Terça-feira, 16 de Outubro de 2018

CARTA ABERTA AOS PROFESSORES DE LÍNGUA PORTUGUESA E AOS SEUS SINDICATOS

 

Exórdio:

Não sendo fácil exercer a profissão de Professor em Portugal, não é impossível exercê-la em sã consciência, e com uma responsabilidade incólume que legitime a confiança e respeito que lhe são devidos.

 

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Em Portugal, não há imperadores, mas há professores que se vergam a governantes que não sabem nem o que fazem, nem o que dizem, e muito menos não imaginam a ignorância que impõem por decreto…

 

Caros ex-colegas:

 

Já farta de ver triunfar as nulidades;

 

Já farta de ver a Língua Portuguesa estropiada nos meios de comunicação social;

 

Já farta de ver a passividade dos que podem, mas não estão para se incomodarem;

 

Já farta do mesquinho servilismo a uma “ordem oficial” inconstitucional;

 

Já farta de ver violar o direito das crianças a um ensino de qualidade e a aprenderem a sua Língua Materna;

 

Atrevo-me a dirigir-vos umas quantas palavras de repúdio, de protesto, de indignação pelo modo como os que deviam ser os guardiães da Educação e Cultura têm conduzido a imposição ilegal do Acordo Ortográfico de 1990, nas Escolas Portuguesas, contribuindo para a desalfabetização, desinstrução, deseducação e incultura das crianças portuguesas, que mereciam melhor sorte, superior ensino e maior respeito.

 

O que mais me custa suportar neste criminoso processo de desintegração da Língua Portuguesa, é a cobardia de todos os que se vergaram a uma ordem parva, e estão a incitar as crianças, ainda inocentes no seu desconhecimento das coisas, e que começam agora o seu aprendizado escolar, a escrever incorrectamente a sua própria Língua Materna, produzindo erros ortográficos de palmatória.

 

Digam-me o que é um "arquitÊto" (pois é desta maneira que isto se lê). Se forem capaz de chegar à raiz deste amontoado de letras gerado pelo AO90, e de me dizerem o que isto é, que significado tem, dou a minha mão à palmatória.

 

Isto é uma nítida violação da alínea c) do Princípio VII da Declaração Universal dos Direitos das Crianças, que refere: a criança tem o direito a receber uma educação escolar (…) que favoreça a sua cultura geral e lhe permita – em condições de igualdade de oportunidades (algo que também é violado em Portugal) – desenvolver as suas aptidões e a sua individualidade, o seu senso de responsabilidade social e moral, para ser um membro útil à sociedade.

 

O que pretendem fazer com as crianças?

 

Os ignorantes do futuro?

 

Desculpem, mas não têm esse direito.

 

Ensinar a Língua segundo o AO90 é um crime de lesa-língua e de lesa-infância, e não sou eu que o digo.

 

Se os governantes portugueses não têm capacidade moral e intelectual para o impedir, por uma manifesta e obscena subserviência ao lobby de alguns editores mercenários (porque os há conscientes dos resultados funestos que a aplicação do AO90 terá para o futuro da Língua Portuguesa, que deixará de pertencer ao rol das Línguas Cultas Europeias, para ser uma qualquer outra coisa, indefinida e amarfanhada na ignorância, e os quais recusaram este ultraje linguístico), é dever de todos os Portugueses com responsabilidades na área do Ensino, da Cultura e da Comunicação Social exigir que o governo português reponha imediatamente o estudo da Língua Portuguesa Europeia nas escolas portuguesas, e que deixe de ser “oficial” algo que nunca deveria ter sido, por violar o direito à aprendizagem da legítima Língua Materna.

 

Deixem de enganar as crianças, impingindo-lhes gato por lebre.

 

Além disso, todos sabemos que a aplicação do Acordo Ortográfico de 1990 viola o disposto na alínea a) do artigo 9º da Constituição da República Portuguesa, que diz: são tarefas fundamentais do Estado garantir a independência nacional e criar as condições políticas, económicas, sociais e culturais que a promovam.

 

Ora esta inominável tentativa de “abrasileirar” a Língua Materna dos Portugueses, a qual sendo um dos elementos da nossa nacionalidade, também é um baluarte da nossa autonomia, como nação, da nossa portugalidade, e se a vendermos ao desbarato, para que editores e governantes traidores da Pátria possam encher os bolsos, e apenas isso, viola a tarefa fundamental que o Estado Português tem de garantir a nossa independência.

