... no entanto, ao que parece, o encontro serviu apenas para continuar a empurrar com a barriga um problema que afecta Portugal mais do que outro qualquer país da dita CPLP.
Na Iª reunião Portugal foi representado pela Academia Brasileira de Letras, e isto diz tudo da subserviência de Portugal ao Brasil, não tendo ninguém com capacidade para substituir a Academia de Ciências de Lisboa, que não pôde estar presente nesse encontro.
Já basta o estrago que fizeram até aos dias de hoje!!!!
Errar é humano, mas insistir no erro é INSANO!
Nesta IIª reunião continuou a insistir-se no ERRO.
A notícia, um tanto ou quanto SECRETA [os média portugueses estão proibidos de noticiar tais encontros dos predadores da Língua] está escrita em acordês, e para que os Portugueses saibam como se escreve, em PORTUGUÊS, as palavras que estão assinaladas a vermelho, elas vão correCtamente escritas entre parêntesis reCtos, a verde.
O secretismo destas reuniões diz da má-fé, com que elas são feitas. Muito, muito lamentável.
Tenha-se em conta as sábias e lúcidas palavras de Constança Cunha e Sá, falecida há dias.

Exactamente, Constança Cunha e Sá.
Descanse em paz, se puder, porque nós cá neste pedaço de terra à beira mar plantado, em que vivemos, temos de continuar a defender a nossa amada Língua, de predadores, dos mais idiotas que existem.
Isabel A. Ferreira
***
A II Reunião do Grupo Multilateral de Reflexão sobre Língua Portuguesa (GMR-LP) do IILP teve ontem, dia 4, início com a presença de representantes de Angola (Ministério da Educação e Comissão Nacional do IILP), Brasil (Academia de Letras do Brasil e Representação Permanente do Brasil junto da CPLP), Cabo Verde (Ministério da Educação), Portugal (Academia de Ciências de Lisboa e Camões - Instituto da cooperação e da Língua/Comissão Nacional do IILP de Portugal), Timor-Leste (Comissão Nacional do IILP e Representação Permanente de Timor-Leste junto da CPLP) e do IILP (Diretor [DIRECTOR] Executivo e Assistente da Direção) [DIRECÇÃO] . Por problemas logísticos, as delegações de Moçambique (Ministério da Educação) e da Guiné-Equatorial (Ponto focal e Coordenador Nacional para Assuntos CPLP) juntam-se à reunião no segundo dia de trabalhos.
Por proposta da Academia das Ciências de Lisboa no decurso da primeira reunião, na cidade da Praia, em 2024, este segundo encontro decorre em Lisboa, na sede da ACL, tendo o seu Presidente, Prof. Doutor José Francisco Rodrigues, salientado, na intervenção de abertura, a sua satisfação pelo acolhimento da reunião, o compromisso da organização, no exercício da missão que lhe cumpre, com a promoção da língua portuguesa através de várias iniciativas e projectos [PROJECTOS] do Instituto de Lexicologia e Lexicografia da Língua Portuguesa e o balanço muito positivo queefetua [EFECTUA] da colaboração com o IILP, formalizada no protocolo assinado em maio [MAIO], que apresenta já resultados concretos e linhas de trabalho futuras já bem definidas, a que se junta o firme interesse em continuar a colaborar com este grupo de trabalho, em concreto.
Na sua intervenção, o Diretor [DIRECTOR] Executivo destacou o facto de a realização desta segunda reunião, com uma adesão crescente de entidades representativas dos Estados-Membros da CPLP, representar, desde logo, o reconhecimento da pertinência e da oportunidade da criação, em 2024, deste fórum de partilha e de reflexão em torno de matérias de política e gestão linguística de interesse para todos os países, procurando plataformas de colaboração e de articulação que concorram para o melhor cumprimento da missão do IILP, o fortalecimento das comissões nacionais e o enriquecimento de uma agenda para a promoção da língua portuguesa como língua pluricêntrica.
A agenda da reunião, que se estende ao dia 5, compreende três tópicos de discussão (Ampliação das discussões sobre recursos lexicais e ferramentas digitais para a promoção da diversidade e da variação da língua portuguesa; VOC: Estratégias para a ampliação, atualização [ACTUALIZAÇÃO] e gestão do Vocabulário Ortográfico Comum e Tecnologias da língua e variação linguística). Aprofundar temas e reflexões que integraram a agenda da primeira reunião; efetuar [EFECTUAR] o balanço de ações [ACÇÕES] cuja realização decorreu já de recomendações da primeira reunião; articular novas iniciativas conjuntas no âmbito do desenvolvimento de projetos [PROJECTOS] e de ferramentas de promoção da língua portuguesa numa perspetiva [PERSPECTIVA] pluricêntrica figuram entre os principais objetivos [OBJECTIVOS] do encontro.
Fonte:
in Blogue «3P - Portugal País de Patetas»

