Quinta-feira, 30 de Maio de 2024

O “DN Brasil”, projecto jornalístico para servir imigrantes brasileiros em Portugal, vem provar que a Língua do Brasil é uma coisa, e a Língua Portuguesa é outra coisa, e que o AO90 deve ser destruído, por ser completamente inútil, lá é cá..

 

A ideia deste projecto do DN foi proporcionar à comunidade imigrante brasileira, em Portugal, um suplemento mensal e um site noticioso com actualização diária, cuja edição em papel irá para as bancas juntamente com o Diário de Notícias, tudo escrito na linguagem brasileira, para que os Brasileiros possam estar a par do que se passa, pois, o JN, em Português, não era perceptível à comunidade brasileira.

 

DE acordo com o DN o objectivo do DN Brasil é valorizar os imigrantes que escolheram Portugal para viver e promover a integração na sociedade portuguesa. Errado.
Se querem promover a integração dos Brasileiros na sociedade portuguesa NÃO é através de um DN Brasil, mas através da aprendizagem da Língua Portuguesa, a Língua de Portugal. É através da Língua que nos integramos num País.

 

Ainda de acordo com o DN os textos serão escritos em português do Brasil, como forma de valorização da língua portuguesa em toda a sua latitude, mas também para contribuir para aproximar ainda mais os dois países. Que absurdo! Primeiro, porque NÃO existe um português do Brasil, mas sim uma Variante Brasileira do Português, outra linguagem, tão diferente, que é necessário um DN Brasil. Segundo, ao darem aos Brasileiros a possibilidade de lerem notícias na linguagem deles NÃO estão a valorizar a Língua Portuguesa, muito pelo contrário, estão a dizer que o Brasileiro é uma coisa, e o Português é outra coisa. Pura e simplesmente isto. Também NÃO estão a contribuir para aproximar ainda mais os dois países, muito pelo contrário, estão a afastá-los, através das duas Línguas. Se querem aproximar os dois países, os Brasileiros, que vivem em Portugal, DEVEM aprender a falar e a escrever PORTUGUÊS. Aliás, antes desta ideia idiota do AO90, o Brasil e Portugal estavam muito mais unidos do que estão hoje.

 

A ideia (peregrina) de Antônio Houaiss, quando engendrou o AO90, era (seria?) a de unir as grafias brasileira e portuguesa, algo que só quem desconhece os meandros de um Idioma poderia considerar possível. Foi impossível, como era óbvio. Contudo, a ideia da criação do AO90 NÃO era unir grafias. Era algo muito mais pernicioso, algo politicamente incorrecto, algo que pertence à má-fé dos envolvidos: pensar que a Variante Brasileira do Português transvertida do Português, alguma vez pudesse vir a ser uma língua oficial da ONU.

Por outro lado, para se ter a nacionalidade portuguesa DEVIA ser obrigatório saber-se a Língua Oficial de Portugal, a Língua Portuguesa, pois os tchis, os djis, o ônibus, a gêládêrá etc. NÃO pertencem ao Português. Em qualquer Estado de Direito essa é a regra.


Não é preciso, por exemplo, fazer um DN Angola, e temos cá bastantes imigrantes angolanos. E porquê? Porque os Angolanos falam e escrevem PORTUGUÊS.



Se é para ter um DN Brasil, então que o Brasil fique lá com a sua Variante Brasileira do Português, muito válida e muito rica, e que a Portugal seja devolvida a grafia portuguesa.

 

Não seria esta uma atitude das mais inteligentes?

Obviamente seria a atitude mais inteligente dos últimos 50 anos.

 
Isabel A. Ferreira

 

União.png

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 18:11

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Juristas da SPA dixit: «O Acordo Ortográfico é ilegal» - Neste texto está tudo o que os Portugueses devem saber para REJEITAR o AO90 legalmente

 

Introdução:

 

António De macedo.png

 

Um texto publicado no Blogue A bem da Nação, em 09 de Abril de 2012,  pelo Economista Henrique Salles da Fonseca, o qual continua actualíssimo, uma vez que, desde essa data, todos os governantes, sem excepção, decidiram que a Língua Portuguesa devia ser destruída na sua forma grafada, para dar lugar à grafia da Variante Brasileira do Português, permitindo que o Brasil usurpe a designação da Língua Materna dos Portugueses, assinalando-a com a bandeira brasileira, encaixando-a no conjunto das Língua Europeias, como se fosse uma delas.

 

E se isto não é usurpação da Língua alheia, o que será, se no Brasil não se fala nem escreve Português, mas a tal Variante Brasileira do Português?

Usurpação.png

 

Mas o mais grave, o mais absurdo, o mais flagicioso é o Estado Português, a Nação Portuguesa, Portugal, como país livre e soberano, permitir esta usurpação.

 

Neste conjunto de Línguas europeias, a bandeira que DEVE assinalar o Português, é a Bandeira de Portugal. Andam a enganar os estrangeiros que levam gato por lebre, e isso, na minha terra, chama-se vigarice.



Estamos em 2024, e o AO90 NÃO foi consagrado por Decreto-Lei, prevalecendo a simples Resolução da AR que, não tendo valor de Lei, não obriga a escrever “incurrêtâmente” a Língua Materna dos Portugueses.

 

E a informação, que o Doutor António de Macedo, Professor Universitário, Cineasta e Escritor deu neste texto, continua válida, porque neste nosso País, com tantos apátridas dentro, vender a Língua Portuguesa ao Brasil foi um autêntico negócio da China para aquele país, e para mais nenhum. E o caos gerado pelo AO90 só trouxe malefícios aos Portugueses.

E não haverá ninguém com massa cinzenta activa que possa pôr fim a esta pouca-vergonha?

 

Isabel A. Ferreira

***

«O Acordo Ortográfico é ilegal»

 

Informação do Professor Doutor Professor António Macedo, Professor Universitário e Escritor, segundo a SOCIEDADE PORTUGUESA DE AUTORES (SPA):

 

Após uma conversa aprofundada com os juristas da Sociedade Portuguesa de Autores (SPA), que estão muito bem informados sobre estas matérias, apurei resumidamente o seguinte:

 

1 - A nova ortografia, acordada pelo Acordo Ortográfico de 1990 (AO90), foi promulgada pela Resolução da Assembleia da República (AR) n.º 26/91, de 23 de Agosto (com pequenas actualizações posteriores), e reiterada pela Resolução do Conselho de Ministros (CM) n.º 8/2011.

