Quarta-feira, 3 de Julho de 2019

PORTUGAL É O ÚNICO PAÍS DO MUNDO ONDE ESCREVER É SINÓNIMO DE BANDALHEIRA

 

Nas escolas, nas televisões e jornais e revistas e livros acordizados, nos documentos oficiais, no Diário da República, nos sites dos governantes e deputados da Nação, na publicidade e panfletos publicitários de empresas servilistas, em suma, onde há um acordista, há, forçosamente, bandalheira na escrita.

 

Nunca se escreveu tão mal, tão incorrectamente, tão abandalhadamente como agora. Parece que uma nuvem de estupidez passou por Portugal e atacou determinados cérebros que mirraram instantaneamente, dando-se início a uma “era de estultícia” sem precedentes em Portugal.

 

São assim.jpg

São assim os que podem e mandam em Portugal...

Origem da imagem: Internet

 

Todos os dias somos insultados e agredidos com as maiores calinadas jamais vistas.

 

Em contrapartida, todos os dias há cidadãos atentos, que chamam à atenção para a destruição da Língua Portuguesa, aquela que deveria identificar o nosso País, e não identifica, tendo-se até substituído a bandeira Portuguesa pela brasileira, quando se trata de identificar a NOSSA Língua.

 

Mas isto, sendo bastante grave, não é tudo.

 

Helder Guégués, autor do livro «Em Português Se Faz FavorUm guia fundamental para escrever bem» – no seu Blogue Linguagista onde se discute os factos da Língua – publicou um pequeno texto, no qual, uma vez mais, chama à atenção para o desastroso dia-a-dia do AO90.

 

Escreveu Helder Guégués:

 

«Nem daqui a cem anos

 

«Os médicos vão passar a ter um guia para atender utentes da comunidade LGBTI (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais ou Transgêneros e Intersexo). A medida é inédita na área da saúde e pretende dar aos profissionais um guia de boas práticas nos cuidados a pessoas LGBTI» («Médicos vão ter guia para atender utentes da comunidade LGBTI», Sara de Melo Rocha com Sara Beatriz Monteiro, TSF, 1.07.2019, 11h48).

 

Duas Saras, e ainda assim o texto ficou doente: «transgênero», hein? E ainda o tal ministro afirmava que as regras do Acordo Ortográfico de 1990 se aprendiam em 10 minutos... Gostava de ler um texto escrito por ele. Ainda hoje os professores — sim, também os de Português — não dominam as regras, e isto depois de acções de formação, guias e outras formas criativas de esbanjar dinheiro público. Tal como estes guias para os médicos — não bastam a experiência e a sensibilidade?

 

Fonte:

https://linguagista.blogs.sapo.pt/o-ao90-no-dia-a-dia-3011634?fbclid=IwAR1I8i3B3SzpzbM_oIPpeAGVRRPEPfW3RY7kkVumjleratauTcbMUGhvfpQ

 

***

Pois, caro Helder, e quando os que se vergaram à ortografia do outro lado do Atlântico tiverem de regressar à escrita correCta? Serão outros cem anos.


Para as crianças e jovens a transição é rápida, supondo que os leccionadores consigam, também rapidamente, regressar à escrita correCta da ortografia portuguesa, aquela que levaram anos a aprender, e num ápice desaprenderam e desataram a ensinar os alunos a escreverem incorreCtamente a própria Língua.

 

Isto só acontece em Portugal, um país que perdeu o rumo (já não está voltado para a Europa) e a vergonha na cara.

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 14:40

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Terça-feira, 25 de Junho de 2019

MARIA REGINA ROCHA NO COLÓQUIO “ORTOGRAFIA E BOM SENSO" – AS DIFERENÇAS DE ORTOGRAFIA QUE O ACORDO ORTOGRÁFICO DE 1990 PROVOCOU

 

Porque todos nós vimos, ouvimos e lemos custa-nos ver, ouvir e ler as notícias falsas que por aí circulam sobre esta matéria, pela boca de acordistas desesperados com a muito provável possibilidade de o AO90 ser atirado ao caixote do lixo.

 

Grande e excelente lição da Professora Maria Regina Rocha, que pôs os pontos nos "is" desta fraude obscura que dá pelo nome de acordo ortográfico de 1990. Uma lição que não foi tida em conta pelos que “podem e mandam”, numa nítida postura ditatorial, e de uma vontade nada democrática de impingir a Portugal, uma grafia que nenhum cérebro saudável, da dita lusofonia, aceita, pelos motivos óbvios e claros, apresentados pela Professora Maria Regina Rocha, neste colóquio. É preciso ter-se um cérebro muito mirradinho para não se entender o óbvio demonstrado neste vídeo.

 

Os governantes deviam ser (e hão-de ser, vão ser) penalizados por andarem a rejeitar as VOZES da RAZÃO. (Isabel A. Ferreira)

 

 

Comunicação de Maria Regina de Matos Rocha, professora da Escola Secundária José Falcão, de Coimbra, com formação em Filologia Românica e em Ciências da Educação, sob o tema "As diferenças de ortografia que o Acordo Ortográfico de 1990 provocou", que aconteceu na Academia das Ciências de Lisboa a 10 de Novembro de 2015.

 

---- Colóquio "Ortografia e bom senso"----

A Academia das Ciências de Lisboa, através do seu Instituto de Lexicologia e Lexicografia, promoveu nos dias 9 e 10 de Novembro de 2015 um colóquio dedicado aos problemas decorrentes do chamado “Acordo Ortográfico de 1990” nos países de língua oficial portuguesa.

 

Com esta iniciativa pretendeu-se envolver as comunidades científicas lusófonas numa questão de transcendente importância para o futuro da língua falada e escrita, no respeito e valorização das tradições nacionais, sem prejuízo de eventuais aproximações aconselhadas pelo uso comum do mesmo idioma em circunstâncias idênticas.

 

***

E o que fizeram os governantes portugueses?

Fizeram ouvidos de mercador, algo apenas compatível com um regime ditatorial, ou seja, com o regime actualmente vigente em Portugal.

 

***

«A falsa unidade ortográfica»

(Um texto de Maria Regina Rocha, publicado no jornal PÚBLICO, 19.01.2013]

 

Estamos em 2019. A fraude mantém-se, contudo, a revogação do AO90 será discutida no Brasil, no próximo mês de Julho. Em Portugal, essa discussão estará para breve. Angola e Moçambique rejeitam o AO90. Timor-Leste, Guiné Bissau e São Tomé e Príncipe não o aplicam. Cabo Verde tem o Português acordizado como “língua estrangeira” que não interessa a ninguém. (Isabel A. Ferreira)

 

«Chegou a hora decisiva de nos pronunciarmos eficazmente pela suspensão da aplicação deste Acordo que tanto prejuízo causa à Língua Portuguesa. (…) E faço um apelo aos decisores políticos para que analisem cuidadosamente a situação: ninguém se pode escudar na ignorância dos assuntos sobre os quais toma decisões, pois a História não lhe perdoará.» (Maria Regina Rocha)


Verdade. A História não perdoará os predadores da Língua Portuguesa.

 

AO90.jpg

 

O Acordo Ortográfico está em causa. Instituições e publicações há que o aplicam; outras, que o rejeitam. O grande público contesta-o, e a esmagadora maioria dos cidadãos não consegue compreender o que se está a tentar fazer à Língua Portuguesa.

 

Efectivamente, embora genericamente as pessoas estejam contra esse acordo, infelizmente a forma como se extremaram posições levou a que, num determinado momento, quem tinha o poder político lhe conferisse força de lei, sem uma atenta e lúcida reflexão sobre o mesmo e as suas gravíssimas implicações, sobretudo de natureza linguística e cultural, com repercussão no ensino e no domínio da língua.

Como ainda estamos em fase de transição e as leis são os homens que as fazem, esperemos que as razões serenas e lúcidas se imponham e façam com que aqueles que representam o povo legislem de acordo com o supremo interesse do país e da língua portuguesa, seja ela falada onde for.

