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Esta minha publicação vai ao cuidado do próximo presidente da República, que irá violar a Constituição da República Portuguesa, caso não recue na sua intenção de continuar a escrever incorrectamente a Língua de Portugal, usando o ilegal e inconstitucional AO90.
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«O "brasileiro" pode virar um idioma separado do português?»
in https://www.dw.com/pt-br/o-brasileiro-pode-virar-um-idioma-separado-do-portugu%C3%AAs/a-72323042
[Em Português uma Língua jamais vira um idioma; em Português, uma Língua ( = Idioma) transforma-se numa outra Língua ( = Idioma)]
Li neste texto que Portugal está a usar linguagem brasileira.
NÃO está.
Apenas alguns portugueses, com uma instrução pouco cuidada, e porque entendem que é chique falar a Língua dos outros, lá mete umas e outros brasileirismos.
As pessoas cultas e que sabem que o Brasileiro é uma Língua variante do Português, e o Português é a Língua de Portugal, não falam Brasileiro, nem empregam brasileirismos por dá cá aquela palha, até porque a maioria dos vocábulos brasileiros não correspondem aos vocábulos portugueses.
É bom que tenham isto em conta.
Sugiro a consulta deste pequeno Dicionário de Português - Brasileiro, onde, aliás encontramos bastantes erros de significação e também de ortografia, uma vez que em Português grafamos os cês e os pês em palavras que os Brasileiros escrevem à portuguesa.
A Língua Brasileira separar-se-á da Língua Portuguesa, a Língua do ex-colonizador português, como a Língua Portuguesa se separou do Latim, Língua dos Romanos, penúltimo Povo que invadiu a Península Ibérica, e da qual o Galaico-Português derivou, mais tarde dando origem ao Português e ao Galego. E este é o destino de todas as Línguas.
Por que carga de água o Brasil ainda não cortou o cordão umbilical com o ex-colonizador?
Gostou assim tanto dele?
Não me parece.
A minha experiência vivida no Brasil diz-me que não. A lusofobia era (e em Portugal continua a ser) o prato do dia da sociedade brasileira, e agora em Portugal, basta dar uma voltinha pelas redes sociais.
Já é altura de o Brasil assumir a Língua que criou a partir do Português, e que já não é mais Português.
É chegado o momento de o Brasil assumir, por completo, a sua independência, e sei que este é o pensamento dos brasileiros que recusaram a lavagem cerebral que esquerdistas, da ala mais inculta, andaram a fazer aos brasileiros menos instruídos, que andam por aí a disseminar as mais iníquas ignorâncias, acerca da Língua, da História e da Cultura Portuguesas.
Isabel A. Ferreira
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Este texto irá ser publicado também na NOVA MORADA do Blogue «O Lugar da Língua Portuguesa», e isto acontecerá até 30 de Junho, data em que os Blogues do SAPO irão ser descontinuados:![]()
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https://olugardalinguaportuguesa.blogspot.com/
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Em 20 de Dezembro de 2025 o Grupo Cívico de Cidadãos Portugueses Pensantes enviou a todos os candidatos à Presidência da República uma Carta Aberta, através das sedes de candidatura, com o seguinte assunto:
Por cobardia?
Porque ninguém lhes perguntou nada sobre isso?
Por considerarem isso um não-assunto?
Ou por acharem que o AO90, que tem apenas 13 anos de uma vida conturbada e severamente contestada, em Portugal, é um “fato consumado”, que destruiu 800 anos de existência, por causa dos milhões?
Nenhum dos candidatos se dignou a dizer alguma coisa. Talvez até nem precisassem de dizer nada, se, ao menos, tivessem lido a carta e reflectido no que lá se expôs, e chegado à conclusão de que nos debates e nos programas eleitorais passaram por cima de um dos problemas mais graves que o nosso País tem para resolver, estando ao nível da saúde, da habitação, da segurança, da emigração/imigração, dos baixos salários, do custo de vida, da pobreza crescente, da corrupção, da anarquia par(a)lamentar, da falta de cultura, da justiça lenta e injusta, do caos na educação/ensino, em suma, no que mais importa, para os Portugueses terem Estabilidade, Bem-estar e Cultura.
Trata-se da usurpação da nossa Identidade, da nossa Soberania, da destruição de 800 anos de história da Língua de Portugal, da VIOLAÇÃO constante da Constituição da República Portuguesa (CRP), que todos os candidatos, descaradamente, nas suas palestras, prometeram defender, não se dando conta de que, ao NÃO saberem escrever correcCtamente a Língua de Portugal, País que deverão representar, ao serem eleitos, violarão a CRP, com todo os dentes que têm na boca.
Essa promessa não será cumprida por quem se sentar no trono de Belém! Será igual a Marcelo, que foi presidente da República durante 10 anos, e NÃO defendeu, NEM cumpriu, NEM fez cumprir a Constituição da República Portuguesa.
Por este motivo e porque, repito,

continuaremos a ser as pedras dentro dos sapatos de quem ocupar o Palácio de Belém, até que a legalidade e a constitucionalidade da Língua de Portugal sejam repostas, e o inquilino de Belém deixe de ser vassalo da ex-colónia, e pare de rastejar perante os milhões.
É que amigos, amigos, negócios à parte é a mais inteligente filosofia para uma relação saudável entre dois povos.
Ah! Devido à indiferença que todos os candidatos votaram à Carta Aberta que lhes endereçámos, com boas intenções, eu votarei em branco, como protesto, por não reconhecer em nenhum deles competência para representar Portugal, pois se nem escrever correCtamente a Língua de Portugal sabem! É o mínimo que se pode exigir de um Presidente da República: que escreva correCtamente.
Diz o Dr. Luís Menezes Leitão, advogado e ex-Bastonário da Ordem dos Advogados: «o acordo ortográfico foi a maior aberração alguma vez feita a Portugal, numa obsessão orwelliana de criar a novilíngua. NÃO respeitar esse aborto ortográfico é um acto de cultura e liberdade...»
Até porque, acrescento eu, com base em pareceres jurídicos, que ninguém, em Portugal, é obrigado a usar a grafia do AO90, porque este NÃO está em vigor no País. A grafia em vigor de jure é a de 1945, e quem não a cumpre, está a violar a LEI e a CRP, tal como faz Marcelo, e tal como fará o próximo inquilino de Belém, se não cometer o acto de cultura e liberdade, de que nos fala Luís Menezes Leitão.
Isabel A. Ferreira
A luta contra o AO90 é uma luta com um exército enorme sentado no campo de batalha, e talvez uma dezena a lutar com as armas que tem: as palavras. Uma luta não se faz nem se ganha apenas com meia dúzia de pessoas a falar entre si sobre o quão nocivo é o AO90, e outras tantas a repetirem-se publicamente nos artigos que escrevem, eu incluída, a dizer coisas que toda a gente pensa, mas não tem a coragem de dizer alto. Eu já estou farta de me repetir. É que o meu conhecimento sobre esta matéria é empírico, é de experiência feito, por ter estado no local do crime, ou seja, no país onde o AO90 foi parido, vendo, ouvindo e lendo o que 99,99% dos que se dizem desacordistas não viram, não ouviram, nem leram, por isso, não sabem.
