Sexta-feira, 26 de Junho de 2020

Quando os órgãos do Poder fazem orelhas moucas aos milhares de «intelectuais, académicos e Povo Português que se recusam a aceitar o "aborto ortográfico" que nos foi imposto sobretudo por políticos ignorantes…»

 

Mais um texto a contestar a monumental estupidez implícita na birra dos políticos ao manter o AO90, contra a vontade dos milhares de vozes que gritam e exigem a eliminação do “aborto ortográfico” que, com o tempo, vai ficando cada vez mais desfigurado, prontinho para atirar ao lixo.

 

Os políticos, com assento na Assembleia da República, são apenas 230, se a ele juntarmos o inclino de Belém, são 231 que, assentes na Lei do Quero, Posso e Mando, insistem no erro.

 

E (uma vez mais me repito) se errar é humano, insistir no erro é absurdamente insano.

 

Fiquemos, então, com o assertivo texto de Júlio Gago (Teatro Experimental do Porto - TEP), que subscrevo inteiramente.

 

Isabel A. Ferreira

 

Vasco.png

 

Por Júlio Gago

 

«Meio às escondidas, em pleno feriado da cidade do Porto, a Assembleia da República aprovou ontem, dia 24 de Junho de 2020, com os votos favoráveis do PS e do PSD e a abstenção do PCP e do Bloco de Esquerda (os restantes Partidos estavam ausentes do Plenário), um parecer da Comissão de Assuntos Constitucionais, elaborado pelo deputado do PS Pedro Delgado Alves sobre a suspensão do (dito) Acordo Ortográfico de 1990, elaborado pelo Malaca Casteleiro. Este projecto de Lei, entrado na Assembleia da República em 10 de Abril de 2019, obtendo o número 1.195, acompanhado pelas assinaturas de 20.669 portugueses, entre os quais eu me encontrava, foi reprovado com a alegação de que não poderia ser aprovado, pela Assembleia da República, por ser proposto e subscrito por não-deputados, o que denunciava uma inconstitucionalidade!...

 

Este Aborto Ortográfico, assim lhe chamo eu e muitos outros portugueses, não foi aprovado por Angola e Moçambique, foi aprovado e não implementado pela Guiné-Bissau e Timor-Leste, e vem sendo aplicado, não integralmente, pelo Brasil, que já tinha uma quota bem diferente com enormes alterações em relação aos Países restantes de Língua Portuguesa. Ora só poderia estar em vigor no caso de apenas dois Países não o implementarem. Portanto, é ilegal estar em vigor em Portugal...

 

Apenas o está, ainda a partir de agora, com a conivência arbitrária de dois Partidos e a abstenção de outros dois. O texto desse Aborto Ortográfico - 1990 põe em causa as origens da Língua Portuguesa, as normas com que falamos e a própria legislação; e tem características bem distintas dos anteriores Acordos Ortográficos.


Aproveito para lembrar o livro em que Vasco Graça Moura, em Abril de 2008, na Alêtheia Editores, lançou as bases da sua contestação, consubstanciada num conjunto de artigos publicados no Diário de Notícias, a que juntou a intervenção que fez, na conferência internacional promovida pela Assembleia da República em 7 de Abril de 2008. O Vasco Graça Moura esteve sempre na vanguarda desta luta contra esse chamado "acordo", prosseguindo-a até à morte, em 2014, no mesmo jornal e noutros órgãos e frentes culturais de defesa da Língua. Além de inúmeros artigos de outros intelectuais e figuras da Cultura de Língua Portuguesa, em Portugal e noutros Países com destaque para o Brasil, achei que deveria destacar este livro e este autor, pelo exemplo. Já que deverão ser deputados (será assim?) a subscreverem o Projecto de Lei será que não temos os suficientes para derrotarem uma Lei que só interessa a algumas editoras? Quando sabemos que uma grande percentagem dos intelectuais, dos académicos e do Povo Português se recusa a aceitar este "aborto ortográfico" que nos foi imposto sobretudo por políticos ignorantes...

 

Espero, ainda, por uma centelha de luz que os ilumine.


Termino com uma garantia: nunca votarei num Partido que seja favorável a esta monstruosidade acordista...


Em defesa da Língua Portuguesa, das suas origens históricas e de desenvolvimento, e em defesa da legalidade: NÃO AO ABORTO ORTOGRÁFICO...»