 

Lembro apenas, como precedente, que o Acordo Ortográfico de 1945 foi nessa data assinado por Portugal e pelo Brasil, que o Brasil o tentou aplicar durante dez anos e que, em 1955, rendido à especificidade do registo ortográfico da variante do Português do Brasil, revogou esse acordo. Assim, se Portugal tomar a iniciativa de reflectir e, com razões ponderosas, reformular o texto do Acordo actual, não fará nada de inédito nem beliscará as relações entre os países envolvidos. Aliás, será de referir, ainda, que, recentemente, o próprio governo brasileiro anunciou que vai adiar a obrigatoriedade da aplicação do acordo para 2016…

 

Focando, então, o Acordo actual, em primeiro lugar, deverei dizer que uma pessoa com formação linguística naturalmente que não estaria, à partida, contra um acordo ortográfico. E deverei dizer, ainda, que houve, neste acordo, tentativas (embora não totalmente eficazes) de resolver algumas questões ortográficas relativamente à grafia de novas palavras, concretamente no que diz respeito à utilização do hífen.

 

No entanto, este acordo enferma de um grande pecado original: não alcança minimamente o apregoado objectivo da unidade na ortografia.

Para que serve um «acordo ortográfico»? Para unificar a ortografia de povos que falam a mesma língua. Ora, com este acordo, a ortografia da Língua Portuguesa não se unificou. Tentei obter resposta a uma pergunta simples: quantas palavras se escreviam de forma diferente no Brasil em comparação com a forma como as mesmas palavras se escreviam em Portugal e nos restantes países de Língua Oficial Portuguesa antes do Acordo e depois do Acordo? Não consegui obter uma resposta objectiva da parte de defensores do Acordo Ortográfico. Pergunto: parte-se para a tentativa de aplicação de um acordo ortográfico sem se saber claramente quantas palavras é que mudam na ortografia?

 

Assim, procurei eu a resposta, consultando o «Vocabulário de Mudança» disponibilizado no Portal da Língua Portuguesa (http://www.portaldalinguaportuguesa.org/).

 

E, considerando a informação aí veiculada, a resposta é a seguinte (contagem feita manualmente): antes do Acordo – e exceptuando as palavras com alteração do hífen, as palavras graves acentuadas no Brasil e não em Portugal (como ‘idéia’ – ‘ideia’) e as palavras com trema (pelo seu número residual e por tais situações afectarem sobretudo a ortografia brasileira) –, havia 2691 palavras que se escreviam de forma diferente e que se mantêm diferentes (por exemplo, ‘facto’ – ‘fato’), havia 569 palavras diferentes que se tornam iguais (por exemplo, ‘abstracto’ e ‘abstrato’ resultam em ‘abstrato’), e havia 1235 palavras iguais que se tornam diferentes.

 

Está a ler bem: com o Acordo Ortográfico, aumenta o número de palavras que se escrevem de forma diferente!!!

 

Isto é, havia 1235 palavras que se escreviam da mesma forma em Portugal e no Brasil que, com o Acordo, mudam, a saber: 190 ficam com dupla grafia em ambos os países (por exemplo, ‘circunspecto’ e ‘circunspeto’); 57 ficam com dupla grafia mas só em Portugal (por exemplo, ‘conceptual’ e ‘concetual’, que no Brasil se escreve ‘conceptual’, mantendo a consoante «p»); 788 mudam para uma das variantes que existem no Brasil, por vezes a menos utilizada ou a considerada mais afastada da norma padrão (por exemplo, ‘perspetiva’: em Portugal, só se admite esta forma – sem «c» –, mas no Brasil admitem-se duas, ‘perspetiva’ e ‘perspectiva’, sendo esta última a preferencial); finalmente, 200 mudam para uma até ao momento inexistente e que passa a existir apenas em Portugal (por exemplo, ‘receção’, que no Brasil só admite a forma ‘recepção’, que passa a não ser possível em Portugal).

 

Esta última situação é a mais aberrante: são 200 as palavras inventadas, que não existiam e passam a ser exclusivas da norma ortográfica em Portugal. Alguns exemplos: em Portugal, com o Acordo, passa obrigatoriamente a escrever-se ‘aceção’, ‘anticoncetivo’, ‘conceção’, ‘confeção’, ‘contraceção’, ‘deceção’, ‘deteção’, ‘impercetível’, enquanto no Brasil se escreve obrigatoriamente ‘acepção’, ‘anticonceptivo’, ‘concepção’, ‘confecção’, ‘contracepção’, ‘decepção’, ‘detecção’, ‘imperceptível’.

 

O problema diz, pois, respeito sobretudo à grafia das palavras que contêm as vulgarmente chamadas «consoantes mudas». Segundo os referidos dados do Portal da Língua Portuguesa, com o Acordo Ortográfico, no que diz respeito às palavras que mudam, no Brasil continuam a escrever-se 1235 palavras com essa consoante etimológica (978 de dupla grafia e 257 que se escrevem só com a manutenção da consoante), enquanto em Portugal e nos restantes Países de Língua Oficial Portuguesa, esse número desce para 247, e todas com dupla grafia!!!

 

Leu bem: no Brasil, são 1235 as palavras em que se mantém essa consoante, enquanto em Portugal e nos restantes Países de Língua Oficial Portuguesa são apenas 247!!!

 

Em Portugal, altera-se a ortografia fazendo desaparecer as referidas consoantes e, afinal, no Brasil, essa ortografia de cariz etimológico mantém-se!!!

 

Não vou aqui falar da questão da dupla ortografia e de fragilidades e incorrecções presentes nos textos referentes ao Acordo Ortográfico, que têm um efeito negativo no ensino, na aprendizagem e no domínio da Língua Portuguesa (tal poderá ser objecto de outro artigo).

 

Aqui apenas estou a referir como falsa a propalada unidade ortográfica!

Chegou a hora decisiva de nos pronunciarmos eficazmente pela suspensão da aplicação deste Acordo que tanto prejuízo causa à Língua Portuguesa. Tal é possível subscrevendo a Iniciativa Legislativa de Cidadãos (em https://ilcao.com/), que visa, democraticamente, levar ao Parlamento, de novo, esta discussão.

 

E faço um apelo aos decisores políticos para que analisem cuidadosamente a situação: ninguém se pode escudar na ignorância dos assuntos sobre os quais toma decisões, pois a História não lhe perdoará.

Maria Regina Rocha

Professora e consultora do Ciberdúvidas

 

 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 11:35

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Sábado, 15 de Junho de 2019

RESPONDENDO AO DELÍRIO DE UM ACORDISTA

 

Recebi este comentário ao texto indicado.


Porque é preciso desfazer os “mitos” criados pela alucinação dos acordistas, aqui deixo a minha resposta.

 

João Abreu comentou o post CONTRA O ACORDO ORTOGRÁFICO, MAS POUCO! às 00:29, 15/06/2019 :

Os detratores do acordo ortográfico de 90 não gostam de falar de um facto evidente que é este: desde que ele foi implementado em 2012 tem sido um sucesso nas escolas. A maioria dos alunos escreve segundo as novas regras e não estranha. Alguém já viu alguma manifestação de alunos contra o acordo? Quererão as novas gerações escrever à moda do século XX? Da mesma maneira se perguntassem hoje às pessoas se pretenderiam voltar a escrever segundo a grafia anterior a 1911 é certo que quase todos recusariam. Faria sentido escrever farmácia com ph? É verdade que o AO90 podia ser melhorado mas... por favor, tenham dó! Já não escrevemos como se escrevia no século XIX e os portugueses do século XIX também já não escreviam como no tempo do D.Dinis. Estamos a falar de um punhado de palavras que não muda muito a estrutura da língua portuguesa que é algo de bastante grande e resistente.

 

 

Senhor João Abreu, se há coisa que me tira do sério são comentários como este, que o senhor enviou, e que, no entanto, o senhor tem todo o direito de emitir. Ele está cheio de falácias, e demonstra um desconhecimento descomunal sobre esta matéria, este desastre linguístico, que dá pelo nome de acordo ortográfico de 1990.

 

Portanto, vamos por partes:

 

Primeiro: ninguém é detraCtor (com CÊ, se faz favor, “detrâtôr”, sem CÊ e, desde modo, pronunciado em Portugal, é um vocábulo que pertence EXCLUSIVAMENTE à Língua Brasileira) do AO90, porque o AO90 é uma aberração ortográfica imposta aos Portugueses ilegalmente, e que não está em vigor em país nenhum do mundo dito “lusófono”, e, portanto, tudo o que se diz CONTRA esta aberração é a mais pura verdade.

