Segunda-feira, 29 de Outubro de 2018

A “tragediação" da Língua Portuguesa"

 

 

Com a invasão do AO90 e das novelas brasileiras e da mão-de-obra brasileira (ou portuguesa “domesticada” por brasileiros?) nas televisões, tudo misturado com uma boa dose dupla da mais pura ignorância, e de um inconcebível e inacreditável desleixo, a acrescentar a uma descomunal falta de profissionalismo, a Língua Portuguesa andeja pelo buraco mais negro do Universo.

 

Em nenhum outro país do mundo isto acontece.

 

E da triste “comediação” passou-se à mais hilariante “tragediação”, e o resultado é aterrador.

 

COMEDIAÇÃO.jpg

 Fonte da foto:

https://www.facebook.com/photo.php?fbid=10156833869128556&set=gm.2312958695395264&type=3&theater&ifg=1

 

***

 

FaCtos, Fatos e Ternos…

 

Em Portugal os faCtos, nos canais televisivos, são expostos por jornalistas que, normalmente, usam fatos e gravatas.

No Brasil, os fatos, nos canais televisivos, são expostos por jornalistas que, normalmente, usam ternos e gravatas.

 

A isto chama-se desunificação.

 

Mas se querem unificar a linguagem, então comecem os Brasileiros a apresentar faCtos usando ternos, porque em Língua Portuguesa faCto é um acontecimento; fato é um conjunto de vestuário feminino constituído por saia e casaco, ou vestido e casaco; ou masculino, composto por calças, casaco e, por vezes, colete, feitos do mesmo tecido.

 

Terno (do Latim ternus = três) significa um conjunto de três “coisas” que variam desde objectos, pessoas, cartas de jogar, e apenas no Brasil tem o significado de peça de vestuário composto por três elementos: calças, casaco e colete, feitos do mesmo tecido.

 

O outro significado de terno, significando ternuna, afectuoso, deriva do Latim tener = tenro, delicado.

 

FATOS.png

Fonte da foto:

https://www.facebook.com/photo.php?fbid=1976238979081278&set=p.1976238979081278&type=3&theater&ifg=1

 

 

***

 

Agrícola e Agricultura

Devia ser obrigatório aprender Latim, para que não se dessem erros ortográficos do calibre do que se vê nesta imagem. Se soubessem que o termo agrícola vem do Latim agricola; e agricultura, vem do latim agricultura, saberiam escrever.

AGRÍCULA.png

Fonte da imagem:

https://www.facebook.com/photo.php?fbid=1795420093859433&set=g.1658684367709405&type=1&theater&ifg=1

 

Bussaco ou Buçaco?

 

Vê-se a palavra escrita de ambos os modos. E embora se aceitem as duas grafias, existindo até um Hotel do Bussaco, a grafia correCta e oficial é Buçaco, como em Mata do Buçaco. Bussaco é grafia muito antiga, que foi posta de lado, a partir da reforma de 1945, através da qual a grafia Buçaco se fixou.

 

Portanto, grafar Bussaco é como grafar photographya.

 

BUSSACO.png

***

Penso que a legenda da imagem seguinte não deixa espaço para qualquer dúvida:

1º Falta de profissionalismo

2º Brasil e Portugal unidos no seu pior.

 

No Brasil pronuncia-se o de confeCcionar (e palavras derivadas), por isso, lá, escrevem confeCcionado.

Em Portugal não se pronuncia o , logo, o não se escreveria, nesta legenda, segundo as desregras do AO90.

 

No Brasil, o povo menos culto dirá que os peixes foi confeccionado.

Em Portugal, nos tempos que correm, tudo é possível, a escrever e a falar. A balbúrdia domina.

 

E esta legenda, tal como está, poderia ter sido escrita por um brasileiro menos culto ou por um português analfabeto, mas com conhecimento do alfabeto, ou seja, andou na escola, aprendeu a juntar as letras do alfabeto, mas não atina com a escrita…

LEGENDA.JPG

 

REPITO: em nenhum outro país do mundo,  isto acontece. Isto só acontece em Portugal.