Montenegro quer ser o coveiro da Língua Portuguesa
As crianças portuguesas em idade escolar podem ter de aprender a sua língua materna com sotaque de uma variante da mesma, se a contratação de professores brasileiros for aprovada por imbecis.
Aug 16, 2025
O anúncio de que um político “português”, Montenegro, pretende “importar” professores brasileiros para ensinar Português na Primária é um sinal mais da choldra de políticos que domina, de forma feudal, um país que se deixa enrolar em todas as tretas.
Afinal, um povo tem os políticos que merece… e este povinho – que não merece a designação de Povo porque de há muito perdeu o sentido do que isso é – tem um Montenegro, que pretende mesmo ser o coveiro maior da Língua Portuguesa. Com o beneplácito de Lula, esse polvo político do Brasil.
Depois dos Cavacos, Sócrates e outros políticos de má fama que este País teve - e tem - de sustentar, se terem comprometido com a hegemónica ambição de Lula da Silva de querer “todo o mundo a falar brasileiro” – uma meta que aparentemente António Costa perfilha, ciumento do sotaque da variante brasileira do Português falada naquele país – é a vez de Montenegro vir dizer que “Nós temos todo o interesse, temos mesmo todo o interesse, em recrutar professores, nomeadamente professores para o ensino primário, o ensino do ciclo básico, do primeiro ciclo” , o que parece ser a forma mais rápida de acabar com o Português. Mata-se a Língua de forma rápida, fazendo com que logo na chegada à escola as crianças comecem a falar… brasileiro. Imagino o que diria Camões se soubesse quão estúpido este outro Luís é! Ou talvez esse seja o plano desta “montanha negra” que ensombrou a política portuguesa.
Para que fique claro: o Português é uma Língua. O que se fala no Brasil é uma variante brasileira do Português. Deixem-se de tretas com a ideia de uma variante europeia do Português e outras idiotices quejandas. O Português é a matriz, o que se fala no Brasil é algo que perdeu a ligação às origens da língua e enveredou por uma senda própria que, por não ter matriz, corta “cês” e “pês” a eito. Como muitos sugerem, e o autor há muito defende, chamem-lhe Brasileiro, Brasilês, o que quiserem… mas não toquem na minha Língua! (...)
Infelizmente, apesar do que esta medida que Montenegro pretende implementar significa para a sobrevivência da Língua Portuguesa – que tantos parecem querer matar – poucos parecem importar-se, porque Portugal é um País de Patetas, de modo geral, havendo mui poucas cabeças pensantes numa população que, sempre avessa à escrita e leitura, mal consegue passar ao papel as suas ideias. E para quem a felicidade está no futebol, centros comerciais, apps de desconto e pouco mais…
A importação de professores Brasileiros para ensinar Português só podia mesmo sair da cabeça de PATETAS – e da corja de políticos e seus sequazes d’aquém e d’além mar, interessados nessa medida, – mesmo se isso significa, além da morte da Língua Portuguesa, um maior desemprego para os professores portugueses… que talvez agora se arrependam de não terem feito frente à implementação – ILEGAL diga-se – do A(b)cordo Ortográfico, quando o podiam ter feito. Tivessem os professores os ditos no sítio para dizer não ao “Abortês” e teriam, agora, menos uma preocupação pela frente. Mas como nem tugiram nem mugiram, salvo algumas excepções, e acataram a ordem de cortar “cês” e “pês” contentes com essa “modernização” simplista da Língua Portuguesa, agora vão ter de engolir mais um sapo.
Afinal, são mais uns PATETAS num reino de PATETAS que engole sapos a torto e a direito. Agora vão ter de engolir mais um sapo, este de Montenegro… a mando de um Lula.
Fonte: https://portugalpaispatetas.substack.com/p/montenegro-quer-ser-o-coveiro-da
Como sempre, os artigos de Nuno Pacheco geram muitos comentários, uns mais a favor do que outros, e como para esta questão da Língua Portuguesa parece que ainda não se vislumbra o fim, que virá, só ainda não se sabe quando, respigo alguns comentários feitos ao texto de Nuno Pacheco que chamaram a minha atenção, e é sobre eles que me proponho a discorrer hoje.
Mas antes quero dizer isto: Portugal está na cauda da Europa em quase, quase tudo, e também no desleixo que governantes, professores, canais televisivos, alguns escritores, jornalistas e tradutores, e uma massa amorfa de portugueses servilistas, que vão atrás de modismos, apenas porque não sabem pensar por si próprios, dedicam à Língua Oficial do País que servem de um modo bastamente medíocre.
Penso que já era tempo de se deixar de venerar a Ignorância e a Estupidez que grassam por aí, chamando a atenção dos que as veneram para o mal que estão a fazer a Portugal e a si próprios, quando decidem expor publicamente a miséria cultural que os embriaga, ainda que anonimamente, como é apanágio dos cobardes.

O Fernando. Camencelha deu a sua opinião, e a ela tem todo o direito. Porém, na realidade, e tal como disse a Maria do Vieira, o Fernando não tem a noção do que diz.
Limitou-se a repetir o argumento sem pés nem cabeça usado pelos acordistas-mor, para justificar a introdução em Portugal, de uma grafia que não nos diz respeito e jamais dirá. Sabe porquê? Porque enquanto houver no mundo um português, apenas UM português, que se preze de o ser e que respeite os símbolos do seu País, a Língua Portuguesa estará a salvo.
Se em 2125 só houver quatro milhões de portugueses, a Língua Portuguesa será uma Língua minoritária, mas continuará VIVA. O Galego, Língua-gémea do Português, esteve quase a extinguir-se, com a imposição, na Galiza, do Castelhano, e vou citar uma passagem do livro «Historia da Língua Galega», referido no texto que ontem publiquei, contada na primeira pessoa como se o Galego fosse gente: «Ora ben, afortunadamente, mesmo nas peores épocas, sempre contei com defensores entre os galegos, com xente que loitou pola dignificación e defensa da súa fala dentro da Galiza, tradición reivindicativa procedente das classes sociais cultas e que estivo acesa ininterrompidamente até a actualidade». (Pág. 28).
Fiz questão de não traduzir esta passagem do livro, do Galego para Português, porque como Línguas-gémeas, e quem assim as designa são os autores do livro, que português não conseguirá perceber o que aqui está escrito?
Pois o mesmo está a acontecer com o Português, genetriz de muitas Variantes, o qual tem muitos defensores espalhados por todo o mundo, e que também manterão acesa a Língua ininterrompidamente até ao final dos tempos. Graças aos defensores do Galego, esta Língua foi recuperada e hoje é uma das Línguas co-oficiais de Espanha.

Ai o a.galrinho! Escreve em que linguagem? Nem é Português, nem é Acordês, nem é Brasilês. Tem todo o direito de opinar, mas ao menos opine numa linguagem correCtamente escrita, e que se entenda. O a.galrinho quer regressar à linguagem básica, de comunicação apenas. Porém, a função de um Idioma bem estruturado é fixar o Saber e o Pensamento dos Povos. E pobre é aquele que mesmo sabendo as letras, não sabe escrever.

O a.galrinho ou é o protótipo do menino que foi à escola, aprendeu as letras, e depois desistiu, porque não conseguiu aprender mais do que isso, ou é um adulto que, continuando a não conseguir juntar o B com o A, vem para aqui gozar com a Língua. A isto chama-se, como bem disse a Maria do Vieira, ignorância, e uma vez que é ignorante, quer que todos sejam ignorantes também. Há gente assim. O que vale é que também há gente assado.