 

Fonte: 

https://www.facebook.com/photo.php?fbid=2606899339576837&set=a.2149589558641153&type=3&theater

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 16:23

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Quinta-feira, 25 de Julho de 2019

AO90 – Partido Socialista e Bloco de Esquerda comprometidos com a mediocridade e com a destruição da Língua, Identidade e Cultura Portuguesas

 

O título desta publicação é meu.

O texto (muito esclarecedor) que se segue é do Francisco Farinha.

Publico-o, lembrando aos milhares de Portugueses que combatem este crime de lesa-língua, conhecido por AO90, que o Partido Socialista e o Bloco de Esquerda não merecem o nosso VOTO, porque NÃO SERVEM PORTUGAL.

Andam a brincar com coisas muito sérias, e essa brincadeira sair-lhes-á bastante cara.

O VOTO é uma excelente arma de combate.

 

RELATÓRIO.jpg

 

Texto de Francisco Farinha

 

«Dia 19 Julho, data não inocente por ser o último dia antes da AR encerrar para o seu período de férias, dois partidos inviabilizaram o relatório final para avaliar o impacto do AO90. De facto, e contrariamente ao que estaria já combinado entre todos os partidos, à última hora, PS e BE inviabilizaram o referido relatório, aparentemente porque o coordenador teve a ousadia de propor três recomendações no sentido de agilizar as conclusões do seu trabalho.

 

A meu ver, o coordenador limitou-se a apresentar o relatório com uma estrutura clássica: contexto, problema, recomendação, mas, os partidos já mencionados, não apreciaram esta proactividade do coordenador e consideraram-na um atrevimento político ao ponto de inviabilizaram a possibilidade de discussão do AO90, que, repito, era o que estava previsto.

 

No fundo, PS e BE, partidos que provavelmente serão o próximo governo deste País, estão já de acordo em relação ao futuro da nossa língua: o AO90 é para ficar e sobretudo não admitem qualquer discussão.

 

Deixo-vos com as famigeradas recomendações que o relatório propunha, que, não prevendo a hipótese de revogação, eram na minha opinião pessoal, recomendações lógicas e equilibradas face ao actual estado caótico em que se encontra a nossa língua. Infelizmente há quem não esteja de acordo em rever o acordo.

 

Assim, o Relator entende ser de recomendar:

 

1 - Que o Governo dê início a uma negociação político-diplomática entre as autoridades dos diversos Estados-membros com assento na CPLP, com vista à discussão da situação actual ao nível da aplicação do Acordo Ortográfico de 1990 e a ponderação das decisões mais adequadas neste domínio, incluindo a possibilidade e o interesse de se dar início a um processo de alteração ou aperfeiçoamento do actual Acordo ou à negociação de um novo Acordo Ortográfico.

 

2 - A criação de uma Comissão Científica para a Ortografia, sob eventual coordenação de entidades com responsabilidades legalmente atribuídas neste domínio, formada por personalidades representativas das comunidades académica, científica, literária e profissionais, para efeitos de acompanhamento de quaisquer desenvolvimentos de ordem política e diplomática relativos ao Acordo Ortográfico e apresentação, em conformidade, de propostas ao Governo e à Assembleia da República.

 

3 - A realização de estudos, envolvendo os serviços do Estado e as comunidades académica, científica, literária e profissionais, com vista à avaliação das implicações da aplicação do Acordo Ortográfico no sistema educativo, no mercado editorial e na imprensa, bem como ao nível da estabilidade ortográfica nos serviços públicos e nas publicações oficiais.

 

Palácio de São Bento, 19 de Julho de 2019.

O COORDENADOR DO GRUPO DE TRABALHO,

(José Carlos Barros)

 

Fonte:

https://www.facebook.com/photo.php?fbid=10219283359904607&set=gm.2309013932517681&type=3&theater&ifg=1

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 17:07

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Quinta-feira, 30 de Maio de 2019

Ó eles e elas que por aí andam: poupai-me, porque já ando com os nervos e as nervas em pé!

 

Texto dedicado às mulheres que têm um complexo de inferioridade em relação aos homens, e necessitam que especifiquem o seu género, quando alguém se dirige ao TODO, em que elas estão integradas.

 

É que já não aguento mais andar por aí e deparar-me com este modismo (= idiotismo) do “todas e todos” “amigas e amigos”, “eles e elas”, que virou uma moda muito deselegante e sinónimo de ignorância, a qual no Brasil é considerada uma PRAGA LINGUÍSTICA, e em Portugal “é um must. Como sempre, na cauda do mundo.