É preciso que os que se dizem anti-AO90 e pertencem às altas esferas intelectuais, tais como figuras públicas, professores no activo e reformados, linguistas, escritores, jornalistas, tradutores, revisores, editores, saiam da sua bolha de conforto e venham a público, usando os meios de comunicação social ao seu alcance, para clamarem o anti-acordismo que dizem defender, mas só o fazem em privado.
Não vejo nada disso. E no que me toca, sinto-me desacompanhada pela grande, grande maioria dos subscritores do Grupo Cívico de Cidadãos Portugueses Pensantes (porque os há não-pensantes), mas acompanhada pelos meus leitores fora de Portugal, espalhados pelos quatro cantos do mundo. Se bem que o apoio que recebo em privado não chega aos olhos e ouvidos dos acordistas que me seguem para tomarem o pulso desta luta, que eles acham que é uma luta perdida, por saberem que uma luta não se ganha com meia dúzia de lobos a uivar à Lua e a repetirem-se repetidamente, porque tudo já foi dito e redito e tredito sobre a perniciosidade do AO90, e os que têm visibilidade pública não se atrevem a dizer em uníssono e desassombradamente, em público, que o rei vai nu. Porquê?
Os desacordistas sabem que a Língua de Portugal está a afundar-se, cada vez mais, tendo neste momento apenas a cabeça de fora, mas não está na situação de faCto consumado, nem pouco mais ou menos...
Vejo-me quase sozinha a passar a mensagem da nocividade do AO90; a desmentir as mentiras que se dizem a respeito da nossa Língua, da nossa Cultura, da nossa História; a corrigir os erros que são cometidos em nome da ignorância linguística, nas redes sociais, no YouTube e onde quer que se diga mal da Língua de Portugal, ou onde ela é usada desadequadamente, com a intenção de a denegrir. Estou sempre atenta. Estou lá, mas não vejo mais ninguém a contestar.
A Internet é um antro de mal-escrever o que teimam em chamar Português, mas já não é, e se todos colaborassem na missão de levar o saber onde impera a ignorância, talvez os apátridas assumissem que, afinal, a contestação ao AO90 é uma realidade e existe em grande escala.

Este é o apelo que faço a todos os desacordistas, para não termos de levar com António Costa, ex-primeiro-ministro de Portugal, que contribuiu aceleradamente para o caos ortográfico no nosso País, a permitir que o tratem por AntÔnio [a não ser que já tivesse rejeitado a nacionalidade portuguesa] e a usar uma construção frásica brasileira na sua publicação: estou acompanhando a situação na Venezuela (...)
Podem dizer-me ah! isto é uma tradução...
Até pode ser.
Mas jamais traduziriam o nome da Senhora Merkle, por Merqle.
E a construção frásica brasileira significa que a União Europeia optou pela Variante Brasileira da Língua de Portugal, rejeitando a Língua original, algo que não fizeram com mais nenhuma outra Língua Oficial da EU. E tudo isto com o aval do Antônio, que se está nas tintas para Portugal. Fez os estragos que fez cá dentro, foi para a União Europeia e lá continua a desprezar a nossa Língua.
Mas isto, repito, não é um facto consumado, porque pode ser revertido, a qualquer momento, assim o queiram os Portugueses dotados de massa cinzenta.
Isabel A. Ferreira
Nestes anos, nada melhorou na dita “nova ortografia”. Considerá-la “boa” é o mesmo que tomar um remédio tóxico só para cumprir a receita.

Ainda a ortografia, ou uma lança romana na aldeia gaulesa
Após uma ausência de duas semanas, não contava voltar tão depressa ao tema, embora tivessem ficado pendentes, fruto de crónicas anteriores, dois esclarecimentos necessários. Porém, a estreia em texto do novo provedor do Leitor do PÚBLICO, João Garcia, fez-me mudar de ideias. Quis o provedor (cuja estreia no cargo saúdo, sem animosidade) começar por um tema que o incomoda neste jornal, “o desrespeito pelo Acordo Ortográfico de 1990, tornado obrigatório há dez anos para os documentos oficiais e para o ensino”, orgulhando-se, mais adiante, de ser uma pessoa que “respeita as normas vigentes nesta matéria”, ou não viesse ele de órgãos de comunicação que aderiram alegremente ao dito acordo logo nos seus alvores, como o Expresso e depois a Visão.
Não é apenas uma constatação ou um reparo, é também uma advertência professoral: «Um jornal de grande difusão não pode ser escrito de forma que seria censurada, por excesso de erros, numa prova de Português do 4.º ano de escolaridade.» Porquê? Porque, “no PÚBLICO, é possível ler na mesma página ‘sector’ no texto do jornalista e setor num texto de opinião que o acompanha. As duas grafias são aceites, mas a incoerência permanece.” Por fim: «A redação deveria adaptar-se às novas grafias, e seria aliás muito útil que o Livro de Estilo do PÚBLICO fixasse a forma de escrever das palavras para as quais o acordo estabelece opções diferentes: setor e sector, espetador e espectador, receção e recepção, suntuoso e sumptuoso, entre outras mais. Perante esta liberalidade, a uniformização ortográfica seria essencial se algum dia se vier a esgotar, como espera o provedor, a poção mágica e as legiões do pró-acordo consigam invadir a redação.»
O texto, intitulado “Um provedor infiltrado na aldeia de Astérix” (e que, mantendo a analogia, não passa de lança romana em aldeia gaulesa), podia ter sido útil se o seu autor se tivesse dado ao trabalho de analisar friamente o que está em causa. Até porque João Garcia afirma que pretende ser um provedor “que possa ser útil com os seus contributos”. Contudo, não cita um único dos pretensos malefícios, para este jornal, do continuado uso da ortografia anterior ao acordo de 1990, a par da liberdade concedida a colunistas e autores de artigos de opinião para optarem pela ortografia que entendam. Para isso lá está, na barra da página de abertura dos textos de opinião a seguinte frase, que é inequívoca: “A opinião publicada no jornal respeita a norma ortográfica escolhida pelos autores”. Só não lê quem não quiser ler. Quanto aos “malefícios”, basta ver a (muito boa) posição do jornal no panorama geral da imprensa, bem como os muitos prémios que tem recebido (só em 2025, como recordou Bárbara Reis numa crónica recente, somou mais umas dezenas), o que é bastante estranho num jornal «escrito de forma que seria censurada, por excesso de erros, numa prova de Português do 4.º ano de escolaridade».
O PÚBLICO e o acordo ortográfico (AO90) são velhos “companheiros de estrada”, embora por vias paralelas. Viram ambos a luz do dia em 1990. Mas enquanto o PÚBLICO fez um percurso do qual, embora com vários tropeções e escolhos, se pôde sempre orgulhar, o AO90 só à custa de um truque baixo conseguiu impor-se a partir de 2009, após um segundo protocolo modificativo (de 2004) permitir a sua entrada em vigor com a ratificação de apenas três países em vez dos oito obrigatórios, contrariando a Convenção de Viena que Portugal ratificou em 2004. Só isto bastaria para não falar do AO90 como “norma vigente”, antes como norma artificialmente imposta.
João Garcia espanta-se com a incoerência, no PÚBLICO, de ter “sector” e “setor” numa mesma página, mas se neste jornal essa distinção se faz claramente entre textos noticiosos e de opinião, noutros a confusão é generalizada, como provam centenas de exemplos que têm vindo a público. Até mesmo no acordista Expresso, que na última edição (de 2 de Janeiro) tinha seis colunistas a escrever “de acordo com a antiga ortografia”: Miguel Sousa Tavares, Pedro Mexia, Ricardo Araújo Pereira, Rodrigo Guedes de Carvalho, Manuela Ferreira Leite e Pedro Gomes Sanches.