 

2 - A ortografia ainda em vigor, acordada pelo Acordo Ortográfico de 1945 (AO45), foi promulgada pelo Decreto n.º 35.228 de 8 de Dezembro de 1945 e ratificada em 1973, com pequenas alterações, pelo Decreto-Lei n.º 32/73 de 6 de Fevereiro.

 

3 - O Código do Direito de Autor e Direitos Conexos foi promulgado pelo Decreto-Lei n.º 63/85, de 14 de Março (com pequenas actualizações posteriores).

 

4 - Na hierarquia legislativa, segundo me explicaram os juristas da SPA, um Decreto-Lei está acima duma Resolução da AR ou do CM. Um Decreto-Lei é vinculativo, ao passo que uma Resolução é uma mera recomendação.

 

5 - Por conseguinte, uma Resolução não tem força legal para revogar um Decreto-Lei, e por isso o AO45 continua em vigor.

 

6 - Em caso de conflito entre a nova ortografia e o Direito do Autor, o que prevalece é o Decreto-Lei do Direito de Autor.

 

7 - Em consequência, nenhum editor é obrigado a editar os seus livros ou as suas publicações segundo a nova ortografia, nem nenhum Autor é obrigado a escrever os seus textos segundo o AO90. Mais ainda: tentar impor a nova ortografia do AO90 é um acto ilegal, porque o que continua legalmente em vigor é o AO45.

 

8 - Ao abrigo do Código do Direito de Autor, os Autores têm o direito de preservar a sua própria opção ortográfica, conforme consta do n.º 1 do Art. 56.º do Capítulo VI do Código do Direito de Autor e dos Direitos Conexos: "(...) o autor goza durante toda a vida do direito de reivindicar a paternidade da obra e de assegurar a genuinidade e integridade desta, opondo-se à sua destruição, a toda e qualquer mutilaçãodeformação ou outra modificação da mesma e, de um modo geral, a todo e qualquer acto que a desvirtue (...)".

 

9 - Embora no Artigo 93.º do Código do Direito de Autor se preveja a possibilidade de actualizações ortográficas, há sempre a opção legítima, por parte do Autor, de escrever como entender, por uma opção ortográfica de carácter estético. O que aliás foi confirmado pelo Secretário de Estado da Cultura, Francisco José Viegas, em entrevista à SIC no dia 8 de Janeiro de 2012, onde ele confirmou que até 2015 há um período de adaptação em que é permitido o uso paralelo do AO45 e do AO90, mas que aos Escritores, dada a sua condição de artistas criadores, ser-lhes-á sempre permitido utilizar a grafia que entenderem, mesmo que em 2015 o novo AO90 venha a ser eventualmente consagrado por Decreto-Lei, e não apenas, como agora, por uma simples Resolução da AR.

 

Para terminar, e entre parênteses, o novo AO90 é tão aberrante que é um verdadeiro crime, que está a ser imposto em vários meios de comunicação e em todos os departamentos governamentais, não obstante ser ilegal e antidemocrático – e antidemocrático porque as várias sondagens que têm sido feitas desde há vários anos sempre apontaram para uma média de rejeição, do AO90, de cerca de 67 por cento por parte da generalidade dos Portugueses.

 

Claro que um crime desta envergadura só pode estar a ser tão violentamente implementado porque tem atrás de si interesses muito pesados e muito poderosos, e apetece-nos perguntar como nos romances policiais: a quem aproveita o crime?

 

Geralmente, em crimes desta envergadura, a resposta costuma ser: follow the money...

 

Dei um modesto contributo para tentar explicar a minha posição sobre o assunto neste link:

http://ilcao.cedilha.net/?p=3854

_____________________________________

António de macedo.jpgAntónio de Macedo, escritor e professor universitário, nasceu em Lisboa em 1931.

 

in https://abemdanacao.blogs.sapo.pt/688751.html

     https://abemdanacao.blogs.sapo.pt

Comentário ao texto de António Macedo.PNG

 

Esperava a Berta Brás e esperam milhares de Portugueses em Portugal e na diáspora.
Seriedade não existe.

O que existe é uma subserviência a um país estrangeiro, sem paralelo na História de Portugal, desde a sua fundação, em 1143, por Dom Afonso Henriques, até aos dias de hoje.

O habitual é que as mentalidades evoluam. No caso português, houve um retrocesso  monumental, e hoje em vez de sermos um Povo com espinha dorsal, livre e soberano, somos um  pobre povo que rasteja, como um lagarto, que não sabe orientar-se entre os escombros da catástrofe linguística gerada pela estupidez e ignorância de uns poucos.

Como isto foi possível, não sei...

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 15:47

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Segunda-feira, 13 de Maio de 2024

A linguagem que anda por aí a correr vai a correr em direcção ao pântano onde o AO90, que lhe deu origem, foi gerado...

 

Lamento muito que alguns desacordistas vejam ferocidade ou agressividade nos meus textos, onde apenas existe INDIGNAÇÃO, um direito que me assiste.


E se eu não demonstrar a minha indignação aos governantes, aos ministros, ao PR, aos deputados da Nação, aos políticos que querem, podem e mandam e que nos desgovernam, como é que eles vão saber que estou indignada, com a atitude INDIGNA deles perante a mixórdia ortotrágica, no dizer de Clara Ferreira Alves, em que transformaram a nossa bela e escorreita Língua Portuguesa?

Pensem nisto.

Usar de paninhos quentes NÃO resolve o grave problema em que se encontra a Língua Portuguesa, que já está com os pés na cova. Só falta um empurrãozinho, para que caia na cova e seja enterrada viva.