 

TODOS E TODAS.jpg

Origem da imagem: http://www.geraldojose.com.br/index.php?sessao=noticia&cod_noticia=29802

 

Chamam-lhe "linguagem inclusiva” e dizem que é por causa da “igualdade de género”, como se a igualdade de género passasse pelo mau uso da Língua Portuguesa.

 

Dizer “todos e todas”, “amigos e amigasé um pleonasmo vicioso. É mais do que uma reiteração (repetição), é um ERRO, isto porque o TODAS já está incluído no TODOS. Bem como TODAS as outras palavras masculinas que integram o FEMININO, e o TODO.

 

TODOS (neutro) engloba todos e todas. Trata-se de um princípio gramatical do Português, que não herdou do Latim o género neutro.

 

Tentarei explicar o que acima referi (a insciência que por aí vai), como se estivesse numa sala de aula, a explicar a alunos do Ensino Básico, por que não devemos aplicar esta PRAGA LINGUÍSTICA para igualar os géneros.

 

Quando dizem: todos e todas; Portugueses e portuguesas; caros e caras; adeptos e adeptas; amigos e amigas; camaradas e camarados (esta à Bloco de Esquerda) demonstram que desconhecem o significado dos vocábulos: todos ( = toda a gente; humanidade); Portugueses ( = povo luso, habitantes de Portugal); caros (adjectivo masculino plural = quem estimamos, seja do sexo masculino ou feminino); adeptos (adjectivo/substantivo masculino plural = apoiantes, sejam do sexo masculino ou feminino); amigos (adjectivo/substantivo masculino plural = pessoas a quem nos ligamos por afectos); camaradas (substantivo de dois géneros = pessoas que connosco partilham uma função comum); e de todos os outros vocábulos que englobam o feminino e o masculino, porque se referem a PESSOAS no seu todo: homens, mulheres, crianças, novos e velhos, menos novos e menos velhos. Simplesmente TODOS.

 

Diferente é dizer especificamente minhas senhoras (porque - em princípio - não serão homens) e meus senhores (porque - em princípio - não serão mulheres). E isto sem qualquer segundo sentido, porque aceito a condição humana, tal qual ela é concebida. Só não sou tolerante (nem tenho de ser) com os que tendo obrigação de SABER, porque lhes foram dadas todas as oportunidades e privilégios, se recusam a QUERER SABER. E para tal não há perdão.

 

Suponho que o que leva os que se julgam modernos, a aplicar este modismo queira imitar algumas línguas estrangeiras, como o Inglês ou o Castelhano, que especificam, por exemplo, filhos e filhas (sons and daughters, hijos y hijas), quando querem referir-se a boys and girls, e a chicos y chicas. Porém quando se referem à sua prole (filhos) dizem children e niños (ou hijos).

 

Contudo, na Língua Portuguesa, o vocábulo Filhos é um substantivo masculino plural = conjunto dos descendentes = DESCENDÊNCIA, PROLE…

 

E o vocábulo filho é um substantivo masculino singular = indivíduo do sexo masculino (ou animal macho) em relação a seus pais. Se queremos dizer que tivemos mais de um indivíduo do sexo masculino, dizemos que temos X filho(s). Mas se quisermos dizer que, no todo, tivemos seis descendentes, dizemos seis filhos.

 

Portanto, quem anda agora, por aí, a imitar línguas estrangeiras, ou os modismos oriundos do complexo de inferioridade que certas mulheres sentem em relação ao homem, não conhecem nem essas línguas, nem a própria língua.

 

Experimentem traduzir isto para Inglês: meus queridos amigos e minhas queridas amigas = my dear friends and my dear friends. Experimentem também traduzir: Ingleses e Inglesas = English and English.

 

Agora reparem: como se traduz o modismo ( = idiotismo) Portugueses e Portuguesas, que agora tanto se ouve por aí:

 

Para Inglês = Portuguese and Portuguese
Para Castelhano = Portugués y portugués
Para Italiano = Portoghese e portoghese
Para Francês = Portugais et portugais

Para Alemão = Portugiesisch und Portugiesisch

 

No que pretendem transformar a Língua Portuguesa? Já não basta o Acordo Ortográfico que destruiu a Língua? Querem transformá-la numa língua extraterrestre? Extra-europeia? Extra-indo-europeia? Uma língua de ignorantes?