 

Portugal é e sempre será, quer aceitem ou não, a origem dos actuais países livres que já foram colónias portuguesas. E não há nada, nem ninguém que possa alterar o passado.

 

Se os países que integram a CPLP adoptassem o que construíram a partir do que receberam do ex-colonizador, e se cortassem o cordão umbilical que ainda os mantém ligados a Portugal,  quem os condenaria?

 

Depois que obtiveram a independência, cada país colonizado foi livre de optar pelo próprio destino. O que fizeram com a herança portuguesa, não é mais problema de Portugal.

 

E Portugal, como país independente, e com a sua milenar cultura europeia, um dos primeiros estados-nação do mundo, que deu novos mundos ao mundo, não tem de se vergar perante uma imposição político-económica, de quem quer que seja, muito menos quando essa imposição está assente numa descomunal ignorância.

 

Uma língua não evolui por decreto. Não evolui por vontades assentes em interesses políticos e económicos.

 

Por que há-de Portugal ser o rebotalho da Europa, quando os outros países europeus, também colonizadores, como os Ingleses, os Franceses, os Espanhóis, os Holandeses, os Alemães, não mexeram uma letra sequer, nas suas Línguas Maternas, para “unificarem” a língua herdada pelos países colonizados por eles?

 

É que é do bom senso e da racionalidade que se preserve a identidade linguística de cada país.

 

Contudo, ao que tenho verificado, até não é da vontade da maioria dos restantes países da CPLP que este acordo parvo vá adiante.

 

Então por que há-de Portugal rebaixar-se à vontade de um grémio desqualificado, constituído por ignorantes traidores da pátria?

 

Finalmente, farei minhas as palavras de uma Professora lúcida, da qual, neste momento, não me recordo o nome, mas se ela, por acaso, vier a ler este texto, por favor, acuse a sua autoria:

 

«Tenho a maior consideração por todos os colegas que ensinam Português, e que se vêem confrontados com este flagelo. Não lhes invejo a sorte (ou o azar).

 

Sei que tenho uma posição privilegiada que me permite assumir a minha oposição ao AO 90, porque beneficio da falta de uma posição oficial da minha Faculdade, e da posição contra o AO tomada pela Associação de Estudantes.

 

Sei também que posso sempre evocar, se isso vier a ser necessário, a minha autonomia científica nas minhas aulas e nos meus trabalhos.

 

O que já não me parece aceitável é que, os professores, que estão representados por sindicatos de diversas orientações políticas, nunca tenham exigido destes que dessem voz ao seu protesto.

 

Porque ver os sindicatos dos professores apelarem a manifestações e greves por razões políticas/sociais/laborais mas nunca por razões de carácter científico/educativo, como é o caso do AO90, descredibiliza a classe perante a opinião pública.

 

Se os professores se mobilizarem em torno de uma causa que não tem a ver com as suas condições remuneratórias, mas com o futuro dos alunos, estou certa de que teriam o apoio dos pais e dos encarregados de educação, talvez como nunca tiveram antes».

 

Este é o caminho.

 

Lembrem-se: sem desobediência nunca houve mudanças, nem evolução…

 

O que aqui está em causa não é o presente da Língua, porque esse está assegurado por todos os que estão a recusar-se a cumprir a “ordem oficial” que não tem a mínima legitimidade.

 

O que aqui está em causa é o futuro, é o modo como estão a transformar as nossas crianças nos analfabetos escolarizados e ignorantes do futuro…

 

O que fazer?

 

Primeiro: recusar ENSINAR esta língua estropiada às crianças.

Segundo: boicotar todas as publicações em AO90: livros, jornais, revistas… e tudo o que mais for…

Terceiro: não escrever em acordês, porque temos esse direito.

Quarto: EXIGIR que o governo reponha imediatamente o ensino da Língua Portuguesa Materna, nas escolas portuguesas.

 

As minhas saudações desacordistas.