 

E eu, na qualidade de cidadã portuguesa, que paga impostos, é dotada de massa crítica e sabe fazer uso dos seus direitos cívicos, RECUSO-ME a dar esse empurrãozinho, a ser cúmplice desse crime de lesa-pátria, dessa traição. Muito pelo contrário, estou disposta a empurrar para a cova outras coisas que NÃO a Língua, que me identifica, que identifica a Cultura e a História do MEU País.

Eu NÃO sou apátrida. Eu defendo o MEU País, mostrando a minha indignação, pela indignidade da política adoptada para com a minha Língua Materna, aquela que identifica o MEU País.

Andam por aí a querer criar um exército para defender o quê, se nem conseguem defender o património maior que identifica a Nação: a Língua Portuguesa? E para isto NÃO é preciso exército algum. É apenas preciso que quem quer, pode e manda  seja dotado de racionalidade, lucidez, dignidade, ter vergonha na cara, nobreza de espírito e não andar por aí a rastejar como se fosse um réptil, para receber somente o desprezo dos que nos querem espezinhar. Ninguém respeita os que rastejam, mas sim os que se elevam sobre a iniquidade.

Atentem na imagem que ilustra esta publicação. E digam de vossa justiça.

 

Quanto ao que me diz respeito, eu indignei-me ao ler esta pobreza ortográfica, na bula de um medicamento, fabricado em Portugal.

Se isto é português.png


 

E não me venham dizer que isto é o tal Português que evoluiu, porque as palavras a vermelho NÃO pertencem ao léxico português, nem pertencem ao foro da evolução. Isto é fruto do maior retrocesso linguístico, desde que os Fenícios, no século XV a.C., desenvolveram, com base na escrita semita, as anotações fonéticas que passaram a ser alfabéticas, e deram origem ao primeiro alfabeto, composto por 22 símbolos, que permitiram a elaboração da representação fonética das palavras.

 

Afastar as palavras das suas raízes NÃO é evoluir, é sim retroceder à forma mais básica da sua estrutura. E uma Língua desestruturada NÃO é uma Língua, é um linguajar derivado da Língua.

E não podemos aceitar que a Língua Portuguesa, uma das mais belas e bem estruturadas Línguas europeias, seja reduzida a um dialecto, apenas porque alguém decidiu, não porque sim, mas de má-fé,  deslusitanizar o Português.

 

Daí que seja urgente insistir na abolição do mostrengo chamado AO90, que só favorece os que não têm capacidade intelectual para pensar a Língua.


Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 18:36

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Sexta-feira, 10 de Maio de 2024

Em Defesa da Ortografia (LXVIII), por João Esperança Barroca

 

 «Custa ver Angola mais sensata do que Portugal num caso como o Acordo Ortográfico. Muito pouca gente quis este acordo. Na verdade, quem quis este acordo foram duas classes profissionais portuguesas que agiram por interesse próprio: a classe dos editores, que maravilha ter que [sic] substituir os dicionários e os livros escolares todos, e meia dúzia de académicos que tiveram aquele sonho clássico do intelectual, que é legislar.»

Pedro Mexia, Escritor e crítico literário

 

«Na história da nossa democracia, não há procedimento tão absurdo e tão próprio de um poder totalitário como este. Assistimos desde o início a manobras visando calar toda a contestação, mesmo a de um órgão de aconselhamento do Governo em matéria de língua, a Comissão Nacional de Língua Portuguesa, coordenada então pelo Professor Vítor Manuel Aguiar e Silva que, por ter elaborado um parecer bastante crítico do anteprojecto de 1988, foi impedido de ter acesso ao texto do AO assinado em 1990.»

António Guerreiro, Cronista e crítico literário    

 

«Há-de haver um português de Angola, de Moçambique, de São Tomé, etc. Isso é uma forma de riqueza prodigiosa, não há que ter receio disso. Logo, é uma patetice completa este Acordo Ortográfico de 1990 e, mais, uma vigarice, porque não há unificação possível da língua. O que quiseram fazer foi uma mera unificação da ortografia e, mesmo para isso, foram agredir barbaramente a etimologia das palavras. Este acordo cheio de excepções é, portanto, mentiroso, criminoso, completamente inútil e, a meu ver, ilegal. Não percebo esta obstinação e precipitação de Portugal. Nós sujeitamo-nos à vergonha de Angola não aceitar o acordo porque tem demasiado respeito pela língua. E nós merecemos essaeugénio lisboa, bofetada

Eugénio Lisboa, Escritor e crítico literário

 

«Comparadas com as diferenças lexicais e sintácticas entre o português europeu e o brasileiro, as diferenças ortográficas são nada. Daí a inutilidade e a estultícia do Acordo Ortográfico de 1990.»

Helder Guégués, Tradutor, revisor e autor, no blogue O Linguagista, em 14-03-2024

 

«Contrariamente ao muito que se diz por aí, as alterações que vão ser introduzidas são muito poucas e julgo que basta uma meia hora para os professores aprenderem as novas regras. E depois é aplicá-las.»

Paulo Feytor Pinto, presidente da Associação de Professores de Português (APP), em 2-09-2009, “Diário Digital

 

Como tem vindo a ser habitual, nalguns dos anteriores escritos, a par de citações de personalidades ligadas à língua, damos a conhecer exemplos do que consideramos ser o caos ortográfico decorrente da aplicação do AO90. Uma breve investida por apenas dois órgãos da Comunicação Social trouxe na rede o que se segue:

 

1 - «As emissões de dívida obrigacionista continuam a beneficiar de um duplo contexto favorável: “As expetativas de que o Banco Central Europeu vá iniciar o ciclo de descida de taxas de juro em junho, aliado ao fato de Portugal ter visto revisões em alta, quer do seu rating quer das perspetivas para a sua economia, têm levado a uma ligeira descida dos prémios de risco nacional”, refere Filipe Silva, Diretor de Investimentos do Banco Carregosa.

 

Recorde-se que a notação da dívida faz, agora, o pleno das cinco principais agências de rating, no escalão A, mais favorável à ampliação dos investidores interessados na dívida portuguesa, e que as contas nacionais registaram um excedente de 1,2% do PIB, o maior desde o 25 de abril, e o segundo superávite alcançado pelos governos de António Costa.» Expresso, 10-04-2024.

