Domingo, 23 de Junho de 2019

QUANDO ELIMINAR OS “PENDURICALHOS” DAS PALAVRAS FAZ PARTE DA LINGUAGEM DE UM PROFESSOR, SIGNIFICA QUE O ENSINO DA LÍNGUA PORTUGUESA, EM PORTUGAL, CAIU NO RALO…

 

Se me contassem eu não acreditava. Mas li. E li no comentário (que abaixo reproduzo) e que me enviou o João Abreu, que se diz professor, mas aparenta nada saber das Ciências da Linguagem, nem da nobre missão de ENSINAR, e chocou-me particularmente o modo leviano e indigno como tratou a nossa venerável Língua Portuguesa, símbolo maior da nossa Identidade.

 

Tive de responder-lhe à altura.

 

penduricalhos.jpg

 

Estes serão os “penduricalhos” que o João Abreu pretende eliminar dos vocábulos portugueses, para lhe facilitar a escrita da Língua?

Fonte da imagem: Internet

 

João Abreu comentou o post RESPONDENDO AO DELÍRIO DE UM ACORDISTA às 18:15, 19/06/2019 :

Para acabar de vez com os penduricalhos na Ortografia! Resposta aos fanáticos ANTI AO90 Cara Isabel Ferreira, não se enerve tanto por coisa pouca. O debate de ideias deve ser realizado de forma serena e construtiva. Em resposta aos dez pontos que enunciou direi o seguinte: Primeiro- está mal informada! é mesmo “detrator” que se escreve segundo a lei. Dê uma vista de olhos na lista de palavras que passaram a escrever-se segundo a nova ortografia, por exemplo, no portal da língua portuguesa. É daquelas palavras que nem sequer admite dupla grafia. Portanto, a Isabel é que está em falta quando escreve essa palavra de forma INCORREcTA, digo, (perdão) INCORRETA (aquele “c” mudo que escrevi estava a mais). Segundo- Não lhe vou chamar ignorante porque sei que é uma pessoa culta mas convém relembrar alguns factos: grande parte da nossa grafia ATUAL vem da profunda reforma que se fez em 1911. Foi aí que se eliminaram aquelas consoantes etimológicas que vinham do grego e do latim. E por que razão se fez isso? Porque chegaram, na altura, à conclusão ( e bem) que a nossa língua estava bastante opaca. O objetivo era dar mais transparência à língua, livrando-se dessas consoantes inúteis e facilitar a aprendizagem da leitura e escrita, desiderato inscrito nos ideiais da Primeira República que apostava fortemente na educação e na diminuição da taxa de analfabetismo. Ora, o AO90 apenas veio concluir essa lógica da reforma de 1911 de dar a primazia à fonética em detrimento da etimologia. Sim, devo confessar: concordo absolutamente em que se acabe de vez com estas consoantes mudas etimológicas ! A imagem que tenho delas é a seguinte: são como penduricalhos que só servem para criar excesso de peso nas palavras. São obsoletas e anacrónicas assim como já na segunda metade do XIX se considerava abstruso escrever alumno, orthographia e escripta. E olhe que já em em 1911 havia muitos velhos do Restelo (tal como há hoje) que de forma obstinada teimavam em resistir à mudança! Terceiro- insisto em dizer que não apenas nas escolas mas em todos os serviços públicos a entrada em vigor do AO90 fez-se de forma totalmente pacífica. Onde é que vê um levantamento geral de funcionários públicos contra o AO90? A realidade que eu conheço é a das escolas porque sou professor e desde 2009 já andei por muitas. Garanto-lhe que o AO90 não é assunto de conversa entre professores e muito menos entre alunos, ou, se já o foi no início, deixou de o ser agora. E a razão é porque o AO90 é já como o ar que se respira, já faz parte do código genético do ato de escrever, tanto de professores como de alunos. E a Isabel sabe que os professores, entre outras coisas, escrevem ATAS de reuniões. E já não vejo ninguém reclamar do tipo “Ai, que confusão me faz escrever “ATA” em vez de “AcTA”! Os alunos continuam a dar erros? Claro que continuam. Mas isso não se deve à existência ou não do AO90. Também já davam muitos erros na anterior graf ia. O problema da desortografia tem causas mais profundas como deve saber. Quarto- já reparou, Isabel que neste texto que escrevi só existem três palavras que se alteram em relação à grafia anterior ao AO90? “DETRATOR”; “ATUAL” E “ATA”. E isto para responder ao ponto que mencionou em resposta àquilo que afirmei sobre “um punhado de palavras” que se alteram. Não concorda? Então veja: são três palavras num total de 556 palavras. São 0,5%, até menos do que os especialistas dizem para o total geral das palavras que se alteraram no vocabulário que é na ordem dos 4 ou 5%. Será que a Língua Portuguesa mudou assim tanto só porque se eliminaram os penduricalhos “p” e “c” conhecidos como consoantes mudas? Eu creio que não.