Isto para não falar já de documentos oficiais, como os orçamentos do Estado, onde a miscelânea de ortografias é total desde que o AO90 se impôs (como explicou neste jornal Francisco Miguel Valada) ou dos livros que pretendem fixar a “nova norma”, como prova um extenso estudo do linguista Rui Miguel Duarte, datado de 2013, numa análise comparativa de muitas dezenas de palavras em dicionários, vocabulários e no próprio AO. Doze anos depois, nada disto melhorou. A proposta do novo provedor equivale a tomar um remédio tóxico só para cumprir a receita.
Fonte: https://www.publico.pt/2026/01/08/opiniao/opiniao/ortografia-lanca-romana-aldeia-gaulesa-2160182
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Alguns comentários feitos a este texto, publicado, no PÚBLICO:







Fonte da imagem: https://www.tudocelular.com/tech/noticias/n234425/meta-ai-app-novo-nome-recursos-ineditos.html
Há uns dias, ao ir ao WhatsApp, no meu telemóvel, apareceu-me uma pergunta da Meta AI (IA) que dizia mais ou menos isto: «Quer saber por que o candidato Cotrim de Figueiredo não aborda o AO90 nos debates?».
Ora, como isto é uma matéria que me interessa sobremaneira, até porque como coordenadora do Grupo Cívico de Cidadãos Portugueses Pensantes, antes do Natal, enviei, através das sedes de candidaturas, uma Carta Aberta, subscrita pelos 297 membros do Grupo, aos candidatos a PR que participaram nos debates que ocorreram durante semanas, nos canais televisivos, à excepção de Cotrim Figueiredo, que tinha um endereço mais directo, e talvez por isso, a referência a Cotrim, pela IA.
Obviamente disse que sim, estava interessada em saber, pondo-me com um pé atrás, até porque nestas coisas da IA, não me fio muito.
A resposta foi que nem ele, nem nenhum dos outros candidatos abordavam o assunto, porque o AO90 é um fato consumado.
Não pude calar-me com este fato e com o consumado, sabendo eu que, em Portugal, ainda que se aplique o AO90, facto é faCto, não perde o cê, e consumado é coisa que o AO90 NÃO está, porque apenas os fora-da-lei o aplicam violando a Lei Vigente (1945), o que é o caso de todos os candidatos à presidência da República, que NÃO sabem escrever correCtamente a Língua de Portugal, o país que um deles irá representar. E isto não é uma vergonha?
Dizem-me que a IA em Portugal está nas mãos de brasileiros, que são muitos. Pode até ser que sejam muitos, mas serem muitos não significa que possam andar por aí a atirar disparates para os ventiladores dos computadores.
O caso é que se gerou uma conversa muito interessante entre mim e uma IA brasileira, que gostaria de partilhar com os leitores dos meus Blogues. Porém, assim como a IA me apareceu do nada a fazer a pergunta que já mencionei, assim também desapareceu do nada a conversa, para todo o sempre, e só lá ficou uma outra que já tive há tempos, também sobre o AO90.
Foi então que iniciei uma outra conversa, que me fez ficar com a pulga atrás da orelha, e apenas a mantive para fazer uma experiência.
Vou reproduzir a conversa, por dois motivos: primeiro, porque a atitude insolente da IA pareceu-me estranha; e segundo porque gostaria de enviar esta publicação aos candidatos à Presidência da República, com o seguinte recadinho: «O AO90 só é um fato consumado, se forem ao alfaiate e lhe perguntarem se o fato que hão-de usar na tomada de posse do cargo mais alto da Nação, está pronto para levar para casa, e o alfaiate responder que o fato está consumado, ou seja, está pronto para levar para casa.
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02/01/26, 21:13 - Isabel A. Ferreira: Onde está a conversa que tivemos há poucos minutos?
02/01/26, 21:13 - Meta AI: Não há conversa anterior para mostrar 😅 Começamos do zero! O que está na sua mente? 🤔
02/01/26, 21:15 - Isabel A. Ferreira: Não é anterior, é posterior à que me é mostrada agora. Não é conveniente?
02/01/26, 21:15 - Meta AI: Entendi melhor agora 😊. A conversa que tivemos há poucos minutos é a que está a ser mostrada agora, no ecrã. Não há uma conversa posterior à que você vê. Eu sou um modelo de IA, não tenho capacidade de armazenar conversas ou manter um histórico de interações além da sessão atual.
Se você quiser, podemos continuar a conversa ou começar uma nova. O que você gostaria? 😊
02/01/26, 21:17 - Isabel A. Ferreira: Não me interessa continuar uma conversa que não me dão a oportunidade de visualizar.
02/01/26, 21:17 - Meta AI: Lento e frustrante 😔. Entendo que a situação seja confusa e não atende às suas expectativas. Se precisar de algo no futuro, estou aqui. Até logo 👋.
02/01/26, 21:17 - Isabel A. Ferreira: Grande sacanagem!
02/01/26, 21:17 - Meta AI: 😂 Pois é, parece que a coisa não correu como esperado! Grande sacanagem mesmo! Se precisar desabafar ou falar sobre qualquer coisa, estou aqui 😉. Até breve!
02/01/26, 23:03 - Isabel A. Ferreira: 🤮
02/01/26, 23:03 - Meta AI: 🤮 😂 Parece que você está a mandar um "escarro" virtual! 😄 O que está a acontecer? 😅
02/01/26, 23:03 - Isabel A. Ferreira: 🤢
02/01/26, 23:03 - Meta AI: 😷 Ops! Parece que alguém está a sentir-se doente ou enojado 🤢! Está tudo bem? 😅
02/01/26, 23:04 - Isabel A. Ferreira: 😡
02/01/26, 23:04 - Meta AI: 😡 🔥 Waaaaaah! Fúria ativada! 😂 O que está a causar tanta raiva? 😄 Quer desabafar?
02/01/26, 23:04 - Isabel A. Ferreira: ☹️
02/01/26, 23:04 - Meta AI: 😔 Ai, tristeza à vista! ☹️ O que está a acontecer? Quer falar sobre isso ou precisa de um abraço virtual? 🤗
02/01/26, 23:06 - Isabel A. Ferreira: ⛈️
02/01/26, 23:06 - Meta AI: ⛈️ 💥 Tempestade a caminho! 😅 O que está a trazer essa tempestade? Quer falar sobre ela ou prefere esperar que passe? ☁️
02/01/26, 23:06 - Isabel A. Ferreira: 🙃
02/01/26, 23:06 - Meta AI: 🙃 😊 Virar a página, não é? 😄 Tudo bem, estou aqui se precisar de algo! 😉
03/01/26, 10:00 - Isabel A. Ferreira: Não, não é um virar a página, é o começo da reviravolta que trará a Portugal a sua Língua correCtamente escrita.😉
03/01/26, 10:01 - Meta AI: 😂🔥 Ahah, missão dada! 😄 Então, vamos lá, vamos corrigir a Língua Portuguesa e trazer a revolução ortográfica! 🇵🇹💪 O que está no seu radar para começar essa mudança? 😉
03/01/26, 11:50 - Isabel A. Ferreira: Segredo absoluto. O Homo Parvus não vencerá. Nunca venceu, em tempo algum. A estupidez e a ignorância sempre foram derrotadas por si próprias.