 

Segundo: o “facto evidente” que o senhor diz que os anti-acordistas não gostam de falar, a bem da verdade NÃO É um “facto evidente”, e por não ser um “facto evidente” falamos dele de outro modo, que é o seguinte: desde que ele foi implementado em 2012 NÃO TEM sido um sucesso nas escolas. Pelo contrário, gerou o CAOS nas escolas (porque as crianças que também aprendem línguas estrangeiras, não percebem porque hão-de suprimir as consoantes mudas no “Português”, e no Inglês e no Castelhano e no Francês, línguas EUROPEIAS, não suprimem. É que nem os professores sabem escrever, o que escrevem e ensinam é um MIXORDÊS pavoroso. Também ninguém diz aos alunos, que o que estão a (des)aprender NÃO É Português, a Língua Materna deles, mas uma grafia exclusivamente brasileira, ILEGAL em Portugal.

 

Terceiro: a MAIORIA (não a TOTALIDADE) dos alunos escreve segundo as regras da ortografia BRASILEIRA, porque a tal são obrigados, de outro modo, SÃO PENALIZADOS, o que é uma situação juridicamente ILEGAL, e disto é que ninguém fala. Porque NÃO existe em Portugal LEI NENHUMA que OBRIGUE alunos e professores a APLICAR a GRAFIA BRASILEIRA.

 

Quarto: ninguém ainda viu uma manifestação de alunos mais velhos contra o acordo ortográfico, porque se os alunos fizerem uma manifestação contra o acordo ortográfico VÊEM as suas notas baixarem, com uma chantagem asquerosa, e isto é um preço que ninguém está disposto a pagar. Os alunos mais pequenos não têm idade para fazerem manifestações, mas sabem que o que lhes desensinam é BRASILEIRO, e que em PORTUGUÊS direCtor é escrito com CÊ , e correCto é escrito com CÊ, e excePto é escrito com PÊ, e quando fora da escola é assim que escrevem. Portanto a aplicação do AO90 nas escolas é um autêntico FRACASSO, porque até os professores escrevem em MIXORDÊS, ou seja, misturam a grafia brasileira com a portuguesa num mesmo texto e deixam os alunos BARALHADOS. Sou testemunha de tal CAOS.

 

Quinto: só alguém muito, muito, mas muito estúpido perguntaria às pessoas se pretenderiam voltar a escrever segundo a grafia anterior a 1911, porque o que aqui está em causa não é o regresso à grafia de 1911, que EVOLUIU (não foi destruída) para a grafia de 1945 (a que está EM VIGOR em Portugal), mas a adoPção (com PÊ, à portuguesa) da grafia exclusivamente brasileira. E obviamente, se alguém fizesse essa pergunta estúpida, a resposta só poderia ser NÃO.

 

Sexto: «Faria sentido escrever farmácia com ph?» Pergunta o senhor João Abreu, numa clara demonstração da mais pura ignorância. Não, não faria sentido, até porque o PH passou a ser o símbolo da IGNORÂNCIA dos acordistas, porque os acordistas não fazem a mínima ideia, por que se passou de “pharmacia” (farmácia) para farmácia, de “lyrio” (lírio) para lírio, de “ella” (ela) para ela, enfim, não fazem a mínima ideia desta EVOLUÇÃO, que nada tem a ver com a DESTRUIÇÃO da raiz dos vocábulos, como passar de seCtor para “setor” (s’tôr), adoPção para “adoção” (âdução”), etc., etc., etc..

 

Sétimo: não, não é verdade que o AO90 podia ser melhorado. O AO90 não tem ponta por onde se lhe pegue. É uma aberração ortográfica, apenas defendida por quem NADA sabe sobre as Ciências da Linguagem, e o seu destino só pode ser o CAIXOTE DO LIXO.

 

Oitavo: tenha dó o senhor João Abreu, (e pare para pensar)! Já não escrevemos como se escrevia em 1911. E em 1911 já não se escrevia como no tempo de Dom Diniz (que nasceu DiniZ, e não DiniS, portanto há que manter o nome de origem) que nos deu a LÍNGUA PORTUGUESA. E sabe porquê? Porque a Língua EVOLUIU, como evoluíram as restantes línguas europeias, só que nenhuma língua indo-europeia, incluindo a Portuguesa, se distanciou das suas raízes greco-latinas. E a Língua Portuguesa é uma língua indo-europeia, da qual os brasileiros se distanciaram, abrasileirando-a, americanizando-a, italianizando-a, castelhanizando-a, afrancesando-a e deixou de ser Portuguesa. Por isso, no Brasil escreve-se brasileiro, em Portugal escreve-se português.

 

Nono: e o senhor João Abreu acaba com uma premissa completamente desfasada da realidade linguística: «Estamos a falar de um punhado de palavras que não muda muito a estrutura da língua portuguesa que é algo de bastante grande e resistente». Tem a noção do disparate que escreveu? Tem a noção de que com esta frase demonstrou a maior das ignorâncias sobre a Língua Portuguesa? Estamos a falar de CENTENAS de palavras que MUDAM TODA a estrutura da Língua. E a estrutura da Língua Portuguesa, na realidade, é algo bastante resistente, por isso, não SUCUMBIRÁ a esta HECATOMBE linguística.


Décimo: o único destino deste ABORTO ORTOGRÁFICO, que dá pelo nome de AO90, é a REVOGAÇÃO. O CAIXOTE DO LIXO. Pode escrever no seu caderninho

 

Isabel A. Ferreira

 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 18:55

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Sexta-feira, 14 de Junho de 2019

«TORNA-SE IMPERIOSO VOLTAR A ENSINAR A ESCREVER CORRECTAMENTE O PORTUGUÊS»

 

Porquê?

Porque só assim se chega ao acto de pensar.

Excerto de um texto da autoria da professora Maria do Carmo Vieira, ao redor da missão do Professor.

 

AO90.jpg

 

«Um professor (…) não pactua com ciladas que aprofundam a ignorância e anestesiam o acto de pensar.


A facilidade que alimenta a infantilização e ignora as capacidades de crianças e jovens, a apologia do funcional em detrimento do belo, não propiciando a educação da sensibilidade e o desenvolvimento sério do espírito crítico, são exemplos de ciladas que se têm armado aos alunos sob a capa de um discurso falsamente bondoso que põe em risco o seu futuro pois não os prepara para a Vida.


A facilidade foi o argumento usado, por exemplo, pelos criadores do Acordo Ortográfico de 1990, que a ela se referiram focando bizarramente o facto de os alunos não gostarem de acentuar as palavras ou de terem de se esforçar demasiado para decorar as que na sua escrita continham consoantes mudas.


Servindo-se dos alunos, subvalorizaram a etimologia, fomentaram o equívoco e invocaram o critério da pronúncia para simplificar a ortografia, numa atitude de ignorância lamentável pormenorizadamente expressa na Nota Explicativa do Acordo Ortográfico, decretado contra a vontade dos portugueses e das comunidades culturais consultadas.


O resultado está à vista na escrita atabalhoada e caótica da Língua Portuguesa, na dificuldade em ensiná-la, tais são as contradições e os erros que a todo o momento surgem e sobre os quais os próprios alunos se questionam, bem como na violência que representa para um professor ser forçado a «ensinar» o que considera ser um erro.


Um Acordo cuja Nota Explicativa põe, na verdade, em causa o Saber e o Conhecimento e determina a perda da função normativa da ortografia.


Comungando todo o professor, independentemente da sua área de ensino, da ideia de que só o domínio da língua portuguesa permitirá aos alunos bem pensar, e que esse domínio exige que a compreendam, que a escrevam correctamente e sobre ela reflictam, o que a imposição do AO 90 tem impedido, torna-se imperioso voltar a ensinar a escrever correctamente o português, não perpetuando incongruências e erros, e demonstrando igualmente aos alunos que fazê-lo constitui da parte do professor um profundo acto de amizade e de fidelidade ao Saber. Seguramente que nos agradecerão um dia, conscientes de que não os traímos na confiança que em nós, desde o primeiro momento, depositaram.»