 

***

Primeiro: João Abreu, gostaria de saber o que significa esta frase: «Para acabar de vez com os penduricalhos na Ortografia! Resposta aos fanáticos ANTI AO90», porque estes “penduricalhos na otografia” soam-me a qualquer coisa que nem ouso dizer alto. E “fanáticos anti AO90”, soa-me a algo distorcido, até porque os desacordistas têm toda a legitimidade de serem anti-acordo, porque o acordo é um malparido aborto ortográfico, e ser contra um malparido aborto ortográfico nada tem de fanático, mas de patriótico, que é um sentimento saudável e aconselhável, de amor à Pátria. Se não amamos e defendemos a Nossa Pátria, vamos amar e defender a pátria de quem? A dos outros, a dos que se estão nas tintas para nós?

 

Segundo: eu não estou nervosa, aplique a palavra certa: estou INDIGNADA, e não é por “coisa pouca”, porque não é “coisa pouca” um magote de ignorantes (que só assim podem ser chamados) terem a pretensão de destruir a Língua Materna dos Portugueses, que estava muito bem de saúde, e não necessitava que viessem feri-la de morte, a troco de uns trocos, e eu não seria EU, nem teria o direito à nacionalidade portuguesa, se não me INDIGNASSE com este LINGUICÍDIO, e num linguicídio não há debate de ideias, nem nada que possa ser construtivo. O AO90 é um linguicídio, ou seja, um CRIME de LESA-PÁTRIA e de LESA-LÍNGUA, e quando se trata de um crime não podemos andar a pôr paninhos quentes e fingir que um crime é algo aceitável, porque não é. E todos os que cometeram este crime serão severamente penalizados, tão certa como estar aqui a escrever isto. E bem merecem.

 

Terceiro: quem está mal informado é o senhor João Abreu, aliás, está muito mal informado. Segundo a LEI - o Decreto n.º 35 228, de 8 de Dezembro de 1945, que não foi revogado, logo, está em vigor, “detraCtor” escreve-se com Cê. E o que chama “nova ortografia”, não é nova, porque assenta na GRAFIA BRASILEIRA, vigente no Brasil, desde 1943. Além disso NÃO ESTÁ em vigor em país nenhum lusófono, e em Portugal (único país que a adoptou à ceguinha) só a utilizam os serviçais, os subservientes, os comodistas, os acomodados, os ignorantes optativos e os mal-informados. Não sei em qual destas categorias o senhor João Abreu se encaixa.

 

Quarto: é preciso muita lata (desculpe o termo) e ser completamente cego, para me vir dizer que eu escrevo incorreCtamente esta palavra, que pertence à Língua Portuguesa, assim como incorreCtly pertence à Língua Inglesa, incorreCtamente pertence à Língua Castelhana, e “incorretamente” pertence à Língua Brasileira. E como em Portugal, a Língua Oficial, consignada na Constituição da República (que suponho seja ainda) PORTUGUESA, é a Língua Portuguesa e não a Língua Brasileira, o senhor é que escreve “incurrêtamente” a palavra incorreCtamente, bem como todas as outras palavras às quais, colando-se ao Brasil, suprime as consoantes mudas (a que tem o desplante de chamar “penduricalhos”) e que estão lá por algum motivo, e o motivo é a sua função diacrítica. Ao suprimir as consoantes mudas, o senhor João Abreu, além de escrever incorreCtamente as palavras, também as pronuncia incorreCtamente, na Língua Portuguesa, em Portugal. Porque no Brasil eles escrevem “incorretamente” em Língua Brasileira. E então o senhor comete dois (erros) em um. O que para um professor é erro de palmatória. E só por isso, devia ser expulso do Ensino, por não cumprir correCtamente a sua missão de ensinar, e se for professor de Português, a sua falta é ainda maior.

