Domingo, 9 de Novembro de 2025

Périplo pelo último artigo de Nuno Pacheco no Jornal PÚBLICO, sob o título «Em português, se faz favor. Muito bem; mas qual deles?» - Esmiuçando os comentários (Parte II)

 

Como sempre, os artigos de Nuno Pacheco geram muitos comentários, uns mais a favor do que outros, e como para esta questão da Língua Portuguesa parece que ainda não se vislumbra o fim, que virá, só ainda não se sabe quando, respigo alguns comentários feitos ao  texto  de Nuno Pacheco que chamaram a minha atenção, e é sobre eles que me proponho a discorrer hoje.

 

Mas antes quero dizer isto: Portugal está na cauda da Europa em quase, quase tudo, e também no desleixo que governantes, professores, canais televisivos, alguns escritores, jornalistas e tradutores, e uma massa amorfa de portugueses servilistas, que vão atrás de modismos, apenas porque não sabem pensar por si próprios, dedicam à Língua Oficial do País que servem de um modo bastamente medíocre.


Penso que já era tempo de se deixar de venerar a Ignorância e a Estupidez que grassam por aí, chamando a atenção dos que as veneram para o mal que estão a fazer a Portugal e a si próprios, quando decidem expor publicamente a miséria cultural que os embriaga, ainda que anonimamente, como é apanágio dos cobardes.

COMENTÁRIOS ARTIGO NUNO - 1.PNG

 

O Fernando. Camencelha deu a sua opinião, e a ela tem todo o direito. Porém, na realidade, e tal como disse a Maria do Vieira, o Fernando não tem a noção do que diz.


Limitou-se a repetir o argumento sem pés nem cabeça usado pelos acordistas-mor, para justificar a introdução em Portugal, de uma grafia que não nos diz respeito e jamais dirá. Sabe porquê? Porque enquanto houver no mundo um português, apenas UM português, que se preze de o ser e que respeite os símbolos do seu País, a Língua Portuguesa estará a salvo.

Se em 2125 só houver quatro milhões de portugueses, a Língua Portuguesa será uma Língua minoritária, mas continuará VIVA.  O Galego, Língua-gémea do Português, esteve quase a extinguir-se, com a imposição, na Galiza, do Castelhano, e vou citar uma passagem do livro «Historia da Língua Galega», referido no texto que ontem publiquei, contada na primeira pessoa como se o Galego fosse gente: «Ora ben, afortunadamente, mesmo nas peores épocas, sempre contei com defensores entre os galegos, com xente que loitou pola dignificación e defensa da súa fala dentro da Galiza, tradición reivindicativa procedente das classes sociais cultas e que estivo acesa ininterrompidamente até a actualidade». (Pág. 28).

 

Fiz questão de não traduzir esta passagem do livro, do Galego para Português, porque como Línguas-gémeas, e quem assim as designa são os autores do livro, que português não conseguirá perceber o que aqui está escrito?

 

Pois o mesmo está a acontecer com o Português, genetriz de muitas Variantes, o qual tem muitos defensores espalhados por todo o mundo, e que também manterão acesa a Língua ininterrompidamente até ao final dos tempos. Graças aos defensores do Galego, esta Língua foi recuperada e hoje é uma das Línguas co-oficiais de Espanha.

COMENTÁRIOS ARTIGO NUNO - 2.PNG

 

Ai o a.galrinho! Escreve em que linguagem? Nem é Português, nem é Acordês, nem é Brasilês. Tem todo o direito de opinar, mas ao menos opine numa linguagem correCtamente escrita, e que se entenda. O a.galrinho quer regressar à linguagem básica, de comunicação apenas. Porém, a função de um Idioma bem estruturado é fixar o Saber e o Pensamento dos Povos. E pobre é aquele que mesmo sabendo as letras, não sabe escrever.

COMENTÁRIOS ARTIGO NUNO - 3.PNG

 

O a.galrinho ou é o protótipo do menino que foi à escola, aprendeu as letras, e depois desistiu, porque não conseguiu aprender mais do que isso, ou é um adulto que, continuando a não conseguir juntar o B com o A, vem para aqui gozar com a Língua. A isto chama-se, como bem disse a Maria do Vieira, ignorância, e uma vez que é ignorante, quer que todos sejam ignorantes também. Há gente assim. O que vale é que também há gente assado

 

COMENTÁRIO TEXTO NUNO 4.PNG

 

Martim Joane, isso é que é escrever com estilo! Muito bem.
Quanto ao vocábulo percePção, o Brasil grafa-o, vá-se lá saber porquê, à portuguesa, tal como os Portugueses, mas atenção! a falar, os Brasileiros acrescentam-lhe um i: dizem “pêrrcépição”. Quem escreve perceção são aqueles que não têm a percePção do que é um Idioma, ou seja, são uns requintados ignorantes.

Para que a parvoíce não se espalhe por aí como uma praga, declara-se aqui que a palavra percePção, em Portugal, leva o P, ainda que muitos não o queiram. Porém, como a grafia de 1945 é a que está em vigor “de jure”, a palavra escreve-se com ., e não adianta dizer que o correCto é escrever sem. Eu, por exemplo, pronuncio-lhe o , e, neste caso, concordo com os Brasileiros. O mais correCto é, portanto, pronunciar todos os pês e cês não pronunciados, como fazem os restantes povos de Línguas Românicas. Deste modo, os acordistas já conseguiriam escrever correCtamente.

 

COMENTÁRIO TEXTO NUNO 5.PNG

 

Ó a.galrinho, o documento do acordo ortográfico da Língua Portuguesa de 1990 é uma enxurrada de ignorâncias, de incongruências, de disparates jamais reunidos num só lugar.  Um deles, mas há-os aos montes, é o facto de o AO90 ter sido engendrado para unir as ortografias do Brasil e de Portugal. Certo?  Veja-se essa união, por exemplo, no artigo 6º do dito documento: «Recomenda-se que os topónimos/topônimos de línguas estrangeiras se substituam blálábláblá...».

 

Como é sabido, o AO90 foi gerado e criado no Brasil pelo enciclopedista brasileiro Antônio Houaiss, para unir as ortografias, ou seja, para que Portugal começasse a escrever à brasileira, porque eles são milhões blábláblá... blábláblá... Porém, eles lá não abdicaram dos acentos circunflexos, em Antônio, Amazônia, topônimos, enfim uma salgalhada dos diabos. Querem enganar quem?????? O documento do AO90, nem para estrumar uma terra infértil serve.


O Pedro Penha é que disse bem: o AO90 foi uma medida colonialista fora do tempo, uma fazedora de analfabetos funcionais, a começar pelos governantes que nos impuseram e continuam a impor tal palermice.

 

Comentário Texto Nuno 6.PNG

 

Decididamente o a.galrinho é adepto da simplicidade linguística. Ora isso é um sintoma muito comum entre aqueles que, não tendo nenhuma capacidade para PENSAR a Língua, precisam de a reduzir ao mínimo, para poderem escrevê-la ainda que, mesmo assim, mal.

 
Uma escrita que se aproxime da fala é a escrita das gentes primitivas. 

Não se andou milhares de anos a aprimorar a Linguagem do Homem, para virem agora uns omens que, devido a uma incapacidade atávica, querem recuar a tempos em que se faziam desenhos para que o outro percebesse o que se estava a dizer.

 

Isto só acontece porque existem dois países no mundo, Brasil e Portugal, com mais ignorantes por metro quadrado. Por este motivo, foram os dois únicos países do mundo que fizeram mais acordos ortográficos, e ainda assim, inutilmente...