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 10:32

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Quarta-feira, 24 de Janeiro de 2018

AO/90 UMA «MONSTRUOSIDADE EPISTEMOLÓGICA E ANTI-IDENTITÁRIA»

 

Um texto de quem sabe o que diz, ou melhor… que sabe o que escreve, em Bom Português…

 

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Texto de Fernando Paulo Baptista - Fernando Paulo Baptista 

 

Um “recado” para o meu querido Amigo de tempos antigos — agora candidato presidencial António Sampaio da Nóvoa — porque quero continuar a acreditar e a alimentar a ESPERANÇA:

 

«Não basta dizer que se discorda do “AO / 1990” enquanto Cidadão e Professor: é preciso ser coerente, exigindo que os Serviços de Campanha não apliquem essa monstruosidade epistemológica e anti-identitária que dá pela mistificadora e enganadora designação de “Acordo Ortográfico” !...

 

POR ISSO, NÃO PODEMOS DESISTIR DE LUTAR !...

(de modo esclarecido, fundamentado, transparente e frontal,

e sempre com elevação ética e cívica e com espírito crítico-construtivo !...)

 

  • Contra o vergonhoso e humilhante ataque que atingiu, de modo brutal, a DIGNIDADE ORTOGRÁFICA da comunicação escrita em Língua Portuguesa: o conceito de “Ortografia” não é científico-linguisticamente confundível com o conceito de “Ortofonia”: grafia... é grafia; pronúncia... é pronúncia !...

 

(tanto assim é que está hoje mundialmente consagrada a ESCRITA (escrita por excelência, sublinhe-se!...) como “A ARTE DE ESCREVER” e os seus Protagonistas são identificados e designados pela palavra “ESCRITORES”)

 

  • Contra o tratamento mercantilista, negocista e apátrida que trocou, pelo “vil metal”, a “Alma Lusíada Identitária e Planetária” plasmada e perpetuada nos Grandes Textos Escritos, Sapienciais e Artísticos;

 

  • Contra a chocante e crassa incompetência científico-linguística, genealógico-filológica, pedagógico-didáctica e investigativo-formativa...

 

TODOS TEMOS O INDECLINÁVEL DEVER de levantar a nossa voz, vertebrada, vertical e frontal, longe de toda a espécie de conivência ou cumplicidade com tamanha desvergonha e aberração!...

 

PARA NÓS, AS DECISÕES POLÍTICAS TÊM QUE SER SEMPRE RIGOROSAMENTE FUNDAMENTADAS NA COMPETÊNCIA SAPIENCIAL ESPECIALIZADA A TODOS OS NÍVEIS E ILUMINADAS PELA ELEVAÇÃO E DIGNIDADE ÉTICAS !...

 

E para ti, António?... Não quero admitir a conjectura de que possas pensar e actuar de modo diferente do nosso quanto às decisões políticas... Ou queres contestar, «olhos nos olhos», esta nossa perspectiva?...

 

Para se fazer uma ideia concreta acerca da minha posição construída em milhares de horas de investigação, reflexão e elaboração textual, pode consultar-se o “dossier” anti-AO/1990 (nomeadamente o “Manifesto” e os seus Anexos), em:

https://yelp.academia.edu/FernandoPauloBaptista

 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 18:55

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Domingo, 14 de Janeiro de 2018

EM PORTUGAL ESCREVE-SE E PRONUNCIA-SE MAL A LÍNGUA PORTUGUESA

 

Com a exigência ilegal da aplicação do acordo ortográfico 1990 (que não chega a ser acordo, porque existe um enorme desacordo entre os países da CPLP - Comunidade dos Países de Língua Portuguesa) os portugueses submissos (aos quais falta Cultura Crítica) ou os mais “distraídos” escrevem mal e pronunciam mal as palavras “acordizadas”.

 

É o descalabro total.

 

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Origem da foto: https://www.facebook.com/TradutoresContraAO90?fref=ts

 

"Os efeitos deste Acordo, dito de unificação ortográfica — na realidade, de aproximação ortográfica —, são os que estão previstos do ponto de vista da grafia, porque não há consequências em termos de pronúncia, (…). Nenhum português, por cair uma consoante, vai deixar de dizer «contracetivo», abrindo a vogal e, para dizer «contracetivo», fechando a vogal e.

 

Nenhum português deixará de o fazer. É um manifesto exagero, é um empolamento de uma realidade que o Acordo não consente!”