 

E na verdade, nenhuma pessoa culta, em Portugal (no rol das quais me incluo) se vergou à imposição ILEGAL do AO90, nem o aplica, porque sabe PENSAR A LÍNGUA. Ao contrário dos acordistas que necessitam de “capar os penduricalhos” para conseguirem escrever (mal). Isto implica imediatamente dizer que os acordistas não têm capacidade inteleCtual para aprender nenhuma Língua Europeia, porque todas as Línguas Europeias estão cheias de “penduricalhos”. As crianças portuguesas aprendem as línguas europeias com uma perna às costas. Os estrangeiros, que vêm para Portugal, aprendem o Português integral, com uma perna às costas, com todos os “penduricalhos” da Língua, mas os acordistas portugueses não conseguem aprender a Língua com esses “penduricalhos”! Temos pena. A inteligência não se desenvolve em todos os seres humanos do mesmo modo.

 

Nós somos PORTUGUESES, não somos Brasileiros. E nenhum Português escreverá jamais numa ortografia que IDENTIFICA O BRASIL, mas NÃO IDENTIFICA Portugal. Além disso, o que obtusamente chama de “penduricalhos” faz parte de TODAS as Línguas Cultas Europeias. E que nós saibamos, Portugal AINDA é um PAÍS EUROPEU, com uma Língua europeia. SE Portugal deixar de ser um país livre e soberano (como pretendem os actuais governantes portugueses) para se transformar numa simples colónia, então terá a linguazinha que merece. Entretanto, surgirá um novo Dom Afonso Henriques, para reconstruir Portugal e devolver-lhe a dignidade perdida, graças à (des) governação de um punhado de ignorantes e seus ignorantes acólitos. E desse clone de Afonso Henriques é que rezará a História. Os outros serão atirados ao caixote do lixo dessa mesma História, onde estão todos os que passaram pelo Poder e não dignificaram Portugal.

 

Só por isto, o AO90 é uma carta fora do baralho, mas se lhe juntarmos tudo o resto, é o baralho todo fora do baralho, ou seja, uma aberração malparida, cujo destino é o caixote do lixo, em todos os países da dita lusofonia.

 

Quinto: a mim pode chamar-me ignorante à vontade, em matérias onde sou absolutamente ignorante, como Física Quântica, Astronomia, Física Nuclear, enfim, essas e outras matérias afins. Todos somos ignorantes em alguma coisa, já dizia Einstein. Mas não me chama ignorante a LÍNGUA PORTUGUESA, porque eu ESCREVO e a Língua é o meu instrumento de trabalho, e ninguém, no seu juízo perfeito, UTILIZA instrumentos de trabalho DEFEITUOSOS. CorreCto? Está a ver um médico a utilizar bisturis enferrujados? Também não está a ver-me a usar uma grafia MUTILADA, que não pertence a Portugal, mas sim ao Brasil, e que NÃO ESTÁ EM VIGOR em Portugal, porque não existe LEI alguma que obrigue um PORTUGUÊS a escrever à BRASILEIRA.

 

Sexto: desculpe perguntar: o senhor é professor de quê? Tem a noção do  que diz ao dizer que a nossa aCtual grafia provém da reforma de 1911? NÃO PROVÉM. A nossa aCtual grafia provém da reforma de 1945, a que está em vigor. Não vou aqui dar-lhe uma aula de grafias. Sugiro que ESTUDE as reformas de 1911 e 1945 e se aperceba de que a Língua EVOLUIU, mas não foi destruída em nenhuma dessas datas. Com a reforma de 1990, a Língua não só REGREDIU, como foi desalmadamente DESTRUÍDA.

 

Na verdade, esta evolução veio facilitar a escrita, porque existia (e AINDA existe, um elevado índice de analfabetismo em Portugal como no Brasil) por isso é que quanto MAIS IGNORANTE é um povo, mais precisa de reformas ortográficas. Portugal é campeão europeu em reformas ortográficas, e isto significa que os governos NÃO INVESTEM NO ENSINO e na CULTURA, e mantêm o povo inculto, encruado, ignorante que está sempre a precisar que lhe “capem os penduricalhos”.


Em 1943, o Brasil fez uma reforma ortográfica UNILATERAL, pela qual foram suprimidas as consoantes mudas que o AO90 pretendeu introduzir em Portugal. Em 1945, o Brasil assinou com Portugal a Convenção Ortográfica Luso-Brasileira, que mantinha as consoantes mudas, e o Brasil, como continuava com um índice elevado de analfabetismo, rasgou essa convenção, e regressou à reforma de 1943, e então passaram a escrever “incorretamente” e é essa “incorr’ção” que os acordistas servis querem, à força, introduzir em Portugal.