 

Isabel A. Ferreira

Os comentários foram retirados daqui  

 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 15:23

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Sexta-feira, 31 de Outubro de 2025

Sobre o Português que circula na Internet, chegou-me do Canadá uma perplexidade que é a perplexidade de qualquer português que se preze de o ser, e as autoridades portuguesas nada fazem para defender a nossa Soberania

 

Carlos A. Coimbra, cidadão português radicado no Canadá, enviou-me o seguinte protesto:

 

Assunto: E o Marcelo não defende isto...

 

Carreguei agora a APP do ChatGpt. 

Quis ver a lista de línguas.

E pronto, já desinstalei a coisa.

O Português padrão não é o original, de Portugal!

O original vem listado separadamente, entre parênteses, como versão especial.

Nem quis ouvir o que aparece como "português", mas suspeito qual seja!

E não sei para onde me queixar...

Carlos A. Coimbra

***

Obviamente que aquele “português” é a Variante Brasileira do Português.

 

E o Português (Portugal) é a nossa triste Língua acordizada, pelo brasileiro Antônio Houaiss.

E isto é usurpação de um dos símbolos da NOSSA Identidade: a Língua Portuguesa.   

PORTUGUÊS C.png

 

Para que a verdade seja reposta, o que deve aparecer é o seguinte:

VARIANTE.png

 

E o Marcelo não defende isto???????

NÃO, não defende, e nós sabemos muito bem porquê.

O Carlos não sabe a quem fazer queixa.

Eu também não sei.

Já corremos muitas autoridades, e nenhuma nos respondeu, e nós também sabemos muito bem porquê.

Se houver algum jurista que possa orientar-nos nessa queixa, agradeço que me contacte para o e-mail do Blogue:  isabelferreira@net.sapo.pt

Isto é uma vergonha para Portugal.

O Português é de Portugal e de quem não deslusitanizou a Língua Portuguesa, como Angola, Moçambique, Guiné-Bissau.  

O Português NÃO é do Brasil.

Do Brasil é a Variante Brasileira do Português.

O que mais me irrita nesta questão do “português” na Internet é ver a pouca vergonha com que a Google, o ChatGpt e outros software passaram a considerar "Português" o que se fala e escreve no Brasil, e "Português (Portugal)" indicado como Língua regional, marginalizada, quando é o Português original, o Português padrão, a GENETRIZ das Variantes que se criaram a partir dela, incluindo a Variante ( = dialecto) Brasileira da Língua Mãe dos Portugueses.


Há que ter vergonha na cara!!!!

Isabel A. Ferreira

publicado por Isabel A. Ferreira às 19:14

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Quarta-feira, 24 de Setembro de 2025

Como é possível Marco Neves dizer que «andar para trás [no que respeita ao AO90] já não é possível», quando sabemos que isto é a maior falácia disseminada pelos acordistas, para manterem ignorantemente o ilógico (des)acordo ortográfico?

 

Marco Neves é professor na NOVA FCSH e investigador na área das línguas, literaturas e culturas, e autor de vários livros. Diz-se anti-acordo ortográfico. Será mesmo? Ou está a jogar com um pau de dois bicos, para agradar a gregos e a troianos? Será um NIM?


Foi com alguma surpresa [digo alguma, porque já não é a primeira vez que Marco Neves me surpreende com  as incongruências acerca da questão da Língua] que num texto da autoria de Fernanda Cachão, Editora da Correio Domingo, do Correio da Manhã, li as palavras do professor, neste excerto que passo a transcrever:

 

 «[O AO90]Tem um grande pecado à partida que é a sua inutilidade. Sempre existiu o português do Brasil e de Portugal e a ortografia era um pormenor. Acho que se criou uma instabilidade na maneira como nós encaramos a ortografia e depois esta consequência quase divertida de termos não duas mas três ortografias da língua portuguesa – que é a do Brasil, porque houve coisas que se mantiveram, a portuguesa de Portugal e a ortografia angolana e moçambicana porque eles não aceitaram o acordo. Eu não tenho solução para isto – andar para trás já não é possível.»  


Em primeiro lugar, não existe Português do Brasil e de Portugal. Existe o Português (a Língua dos Portugueses, dos Angolanos e dos Moçambicanos) e a Variante Brasileira do Português, e isto é assim por uma questão óbvia, que não devia passar ao lado da avaliação dos linguistas: o Brasil afastou-se do Português na Ortografia, no Léxico, na Morfologia, na Sintaxe, na Semântica  e principalmente na Fonética onde as diferenças são abismais, e não é mais Português.



É verdade que o ilógico AO90, engendrado pelo enciclopedista brasileiro Antônio Houaiss, acolitado por outro brasileiro, Evanildo Bechara e pelo português Malaca Casteleiro, veio criar várias ortografias, trazendo instabilidade e idiotizar o Português,  quando a ideia era UNIR as ortografias brasileira e portuguesa, algo que até um calhau com olhos, a olho nu, veria que seria impossível.



Marco Neves diz que não tem solução para isto. Acredito que não tenha. Não tem, porque não está interessado em ter, porque é tão fácil recuar, como se recuou quando o AO90 foi imposto ilegalmente, quase à força, nas escolas e funcionalismo público, nele incluídos os órgãos de comunicação social, que se prestaram a aderir ao acordo, à ceguinha, sem um pingo de espírito crítico, sendo hoje os maiores difusores dos maiores disparates linguísticos, que jamais se viram em Portugal, quiçá, no mundo e arredores.



Quando impuseram o AO90, no ano lectivo de 2011/2012, toda a gente em Portugal usava a grafia de 1945, aliás a que está de jure em vigor. Havia crianças já com o primeiro, segundo e terceiro anos do primeiro ciclo feitos, e tiveram de passar do direCto ao direto, de um dia para o outro.

E foi possível, não foi?

 

Então por que é que agora NÃO é possível fazer o mesmo, tendo, como se tem todas as ferramentas digitais, como o correCtor ortográfico, apenas para referir um, que ajudam a reaprender a Língua com a maior facilidade?

 

Qual a impossibilidade disto? Por acaso acham que de repente as crianças, os jovens e os adultos portugueses se estupidificaram tanto com o uso do AO90, ao ponto de já não conseguirem reaprender a escrever correCtamente a sua Língua Materna? Os que tiveram de desaprender a Língua para a escreverem incorreCtamente seriam mais espertos?

Não podemos admitir que os falaciosos acordistas, incluindo aqui o Marco Neves, queiram fazer de todos nós os maiores idiotas do mundo.

O ensino está um caos. A ortografia está um caos maior. A ignorância impera, e é com isto que querem fazer evoluir Portugal?

Haja discernimento por parte de quem pode, quer e manda.

 

Recuar no AO90, obviamente que é POSSÍVEL e DESEJÁVEL!

Urgentemente.

NO POMBAL 2.png

 

Isto nada terá a ver directamente com o AO90, mas tê-lo-á a ver indirectamente, com a contratação de mão-de-obra barata, que mal sabe escrever, e então uma mulher [escondida]  num pombal, foi detida por matar cinco filhos.

Se não fosse trágico dava para rir!