Martim Joane, isso é que é escrever com estilo! Muito bem.
Quanto ao vocábulo percePção, o Brasil grafa-o, vá-se lá saber porquê, à portuguesa, tal como os Portugueses, mas atenção! a falar, os Brasileiros acrescentam-lhe um i: dizem “pêrrcépição”. Quem escreve perceção são aqueles que não têm a percePção do que é um Idioma, ou seja, são uns requintados ignorantes.
Para que a parvoíce não se espalhe por aí como uma praga, declara-se aqui que a palavra percePção, em Portugal, leva o P, ainda que muitos não o queiram. Porém, como a grafia de 1945 é a que está em vigor “de jure”, a palavra escreve-se com pê., e não adianta dizer que o correCto é escrever sem pê. Eu, por exemplo, pronuncio-lhe o pê, e, neste caso, concordo com os Brasileiros. O mais correCto é, portanto, pronunciar todos os pês e cês não pronunciados, como fazem os restantes povos de Línguas Românicas. Deste modo, os acordistas já conseguiriam escrever correCtamente.

Ó a.galrinho, o documento do acordo ortográfico da Língua Portuguesa de 1990 é uma enxurrada de ignorâncias, de incongruências, de disparates jamais reunidos num só lugar. Um deles, mas há-os aos montes, é o facto de o AO90 ter sido engendrado para unir as ortografias do Brasil e de Portugal. Certo? Veja-se essa união, por exemplo, no artigo 6º do dito documento: «Recomenda-se que os topónimos/topônimos de línguas estrangeiras se substituam blálábláblá...».
Como é sabido, o AO90 foi gerado e criado no Brasil pelo enciclopedista brasileiro Antônio Houaiss, para unir as ortografias, ou seja, para que Portugal começasse a escrever à brasileira, porque eles são milhões blábláblá... blábláblá... Porém, eles lá não abdicaram dos acentos circunflexos, em Antônio, Amazônia, topônimos, enfim uma salgalhada dos diabos. Querem enganar quem?????? O documento do AO90, nem para estrumar uma terra infértil serve.
O Pedro Penha é que disse bem: o AO90 foi uma medida colonialista fora do tempo, uma fazedora de analfabetos funcionais, a começar pelos governantes que nos impuseram e continuam a impor tal palermice.

Decididamente o a.galrinho é adepto da simplicidade linguística. Ora isso é um sintoma muito comum entre aqueles que, não tendo nenhuma capacidade para PENSAR a Língua, precisam de a reduzir ao mínimo, para poderem escrevê-la ainda que, mesmo assim, mal.
Uma escrita que se aproxime da fala é a escrita das gentes primitivas.
Não se andou milhares de anos a aprimorar a Linguagem do Homem, para virem agora uns omens que, devido a uma incapacidade atávica, querem recuar a tempos em que se faziam desenhos para que o outro percebesse o que se estava a dizer.
Isto só acontece porque existem dois países no mundo, Brasil e Portugal, com mais ignorantes por metro quadrado. Por este motivo, foram os dois únicos países do mundo que fizeram mais acordos ortográficos, e ainda assim, inutilmente...
Isabel A. Ferreira
Os comentários foram retirados daqui
Introdução:
Porque considero este artigo de Nuno Pacheco de importantíssimo interesse público, até porque destaca certos aspectos que gostaria de esmiuçar, ouso reproduzi-lo neste Blogue, cumprindo todas as regras dos créditos jornalísticos, para que chegue aos leitores d’O Lugar da Língua Portuguesa – um repositório de tudo o que importa acerca da nossa Língua – os quais estão dispersos por 160 países, de todos os continentes, e que vão seguindo e consultando os textos que aqui são publicados.
Espero que Nuno Pacheco não me leve a mal, até porque tem sido um acérrimo defensor da Língua Portuguesa.
As minhas observações estão entre parêntesis rectos [...], em itálico e a negrito.
Regressarei com a Parte II, para esmiuçar os comentários ao texto do Nuno Pacheco.
Isabel A. Ferreira