 

Dando de barato a questão da dupla grafia de expectativa, chamamos a atenção do leitor para a profecia de Pedro Santana Lopes de que “facto é agora igual a fato”, como nos lembra, mais uma vez o jornal Expresso. Acrescente-se que o AO90, que tinha o objectivo de unificar a língua, veio dar-nos a obrigação de utilizarmos a forma abstrusa perspetiva, enquanto um brasileiro continuará a usar perspectiva. Unificação foi o que disseram?  Além disso, à imagem de muitos outros, o Expresso e até as escolas (como se vê numa das imagens, retirada da página de Facebook dos Tradutores contra o Acordo Orográfico) parecem continuar a escrever sempre com minúscula os nomes dos meses, sem terem em conta o que estipula o AO90 no que se refere às efemérides. Chama-se aplicação fatiada!

 

2 - «Para os empresários, contactados pelo Expresso, estar presente no MIPIM é uma oportunidade única para estabelecer contatos, trocar ideias e explorar oportunidades de negócio e, por isso, um conjunto cada vez mais alargado de empresas nacionais repete, ano após ano, a sua presença no evento.

 

O sentimento partilhado é que [sic] os resultados dos contactos realizados na feira têm sobretudo efeitos no médio prazo, resultando daí a concretização de negócios e estabelecimento de parcerias com investidores.» Expresso, 18-03-2024.

 

 Já cá faltava o omnipresente contato, acompanhado três linhas abaixo pela forma correcta contactos. Confuso? Ná, parece um texto escrito com os pés, em que a opção ortográfica é como calha.

 

3 - «Na carta, mostra-se solidária e até preocupada com os polícias portugueses e acrescenta ainda que vai apoiar os polícias e usar a rede de contatos que têm na Europa para lhes dar uma voz mais forte.» RTP, 19-02-2024.

 

Para não ficar atrás, também a RTP, qual Pai Natal, nos presenteia com este exemplo da mixórdia ortotrágica (como lhe chama Clara Ferreira Alves) que por aí vai circulando e da qual parece ser difícil livrarmo-nos de vez.

 

Ah, no novo governo há, pelo menos, três ministros que, no passado, tomaram posição clara na oposição ao AO90. São eles: Nuno Melo, Ministro da Defesa, Paulo Rangel, Ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, e Dalila Rodrigues, Ministra da Cultura.

 

Ah, felizmente, quer o jornal A Bola, quer o canal SIC, às vezes, vão tendo umas saudáveis recaídas.       

 

Ah, será que ainda faltam muitas meias horas?

 

João Esperança Barroca

 

Barroca 1.png

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publicado por Isabel A. Ferreira às 16:45

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Domingo, 5 de Maio de 2024

Os Portugueses celebram a Língua Portuguesa no Dia 10 de Junho, os outros festejam HOJE a mixórdia ortográfica gerada pelo AO90, conforme a amostrinha do pão nosso de cada dia que por aí vai...

 

... e, com isto, esses outros andam a enganar os estrangeiros, que pensam estar a aprender a Língua Portuguesa, mas estão a levar gato por lebre, com a mixórdia ortográfica que lhes impingem.


HOJE, andam por aí a festejar uma linguagem que NÃO diz respeito a Portugal, nem aos Portugueses.


O Dia 10 de Junho é o Dia, por excelência, da celebração da Língua de Portugal , a Língua Portuguesa!


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ATENÇÃO! Os exemplos que se seguem é o que andam por aí a festejar, neste dia 05 de Maio, À BRUTA!

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ABRUTO.PNG

EXPECTO.png

IMPATO.PNG

Mais convição.PNG

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(Este "português" é do tradutor do Google)

OJETOS.png

REDE DE CONTATOS.png

CORRUÇÃO.png

E os governantes portugueses continuam a assobiar para o lado como se não tivessem nenhuma culpa desta miséria linguística, que anda por aí a correr mundo com o nome de "português".

Não têm VERGONHA????????
Não têm BRIO???????

Não são PORTUGUESES?????
Portugal é o ÚNICO país do mundo onde se espezinha a Língua Materna, com requintes de malvadez e de má-fé.

 

05 de Maio.png

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 13:53

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Quinta-feira, 18 de Abril de 2024

Carta Aberta ao Sr. Presidente da República: faz hoje um ano que enviámos a V. Exª um APELO em defesa da Língua Portuguesa, conforme definido no n.º 3, do artigo 11.º da CRP. Continuamos à espera de uma resposta, como é do nosso direito...

 

18 de Abril de 2024

Exmo. Senhor Presidente da República Portuguesa

Professor Doutor Marcelo Rebelo de Sousa

no dia 18 foi o primeiro, depois seguiram-se mais quatro.

 

No dia 18 de Abril de 2023, há precisamente um ano, o Grupo Cívico de Cidadãos Portugueses Pensantes enviou a Vossa Excelência, através do Formulário da Presidência (que nos garantia uma resposta), a primeira via do APELO, depois seguiram-se mais três vias, à medida que foram chegando mais subscritores, esperando que V. Exa. se dignasse a responder-nos, como é do nosso direito. A única reacção que obtivemos foi através de quatro ofícios oriundos da Casa Civil da Presidência da República, a dar conta da “receção” (palavra que NÃO faz parte do léxico Português) do APELO, e o número que foi atribuído ao processo que, no entanto, não sabemos para que serviu. Na altura, éramos 194 cidadãos, hoje somos 295. Este número, aos olhos de V. Exa., poderá parecer irrisório: por que haveria de estar a incomodar-se com um APELO subscrito apenas por 295 cidadãos? Porquê? Porque V. Exa. é o Presidente de todos os cidadãos Portugueses e também dos que têm dupla nacionalidade, e, segundo a Constituição da República Portuguesa (Art. 109.º), «A participação directa e activa de homens e mulheres na vida política constitui condição e instrumento fundamental de consolidação do sistema democrático.» E convém não esquecer que, dentro de uma semana, a 25 de Abril, estaremos a festejar os 50 anos da nossa Democracia! Será que este nosso Grupo Cívico é constituído por cidadãos de segunda, que não merecem a consideração do presidente da República?