 

(LUÍS FAZENDA, Diário da Assembleia da República, I Série – n.º 85, X Legislatura, 3.ª sessão legislativa, 17 de Maio de 2008, pg. 28; aquando da aprovação parlamentar do 2.º Protocolo Modificativo ao AO90) (Ivo Miguel Barroso)

 

in https://www.facebook.com/groups/acordoortograficocidadaoscontraao90/643311112439015/?notif_t=like

 

***

Pois o que há a dizer sobre este assunto, é que quem, por desconhecimento da Etimologia (parte da gramática que estuda a história ou origem das palavras e da explicação do significado das mesmas, através dos seus elementos (morfemas), que fazem parte do Léxico Português, e que devia se matéria de estudo obrigatório nas escolas), e escreve deste modo incorreCto, de acordo com o acordo ortográfico 1990:

 

“contracEtivo” , “aspEtos”, “dirEtor”, “arquitEto”, "tEto" “Ativo”, “Ator”, “sEtor”, “fAtor”, “corrEto”, "Ação", “lEtivo” ,“selEção”   e outras calinadas que tais…  

 

não deve, não pode pronunciar as mesmas com o E ou o A abertos, sob pena de estarem a proferir monumentais disparates.

Quem aprendeu Língua Portuguesa sabe que aquelas palavras devem ser pronunciadas do seguinte modo: "contrac'tivo", "aspêtos", "dir'tor","arquitêto", "têto", "âtivo", "âtor", "s'tor", "fâtor", "corrêto", "âção", "l'tivo", "sel'ção", e querem dizer absolutamente NADA.

 

Daí que, é urgente, prioritário e da lucidez acabar-se de vez com este despautério do AO90, que os Portugueses, os Brasileiros, os Angolanos e os Moçambicanos instruídos e cultos rejeitam.

 

Então por que motivo, a não ser por negociatas obscuras (uma vez mais o interesse económico a sobrepor-se ao senso comum) e uma ignorância descomunal, o governo português teima, porque teima em impor esta mixórdia ortográfica, com a agravante de ameaçar penalizar quem não “obedecer”?

 

Baseado em quê? Em que lei?

 

De que tempo virá esta apetência pelas “ameaças?”

 

Não saberão os políticos portugueses que qualquer Português poderá recusar-se a utilizar este acordo, inclusive nas escolas, nas repartições públicas, seja lá onde for… sem ser penalizado, porque não há lei nenhuma que o obrigue?

 

Era só o que faltava!

 

E quem argumenta que a aplicação deste aborto ortográfico facilita a aprendizagem da Língua às crianças, suprimindo os "p", e os "c" mudos, quererá dizer que as crianças dos tempos aCtuais serão mais ESTÚPIDAS do que as crianças dos milhares de gerações passadas, desde que Dom Diniz oficializou a Língua Portuguesa?

 

Todos nós estudámos a Língua Portuguesa como deve ser estudada, e aprendêmo-la, uns com mais dificuldades do que outros, mas aprendêmo-la, como todas as crianças aprendem o Inglês, o Francês, o Alemão. Ou não?

 

Esta argumentação pretende diminuir as capacidades inteleCtuais das nossas crianças, passando-lhes um atestado de estúpidas, algo que elas, de todo, não merecem.

 

Se não respeitam a Língua Portuguesa, respeitem ao menos as crianças portuguesas, que estão a ser vítimas de um atentado linguístico e a caminho de serem os analfabetos do futuro.

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 15:41

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Sexta-feira, 13 de Maio de 2016

AS CRIANÇAS SÃO AS MAIORES VÍTIMAS DOS PREDADORES DA LÍNGUA PORTUGUESA QUE LHES IMPINGEM O AO/90 DESAVERGONHADAMENTE…

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Texto de Rui Hortelão

Director da SÁBADO

 

A primeira controvérsia e o tiro de Passos

 

 

Marcelo Rebelo de Sousa escolheu Moçambique por ser um país que lhe diz muito. Lá como cá, sorriu, falou e surpreendeu mais uma vez com uma dança na Escola Portuguesa. Mas, pela primeira vez desde que foi eleito Presidente da República, não foi unânime, nem conciliador. Pelo contrário, abriu uma discussão sobre o Acordo Ortográfico e colocou-se a si próprio no centro dela ao defender que se Angola e Moçambique decidissem não ratificar o Acordo Ortográfico seria criada uma oportunidade para repensar a matéria.

