Mas no estrangeiro, há quem esteja atento, mas também desesperado com a inacção dos que apregoam ser desacordistas, e em nada contribuem para que se possa recuperar a nossa Língua Materna.
Um dos vários portugueses que estão atentos ao que se passa em Portugal em relação à submersão da Língua Portuguesa, que está a ser substituída pelo Brutoguês dos medíocres que se apoderaram da Língua como se fossem donos delas, é Fernando Kvistgaard, cidadão luso-dinamarquês, que me enviou a seguinte mensagem:
Amiga Isabel.
A luta pela nossa Língua é uma batalha perdida?
Portugal é, que eu saiba, o único país do mundo, onde os políticos mandam na Língua e, estragando-a, a ridicularizaram. O pior de tudo isto é que ninguém se importa, a não ser uma "meia-dúzia" de patriotas que nada podem e mandam.
***
Respondi-lhe, e aqui publico o que disse, com o seu consentimento, para ver se os desacordistas ACORDAM.
Caro amigo Fernando.
Vou tentar responder à sua pergunta:
A luta pela nossa Língua é uma batalha perdida?
Nenhuma batalha está perdida antes de acabar, amigo Fernando.
Alguns de nós ainda não desistiram da luta. O que acontece é que somos poucos a lutar. São uma meia-dúzia aqueles que ainda mantém acesa a chama desta luta.
Em Portugal já não há guerreiros, nem padeiras de Aljubarrota com fartura. Somos meia-dúzia a fazer, o que milhares deveriam fazer. Mas não, estão todos caladinhos, nos seus cantinhos, e quando dizem alguma coisa em público, não ferem a fera do Poder, aqui-d’el-rei porque lhe devemos respeito.
Qual respeito? Eles respeitam os Portugueses? Eles interessam-se por resolver os problemas de Portugal? Como podemos respeitar quem se avassalou a um país sul-americano, que nos quer tramar?
Sim, Portugal é o único país do mundo e arredores em que os políticos (ignorantes) mandam na Língua, destruindo-a e ridicularizando-a, sim. E isto diz da pequenez actual deste rectangulozinho que deu novos mundos ao mundo, e hoje está na cauda da Europa em quase tudo, e em muita coisa é ainda um país terceiro-mundista.
E sim, caro Fernando, o pior de tudo isto é que ninguém se importa, a não ser uma "meia-dúzia" de patriotas que nada podem e mandam.
Nada podem e mandam, mas têm voz, e enquanto houver vozes a protestar, ainda que meia-dúzia delas, há esperança. Porque não?
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Porém, se a esta meia-dúzia de vozes se juntassem as vozes individualmente das 297 pessoas, que fazem parte do Grupo Cívico de Cidadãos Portugueses Pensantes, e dos milhares de vozes dos elementos que fazem parte dos Grupos que se dizem anti-AO90 do Facebook, talvez as coisas fossem diferentes.
É preciso abanar as estruturas e fazer soar os tambores e ferir a fera do Poder mostrando-lhe que os Portugueses não são os parvos que eles querem fazer de nós.
Eu abandonei um pouco o Blogue, porque ando pela Internet, Google, Facebook e YouTube a fazer mossa em tudo o que encontro escrito em Brutuguês e a pôr na linha aqueles que (talvez) a soldo de mandantes poderosos, andam por aí a açoitar o Português com uma ignorância de bradar aos céus. É que, pelo que sei, é intenção dos governos envolvidos nesta teia, dar um golpe final à Língua Materna dos Portugueses, e substituí-la pela Língua Madrasta, que não pedimos, não queremos e rejeitamos veementemente.
Também deixei de enviar os textos que aqui escrevo às autoridades de Portugal, por começar a sentir-me uma idiota. Não é da idiotice enviar textos a Blocos de Betão para que os leiam e neles reflictam? Quem no seu perfeito juízo o faria? Eu fiz, por não acreditar que o Povo Português pudesse andar a votar em Blocos de Betão. Enganei-me. Abandonei a minha idiotice.

Isabel A. Ferreira
. A batalha pela Língua Por...