 

Sétimo: dito isto, penso que não é preciso dizer mais nada, a não ser que CONTE bem contadas (ou também é mau a Matemática?) as palavras às quais “caparam os penduricalhos”. E nem que fossem duas ou três, bastava para o chumbar, num exame de Português, ou para levar umas boas palmatoadas. Eu levei-as, até porque vim do Brasil a escrever à brasileira, ou seja, de acordo com o AO43 = AO90 (mais retoques, menos retoques) e não me fizeram mal nenhum. Nem nenhuma criança das gerações da palmatória ficou traumatizada por causa disso. Agora é que querem fazer das crianças umas MARIQUINHAS, e ai Jesus! que não se pode chumbá-las (já nem falo na palmatória!). E isso é PÉSSIMO para elas.

 

Pois tenho a dizer-lhe que só os ignorantes e os muito intelectualmente inaptos não conseguem escrever o que os povos cultos e europeus escrevem há séculos, nas respectivas Línguas: as consoantes mudas, em linguagem culta, e “penduricalhos”, em linguagem inculta. Então o Inglês, o Francês, o Castelhano, o Alemão estão cheios de PENDURICALHOS, mas os alunos e professores desses países CONSEGUEM escrevê-los sem o mínimo problema. O defeito, devo concluir, está nos PROFESSORES PORTUGUESES, porque os alunos sabem que direCtor se escreve com Cê, em algumas outras línguas que estão a aprender, e fora das escolas. Apenas nas escolas, e porque fazem MUITA CHANTAGEM com as NOTAS, eles vêem-se obrigados a escrever incorreCtamente, para não serem penalizados, ainda que contra a LEI VIGENTE. Tudo isto terá um preço a pagar.

 

Portugal é o único país do mundo, onde os alunos são PENALIZADOS por escreverem correCtamente a sua Língua Materna, a que está EM VIGOR no País deles.

 

E isto só acontece num país terceiro-mundista, que anda a arrastar-se pelo chão, onde não existe BRIO PROFISSIONAL, onde se acha que “capar os penduricalhos” das palavras tem a ver com inteligência e não com INCAPACIDADE.

 

Tenha santa Paciência! Quando a classe de professores chegou ao nível da cave, não surpreende que o ENSINO esteja um CAOS em Portugal, e a escrita da Língua uma MIXÓRDIA. Porque ninguém tem dúvida de que nunca se escreveu tão mal, em Portugal, como actualmente. Caso único no mundo.


Aceite-se de uma vez por todas que este acordo é uma aberração e nasceu morto à nascença. Percebe-se o desespero dos acordistas por sentirem que a revogação desta aberração está a chegar... Sabe que não é só Portugal a querer revogar esta parvoíce?! A ortografia portuguesa (em Portugal) foi limada à perfeição... sem qualquer "gordura” ao longo dos séculos... Até que este desacordo foi martelado sem qualquer lógica ou fundamento e tentaram, sem sucesso, que os Portugueses escrevessem aberrações e incongruências... Por que lhe custa tanto ver os Portugueses, com um pingo de inteligência, a defenderem a Língua Portuguesa?

 

Ainda está por nascer aquele que terá alguma coisa POSITIVA a dizer a favor desta aberração. As reformas de 1911 e 1945 foram contestadas por poucos e por pouco tempo, e, na altura, estavam no terreno apenas o Brasil e Portugal, e os motivos dessa pouca contestação não tiveram nada a ver com a DESTRUIÇÃO da Língua, mas com as mudanças que muito naturalmente alguns não aceitam bem.

 

Contudo, HOJE, estão mais SEIS países a mandar às malvas o AO90, à excepção de Cabo Verde (porque a Cabo Verde interessa este servilismo a Portugal, por motivos completamente alheios à Língua, até porque eles adoptaram o Crioulo Cabo-Verdiano como Língua Oficial, e estão-se nas tintas para o Português acordizado, tido como língua estrangeira, que ninguém quererá aprender). O AO90 está a ser contestado desde o dia em que foi malparido, já lá vão 29 anos, e nestes 29 anos, milhares de escreventes de Português estão continuamente a protestar, e o AO90 só ainda não foi atirado ao lixo, porque vivemos numa DITADURA SOCIALISTA, pior do que a salazarista, porque a salazarista não se disfarçava de democracia.

 

O motivo actual da contestação ao AO90 NÃO É a evolução natural da ortografia, mas a sua destruição e descaracterização. E é isto que os acordistas não têm capacidade para encaixar.

 

Aceite isto, senhor João Abreu, e viverá feliz no paraíso. Até lá, com estes seus comentários, só contribui, ainda mais, para o enterro do aborto ortográfico. E nós só agradecemos.