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 18:52

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Segunda-feira, 22 de Setembro de 2025

Em parte alguma deste nosso lazarento mundo, uma Língua foi tão alterada como o Português, com a desculpa de a simplificar, para diminuir o elevado índice de analfabetismo de um Povo, e tão maltratada pelo ilógico AO90, nado e criado no Brasil

 

Vem isto a propósito de mais um texto da autoria do linguista brasileiro José Luís Landeira, publicado no jornal PÚBLICO, sob o título «Brasil, Portugal e as gramáticas da língua portuguesa»  no passado dia 21 de Setembro, o qual comete alguns deslizes, chamemos-lhes assim, na avaliação histórica e linguística da Língua dos Portugueses, e que esmiuçarei numa próxima ocasião.

 

E o pior é que a Língua dos Portugueses continua a ser motivo de discussões ocas e absolutamente inúteis, baseadas em premissas falsas, inventadas por quem quer, porque quer, que o Português seja uma coisa que não é, tenha uma origem que não teve, só para preencher a lacuna da compreensão da Linguagem, que os Brasileiros falam e escrevem, considerando erradamente que é um "português brasileiro", quando não passa da VARIANTE brasileira do Português, algo completamente diferente. Português Português fala e escreve a elite culta de Angola, por exemplo.

 

E ainda pior do que isto é considerarem que existe DUAS variantes do Português: a brasileira e a europeia, quando, a bem da verdade, o que existe é a Língua Portuguesa (Português), a Língua dos Portugueses, e a sua variante brasileira, que é tão válida quanto as variantes de todas as outras Línguas que os ex-colonizadores plantaram por esse mundo fora. O Português NÃO é e jamais será uma variante de si mesmo. Dizer isto é da estupidez.

 

Por que motivo esta questão da Língua é apenas esgrimida entre Portugal e Brasil? Porque são os dois países onde existem mais ignorantes por metro quadrado.

ACORDEM.png

 

O Português que os Brasileiros aceitaram como Língua Oficial depois da Independência, em 1822, sofreu várias influências, entre elas as das Línguas indígenas e as dos escravos africanos, as dos povos que se foram fixando no Brasil, mas também da tendência de os Brasileiros abrasileirarem uma infinita quantidade de vocábulos pertencentes à Variante Americana do Inglês, e deslusitanizarem [o termo e a ideia são do enciclopedista brasileiro Antônio Houaiss] o Português com a intenção de o afastar da Língua do ex-colonizador, castelhanizando-o, italianizando-o, afrancesando-o, de tal modo que deixou de ser Português para ser uma sua Variante: uma linguagem que deriva do Português, um dialecto, um crioulo, muito evidenciado na fonética. Além do distanciamento da fonética e da ortografia em relação ao Português, os Brasileiros ainda lhe introduziram mudanças no léxico (todas as palavras que puderam ser alteradas para se afastarem do Português, foram desfiguradas: umidade, anistia, onipresente, onívoros, balé, entre muitas, muitas outras), na morfologia, na sintaxe e na semântica.

 

Depois destas alterações intencionais, o que era da honestidade fazer, sendo a Língua Portuguesa um dos símbolos identitários de Portugal, país livre e soberano, que estava a ser usada pelos Brasileiros, apenas porque a escolheram para Língua Oficial? Não era continuar a chamar-lhe “Português” ainda que do Brasil, porque não era mais Português. O que era então da honestidade fazer? Era mudar-lhe o nome para Língua Brasileira (oriunda do Português), como fizeram os Cabo-verdianos com o seu Crioulo, oriundo do Português, que agora é a Língua Cabo-Verdiana.

 

É que uma coisa são as Línguas oficiais dos países, outra coisa é a linguagem que realmente se fala nesses mesmos países, e que nem sempre são coincidentes com a Língua Oficial, imposta pela via política.

 

O José Luís Landeira está na linha de alguns professores brasileiros que tive, quando estudei no Brasil. Pelo motivo mais torpe, o de amesquinhar Portugal, a história da colonização portuguesa e a Língua que eles escolheram depois da independência [porque não adoptaram uma das Línguas Brasileiras indígenas, as verdadeiras línguas brasileiras?] inventaram teorias improváveis e adaptaram o facto histórico às conveniências do Brasil, desprezando os factos históricos, e, pior,  continuam a espalhar essas falsidades nas escolas, e agora na Internet, sem que ninguém lhes faça frente.

 

Quem está a ler este meu texto quer que eu lhe diga uma coisa espantosa? Portugal está cheio de uma elite intelectual, principalmente linguistas, que com um medo bacoco de serem apodados de xenófobos e racistas, ou por mero comodismo, calam-se perante as idiotices que os brasileiros vão disseminando por aí, como sendo verdades, verdade deles, que prevalece sobre os factos históricos e linguísticos. O que significa que a nossa República é mesmo uma República DOS Bananas.  

 

Não me incluo nesta República, porque eu não me acomodo, nem tenho medo que me apodem de racista e xenófoba. Sabem porquê? Porque eu sei que NÃO sou nem racista, nem xenófoba. Sou apenas uma defensora da minha Língua Materna, o meu mais precioso instrumento de trabalho. E este é um direito que me assiste.

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 18:06

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Domingo, 25 de Maio de 2025

«Portugal apaga o português na Expo 2025 Osaka: uma vergonha diplomática, um acto de ignorância desmedida»

 

Com o título acima referido, recebi do amigo J. Antunes a seguinte mensagem:

 

«Eis uma – triste – notícia mais que sinaliza uma manobra de bastidores que visa acabar com a ideia do Português. Calculo que tenha conhecimento deste espaço informativo – Página UM –, mas para garantir que não lhe escapa o artigo em questão, envio-lhe a ligação, que bem pode servir para a Isabel escrever uma nota mais na sua página, que ainda ontem mostrei a alguns conhecidos, aqueles que falam “não gosto do Aborto”, mas nada mais fazem do que queixar-se, quando o assunto é tocado. E depois voltam-me costas. Como farão agora os que vão receber esta informação, que vou espalhar para confirmar que se trata tudo de um esquema para fazer desaparecer o Português. E pensar que houve um tempo em que se mostravam, em conversas sobre a relação Portugal/Japão, palavras japonesas resultantes do contacto com os Portugueses, que foram os primeiros Europeus a visitar o Japão e a trazer de lá a primeira embaixada, uma história que faz parte da História do Japão. Agora, o Português é simplesmente apagado. Porquê?»

 

https://www.paginaum.pt/2025/05/23/portugal-apaga-o-portugues-na-expo-2025-osaka-uma-vergonha-diplomatica-um-acto-de-ignorancia-desmedida

 

J. Antunes

 

***

Há muito que alerto para este facto: os políticos portugueses, que têm as rédeas do poder nas mãos, estão empenhadíssimos em fazer desaparecer o Português, faz tempo! O motivo é a ausência de coluna vertebral. Rastejam demasiado quando lhes acenam com os "milhões". E algum dia milhões foi sinónimo de Português correCto?

 

Isto não é só um acto de ignorância. Por detrás disto há também uma negociata muito suja, que vem do tempo em que o enciclopedista brasileiro-libanês, Antônio Houaiss, se lembrou de engendrar o AO90, que os políticos portugueses, desprovidos de coluna vertebral, se apressaram a adoptar, à ceguinha 

Cá é só calcar a nossa História, a nossa Língua, a nossa Cultura, com as chancas do Poder. Que vergonha sinto, desses polichinelos da política!!!!

