prestígio da língua portuguesa em todo o mundo não será maior, o que só pode e deve ser alcançado com outro tipo de medidas;

 

- O português estava estabilizado há 65 anos, o que já não acontece agora;

 

- A língua portuguesa, como fenómeno cultural que é, não pode estar sujeita a jogos políticos.

 

Fonte:

http://app.parlamento.pt/webutils/docs/doc.pdf?path=6148523063446f764c324679626d56304c334e706447567a4c31684a53556c4d5a5763765130394e4c7a457951304e44536b517652315242535546425479394562324e31625756756447397a51574e3061585a705a47466b5a554e7662576c7a633246764c7a67304e5467325a6d49324c544d78595759744e47566a4e7931684f4441344c5755334d44497a4e6a5134597a4e685a5335775a47593d&fich=84586fb6-31af-4ec7-a808-e7023648c3ae.pdf&Inline=true

 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 18:56

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comentários:
De Susana Bastos a 9 de Abril de 2017 às 03:42
Na verdade, o teor da foto é dos Tradutores contra o AO :)
https://www.facebook.com/TradutoresContraAO90/photos/a.645118928923112.1073741834.199515723483437/790850901016580/

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A autora deste Blogue não adopta o “Acordo Ortográfico de 1990”, por recusar ser cúmplice de uma fraude comprovada.

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. AO/90 é uma fraude, ilegal e inconstitucional

O Acordo Ortográfico 1990 não tem validade internacional. A assinatura (em 1990) do texto original tem repercussões jurídicas: fixa o texto (e os modos como os signatários se vinculam), isto segundo o artº 10º da Convenção de Viena do Direito dos Tratados. Por isso, não podia ser modificado de modo a entrar em vigor com a ratificação de apenas 3... sem que essa alteração não fosse ratificada por unanimidade! Ainda há meses Angola e Moçambique invocaram oficialmente a não vigência do acordo numa reunião oficial e os representantes oficiais do Brasil e do capataz dos brasileiros, Portugal, meteram a viola no saco. Ora, para um acordo internacional entrar em vigor em Portugal, à luz do artº 8º da Constituição Portuguesa, é preciso que esteja em vigor na ordem jurídica internacional. E este não está!
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