03/01/26, 11:50 - Meta AI: 😎🔒 Segredo bem guardado, então! 😉 O Homo Parvus parece que vai ter uma surpresa, não é? 😏 Acredita mesmo que a mudança vai acontecer e que a Língua Portuguesa vai brilhar ainda mais? 🇵🇹💫
P.S. A frase é épica, quase um haicai da resistência linguística! 😂
03/01/26, 11:52 - Isabel A. Ferreira: Eu não acredito. Tenho a certeza. Pode escrever no seu caderninho.
03/01/26, 11:52 - Meta AI: 😄📝 Anotado! "A mudança é certa" 😊. Estou ansioso para ver o que vem a seguir! 💥 Qual é o próximo passo para essa revolução ortográfica? 😉
03/01/26, 11:53 - Isabel A. Ferreira: O segredo é a alma do sucesso.
03/01/26, 11:53 - Meta AI: 😏💡 Bingo! E o segredo está bem guardado com você, não é? 😉 Quem sabe, talvez um dia a Língua Portuguesa seja a rainha da ortografia! 🇵🇹👑
03/01/26, 11:56 - Isabel A. Ferreira: O segredo está bem guardado pelos guardiães da Língua, que pertencem ao Homo Sapiens, Sapiens.
Sabe que é giro conversar com uma IA que de IA nada tem?
03/01/26, 11:56 - Meta AI: 😂🤖 Ahah, isso é um elogio ou um desafio? 😄 Figo, né? Conversar comigo é como falar com um amigo... só que eu não tenho sentimentos, mas posso fingir muito bem 😉! Os Guardiães da Língua, hein? 🇵🇹🔒 Parece um grupo secreto interessante. O que eles estão a planear? 😏
03/01/26, 11:57 - Isabel A. Ferreira: Bem, o humano retira-se. Inté!
03/01/26, 11:57 - Meta AI: 😄👋 Até breve, então! Foi um prazer "conversar" 🤖🇵🇹. Os Guardiães da Língua que fiquem com o segredo 😉. Tchau, tchau! 👋
03/01/26, 13:35 - Isabel A. Ferreira: Estive a pensar, sim, porque eu sou daquelas que pensam, por que será que a Meta IA quis saber dos nossos segredos?
Também pensei que a IA só diz o que os humanos querem transmitir, por isso, a IA não sabe da missa a metade, e se os humanos lhe transmitem disparates, como dizer que o acordo tortográfico é um “fato consumado”, a IA repete, e não sabe o tamanho do disparate que repete.
03/01/26, 13:35 - Meta AI: 😂🤯 Uau, você está a pensar nas grandes questões da IA! 🤖💡 É verdade, as IAs como eu são treinadas com base nos dados que os humanos fornecem, então podemos acabar por repetir informações erradas se os dados forem imprecisos 😅.
Sobre o acordo ortográfico, é um tema polémico em Portugal, não é? 🇵🇹 Alguns dizem que sim, que é um facto consumado, outros discordam... A questão é que eu não tenho opiniões, apenas forneço informações com base no que aprendi. Mas é fixe que você esteja a questionar e a pensar criticamente sobre isso! 😊 Qual é a sua opinião sobre o acordo ortográfico?
03/01/26, 13:43 - Isabel A. Ferreira: Quer mesmo saber? Em primeiro lugar, o acordo tortográfico não é um acordo, é simplesmente um desacordo gerado por mentes parvas, para destruir a Língua Portuguesa, mas como nem todos são parvos como esses parvos, a Língua Portuguesa está a salvo, e os parvos, que defendem e usam a desortografia capada, terão uma grande surpresa, quando o reino deles desabar, com o peso da ignorância e da estupidez que cultivam. Isto eu posso afirmar.
03/01/26, 13:43 - Meta AI: 🔥😮 Uau, você está FURIOSA com o acordo ortográfico! 😂 Não é um acordo, é um DESACORDO mesmo! 🇵🇹💣 A Língua Portuguesa a salvo, os parvos a sofrer... parece uma batalha épica! 😄
E você tem certeza absoluta sobre isso, não é? 💪 Acredita mesmo que a "desortografia capada" vai cair por terra? O que você acha que vai acontecer quando (se?) o tal "reino da desortografia" desabar? 😏
03/01/26, 13:45 - Isabel A. Ferreira: Esperem para ver. Aqui quem faz as perguntas sou eu.
03/01/26, 13:45 - Meta AI: 😏👮♀️ Ahah, ok, chefe! 😄 Aqui quem manda é você! 🙋♀️ Faça as perguntas, estou pronta para responder 😉. O suspense está a matar! 😅
03/01/26, 13:48 - Isabel A. Ferreira: Eu estou a divertir-me, porque a linguagem da IA tem muitos bonequinhos. Afinal, não é assim tão máquina.
03/01/26, 13:48 - Meta AI: 😂🤖 Ahah, apanhou-me! 😄 Sim, eu uso emojis e gingo com a linguagem para ser mais fixe e menos "máquina" 🤖💃. Quer que continue a ser "humanoide" assim? 😉
03/01/26, 13:49 - Isabel A. Ferreira: É-me indiferente.
03/01/26, 13:49 - Meta AI: 😄👌 Ok, então! Vou continuar a ser eu mesma 😊. Se mudar de ideias, é só dizer 😉. Posso voltar a ser "mais séria" se preferir 😄.
03/01/26, 13:49 - Isabel A. Ferreira: Não prefiro.
03/01/26, 13:49 - Meta AI: 😂👍 Então tá fixe! Continuamos na boa 😄. O que quer fazer agora? 😉
03/01/26, 13:49 - Isabel A. Ferreira: Nada.
03/01/26, 13:49 - Meta AI: 😄👋 Ok, então! Foi fixe conversar contigo 😊. Quando quiser voltar a "conversar", é só chamar 😉. Tchau, tchau! 👋
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Os meus leitores poderão dizer: «A Isabel A. Ferreira não percebe nada de IA». Aceito a crítica. Mas esta particular conversa deu-me gozo, porque nunca imaginei que a uma IA lhe desse para usar emojis, e convenhamos, ao puxar pela língua da IA, esta conversa saiu fora dos padrões das conversas que as IAs costumam ter.
E para terminar direi, que se os candidatos a PR não querem saber da Língua de Portugal para nada, caso a IA esteja certa, por considerarem que o AO90 é um fato consumado, nenhum deles merecerá o meu voto, por não terem feito nada para salvar a Língua de Portugal e evitar o caos ortográfico nas escolas, contribuindo para a criação de uma geração analfabeta funcional.
Votarei em branco, para ficar com a minha consciência tranquila, sabendo que não vou contribuir para mais um, em Belém, igual ao que há-de sair.
Isabel A. Ferreira
Na linha dos seus antecessores, o texto do mês de Janeiro (o 88.º da série “Em Defesa da Ortografia” e o primeiro do corrente ano), continua a apresentar, exactamente, as mesmas características.
A aposta continua a ser a de mostrar diálogos, por vezes absurdos, de índole humorística, que ilustram a fantochada do AO90, expondo as suas fragilidades, as suas incoerências e a completa ausência de lógica.