 

A este propósito, devemos acrescentar que o nosso Grupo Cívico de Cidadãos Portugueses Pensantes, fazendo parte da União Europeia, da qual Portugal é membro, mereceu uma resposta da Senhora Ursula von der Leyen, Presidente da  Comissão Europeia, a qual teve a gentileza de encaminhar a Carta que lhe endereçámos, sobre a ilegalidade e inconstitucionalidade do Português usado na União Europeia, para a Direcção-Geral da Educação, Juventude, Desporto e Cultura, dirigida pela Senhora Monika Kepe-Holmberg, que nos informou de que a Comissão Europeia apoia a diversidade linguística, o que nos levou, de novo, a escrever-lhe, e aguardamos resposta.

Há que salientar que o nosso Grupo Cívico mereceu a consideração da Presidente da Comissão Europeia, e é lamentável que ainda NÃO tenha merecido a consideração do presidente da República do NOSSO País, o qual continua a oferecer-nos apenas o seu mais ruidoso silêncio, sobre esta questão crucial para a sociedade portuguesa.
 

Se formos consultar as funções de um Chefe de Estado, não vemos em parte alguma que ele tenha de se relacionar institucionalmente com o Povo. Mas há algo que é uma das suas mais importantes funções: «Como garante do regular funcionamento das instituições democráticas tem como especial incumbência a de, nos termos do juramento que presta no seu acto de posse, “defender, cumprir e fazer cumprir a Constituição da República Portuguesa”. E neste ponto é que está o busílis da Questão da Língua.

 

Entretanto, deambulando pela Internet, encontrámos a seguinte declaração:

 

NAÇÃO QUE ABANDONA A LÍNGUA.png

 

Esta afirmação apresentou-se-nos tão assertiva que nos ocorreu transmiti-la a Vossa Excelência que, embora sendo o actual Chefe de Estado da República Portuguesa, abandonou a Língua Portuguesa, por motivos que só V. Exª.  poderá explicar, estando, no entanto, com essa incompreensível atitude, a condenar Portugal ao esquecimento e a um fracasso, que já começou a dar os seus frutos putrefeitos, como foi profetizado por Vasco Graça Moura. 

 

Porquê, Senhor Presidente?

 

Pensamos que os Portugueses, pelo menos aqueles que PENSAM, merecem que V. Exa. nos explique o motivo pelo qual o senhor NÃO defende a Língua Portuguesa, aquela que está consignada na Constituição da República Portuguesa, e permite que ande por aí a circular uma linguagem, na sua forma grafada, assente num “acordo ortográfico”, que todos os pareceres jurídicos independentes, efectuados por Professores Universitários da área Constitucional,   provam minuciosamente ser inconstitucional e ilegal, e que o Embaixador Carlos Fernandes, Licenciado em Direito pela Universidade de Lisboa, tão meticulosamente o demonstrou no seu livro «O Acordo Ortográfico de 1990 Não Está em VIGOR – PREPOTÊNCIAS DO GOVERNO de José Sócrates e do Presidente Cavaco Silva», publicado pela Editora Guerra & Paz, curiosamente, também em Abril de 2016.

 

De igual forma, Vasco Graça Moura, com muito rigor, no seu livro «ACORDO ORTOGRÁFICO: A PERSPECTIVA DO DESASTRE», abordou a mesma questão, publicado, por coincidência, também em Abril de 2008, pela ALÊTHEIA Editores.

 

 Ao que parece, as coisas mais importantes acontecem em Abril.

 

E estando todas estas personalidades com a razão do seu lado, como sabemos que estão, até porque não falta documentação sobre esta questão, porquê ainda nada foi feito para pôr fim a esta inconstitucionalidade e ilegalidade e anular o AO90? Os Cidadãos Portugueses têm o direito de saber o motivo, e, principalmente, as nossas crianças, os nossos adolescentes e os nossos jovens têm o direito de aprender correCtamente a sua Língua Materna, o Português, a Língua Portuguesa, que está consignada na alínea 3, do Art.º 11º da Constituição da República Portuguesa.

 

Finalmente, Senhor Presidente, gostaríamos de ser esclarecidos sobre a afirmação do Dr. Augusto Santos Silva, enquanto Ministro dos Negócios Estrangeiros:  Se quisesse, o Governo podia denunciar o acordo ortográfico. Mas não quer [MAS NÃO QUER ?], em resposta à petição “Cidadãos contra o Acordo Ortográfico de 1990”, entregue na Assembleia da República, em 09 de Março de 2017, e assinada por mais de 20 mil cidadãos, e com mais de 200 subscritores. Como pode uma questão desta natureza, que diz respeito à nossa Identidade Linguística, à nossaidentidade como Nação livre e soberana, estar dependente de um simples QUERER de um Governo que viola deliberadamente a CRP?

 

Senhor Presidente da República, não haverá algo estranho nesta forma de tratar a coisa pública, um Símbolo Nacional fundamental, o Português – cuja ortografia respeita o resultado da Convenção Ortográfica Luso-Brasileira de 1945, e que o Brasil assinou, mas rejeitou – de acordo com o n.º 3 do artigo 11.º da CRP?

Para terminar, enviamos a V. Exa., pela quinta vez,  este APELO, esperando que V. Exª., desta vez nos responda, atendendo à gravidade da situação em que se encontra a Língua Portuguesa, incorrectamente escrita e falada, nomeadamente nas escolas e nos órgãos de comunicação social, escritos e televisivos, os quais constituem os maiores veículos do mal-escrever-Português, em Portugal, berço da Língua Portuguesa [saliente-se que em Angola escreve-se escorreitamente o Português] estando-se a criar um caos insuportável e a disseminação de uma linguagem incorrecta e tosca, que NÃO pertence à nossa Cultura.

Com os nossos melhores cumprimentos,

 

P’lo Grupo Cívico de Cidadãos Portugueses Pensantes

 

Isabel A. Ferreira

***

Nota: esta Carta Aberta foi enviada ao PR, através do Formulário e do seu e-mail; aos governantes actuais e partidos políticos com assento no Parlamento; à Procuradoria-Geral da República, à Embaixada de Angola, e a todos os órgãos de comunicação social com maior projecção.