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 17:28

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Terça-feira, 17 de Julho de 2018

REGRESSO PARA FAZER CAMPANHA CONTRA AQUELES QUE ESTÃO A DECAPITAR PORTUGAL

 

Faço minhas as palavras de António Barreto.

Está nas nossas mãos limpar a Assembleia da República do caruncho que fez ninho no hemiciclo. 

Nesta minha recente viagem, encontrei um Portugal dominado por uma mediocridade viscosa, por um analfabetismo degradante, e por uma inacreditável ignorância optativa, consequência da política retrógrada dos que governam Portugal a julgar que todos os Portugueses são parvos.

É nessa pretensa parvoíce que António Costa aposta.  Por isso, há que aniquilar essa expectativa.

(Isabel A. Ferreira)

 

ANTÓNIO BARRETO.jpg

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 12:07

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Segunda-feira, 9 de Abril de 2018

«A ORTOGRAFIA PORTUGUESA NAS ESCOLAS AJUSTADA AO MIXORDÊS DA “CARTILHA BRASILEIRA”»

 

"Quem não se dá ao respeito, como pode ser respeitado” ...?

 

ARTUR ANSELMO.png

 

Por: Amadeu Mata

 

A (rcm) (***), nº 8/2011, de 25 de Janeiro, foi aplicada à revelia do Decreto-Lei nº 35.228, de 08 de Dezembro de 1945, o qual a maioria dos portugueses de bom senso e carácter sabem que está em vigor no País.  

 

Vª.s Exªs ,  órgãos directivos  competentes das escolas, e não só,  devem  saber  (supõe-se) que esta  (rcm) não passa dum mero despacho normativo - “acto legislativo de natureza regulamentar, que é utilizado, quando houver ou (existir) uma  Lei que o (a) tal autorize”. 

 

Como   sabem ou (pelo menos deviam saber), a (rcm) n.º 8/2011, de 25 de Janeiro, não tem nenhuma Lei ou Decreto-Lei, que a suporte, e  por isso é ilegal, sendo ilegal, é inconstitucional!  

 

E porque assim é, Vossas Exªs, órgãos directivos das escolas e as instituições públicas e alguma comunicação social (televisão, jornais e revistas) estão a infringir o Decreto-Lei acima referido, em vigor, ao utilizar a ortografia ajustada ao "mixordês" da "cartilha brasileira".

 

Os brasileiros escrevem e falam à sua maneira.

 

"Não é possível unificar divergências que assentam em claras diferenças de pronúncia".

 

Por essa via, fazem tábua rasa da pronúncia culta que invocam para outros fins e separam irremediavelmente famílias lexicais, passando a si próprios verdadeiros atestados de analfabetismo funcional, aos ditames da fonética em geral e da "pronúncia culta" em particular, - algo que nenhum académico com o rigor científico indispensável, até hoje é capaz de nos explicar o que significa.

 

É através dessa malfadada (rcm) que os nossos excelsos deputados e os sucessivos governos do (PS, PSD e CDS-PP e agora o BE), salvo honrosas excepções para o PCP o mais coerente de todos nesta matéria, meteram toda a sociedade portuguesa, em particular as crianças em idade escolar, bem como as instituições públicas, nesta embrulhada e aventura desmedida, introduzida no País com requintes de malvadez, imposta de emboscada e à paulada a todos os portugueses!

 

Dessa imposição, o Ministério da Educação (que de educação pouco ou nada deve ter), mandou cumprir a (rcm), ameaçando os órgãos directivos das escolas, caso o professorado não aplicasse o AO90, (fica-se por saber, quais os Países signatários, suas condições e Lei a autorizar), seriam processados judicialmente (processos de  inquérito e disciplinar)!

 

Apesar do medo instalado nas Escolas, desde 2011 até ao momento, Março de 2018, não existe   conhecimento na esfera do ensino, algum professor ou outro funcionário, por utilizar correctamente a ortografia segundo "a matriz culta da língua portuguesa", tenha sido judicialmente processado pelo incumprimento do "Estatuto Disciplinar", da função pública, relativamente a esta matéria. 

 

Isto só mostra inequivocamente, como já foi denunciado publicamente por Paulo de Morais, em 2016, na campanha para a eleição presidencial, demonstrado e provado em tribunal, que existem fortes razões financeiras e interesses privados, com o beneplácito do poder político!

 

Perante estes factos, o governo actual na pessoa do ministro dos negócios estrangeiros tem sido autoritário, arrogante, dogmático e deselegante para com a Academia das Ciências.

 

A Academia, que é, de acordo com a lei em vigor, conselheira do Governo em matéria da língua, não foi ouvida nem achada no que diz respeito a este disparate. 