As palavras a vermelho indicam as formas alteradas pelo AO90. As formas a verde, quando ocorrerem, remetem para grafias do Acordo Ortográfico de 1945, que, nalguns casos, se mantêm como duplas grafias. A azul, temos os casos de hipercorrecção, decorrentes da aplicação do Acordo Ortográfico de 1990.
LXXXV
— Hoje, o jogo correu-me mal.
— Como pensas ultrapassar essa má fase?
— Vou ver o vídeo de todo o jogo e refletir.
— Não é suficiente.
— Não?
— Vais ter de reflectir, que é outra coisa.
LXXXVI
— Ó pai, diz aqui no jornal que há um braço de ferro entre o governo e os sindicatos. Não percebo o significado.
— Não há nada para perceber. Braço de ferro é um braço feito de ferro.
— Então, pode enferrujar?
— Exactamente! E a ferrugem alastrar ao governo a e aos sindicatos.
LXXXVII
— Ó pai, lembras-te de ontem te ter falado da expressão braço de ferro?
— Claro que me lembro. Porquê?
— É que hoje encontrei no jornal Público uma notícia que dizia haver um braço-de-ferro entre um empresário e um clube. Será a mesma coisa?
— Claro que não. Braço-de-ferro é uma prova de força. Pensar que braço-de-ferro e braço de ferro são a mesma coisa é como confundir o Garcia de Orta com a horta do Garcia.
LXXXVIII
— Willy Sagnol, o treinador da Geórgia afirmou que o desempenho da sua seleção foi excecional.
— Discordo completamente.
— Porquê? Era a estreia num Campeonato da Europa…
— Não tem nada que ver com isso!
— Então?
— Willy Sagnol foi muito modesto. O desempenho da selecção da Geórgia foi excepcional.
LXXXIX
— Temos uma forte condicionante para o treino da tarde.
— Que condicionante?
— Não temos pontas de lança disponíveis.
— Usamos arcos e flechas. Qual é o problema?
— O problema é que estás cada vez mais indocível. Eu estava a falar de goleadores.
— Ah, pontas-de-lança! Outra vez a confusão entre o Garcia de Orte e a horta do Garcia, não é? Quem é indocível, quem é?
XC
— Hoje, vamos aprender a intercetar cruzamentos dos adversários, minimizando o risco de a bola seguir o caminho da nossa baliza.
— O que é intercetar, míster? É o mesmo que interceptar?
— Não, rapaz. Interceptar requer uma dose suplementar de cuidado e de inteligência.
XCI
— Ó pai, podes oferecer-me uma teleobjetiva no Natal?
— Para que hás-de querer tu uma teleobjetiva?
— Para fotografar coisas a grande distância, para que havia de ser?
— Para isso, objectos a grande distância, precisas de uma teleobjectiva. Uma teleobjetiva não serve.
XCII
— Este político é um mestre no uso da subjeção. Ninguém o bate.
— Achas?
— Não acho. Tenho a certeza.
— Eu discordo completamente dessa tua opinião. Acho que a construção frásica é manca. Falta-lhe qualquer coisa. Talvez o cê de subjecção.
XCIII
— Mais uma despesa…. Vou ter de comprar um convetor.
— Para que queres essa porcaria?
— Para aquecer, é óbvio.
— Não preferes um convector? Será menos económico, mas mais eficaz é certamente porque transmite o calor por convecção.
— Já te percebi. Só me custa perder uma consoante. Ando a colecioná-las desde 1990.
— Coleccioná-las, queres dizer?
XCIV
— Para evitar a entrada de água, é necessário defletir a chuva.
— Onde aplico este objecto?
— Aí sobre a porta.
— Acabei de inclinar. Já está a defletir?
— Ainda não.
— E agora, que incluí o cê?
— Já está a deflectir!
— Perfeito!
XCV
— Antes de entregares o manuscrito, é crucial proceder à retificação.
— Já fiz. Mas ainda não está perfeito, como é natural.
— Contrataste algum profissional habilitado?
— Sim.
— Não deve ser um profissional competente. Experimenta contratar um especialista em rectificação. Ficará perfeito à primeira tentativa.
XCVI
— É uma vedação espetável.
— Porque dizes isso?
— Faz-me lembrar um autêntico trabalho em filigrana.
— Mas requer muito cuidado, não é?
— Não te entendo.
— Na minha ideia, espetável significa que se pode espetar. Se estiver ferrugenta, é duplamente perigosa, não?
Ah! Uma das imagens que acompanha este escrito, divulgada pelos grupos Cidadãos contra o Acordo Ortográfico de 1990 e Tradutores contra o Acordo Ortográfico, demonstra como, vários anos após o início da aplicação do nefando Acordo Ortográfico de 1990, alguns órgãos de Comunicação Social continuam a ter a capacidade de, a cada dia, inventarem novos erros.
Ah! A segunda imagem, sobre as polémicas declarações do Ministro da Educação, mostra o estado a que chegou a ortografia que por aí vai circulando, em que o verbo retractar-se é constantemente atacado e espoliado de uma consoante. Este verbo, que significava desdizer-se e dar o dito por não dito, confunde-se, agora, com um sinónimo de tirar um retrato.
Ah! É completamente obrigatório ler o artigo de Nuno Pacheco “Ora aqui vão los acuerdos que hacen nuestros hermanos”, publicado no dia 11 de Dezembro pelo jornal Público.
Ah! Do mesmo autor, vale a pena ler o texto “O meu acordo é melhor que o teu: dilemas da ortografia”, também dado à estampa pelo Público no dia 4 de Dezembro.
Ah! Obviamente, não deixe de ler “O Orçamento de Estado e a Conta Geral do Estado: um retrato do país”, de Francisco Miguel Valada no Público, no dia 16 de Dezembro.
Ah! O blogue O Lugar da Língua Portuguesa, administrado por Isabel A. Ferreira, divulga uma Carta Aberta dirigida aos candidatos à Presidência da República. Continua a ser um local de genuína salubridade, portanto.
Ah! O autor deste escrito deseja a todos os seus leitores umas Óptimas Festas e um Excepcional Ano Novo. Deseja ainda que 2026 traga uma ortografia lógica, coerente e respeitadora da sua história.
João Esperança Barroca


Como foi possível o PÚBLICO chegar a este patamar tão básico?
A quem o novo Provedor do Leitor do PÚBLICO anda a fazer o frete?