 

Maria do Carmo Vieira,

Professora

 

Texto retirado daqui:

https://dererummundi.blogspot.com/2019/06/aos-professores.html?fbclid=IwAR2wqTlhDV0umTSGT6C1b8Zg9V2hba62g9laTWwNLweI0i6MGHt8lQIRW8k

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 15:36

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Terça-feira, 11 de Junho de 2019

«HISTÓRIA(S) DUMA LÍNGUA ESTRANGEIRA»

 

Para reflexão, um texto de Hélio Alves,  o qual subscrevo totalmente.

 

sigmund_freud.jpg

 

Quem podia ter feito alguma coisa para evitar que o AO90 se tivesse implantado (ilegalmente) e todo o desaire que se seguiu, ao redor da Língua, escudou-se e continua a escudar-se na obrigatoriedade com medo de serem penalizados, optando por ser cúmplices e não opositores. E as revoluções não se fazem sem resistência e sem perdas. Os professores elegeram o lado errado da História, e nela ficarão como os aliados submissos da destruição da nossa Língua, numa época em que foi mais importante o bolso do que a missão. Se se tivessem unido, como se unem para o 942!... (Isabel A. Ferreira)

 

Por Hélio Alves

 

«Estava eu, há muitos anos, numa paragem de autocarro (lá, tem outro nome) na cidade do Recife, Pernambuco, e fiz uma pergunta qualquer sobre o transporte a uma senhora de certa idade, de vestido e trato fino, que também esperava autocarro. Ela respondeu-me amavelmente, e depois não resistiu a dizer-me: “Fala muito bem português!”. Eu sorri, e repliquei: “Obrigado, mas é natural: eu sou de Portugal”. Então, com ar de quem não estava satisfeita, disse-me ela assim: “Mas fala muito bem!”.

 

Esta história é verídica; a memória não me deixa garantir que se passou exactamente assim, mas foi evidente que a minha referência a Portugal não a fez pensar na coincidência de ela falar uma língua chamada português. Para ela, a palavra Portugal representava uma terra estrangeira, algures no planeta, algures, talvez até, no próprio Brasil. Eu podia ter dito Cangostas de Cima, mas, além de Cangostas ficar com óptima reputação pela soberba dicção dos seus habitantes, o resultado seria idêntico.

 

Vem isto a propósito do facto de o chamado “acordo ortográfico de 1990” estar cada vez mais pelos cabelos politicamente. Do ponto de vista linguístico, não há nada que o salve. Resta o acordo politico, isto é, o facto de vários países terem subscrito esta luminária típica da inteligência e cultura dum Santana Lopes. Países que, no fim das contas, não são os 8 da praxe, mas apenas 3 (o amigo não ouviu falar do Segundo Protocolo Modificativo? Pois informe-se).

 

Vale a pena ignorar a burrada? Valeria, se não se desse o caso de o dito “acordo” ser obrigatório nas escolas portuguesas. Os professores têm de ensinar aquela coisa incompetente, que repugna à ciência e até à mera sensatez, senão podem ser penalizados na carreira. Os alunos têm de fazer sentido duma coisa que não faz sentido, ou seja, decorar um punhado de palavras que sabem que se escrevem assim segundo o “acordo”, e rezar para que não tenham de escrever outras que desconhecem.

 

Os exemplos do politicamente insuportável são aos montes. Segundo o “acordo”, um brasileiro pode escrever “perspectiva” e “retrospectivo”, mas um português não pode. O português quer escrever assim, mas não deixam. Será que os brasileiros sabem que o português, ao escrever essas palavras como eles, é penalizado nos exames escolares? Pois é, do jardim de infância à tese de doutoramento, se escrever como brasileiro, toma lá que já levaste! A nota baixa. Imaginem um português que responde em Portugal a um exame sobre perspectiva, essa inovação fundamental da Modernidade: tantas as vezes que escrever “à brasileira”, tantas em que lhe baixam a nota. E não adianta dizer: “mas eu só quero unificar a minha grafia!”. Resposta: “Unifica, sim, mas só naquilo que nós mandamos!”

 

É a democracia. É festejar o 25 de Abril. É o Portugal moderno que continua a não passar duma terra estrangeira e desconhecida onde há (alguma) gente que ainda fala muito bem português.»

 

Fonte:

https://www.facebook.com/helio.alves.7946/posts/2311284348891866

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 14:56

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Quinta-feira, 6 de Junho de 2019

MÉRTOLA SERÁ UMA CIDADE DE ALGUM ESTADO BRASILEIRO?

 

Mértola1.png

 

É porque a verdade dos fatos, no Brasil, é uma coisa. Em Portugal a verdade dos fatos é outra.

Estará o senhor Paulo Jorge Colaço Rosa a referir-se à verdade dos fatos-macaco dos funcionários da autarquia?

No Brasil, os fatos não se vestem. Lá vestem-se ternos.

Em Portugal os fatos servem para vestir. E ternos são os namorados muito enamorados.

De faCto, este cê, que é mudo no Brasil, em Portugal não é. Logo, lê-se e escreve-se.

 

***

 

Também sabemos que, no Brasil, os Brasileiros são contatados para muitas acções.

Em Portugal, os Portugueses não contatam, nem são contatados.

Em Portugal, os Portugueses contaCtam e são contaCtados (do Latim contaCtus), porque em Portugal lê-se o.

 

***

Sabemos que no Brasil, talvez por influência da colónia italiana, bastante importante no país, os meses do ano são escritos com letra minúscula: febbraio (fevereiro); giugno (junho).

Em Portugal, os meses do ano grafam-se em letra maiúscula, tal como nas restantes grandes línguas europeias: Fevereiro, Junho (Língua Portuguesa); February, June (Língua Inglesa); Février, Juin (Língua Francesa); Februar, Juni (Língua Alemã).

 

***

No Brasil, talvez igualmente por influência da colónia italiana, vai-se diretamente (direttamente) para a cadeia, se se é apanhado, em flagrante, a roubar alguém.

 

Em Portugal, não. Em Portugal pode ir-se direCto (do Latim direCtus) ou direCtamente para a cadeia, se se é apanhado, em flagrante, a roubar alguém. Diretamente, que se lê dirêtamente (o mudo tem função diacrítica, e o a dobrar no italiano também tem, e a vogal E lê-se aberta, e sem o terá de ler-se dirêtamente), não se vai.

 

***

No Brasil, atua-se (átuá-si) quando é preciso.

Em Portugal, aCtua-se (do Latim aCtum = aCção).

 

***

 

Ah! mas agora o que não se lê não se escreve. Então e o acordo ortográfico para que serve? Dirá o senhor Paulo Jorge Colaço Rosa, presidente da Câmara Municipal de Mértola.



Acontece que o acordo ortográfico foi imposto ilegalmente ao Portugueses, e não está em vigor em país nenhum, dizem os juristas. E só os mal informados e os servilistas o aplicam. Se bem que, entre esses, existe uma tendência para abrasileirar o que mandam e o que não mandam, porque desconhecem o Português e o Brasileiro.

Em vigor, em Portugal e em mais seis países, está a ortografia do AO45. No Brasil, unilateralmente, está em vigor a ortografia de 1943.


E como é do senso comum, que o acordo ortográfico de 1990 não veio UNIFICAR a ortografia dos oito países ditos lusófonos, como pretendiam os seus engendradores, porque tal tarefa é completamente impraticável, só os cegos mentais não vêem isto, e uma vez que na ilegal aplicação do AO90 mistura-se alhos com bugalhos, e o que se escreve e se lê é uma mixórdia linguística, jamais vista em qualquer país do mundo ( e eles são 193) e Portugal é caso único, qual é a atitude mais racional a tomar quanto a esta matéria?

 

Acertaram. A REVOGAÇÃO imediata deste inútil e irracional acordo ortográfico, que nenhum país (nem o Brasil) quer. E Portugal também não. Em Portugal, os únicos que o querem (e estão em minoria) são os que, ao que parece, recebem ordens, oriundas de um submundo oculto e obscuro que manieta os governantes portugueses, presidente da República incluído, para que se destrua Portugal, destruindo o seu mais precioso símbolo identitário: a Língua Portuguesa.

 

E todos sabemos que Portugal pagará muito caro por tudo isto. E o pior, é que já começou a pagar.

