Quarta-feira, 14 de Fevereiro de 2024

«No Brasil fala-se Brasileiro», diz a cidadã brasileira Clarice Ribeiro, mas não sendo oficial, o Brasil NÃO tem uma língua autónoma. Está na hora de a ter.

 

Concordo plenamente, com o que se diz na publicação da Clarice Ribeiro, transcrita mais abaixo.


Basta dizer que quando o Brasil deslusitanizou a Língua Portuguesa , que era a Língua oficial desta colónia de Portugal, e a americanizaram, castelhanizaram, italianizaram, afrancesaram e a ela acrescentaram os falares indígenas brasileiros e africanos, e de outros povos que se fixaram no Brasil, ela distanciou-se substancialmente do Português, na fonologia, na ortografia, no léxico, na morfologia, na sintaxe e na semântica, deixando de ser Portuguesa e passando a ser uma Variante Brasileira do Português, que cada vez mais é apenas e unicamente Brasileira.

Aprendi a ler e a escrever no Brasil uma Língua, que quando regressei a Portugal tive de abandonar, para aprender a ler e a escrever Português. De volta ao Brasil, fui obrigada novamente a escrever Brasileiro, para continuar os estudos. E quando regressei definitivamente a Portugal , lá tive eu de abandonar o Brasileiro, para ficar com o meu Português.


Alguns editores brasileiros, para editar as obras de Saramago ou mesmo um livro que escrevi a contestar umas mentiras sobre Dom João VI, no livro 1808 de Laurentino Gomes, propuseram que fossem traduzidas para BRASILEIRO.



E dizem que a Língua Brasileira não existe?
Existe e deve ser assumida de uma vez por todas, pelo Brasil.


Um País sul-americano, com a projecção que tem no mundo, não precisa da muleta portuguesa para impor a sua própria Língua. Cabo Verde já assumiu a Língua Cabo-Verdiana, oriunda da Língua Portuguesa, tal como a Língua Brasileira é oriunda da Língua Portuguesa, que, por sua vez é oriunda do Latim.


É assim o ciclo das Línguas. Começam por ser dialectos e depois seguem o seu caminho como Línguas autónomas.


O Brasil NÃO tem uma Língua autónoma.
Está na hora de a ter.

 

Isabel A. Ferreira

Língua brasileira.jpg

 

«NO BRASIL, FALA-SE BRASILEIRO»

 

Por  Clarice Ribeiro

 

«Em Pindorama, o nome indígena do Brasil, falava-se 1200 línguas, essas línguas não morreram, elas resistem e existem, elas estão vivas na língua brasileira.

 

O brasileiro é falado no Brasil e tem status na Guiana Francesa, Paraguai, Suriname, Uruguai, Colômbia e Venezuela.

 

O brasileiro é uma língua que tem em sua base a herança portuguesa colonial, no entanto, tem influência de línguas indígenas, especialmente do tupi antigo. Também tem influência de línguas africanas, italianas, alemães e espanholas, sendo o galego o idioma espanhol que mais influenciou a língua brasileira.

 

Há várias diferenças entre o português e o brasileiro, especialmente no vocabulário, pronúncia, sintaxe e variedades vernáculas. Vários campos da pesquisa linguística já reconhecem que não há como considerar o português de Portugal e do Brasil a mesma língua, são línguas diferentes, compartilharem o mesmo nome não faz sentido.

 

Segundo Faraco, após a independência, no século XIX, "passou-se a viver um longo período de incertezas, titubeios e ambiguidades, sendo a língua ora designada de língua brasileira, ora de língua nacional", em 1935 houve projeto de lei para mudar o nome da língua oficial do país para "brasileiro", mas não foi aprovado. Em 1946, houve outro projeto, mas também não foi aprovada. É uma questão de justiça e independência, falamos brasileiro.

 

Fontes:

FARACO, C. A. História sociopolítica da língua portuguesa. São Paulo: Parábola Editorial, 2016.

BAGNO, Marcos. Português ou brasileiro? um convite à pesquisa. Parábola Editorial. São Paulo: 2001.

BAGNO, Marcos. Preconceito Lingüístico. São Paulo: Edições Loyola, 1999.

CIPRO NETO, Pasquale. O dia-a-dia da nossa língua. Publifolha. São Paulo: 2002.»

 

Fonte: https://www.facebook.com/photo/?fbid=951483376982949&set=a.122148426583119

***
Leituras obrigatórias:

VivaLinguaBrasileira_SergioR.jpg

***

«Língua Brasileira e Outras Histórias - Discurso sobre a língua e ensino no Brasil», livro da linguista brasileira Eni P. Orlandi que põe os pontos em todos os "is"

(Clicar neste título)

Eni Orlandi.jpeg

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 16:54

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Segunda-feira, 5 de Fevereiro de 2024

«Protecção contra a corrupção da Língua Portuguesa»

 

Carta enviada por Carlos A. Coimbra, um cidadão português que vive em Toronto (Canadá) há longos anos, a uma personalidade televisiva portuguesa, a propósito da corrupção activa exercida sobre a NOSSA Língua, à qual as comunidades portuguesas na diáspora estão atentas, e que defendem com unhas e dentes, ao contrário dos decisores políticos e apolíticos portugueses.