 

A resposta chegou rápida e peremptória. "As pessoas são livres de falar sobre isso, mas não há nenhuma controvérsia (…), não há retorno", afirmou Murade Murargy, o secretário-executivo da Comunidade de Língua Portuguesa (CPLP).

 

Das duas, uma: ou Marcelo Rebelo de Sousa se precipitou e estava longe de antecipar que a sua opinião ia ser tão mal recebida; ou, como tantas vezes faz, já tem trabalho de casa feito e sabe que, de uma forma ou de outra, há ainda a possibilidade de um retrocesso. E assim sendo, em coerência com o que sempre defendeu publicamente e pratica ainda hoje quando não está no exercício de funções presidenciais, considera que vale a pena bater-se pela mudança.

 

A grande questão é que, por mais que queira, Marcelo Rebelo de Sousa não tem outro poder que não seja aconselhar e influenciar. E para que a sua posição tivesse força de Estado era preciso que a Assembleia da República o acompanhasse activamente nesta cruzada, o que, pelas profundas divisões que o tema gera e pela actual composição do parlamento, parece improvável. Mas com Marcelo nunca se sabe.

 

(…)

 

in:

http://www.sabado.pt/opiniao/rui_hortelao/detalhe/a_primeira_controversia__de_marcelo_e_o_tiro_de_passos.html

 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 16:20

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Segunda-feira, 9 de Maio de 2016

QUEREM IMPINGIR-VOS O AO/90?

 

Se tiverem personalidade, ninguém vos impingirá o que quer que seja.

Texto dirigido principalmente a professores de Língua Portuguesa, a jornalistas e a escritores, aqueles que têm no Português o seu mais precioso instrumento de trabalho.

 

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Sois daqueles que se sentam diante da televisão e consomem todos os anúncios que sugerem o que devem comprar, o que devem fazer, ou o que devem ter, como as coisas melhores do mundo?

 

Sois daqueles que “devoram” todos os maus programas da televisão, apenas porque tendes televisão e não sabeis como desligá-la?

 

Sois daqueles que vão a um hipermercado e comprais um pacote gigante de pipocas, que não cabem nem num décimo do vosso estômago, apenas porque trazeis de oferta um outro pacote mais pequeno?

 

Sois daqueles que, por um brinde medíocre, inútil e insignificante, comprais o que não precisais?

 

Sois daqueles que comeis e bebeis tudo o que é publicitado, ainda que sejam produtos absolutamente dispensáveis à vossa alimentação e nocivos à saúde, apenas porque dizem “ser bom”?

 

Sois daqueles que aceitam um cigarro ou um charro, ou um pacotinho de heroína porque vos dizem que isso é “bué de fixe”?

 

Então devo perguntar-vos: «Chamais a isto ter personalidade? Não sereis o que se designa por “maria-vai-com-as-outras”? Tereis sentido crítico? Não aceitareis o que vos é impingido, com o sorriso dos ingénuos?

 

Sereis obrigados a consumir o que não quereis, apenas porque alguém o sugere?

 

Se tiverdes personalidade, ninguém vos imporá o que não precisais. O que não vos serve. O que não é bom para vós. O que apenas vos prejudica.

 

Não, ninguém vos obriga. Se o fazeis é simplesmente porque assim o quereis.

 

Não sois ingénuos, e tendes inteligência e capacidade de discernir? Então podeis escolher. Existe o sim e o não. Vós deveis saber o que é melhor para vós.

 

Se assim é, então porque vos deixais enganar e, submissamente, vos vergais ao poder, aceitando o Acordo Ortográfico de 1990, o acordo do descontentamento de milhares de escreventes e falantes da Língua Portuguesa, sem contestar a sua inutilidade, a sua ilegalidade, a sua inconstitucionalidade e principalmente a sua inconsistência linguística?

Pensai nisto.