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 17:56

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Terça-feira, 28 de Maio de 2019

«ACORDO ORTOGRÁFICO» (1990) – ANÁLISE DA DISCÓRDIA

 

 

Fernando Alberto II, um estudioso da Língua Portuguesa e grande opositor do «Acordo Ortográfico de 1990», a que chama Perverso Desastre Histórico-Cultural e Linguístico, apresenta-nos uma análise lúcida e muito racional da discórdia que tal (des)acordo gerou nos oito países de expressão portuguesa.

 

Espero que se faça luz nas mentes daqueles que ainda não se aperceberam do tamanho da tragédia linguística que este “acordo” gerou no seio da lusofonia. Ainda vamos muito a tempo de emendar o erro. Insistir nele é admitir uma latente insanidade mental.

 

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Por Fernando Alberto II

 

«Vasta associação de ciências do conhecimento, todas elas intimamente ligadas à LINGUÍSTICA, COMUNICAÇÃO, CIÊNCIA, FILOSOFIA, RELIGIÃO ou ARTE, as quais foram sucessiva e reiteradamente desrespeitadas, desprezadas, ofendidas e deveras maltratadas no mesmo «Pseudo Acordo Ortográfico», de 1990.

 

Na prossecução do esclarecimento sobre vários paradigmas deste absurdo, demagógico, tendencioso, corporativo e falacioso «Pseudo Acordo Ortográfico», de 1990, refliCtamos sobre sucessivas questões linguísticas pertinentes decorrentes do mesmo.

 

Continuemos igualmente a analisar mais algumas das milhares de palavras, com ortografias, prosódias/ortoépicas e semânticas algo diferentes ou mesmo, completamente diferentes, sobretudo entre Portugal e o Brasil, próprias do léxico comum de cada um dos países associados na CPLP, para já, para se concluir facilmente que, não será a pretensa e utópica unificação/uniformização linguística/ortográfica/lexical que irá enriquecer a língua portuguesa pois, o que sempre a enriqueceu foi, de faCto, essa sua grande variedade, diferença de culturas e riqueza linguística com algumas normas, como a seguir se comprova plenamente.

 

Aliás, como muito bem se sabe e, já o repeti inúmeras vezes, NUNCA, NUNCA, NUNCA, MAS MESMO NUNCA ou JAMAIS, JAMAIS, com toda a certeza, será possível uma UNIFORMIDADE ORTOGRÁFICA, linguística, prosódica/ortoépica, fonética, semântica, morfológica, sintáctica, gramatical e lexical entre todos os países associados na CPLP pois, a história económica e social, a cultura, o ensino, as influências linguísticas autóCtones ou outras, a prosódia/ortoépica, a gramática, a morfologia, a sintaxe e a semântica de cada um dos países associados na CPLP é algo diferente entre todos, ou mesmo muito diferente, completamente diferente, como acontece em relação ao Brasil, tornando esta ambição mórbida numa autêntica utopia fiCcionista. Por isso mesmo, esse sonho quimérico não passa de uma miragem, de uma fiCção, de uma verdadeira utopia delirante e alucinogénia. Trata-se de um idealismo surreal, de um sonho impossível.

 

Com a entrada em vigor, à força, deste «Pseudo Acordo Ortográfico, de 1990», infelizmente, a Língua Portuguesa sofreu um rude golpe, de tal forma que, deixou de fazer parte do leque de Línguas Oficiais da FIFA, do Vaticano, da União Europeia e NUNCA, JAMAIS, JAMAIS, fará parte do leque de Línguas Oficiais da ONU, que era um dos grandes objeCtivos deste mesmo «Pseudo Acordo Ortográfico, de 1990». Assim, jamais a nossa amada Língua Portuguesa, criminosamente amputada e vandalizada pelo «Pseudo Acordo Ortográfico, de 1990», poderá ser considerada, como tal, em qualquer organização internacional, o que não era, de forma alguma, o objeCtivo final deste «Pseudo Acordo Ortográfico, de 1990».

 

Segundo o Sr. Padre Professor Doutor Fernando Alves Cristóvão, um dos responsáveis pela concePção desastrosa do perverso e criminoso «Pseudo-Acordo Ortográfico, de 1990», é de quatrocentos mil o número de vocábulos que resultam da associação de todos os léxicos dos países associados na C.P.L.P. Salvo o devido respeito e, pela minha investigação e conhecimento, julgo que serão algo mais mas, seja como for, a verdade é que, tendo em conta o lado Português, se o léxico comum de Portugal tem cerca de 110 mil vocábulos, os Portugueses teriam de admitir, ter de aprender e de saber, pelo menos, cerca de mais uns 300 mil vocábulos que, nem sequer poderiam ser considerados como neologismos, tendo em conta o previsto na falaciosa “filosofia” que preside a este criminoso, abominável e perverso «Pseudo-Acordo Ortográfico, de 1990», uma vez que, de faCto, nunca houve acordo pleno entre todos os países associados na Comunidade de Países de Língua Portuguesa, CPLP, tendo em conta que, nem todos ratificaram esse pretenso acordo.

 

Conclui-se facilmente que a linguagem, a cultura, a ortografia, a gramática, a semântica e a prosódia/fonética da variante do «português» do Brasil, é bastante diferente OU MESMO MUITO DIFERENTE, COMPLETAMENTE DIFERENTE, absolutamente diferente da norma-padrão do Português de Portugal, (Português Europeu) e, apresenta muitas singularidades próprias da Linguística do povo Brasileiro, vocábulos ou termos vernáculos Brasileiros, como é, aliás, muito natural e, perfeitamente admissível.

 

Para bem da vernaculidade e da riqueza cultural da Língua Portuguesa, é absolutamente essencial que mantenha as suas diferenças e caraCterísticas próprias de cada um dos povos e nações da C.P.L.P., excepto na Guiné Equatorial, que a adoPtaram como língua oficial.

 

Para além da parte lexical da Língua Portuguesa usada no Brasil, ortograficamente idêntica, quase igual ou mesmo igual à nossa Língua Portuguesa, (embora a prosódia/fonética, seja muito diferente pois, no Brasil as sílabas são quase sempre abertas ou semi-abertas), desde que com a mesma origem etimológica, sobretudo do Grego e do Latim, uma boa percentagem do léxico comum do Brasil é constituído por termos vernáculos Brasileiros, cerca de 100 mil, essencialmente com origem etimológica nas Línguas Ameríndias dos nativos autóCtones Brasileiros, das nações «Tupi», «Guarani» e «Aruaque», Língua esta falada entre as bacias do Amazonas e do Oiapoque e ainda na Língua africana «Quimbundo», Língua falada em Angola, sobretudo nas províncias de Luanda e de Malange, pela raça Banto, negros autóctones da África Central e Austral, a qual foi levada para o Brasil pelos escravos negros Africanos que, colonizaram o Brasil à força, entre os séculos dezasseis e dezanove, levados de África pelos “seus amos senhores feudais”, alguns totalmente ignorados da esmagadora maioria dos portugueses, quer em termos semânticos quer ortográficos e que, por isso mesmo, nunca se usam e, naturalmente, nem se podem usar em Portugal.

 

O léxico comum da variante da Língua Portuguesa do Brasil, terá cerca de 210 mil vocábulos, assim distribuídos: 110 mil vocábulos iguais ou idênticos ao léxico comum da norma-padrão da Língua Portuguesa ou Português Europeu, acrescidos ainda dos supra-referidos 100 mil vocábulos vernáculos Brasileiros.

 

Pelo exposto, não me parece nada disparatado poder afirmar hoje, haver já a considerar uma verdadeira Língua Vernácula Brasileira baseada, em exclusivo em pelo menos, 100 mil vocábulos vernáculos do Brasil, ESTES ABSOLUTAMENTE IGNORADOS EM PORTUGAL, como é natural.

 

Aliás, como muito bem sabemos, desde há cerca de 100 anos que, as normas Linguísticas, desde as ortográficas-lexicais e morfológicas até às semânticas do Português-Europeu e do Português-Brasileiro estão a afastar-se cada vez mais, de dia-para-dia sobretudo devido ao facto de, no Brasil nascerem constantemente “neologismos”, aportuguesados ou abrasileirados, por influência da Língua Inglesa, sobretudo dos Estados Unidos da América.