 

Limitou-se a apresentar, um conjunto de sugestões indicativas para que se começasse a debater este assunto com seriedade ou tentar melhorar, se possível, um acordo que nasceu mal, um acordo falhado.

 

Esta posição do ministro [Augusto Santos Silva], que fala em nome do Governo, revela um grande desprezo por todos aqueles que tem feito oposição desde o princípio a este acordo.

 

Desprezo por escritores, por gente das letras, por académicos, por professores e por muitos cidadãos que se manifestam contra esta aberração deste acordo, que está a fragmentar a língua e a dividir os portugueses.

 

Não se conhece nenhum escritor de nomeada que seja favorável a este acordo.

 

Em Portugal, apenas os subservientes, os partidos do (PS, PSD, CDS e BE) televisão e alguns jornais, adoptaram uma grafia assente na grafia brasileira, por mera ignorância (eles sabem o que fazem) vão mutilando as palavras, a torto e a direito, instalando o caos ortográfico, o mixordês ajustado à cartilha brasileira, nas escolas e instituições públicas.

 

 Angola, Moçambique, Guiné-Bissau e Timor, estão de parabéns por não terem alinhado nesta trama e panaceia vergonhosa, que está a destruir a “Matriz Culta da Língua Portuguesa".  

  

Faz-se um apelo solene aos juristas do País, para apresentarem  ao Tribunal de Justiça Europeu ou Internacional uma "Queixa Crime", contra o Governo Português, Assembleia da República, Presidência da República e Tribunais Portugueses, (que fazem do assunto  "ouvidos de mercador"), para que não deixe perdurar este crime de lesa-Língua Portuguesa e do Património Imaterial de Portugal, que é um atentado ao Estado de Direito (artigo 9º da Lei Nº 34/87) a reposição da Língua Oficial da República Portuguesa,  o Português culto e europeu, que  não pode ser substituída por um (novo) crioulo português, ou um dialecto estatal, importados ilegalmente de um país estrangeiro, que tem a sua própria língua, e foi imposto de maneira ditatorial ao povo português, sem este ter sido consultado ou dado o seu assentimento.

 

Amadeu Mata

 

(***) (rcm) = resolução do conselho de ministros

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 15:27

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Quarta-feira, 7 de Março de 2018

RECESSÃO DA LÍNGUA PORTUGUESA SÓ EM PORTUGAL

 

 

Facto: o AO90 em vez de unificar, desunificou. Em vez de simplificar, complicou. Em vez de dizer ao que vem, diz ao que vai...

E andamos nisto.

 

Ninguém se entende, e a Língua Portuguesa transformou-se no patoá do gentio, sendo que o gentio é o grupo restrito de quem acha que uma resolução do conselho de ministros tem valor de lei.

 

Os acordistas engoliram uma cassete, e por mais que lhes mostremos, por A+B, a monumental ignorância deles, no que ao AO90 diz respeito, não querem saber disso para nada, porque a treta da cassete cristalizou-lhes cérebro.

 

Fincam o pé na recessão e chamam-lhe evolução.

 

Veja-se esta pérola da estupidez que circula na Internet, com o aval do governo português…

 

 

RECEPCAO.png

 

Origem da imagem:

https://www.facebook.com/TradutoresContraAO90/photos/a.212426635525679.35361.199515723483437/890547341046935/?type=3&theater#

 

Se procura “receção” (português europeu) o lugar onde se recebem pessoas, veja recePção (português brasileiro).

 

Receção” português europeu?? Português europeu??

 

RecePção? Português brasileiro?? Português brasileiro??

 

Mas é que nem aqui, nem na China, nem na Cochinchina… nem sequer no Brasil...

 

Isto é um insulto à Língua Portuguesa. Aos Portugueses. A Portugal. Ao Latim. Às línguas latinas, indo-europeias, uma grande família linguística à qual a Língua Portuguesa pertence, enfim, isto é do domínio da decadência cultural e da inversão dos papéis históricos, representados por Portugal e Brasil.

 

E não vamos permitir que isto ande por aí a circular como se fosse verdade. Porque não é.

 

A palavra “receção” significa o mesmo que "anacreto", ou seja, não significa absolutamente nada. É um monstrinho ortográfico fabricado pela ignorância entranhada nos “fabricantes” do AO90. “Receção” e “anacreto” são dois amontoados de letras que se juntaram num casamento que não deu certo, por incompatibilidade de modos e feitios.