Isabel A. Ferreira

 

Língua 1.png

 

Texto de Carlos A. Coimbra

 

«Quero então expor-lhe as minhas ideias quanto à presença da Língua no Brasil nos média de Portugal.

 

Aliás, uma pessoa que se interessa por, e tanto pesquisou sobre descobrimentos, deve forçosamente dar importância à língua que "viajou" pelo mundo fora.

 

Há vários aspectos por onde entrar no assunto, mas começo com a diferença entre sotaque (ou pronúncia) e corrupção da língua.

 

Eu admito não conhecer Portugal tão bem como quem lá vive. Mas sei que há diferentes pronúncias, como do Alto Minho, da área do Porto, a inflexão de Alentejano, o por vezes quase incompreensível São Miguelense, e a "corrupçon" da Madeira.

 

Mas todos usam a mesma gramática, a mesma semântica, sem mudar a ordem das palavras, nem as alterar (um brasileiro diria alterar elas).

 

E o mesmo se mantém em relação a Angolanos e outros nacionais de territórios que foram portugueses, embora o sotaque deles seja mais carregado.

 

Só que continuam a falar o mesmo Português.

 

Lendo textos escritos por um português ou pessoa de proveniência africana, não podemos extricar qualquer evidência acerca da origem da pessoa.  

 

Aliás, como comparação, entre os vários espanhóis (castelhanos) falados, eu sei distinguir o Castelhano original, o Mexicano, o Cubano e Porto-riquenho (caribenho) e o Argentino.

 

Contudo, todos falam o mesmo Castelhano, com a mesma gramática e ortografia; a única distinção é o facto de usarem alguns termos locais.

 

E quanto ao Inglês, lendo textos escritos por americanos e britânicos, vemos a mesma língua, embora haja diferenças pontuais na ortografia (z/s, or/our, etc...).

Ninguém pensou em unificar a ortografia, nem em usar em permanência locutores do outro lado (embora os média americanos usem alguns jornalistas não-americanos no estrangeiro, por razões que têm a ver com obtenção de vistos, por exemplo).

 

Agora falando do Brasileiro, a coisa é muito mais séria.

 

A modificação que os escravos foram fazendo à Língua dos colonizadores, em termos de pronúncia e possivelmente função da gramática das Línguas nativas, levou até a que os Brasileiros de hoje troquem a ordem normal das palavras, não usem verbos correctamente e tanto mais.

 

Um brasileiro que falava bom português gramaticamente foi o Presidente Temer...

 

E então posso passar ao vício de meter um 'i' onde ele não existe: abisurdo, opitar, e inúmeros outros exemplos.

 

E é contagioso! Exemplo:

Um tempo depois do 07 de Outubro, os Israelitas levaram jornalistas à povoação chamada Sderot (além de hebraico, é assim que está escrito na placa à entrada: Quer dizer "Boulevards", plural de Sder - eles formam plurais em -ot e em -im).

 

Esse grupo incluía pelo menos um português e uma brasileira.

Eu sei, porque vi uma peça na RTP e outra na Globo, na mesma noite.

Ora a brasileira dizia Siderot, devido à aversão que os Brasileiros têm a dizer duas consoantes juntas (Lula inclusivamente).

E fiquei chocado por ouvir o jornalista português copiar a brasileira, também dizendo Siderot!

Ainda mais curioso, noutra ocasião, ouvi outra repórter brasileira que preferia dizer Isderot (idêntico o que fazem com 'esporte').

 

Ora todo este linguajar "à brasileira" passa muito para lá de questões de pronúncia ou entoação, e consiste em corrupção da Língua.

Não se pode deixar de dizer isso quanto à introdução de sílabas que não existem.

 

Infelizmente, a Língua Brasileira tem características dominantes, tal como o Castelhano, senão basta ouvir portugueses que vivem há muito tempo no Brasil ou na Venezuela...

 

Isto é devido às Línguas serem parecidas, e tal não acontece comigo nem com quem mora na França (adoptam certos termos, mas não lhes afecta a pronúncia).

 

Não questiono o direito ao trabalho em Portugal de brasileiros, mas não quero ouvi-los na rádio e televisão a falar de assuntos que não têm nada a ver com o Brasil.

 

Isto particularmente quando os sotaques portugueses e africanos que referi não parecem ter lugar cativo nos canais de TV a que tenho acesso, e esses falam Português!