 

No entanto, no Portugal de hoje, resulta extremamente preocupante e algo perverso, o faCto abusivo e odioso de, diversos média, sobretudo na/a televisão, lamentavelmente, aplicarem de forma delirante, arrogante, traiçoeira, pedante e perversa, constantemente, vários estrangeirismos, sobretudo anglicismos, “qual massacre de intoxicação linguística e, talvez mesmo prova de uma excessiva xenofilia, (xenófilo-dependência)”, absolutamente desnecessários que, tornam a televisão numa espécie de clube xenófilo viciado dependente, elitista e esotérico, contrariando em absoluto a sua vocação e tradição populares ofendendo, deliberadamente, nomeadamente, o nº. 3, do Artº 11º, da Constituição da República Portuguesa, bem como ainda, o próprio Povo Português.

 

(…)

 

Agora registou-se um faCto novo e abominável: «Portugal ficou orgulhosamente só», o que me parece completamente absurdo pois, Portugal, embora não seja o proprietário da Língua Portuguesa é, no entanto, o país onde foi criada a matriz desta mesma língua embora, devamos considerar que, a actual província Espanhola da Galiza teve igualmente um papel decisivo na concePção dessa mesma matriz.

 

«CONVENÇÃO ORTOGRÁFICA LUSO-BRASILEIRA, de 1945»

 

A «Convenção Ortográfica Luso-Brasileira, de 1945», foi assinada e ratificada, pelos dois países, em 10 de Agosto de 1945.

 

Grande parte do povo brasileiro e a imprensa rejeitaram a referida «Convenção», ainda que TENHA SIDO APROVADA POR DECRETO-LEI.

 

Perante tantos protestos, a Assembleia Legislativa Brasileira acabou por ceder, de tal forma que, se recuou novamente para a ortografia anterior, ou seja, a de 1943.

 

Portanto, o Brasil acabou por não respeitar e rejeitar totalmente a «Convenção Ortográfica», de 1945, que havia assinado e ratificado com Portugal.

 

A ortografia prescrita na referida «Convenção Ortográfica, de 1945», foi tornada obrigatória em todas as publicações editadas em Portugal, por força do Decreto, nº. 35.228, de 8 de Dezembro de 1945.

 

O Decreto-Lei, nº. 32/73, publicado em 6 de Fevereiro de 1973, veio reforçar ainda mais aquele referido Decreto. Ambos estes preceitos encontram-se em PLENO VIGOR na Ordem Jurídica Portuguesa uma vez que não foi, nem poderia ser, revogada a «Convenção Ortográfica Luso-Brasileira, de 1945», assinada e ratificada, pelos dois países, em 10 de Agosto de 1945.

 

Pelo que julgo saber, a Resolução do Conselho de Ministros, nº. 8/2011, de Agosto de 2011, consubstanciará um mero despacho administrativo o qual, por isso mesmo, não pode nunca sobrepor-se às supra referidas Leis. A conclusão que me parece ser de extrair é a de que se trata de mais um despacho perverso e prepotente, o qual me parece ainda que, infelizmente, colide frontalmente com a devida legalidade, é ILEGAL. Para além disso, na minha modesta opinião, a supracitada Resolução, parece-me que viola ainda, ostensivamente, nomeadamente, o nº. 2, do Artº. 43º da Constituição da República Portuguesa). (...) 

 

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O actual Presidente da República Portuguesa, Professor Doutor Marcelo Duarte Rebelo de Sousa, parece que mantém uma posição algo ambígua, indefinida em relação ao inconstitucional «Pseudo Acordo Ortográfico, de 1990» pois, apesar de respeitar a legalidade escrevendo na base da «Convenção Ortográfica Luso-Brasileira, de 1945», já terá tido a oportunidade de afirmar, há algum tempo, algo absolutamente infeliz, e “apátrida”, referindo mais ou menos isto: “Os Portugueses têm de se convencer de que o Brasil é que tem de conduzir a política da Língua Portuguesa”. Se esta sua afirmação, produzida quando era um simples cidadão comum, seria perversa, infeliz e prova de servilismo apátrida, agora, que é Presidente da República Portuguesa, para além de perversa e servilista, é danosa, indigna, irresponsável, traiçoeira e desleal, para com a nação Portuguesa. Além disso, jurou cumprir e FAZER CUMPRIR o texto Constitucional da República Portuguesa e esta sua afirmação é mesmo o perfeito antípoda do respeito que deve nutrir sempre e, em qualquer circunstância, por este texto SAGRADO para todos os portugueses. Não votei e jamais poderia votar nele, mas veremos o que o futuro ainda nos reserva pois, se não for imediatamente revogado o ILEGAL «Pseudo Acordo Ortográfico, de 1990», o actual SAGRADO texto da Constituição da República Portuguesa» tal como acontecia com a Constituição Portuguesa de antes do 25 de Abril de 1974, continuará a ser um texto bonito e democrático apenas para enganar os estrangeiros pois será sempre FALSO e HIPÓCRITA, se aplicado em Portugal.

 

Com a adoPção demagógica, política e não Linguística, deste perverso e ILEGAL «Pseudo Acordo Ortográfico, de 1990», “desta toxicidade Linguística venenosa”, da (IR)responsabilidade de políticos ignorantes e irresponsáveis em delírio mental, apátridas escroques traidores, Portugal desprezou e acabou por perder a sua verdadeira identidade Linguística, a sua matriz, a sua independência e vernaculidade Linguísticas, a “sua alma, o seu cérebro e a sua intelectualidade”.

 

Por fim, atente-se na perfeita actualidade e pertinência do texto profético, com mais de 40 anos, se também aplicado ao perverso «Pseudo Acordo Ortográfico, de 1990», que a seguir transcrevo, da autoria de Marcelo Caetano, o último Primeiro-Ministro fascista, deposto pelo golpe de estado de 25 de Abril de 1974:

 

“Veremos alçados ao Poder ANALFABETOS, meninos mimados, ESCROQUES de toda a espécie que conhecemos de longa data. A maioria não servia para criados de quarto e chegam a presidentes de câmara, DEPUTADOS, administradores, MINISTROS e até Presidentes de República.”

 

A Língua e ortografia de Portugal, evoluindo ao longo de mais de 3.000 anos, é sagrada, a melhor identidade do povo português e não pode nunca ser alterada, de forma radical, iníqua e arbitrária, por uma espécie de vassalagem, através de um desastroso, dúbio, inculto, demagógico, abominável, ILEGAL, perverso, subjeCtivo e corporativo Pseudo Tratado Político-Mercantilista-Comercial-Económico.»

 

Fonte:

https://www.facebook.com/groups/345711412486554/

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 15:40

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Terça-feira, 14 de Maio de 2019

NOS DEZ ANOS DA APLICAÇÃO (ILEGAL) DO AO90, TVI ABRE A “CAIXA DE PANDORA” E SOLTA A ABERRAÇÃO EM QUE O “ACORDO” ASSENTA

 

 

«O Acordo Ortográfico é uma aberração. É estúpido e não deixa pensar» (Maria do Carmo Vieira).

 

Ontem, no espaço de comentário do Jornal das 8, da TVI, Miguel Sousa Tavares analisou os 10 anos em que Portugal se viu atrofiado pelo Acordo Ortográfico de 1990, imposto a quase toda a Administração Pública, às publicações no Diário da República, bem como a todo o sistema de ensino (público, particular e cooperativo) pela Resolução do Conselho de Ministros (RCM) nº 8/2011 (ilegal e inconstitucional) e NÃO por decreto, conforme referiu o jornalista Pedro Pinto, porque a RCM não tem validade de lei. Tem a natureza jurídica de um regulamento administrativo, e um regulamento ou uma RCM não são decretos. (***)

 

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Professora Maria do Carmo Vieira, em entrevista á TVI

Ver vídeo da entrevista aqui:

https://www.facebook.com/watch/?v=469570420450454

 

A entrevistada foi a Professora Maria do Carmo Vieira, numa altura em que se conclui que Portugal poderá ser o único país a usar a grafia imposta aos Portugueses em 2009. Maria do Carmo Vieira é uma grande defensora da Língua Portuguesa, que pediu a reforma antecipada, como recusa ao ensino de disparates aos seus alunos; e Miguel Sousa Tavares (anti-acordista) fez de Advogado do Diabo, uma vez que nenhum acordista teve a coragem e a hombridade de dar a cara e ir ao programa defender o que, ficou ontem bem claro, é indefensável, até porque, se fosse defensável, pelo menos um acordistazinho teria aceitado o convite, e dito de sua justiça.