 

 Isabel A. Ferreira

 

***

 

EDITORIAL.PNG

«Portugal apaga o português na Expo 2025 Osaka: uma vergonha diplomática, um acto de ignorância desmedida»

Pedro Almeida Vieira.PNGPedro Almeida Vieira|23/05/2025

 

Na Exposição Universal de Osaka, em pleno 2025, sobre a qual hoje escrevi para falar dos gastos, fiquei estupefacto com uma constatação: o pavilhão de Portugal optou por apresentar-se ao mundo sem uma única mensagem em português. Nas projecções que “recebem” os visitantes, apenas se lêem mensagens em japonês e em inglês. Presumo que a palavra Portugal apareça como Portugal porque assim se escreve em inglês.

 

Esta aberração num projecto de quase 26 milhões de euros — que é o que custará aos cofres públicos a presença portuguesa em Osaka — não se trata de um lapso trivial. Trata-se de uma vergonha. Uma vergonha diplomática. Uma vergonha cultural. E, sobretudo, um acto de ignorância desmedida da Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP) sobre a própria História de Portugal — precisamente no Japão, um país onde o português foi, durante décadas, a língua da diplomacia, da fé, do comércio e da ciência.

 

 

Ricardo Arroja e as “alminhas” da AICEP podem não saber da riqueza histórica entre Japão e Portugal, nem sempre pacífica quando mundos se contactam pela primeira vez. Mas, se tiveram mais de 13 milhões de euros para montar um edifício com 10 mil cordas, talvez por meia dúzia de patacas (não as de Macau, que isso é China) pudessem contratar um historiador.

Se tiveram 200 mil euros para contratar a Ernst & Young para lhes fazer a contabilidade, poderiam ter contratado a decência para lhes explicar que, quando se promove Portugal, só se promove com a língua portuguesa, porque, como escreveu bem Fernando Pessoa (ou Bernardo Soares), “minha pátria é a língua portuguesa”.

 

Num país que se envergonha pelo que faz no presente, parece agora querer vilipendiar o passado. Quer apagar da História Universal que o primeiro grande contacto da Europa com o Japão moderno foi feito por intermédio dos portugueses. Em 1543, três navegadores — António da Mota, António Peixoto e Francisco Zeimoto — ancoraram nas ilhas nipónicas, dando início a uma relação de trocas e fascínio mútuo que marcaria profundamente ambos os povos.

 

 

Fernão Mendes Pinto, na sua Peregrinação, misto de verdade e ficção, reclama para si um lugar nesse feito inaugural, descrevendo com minúcia a sua chegada ao Japão, o assombro dos locais perante as armas de fogo portuguesas e o espanto recíproco perante os costumes e a cultura. É dele um dos primeiros retratos europeus do Japão — colorido, cheio de admiração e revelador de um encontro entre civilizações.

Na sua narrativa, refere a entrega de espingardas a um senhor feudal japonês e o impacto profundo que esse gesto teve, ao ponto de modificar para sempre o modo como os japoneses concebiam a guerra. Mais do que uma crónica de aventuras, a Peregrinação de Fernão Mendes Pinto é um testemunho vivo da presença portuguesa no Japão do século XVI. E é, também, um monumento literário que dá voz à nossa língua nas lonjuras do Oriente.

 

Recorde-se ainda que Francisco Xavier, missionário jesuíta português, foi um dos primeiros evangelizadores do arquipélago. A cidade de Nagasáqui foi doada aos jesuítas portugueses. A primeira gramática da língua japonesa foi redigida por um português. A imprensa de tipos móveis foi introduzida por missionários portugueses. A língua portuguesa foi, até ao século XVII, o veículo oficial da comunicação dos japoneses com o mundo. Que país mais poderá reivindicar tal feito no Japão?

 

E como poderemos honrar, com esta postura, esse insigne vulto que foi Wenceslau de Moraes, que nos deixou um legado sobre o Japão em tantos escritos? Logo ele que, por lamentável ironia, até foi cônsul em Osaka…

 

 

E, no entanto, o Portugal de 2025 apresenta-se no Japão ignorando a sua própria língua — como se o português fosse um fardo do passado, um acessório irrelevante, uma relíquia a esconder. Como se a língua de Camões e de António Vieira, de Eça e de Pessoa, não merecesse aparecer agora num dos países que primeiro a escutaram no Extremo Oriente. Este apagamento não é casual. É sintoma de um Estado que já não se entende como Nação, que prefere o inglês da conveniência ao português da identidade.

 

Numa era em que o multiculturalismo é brandido como bandeira, Portugal é dos poucos países que insiste em esconder a sua Cultura para parecer moderno. Mas não há modernidade possível sem memória. E não há presença internacional digna quando se abdica da própria língua — sobretudo quando essa língua é um dos maiores legados da presença portuguesa no Japão.

 

O pavilhão português em Osaka já não é apenas um edifício; é uma metáfora da forma como o Estado português se vê a si mesmo: envergonhado da História, ignorante do seu papel no Mundo, submisso aos ditames de uma comunicação global onde tudo se quer nivelado, uniformizado, sem raízes.

 

 

Não sou dado a sentimentalismos patrioteiros nem a arroubos diplomáticos, e muito menos me comovem cortejos de bandeiras ou salamaleques culturais. A minha pátria — como bem disse Pessoa — continuará a ser a língua portuguesa. Não me indigno demasiado com quem tropeça no português por ignorância — isso tem cura. Mas o que já me enoja é a opção consciente de apagamento da língua que nos define, como se se varresse Camões para debaixo de um tapete institucional ou se riscasse Pessoa das vitrinas da História.

 

Com a indiferença burocrática dos que não percebem que se pode vender um país em silêncio, bastando para isso omitir-lhe a fala, a AICEP não cometeu apenas um deslize administrativo — trata-se de um acto simbólico de rendição cultural. E a rendição, quando feita sem disparar um só alfabeto, é ainda mais vergonhosa — porque já nem é traição: é desistência.

 

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publicado por Isabel A. Ferreira às 16:18

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Sexta-feira, 7 de Março de 2025

Na Conferência do 35.º aniversário do PÚBLICO, Teolinda Gersão proferiu afirmações incorrectas sobre o AO90, as quais me proponho a corrigir, porque as incorrecções repetidas muitas vezes transformam-se em falsas verdades

 

O que a escritora Teolinda Gersão proferiu durante a Conferência, e anda a circular pelo Facebook, induzindo os menos atentos em erro, foi o seguinte (destaco a vermelho as incorrecções):

 «O Acordo Ortográfico é demasiado irracional para ser levado a sério. Não posso entender como escrevemos "pára" sem acento ou "receção", que não existe em língua nenhuma e que os Brasileiros escrevem com "p". Nós começámos a cortar à toa as consoantes que não lemos e a língua tornou-se uma trapalhada. Nunca usarei o Acordo. Aliás, o "Diário da República" também não usa — linha sim, linha não, as coisas variam. A língua não evolui por decreto, e os Governos, que têm sido cegos, surdos e mudos, não mandam nela. Estou aberta a todas as mudanças, desde que elas sejam feitas pelo povo, pelos artistas e pelos escritores



Não é verdade que nós  [eu não me incluo neste nós] começámos a cortar à toa as consoantes que não lemos. O facto é que o AO90, engendrado pelo enciclopedista brasileiro, Antônio Houaiss, com a cumplicidade do linguista português, Malaca Casteleiro, que na altura andava de candeias às avessas com Portugal, trouxe na bagagem a supressão das consoantes não-pronunciadas no Brasil. Escaparam algumas, porque os Brasileiros as pronunciavam, como percePção, aspeCto, perspeCtiva, infeCção e suas derivadas, entre outros poucos vocábulos, que escaparam à mutilação.