Em português, se faz favor. Muito bem; mas qual deles?
Quando falamos de língua portuguesa, o que nos divide não são as diferenças; é, infelizmente, e quase sempre, a estupidez.
Sempre que a língua portuguesa vem à baila, seja em entrevistas, textos ou artigos de opinião, avolumam-se leitores e comentários. O que é bom sinal, dada a relevância do tema. Com uma ressalva: seria melhor se não encalhássemos sempre nos dilemas do costume, que são estes: o que é “português certo” e “português errado”, sem olhar às culturas nem às geografias, como se houvesse uma única norma-padrão internacional; e o fantasma do Acordo Ortográfico de 1990.
A primeira frase do título desta crónica é assumidamente decalcada de um muito recomendável livro de Helder Guégués, tradutor e revisor, que nele se ocupa de “questões de regência verbal, ortografia, pronúncia, concordância, formação do plural, modismos e mau uso” do idioma na escrita – já que a fala, como se sabe, é outro assunto e é frequentemente indomável. O prefácio de Fernando Venâncio e o posfácio de Desidério Murcho sublinham-lhe a utilidade e interesse.
Ora este livro, como muitos outros, vem lembrar-nos de que a escrita tem regras e, sim, há erros que é melhor evitar a bem da clareza da comunicação e da saúde do idioma. Posto isto, convém recordar que o português, tal como o conhecemos, tem um percurso no país que lhe deu nome (derivando o nosso idioma do galego e dele se afastando a partir do século XV) e outros, bem diferentes, naqueles aonde chegou por imposição colonial como contraponto às línguas locais.
***
[“Derivando o nosso idioma do galego e dele se afastando a partir do século XV”, diz o Nuno Pacheco. Aqui tenho de concordar com o Henrique Duarte, que num comentário disse o seguinte:
Henrique Duarte
Moderador
«(...) derivando o nosso idioma do galego e dele se afastando a partir do século XV» É errado dizer que o português deriva do galego. O português deriva da língua falada antigamente no Norte de Portugal e na Galiza, a que se pode chamar de galego-português, galaico ou, quando muito, galego antigo. Galego nunca, pois galego é outra coisa muito diferente. É a língua falada atualmente (cada vez menos, infelizmente) na comunidade autónoma chamada de Galiza, que está fortemente castelhanizada, na sintaxe, no vocabulário, etc., e que por isso é depreciativamente designada por "castrapo". Esperaria outro rigor da sua parte, Nuno Pacheco.»
... embora o Henrique Duarte também esteja equivocado quando diz que «É a língua falada atualmente (cada vez menos, infelizmente) na comunidade autónoma chamada de Galiza, que está fortemente castelhanizada, na sintaxe, no vocabulário, etc.»
Não, não é bem assim. O Galego é actualmente Língua Oficial da Região Autónoma da Galiza, juntamente com o Castelhano (não o Espanhol, porque o Espanhol não existe em Espanha como Língua, e o Galego está de boa saúde, na Galiza.)
O equívoco do Nuno Pacheco, talvez venha do facto de ter lido o livro de Fernando Venâncio «Assim Nasceu uma Língua». Fernando Venâncio também estava equivocado, porque foi beber a fontes a que os que querem amesquinhar a Língua Portuguesa também foram beber, tendo distorcido a História.
O Português é uma Língua-gémea do Galego, o dialecto Galaico-Português, oriundo do Latim vulgar, que os povos da Galécia (Gallecia romana) antepassados dos Galegos e dos Portugueses actuais partilhavam, e cuja história está deliciosamente contada no livro «Historia da Lingua Galega», da autoria dos insignes mestres galegos Xosé Ramón Freixeiro Mato e Anxo Gómez Sánchez, que não estão ao serviço de ninguém, a não ser da Galiza. Um livro que todos os que se interessam pela Língua Portuguesa deviam ler.
Aqui deixo o link para o livro, escrito em Galego, mas quem souber Português a fundo, lê-o perfeitamente.
https://www.goodreads.com/book/show/38621990-historia-da-lingua-galega#CommunityReviews
Vejamos a este propósito o que diz o nosso maior dialectologista, José Leite de Vasconcelos: «Nos dois lados do Rio Minho desenvolveu-se do Latim vulgar da Lusitânia, nos primeiros séculos da era cristã, uma língua substancialmente uniforme, embora, talvez desde sempre, com algumas particularidades dialectais. Por causa das vicissitudes políticas da Galiza e de Portugal, da Idade Média em diante, essas particularidades foram aumentando com o tempo, e constituíram depois o Galego e o Português, embora o Português seja forma principal, como Língua de nação autónoma órgão de rica literatura.» (Textos Arcaicos, p. 120, 3ª edição). Foi com Dom Dinis, que o Português seguiu o seu caminho separado do Galego.]
***
Foi o que sucedeu no Brasil ou nas então colónias de África, onde numerosas línguas locais foram silenciadas ou até proibidas em nome da língua do colonizador. Com as independências, chegando primeiro a do Brasil, em 1822, e muito mais tarde as de Angola, Moçambique, Guiné-Bissau, São Tomé e Príncipe e Cabo Verde (independentes há 50 anos, o que agora celebram), e tendo cada país as suas leis, bandeiras, hinos, regras e culturas, natural seria que o português, língua que adoptaram como oficial, tomasse em cada um deles o seu rumo, não só com palavras novas ditadas por cada cultura como, eventualmente, novas regras lexicais e gramaticais.
Pôr o português daqui (que já é tão diverso, com os seus coloquialismos e regionalismos) em confronto com as suas mutações noutros países é coisa que nos deveria aliciar, interessar, e não indignar, levantando de imediato a bandeira do “português certo” ou “português correcto” para afastar, com desprezo, as diferenças que naturalmente se foram desenvolvendo noutros lugares.
***
[A este respeito, a indignação não vem do facto de o Português ser ou não ser correcto neste ou naquele país. Vem do facto de terem mudado a Estrutura do Português, no que à Fonética, Fonologia, Escrita, Ortografia, Léxico, Morfologia, Sintaxe e Semântica diz respeito, e continuarem a chamar-lhe Português, quando o correcto seria dar-lhe outra designação, e não pretender, por questões meramente político-jurídicas-económicas, que a Variante Brasileira do Português, (porque é disto que se está sempre a falar, até porque as outras ex-colónias nunca são chamadas à liça sobre esta matéria) seja designada como Português, inclusive andar na Internet a representar o Português com a bandeira brasileira.