 

Creio que jornalistas portugueses até devem ficar ofendidos por serem preteridos. O caso do brasileiro na TVI/CNN-P a comentar futebol é um exemplo extremo, pois dá a ideia que se esgotou em Portugal quem saiba falar do assunto!

 

Aliás, quando um canal aqui em Toronto adquiriu uma meteorologista com pronúncia australiana, pode crer que eu protestei...

 

O Português falado já sofre de tantos erros...

 

E bem basta a falta de respeito pela audiência que leva a cair no Inglês fácil, em parte pela perda de vocabulário, causando até asneiras devido a não saberem o significado das palavras (ouvi uma comentadora que quando falava do Suez, lembrou o caso dum barco que entupiu o canal, e disse que era um verdadeiro "checkpoint", quando tal seria um "bottleneck").

 

Qual a necessidade de usar alguém que nem fala o Português correcto, e que em qualquer momento pode dizer uma "brasileirice"?

 

Eu nasci com inclinação para lógica (levou-me aos computadores) e Línguas (passou de entretenimento a conhecer a fundo o Inglês, a falar Italiano além de Castelhano e Francês, e saber o suficiente de Alemão; as minhas maiores peneiras vêm de me ter ensinado mais que o suficiente Russo, antes de haver Internet).

E sou compreendido em muita coisa de várias outras línguas estranhas, sem pretender que as falo minimamente, só por diversão. Até o tradutor do Google me entende, e isso tem utilidade neste país de imigrantes.

 

Mas o que interessa aqui é que quero fazer o que posso para proteger o verdadeiro Português da influência do Brasileiro, e que não seja considerado "variedade europeia", como me escandalizou a professora Dr.ª Sandra Duarte Tavares, pois assim caracterizou o meu Português original, enquanto assessora da Língua (!) na RTP.

 

Ofenderam-me, insultaram-me, tanto o PM como o PR: um disse que até gostaríamos de falar com o sotaque brasileiro, e o outro lembrou-se de imitar (mal) a fala brasileira, enquanto Chico Buarque ficou de boca aberta a pensar sabe-se lá o quê do indivíduo...

 

Pois lembro-me de dois casos:

Num jogo amistoso entre não me lembro quem e um Benfica em que entraram Ricardo Araújo Pereira e Fernando Mendes, o Ronaldo (o original, chamado "Fenômeno" pelos brasileiros - com ô) magoou-se, foi para o banco e foi entrevistado: Lesionou-se? Hem? Lesionou-se? Heeeem? Machucou-se?

Aí ele finalmente entendeu...

 

E recordo que a propósito de não sei quê, no Brasil, perguntei a uma pessoa: mas que explicação lhe dão a si?

Nada de resposta até eu modificar a pergunta...

O 'lhe' e o 'a si' não faziam parte do entendimento da Língua da pessoa...

 

Isto está indecentemente comprido, mas eu queria apresentar os meus argumentos duma maneira mais completa, que não têm nada a ver com xenofobia (aprecio, por exemplo, o Português que ucranianos falam).

E tenho a certeza de que mais tarde vou lembrar-me de mais que podia ter escrito...

 

Cumprimentos,

Carlos A. Coimbra,

Toronto»

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 16:14

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Sexta-feira, 2 de Fevereiro de 2024

“Corrução”? No título de uma notícia “online”? Desde 31 de Janeiro? Esta gente devia ser chamada à Justiça por CORROMPER a Língua Portuguesa -- a Língua Oficial de Portugal

 

CORRUÇÃO.PNG

(Retirei hoje, esta imagem do site, mas se, por um acaso, se lembrarem de corrigir o erro (o que considerarei muito louvável), o link do texto, no fim desta publicação, confirmará a minha indignação)

 

Também na “Questão da Língua” há muita corruPção -- ainda por cima este é pronunciado e escrito nas mais diversas Línguas mundiais: Português, Inglês, Alemão, Castelhano, Francês, Ucraniano, Polaco, Romeno, Brasileiro, Catalão, Sueco, Luxemburguês, etc., por aí fora...

 

Ainda mais por cima o facto de este erro monumental estar online desde 31 de Janeiro, e não ter uma alminha que desse conta do erro e se apressasse a corrigi-lo para não deixar ficar mal os envolvidos, nomeadamente a RR. É o que faz contratar mão-de-obra barata ignorante.



No meu tempo de Jornalismo no activo, nos Jornais por onde passei, isto dava direito a um despedimento, muito bem despedido.

 

Quem assim escreve deve regressar ao 1º ano da Escola Básica, para aprender com um Professor com maiúsculo, como se escreve uma palavra tão simples como corruPção. Até os Brasileiros grafam à portuguesa este vocábulo, embora o pronunciem com ô, acrescentando-lhe um i: «côrrupição».