E se o AO90 não explica que a supressão das consoantes é coisa brasileira, tenho os meus apontamentos da Universidade Gama Filho, que frequentei no Brasil, em 1967, que não deixam dúvidas: a grafia que eu usava era a preconizada pelo AO90, suprimindo as consoantes não-pronunciadas. Também é um facto que eu aprendi a ler e a escrever no Brasil, com seis anos, e já escrevia setor, objeto, direto, teto, etc., etc., etc..

 

Portanto, os portugueses que se prestaram a ser cúmplices do acordo ilegal, começaram a  suprimir as consoantes que o AO90 “obrigava”, mas também, e aqui sim, começaram a suprimir a torto e a direito as consoantes que pronunciavam, como em corrução, fato, contato, e tantas outras.

Seria de toda a conveniência que os Portugueses começassem a interessar-se mais por ler os textos que já foram publicados, ainda que em Blogues, onde se conta a história deste acordo. O problema é o preconceito: «ai os Blogues, os Bloggers, o que sabem eles?!!!!»

Sabem o que há a saber, através de fontes fidedignas.

 

Andam por aí a divulgar que o autor do AO90 foi Malaca Casteleiro. Malaca foi cúmplice do autor do abortográfico, Antônio Houaiss, um brasileiro-libanês que pretendeu e conseguiu deslusitanizar o Português. O papel de Malaca Casteleiro foi vir a Portugal convencer os políticos da época, um tanto ignorantes em questões linguísticas, que o AO90 era bom para Portugal. E os políticos acreditaram.


De leitura obrigatória é a investigação criteriosa, encetada e publicada pelo Jornal O DIABO em 05/12/2015, sob o título «O negócio do Acordo Ortográfico», que partilhei no meu Blogue («O negócio do Acordo Ortográfico»), como também João Pedro Graça, infelizmente já falecido, partilhou no seu Blogue Apartado 53, também infelizmente, já desactivado.

 

É de lamentar que os intelectuais portugueses sintam tanta aversão pelos Blogues, e só leiam os jornais de referência. É que nos Blogues está muita documentação oficial, que os jornais de referência não publicam, e muita informação válida, porque comprovada.

Depois há aquele medo de serem taxados de racistas ou xenófobos, e melindrar o Brasil, desconhecendo o conceito de uma coisa e outra. O Brasil não tem prurido algum em melindrar Portugal, quando usa a bandeira brasileira entre as bandeiras das Línguas Europeias para assinalar o Português.

 

O texto do negócio da Língua começa assim:

«O projecto, nascido da cabeça do intelectual esquerdista brasileiro Antônio Houaiss, foi desde o início um empreendimento com fins lucrativos, apoiado por uma poderosa máquina política e comercial com ramificações em Portugal.»

A partir daqui a história é contada com todos os pormenores.

Maria do Carmo Vieira.png

 

***

 Teolinda Gersão diz que o "Diário da República" também não usa [o AO90]. Isto só em parte é verdade, porque o “Diário da República” vai mais longe, aliás como os documentos oficiais do governo português: todos usam a linguagem mixordesa, criada a partir do AO90, e que integra o Português, a Variante Brasileira do Português, o acordês e o palermês (cmo contato, fato, entre outras, palavras que, em Portugal, de acordo com o acordo, se escrevem contacto e facto, porque nós pronunciamos o cê.

 

O Facebook tornou-se num lugar de desinformação e disseminação de mentiras acerca do acordo ortográfico de 1990.

É preciso acabar com este insulto a Portugal.

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 18:01

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Sábado, 7 de Dezembro de 2024

«Bicadas do Meu Aparo»: “Língua Portuguesa e o “acordo ortográfico de 1990”, por Artur Soares

 

Portugal inteiro já ouviu falar ou de ter lido sobre a existência da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), que se mantém e se deseja saudável, pois à excepção da Guiné Equatorial – país non grato, porque mantém o não respeito pelos Direitos Humanos e porque mantém a pena de morte – são países, também à excepção da Guiné Equatorial, que antes de Abril de 1974, viviam sob administração portuguesa, e agora independentes.

 

Esta Comunidade, a CPLP, começou como razão e força da sua criação, o desenvolvimento mútuo, a partilha da Língua Portuguesa, da Cultura e o grande interesse pela afirmação da democracia. Como é evidente e normal, através desse caminhar, entre outros, tem-se avançado em interesses económicos, sociais, culturais e até já se pensa que a CPLP tem como estratégia futura a livre circulação de pessoas e bens entre si, o que é qualquer coisa de grandioso!

 

Sendo que, a partilha da Língua e Cultura, são, têm sido, o forte destas comunidades que falam Português, o enciclopedista brasileiro-libanês, Antônio Houaiss, engendrou o chamado Acordo Ortográfico há mais de 30 anos, que nem Angola nem Moçambique aderiram a tal acordo até aos dias de hoje. O Acordo Ortográfico (AO) deve dizer-se – nunca foi bem aceite por todos os países que falam Português e o Brasil só em 01 de Janeiro de 2016 (creio), pôs o AO em uso (assim disseram), contra a vontade dos brasileiros, sobretudo da intelectualidade do grande Brasil.

Sandrieu.png

 

É de salientar que, em devido tempo, Vasco Graça Moura, grande escritor e político no activo, de então, condenou acerrimamente o Acordo Ortográfico/1990, classificando-o como uma espécie de supermercado de palavras sem qualquer base ou razão que o justificasse”.

Apesar de várias alterações que o AO foi sofrendo desde 1990, não foi subscrito por todos os países como pressuposto é, e nem a Lei de 1945 que aprovou a Língua Portuguesa com bases científicas foi revogada. Logo, este AO usado à revelia por uns e ostracizado por outros – porque não tem como base verdade e realidade – confunde o povo, desprotege-o e prejudica-o, porque não está em vigor em todos os Estados signatários.

 

Os brasileiros sempre se firmaram no seu “brasileirês” e marimbam-se para o rigor do Português, excepto, claro está, a sua (deles) intelectualidade que defende e usa a Língua Portuguesa, na sua versão simplificada pelo Formulário Ortográfico Brasileiro de 1943.

 

Para os brasileiros o “facto” (acontecimento) será sempre o “fato”, porque ao nosso “fato” (calça e casaco) eles chamam-lhe “terno”, que para nós é ternura ou carta de jogar, entre outras.  Claro que podiam ser citadas centenas e centenas de palavras que foram alteradas nesse semimorto AO que anarquiza os órgãos da Comunicação Social, Estabelecimentos de Ensino e faz dele o tal “supermercado” de palavras”.

Como atrás se afirma, os brasileiros cultos, como Escritores, Músicos, Críticos literários, Colunistas, etc. criticam o AO e recusam-se a usá-lo. Walnice Nogueira Galvão, escritora e crítica literária é peremptória:

«Quando sai uma reforma dessas, jogam-se no lixo todos os livros didácticos, para fabricar e vender tudo de novo. É uma reforma supérflua e inútil, provavelmente interesseira. Nunca vi ninguém fazer isso com o Inglês, por exemplo, que é cheio de consoantes e vogais que ninguém pronuncia e nem por isso é preciso fazer reformas ortográficas periódicas

 

Hélio Schwartsman, filósofo e colunista deu um grande berro, porque é muito lido e ouvido no seu Brasil ao afirmar:

«Línguas são como organismos vivos: nascem, crescem e morrem. Fazem-no independentemente de leis e decretos. E, até onde me lembro, jamais deleguei a nenhum parlamentar ou governante poderes para regular o meu quinhão do contracto social linguístico que vigora entre falantes de um idioma. Se dependesse de mim, o acordo ortográfico seria denunciado e todos poderíamos seguir escrevendo sem a interferência de burocratas de pouco tino».