 

Isabel A. Ferreira

 

(Adaptado de «O que te impingem?», in «Manual de Civilidade», de Isabel A. Ferreira)

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 18:18

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Domingo, 8 de Maio de 2016

ESCRAVOS DO AO/90

 

Acordistas, libertem-se da escravidão mental a que o AO/90 está a obrigar-vos. Ninguém, além de vós, pode libertar as vossas mentes agrilhoadas à avidez do lucro que move a vossa submissão cega a um poder que não sabe o que faz…

 

(Adaptado de um pensamento de Bob Marley)

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publicado por Isabel A. Ferreira às 16:01

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Sexta-feira, 6 de Maio de 2016

EMBAIXADOR CARLOS FERNANDES DIZ EM ENTREVISTA AO JPN QUE O AO/90 É “MANIFESTAMENTE INCONSTITUCIONAL”

 
Um acordo ortográfico assente em meros interesses económicos do lobby editorial/livreiro e políticos pouco escrupulosos não é um acordo ortográfico, é uma negociata entre vendilhões da Língua, interessados em encher os bolsos à custa dos parvos que foram nesta treta; aliás uma treta a dois: Brasil e Portugal.

 

E apenas os ditadores estão indisponíveis para ouvir a voz da razão, a voz de milhares de falantes e escreventes da Língua Portuguesa, por esse mundo fora, que se opõem ao AO/90, ilegal e inconstitucional (como afirmam os juristas honestos, porque os há batoteiros) e deveras, deveras um autêntico lixo ortográfico, mais conhecido por bechara-malaquês.

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 Em entrevista à jornalista Filipa Almeida Mendes, do JPN,  o Embaixador Carlos Fernandes, autor do livro “O Acordo Ortográfico de 1990 Não Está em Vigor” (da Guerra & Paz) e acérrimo defensor da abolição deste “acordo”, afirma que esta “não é uma questão de opinião, mas sim um problema jurídicoe que o processo ficou pela fase da ratificação, o que não chega para pôr um acordo em vigor.

 

«Durante a visita de Estado a Moçambique, o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, em declarações à RTP África, admitiu repensar o Acordo Ortográfico de 1990, caso Moçambique e Angola rejeitem este “acordo”.

 

De acordo com as declarações de Carlos Fernandes, Professor de Direito Internacional o acordo “nunca reuniu unanimidade dos países e, portanto, nunca esteve em condições, nem está, de poder entrar em vigor, porque Angola e Moçambique não o ratificaram. Em Portugal, para esse acordo poder entrar em vigor, tinha de continuar o processo que parou na ratificação, em 1991, e não se chegou a fazer referendo, não se chegou a publicar o aviso no Ministério dos [Negócios] Estrangeiros e não se chegou a publicar [um decreto] a seguir a isso.

 

Garante ainda o Embaixador que a “aplicação do acordo está a ser feita de uma forma manifestamente inconstitucional, porque se apoia na Resolução do Conselho de Ministros n.º 8/2011, de 25 de Janeiro e qualquer acto que a administração pratique tem de ter o apoio numa lei ou num decreto-lei, nunca podendo legislar-se por uma resolução”.

 

Este Professor de Direito Internacional (repita-se) afirma que “o Acordo Ortográfico de 1990 é uma estupidez crassa que desfigura completamente a Língua Portuguesa.”

 

Declarou ainda que apesar de todos os países terem o direito à evolução da sua língua, o Governo português está proibido, por força do Artigo 43 da Constituição, de orientar a cultura e a educação “segundo directrizes filosóficas, estéticas, políticas, ideológicas ou religiosas.”

 

Para terminar, Carlos Fernandes disse acreditar que, apesar de o Presidente da República não legislar sozinho e não ter poderes executivos, o facto de ponderar repensar o Acordo Ortográfico é já um avanço para a discussão da matéria.

 

Posto isto, repetirei o que tenho dito aos quatro ventos: «Apenas os ditadores estão indisponíveis para ouvir a voz da razão, a voz de milhares de falantes e escreventes da Língua Portuguesa, por esse mundo fora, que se opõem ao AO/90, ilegal e inconstitucional (como afirmam os juristas) e deveras um lixo ortográfico».

 

Fonte:

https://jpn.up.pt/2016/05/05/novo-acordo-ortografico-manifestamente-inconstitucional/#comment-10629

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 15:24

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Quinta-feira, 5 de Maio de 2016

DESMISTIFICANDO A IDEIA DA IRREVERSIBILIDADE DO AO/90

 

Para os que acham que não se pode voltar atrás, porque muitas crianças, adolescentes e jovens já aprenderam a escrever segundo o AO/90.