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 06:40

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Terça-feira, 9 de Abril de 2024

Morreu o nosso companheiro de luta João Pedro Graça, anti-acordista militante, segundo ele próprio se designava, autor do Blogue “Apartado 53”, onde lutava aguerridamente pelo Símbolo maior da nossa Identidade: a Língua Portuguesa

 

Eu não conhecia João Pedro Graça pessoalmente. Cruzámo-nos na Internet, através dos nossos Blogues, porque partilhávamos da mesma luta: restituir a Portugal a NOSSA amada Língua Portuguesa, livre da enfermidade que a desfigurou, o inadjectivável acordo ortográfico de 1990 (AO90, reduzindo-a ao estado mais básico que uma linguagem pode descer.

No seu Blogue Apartado 53, João Pedro Graça, corajosamente, com determinação, sem papas na língua, sem receio de ser politicamente incorrecto, defendeu a NOSSA Língua Portuguesa com unhas e dentes e outras ferramentas, que ele, eximiamente, sabia usar como ninguém mais o fazia.

 

Nunca teve prurido em que ou timbrassem de xenófobo ou racista, algo que ele não era, porque quando defendemos a nossa Língua, a nossa Cultura, a nossa História, de predadores malévolos, exercemos o nosso dever cívico de cidadãos portugueses. E o resto são balelas de quem NÃO sabe argumentar, de quem não tem como argumentar, e o mais fácil é chamar-nos de xenófobos e racistas.

 

Apartado 53.PNG

 

João Pedro Graça partiu demasiado cedo, mas deixa-nos um legado precioso: o seu Apartado 53, um precioso acervo documental sobre o maldito AO90, que há-de levar para o charco da História todos os seus intervenientes.


Desde 16/17 de Março de 2024 que não tínhamos notícias de João Pedro Graçana sua Página do Facebook. Estranhámos a sua ausência, poderia estar de férias, mas  jamais esperávamos que ausência seria tão definitiva.

 

Hoje fomos surpreendidos pela triste notícia da sua morte.


João Pedro Graça era um Homem, com H maiúsculo, que nos habituámos a respeitar.

Um Homem que entrará para a História, como um cidadão Português que cumpriu briosamente o seu DEVER cívico de defender a nossa Identidade Linguística, ao contrário dos predadores da Língua, que ficarão às portas da História, como gente que passou pelo mundo e nenhum legado deixou aos vindouros senão cobardia, servilismo e mediocridade.



Uma GRANDE PERDA para a família e amigos, a quem envio as minhas mais sentidas condolências, mas também uma GRANDE PERDA para todos nós, para mim, que o tinha como um amigo, ainda que virtual.

Em sua memória, continuaremos a lutar como ele lutou, até que devolvam a DIGNIDADE à nossa Língua-Mãe.

Até sempre, amigo João Pedro Graça! 

Até sempre!

 ***

ILC Vídeo Apresentação Web, por João Pedro Graça

Como foi possível a ILC-AO ser rejeitada?

Só o concebo num regime ditatorial.

Isabel A. Ferreira

https://www.youtube.com/watch?v=4EEB3TZT0zI

 

***

P.S.:Por falar em culturas portuguesa e brasileira, morreu esta semana João Pedro Graça, professor e tradutor, que foi impulsionador e primeiro subscritor da Iniciativa Legislativa de Cidadãos Contra o Acordo Ortográfico de 1990 (ILC-AO), que também subscrevi por imperativo de consciência e dever de cidadania. Iniciativa que a Assembleia da República, como foi oportunamente denunciado, tratou de silenciar recorrendo a tudo o que tinha à mão. Apesar disso, João Pedro Graça não desistiu de lutar publicamente contra essa aberração a que polidamente chamaram “acordo” e cujo préstimo tem sido nulo, além de não contribuir para o futuro da língua portuguesa no mundo. João Pedro Graça morreu, mas não morreu a causa a que dedicou parte da vida e que continuaremos em sua memória. O “acordo” é que tarda a morrer, alimentado artificialmente pelo soro da ignorância.

Nuno Pacheco

 ***

 Sim, "as culturas portuguesa e brasileira podem conviver em saudável harmonia, sem que qualquer delas perca identidade", no respeito pelas respectivas características da língua, oral e escrita, em que cada uma se exprime e define. Saúdo o esforço, a dedicação, o saber e o empenho com que João Pedro Graça - que infelizmente a morte nos roubou - defendeu a língua portuguesa, combatendo a imposição política aberrante, acéfala e criminosa do AO90 a Portugal. Subscrevi a Iniciativa Legislativa de Cidadãos contra o Acordo Ortográfico (ILCAO), para a qual recolhi centenas de assinaturas. E não posso admitir que, na democracia, que nos trouxe há 50 anos o 25 de Abril, a Assembleia da República se permita ignorar e desprezar a voz dos cidadãos expressa na ILCAO! Leiam e respeitem a Constituição!

 Comentário de Maria José Abranches

 

in https://www.publico.pt/2024/04/11/culturaipsilon/opiniao/vinicius-jose-afonso-calor-reencontro-europeu-2086339

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 16:38

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Segunda-feira, 8 de Abril de 2024

Em Defesa da Ortografia (LXVII), por João Esperança Barroca

 

«Eu sou contra o Acordo Ortográfico. Por isso, até me prenderem ou me darem cacetadas, escrevo em português antigo. E mesmo depois de prenderem e de me darem cacetadas.»

 

Nuno Markl, Humorista, locutor e escritor

 

«O acordo ortográfico é uma merda. A Academia [Brasileira de Letras] é uma excrescência de velhos tempos

 

Millôr Fernandes, Humorista e escritor brasileiro

 

«A confusão entre gramática e convenção leva a muitos enganos — como defender o Acordo Ortográfico porque a língua muda (pois muda, mas a ortografia não tem de mudar à força) […]. O acordo ortográfico trouxe confusão à ortografia e, nesse ponto em particular, estamos pior do que estávamos há 10 ou 20 anos. É um dado objectivo, que pode ser atestado pelo número absurdo de “fatos” que aparecem no Diário da República.»