 

Pessoalmente entendo que esta reforma ortográfica não enriquece nem favorece absolutamente nada a Língua Portuguesa e, como a escritora referida escreveu, alguém tem enriquecido com ela. Serei enquanto for possível, radicalmente contra estas regras “gramatiqueiras” de rabiscadores que querem que o facto passe a calça e casaco.

Artur Soares – Escritor – Braga, Portugal)

(Março de 2016)

(O autor não segue o acordo ortográfico de 1990).

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 17:09

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Segunda-feira, 23 de Setembro de 2024

João Barros da Costa dixit: «Cara Isabel [A.] Ferreira, o que escreveu contra o "Acordo Ortográfico" tem o meu (parcial) apoio. O seu esforço é interessante, mas não é suficiente. A Lei pode ser usada para acabar com o "Acordo Ortográfico".»

 

Então vamos a isso, caro João Barros da Costa.

Mas antes, preciso dizer-lhe que está a comentar na publicação errada, e que o meu nome é Isabel A. Ferreira, sendo que este A. faz toda a diferença, porque não me faz ser confundida com muitas outras Isabéis Ferreiras, que circulam na Internet, o que acontece bastantes vezes, e isso é algo que me incomoda, por me responsabilizarem de coisas que não escrevi.

 

João Barros da Costa comentou o post «A loucura como hipótese», por Henrique Neto às 01:35, 23/09/2024 :

 

Queluz, Domingo 22 de Setembro de 2024

Cara Isabel Ferreira, o que escreveu contra o "Acordo Ortográfico" tem o meu (parcial) apoio. O seu esforço é interessante mas não é suficiente. A Lei pode ser usada para acabar com o "Acordo Ortográfico". Um "blogue" não (por muito bem feito e escrito que seja). Conheço e conheci (algumas das pessoas já faleceram) apoiantes e não apoiantes, com maior ou menor visibilidade social. A favor: Edite Estrela (possuo um exemplar do livro "A Questão Ortográfica - Reforma e Acordos da Língua Portuguesa", Edite Estrela, Editorial Notícias, Lisboa, 1993, com uma dedicatória dela para mim: "Para João Costa, da Edite Estrela 9/12/93"). Contra: Maria Isabel Dias da Silva Rebelo Gonçalves, Justino Mendes de Almeida, Vitorino Magalhães Godinho. Conheci a Edite quando ela estava a oferecer exemplares do supra referido livro em frente à Estação de Comboios Queluz-Belas. Conheci a Maria na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, em 1990. Conheci o Justino na Uni versidade Livre (Lisboa), em 1984. Conheci o Vitorino em sua casa, na Segunda-Feira 13/12/1999 (levei um exemplar do livro "Estrutura da Antiga Sociedade Portuguesa", Vitorino Magalhães Godinho, Editora Arcádia, S.A.R.L., Lisboa, 3a. Edição, Maio de 1977 e pedi-lhe para escrever uma dedicatória para mim, o que ele fez: "Para João Luís Barros da Costa em incitamento para o seu combate republicano cordialmente Vitorino M. Godinho Dez. 1999" ). Recomendo o livro "A Questão do "Acordo Ortográfico"", Movimento contra o Acordo Ortográfico, Gráfica Maiadouro, Maia, Fevereiro de 1988. O que fazer para retirar Portugal do "Acordo Ortográfico"? Algum partido político português está contra o "Acordo Ortográfico"? Existe alguma associação, legalmente constituída, que esteja contra o "Acordo Ortográfico"? Cumprimentos.

 

 

Esta publicação gira à volta da guerra da Ucrânia, desencadeada por um russo descerebrado, e NÃO à volta do AO90, parido por dois inimigos de Portugal: um brasileiro (Antônio Houaiss) e um português (Malaca Casteleiro) que tiveram o aval cego de vários políticos portugueses, também inimigos de Portugal, desde Mário Soares, que o ratificou. O meu comentário ao seu comentário está a ser publicado como um texto, no lugar que deve estar: «O Lugar da Língua Portuguesa».

 
O caro João Barros da Costa diz que o que escrevi contra o AO90 tem o seu “(parcial)” apoio. Nesta matéria ou se é CONTRA o acordo ilegal e inconstitucional, que envolve uma gigantesca fraude, que está a destruir a Língua Portuguesa, ou se é a FAVOR. Nesta causa ninguém pode ser parcial, ou corre o risco de ser cúmplice da fraude, contribuindo para o desaparecimento do nosso maior património identitário: a NOSSA Língua.

 

Depois, o senhor diz que o meu esforço é interessante, mas não suficiente, e que a Lei pode ser usada para acabar com o acordo ortográfico (por que hei-de escrever esta aberração em maiúsculas?). Não me dá novidade nenhuma. Sei que o meu esforço NÃO é suficiente, e que além de interessante (ou seja, de TER interesse) é um esforço válido, que não vejo ter paralelo entre as conceituadíssimas figuras públicas, que se dizem contra o AO90, mas estão todas encolhidas no seu canto. Só que eu, não sendo uma figura pública, e muito menos conceituadíssima, NÃO estou encolhida no meu canto, actuo, e sei que deixarei o rasto de uma tentativa de DEFENDER o meu mais precioso instrumento de trabalho, a qual até pode ser inglória, mas os meus desventurados netos, que estão a ser COBAIAS desta fraude (e eles sabem disso), não dirão de mim, o que irão dizer dos que se encolheram e nada fizeram para SALVAR a Língua Portuguesa, que é a deles (e eles sabem disso).

Quanto à Lei que pode ser usada para acabar com o acordo ortográfico, peço-lhe o favor (que já pedi a muitos juristas, mas não me responderam [de que terão medo]?), que Lei é essa que pode ser usada para acabar com o AO90? Pode fazer-me esse favor? Se não quiser fazê-lo via comentário, faça-o, por favor, via e-mail: isabelferreira@net.sapo.pt


Cita no seu comentário a Edite Estrela. Se eu tivesse um livro acordista autografado por tal personagem, que escreveu um livro, juntamente com Maria Almira Soares e Maria José Leitão, que eu até consulto algumas vezes, «Saber Escrever Saber Falar – Um guia completo para usar correctamente a Língua Portuguesa» eu deitá-lo-ia ao lixo, pois não concebo que alguém que já defendeu a sua Língua, a fosse desprezar, incentivando à sua destruição, sendo cúmplice de interesses absolutamente vácuos, e que nada têm a ver com as Ciências da Linguagem.


Pergunta: «O que fazer para retirar Portugal do "Acordo Ortográfico"?»

Resposta: obrigar, por vias legais (daí a importância da LEI que refere) o presidente da República a cumprir a Constituição da República Portuguesa, e os governantes a admitirem o ERRO, ou convencer os decisores políticos que apenas mentes elevadas o fazem, e nós queremos crer que os nossos governantes são gente com mentes elevadas.

 

Pergunta: «Algum partido político português está contra o "Acordo Ortográfico"?»

Resposta: sim, existe um que está CONTRA o AO90 e escreve correCtamente em Português: o Partido Comunista Português (PCP), que já se pronunciou várias vezes na Assembleia da República, sobre esta matéria, porém, como está em minoria, os seus projectos e ideias são ditatorialmente desprezados.

