comentários:
De Sarin a 1 de Abril de 2020 às 18:08
Sobre o texto ligado, ou melhor, sobre a justificação, apenas me ocorre

https://sarin-nemlixivianemlimonada.blogs.sapo.pt/porque-sou-contra-o-ao90-1-1504

Cump.
De Isabel A. Ferreira a 1 de Abril de 2020 às 19:03
Obrigada, Sarin, pela achega.
O que li no seu Blogue poderá ser a escrita do futuro. Por este andar para lá caminhamos. Os analfabetos funcionais proliferam.

Mas essa escrita nunca será uma escrita, mas tão-só um amontoado de letras sem nexo.

Ou se vier a ser uma escrita, não será oriunda da portuguesa, mas tão-só da ignorância.
Será a escrita de um tempo caótico.
De Sarin a 1 de Abril de 2020 às 19:55
... que eu espero nunca ter de ler.
Não consigo encontrar qualquer nexo, embora politicamente perceba que tentaram evitar que a LP perdesse preponderância. Nas entidades supra-nacionais os documentos são emitidos em meia-dúzia de línguas, as mais faladas - e, estando no ar a ideia de clivagem da Língua Portuguesa, percebo a ansiedade de alguns visionários. O que nunca percebi, de todo, foi o terem resolvido evitar a clivagem com um acordo decido entre os próprios.
Há quase 300 anos que os ingleses convivem com o inglês dos EUA, e nem houve clivagem nem acordos ortográficos. Nós atordoámos a Língua logo em 1911, e parece que lhe ganhámos o gosto, pois andamos a revivê-lo a cada 30 anos. Por falar nisso, vem aí outro.
De Isabel A. Ferreira a 2 de Abril de 2020 às 15:24
Pois, tenho a dizer-lhe, Sarin, que eu nem politicamente percebo essa tentativa de evitar que a LP perdesse preponderância, porque não só perdeu TODA a preponderância, como está em vias de extinção, se as coisas continuarem como estão. Isto do AO90 foi um tremendo tiro no pé.

Aqui nem sequer se tratou de visionários, porque os visionários são pessoas especiais, que vêem para além do visível, prevêem o futuro e raramente se enganam.

O que se passou aqui foi que uns tantos idiotas assumiram-se como os donos da LP e só meteram o pé na argola, porque os “milhões” os cegaram.

Sempre ouvi dizer (e é a mais pura verdade) que apenas os povos onde existem mais ignorantes e analfabetos é que necessitam de fazer acordos ortográficos, e se vier mais um (espero que não caiam nessa parvoíce) seria pôr a cereja no topo do bolo da IDIOTICE. Mais uma, para a colecção.

Mandar o AO90 às malvas é da inteligência. Resta saber se existirá, em Portugal, políticos suficientemente inteligentes e arrojados, para extinguirem este “vírus” que atacou a Língua Portuguesa. Se não o extinguirem, tudo o que fizerem para a remendar, será um remendo mal remendado, que nada trará de bom à Língua Portuguesa, que é uma Língua nobre, com estirpe, intocável. A ortografia de 1945 está na boa medida. Não precisa de ser “mexida”. Tem os seus defeitos, tem, mas não necessita de mais remendos.

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