 

O MPLP (Movimento em Prol da Língua Portuguesa) congratula-se com esta iniciativa da TVI, esperando que ela sirva para esclarecer os menos esclarecidos deputados, que ainda não se aperceberam de que insistir no erro, é muiiiiito insano.

 

Porém, por falta de tempo ou por simples esquecimento, ficaram por dizer algumas coisas importantes, e outras foram mal esclarecidas.

 

Para Miguel Sousa Tavares, assumidamente contra o Acordo Ortográfico, sobretudo desde 1991, (e para todos os defensores da Língua Portuguesa) a assinatura de acordo com outros países, no Brasil, que veio a definir o novo acordo «é um dos maiores casos de abuso cometidos na nossa democracia», e Portugal poderá ser o único país a usar o acordo ortográfico.

 

Uma maravilha! Não é? Parvamente sós. Como sempre.

 

«Todos teremos a ganhar com o não destroçar a Língua Portuguesa», afirmou Maria do Carmo Vieira, admitindo que o Acordo Ortográfico «é estúpido e não deixa pensar». Nesta entrevista, Maria do Carmo Vieira refere ainda que só não vê isto quem não ama verdadeiramente a Língua Portuguesa, que é o caso dos envolvidos nesta farsa.

 

Miguel Sousa Tavares afirmou, numa declaração de interesses, antes de continuar para a entrevista conjunta, com Pedro Pinto, a Maria do Carmo Vieira, que «cinco senhores, que não tinham nada que fazer, queriam ir ao Brasil à Academia das Ciências, precisavam de um pretexto, e o pretexto foi fazer um Acordo Ortográfico com o Brasil, que o Brasil não tinha pedido e impingiram-nos isso à força».

 

Não foi bem assim, Miguel Sousa Tavares.

 

Segundo uma investigação do Jornal O DIABO, publicada em 05/12/2015, sob o título O Negócio do Acordo Ortográfico que pode ser consulta na íntegra neste link:

https://olugardalinguaportuguesa.blogs.sapo.pt/o-negocio-do-acordo-ortografico-172469

 

diz-se que «O projecto (AO90), nascido da cabeça do intelectual esquerdista brasileiro Antônio Houaiss, foi desde o início um empreendimento com fins lucrativos, apoiado por uma poderosa máquina política e comercial com ramificações em Portugal.

 

Portanto não foram cinco servilistas que quiseram ir ao Brasil, mas sim, o Brasil, através de Antônio Houaiss é que chamou os servilistas portugueses, para o tal negócio. E Portugal, na mais profunda demonstração da sua vocação para a subserviência, aceitou o negócio, sem pestanejar.

 

O texto do Jornal SÁBADO mostra, preto no branco, a negociata (mais do que negócio) do AO90, que conduziu à decadência da Língua Portuguesa, apenas porque uns tantos “intelectais” (o termo é mesmo este) mercenários decidiram pôr sete países (Portugal, Angola, Moçambique, Guiné Bissau, Cabo Verde (que adoptou o Crioulo Cabo-Verdiano como Língua Oficial, e a Língua Portuguesa como língua estrangeira, assim é que é Miguel)  São Tomé e Príncipe e Timor-Leste), que mantinham uma ortografia normalizada, clara e escorreita, a grafar à brasileira. Daí que Cabo Verde tenha adoptado o Crioulo Cabo-Verdiano como Língua Oficial, e a Língua Portuguesa como língua estrangeira (assim é que é Miguel).

 

E, se bem que nada tenhamos contra a grafia brasileira (e que isto fique bem claro) que pertence unicamente ao Brasil e aos Brasileiros, e faz parte da norma linguística da Língua (oriunda da Língua Portuguesa) que os políticos brasileiros escolheram para o Brasil, não podemos aceitá-la como nossa, porque além de não ser nossa, retira Portugal do seu contexto Europeu, uma vez que a Língua de um Povo é a sua identidade, e nós não somos brasileiros.

 

Maria do Carmo Vieira referiu, e muito bem, que a ortografia é uma norma, e não pode ser decretada. Poderia ter acrescentado, aquando da alusão do Miguel em relação às consoantes mudas, que elas, lá por não se lerem, têm uma função diacrítica, e ainda que haja uma geração de crianças, que foram enganadas e lhe impingiram o AO90, e a escrever incorreCtamente a sua Língua Materna, elas, se vão para a escola, é para APRENDER. Logo, se se disser a essas crianças (como eu já disse) que andaram a ser enganadas, e que a partir de agora irão aprender a escrever correCtamente o Português, a Língua delas, que é para isso que estão na escola, e se lhes perguntar qual das grafias preferem, elas dirão em coro, que preferem aprender a Língua Portuguesa com todas as letrinhas nos respeCtivos lugares, porque é a Língua delas. Porque, como disse e muito bem, Maria do Carmo Vieira, que AMA a Língua Portuguesa, aprender correCtamente a nossa Língua ajuda a pensar.

 

Ora aqui é que está o grande problema: aos governantes portugueses não interessa um povo que saiba pensar, por isso obrigam as crianças a escreverem incorrectamente, para que não venham a ser adultos PENSANTES, mais difíceis de serem subservientes.

 

Os coordenadores do MPLP

Isabel A. Ferreira

Francisco João Da Silva

 

(***) Para mais informação sobre a inconstitucionalidade e a ilegalidade da RCM nº 8/2011, sugerimos a leitura dos textos inseridos nos seguintes links:

https://olugardalinguaportuguesa.blogs.sapo.pt/comunicado-no-2-do-movimento-em-178490

https://olugardalinguaportuguesa.blogs.sapo.pt/comunicado-do-movimento-em-prol-da-176592

 

Para os menos informados, aqui também deixamos a sugestão de dois livros absolutamente imprescindíveis, para se compreender a ABERRAÇÃO do AO90, de que falou a professora Maria do Carmo Vieira, porque hoje, só é ignorante quem quer, e o ignorante optativo é o pior dos ignorantes:

 

- O Acordo Ortográfico de 1990 Não Está em Vigor Prepotência do Governo de José Sócrates e do Presidente Cavaco Silva, do Embaixador Carlos Fernandes (Licenciado em Direito, pela Universidade de Lisboa – Guerra e Paz Editores

 

- Por Amor à Língua PortuguesaEnsaio genealógico-filológico, científico-linguístico e pedagógico-didáctico, visando a superação crítica do actual Acordo Ortográfico / 1990, de Fernando Paulo Baptista (Filólogo em Humanidades Clássicas pela Universidade de Coimbra) – Edições PIAGET

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 17:56

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Segunda-feira, 13 de Maio de 2019

AO90: «HISTÓRIA(S) NUMA LÍNGUA ESTRANGEIRA»

 

Um texto de Hélio Alves, oportuno e assertivo.

 

«E não adianta dizer: “mas eu só quero unificar a minha grafia!”. Resposta: “Unifica, sim, mas só naquilo que nós mandamos!”

 

É a democracia. É festejar o 25 de Abril. É o Portugal moderno que continua a não passar duma terra estrangeira e desconhecida onde há (alguma) gente que ainda fala muito bem português.»

 

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Por Hélio Alves

 

«Estava eu, há muitos anos, numa paragem de autocarro (lá, tem outro nome) na cidade do Recife, Pernambuco, e fiz uma pergunta qualquer sobre o transporte a uma senhora de certa idade, de vestido e trato fino, que também esperava autocarro. Ela respondeu-me amavelmente, e depois não resistiu a dizer-me: “Fala muito bem português!”. Eu sorri, e repliquei: “Obrigado, mas é natural: eu sou de Portugal”. Então, com ar de quem não estava satisfeita, disse-me ela assim: “Mas fala muito bem!”. Esta história é verídica; a memória não me deixa garantir que se passou exactamente assim, mas foi evidente que a minha referência a Portugal não a fez pensar na coincidência de ela falar uma língua chamada português. Para ela, a palavra Portugal representava uma terra estrangeira, algures no planeta, algures, talvez até, no próprio Brasil. Eu podia ter dito Cangostas de Cima, mas, além de Cangostas ficar com óptima reputação pela soberba dicção dos seus habitantes, o resultado seria idêntico.