 

Isabel A. Ferreira

 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 18:41

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Domingo, 21 de Janeiro de 2018

Portugal tem a taxa de analfabetismo mais alta da Europa

 

5% da população portuguesa ainda não sabe ler nem escrever, mas não são estes 5% de analfabetos que estão a destruir a nossa Língua Materna

 

O analfabetismo atinge mais de 500 mil portugueses (não contando com os semianalfabetos, os analfabetos funcionais, os escolarizados,  incluídos numa boa fatia das gentes que se dizem "letradas"). 

 

 

ANALFABETISMO.jpg

 

E estamos a caminho para muitos mais "milhões", de ambos os lados do Oceano Atlântico,  se o AO90 não for urgentemente mandado às malvas.

 

Este analfabetismo faz parte do programa do governo português, ele próprio, cheio de analfabetos funcionais.

 

Além disso a política é esta: quanto mais ANALFABETO for um povo, mais submisso ele será.

 

Por isso nunca há verbas para implementar a Cultura, o Ensino, a Educação, as Artes…

 

Mas para a INCULTURA, as verbas rolam a rodos...

 

Portugal está entre os cinco países da União Europeia que menos investem na Cultura. Os últimos dados disponíveis referem-se a 2016.

 

No ensino da Língua Materna ocupa o último lugar, pois é o único país do mundo que investe num dialecto estrangeiro, em detrimento da Língua Oficial: a Língua Portuguesa.

 

A liderar a lista dos países que mais investem nestas áreas está a Hungria (3,3%), seguindo-se Estónia (2,1%) e a Croácia e a Dinamarca (ambos com 1,8%). Do lado oposto está a Irlanda (0,5%), o Reino Unido (0,6%) e três países periféricos ex-aequo (0,8%): Grécia, Itália e Portugal.

 

O Eurostat explica que neste indicador são incluídos os gastos com desporto e espaços de lazer, bibliotecas, museus, teatros, serviços de transmissão e espaços religiosos, entre outros.

 

Fonte:

https://www.jornaldenegocios.pt/economia/cultura/detalhe/portugal-entre-os-cinco-paises-da-ue-que-menos-investem-na-cultura

 

***

Portugal, além de não investir na Cultura Culta e na Língua Portuguesa, que faz parte dessa Cultura, integra-se nos três tristes países europeus (com Espanha e França) que investem na incultura, ou seja, na tauromaquia (tortura de Touros) que os governos destes três países consideram fazer parte da verdadeira Cultura, contribuindo para que uma fatia (felizmente pouca) da população, além de analfabeta, se mantenha na Idade Média.

 

Isabel A. Ferreira

publicado por Isabel A. Ferreira às 12:20

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Sábado, 2 de Janeiro de 2016

EM SÃO TOMÉ E PRÍNCIPE ESCREVE-SE EM BOM PORTUGUÊS

 

É que em São Tomé e Príncipe não há necessidade de diminuir o índice de analfabetismo através da simplificação (leia-se estropiamento) da Língua Portuguesa...

 

Nem em Angola. Nem em Moçambique.

 

SÃO TOMÉ.jpg

Como é admirável ver num ecrã de televisão, um programa em direCto, e saber que a ProteCção Civil esteve aCtiva na passagem do ano…

 

É que um programa em direto (leia-se dirÊto, que é como dever ser lida a palavra assim escrita) provocar-nos-ia indigestão. E se a Proteção (leia-se Prot’ção, que é como dever ser lida a palavra assim escrita) Civil estivesse ativa (leia-se âtiva, que é como dever ser lida a palavra assim escrita) a passagem de ano teria sido comemorada na escuridão.

 

Como é possível os governantes portugueses não se aperceberem de que o AO/90 é um insulto à inteligência do mais analfabeto cidadão português?

 

Fonte:

https://www.facebook.com/photo.php?fbid=10153732431521675&set=gm.1051803424865030&type=3&theater

publicado por Isabel A. Ferreira às 14:34

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