Segunda-feira, 1 de Outubro de 2018

SIGLA E NOME DO «MOVIMENTO EM PROL DA LÍNGUA PORTUGUESA» (MPLP) USURPADOS NO FACEBOOK

 

Apesar de o incidente já ter sido “remendado” (e já explicarei o porquê do “remendado”) deixo aqui este alerta, para que isto ou outras usurpações não voltem a acontecer.

 

Desde que se tornou pública a existência do MPLP os ataques e dissimulações têm abundado, mas estamos atentos, e não permitiremos que nada, nem ninguém se meta no caminho deste Movimento, que está a crescer e já engrossou o núcleo inicial.

 

É que o MPLP não é mais um movimento ou mais um grupinho.

O MPLP é ACÇÃO, e veio para mover montanhas até que o AO90 seja revogado.

 

Mas vamos à história da usurpação, para que não se repita:

 

MPLP1.png

 

Quando o Francisco João da Silva me apresentou a ideia de se internacionalizar a luta em prol da Língua Portuguesa, e que considerei uma óptima ideia, ele próprio decidiu dar um nome a esta iniciativa e denominou-a Movimento em Prol da Língua Portuguesa, e eu gostei do nome, porque MOVIMENTO implica acção, e não estagnação, e se quisermos fazer alguma coisa em prol da Língua Portuguesa temos de AGIR, e não andar a fazer-que-se-faz.

 

Ora qualquer Movimento, seja de que natureza for, tem de ter coordenadores, ou então a balbúrdia instala-se. Como o Francisco foi o da ideia e eu acolitei, decidimos ficar responsáveis por todas as iniciativas encetadas pelo Movimento, obviamente, integrando os subscritores, que podem e devem sugerir iniciativas, mas não tomá-las à revelia dos coordenadores.

 

Ora acontece que existia um Grupo no Facebook que dava pelo nome de Movimento Orto-desacordista pela Língua Portuguesa (MOLP).

 

Logo que o MPLP se tornou conhecido, o administrador deste grupo, Alberto Pimentel, que não estava vinculado ao MPLP, decidiu apossar-se do nome do novel Movimento, e mudar o nome do anterior grupo para Movimento em Prol da Língua Portuguesa (MPLP) e, em nome deste Movimento, com um logótipo diferente do nosso (que está ainda em “construção”) começou a fazer convites para adesões, sem dar conhecimento ou sequer ter pedido autorização aos coordenadores do MPLP, como soe das boas regras.

 

Não será estranho que se se apodere da sigla MPLP e a usem para substituir uma outra, sem conhecimento e/ou autorização dos seus coordenadores? O termo para isto é usurpação.

 

Depois de ter deixado na página do grupo a minha indignação e a minha reclamação, o seu administrador mudou novamente o nome ao grupo chamando-lhe CLUBE DOS ORTO-DESACORDISTAS, acompanhado da seguinte declaração, à laia de “remendo”, como se fosse ele a vítima da usurpação, e usando da cobardia de não permitir comentários:

 

«DECLARAÇÃO da ADMINISTRAÇÃO aos interessados.

 

Senhoras e Senhores, o ex-MOLP, Movimento Orto-desacordista pela Língua Portuguesa foi alterado para abraçar um novo Movimento em defesa da Língua Portuguesa, de seu nome, «MPLP», Movimento em Prol da Língua Portuguesa. Acontece que a má fé de algumas pessoas me acusam de "Usurpação" de uma Causa que, (jugava eu) era comum a todos os associados neste grupo, mas na realidade não é. Mea culpa.

 

Lamento os incómodos que provoquei, sem querer, à Srª Drª Isabel A. Ferreira e restantes apoiantes do novo Movimento, MPLP, que a partir de hoje, dia 30 de Setembro de 2018, me desvinculo completamente.

 

Convido desde já a todos os associados que apoiam as declarações das pessoas do MPLP neste grupo, a sairem do agora designado «CLUBE dos ORTO-DESACORDISTAS».

 

Resta-me desejar os maiores sucessos ao MPLP e aos seus apoiantes, mas a luta contra o Acordo Ortográfico de 1990 não poderá continuar em união, porque não existe Vontade da coordenação do "MPLP", que é inteiramente respeitada por mim, Administrador do Clube dos Orto-desacordistas.