 

Marco Neves, Tradutor, escritor e professor universitário

 

 «Contrariamente ao muito que se diz por aí, as alterações que vão ser introduzidas são muito poucas e julgo que basta uma meia hora para os professores aprenderem as novas regras. E depois é aplicá-las.»

 

Paulo Feytor Pinto, presidente da Associação de Professores de Português (APP), 02-09-2009  Diário Digital.

 

Em escritos anteriores, temos chamado a atenção dos caros leitores para todo o tipo de aberrações que têm visto a luz do dia, à boleia do inadjectivável AO90. Não será por acaso, como já o dissemos anteriormente, que Millôr Fernandes, numa das citações em epígrafe, tenha optado por um substantivo em detrimento de um adjectivo quando o seu propósito era o de caracterizar negativamente o dito acordo.

 

Neste escrito de Março, a nossa pesquisa centrou-se essencialmente no termo contato, que a par de fato, é uma verdadeira pedra-de-toque da cacografia. Limitámos, desta vez, a nossa pesquisa a um único órgão de comunicação social, o jornal O Minho, contra o qual nada nos move. Apenas queremos, mais uma vez, denunciar o infindável sem-número de atropelos, decorrentes da aplicação do AO90. Acrescentamos ainda que a maior parte das citações e das imagens são relativamente recentes, comprovando que vieram para ficar. É ainda imperioso mencionar que este tipo de erros não existia antes da aplicação forçada do inaplicável AO90.

 

Vejamos, então, os resultados de uma breve pescaria numa tarde de fim-de-semana:

 

  1. «No dia da visita/teste à viatura o suspeito contata o legítimo proprietário, informando que não será ele a ver o veículo, mas sim outra pessoa, pedindo-lhe para não mencionar valores monetários. Após a visita efetuada, o suspeito informa o legítimo proprietário que quer comprar a viatura e que lhe irá efetuar uma transferência bancária, enviando-lhe um comprovativo de transferência bancária (não efetivada).» O Minho, 02-03-2024

 

  1. «“A ambição para o novo escritório de Braga não se limita às 100 pessoas que pretende contatar nos próximos 12 meses, tendo objetivos de crescimento para a cidade acima das 500 pessoas num horizonte de quatro anos”, referiu o comunicado, enviado às redações no mês de outubro de 2023.» O Minho, 23-02-2024

 

  1. «Os fundos esperam que os contatos para a venda comecem em breve, com o objetivo de finalizar a transação até (sic) o verão.

[…] As autoestradas geridas pela concessionária têm experimentado aumentos médios anuais no tráfego de 12% desde 2011, sendo impulsionadas pelo fato de servirem como uma alternativa ao congestionamento na VCI, no Porto.» O Minho, 22-02-2024

 

  1. «Para a distrital, esta é “uma forma diferente de fazer política, com o contato directo e permanente com as pessoas e garantindo que tudo será feito para ir além do resultado histórico nas próximas eleições, e levar André Ventura a ser o próximo Primeiro-Ministro de Portugal”. O Minho, 03-02-2024

 

  1. «Após vários contatos com diversas fontes, O MINHO sabe que tanto a comissão política distrital do Chega como a concelhia não confirmam Eduardo Teixeira a concorrer por aquele partido.» O Minho, 25-01-2024

 

  1. «“A ambição para o novo escritório de Braga não se limita às 100 pessoas que pretende contatar nos próximos 12 meses, tendo objetivos de crescimento para a cidade acima das 500 pessoas num horizonte de quatro anos”, refere o comunicado.» O Minho, 11-10-2023

    

  1. «Segundo a SIC Notícias, a jovem estava no festival pela Paz, que foi invadido pelas forças do grupo palestiniano no último sábado. A última vez que a mulher entrou em contato com a família foi ainda na sexta-feira. O Minho, 09-10-2023

 

  1. «O programa também alerta que entre as espécies de gelatinosos que ocorrem em Portugal, esta é a que exige maior cautela, devendo ser evitado qualquer contato com os seus tentáculos urticantes, capazes de provocar fortes queimaduras.» O Minho, 21-08-2023

 

Ah, repare na semelhança entre as citações números 2 e 6. O erro atrai o erro, não é?   Os revisores fazem falta, não é?

 

Ah, seguindo o conselho expresso na citação número 8, é de evitar o contacto com esses seres gelatinosos e com uma ortografia incoerente, ilógica, incongruente e desrespeitadora da sua etimologia.

 

Ah, quantas meias horas há em catorze anos?

 

Ah, além de se perceber que esta ortografia só pode ter tido origem em gente sem tacto, não podemos deixar de referir o fato que impulsiona aumentos de tráfego. Sabe o leitor onde se vendem tais fatos e semelhantes fatiotas? Que estes fatos custam caro, temos absoluta certeza!

 

João Esperança Barroca

 

J BARROCA 1.png

J BArroca 2.png

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 15:30

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Segunda-feira, 25 de Março de 2024

«Se quisesse, o Governo podia denunciar o acordo ortográfico. Mas não quer», quem o disse foi Augusto Santos Silva, em 2017, no tempo em que era o dono disto tudo...

 

... no tempo em que era ministro dos Negócios DOS Estrangeiros. O governo podia, mas não quer. Esta foi a resposta que SS deu à petição “Cidadãos contra o Acordo Ortográfico de 1990”, entregue na Assembleia da República em 09 de Março de 2017, e assinada por mais de 20 mil cidadãos e com mais de 200 subscritores. E o governo podia denunciar o AO90, mas não quis porquê? Para obedecer a ordens superiores, porque os governos pós-Aníbal Cavaco Silva e José Sócrates nada mandam na Língua de Portugal.

 

 Se quisesse, o Governo poderia ter denunciado o acordo ortográfico, mas não quis.