A linguagem da Variante Brasileira do Português é perfeitamente correcta, uma vez que o Brasil, tendo optado por pôr – veja-se neste exemplo a importância da acentuação, e pensemos no para para, introduzido pelo AO90 – de lado as regras gramaticais, e enriquecendo-a com as Línguas e dialectos indígenas brasileiros, e dialectos africanos levados pelos escravos – o termo escravizados não se aplica neste âmbito, e agora há um modismo que “proíbe” usar a palavra escravo, como se os escravos nunca tivessem existido, desde as mais remotas civilizações – e, acrescentando-lhe a deslusitanização da Língua do ex-colonizador, mudaram o rumo da Língua Portuguesa.]
***
Quando o professor brasileiro Caetano Galindo, em entrevista recente ao PÚBLICO (que muito comentada foi), dizia que só agora o Brasil estava a aperceber-se de que a sua fala e escrita não configuravam um “português errado”, mas sim o português que o Brasil moldou à sua imagem, houve quem o compreendesse e também quem se indignasse ou ironizasse com tal observação. Recordemos o que ele disse, a frase completa: “Só agora se começa a perceber que não estamos falando português errado, não estamos falando incompetentemente a língua da Europa, porque não há português errado nem português certo, nem nas variedades que existem no Brasil nem nas inúmeras variedades que existem em Portugal.”
***
[Aqui concordo com o professor Caetano Galindo, quando diz «Só agora se começa a perceber que não estamos falando português errado, não estamos falando incompetentemente a língua da Europa, porque não há português errado nem português certo, nem nas variedades que existem no Brasil nem nas inúmeras variedades que existem em Portugal.» Não, não estão falando um Português errado, porque não estão falando sequer Português, estão falando a Variante Brasileira do Português, e designando essa linguagem deste modo, é óbvio que estão a articulá-la correctamente.]
***
Independência ou morte? Não, independência e língua. Podia o português do Brasil chamar-se, por mera decisão política, “brasileiro” (e há quem levante, sem êxito, tal bandeira há anos), que isso não alteraria a sua real condição: a de um idioma, o português, que ganhou características próprias num outro continente, e que com elas tem produzido excelentes obras nos mais variados domínios das letras e das outras artes.
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[Aqui discordo do Nuno Pacheco, pois já não existe o Português do Brasil, a partir do momento em que o enciclopedista brasileiro Antônio Houaiss deslusitanizou (e o termo é dele) o Português, afastando-o das suas raízes portuguesas, greco-latinas, indo-europeias, e quando isso acontece, a Língua terá de ter outra designação, tal como a já Língua Cabo-Verdiana, que é oriunda do Português, mas já não é Português de Cabo Verde. E não vejo que mal venha ao mundo se tal acontecesse, e as ex-colónias terem uma Língua própria, enriquecida pelos Dialectos e Línguas locais tão diferenciados do Português. É preciso viver e principalmente estudar no Brasil para perceber que, lá, o Português diluiu-se por entre tanta miscelânea de línguas, dialectos e falares dos muitos povos que lá se fixaram, e aqui estou a pensar na Língua Italiana, que tanto se impôs na linguagem falada e escrita no Brasil, e darei apenas um exemplo, mas há muitos mais: Netuno].
***
Isso põe em causa o português de Portugal? De maneira nenhuma, tal como o inglês dos Estados Unidos da América não pôs nem põe em causa o inglês de Inglaterra — e tantas diferenças têm, na fala como na escrita. O erro é sempre tentar afunilar as diferenças numa espécie de idioma padrão, que não existe nem existirá nunca, por mais que bramem os paladinos da “unificação”. Esse foi o erro do chamado Acordo Ortográfico de 1990, como lembrou, e bem, José Pacheco Pereira na sua mais recente crónica, “O desprezo da pátria por via do desprezo da língua”.
***
[Aqui volto a discordar do Nuno Pacheco. Claro que põe em causa a Língua Portuguesa – dizer Português de Portugal soa a redundância.
Não podemos comparar o que se passa com as ex-colónias inglesas e também espanholas, por exemplo, com o que se passou no Brasil. A Língua Inglesa não foi desinglesada em nenhuma ex-colónia, e a Língua Castelhana não foi descastelhanizada, e nenhuma dessas ex-colónias pretendeu impor aos Ingleses ou aos Espanhóis as poucas diferenças existentes entre as suas Variantes que passam quase despercebidas em relação à Língua Inglesa e ao Castelhano. Porém, a Variante Brasileira do Português não passa despercebida, principalmente na oralidade, em relação ao Português. Há este pormenor que é preciso ter em conta.]
***
Graças a tal erro, que não unificou coisa alguma e que, pelo contrário, acirrou animosidades, ouvimos por estes dias locutores de televisão, a propósito do roubo no Louvre, pronunciarem “jôias” (retorno da escrita sobre a fala, pela perda do acento agudo em “jóia”, como antes se escrevia em todo o espaço da língua portuguesa); e temos, entre as várias palavras que vão a votos para “Palavra do Ano” (iniciativa da Porto Editora) uma coisa que, mercê de tal acordo, só existe mesmo em Portugal: “Perceção.” Isto quando o Brasil continua a escrever “percepção”. Não, o que nos divide não são as diferenças; é, infelizmente, e quase sempre, a estupidez.
***
[Os vocábulos que em Portugal perderam a consoante muda, mas no Brasil não, como “perceção”, que no Brasil escreve-se à portuguesa, percePção, deve-se de facto à estupidez. No Brasil há umas poucas palavras mais que os Brasileiros escrevem à portuguesa, simplesmente porque pronunciam as consoantes mudas, porém, há uma questão a pôr: qual o critério que levaram Brasileiros, mas também Portugueses, a pronunciarem alguns cês e pês, em determinadas palavras e não noutras? Temos o exemplo de Egito. Não é da estupidez grafar Egito sem pê, e escrever todas as suas derivadas com pê? Sempre pronunciei o pê de EgiPto, por coerência linguística. Esta é uma das incoerências dos acordos ortográficos que já se fizeram entre Brasil e Portugal, e por mais acordos que façam ainda não acertaram as agulhas, e jamais acertarão.
Daí a necessidade de cada país ficar com a sua Língua: a quase nonagenária Língua Portuguesa para Portugal, o seu berço, e a nova Língua gerada no Brasil, a partir do Português, a Variante Brasileira do Português, ou Língua Brasileira, ou Brasilês, para o Brasil.]
Isabel A. Ferreira
***
Fonte do artigo de Nuno Pacheco:
https://www.publico.pt/2025/11/06/opiniao/opiniao/portugues-faz-favor-bem-2153373
Esta não é uma questão de elites contra o “povo”, mas sim um confronto entre quem respeita a sua língua e quem a despreza, entre quem despreza o saber e quem sabe o que lhe falta saber.