 

As publicações que fiz em defesa do MPLP e da Srª Drª Isabel Ferreira, foram apagadas. O meu "erro" foi corrigido. Peço a compreensão daqueles que puderem compreender.

 

Ainda assim, quem quiser aderir ao MPLP, está à vontade de aderir e sair, ou de ficar nos dois: MPLP e Clube dos Orto-desacordistas. No meu entender, é assim que se demonstra a elevação e a defesa real da nossa Ortografia e Língua, pois no fundo é isso o que realmente interessa àqueles que não aceitam a Mixórdia Gráfica de 1990.

 

Viva a Língua Portuguesa!

 

***

Como não pude comentar no Clube, deixo aqui a minha resposta a esta “declaração”:

 

Primeiro: o senhor Alberto Pimentel não estava vinculado ao MPLP, para dizer que se desvincula dele. Logo, também não podia usar a sigla sem dar conhecimento ou pedir autorização dos coordenadores do Movimento, os únicos que podem activar qualquer ideia ou sugestão dos subscritores.

 

Segundo: dispenso “defesas” quando estas não são absolutamente claras.

 

Terceiro: se houve aqui alguém com má-fé, e com má vontade garanto-lhe que não fui eu.

 

Quarto: não ando aqui a brincar aos movimentozinhos. Estou nisto muito, mas muito a sério! E se o que se passou foi uma manobra de diversão para testar a solidez do MPLP, a manobra foi abortada, como serão abortadas todas as manobras mal-intencionadas, tudo em prol da Língua Portuguesa.

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 16:48

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comentários:
De Maria João Brito de Sousa a 2 de Outubro de 2018 às 13:24
Tomei conhecimento do desagradável incidente.

Desconhecia que existisse um MOLP ou Clube dos Orto-Desacordistas no Facebook.

Saudações desacordistas.
De Isabel A. Ferreira a 2 de Outubro de 2018 às 14:01
A Língua Portuguesa está cercada de inimigos, e quem a defende também.
De Maria João Brito de Sousa a 2 de Outubro de 2018 às 14:07
Sim, eu sei que sim. Não será por isso que a abandonarei. Nem por isso, nem por coisa alguma. A minha posição foi tomada há muitos anos e está muito longe de ser um mero capricho.

Renovo as minhas saudações desacordistas.

De Isabel A. Ferreira a 2 de Outubro de 2018 às 16:11
Obrigada, Maria João.
Bem-haja!

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EM DEFESA DA LÍNGUA PORTUGUESA, A AUTORA DESTE BLOGUE NÃO ADOPTA O “ACORDO ORTOGRÁFICO” DE 1990, DEVIDO A ESTE SER INCONSTITUCIONAL, LINGUISTICAMENTE INCONSISTENTE, ESTRUTURALMENTE INCONGRUENTE, PARA ALÉM DE, COMPROVADAMENTE, SER CAUSA DE UMA CRESCENTE E PERNICIOSA ILITERACIA EM PUBLICAÇÕES OFICIAIS E PRIVADAS, NAS ESCOLAS, NOS ÓRGÃOS DE COMUNICAÇÃO SOCIAL, NA POPULAÇÃO EM GERAL E ESTAR A CRIAR UMA GERAÇÃO DE ANALFABETOS.

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O Acordo Ortográfico 1990 não tem validade internacional. A assinatura (em 1990) do texto original tem repercussões jurídicas: fixa o texto (e os modos como os signatários se vinculam), isto segundo o artº 10º da Convenção de Viena do Direito dos Tratados. Por isso, não podia ser modificado de modo a entrar em vigor com a ratificação de apenas 3... sem que essa alteração não fosse ratificada por unanimidade! Ainda há meses Angola e Moçambique invocaram OFICIALMENTE a não vigência do acordo numa reunião OFICIAL e os representantes OFICIAIS do Brasil e do capataz dos brasileiros, Portugal, meteram a viola no saco. Ora, para um acordo internacional entrar em vigor em Portugal, à luz do artº 8º da Constituição Portuguesa, é preciso que esteja em vigor na ordem jurídica internacional. E este não está!
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