 

Já não será tempo de deixar os modismos e regressar ao que estava bem e não necessitava de remendos mal costurados?

 

Sempre ouvi dizer que o que é demais é moléstia.

 

E já chega de tanta moléstia!

É de nos deixar os nervos e as nervas em pé!

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 15:08

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Quinta-feira, 6 de Dezembro de 2018

«DICIONÁRIO DE PORTUGUÊS À MODA DO BLOCO (DE ESQUERDA)»

 

«Camaradas e Camarados. Assim começou, Pedro Filipe Soares, a sua intervenção na Convenção do BE. Linguagem inclusiva, chamou-lhe o dirigente bloquista» (Eduardo Cintra Torres).

 

Há muito que o Bloco de Esquerda vem sugerindo um linguajar assente na mais completa ausência de conhecimento (= insciência) da Língua Portuguesa, (aliás basta ser-se adepto do AO90) desconhecendo o significado das palavras que utilizam, para se referirem a um todo, diferenciando os géneros feminino e masculino, como se todos não fossem todos e todas.

 

Depois, é claro (e clara), bloquistas (e bloquistos) estão expostos (e expostas) à ridiculização, como no espectacular texto de Eduardo Cintra Torres (Doutorado em Sociologia no ICS/UL (2010), Mestre em Comunicação, Cultura e Tecnologias da Informação (ISCTE/UL, 2003) e Licenciado em História (FLUL), que passo a transcrever. 

 

DICIONÁRIO.jpg

«NOVA DICIONÁRIA DO LÍNGUO PORTUGUÊS»

Por Eduardo Cintra Torres


Apoiando a revolução linguística iniciada por Pedro Filipe Soares, deputado do Bloco de Esquerda, ao falar às “camaradas e camarados”, aqui trago a minha modesta proposta para uma “Nova Dicionária do Línguo Português”, à moda do Bloco. Não segue a ordem alfabética, porque isso é para totós.

 

- Harpisto, pianisto, violinisto: camarados artistos, tal como a actora e o actrizo.


- Electricisto: camarado trabalhadoro.


- Parlamenta: também chamado Assembleio do Repúblico; local onde os camarados têm de aturar os fascistos.


- Bloca de Esquerdo: uma das partidas que pregam na Parlamenta. Pedra Filipa Soaras é a presidenta da sua Grupa Parlamentária.

- Polvo (feminino de Lula): ex-presidento da Brasil. Preso pelos fascistos.


- Presidenta: lá na Brasil, parece que também vai a caminho da prisã.


- Cubo: Hasta lo victorio, siempre, camarado Fidel!


- Venezuelo: o outro país socialisto preferido da Bloca de Esquerdo.



- Francisca Loução: a Deusa da Bloca. Está na Conselha de Estada e na Banca de Portugália. Na BE, decide o estratégio e assinala as inimigas dos trotskistos.


- Catarino Martins: o Santo do Ladeiro da Bloca. Só lhe faltam milagres.


- Causos fracturentos: a chã que deu uvos durante o legislaturo. Agora a Bloca está mais virada para se sentar ao meso da orçamenta.

- Cativaçãs e corrupçã: meias de roubar que a Bloca não vê.


- Televisã: meia de comunicaçã que dedica mais minutas à Bloca do que o tempo de atenção de qualquer portuguesa ou portugueso.


- “Linguagem inclusiva”: expressõ erradamente usado por Pedra Filipa para justificar o seu bacorado. Deve ler-se: linguagem inclusivo.


- Génera: refere-se às duas géneras, masculina e feminina. Não confundir com sexo. Ou sexa.
- “Machista”: em portuguesa correcta diz-se machisto.

- Governa. Dizia-se “governo” no tempo da fascisma. Aproximação lexical a “governa-se”.


- Poeto: hómã ou mulhera que escreve poemos, como sonetas ou redondilhos.


- Eleitorada: pipis de Lisbôo da BE para quem o povo começa na Chiada e acaba na Princesa Real.


- “Agenda patriarcal”: justificaçã para Pedra Filipa Soaras dar pontapés no gramático, confundindo-o com o linguagem.


- Brasil: a eleitorada da Bloca não deve lá ir agora, excepto em férios na Nordesta.