José Pacheco Pereira
01 de Novembro de 2025, 6:51
Há patriotismo e há nacionalismo travestido de patriotismo. Eu considero-me patriota, sei bem, quando estou cá dentro, onde estão os meus pés, em que solo piso e como esse solo me faz, e quando estou fora como falta sempre qualquer coisa. Cosmopolitismo é uma boa coisa e faz-nos muita falta, mas ser patriota e cosmopolita nada tem de contraditório porque a gente espreme, espreme e, sem diminuir o mundo, há sempre algo que nos molda antes do mundo: a pátria. Às vezes, quando falava desta diferença, citava algo que li há muito tempo sobre o teatro Nô japonês, sobre as personagens que estão vivas e os fantasmas: as primeiras mantinham os pés no chão, os segundos levantavam-nos como se levitassem. Procurei para este artigo uma referência e não encontrei nenhuma, vai como está na minha memória.
Há uma coisa que mais que tudo representa a pátria: a nossa língua, o português, seja o nosso, seja o do Brasil ou dos PALOP, ou mesmo dos crioulos como o papiamento. Podem falar diferente, mas a língua que está lá por trás é o português.

O que certamente não representa a pátria é o desprezo pelo português nas redes sociais e, mais importante ainda, a a indiferença política perante o maior atentado recente contra a língua portuguesa que foi o Acordo Ortográfico. Aqui está uma pergunta obrigatória aos políticos em legislativas e presidenciais que ninguém faz, e que deve ser colocada a partidos que se dizem nacionalistas e conservadores e falam o português bastardo do Acordo Ortográfico de 1990, como o Chega.
Vejam-se estes exemplos de uma caixa de comentários na página de Facebook do Chega:
È por camara escondida para depois os visitar-mos na calada da noite. E apagar essas velas
*
Eles com as coécas todas mulhadas
*
O homem está corretíssimo,mas como é um homem onesto a grande parte desta gente mamona,ou BURRA NÃO GOSTA.
*
Nem mais .. é a mesma coisa aqui na englaterra.. se fore preson por mais de um ano . Compre a pena e a deportado
*
Estão com medo de alguma coisa! Força André Ventura,se fores presidente da República,no CHEGA a substitutos a altura para liderar o partido! CHEGA [sic]
*
Todos os dias, nesta página de Facebook, e por todo o lado nas caixas de comentários, escreve-se assim, e pode-se imaginar como fala quem assim se expressa. Ora, quem escreve assim não é patriota, porque despreza aquele que é um dos principais factores de identidade nacional: a língua.
Esta não é uma questão de elites contra o “povo”, mas sim um confronto entre quem respeita a sua língua e quem a despreza, entre quem despreza o saber e quem sabe o que lhe falta saber. Isto hoje é uma questão política, porque a democracia precisa da consciência do valor do saber, do falar, do conhecer. Esta consciência é hoje um dos alvos preferenciais do populismo que valoriza a ignorância.
Quem, por razões sociais, não tem o mínimo de educação formal, vem de meios de vida difícil, não teve oportunidade de estudar, teve de atravessar muita dificuldade, muita miséria, tem vergonha de não falar ou escrever bem, porque tem a aguda consciência que isso é um factor de pobreza e exclusão. Quem, por outro lado, fala e escreve mal português e tem um vocabulário exíguo pode escrever com erros de ortografia palavra sim ou palavra não, e ser muito eficaz em usar emojis de merda em linhas e linhas ou em insultar, mas não pode bater no peito nacional pelo seu país.
Uma das suas ironias é a reivindicação aos imigrantes de, para terem a legalização, saberem falar português, coisa que os seus julgadores não sabem de todo. É por isso que muitos imigrantes, a começar pelos que vieram das nossas colónias, falam muitas vezes melhor, num português impecável, e querem que os seus filhos aprendam aquela que é, para muitos deles, também a sua língua natal. Teriam vergonha de escrever a língua absurda das citações acima.
Mas esta deterioração da língua vem de cima para baixo, vem de quem tem poder no topo para terminar nesta cloaca de ressentimento e raiva. O Acordo Ortográfico de 1990 — a que, felizmente, quem gosta da sua língua e do seu país resiste —, para além de um desastre diplomático, uma nulidade em termos de “unificação” do português — posso, por exemplo, num processador de texto, escolher a opção “português de Angola” —, traduziu-se num abastardamento da língua. Esse abastardamento foi retirar-lhe a memória, eliminando os traços da sua origem no latim. Como disse também Pessoa: “A ortografia também é gente. A palavra é completa vista e ouvida. E a gala da transliteração greco-romana veste-ma do seu vero manto régio, pelo qual é senhora e rainha.” Tiraram-lhe o pai e a mãe, obra desses firmes partidários da tradição e da família.
Sim, “isto” não é o Bangladesh, mas também não é o Portugal dos que desprezam a nossa língua, a língua em que nasceram, e que usam pior do que “os” do Bangladesh a sua. Podem ser muita coisa, mas patriotas não são.
O autor é colunista do PÚBLICO
Fonte: https://www.publico.pt/2025/11/01/opiniao/opiniao/desprezo-patria-via-desprezo-lingua-2152971
Carlos A. Coimbra, cidadão português radicado no Canadá, enviou-me o seguinte protesto:
Assunto: E o Marcelo não defende isto...
Carreguei agora a APP do ChatGpt.
Quis ver a lista de línguas.
E pronto, já desinstalei a coisa.
O Português padrão não é o original, de Portugal!
O original vem listado separadamente, entre parênteses, como versão especial.
Nem quis ouvir o que aparece como "português", mas suspeito qual seja!
E não sei para onde me queixar...
Carlos A. Coimbra
***
Obviamente que aquele “português” é a Variante Brasileira do Português.
E o Português (Portugal) é a nossa triste Língua acordizada, pelo brasileiro Antônio Houaiss.
E isto é usurpação de um dos símbolos da NOSSA Identidade: a Língua Portuguesa.

Para que a verdade seja reposta, o que deve aparecer é o seguinte:

E o Marcelo não defende isto???????
NÃO, não defende, e nós sabemos muito bem porquê.
O Carlos não sabe a quem fazer queixa.
Eu também não sei.
Já corremos muitas autoridades, e nenhuma nos respondeu, e nós também sabemos muito bem porquê.
Se houver algum jurista que possa orientar-nos nessa queixa, agradeço que me contacte para o e-mail do Blogue: isabelferreira@net.sapo.pt
Isto é uma vergonha para Portugal.
O Português é de Portugal e de quem não deslusitanizou a Língua Portuguesa, como Angola, Moçambique, Guiné-Bissau.
O Português NÃO é do Brasil.
Do Brasil é a Variante Brasileira do Português.
O que mais me irrita nesta questão do “português” na Internet é ver a pouca vergonha com que a Google, o ChatGpt e outros software passaram a considerar "Português" o que se fala e escreve no Brasil, e "Português (Portugal)" indicado como Língua regional, marginalizada, quando é o Português original, o Português padrão, a GENETRIZ das Variantes que se criaram a partir dela, incluindo a Variante ( = dialecto) Brasileira da Língua Mãe dos Portugueses.
Há que ter vergonha na cara!!!!
Isabel A. Ferreira


