Segunda-feira, 30 de Maio de 2016

A MINHA RESPOSTA AO COMENTÁRIO DE UM DEFENSOR DO AO90

 

PROJÊTO.jpg

Origem da imagem neste excelente Blogue:

http://diganaoainercia.blogspot.pt/2016/02/reforma-do-ao90-no-brasil.html

 

«Luis Gaivao, deixou um comentário ao post O INDEFENSÁVEL AO90 às 12:16, 2016-05-29.

 

Defendo o AO. Ele apenas, só, unicamente mexe na ortografia. Não muda, não modifica, não ataca a Língua Portuguesa. Está continuará a ter os usos e as pronúncias, as sintaxes e as semânticas que cada região, país, latitude e longitude, cultura e povo lhe acrescentarem, para a enriquecer de localismos. O que eu vejo, para além de ser necessário estudar o AO, é uma imensa e pesada inércia e preguiça para modificar hábitos adquiridos. Dos impostos sobre os livros, tratem os governos, e já agora, sabiam que quem alterou a escrita do maior número de palavras foi o Brasil? (Ex-Presidente da Academia de Letras do Brasil). Não ao deitar poeira para os olhos! Não existe neocolonialismo nos cientistas de linguística que trabalharam no AO. Apenas querem unificar (admitindo variantes por respeito às diferenças de pronuncia) a ortografia da Língua. Ganha força e peso como bloco dos falantes de Português, num mundo cuja globalização em inglês e uma perda irreparável para as diferenças culturais. E, além do Português vivam todas as línguas representativas das culturas anti-hegemonicas.»

 

***

Pois lamento muito dizer-lhe que ao defender o AO90 está a defender:

 

1 - O “acordo” do maior desacordo que jamais se viu entre os países lusófonos.

 

2 - Um “acordo” ilegal, inconstitucional, algo que não está efectivamente em vigor em país nenhum da lusofonia, e que é usado apenas pelos desinformados, pelos mais distraídos, pelos ignorantes, pelos comodistas, pelos acomodados, pelos subservientes, pelos escravos da ignorância, pelos lacaios do poder, enfim, por quem desconhece por completo a Língua Portuguesa, por dentro e por fora.

 

3 - Um aborto ortográfico que é a maior fraude de todos os tempos.

 

4 - Um monumental insulto à inteligência de todos os (bem) falantes e (bem) escreventes da Língua Portuguesa, culta e europeia.

 

Desculpe, mas o seu comentário só diz do seu gravíssimo desconhecimento acerca da Língua Portuguesa, e de tudo o que se passa ao redor desta aberração ortográfica, denominada AO90, que políticos/ditadores incultos estão a impingir a um povo que maioritariamente o rejeita repulsivamente.

 

Sugiro que leia o que os Portugueses e os Brasileiros Cultos pensam acerca desta aberração, nestes links:

 

http://olugardalinguaportuguesa.blogs.sapo.pt/o-que-os-portugueses-cultos-pensam-33885

 

http://olugardalinguaportuguesa.blogs.sapo.pt/o-que-os-brasileiros-cultos-pensam-8246

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 15:54

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Sábado, 21 de Maio de 2016

A aberração ortográfica

 

Uma excelente síntese de César Faustino, dos motivos pelo qual o Acordo Ortográfico de 1990 tem de ser exterminado com a máxima urgência.

 

PORTUGUÊS.jpg

 

«O facto de |ALEGADAMENTE| mais de meio milhão de crianças serem forçadas, por decreto, a usar a nova ortografia não pode servir de cómoda justificação para se não corrigir urgentemente o desastroso erro da adopção precipitada e ditatorial de um acordo ortográfico que abastarda aberrantemente a língua de toda uma nação, empobrecendo-a marcantemente, e no qual a esmagadora maioria dos portugueses não se revê.

 

Ao contrário daqueles que, por leviandade ou preguiça intelectual, predicam varrer-se o assunto para debaixo do tapete (“caso arrumado, não se fala mais nisso”…), não é, de modo algum, uma questão irreversível. Trata-se da obrigatoriedade de reverter quanto antes uma decisão política inconsciente e irresponsável, que estabeleceu a confusão geral e o caos e que, provocando estigmas profundos na sociedade, se insere na funesta tendência do apagamento da memória e da negação da História – ignorando que a língua portuguesa é, verdadeiramente, o nosso maior património, o nosso atestado de identidade. Mais importante que a bandeira, o hino, a Constituição ou o Estado.