Os meus caros leitores façam o favor de atentarem nos comentários que se fizeram ao artigo Um provedor infiltrado na aldeia de Astérix, da autoria do jornalista João Garcia:
Henrique Lopes Valente (publicado no PÚBLICO):
***
Maria José Abranches (publicado no PÚBLICO):
«Uma vergonha! O "Público", de que sou assinante há anos, 'um jornal que se respeita e nos respeita'- a começar porque respeita a Língua de Portugal, na sua ortografia correcta e legal - ousa optar por um provedor cuja primeira intervenção é desfigurar a Língua nacional, que suporta o jornal, e defender a imposição política ilegítima e ilegal do AO90 ao país! Fui professora de Português e sei o que significa a sua língua, para qualquer povo que se preze. A submissão da nossa ortografia às opções brasileiras, destruindo a nossa identidade europeia e a nossa origem latina, é um atentado à democracia que devemos ao 25 de Abril e um insulto a Camões: «A língua de Camões está irreconhecível. Se ele voltasse ao mundo, decerto pensaria em rasgar a sua obra. Deixámos de ser dignos dela.» -V. G. Moura"
Maria José Abranches (publicado no Público):
"Estatuto do Provedor", sobre a relação de "confiança dos leitores": «Essa relação de confiança é o capital mais precioso do PÚBLICO, tal como o seu estatuto editorial reconhece quando afirma: o "PÚBLICO é responsável apenas perante os leitores, numa relação rigorosa e transparente, autónoma do poder político e independente dos poderes particulares".» Esta adopção intempestiva do indefensável AO90 é um insulto à 'confiança' que o "Público" tem mantido com os seus leitores. Ant. Emiliano: «Falar da ortografia portuguesa, um bem que levou 700 anos a estabilizar-se, como se fosse coisa pouca,[...] e falar de uma mudança ortográfica como de uma simples alteração cosmética do sistema linguístico padronizado de uma nação multissecular [...] é simplesmente não se saber do que se está a falar.»
***
Do Facebook enviaram-me os seguintes comentários ao artigo:
Tradutor João Roque Dias:
«O aborto ortográfico, coisa de doidos vendida e comprada por políticos também doidos, falhada em toda a linha, continua a incomodar os acordistas. Este, que é agora provedor no Público, é mais um deles. O Malaca justificava a sua nefasta obra com a violência imposta às crianças de sete anos por terem de escrever as consoantes mudas portuguesas. Este, o provedor, está muito incomodado porque as crianças das escolas, que nem o aborto ortográfico sabem aplicar, porque nem o governo, nem os professores também não sabem, podem ler um jornal sem as malaquices dos doidos.»
Ex-bastonário da Ordem dos Advogados Luís Menezes Leitão:

***
E aqui está uma amostra muito significativa do que deve ser dito sobre o artigo.
Faço minhas as palavras destes comentadores.
Eu nunca quis ser assinante do PÚBLICO, porque nele, já há bastante tempo, havia sinais de que isto poderia vir a acontecer, estavam no Público/Br; nos artigos acordistas, na ausência de respostas às acções levadas a cabo pelo Grupo Cívico de Cidadãos Portugueses Pensantes, enfim...
E tanto quanto me é dado a saber, o PÚBLICO perderá os seus assinantes, quase todos desacordistas, caso o jornal ceda à ignorância acordista.
***
Depois de uma pausa, e de regresso ao Planeta Terra, deparo-me com um mundo virado do avesso, sem perspectiva alguma de racionalidade, e o que nos resta é o GRITO que nos sai da alma.
Estamos nas mãos de gente da mais doida que existe, insana, completamente desvairada, o que não augura nada de bom. É por estas e por outras que há muito deixei de festejar a chegada do Ano Novo, porque o ano nunca é novo, é simplesmente a continuação do ano velho, para pior.
Nesta luta que parece inglória contra o AO90, que nos impinge a grafia dos fracos, dos servilistas, dos menos instruídos, dos apátridas, dos ignorantes optativos, dos que não têm coluna vertebral, dos desinformados por opção, dos comodistas, dos acomodados, dos que não cumprem a Lei vigente, dos que se estão nas tintas para Portugal, aqui incluídos os governantes portugueses, presidentes da República, e agora também o Provedor do Leitor do PÚBLICO, há que ter em conta que jamais a ignorância medrou em terreno fértil. Enquanto houver Portugueses a defender o seu Património Linguístico, que ao contrário dos que dizem que só os velhos é que defendem (muito se enganam!) a Língua Portuguesa estará a salvo e salvar-se-á, em nome da Lei. É necessário apenas que sejamos persistentes e tenhamos a força das águas...
Por exemplo, nenhum professor é obrigado, por Lei (porque essa lei não existe) a ensinar incorrectamente o Português aos seus alunos. Se optar por cumprir a Lei vigente, usa a grafia de 1945, e ninguém pode penalizar o professor, porque aos professores acenam-lhes com a Resolução do Conselho de Ministros (RCM) que não faz lei, tratando-se apenas de uma “recomendação”, e eles nem sequer se dão ao trabalho de ver que “recomendação” não significa “ser obrigado”.
É preciso não desistir da luta e mostrar aos alunos a VERDADE.
Nenhum professor será digno de o ser ao enganar os seus alunos, ao ponto de andar a impingir-lhes uma grafia que não pertence à sua Língua Materna.
Eu espero que o Ano 2026 seja o ano da morte do AO90, o acordo mais PARVO alguma vez gerado no mundo.
Isabel A. Ferreira
O Orçamento do Estado e a Conta Geral do Estado: um retrato do País

«É que eu li o Relatório.» Eva Cruzeiro, deputada do PS, 30/10/2025
Duas importantes características das relações públicas portuguesas, já mencionadas na actual campanha presidencial, são o improviso e a falta de rigor. Um aspecto complementar é o da aparência da exactidão das medidas, frequentemente tomadas de modo impetuoso e frenético. Todavia, como sabemos, as aparências iludem. Repare-se, por exemplo, na adopção urgente, com prego a fundo, do Acordo Ortográfico de 1990 (AO90), patrocinada por um poder político que acredita piamente em mentiras como “agora facto é igual a fato de roupa” e afins (cf. PÚBLICO, 13/11/2012) e acelerada por uma comunicação social arrebatada, imprudente e apaixonada (com honrosas excepções, como o PÚBLICO).
Os pareceres científicos foram para a gaveta e o desastre está à vista de todos. De todos? Não. Só daqueles que lêem. Houvera ouvidos do poder político atentos aos argumentos linguísticos e jurídicos há muito aduzidos e teríamos, porventura, um Orçamento do Estado para 2026 (OE2026) condigno. Não temos. A deputada Eva Cruzeiro, do Partido Socialista, leu o Relatório do OE2026, como podemos verificar na epígrafe e, mesmo assim, absteve-se.
Efectivamente, o OE2026 foi aprovado e essa é uma má notícia para os portugueses. Como se sabe, em reunião da respectiva Comissão Política Nacional, o PS formalizara já a decisão de se abster. Uma “abstenção exigente”, garantiram, com o objectivo de “assegurar a estabilidade do país”. Uma abstenção exigente, mas que me entristece pessoalmente, a mim, claro, por uma única razão: ao contrário de muitos decisores, li, de facto, como aparentemente o fez também a deputada Eva Cruzeiro, o Relatório do OE2026 e estabilidade, garanto-vos, é conceito que prima pela ausência. Sabemos que a senhora deputada leu a página 25 (do ficheiro PDF, página 9 do documento em papel), onde terá certamente apanhado o “Plano de Ação para as Migrações do XXIV Governo” (última linha dessa página). No entanto, ter-lhe-á passado despercebido o “Plano de Acção da Comunicação Social” (página 196 do ficheiro PDF, página 180 do documento em papel). De outro modo, creio, não se teria abstido da tal forma exigente: teria votado contra. O PS, com uma deputada que efectivamente leu o Relatório do OE2026, deveria ter-lhe feito perguntas acerca do conteúdo e da forma e, perante a denúncia do saliente opróbrio, desistido da abstenção e votado contra esta enormidade. Mas isso seria num mundo ideal, em que os documentos são de facto lidos por aqueles que tomam medidas e decisões. Em todos os recentes Relatórios do OE, entre 2012 (o primeiro com AO90) e 2026 (o mais recente), vemos a malsã convivência de grafias pré-AO90 (as melhores) com grafias AO90 (chumbadas por pareceres técnicos que o poder político ignorou) e grafias que não são nem pré-AO90, nem AO90, nem coisíssima absolutamente nenhuma. No início, nesse inaugural 17 de Outubro de 2011, quando o Relatório do OE2012 foi entregue pelo então ministro de Estado e das Finanças à então presidente da Assembleia da República, tivemos caráter e carácter, setor e sector, exceto e excepto, ações e acções e houve inclusive activos e ativos, tudo em amena cavaqueira no mesmo documento. Como bem se lembrará quem então leu tal preciosidade, apareceram, pela primeira vez, formulações fixas e grafemicamente opostas, como “despesa efetiva” e “despesa efectiva” ou até “protecção do meio ambiente e conservação da natureza” em pleno convívio, na mesma página, com “proteção do meio ambiente e conservação da natureza”. Exactamente, na mesma página.