- Pôva trabalhadora: uma coisa giríssima. Faz coisas! E tem um linguagem engraçadíssimo. A Bloca adora vê-la no televisã ou no Internet, porque ao vivo lhe cheira mal.


- Robles: nunca existiu. Palavro excluído da dicionária. Sinónimo de um pedro na sapata.


- Tourado: só se for em Salvaterro de Magas, uma municípia histórica para a Bloca.


- Primário: o autor deste texto.

 

Fonte:

https://portugalglorioso.blogspot.com/2018/12/novo-dicionario-moda-do-bloco.html

 

***

 

Bem, e se o autor deste texto é primário, eu serei primária, e, aproveitando o embalo do autor, tentarei explicar o que acima referi (a insciência que por aí vai), como se estivesse numa sala de aula, a explicar a alunos do Ensino Básico, por que não devemos linguajar à moda e ao modo bloquista e bloquisto, infelizmente, algo extensivo a outros e outras governantos e governantas do nosso País, abandonado à pouca sorte de os ter tão inscientes.

 

Eles dizem assim: todos e todas; portugueses e portuguesas; caros e caras; adeptos e adeptas: amigos e amigas, camaradas e camarados (esta é de bradar aos céus!) etc., etc., etc…

 

Isto só demonstra que bloquistas (e bloquistos) desconhecem o significado dos vocábulos todos ( = toda a gente; humanidade); portugueses ( = povo luso, habitantes de Portugal); caros (adjectivo masculino plural = quem estimamos, seja do sexo masculino ou feminino); adeptos (adjectivo/substantivo masculino plural = apoiantes, sejam do sexo masculino ou feminino); amigos (adjectivo/substantivo mascuklino plural = pessoas a quem nos ligamos por afectos); camaradas (substantivo de dois géneros = pessoas que connosco partilham uma função comum); e de todos os outros vocábulos que englobam o feminino e o masculino, porque se referem a PESSOAS no seu todo: homens, mulheres, crianças, novos e velhos, menos novos e menos velhos. Simplesmente todos

 

Diferente é dizer especificamente minhas senhoras (porque - em princípio - não serão homens) e meus senhores (porque - em princípio - não serão mulheres). E isto sem qualquer segundo sentido, porque aceito a condição humana, tal qual ela é concebida. Só não sou tolerante (nem tenho de ser) com os que tendo obrigação de evoluir, porque lhes foram dadas todas as oportunidades e privilégios, se recusam a evoluir. E para tal não há perdão.

 

Suponho que bloquistas (e bloquistos) queiram imitar algumas línguas estrangeiras, como o Inglês ou o Castelhano, que especificam, por exemplo, filhos e filhas (sons and daughters, hijos e hijas), quando querem referir-se a boys and girls, e a chicos y chicas. Porém quando se referem à sua prole (filhos) dizem children e niños (ou também hijos).


Contudo, na Língua Portuguesa o vocábulo Filhos é um substantivo masculino plural = conjunto dos descendentes = DESCENDÊNCIA, PROLE…

 

E o vocábulo filho é um substantivo masculino singular = indivíduo do sexo masculino (ou animal macho) em relação a seus pais. Se queremos dizer que tivemos mais de um indivíduo do sexo masculino, dizemos que temos X filho(s). Mas se quisermos dizer que, no todo, tivemos seis descendentes, dizemos seis filhos.

 

Portanto, quem anda agora, por aí, (e, infelizmente, não são apenas bloquistas e bloquistos), a imitar línguas estrangeiras, não conhecem nem essas línguas, nem a própria língua.

 

Experimentem traduzir isto para Inglês: meus queridos e queridas amigos e amigas = my dear and dear friends and friends. Experimentem traduzir também: Ingleses e Inglesas = English and English.

 

Agora reparem: como se traduz o modismo (= idiotismo) Portugueses e Portuguesas:

Para Inglês = Portuguese and Portuguese

Para Castelhano = Portugués y portugués

Para Italiano = Portoghese e portoghese

Para Francês = Portugais et portugais

Para Alemão = Portugiesisch und Portugiesisch

 

No que pretendem transformar a Língua Portuguesa?

Numa língua extraterrestre? Extra-europeia? Extra-indo-europeia?

Já não será tempo de deixar os modismos e regressar ao que estava bem e não necessitava de remendos mal costurados?

Sempre ouvi dizer que o que é demais, é moléstia.

Já chega de tanta moléstia!

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 16:19

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