 

A palavra RECEPÇÃO pertence ao léxico da Língua Portuguesa, culta e europeia. Ponto. Do latim recepcio, e isto nada tem a ver com o Brasil. Absolutamente nada.

 

O que se passa é que no Brasil pronunciava-se o P, em percePção, aquando da apresentação do Formulário Ortográfico de 1943, sendo este um conjunto de instruções estabelecido pela Academia Brasileira de Letras para a organização do Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa do mesmo ano. É este documento, com as alterações introduzidas pela Lei (não por uma resolução de ministros) 5.765 de 18 de Dezembro de 1971, que regula a grafia do Português no Brasil, tendo sido incorporado pelo Acordo Ortográfico de 1990, e modificado apenas em alguma acentuação e hifenização. Este incorporado são os Brasileiros que dizem. Não sou eu. (Ver Wikipédia).

 

A Base IV deste Formulário diz o seguinte: consoantes mudas: extinção completa de quaisquer consoantes que não se proferissem, ressalvadas as palavras que tivessem variantes com letras pronunciadas ou não. (?)

 

Ora acontece que nas palavras percePção e recePção e restantes vocábulos desta família, e em aspeCto, espeCtador e em algumas mais, as consoantes e pronunciavam-se, logo, safaram-se da extinção completa.

 

Em mais nenhum país lusófono se escreve “receção” e muito menos “recessão” por RECEPÇÃO. Em nenhum, excePto em Portugal, a caminho de ser o menos lusófono dos oito países ainda ditos lusófonos.

 

(Um aparte: sendo a lusofonia um resquício do tempo colonial, não se entende como o Brasil, que tanta aversão tem à colonização portuguesa, algo bastamente comprovado, permite encaixar-se nesta designação).

 

O seguidismo deste modismo, ou seja, deste idiotismo de linguagem, por parte dos portuguesinhos é insultuoso e não abona nada a favor de Portugal. E isto com o aval do incompetente governo português, que não defende a Língua Oficial de Portugal - a Língua Portuguesa, na sua versão culta e europeia - ao contrário de todos os outros países da Europa e do mundo que, ciosamente, afectivamente, reverentemente preservam as suas línguas maternas, como se fossem deusas.

 

Veja-se no que dá ser mais papista do que o papa

 

Esta vergonhosa recessão da língua, só mesmo no Portugal dos pequeninos…

 

RECESSÃO.png

 

Origem da imagem:

https://www.facebook.com/TradutoresContraAO90/photos/a.212426635525679.35361.199515723483437/890570781044591/?type=3&theater#

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 11:43

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Domingo, 21 de Janeiro de 2018

PORTUGAL TEM A TAXA DE ANALFABETISMO MAIS ALTA DA EUROPA

 

5% da população portuguesa ainda não sabe ler nem escrever, mas não são estes 5% de analfabetos que estão a destruir a nossa Língua Materna

 

O analfabetismo atinge mais de 500 mil portugueses (não contando com os semianalfabetos, os analfabetos funcionais, os escolarizados,  incluídos numa boa fatia das gentes que se dizem "letradas"). 

 

 

ANALFABETISMO.jpg

 

E estamos a caminho para muitos mais "milhões", de ambos os lados do Oceano Atlântico,  se o AO90 não for urgentemente mandado às malvas.

 

Este analfabetismo faz parte do programa do governo português, ele próprio, cheio de analfabetos funcionais.

 

Além disso a política é esta: quanto mais ANALFABETO for um povo, mais submisso ele será.

 

Por isso nunca há verbas para implementar a Cultura, o Ensino, a Educação, as Artes…

 

Mas para a INCULTURA, as verbas rolam a rodos...

 

Portugal está entre os cinco países da União Europeia que menos investem na Cultura. Os últimos dados disponíveis referem-se a 2016.

 

No ensino da Língua Materna ocupa o último lugar, pois é o único país do mundo que investe num dialecto estrangeiro, em detrimento da Língua Oficial: a Língua Portuguesa.

 

A liderar a lista dos países que mais investem nestas áreas está a Hungria (3,3%), seguindo-se Estónia (2,1%) e a Croácia e a Dinamarca (ambos com 1,8%). Do lado oposto está a Irlanda (0,5%), o Reino Unido (0,6%) e três países periféricos em ex-aequo (0,8%): Grécia, Itália e Portugal.

 

O Eurostat explica que neste indicador são incluídos os gastos com desporto e espaços de lazer, bibliotecas, museus, teatros, serviços de transmissão e espaços religiosos, entre outros.