 

Não queiram rotular as nossas crianças de “mais estúpidas” do que as das gerações anteriores.

 

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Eu passei a minha infância, adolescência e juventude entre o Brasil e Portugal e, de todas as vezes que mudava de país, tinha de REAPRENDER a língua.

 

E não sendo mais DOTADA do que a mais comum das crianças portuguesas do século XXI, não vejo que estas possam ter a mínima dificuldade em desaprender o AO/90 e aprender a escrever correctamente a sua Língua Materna.

 

Se eu consegui, qualquer criança consegue…

 

E não me fez qualquer mossa. Pelo contrário, aprendi tanto, mas tanto sobre a Língua Portuguesa nas duas versões (a original e a desviada) que hoje (e que me perdoem os meus irmãos brasileiros) tenho aversão ao AO/90, quase por instinto.

 

Além disso, continuar no erro trará mais prejuízo para o futuro, do que se se recuar e atirar ao lixo esta vergonhosa maneira de escrever mal o Português.

 

Sejamos racionais.

 

Se alguém tem de perder alguma coisa, que sejam os culpados do crime de lesa-língua e de lesa-pátria (os responsáveis pela desintegração da Língua Portuguesa), e não as crianças, os adolescentes e os jovens portugueses que estão a ser vilmente enganados.

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 15:09

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Terça-feira, 3 de Maio de 2016

GOVERNO PORTUGUÊS ESTÁ INDISPONÍVEL PARA REABRIR DISCUSSÃO SOBRE O AO/90?

 

Por que estará? Que interesse tem o governo português na desintegração da Língua Portuguesa? Que interesse tem o governo português em escrever com erros ortográficos, sem o mínimo PUDOR? Que interesse tem o governo português nesta negociata de editores e políticos pouco escrupulosos? Poderíamos saber?

 

E não venham dizer que o AO/90 está a ser aplicado normalmente, porque NÃO ESTÁ. Nem sequer é legal. Nem está em vigor.

 

O que será que o governo português não está a entender? Será necessário fazer DESENHOS?

 

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O ministro dos Negócios Estrangeiros, augusto santos silva declarou que «o acordo ortográfico está em vigor em Portugal e a ser aplicado segundo a lei. Ponto final. E as declarações do Presidente da República, que pretende reabrir o dossiê, não serão alvo de comentários de membros do Governo».

 

Senhor augusto santos silva, o acordo ortográfico não está em vigor em Portugal nem a ser aplicado segundo lei alguma. De onde tirou esta mentira? A quem pretende enganar? E saiba que se o presidente da República quer reabrir o dossier, está no direito dele, pois jurou defender, cumprir e fazer cumprir a Constituição da República Portuguesa e é o que terá de fazer, pois o AO/90 é inconstitucional, e quem o aplica está a cometer uma inconstitucionalidade.

 

Lá por o AO/90 estar a ser aplicado em todos os documentos produzidos por organismos do Estado, no "Diário da República" e no sistema de ensino não significa que seja uma acção legal, mas tão-só uma vergonhosa demonstração de subserviência a alguém, e de ignorância sobre a função de uma Língua.

 

E assim como o pior cego é aquele que não quer ver, o pior ignorante é aquele que faz da ignorância uma opção.

 

E nem tudo o que emana do Poder tem de se aceitar como facto consumado, e o AO/90 é uma dessas “emanações” mal engendradas, que os Portugueses, efectivamente, não têm de aceitar.

 

Até porque, diz quem entende destas coisa de “leis e não-leis” o     AO/90 não foi ratificado pelo número de Estados suficiente nem dentro dos prazos legais (ou seja, antes de 1994) para poder entrar em vigor. O que foi ratificado por Portugal e pelo Brasil foi o "2º Protocolo Modificativo ao AO/90".

 

Dizem também os juristas que este protocolo é inconstitucional e ilegal, não só pela forma, como também pelo conteúdo. Assim como a “resolução” (e não lei) que obrigou os mais subservientes a usar a “tortografia” do acordo do desacordo é inconstitucional, porque o AO/90 não chegou a ter validade jurídica, uma vez que apenas a teria se ratificado por todos os países lusófonos, o que nunca aconteceu.

 

Portanto será necessário fazermos desenhos para que o governo português possa entender o que aqui está em causa?