Estes são os candidatos a Presidente da República Portuguesa/2026, que têm mais visibilidade pública, mas há mais alguns, que não constam aqui, porque não têm qualquer possibilidade de chegar ao pódio, o que não significa que não sejam importantes ou não mereçam estar aqui. Não é isso.
Em cima, da esquerda para a direita: Henrique Gouveia e Melo (independente); António José Seguro (independente); André Ventura (Chega); Catarina Martins (Bloco de Esquerda).
Em baixo, da esquerda para a direita: Luís Marques Mendes (PSD); António Filipe (PCP); João Cotrim Figueiredo Iniciativa Liberal); Raul Perestrello (independente).
O que têm em comum estes e todos os outros candidatos que aqui não estão?
Nenhum deles sabe escrever correCtamente a Língua Portuguesa, a Língua dos Portugueses, a Língua de Portugal.
Andei a investigar e já vi que todos, mesmo todos, os candidatos a presidente da República são acordistas, ou seja, seguem a cartilha do acordo ortográfico de 1990 (AO90), que nos impinge a grafia brasileira, que, para o Brasil, é correta (lê-se currêtâ, como em carreta), mas que para Portugal é completamente incorreCta.
Como é possível?
Como querem ser presidentes da República, estando a violar a Constituição da República Portuguesa?
Poderão fazer, com honra e verdade, o juramento solene de Presidente da República Portuguesa ao dizerem
«Juro por minha honra desempenhar fielmente as funções em que fico investido e defender, cumprir e fazer cumprir a Constituição da República Portuguesa. — Constituição de 1976, Art. 127.º.»
e escreverem segundo a cartilha do AO90?
Bem sei que a democracia portuguesa é uma democracia escrita com um "dê" minúsculo, como os que a sustentam, e talvez por isso, em Portugal (coisa inédita e insólita!) cada um escreve como lhe dá mais jeito.
Se o próximo presidente da República NÃO souber escrever correCtamente a Língua Portuguesa será igual ou pior ao que nos vai deixar, sem honra nem legado algum, do qual os Portugueses possam orgulhar-se.
Se os candidatos a PR não arrepiarem caminho e chegarem à conclusão de que, insistindo em grafar à brasileira, irão atraiçoar o juramento solene que terão de fazer na tomada de posse do cargo, e no exercício das suas funções irão cometer uma série de violações, tais como:
-- da Convenção para a Salvaguarda do Património Cultural Imaterial (CSPCI);
-- e por arrasto, da Constituição da República Portuguesa (CRP);
-- da Convenção de Viena de 23 de Maio de 1969, pelo AO90;
-- da violação da Convenção Ortográfica Luso-Brasileira (COLB) de 10 de Agosto de 1945, aprovada pelo Decreto-Lei Nº 35.228 de 8 de Dezembro de 1945, decreto-lei que continua em vigor na ordem jurídica nacional, porque, até à data, não foi anulado, nem substituído por um novo Decreto-Lei.
têm de saber que serão maus presidentes e estarão a trair Portugal e os Portugueses.
Posto isto todos os Cidadãos Portugueses Pensantes NÃO devem votar em nenhum candidato acordista, porque quem NÃO escrever correCtamente a Língua Portuguesa, e estando em vias de cometer tantas violações, NÃO merecerá representar Portugal nem os Portugueses, como aquele que deixará o cargo NÃO mereceu, e por tal imerecimento será julgado pela História.
NÃO votaremos em candidatos que NÃO saibam honrar Portugal e a sua Língua, logo a Língua que, de acordo com o que José Pacheco Pereira disse numa entrevista no passado dia 10 de Junho, e, todos nós que pensamos, concordamos que é um dos factores mais importantes para a identidade de ser português.
E é essa identidade que o próximo Presidente da República deverá defender, para merecer ocupar tão alto cargo.
Conclusão: ou votamos em branco [já agora, os votos em branco deviam ter a respectiva percentagem em cadeiras vazias no Parlamento, para indicarem o descontentamento dos Portugueses, que ao fim e ao cabo também votaram um voto útil] ou NÃO votamos.
Isabel A. Ferreira


O que se passa é que no Brasil pronuncia-se o "pê" de recePção (eles dizem "rêcépição"). Eu também pronuncio o "pê", e escrevo recePção, e pronuncio "r'céP'ção". No Brasil, a partir de 1943, suprimiram as consoantes mudas em quase todos os vocábulos, em que elas têm uma função diacrítica (a de abrir a vogal anterior), mas algumas escaparam à guilhotina, simplesmente porque no Brasil pronunciam os "cês" e "pês" dessas palavras, e, portanto, escrevem-nas conforme a grafia correCta da Língua Portuguesa.
Em Portugal, no uso ilegal do AO90, cuja regra é «a consoante que não se pronuncia não se escreve», como não se pronuncia o "pê" de recePção, parvamente mutilaram a palavra e ela perdeu o tino: é "receção" (lê-se r'c'ção"), ou seja, é uma palavrinha que significa retrocesso, grafada incorreCtamente.
Em Portugal, os que seguem a lei vigente, a de 1945, continuam a escrever recePção, no Brasil também, e esta é a verdadeira grafia dessa palavra, em Língua Portuguesa. NÃO é grafia brasileira, conforme o Brasil quer dar a entender.
O critério que levou o Brasil a pronunciar e grafar os "pês" e os "cês" de algumas palavras, e a NÃO pronunciar nem grafar os "cês" e os "pês" de uma infinidade de vocábulos é um verdadeiro mistério, que nos atingiu em cheio...
Eu tenho uma solução para isto: começarmos a pronunciar e a grafar os “cês" e os "pês" mudos, para ver se não passamos vergonha diante dos países que também têm uma Língua Românica e os grafam, como mandam as boas regras da Gramática de todas essas Línguas.
Isabel A. Ferreira
A questão que podemos pôr é a de saber se esse Português é a Língua Genetriz, a Língua Portuguesa, aquela que gerou as mais diversas variantes nos territórios descobertos, povoados, uns, ou repovoados, outros, por Portugueses, no tempo do Império Português, espalhado pela Ásia, África e América do Sul, ou se é a Variante Brasileira do Português, falada e escrita no Brasil, que tem vindo a ser imposta ilegalmente aos países da CPLP (Comunidade dos Países de Língua [oficial] Portuguesa: Portugal, Brasil, Angola, Moçambique, Guiné-Bissau, Cabo Verde, São Tomé e Príncipe, Timor-Leste. A Guiné Equatorial também faz parte da CPLP, tem o Português como Língua Oficial, mas nessa Guiné ninguém fala Português, pois foi introduzida na CPLP, apenas por motivos comerciais. E para os efeitos da conservação da biodiversidade global, inclui-se a Malásia e Indonésia.