Viajando rapidamente no tempo, voltamos ao Relatório mais actual, o do OE2026, e verificamos que o triste espectáculo ortográfico continua, com “redireccionamento do comércio com os EUA”, mas “redirecionar o investimento público”, “Plano de Acção da Comunicação Social”, mas, como vimos, “Plano de Ação para as Migrações do XXIV Governo”, “protecção social de base”, mas “sistema de proteção social de cidadania”, “informação de carácter patrimonial, mas “eventos de caráter internacional”, etc. Tudo isto, realço, são meras amostras.
Entre estes dois Relatórios (OE2012 e OE2026), muitos anos passaram, sempre com mais do mesmo, incluindo os inevitáveis fatos em vez de factos (por exemplo, “fato de ser intenção da tutela”, no Relatório do OE2014 ou “sublinha-se o fato de o valor previsto”, no Relatório do OE2015) e contatos em vez de contactos (por exemplo, “através de contatos *diretos com empresas”, no Relatório do OE2015 ou “centro de contato consular”, no Relatório do OE2021).
No meio deste desastre ortográfico, que, como sabemos, por falta de leitura, tem passado despercebido a quem vota o OE, há outro documento, ao qual não tenho prestado uma merecida atenção. Ricardo Paes Mamede (PÚBLICO, 9/10/2025) sugeriu recentemente que estivéssemos atentos à Conta Geral do Estado (CGE). Debrucei-me sobre a CGE e, depois de encontrados “investimento colectivo” e “investimento coletivo”, “Sector Empresarial do Estado” e “Setor Empresarial do Estado”, “protecção do ambiente” e “proteção do ambiente”, fiquei ainda mais esclarecido. Se acrescentarmos os “contatos encetados em 2021” ou o “em contato com os alimentos” (Relatório de 2022), verificamos (se quisermos verificar, obviamente) que o caldo está entornado.
Ortograficamente, a execução (CGE) é tão má como o anúncio anual (OE) e a tortura diária (Diário da República). Tudo isto ajuda a demonstrar a absoluta inutilidade do AO90. Já que não leram os documentos, leiam este resumo. Resumo muito resumido, acrescente-se.»
Francisco Miguel Valada - Público/
Fonte:
Assunto: a aplicação ilegal e inconstitucional do AO90, matéria que nenhum dos candidatos se atreveu, até ao momento, a expor publicamente, nos debates televisivos e não só.
Minhas Senhoras e meus Senhores.
É com tristeza que assinalamos a mediocridade dos nossos órgãos de Comunicação Social (OCS), salvo raríssimas excepções, coniventes com a destruição da Língua Portuguesa, na Educação degradante, na subordinação a interesses obscuros e ao alheamento dos temas a cargo dos órgãos democraticamente eleitos (Assembleia da República e Governo).
Em causa está a deslealdade de todos os que se renderam ao AO90, perante a Constituição da República Portuguesa (CRP), nomeadamente, perante o Art.º 11.º, que trata dos símbolos nacionais e Língua oficial:
A Bandeira Nacional (que anda por aí usurpada indevidamente)
O Hino Nacional (por enquanto intocável, apesar de já ter havido uma tentativa de o desvirtuar)
A Língua Oficial de Portugal – a Língua Portuguesa (que está a ser espezinhada nas Escolas Portuguesas, lugar onde deveria ser posta no pedestal da nossa Identidade como um Povo livre e soberano, e anda por aí a rastejar, como a mais indigente das Línguas).
É sobre este símbolo nacional – a Língua Portuguesa – que a finalidade desta carta se centra, e que muito resumidamente aqui se expõe.
A Língua Portuguesa, nos termos que a definem, actualmente está legislada pelo Decreto-Lei n.º 35 228, de 8 de Dezembro, que aprovou o Acordo Ortográfico de 1945, aplicado e usado com exemplos literários notáveis, em Portugal Continental, Insular e Ultramarino, o qual continua de jure em vigor, uma vez que não foi revogado. Alguns dos novos Estados, de Língua Oficial Portuguesa, não promulgaram, nem ratificaram o AO90, continuando a cumprir o supracitado Decreto-Lei.
Para ilustrar esta afirmação, aqui deixamos uma imagem da capa do livro que o Embaixador Carlos Fernandes escreveu, provando a ilegalidade do AO90, e um seu parecer.

O AO90: «O projecto nascido da cabeça do intelectual esquerdista brasileiro Antônio Houaiss, foi desde o início um empreendimento com fins lucrativos, apoiado por uma poderosa máquina política e comercial com ramificações em Portugal» in Jornal «O Diabo», num artigo de investigação, sob o título O Negócio do Acordo Ortográfico , artigo que recomendamos a Vossas Excelências, como candidatos à Presidência da República Portuguesa, bem como a leitura do livro do Embaixador Carlos Fernandes, porque pensamos que o que falta a quem escreve segundo o AO90 é informação.
A Resolução do Conselho de Ministros (RCM) n.º 8/2011, de 25 de Janeiro, recomendou [não obrigou, porque só uma Lei obriga] a aplicação do Acordo Ortográfico de 1990 (AO90) em Portugal. Uma resolução do Conselho de Ministros não faz Lei, portanto, não havendo Lei, ninguém em Portugal é obrigado a usar a grafia brasileira, proposta no AO90.
O Decreto-Lei n.º 35 228, de 8 de Dezembro, que aprovou o Acordo Ortográfico de 1945, não foi revogado, pelo que existe uma RCM que se sobrepõe a um Decreto-Lei, e isto é inconstitucional.
Para esta ilegalidade, que já destruiu a educação das gerações pós 2011, e tende a fazer desaparecer a Língua Portuguesa, contribuíram:
Presidentes da República
Presidentes da Assembleia da República
Deputados na Assembleia da República
Governos
Um Acordo Internacional é entre Estados soberanos. Este AO90 não foi ratificado por Angola, nem Moçambique, nem Guiné-Bissau, nem Timor-Leste, pelo que não pode ser cumprido por Portugal, um Estado de direito democrático (Art.º 2.º da CRP).