 

Isabel A. Ferreira

 
(PS: O nome do ministro está escrito em letras minúsculas como forma de protesto contra esta aberração ortográfica que querem impingir-nos).

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 16:38

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Segunda-feira, 2 de Maio de 2016

NÃO HÁ QUE REVER O ACORDO ORTOGRÁFICO DE 1990, HÁ QUE ATIRÁ-LO AO LIXO, PORQUE NÃO PASSA DISSO MESMO

 

João José Santos, um desacordista convicto, fez este comentário à notícia de que Marcelo Rebelo de Sousa estaria disposto a rever o AO/90: «Não há que rever o Acordo Ortográfico de 1990. Há que restabelecer a língua tal como ela se encontrava antes do acordo. É que Portugal não tem de fazer acordos linguísticos com nenhum país. Cada país é autónomo e responsável pela língua que usa. Temos uma língua milenar, que é nossa. Somos responsáveis por ela e devemos mantê-la com as suas características. Os outros povos tratem do seu português que, se se desviar muito do português de Portugal, deverá ser chamado de Brasileiro (…) ou de qualquer outra coisa»…

 

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O facto é que, actualmente, se a Língua Portuguesa ainda é Língua Portuguesa, deve-se ao bom senso de Angolanos, Moçambicanos, Guineenses São-tomenses, Cabo-verdianos e Timorenses que se recusaram a embarcar na canoa furada proposta pelo Brasil a Portugal, na qual Portugal aceitou entrar, cegamente, sem ter a mínima noção do que estava a fazer (vá-se lá saber porquê?) saltando para a escuridão, em prejuízo da Identidade Portuguesa.

 

Agora querem que os restantes países lusófonos entrem nessa canoa, para se afundarem também, num descabido querer ser mais papista do que o papa?

 

E o pior é que, por mais que as pessoas esclarecidas, Portugueses e Brasileiros cultos, juristas, embaixadores, escritores e jornalistas (que não se venderam ao lobby editorial e ao governo traidor da Pátria), linguistas e filólogos honestos (porque os há batoteiros) tentem mostrar aos governos português e brasileiro, com argumentos de peso, a inutilidade, a fragilidade, a ilegalidade, a inconstitucionalidade, a idiotice deste AO/90, os governantes continuam a fazer-se de cegos, surdos e mudos ao apelo da razão, e nós gostaríamos de saber porquê…

 

Por alma de quem querem vender a Língua Portuguesa ao Brasil?

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 18:47

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.ACORDO ORTOGRÁFICO

EM DEFESA DA LÍNGUA PORTUGUESA, A AUTORA DESTE BLOGUE NÃO ADOPTA O “ACORDO ORTOGRÁFICO” DE 1990, DEVIDO A ESTE SER INCONSTITUCIONAL, LINGUISTICAMENTE INCONSISTENTE, ESTRUTURALMENTE INCONGRUENTE, PARA ALÉM DE, COMPROVADAMENTE, SER CAUSA DE UMA CRESCENTE E PERNICIOSA ILITERACIA EM PUBLICAÇÕES OFICIAIS E PRIVADAS, NAS ESCOLAS, NOS ÓRGÃOS DE COMUNICAÇÃO SOCIAL, NA POPULAÇÃO EM GERAL E ESTAR A CRIAR UMA GERAÇÃO DE ANALFABETOS.

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.CONTACTO

isabelferreira@net.sapo.pt

. AO/90 É INCONSTITUCIONAL

O Acordo Ortográfico 1990 não tem validade internacional. A assinatura (em 1990) do texto original tem repercussões jurídicas: fixa o texto (e os modos como os signatários se vinculam), isto segundo o artº 10º da Convenção de Viena do Direito dos Tratados. Por isso, não podia ser modificado de modo a entrar em vigor com a ratificação de apenas 3... sem que essa alteração não fosse ratificada por unanimidade! Ainda há meses Angola e Moçambique invocaram OFICIALMENTE a não vigência do acordo numa reunião OFICIAL e os representantes OFICIAIS do Brasil e do capataz dos brasileiros, Portugal, meteram a viola no saco. Ora, para um acordo internacional entrar em vigor em Portugal, à luz do artº 8º da Constituição Portuguesa, é preciso que esteja em vigor na ordem jurídica internacional. E este não está!
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