 

César Faustino, Cascais»

in

Cartas à directora do Jornal Público

https://www.publico.pt/opiniao/noticia/cartas-a-directora-1732624

 

***

Se os políticos estão a contar que os portugueses desistam, pelo cansaço, de lutar pelo aniquilamento do AO90, podem tirar o cavalinho da chuva, porque os verdadeiros guerreiros nunca se cansam. E continuaremos a EXIGIR que o governo português recue no que nunca devia ter aceitado: o cabresto dos becharas e malacas que pariram este aborto.

 

Se a falta de lucidez matasse, bechara e malaca, lula, sócrates, cavaco silva, santana lopes, santos silva, antónio costa, marcelo rebelo de sousa (assim grafados com letra minúscula para condizer com a pequenez intelectual destes matadores da Língua Portuguesa, uns, por acção, outros, por omissão e encobrimento de uma fraude) estariam mortos e enterrados.

 

O aborto ortográfico de 1990, mais conhecido, por bechara-malaquês, acordês, socratês, lulês, cavaquês, mixordês irá parar à incineradora, por não ter pés nem cabeça, e, consequentemente, estar condenado à morte desde nascença.

 

É preciso que ninguém tenha qualquer dúvida disto. Nada é irreversível, a não ser a morte. E A Língua Portuguesa, a Portuguesa, não está morta. Cada vez está mais viva, e sobreviverá a esta hecatombe, a este atentado à sua integridade linguística.

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 18:30

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Quinta-feira, 11 de Fevereiro de 2016

O AO/90 NÃO TEM PERNAS PARA ANDAR…

 

… logo, sendo um aborto, vai acabar no caixote do lixo…

 

A cidade do Porto deixou de ser a cidade InviCta, e os programas nas televisões portuguesas são agora em dirÊto… seja lá o que isso for...

 

ABORTO AO.jpg

Origem da imagem:

http://totalitarismouniversalista.blogspot.pt/2015/02/mais-uma-perola-do-aborto-ortografico.html

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 14:59

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Quinta-feira, 19 de Novembro de 2015

A PORTUGAL, O QUE É DE PORTUGAL! AO BRASIL, O QUE É DO BRASIL!

 

flaggen-von-brasilien-und-portugal-clip-art_432457

 

A APLICAÇÃO DO ACORDO ORTOGRÁFICO DE 1990 É ILEGAL EM PORTUGAL

 

No Brasil, se está a ser aplicado ou não, que diferença faz, se os Brasileiros continuarão a escrever CONTATO, em vez de contaCto, PATO, em vez de paCto, e FATO, em vez de facto?

 

É preciso LUTAR para que haja um recuo na imposição deste “acordo” ABSURDO.

 

Portugal não pode PERDER a sua Língua, que é dele, por DIREITO.

 

Portugal não pode perder a sua identidade. A sua portugalidade.

 

Aos Portugueses o que é dos Portugueses.

 

Aos Brasileiros o que é dos Brasileiros.

 

Os brasileiros escrevem e pronunciam mal a Língua Portuguesa, que dizem ser oficial, mas que não é mais do que o Brasileirês, ou seja, a Língua Brasileira, que eles até pronunciam muito bem.

 

Por que não designá-la assim? E isto não tem nada de pejorativo. Por que não haveria os Brasileiros, que não entendem o nosso Português, precisando até de que os nossos livros sejam traduzidos para a língua deles (coisa que os africanos lusófonos não têm necessidade) de ter uma língua chamada Brasileirês? Porque Português não é.

 

E penso que isto não ofenderá os nossos irmãos Brasileiros. Estes deveriam até sentir-se orgulhosos de possuírem uma Língua só deles, enriquecida com vocábulos oriundos dos falares indígenas e dos antigos escravos africanos, para além de muitos termos castiços, que foram reinventados e hoje fazem parte do riquíssimo léxico brasileiro.

 

Para mim, o lugar mais apropriado do AO/1990 é o CAIXOTE DO LIXO, por não servir a nenhum país da CPLP. E não há qualquer interesse em ser revisto. Para quê? Se todos os países devem manter a sua própria identidade linguística, agora que são independentes?

