Carlos A. Coimbra, cidadão português radicado no Canadá, enviou-me o seguinte protesto:
Assunto: E o Marcelo não defende isto...
Carreguei agora a APP do ChatGpt.
Quis ver a lista de línguas.
E pronto, já desinstalei a coisa.
O Português padrão não é o original, de Portugal!
O original vem listado separadamente, entre parênteses, como versão especial.
Nem quis ouvir o que aparece como "português", mas suspeito qual seja!
E não sei para onde me queixar...
Carlos A. Coimbra
***
Obviamente que aquele “português” é a Variante Brasileira do Português.
E o Português (Portugal) é a nossa triste Língua acordizada, pelo brasileiro Antônio Houaiss.
E isto é usurpação de um dos símbolos da NOSSA Identidade: a Língua Portuguesa.

Para que a verdade seja reposta, o que deve aparecer é o seguinte:

E o Marcelo não defende isto???????
NÃO, não defende, e nós sabemos muito bem porquê.
O Carlos não sabe a quem fazer queixa.
Eu também não sei.
Já corremos muitas autoridades, e nenhuma nos respondeu, e nós também sabemos muito bem porquê.
Se houver algum jurista que possa orientar-nos nessa queixa, agradeço que me contacte para o e-mail do Blogue: isabelferreira@net.sapo.pt
Isto é uma vergonha para Portugal.
O Português é de Portugal e de quem não deslusitanizou a Língua Portuguesa, como Angola, Moçambique, Guiné-Bissau.
O Português NÃO é do Brasil.
Do Brasil é a Variante Brasileira do Português.
O que mais me irrita nesta questão do “português” na Internet é ver a pouca vergonha com que a Google, o ChatGpt e outros software passaram a considerar "Português" o que se fala e escreve no Brasil, e "Português (Portugal)" indicado como Língua regional, marginalizada, quando é o Português original, o Português padrão, a GENETRIZ das Variantes que se criaram a partir dela, incluindo a Variante ( = dialecto) Brasileira da Língua Mãe dos Portugueses.
Há que ter vergonha na cara!!!!
Isabel A. Ferreira
De Susana Bastos a 1 de Novembro de 2025 às 16:15
Cara Isabel, tal como nos EUA existe a variante americana do inglês, na Austrália a variante australiana do português e na África do Sul a variante sul-africana do inglês. E sim, todos falam e escrevem inglês. Isto é tão evidente que nem merece explicação.
Cara Susana está muito enganada, quanto à sua conclusão do «todos falam e escrevem Inglês, e que isto é tão evidente que nem merece explicação».
Não, não é assim tão evidente, sabe porquê?
Porque nem os EUA, nem a Austrália, nem a África do Sul “DESINGLESARAM” o Inglês, ou seja, mudaram substancialmente a estrutura fonética e gráfica do Inglês, apenas pontualmente, mas muito pontualmente, como é natural, mexeram na estrutura da pronúncia e da ortografia, e no vocabulário, e nem andam por aí a dizer mal da Língua do ex-colonizador, ou a tentar infiltrar as suas variantes no Reino Unido, até porque os Ingleses, ciosos da sua Cultura, não só Linguística, jamais aceitariam que um desses citados países tentassem impingir-lhes a variante deles. Vivem pacificamente, com o ex-colonizador, sem pretenderem atropelar a Língua Mãe, a Língua Inglesa.
O mesmo não se passa com o Brasil, que DESLUSITANIZOU o Português, a tal ponto que só por muita amabilidade é que lhe chamamos «Variante Brasileira do Português», quando a designação correCta seria a de Língua Brasileira, derivada do Português, aliás tese que alguns linguistas brasileiros e até mesmo brasileiros comuns já seguem.
Aliás, quando lá estudei, não estudei Português, estudei a Variante Brasileira do Português. Se tivesse estudado Português, não precisaria de, em Portugal, estudar o Português, para poder continuar os meus estudos na minha Língua Materna.
Cara Susana, por muito que queiram virar o bico ao prego, um prego que se preze, só é prego com o bico no seu devido lugar, e para virar o bico ao prego, terão de o entortar tanto, até ele já não ser prego.
O que mais me irrita nesta questão do “português” na Internet é ver a pouca vergonha com que a Google, o ChatGpt e outros software passaram a considerar "Português" o que se fala e escreve no Brasil, e "Português (Portugal)" indicado como Língua regional, marginalizada, quando é o Português original, o Português padrão, a GENETRIZ das Variantes que se criaram a partir dela, incluindo a Variante ( = dialecto) Brasileira da Língua Mãe dos Portugueses.
O verdadeiro Português não é do Brasil, mas sim dos países que, tendo optado pelo Português, aquando da independência, não DESLUSITANIZARAM a Língua Portuguesa.
O “português” até pode ser a Língua oficial do Brasil, por interesses políticos, mas NÃO é a Língua que, de facto, se fala e escreve nesse País, e só não vê isto quem não quer ver, ou de má-fé, quer ajudar a surripiar a Língua de Portugal para fins escusos.
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