 

Pergunta: «Existe alguma associação, legalmente constituída, que esteja contra o "Acordo Ortográfico"?»

Resposta: se existe, está muito encolhida também. O que existe é um Grupo Cívico espontâneo de cidadãos portugueses com trabalho já feito, mas também ditatorialmente desprezado pelo PR (várias vezes), pelos PMs socialista e social-democrata, por Cavaco Silva (duas vezes), pela Embaixada de Angola, mas NÃO pela Senhora Ursula von der Leyen, que teve a amabilidade de nos responder, logo à primeira, e sem muita demora.  

 

Esse Grupo chama-se Grupo Cívico de Cidadãos Portugueses Pensantes  (pensantes, porque os há não-pensantes, que talvez, infelizmente, sejam a maioria). Pode clicar no link e terá toda a informação do Grupo.



Para concluir, quando pessoas, no exercício dos seus cargos, como Marcelo Rebelo de Sousa, António Costa, Luís Montenegro, Embaixadora de Angola, e Aníbal Cavaco Silva, este, abordado como ex-presidente da República e um dos culpados-mor pela introdução do ilegal e inconstitucional acordo ortográfico em Portugal, desprezam um Grupo Cívico de Cidadãos Portugueses Pensantes, cujo objectivo é defender o património maior da identidade portuguesa, a sua Língua Materna, vilipendiada pelos motivos mais torpes, não ficará tudo dito, quanto ao desdém que votam a Portugal e aos portugueses, e diz tanto da subserviência a uma ex-colónia que está a usar de má-fé, para impor ao mundo a Variante Brasileira do Português?

Pense nisto, caro João Barros da Costa.


Isabel A. Ferreira

 

Malaca.png

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 17:48

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Quinta-feira, 30 de Maio de 2024

O “DN Brasil”, projecto jornalístico para servir imigrantes brasileiros em Portugal, vem provar que a Língua do Brasil é uma coisa, e a Língua Portuguesa é outra coisa, e que o AO90 deve ser destruído, por ser completamente inútil, lá é cá..

 

A ideia deste projecto do DN foi proporcionar à comunidade imigrante brasileira, em Portugal, um suplemento mensal e um site noticioso com actualização diária, cuja edição em papel irá para as bancas juntamente com o Diário de Notícias, tudo escrito na linguagem brasileira, para que os Brasileiros possam estar a par do que se passa, pois, o JN, em Português, não era perceptível à comunidade brasileira.

 

DE acordo com o DN o objectivo do DN Brasil é valorizar os imigrantes que escolheram Portugal para viver e promover a integração na sociedade portuguesa. Errado.
Se querem promover a integração dos Brasileiros na sociedade portuguesa NÃO é através de um DN Brasil, mas através da aprendizagem da Língua Portuguesa, a Língua de Portugal. É através da Língua que nos integramos num País.

 

Ainda de acordo com o DN os textos serão escritos em português do Brasil, como forma de valorização da língua portuguesa em toda a sua latitude, mas também para contribuir para aproximar ainda mais os dois países. Que absurdo! Primeiro, porque NÃO existe um português do Brasil, mas sim uma Variante Brasileira do Português, outra linguagem, tão diferente, que é necessário um DN Brasil. Segundo, ao darem aos Brasileiros a possibilidade de lerem notícias na linguagem deles NÃO estão a valorizar a Língua Portuguesa, muito pelo contrário, estão a dizer que o Brasileiro é uma coisa, e o Português é outra coisa. Pura e simplesmente isto. Também NÃO estão a contribuir para aproximar ainda mais os dois países, muito pelo contrário, estão a afastá-los, através das duas Línguas. Se querem aproximar os dois países, os Brasileiros, que vivem em Portugal, DEVEM aprender a falar e a escrever PORTUGUÊS. Aliás, antes desta ideia idiota do AO90, o Brasil e Portugal estavam muito mais unidos do que estão hoje.

 

A ideia (peregrina) de Antônio Houaiss, quando engendrou o AO90, era (seria?) a de unir as grafias brasileira e portuguesa, algo que só quem desconhece os meandros de um Idioma poderia considerar possível. Foi impossível, como era óbvio. Contudo, a ideia da criação do AO90 NÃO era unir grafias. Era algo muito mais pernicioso, algo politicamente incorrecto, algo que pertence à má-fé dos envolvidos: pensar que a Variante Brasileira do Português transvertida do Português, alguma vez pudesse vir a ser uma língua oficial da ONU.

Por outro lado, para se ter a nacionalidade portuguesa DEVIA ser obrigatório saber-se a Língua Oficial de Portugal, a Língua Portuguesa, pois os tchis, os djis, o ônibus, a gêládêrá etc. NÃO pertencem ao Português. Em qualquer Estado de Direito essa é a regra.


Não é preciso, por exemplo, fazer um DN Angola, e temos cá bastantes imigrantes angolanos. E porquê? Porque os Angolanos falam e escrevem PORTUGUÊS.



Se é para ter um DN Brasil, então que o Brasil fique lá com a sua Variante Brasileira do Português, muito válida e muito rica, e que a Portugal seja devolvida a grafia portuguesa.

 

Não seria esta uma atitude das mais inteligentes?

Obviamente seria a atitude mais inteligente dos últimos 50 anos.

 
Isabel A. Ferreira

 

União.png

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 18:11

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Domingo, 3 de Março de 2024

«O Brasil se quiser ser um grande país e construir uma nação nesse mesmo país não pode ser leviano e pretender ser professor da Língua Portuguesa»

 

A propósito do texto publicado em «O Lugar da Língua Portuguesa» sob o título  (...) «E a campanha eleitoral continua a ignorar a questão da imposição política 'criminosa' do indefensável AO90 a Portugal! Democracia isto?! Com os tiques da ditadura e da censura?!...» e partilhado no Novo Movimento Contra o AO90 gerou-se uma troca de comentários entre mim e João Robalo de Carvalho, e que aqui reproduzo, por existir matéria de interesse público.

 

É preciso, de uma vez por todas que o Brasil siga o seu caminho, e deixe de humilhar Portugal, algo que já tem barbas brancas e muito, muito longas e que vai muito para além desta declaração de Evanildo Bechara (sucessor de Antônio Houaiss, o brasileiro-libanês, pai do AO90) que em conluio com Malaca Casteleiro, engendraram esta aberração ortográfica. A declaração de Bechara é de 2016, mas antes desta data, esta ideia já estava cimentada, e depois dela, as coisas têm vindo a piorar, devido à repugnante subserviência dos governantes portugueses, desprovidos de coluna vertebral, que rastejam, como lagartos, aos pés do Brasil.

 

Não podemos admitir que o Brasil continue a HUMILHAR-NOS deste modo tão grosseiro, e que se ande por aí a vender gato por lebre, chamando “português” à Variante Brasileira do Português, que está a circular efusivamente na Internet, cheia de disparates. Uma vergonha! Um insulto!


Isabel A. Ferreira

 

***

 

 João Robalo de Carvalho

Quanto a este assunto nacional da alteração da escrita da Língua Portuguesa através de imposição de regras vindas dos órgãos nacionais e com a anuência da figuras representativas do Estado e de alguma parte da intelectualidade portuguesa como o caso do prof. Jorge Miranda, membros da Academia de Lisboa e prof. de língua portuguesa, este caso nacional está para durar enquanto houver desacordistas e se não houver um despertar nacional para este assunto nacional, a Língua Portuguesa de seu nome, identificando um idioma nascido e construído em Portugal chegou ao fim.