 

Vem isto a propósito do facto de o chamado “acordo ortográfico de 1990” estar cada vez mais pelos cabelos politicamente. Do ponto de vista linguístico, não há nada que o salve. Resta o acordo politico, isto é, o facto de vários países terem subscrito esta luminária típica da inteligência e cultura dum Santana Lopes. Países que, no fim das contas, não são os 8 da praxe, mas apenas 3 (o amigo não ouviu falar do Segundo Protocolo Modificativo? Pois informe-se).

 

Vale a pena ignorar a burrada? Valeria, se não se desse o caso de o dito “acordo” ser obrigatório nas escolas portuguesas. Os professores têm de ensinar aquela coisa incompetente, que repugna à ciência e até à mera sensatez, senão podem ser penalizados na carreira. Os alunos têm de fazer sentido duma coisa que não faz sentido, ou seja, decorar um punhado de palavras que sabem que se escrevem assim segundo o “acordo”, e rezar para que não tenham de escrever outras que desconhecem.

 

Os exemplos do politicamente insuportável são aos montes. Segundo o “acordo”, um brasileiro pode escrever “perspectiva” e “retrospectivo”, mas um português não pode. O português quer escrever assim, mas não deixam. Será que os brasileiros sabem que o português, ao escrever essas palavras como eles, é penalizado nos exames escolares? Pois é, do jardim de infância à tese de doutoramento, se escrever como brasileiro, toma lá que já levaste! A nota baixa. Imaginem um português que responde em Portugal a um exame sobre perspectiva, essa inovação fundamental da Modernidade: tantas as vezes que escrever “à brasileira”, tantas em que lhe baixam a nota. E não adianta dizer: “mas eu só quero unificar a minha grafia!”. Resposta: “Unifica, sim, mas só naquilo que nós mandamos!”»

 

É a democracia. É festejar o 25 de Abril. É o Portugal moderno que continua a não passar duma terra estrangeira e desconhecida onde há (alguma) gente que ainda fala muito bem português.

 

Fonte:

https://www.facebook.com/helio.alves.7946/posts/2311284348891866

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 18:18

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Sexta-feira, 10 de Maio de 2019

AGORA QUE A NOTÍCIA DE QUE O AO90 PODE ESTAR EM VIAS DE EXTINÇÃO, OS “ACORDISTAS” ACORDARAM PARA O NADA

 

Começando pela posição da Sociedade Portuguesa de Autores, que continua a não utilizar as regras do Acordo Ortográfico, que são mais desregras do que regras, e seguindo com a opinião de alguns cidadãos, que se opõem a esta invasão linguística, que dá pelo nome de Acordo Ortográfico de 1990, que nenhum país de expressão portuguesa, à excepção de Portugal,  está disposto a concordar. Daí não haver razão nenhuma para continuar com esta farsa.

 

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«Os livreiros têm de ser chamados à pedra; o Santos Silva merece um enxovalho público; o Marcelo agacha-se; quanto ao PS, tem de ser desafiado a não vilipendiar mais a Língua Portuguesa.» (M. Figueiredo, via e-mail.)

 

Não podia estar mais de acordo, M. Figueiredo. Os livreiros deviam ir à falência, como pena do crime de lesa-língua; Santos Silva, o kapo de serviço, para a destruição da Língua Portuguesa, terá o seu enxovalho, no momento certo; Marcelo ficará para a História com a alcunha de Dom Marcelo Rebelo de Sousa, o Subserviente; o Partido Socialista será perpetuado na lista do maior predador da Língua Portuguesa, e espero que seja penalizado nas eleições que se aproximam. (Isabel A. Ferreira)

 

«Agora que a petição foi entregue e o Brasil está a discutir a possível desvinculação do AO90, é que os acordistas se lembraram todos de escrever artigos a defender o dito cujo! Devem estar a tremer porque afinal o plano de desprezar a opinião pública sobre esta matéria não resultou como eles esperavam. Ignorantes.» (M. Castro, no Facebook).

 

E como ignorantes que são, o que andam por aí a defender só prova essa ignorância, que brevemente terão de engolir com sorrisinhos amarelos. (Isabel A. Ferreira)

 

«O argumento de que iria ser difícil retornar ao Português de Portugal é uma falácia. Em toda a Administração Pública seria necessário que o corrector ortográfico fosse actualizado. Com este passo, a grafia e a acentuação entrariam, facilmente, no hábito dos utilizadores, pois, quem ainda escreve à mão, em pouco ou nada adaptou o (des)acordo ortográfico (J. Moreira, Blogue O Lugar da Língua Portuguesa)

 

Exacto, caro J. Moreira. Esse é um “desargumento”. Claro que é uma falácia, como tudo o que anda ao redor do AO90. Bastava o corrector ortográfico, na Administração Pública, ser como o meu, que é um caça-acordês e repõe as consoantes mudas, a acentuação e a hifenização correCtamente, para que as coisas normalizassem.

 

Mas também não acredito que os funcionários públicos não conseguissem tornar a escrever “direCtor” em vez de “diretor”, ou “recePção” em vez de “receção”, se passaram a maior parte da vida deles a escrever com os cês e os pês nos respectivos lugares, e a acentuar “pára”, do verbo parar, e a hifenizar fim-de-semana (um substantivo masculino que se dividiu em três palavras diferentes: substantivo masculino + preposição + substantivo feminino), e deixou de ser fim-de-semana (período que decorre desde a noite de sexta-feira a domingo à noite) para poder ser o final de uma qualquer semana, que pode começar a uma quinta-feira, num ciclo de sete dias, mas enfim, quem engendrou este acordo, ou nada sabia da Língua ou, se sabia, estava com a “ganza”.

 

Quem escreve à mão, escreverá à portuguesa. Isto de dizer que o AO90 está implantadíssimo é outra falácia. Cada vez aparecem mais publicações em BOM PORTUGUÊS, e por esse Portugal afora há muito, mas muito povo que nem sabe o que é o “acordo”.

 

Os acordistas, quando falam do acordo, só se enterram, a eles e ao acordo. E ainda bem que assim é. A ignorância optativa nada constrói, e um país não avança quando anda a navegar no nada. Por isso, não percamos a esperança. O AO90  não tem qualquer hipótese de futuro.

 

Isabel A. Ferreira)

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 16:40

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.ACORDO ORTOGRÁFICO

EM DEFESA DA LÍNGUA PORTUGUESA, A AUTORA DESTE BLOGUE NÃO ADOPTA O “ACORDO ORTOGRÁFICO” DE 1990, DEVIDO A ESTE SER INCONSTITUCIONAL, LINGUISTICAMENTE INCONSISTENTE, ESTRUTURALMENTE INCONGRUENTE, PARA ALÉM DE, COMPROVADAMENTE, SER CAUSA DE UMA CRESCENTE E PERNICIOSA ILITERACIA EM PUBLICAÇÕES OFICIAIS E PRIVADAS, NAS ESCOLAS, NOS ÓRGÃOS DE COMUNICAÇÃO SOCIAL, NA POPULAÇÃO EM GERAL E ESTAR A CRIAR UMA GERAÇÃO DE ANALFABETOS.

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.CONTACTO

isabelferreira@net.sapo.pt

. AO/90 É INCONSTITUCIONAL

O Acordo Ortográfico 1990 não tem validade internacional. A assinatura (em 1990) do texto original tem repercussões jurídicas: fixa o texto (e os modos como os signatários se vinculam), isto segundo o artº 10º da Convenção de Viena do Direito dos Tratados. Por isso, não podia ser modificado de modo a entrar em vigor com a ratificação de apenas 3... sem que essa alteração não fosse ratificada por unanimidade! Ainda há meses Angola e Moçambique invocaram OFICIALMENTE a não vigência do acordo numa reunião OFICIAL e os representantes OFICIAIS do Brasil e do capataz dos brasileiros, Portugal, meteram a viola no saco. Ora, para um acordo internacional entrar em vigor em Portugal, à luz do artº 8º da Constituição Portuguesa, é preciso que esteja em vigor na ordem jurídica internacional. E este não está!
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