 

E agora, que SS, ironicamente, foi corrido da política pelo “Chega”, o partido que mais lhe fez frente, e que o obrigava a descer do seu pedestal de presidente da Assembleia da República, de dedo em riste, fazendo lembrar uma figura sinistra da II Grande Guerra Mundial, o que vai fazer o próximo governo, quanto a esta questão? Continuará a obedecer a ordens superiores, ou tomará uma posição que livre Portugal do jugo dos usurpadores da Língua Portuguesa, que estão a espezinhá-la e a encher a Internet com uma linguagem escrita absolutamente tosca, a que teima em chamar “português”, com abandeira brasileira a assinalá-la.

Fonte da notícia:

https://leitor.expresso.pt/diario/26-04-2017/html/caderno-1/temas-principais/se-quisesse-o-governo-podia-denunciar-o-acordo-ortografico-mas-nao-quer

Partilhado no Facebook.PNG

Esta imagem foi publicada no Facebook. Porém, este tipo de publicações NÃO deve ser, de modo algum, partilhado, em parte alguma, porque dissemina uma linguagem a que chamam indevidamenteportuguês”, e, como sabemos, os disparates repetidos muitas vezes, consolidam-se, e este é um fenómeno designado como analfabetização, que NÃO queremos aliado à nossa Língua Portuguesa.

 

Tudo isto vem a propósito deste vídeo onde SS, aquele que podia ter acabado com o AO90, mas NÃO quis, é desmascarado.

 

 

Depois de ver o vídeo não resisti a deixar lá o seguinte comentário:

 

Então? E não se fala da fraude ortográfica, mais conhecida por AO90, em que SS esteve metido, aprisionando a Língua Portuguesa nos calabouços do Ministério dos Negócios DOS Estrangeiros, do qual ele era ministro, e andou por aí a espalhar mentiras a este propósito, conduzindo Portugal para o CAOS ortográfico, nomeadamente,  nas escolas, enganando os alunos e muita gentinha desprevenida ou distraída, com uma lavagem cerebral vergonhosa? Disto não se fala? E não se fala porquê? Porque os partidos políticos foram todos coniventes com a fraude ortográfica que ainda está em curso, e ao que parece, não querem saber disto para nada, sendo todos cúmplices da maior traição jamais cometida por governantes portugueses contra Portugal, desde que Portugal é Portugal. 

Os leitores que se dignarem a ver o vídeo, não se esqueçam de ler os comentários, porque há ali muita matéria para reflectir.

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 17:25

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Quinta-feira, 14 de Março de 2024

«Língua portuguesa e integração» ou uma aldrabice para enganar os estrangeiros?

 

Língua portuguesa e integração é o título de um artigo de opinião, da autoria do acordista Diogo Godinho, e publicado no passado dia 09 de Março, no Jornal “Observador”.

 

Diz o opinante que «O conhecimento e uso da língua portuguesa torna-se condição indispensável para a integração de cidadãos de origem estrangeira», o que é algo absolutamente correCto.

E acrescenta: «Conforme prevê a nossa Constituição, a língua oficial da República Portuguesa é o Português, sendo tarefa fundamental do Estado a sua defesa e a sua difusão (art.º 9º, al. f) e art.º 11º, nº3 da CRP). Porém, não bastando tal obviedade, o legislador português clarificou ainda explicitamente noutros diplomas legais que a língua portuguesa seria a língua usada nas tramitações administrativas e judiciais do Estado (cfr. arts.º 54º C.P. Administrativo; 133º C.P. Civil ; 92º, nº1 C.P. Penal).»



Neste último parágrafo é que a porca torce o rabo, porque a questão é:

1 - A que Português a Constituição da República Portuguesa (CRP) se refere?

 

A Constituição da República Portuguesa refere-se ao Português ainda em vigor em Portugal, através do Decreto 35.228, de 08 de Dezembro de 1945, que estabelece os princípios de fixação para a grafia da Língua Portuguesa, que entrou em vigor em 01 de Janeiro de 1946, e a qual ainda não foi revogada, por Lei alguma, e apenas uma LEI pode revogar outra Lei. Portanto, todos os que aplicam o chamado acordo ortográfico de 1990, desde o mais letrado ao mais ignorante, estão a infringir a Lei.

O próprio Estado Português, o próprio presidente da República Portuguesa, os governantes portugueses, os deputados da Nação, à excePção dos do Partido Comunista Português (PCP), que não se deixou deslumbrar pelo aceno dos milhões, estão a violar a Constituição da República Portuguesa, ao aplicarem um acordo ilegal e inconstitucional, segundo os pareceres, bem fundamentados juridicamente, de inúmeros juristas não-afectos ao regime, porque aos afectos ao regime, como os Profs. Jorge Miranda e Vital Moreira, parece-lhes que o AO90 é legal ainda que não ratificado, por todos os signatários, e, para tal, dão desculpas de mal pagador, que só convencem os ignorantes.

 

2 - Estará o Estado Português a cumprir a tarefa fundamental de defender e difundir o Português, de acordo com os artigos mencionados, no parágrafo referido mais acima?

Obviamente, NÃO está.

Neste artigo de Diogo Godinho, NÃO se fala da Língua Portuguesa, do Português, consignado na CRP. Fala-se do ACORDÊS, muitas vezes amixordizado, ou seja, a mistura da grafia portuguesa com a grafia brasileira, preconizada no mal engendrado AO90, que andam por aí a impingir aos estrangeiros, dizendo-lhes que é Português, enganando-os descaradamente. E isto devia ser tratado como crime.

 

E o que é mais estranho é o absurdo silêncio da Academia das Ciências de Lisboa (que ao que parece, actualmente, é uma mera serviçal da Academia Brasileira de Letras, pois é esta última que dá cartas nesta “Questão da Língua Portuguesa”, que ficará para a História, como o acto mais infame, mais vergonhoso, mais servil, mais idiota perpetrado por governantes portugueses do pós 25 de Abril, bem identificados, os quais, por mais incrível que possa parecer, permitiram que Portugal se transformasse no albergue dos medíocres, dos incompetentes, dos analfabetizados, dos que não querem saber, dos sem-brio, dos apátridas, dos acordistas que não conseguem PENSAR a Língua de Portugal!

 

AO90.png

Liberdade de sermos portugueses.png

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 17:45

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