 

Fonte:

https://www.jornaldenegocios.pt/economia/cultura/detalhe/portugal-entre-os-cinco-paises-da-ue-que-menos-investem-na-cultura

 

***

Portugal, além de não investir na Cultura Culta e na Língua Portuguesa, que faz parte dessa Cultura, integra-se nos três tristes países europeus (com Espanha e França) que investem na incultura, ou seja, na tauromaquia (tortura de Touros) que os governos destes três países consideram fazer parte da verdadeira Cultura, contribuindo para que uma fatia (felizmente pouca) da população, além de analfabeta se mantenha na Idade Média.

 

Isabel A. Ferreira

publicado por Isabel A. Ferreira às 12:20

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Terça-feira, 17 de Novembro de 2015

UMA PEROLAZINHA DE PORTUGUÊS QUE ENCONTREI ONTEM NO FACEBOOK

 

CASAMENTO.png

(Origem da imagem: Internet)

 

Nem mais nem menos a seguinte legenda na fotografia de casamento de uma senhora que não vou identificar por motivos óbvios:

 

«JÁ LAVAM 19 ANOS A ATURAR TE» - assim, tal e qual.

 

Esta senhora não pertence à geração acordista.

 

Também não é da minha geração.

 

Nem da geração dos nossos pais e avós…

 

Conclusão: levando em conta que “lavou” durante 19 anos um casamento, com mais uns 25, idade com que começaria essa “lavagem” temos uma senhora da geração pós 25 de Abril.

 

Não me surpreende que “lavasse” os 19 anos de casamento.

 

Porque logo após o 25 de Abril (e digo isto com conhecimento de causa porque era professora na época, e sem a mínima saudade do dia 24) o que fizeram com o ENSINO da Língua Portuguesa, e aliás com o ensino em geral?

 

Reduziram-no ao simplex, porque decretaram que a partir dessa data, as crianças e os jovens portugueses seriam mais estúpidos do que todos os que nasceram anteriormente, e precisavam de que se lhes facilitasse a aprendizagem, porque a política era e continuou a ser: quando mais inculto for um povo, mais submisso será…

 

Até que alguém se lembrou de compactuar com o famigerado Acordo Ortográfico de 1990, que nasceu de algo parecido ocorrido no Brasil, para diminuir a taxa de analfabetismo que, naquele país, era elevadíssima, e para tal decidiram estropiar a Língua Europeia e Culta que herdaram dos ex- colonizadores Portugueses.

 

Agora, porque valores económicos mais altos se levantaram, querem porque querem impingir-nos essa língua estropiada.

 

Só que a Língua Portuguesa é de Portugal.

 

E a Língua Brasileira é do Brasil.

 

E que cada País fique com a sua.

 

Porque “lavar” um casamento de 19 anos… é algo que não se faz em público…

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 16:09

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.ACORDO ORTOGRÁFICO

EM DEFESA DA LÍNGUA PORTUGUESA, A AUTORA DESTE BLOGUE NÃO ADOPTA O “ACORDO ORTOGRÁFICO” DE 1990, DEVIDO A ESTE SER INCONSTITUCIONAL, LINGUISTICAMENTE INCONSISTENTE, ESTRUTURALMENTE INCONGRUENTE, PARA ALÉM DE, COMPROVADAMENTE, SER CAUSA DE UMA CRESCENTE E PERNICIOSA ILITERACIA EM PUBLICAÇÕES OFICIAIS E PRIVADAS, NAS ESCOLAS, NOS ÓRGÃOS DE COMUNICAÇÃO SOCIAL, NA POPULAÇÃO EM GERAL E ESTAR A CRIAR UMA GERAÇÃO DE ANALFABETOS.

.

.CONTACTO

isabelferreira@net.sapo.pt

. AO/90 É INCONSTITUCIONAL

O Acordo Ortográfico 1990 não tem validade internacional. A assinatura (em 1990) do texto original tem repercussões jurídicas: fixa o texto (e os modos como os signatários se vinculam), isto segundo o artº 10º da Convenção de Viena do Direito dos Tratados. Por isso, não podia ser modificado de modo a entrar em vigor com a ratificação de apenas 3... sem que essa alteração não fosse ratificada por unanimidade! Ainda há meses Angola e Moçambique invocaram OFICIALMENTE a não vigência do acordo numa reunião OFICIAL e os representantes OFICIAIS do Brasil e do capataz dos brasileiros, Portugal, meteram a viola no saco. Ora, para um acordo internacional entrar em vigor em Portugal, à luz do artº 8º da Constituição Portuguesa, é preciso que esteja em vigor na ordem jurídica internacional. E este não está!
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