É preciso fazer aqui um aparte, porque uma coisa é a Língua Oficial desses países, por motivações políticas ou comerciais, outra coisa são os dialectos, falados em Angola e Moçambique, por exemplo, e até outras Línguas que se falam em alguns países, como é o caso do Brasil, onde se falam actualmente 274 Línguas e dialectos nativos, de acordo com a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (FUNAI) em 2022, que considera também as variantes (dialectos); e de Cabo Verde, que já tem a sua Língua Cabo-Verdiana.
É inacreditável como a Língua Portuguesa, a Língua dos Portugueses, a Língua de Portugal, o Português anda por aí na boca do mundo, com vídeos no YouTube onde se diz os maiores disparates sobre uma Língua que desconhecem e da qual se atrevem a falar.
Mas mais inacreditável ainda é não haver nenhum linguista, nenhum jurista, nenhum tribunal, nenhum governante com bom senso, nenhum professor, nenhum escritor, nenhum jornalista que venha ao terreno repor a verdade. Esse tem sido o meu trabalho nos últimos tempos. E não vejo mais nenhum português a defender a Língua Portuguesa, nesses vídeos.
Portugal é mesmo uma República DOS Bananas!
Ver aqui a notícia, que deu origem a este meu alerta.
Isabel A. Ferreira
Uma vez mais chegou-me da Dinamarca outro desabafo de Fernando Kvistgaard, um cidadão luso-dinamarquês entristecido por ver a sua Língua Materna tão maltratada, no País do seu próprio berço.
O sentimento do Fernando também é o meu sentimento e o de milhares de portugueses que, por esse mundo fora, sofrem ao ver a Língua Portuguesa tão maltratada, tão amesquinhada, tão mal escrita, tão mal falada, tão insultada, tão desprezada, atirada ao lixo acordista.
É natural que quem vive fora de Portugal, sabendo Português, quando se depara com palavras estranhas, como exceções, informacoes, efetiva, entre muitas outras, fique triste, frustrado, doído, sem saber o significado destas palavras alienígenas e como se pronunciam.



Responderei ao Fernando o seguinte: nenhuma dessas palavras tem correspondência no Português, na Língua Portuguesa.
O vocábulo Exceções, que se lê “eisc’ções”, é desconhecido em Língua Portuguesa. É uma parolice criada pela ignorância daqueles que, seguindo o ilógico AO90, acham [se tivessem a capacidade de PENSAR, não achavam] que as consoantes que NÃO se lêem NÃO são para escrever, como se isto pudesse ser uma regra gramatical em linha recta. E esta nem os Brasileiros, que foram os precursores da eliminação, sem critério algum, das consoantes que não se pronunciavam, mas com função diacrítica, a mutilaram. Escrevem-na conforme a grafia portuguesa: excePções. Porquê? Porque os Brasileiros pronunciam o pê em excePções. Porém, NÃO pronunciam as consoantes numa infinidade de vocábulos, como: objeto – “ob’jêtu”; objetivo – “ob’j’tivu; setor – (s’tôr); teto – “têtu”; direto – “dirêtu”, etc., por isso, as mutilaram, e pronunciam-nas com a consoante aberta, erradamente.
Dão umas no cravo, outras, na ferradura, não tendo seguido um critério científico e igual para todas as consoantes, que têm uma função diacrítica, ou seja, a função de acentuar as palavras, abrindo-as.
O mesmo se aplica na palavra efetiva, que se lê “if’tivâ”, que é um vocábulo que NÃO pertence à Língua Portuguesa, sendo exclusivo da Variante Brasileira do Português, portanto, em Português é erro ortográfico.
É por estas e por outras, que sou adepta de que se pronunciem todas as consoantes com função diacrítica, como o fazem, por exemplo, os Ingleses, os Franceses, e os Espanhóis.
Tomemos por exemplo a palavra direCtor, que em Português escreve-se com cê e lê-se di-ré-tôr; em Inglês escreve-se do mesmo modo que em Português, direCtor, e lê-se dai-rék-tuh, com o cê pronunciado; em Francês, escreve-se direCteur, e lê-se di-rrék-târr, com o cê também pronunciado; em Castelhano escreve-se direCtor, e lê-se di-rék-tôr, com o cê pronunciado; em Brasileiro escreve-se diretor e lê-se dji-ré-tô oudji-ré-tôrrr, abrindo o E, ainda que não tenha lá o cê, cuja função é abrir o E, e este é um vocábulo exclusivo do Brasil.
Então pergunto-me: porque é que em Português não havemos também de pronunciar o cê, em direCtor? Desse modo, os governantes e restantes acordistas, uma vez que não conhecem a palavra, saberiam que o vocábulo direCtor escreve-se com cê. E não a conhecem porque NÃO lêem. Aprendemos a escrever, lendo, visualizando as palavras. É desse modo que as crianças aprendem a escrever e a ver os cês e os pês, nos respeCtivos lugares.
Quanto ao vocábulo informacoes, na imagem está cedilhado. Falta-lhe o til, o que torna a palavra difícil de pronunciar: “infurmâçóes” (talvez!) Não sei dizer-lhe.
«E, já agora: Morada = New address em inglês?» Pergunta o Fernando.
O Inglês information, post office, new address justifica-se talvez para chegar a clientes estrangeiros. É comum, em Portugal. Nós lá fora é que não temos dessas sortes. Se não conhecemos a Língua, temos de perguntar, ou levar um dicionário.
Espero ter respondido às suas dúvidas, Fernando Kvistgaard.
Isabel A. Ferreira
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