 

O AO/1990 é tão-só a imposição de uma língua fabricada no Brasil para facilitar a aprendizagem da Língua Portuguesa, culta e europeia, aos milhares de analfabetos mal alimentados, logo, pouco desenvolvidos intelectualmente (não por culpa deles, claro), numa tentativa de se baixar o índice de analfabetismo que, ainda hoje, e apesar dessa tentativa, é bastante elevado naquele país.

 

Então, por que carga de água havemos de estropiar a nossa Língua Materna para satisfazer interesses económicos de editores brasileiros e portugueses, e espalhar por aí uma língua mal escrita e mal falada, simplificada, sem raízes e descaracterizada, deixando Portugal de calças na mão, com uma língua que nada tem a ver com a sua identidade primordial?

 

As nossas crianças não serão mais estúpidas do que nós fomos, quando éramos crianças. Não precisam de simplificações. Precisam de uma educação e cultura de qualidade.

 

A Língua Portuguesa, europeia e culta, é património português. Não está à venda, nem pode ser manipulada ao sabor de interesses económicos de ignorantes.

 

***

O FIM DO PRAZO DE “TRANSIÇÃO” SÓ ACABA EM 22 DE SETEMBRO DE 2016

 

Até lá muita água ainda vai correr por baixo da ponte… e ninguém tem autoridade para PENALIZAR nenhum aluno.

 

Há uma ordem do ministério da Educação para penalizar os alunos até 5 valores (escala 0-20) que não usem o AOLP90 nos exames. Quanto aos professores que não cumpram estas regras podem ter sanções disciplinares. Dizem-me.

 

Pois essa ORDEM é ilegal e as penalizações são ILEGAIS. Se recorrerem à justiça, GANHARÃO. O problema é que os governantes SABEM que nem professores, nem pais de alunos mexerão uma palhinha, que seja, para se INCOMODAREM. É mais fácil OBEDECER a uma IMPOSIÇÃO ILEGAL, do que EXIGIR JUSTIÇA.

 

Nas escolas portuguesas, qualquer aluno que seja prejudicado por escrever (e muito correCtamente) a Língua Materna, pode intentar uma acção judicial por violação do Dec-Lei 35228 de 08/12/1945.

 

O pior, é que estão a impingi-lo a inocentes crianças, que ainda não têm o poder de discernir. E é por elas que temos de continuar a lutar contra este ABORTO.

 

Qualquer professor PODE e DEVE RECUSAR os manuais escolares escritos em MAU PORTUGUÊS, porque o AO/1990 é ILEGAL. Foi imposto ilegalmente nas escolas e nas repartições públicas.

 

Então, por que não o fazem? Por MEDO? Mas ninguém, em Portugal, pode PENALIZAR nem um professor, nem um estudante que se RECUSE a utilizar o AO/1990 e os manuais mal escritos.

 

As crianças, essas, estão inocentemente nas mãos dos predadores da Língua. E o que estão a fazer com elas é criminoso.

 

E os paizinhos instruídos têm uma grande parcela de culpa.

 

Mas quem quer incomodar-se?

 

Por isso, os governantes APOSTAM nessas penalizações...

 

Não se destrua o que levou séculos a construir. A comunicação oral e escrita é uma das poucas aquisições que nos diferencia dos outros animais. Não a reduzamos a uma mixórdia de palavreado sem sentido algum, para que uns poucos mercenários encham os bolsos.

 

Deixem a Língua fluir naturalmente. Eficazmente. Lucidamente.

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 18:33

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A autora deste Blogue não adopta o “Acordo Ortográfico de 1990”, por recusar ser cúmplice de uma fraude comprovada.

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isabelferreira@net.sapo.pt

. AO/90 é uma fraude, ilegal e inconstitucional

O Acordo Ortográfico 1990 não tem validade internacional. A assinatura (em 1990) do texto original tem repercussões jurídicas: fixa o texto (e os modos como os signatários se vinculam), isto segundo o artº 10º da Convenção de Viena do Direito dos Tratados. Por isso, não podia ser modificado de modo a entrar em vigor com a ratificação de apenas 3... sem que essa alteração não fosse ratificada por unanimidade! Ainda há meses Angola e Moçambique invocaram oficialmente a não vigência do acordo numa reunião oficial e os representantes oficiais do Brasil e do capataz dos brasileiros, Portugal, meteram a viola no saco. Ora, para um acordo internacional entrar em vigor em Portugal, à luz do artº 8º da Constituição Portuguesa, é preciso que esteja em vigor na ordem jurídica internacional. E este não está!
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