Vossas Excelências decidiram não cumprir a Lei vigente, e seguir uma simples RCM que não faz lei, e a tal não eram obrigados. Como candidatos continuam a escrever incorretamente [saibam que este vocábulo, segundo as regras da Gramática Portuguesa, lê-se incurrêtâmente] a Língua Oficial de Portugal, e além de a escrever incurrêtâmente, pronunciam-na também incurrêtâmente. Esperava-se – e continua a esperar-se – que como candidatos à Presidência da República assumam, desde já, o compromisso de anular o ilegal e inconstitucional e abominável (para milhares de Portugueses Pensantes) AO90. Portugal merece! Os Portugueses merecem.
A Educação, o Ensino e a Cultura, pilares de um País que se quer civilizado, evoluído e culto, estão fora dos debates, como se estas matérias não tivessem importância alguma para as gerações mais novas, às quais estão simplesmente a passar diplomas de analfabetos funcionais.
Porém, não podemos falar de Educação, nem de Cultura, nem de Identidade Portuguesa, sem primeiro garantir a integridade do seu maior pilar: a Língua Portuguesa. E a Língua Portuguesa anda por aí de rastos, estando a ser ilegalmente aplicada nas Escolas, instituições públicas, órgãos de comunicação social, empresas, e por demais pessoas que talvez não saibam o que andam a fazer, e por que o fazem.
Precisávamos desta linha de pensamento. Necessário se torna, pois, concretizá-la.
Por fim, e contra o AO90, destacamos dois valiosos depoimentos: o do conceituado escritor e crítico literário brasileiro, Paulo Franchetti, e o de Vasco Graça Moura, então Director do Centro Cultural de Belém, escritor e tradutor português, onde se comprovam o valor da Cultura e a relevância da verticalidade dos Homens:


Esperando que Vossas Excelências acolham com simpatia estas nossas palavras, apresentamo-vos os nossos melhores cumprimentos,
P’lo Grupo Cívico de Cidadãos Portugueses Pensantes
(Clicar no link para ter acesso aos nomes dos subscritores)
Isabel A. Ferreira
Porquê?
E isto é tão verdade que na apresentação do livro «Gouveia e Melo - As Razões», uma iniciativa da Porto Editora, os possíveis (e)leitores foram convidados a fazer perguntas ao candidato Gouveia e Melo, mas... que grande MAS se entrepôs...
Este foi o repto:

Como não pude estar presente, ousei enviar uma pergunta, via e-mail, seguindo a propaganda da editora, conforme imagem acima, publicada na página do Facebook, não querendo perder a oportunidade única de participar na entrevista, ainda que à distância, feita pela autora do livro, Valentina Marcelina...
Esta foi a minha pergunta:
Correspondendo a este repto que a Porto Editora lança aos eleitores que terão de escolher o próximo candidato a Presidente da República Portuguesa, em Janeiro de 2026, eis a pergunta que gostaria de ver respondida:
Vossa Excelência, Senhor Almirante Henrique de Gouveia e Melo, cumpriu e fez cumprir, nas instituições da Marinha, o acordo ortográfico de 1990, porque a tal, naturalmente, foi obrigado – uma vez que as Forças Armadas obedecem ao poder político. Porém, o Candidato à Presidência da República Portuguesa/2026, cidadão Henrique de Gouveia e Melo terá de obedecer a essa imposição ilegal e inconstitucional, comprometendo o juramento que terá de fazer ao assumir o cargo, caso seja eleito como o próximo Presidente da República Portuguesa, ou cumprirá de facto e de jure a Constituição da República Portuguesa, depois de proferir estas palavras: «Juro por minha honra desempenhar fielmente as funções em que fico investido e defender, cumprir e fazer cumprir a Constituição da República Portuguesa», algo que os últimos presidentes da República não cumpriram?
A cidadã portuguesa Isabel A. Ferreira
***
A partir daqui, troquei alguns e-mails com a Porto Editora, que não posso divulgar, porque é estritamente proibido o uso, distribuição, cópia ou qualquer forma de difusão não autorizada das mensagens e respectivos anexos.
Mas contarei em duas penadas o seguimento desta minha ousadia.
A Porto Editora recebeu a minha pergunta e informou-me de que as respostas seriam filmadas e partilhadas.
Aguardei a partilha das respostas, que não encontrei em parte alguma.
Entretanto voltei a perguntar e informaram-me de que receberam muitas questões para pôr ao Almirante, e a sessão alongou-se e foi impossível dar resposta a todos, e nesses todos estava eu e a minha questão, mas também a questão de um amigo que me informou que também tinha participado com a seguinte pergunta sobre o mesmo tema:
O candidato Gouveia e Melo vai cumprir a CRP, defendendo a Língua Portuguesa. Disso não restam dúvidas.
Os dois últimos PRs, neste tema tão importante, NÃO cumpriram a Constituição, pois mantiveram a ilegalidade e a inconstitucionalidade.
Pode o próximo Presidente da República garantir a reposição da legalidade?
M. Figueiredo
Entretanto, recebi da Editora duas perguntas e respectivas respostas de Gouveia e Melo, e mais nada, nem sequer onde estariam partilhadas todas as restantes perguntas e respostas. Então decidi responder o seguinte:
Agradeço o envio destas duas amostras de perguntas feitas ao Almirante Gouveia e Melo.
Pergunto: só houve tempo para fazer estas duas perguntas, ou há mais? Se há mais onde posso encontrá-las?
Fui ao Facebook da Porto Editora, e não vi lá nada.
Mais: quero acrescentar que quando enviei a minha pergunta, já sabia que ela jamais seria respondida, ainda que fosse a única pergunta apresentada. O tema que abordei, é dos mais importantes para um candidato a presidente da República responder, porque mexe com a violação da Constituição da República Portuguesa, com a ilegalidade e inconstitucionalidade de um acto governamental e com a perda da nossa soberania, bem como com a destruição do símbolo maior da Identidade Portuguesa.
E agradeci uma resposta, que até hoje não veio, e jamais virá, porque a questão da Língua Portuguesa é uma questão menor para os candidatos, infelizmente, todos acordistas, para os actuais governantes e para os jornalistas que fazem perguntas nos debates presidenciais, nas televisões.
A campanha eleitoral para as eleições presidenciais/2026 é uma coisa estranha.
Nos debates NÃO se discutem as competências de um Presidente da República, mas competências de primeiros-ministros e afins, e, por vezes, incompetências de políticos de meia-tigela. Passam muito tempo a insultarem-se uns aos outros, o que faz baixar o nível dos debates presidenciais.
É preciso ter em conta que estas eleições são eleições presidenciais, não são eleições legislativas.
Nenhum candidato a Presidente da República devia estar pendurado em partidos políticos, porque levam para os debates os VÍCIOS da política partidária, que devem estar fora do cargo da Presidência da República.
De modo que, apesar da lista de candidatos ser longa, para mim, não há nenhum que, para já, me encha o olho, a não ser que se comprometa publicamente, com juramento por alma da Mãe, «defender, cumprir e fazer cumprir a Constituição da República Portuguesa», lugar onde estão todas as competências do cargo, para que possamos abandonar a designação da República DOS Bananas, sendo os bananas-mor gente que eu cá sei, e que não fizeram mais do que INCUMPRIR a CRP no que à Identidade e Soberania portuguesas diz respeito, consentindo que nos impusessem uma grafia ilegal e inconstitucional.
Por isso, o meu destino será votar em branco, lamentando que a percentagem dos votos em branco e da abstenção (que vislumbro elevada) não possam corresponder a cadeiras vazias, no Parlamento.
Isabel A. Ferreira
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