 

O Brasil com o seu jeito manhoso e provinciano utilizando a manha ou má-fé, já que usou caminhos desviantes para chegar ao destino que foi alterar escrita da Língua Portuguesa através de um chamado "Acordo" quando é do conhecimento público que esse acordo foi forjado com o intuito de tirar proveitos políticos a seu favor, nada há a fazer, a não ser pela desconstrução do processo que construiu esse "Acordo", ou seja: Revogação.

Para chegar à revogação serão os deputados da A. R. a iniciar o processo, logo que reconheçam que o chamado acordo ofende os interesses de Portugal, já que, se a asneira começou por eles, devem ser eles, deputados, a reconhecer a asneira e com a sua legitimidade própria desfazerem-se dela.

 

A Língua Portuguesa como a conhecemos no século XX está morta e não mais Portugal terá controlo do seu desenvolvimento uma vez que o Brasil tomou o controlo da sua expansão através dos "acordos" estabelecidos entre o Brasil e Portugal.

Portanto, sejamos lúcidos, da forma como o cozinhado foi elaborado será apenas por duas vias. Ou Revogação ou por todos os portugueses que conscientes do valor da sua Língua se prestem a lutar por ela uma vez que ela já não é nossa, mas uma língua desvairada e perdida por aí, pelo mundo, mas sem controlo e com regras comandadas pelo terceiro mundo ou mundo subdesenvolvido, como lhe queiram chamar.

Este é o meu grito de despedida da língua que eu ainda tenho por não aceitar a imposição que me foi imposta, mas que não deixarei de continuar a escrever como me ensinaram em Portugal, meu país.

 

Este caso é sério e nacional e como cidadão consciente de que Portugal como país ocidental bateu no fundo e perdeu consciência dos seus clássicos valores Europeus e ocidentais, digo apenas, Portugal cansa e oprime um homem que pensa.

 

***

BECHARADA.png

Fonte da imagem: https://cedilha.net/ap53/2024/02/becharadas/

 

***

Isabel A. Ferreira

Autor

João Robalo de Carvalho fala em "revogação", a revogação de quê? Sempre ouvi dizer que só se "revogam" leis. Ora não existe uma lei que obrigue ao uso do AO90. Por outro lado, o AO90 não está em vigor, devido à sua inconstitucionalidade e ilegalidade, e só se "revoga" algo que é lei e está em vigor.

 

Ou estarei enganada? Se não estou, o termo a usar não é "revogar", mas será eliminar?

Além disso, sempre ouvi dizer que a Lei que obrigou à grafia de 1945, continua em vigor, porque não foi revogada por outra lei.

 

Tudo isto poderia ser esmiuçado e denunciado aos tribunais, por quem sabe de Leis. Eu não sei, mas tento saber.

 

***

João Robalo de Carvalho

Isabel A. Ferreira a revogação é em linguagem não jurídica a eliminação da produção de efeitos jurídicos e como entre dois Estados soberanos e independentes houve actos que foram assinados por representantes de ambos comprometendo-se mutuamente, para que esse chamado acordo desapareça ou seja eliminado seria bom para Portugal que tal processo de eliminação da produção de efeitos desaparecesse definitivamente para que os arrufos desaparecessem, usando linguagem popular, tanto do lado de cá como do lado de lá do Atlântico.

 

Seria a lavagem da roupa suja que todo este processo originou, porque originado em interesses em nada relacionados com a defesa da evolução da Língua Portuguesa, mas sim por simples motivações ainda nacionalistas como refere Maurício Silva da USP no documento apresentado por Maria José Abranches e com o qual estou de acordo.

 

É um documento interessante e com um apanhado histórico em linha seguida acompanhando o rasto das emoções que trouxeram o caso das divergências na matéria.

 

O Brasil ainda se está a construir como nação e será bom que os brasileiros tenham bem a noção disso para que se dediquem, estudem, divulguem segundo princípios de gramática e estrutura sólida e estimem a Língua Portuguesa para que através dela possam manter a unidade de um território de 8,5 milhões de Kms quadrados. A unidade da língua faz a unidade de um território.

 

JOÃO R CARVALHO.png

Portanto, este problema que o Estado português criou aos seus cidadãos não é coisa de somenos, mas sim um atentado a um símbolo nacional e para que o símbolo não fique manchado deve ser todo o processo bem lavado.

Outro caminho a seguir entre nós é o de os portugueses não respeitarem as novas regras de escrita, mas isso, entre nós, não me parece ser solução para que o Português como idioma original volte ao seu estádio de evolução que adquiriu no sec. XX, já que pessoas como o prof. Jorge Miranda diz o que diz, os homens e mulheres da Academia e professores de Língua Portuguesa se calam, parece estar tudo dito.

 

É verdade que a Lei de 1945 é a lei que está em vigor por ser uma lei de grau superior à Resolução do Conselho de Ministros que criou o AO90, pois trata-se aqui de hierarquia de leis e por essa razão a Lei que é emanada da AR ou o Dec.-Lei emanados do Governo da República sobrepõem-se à Resolução do Conselho de Ministros.

 

***

 

Isabel A. Ferreira

Autor

Muito boa a sua análise João Robalo de CarvalhoObrigada pelos seus esclarecimentos, até porque não percebo muito de leis, percebo das que fui obrigada a aprender para me defender em tribunal, nos diversos processos em que estive envolvida, sem nunca ter sido levada a julgamento, porque segui sempre os ditames da Lei. O que eu disse da "revogação" foi o que me disse um jurista: não se pode revogar o que NÃO está em vigor.

Estou sempre a aprender.
O que interessa fundamentalmente é que se faça alguma coisa para que o AO90 desapareça da face da Terra, para sempre.

 

 ****

Para completar esta reflexão, sobre a ingerência do Brasil no que pertence exclusivamente a Portugal, embora com o vil consentimento dos que cá (des)mandam, acrescento estes comentários, da autoria de Maria José Abranches, Professora de Português, e grande lutadora em prol da Língua Portuguesa, desde 2008, publicados no Jornal Público aqui

 

«(...) Contrariamente a outros povos que tiveram impérios coloniais - ingleses, franceses, espanhóis - Portugal despreza a sua própria língua, para a submeter aos interesses da língua do Brasil. Ora o Brasil, no seu respeitável direito, logo em 1907 fez a sua própria reforma ortográfica e, desde então, Portugal e o Brasil têm andado entretidos num combate estéril e nocivo, sobretudo para Portugal, entre as respectivas ortografias! Quando virá um português que, à imagem de D. Pedro -- 07 de Setembro de 1822 -- proclame a independência da língua do Brasil, libertando-nos enfim desta 'guerra' estúpida e interminável, que está a destruir a nossa língua? Ignorância, estupidez, cobardia, 'em nossa perdição se conjuraram'! «Coragem, portugueses, só vos faltam as qualidades.» - A. N."

"E a campanha eleitoral continua, todos silenciando a imposição política do AO90 a Portugal, reagindo como analfabetos que ignoram o que significa a ortografia para uma língua escrita há séculos! Todos empenhados na promoção do imperialismo linguístico brasileiro, com os seus milhões!!! de falantes e os seus 210 idiomas em vigor! Balanço dos 50 anos da Democracia: afinal mantêm-se os tiques da ditadura e a censura continua eficaz!"

 

Maria José Abranches

***

Entretanto...

BECHARADA 3.png

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 17:18

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