Bem sei que o AO90, muito ignorantemente, manda mutilar as palavras que tenham cês e pês não pronunciados. E então há gente que leva isto tão a sério, mas tão a sério, que quando vê um ou um à frente, instintivamente, elimina-os da palavra. Isto é de gente que não sabe pensar a Língua. E se não sabe pensar a Língua como pode exercer uma profissão em que a Língua é o seu mais precioso instrumento de trabalho?  Isto já ultrapassa a ignorância que políticos ignorantes permitiram que se disseminasse por aí, ao imporem ilegalmente um acordo ortográfico engendrado por Antônio Houaiss e Malaca Casteleiro, com as mais obscuras intenções.

Este tipo de erros estão espalhados por toda a parte, nas televisões  e nos jornais, revistas e publicações acordistas. E não há ninguém da classe intelectual, da classe docente, da classe política, da classe literária, da classe das letras, da Academia das Ciências de Lisboa que grite bem alto um BASTA a esta pouca vergonha?



Dizem-me: «ah! mas isto é uma gralha». Não, não é uma gralha. Uma gralha fica apenas uns segundos, vá lá, uns minutos online. Isto é ignorância, desleixo e nenhum brio profissional.



Seria um acto de inteligência genial, de um QI acima dos 140, que uma autoridade maior da República Portuguesa pusesse mãos a esta obra e extirpasse de uma vez este cancro chamado AO90, já com metástases espalhadas por todas as áreas do Saber, o qual está a matar a Língua Portuguesa.  

Este é o momento de dizer BASTA!!!!!!
Estamos com eleições à porta. Como estão a comportar-se os partidos políticos que se candidatam à corrida para o PODER, no que respeita a esta vergonha nacional?
Não haverá ninguém, entre os que governam, com vergonha na cara? Com brio político? Com inteligência genial? Terão todos um QI abaixo de 90Isto já ultrapassou a questão política. Isto já entrou no campo da falta de inteligência, da falta de bom senso, da falta de brio profissional, da falta de vergonha na cara.

 

Nunca Portugal esteve cotado tão por baixo como nos tempos que correm, que nem a sua Língua Materna uma boa fatia dos portugueses sabe escrever!!!! País tão cheio de analfabetos e semianalfabetos ao mais alto nível!!!!!

BASTA!!!!! Há que dizer BASTA! a esta vil subserviência a um País que maliciosamente usurpou a NOSSA Língua Portuguesa!

Se os governantes portugueses permitem tal abuso, nós NÃO permitimos.


Isabel A. Ferreira

Fonte da imagem:

https://rr.sapo.pt/noticia/pais/2024/01/31/uma-semana-depois-arranca-interrogatorio-a-suspeitos-de-corrucao-na-madeira/364976/

 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 16:28

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Sábado, 16 de Setembro de 2023

Não é verdade que o Português foi a língua-líder nos exames de acesso a universidades dos EUA, em 2023. A verdade é que foi a Variante Brasileira do Português que liderou, à qual, erradamente, chamam “português”

 

Andam por aí a vender gato por lebre, ao dizerem que o “português” registou o maior número de inscrições, batendo línguas como o Russo ou o Árabe, que integram o National Examinations in World Languages, conferindo créditos para acesso ao ensino superior nos EUA. E para chegarem aí chamam à Variante Brasileira do Português, Português, e depois a comunicação social portuguesa, sem o mínimo espírito crítico, diz que sim, e propaga a mentira, que muitos acham que é verdade, mas NÃO é.

Simplesmente, NÃO é.

 

Sabe-se que nos EUA existe uma colónia brasileira muito superior, em número, à colónia portuguesa. Daí que, seguindo uma política expansionista do vale tudo da Língua que se fala e escreve no Brasil, esta comunidade brasileira, que se apoia na muleta europeia, sem a qual não conseguiria impor-se, dá aulas do que denominam “português”, enganando, assim, os mais incautos. E a isto chama-se USURPAÇÃO de Património CVultural Imaterial alheio.

 

É preciso que se saiba o seguinte: a Língua oficial do Brasil denomina-se Portuguesa, unicamente por conveniência política. A língua, de facto, no Brasil, é a Brasileira, reconhecida por milhões de brasileiros, desde os tempos em que por lá andei a estudar. O Brasil jamais conseguirá singrar sem a sua MULETA europeia, daí continuar a fingir que existe um português do Brasil. NÃO há. O Português, que os Brasileiros herdaram [poderiam ter escolhido o Tupi-Guarani, depois da independência], foi completamente deslusitanizado, logo, já não é Português.

 

Além disso [mulher] tem outra coisa [para relembrar um marco da cultura musical brasileira (***)]: a deslusitanização foi de tal ordem que, no Brasil, e passo a citar: «Há alguns anos, o Ministério da Educação resolveu mudar os currículos e a metodologia do ensino da Língua Portuguesa. Até o nome da disciplina foi modificado oficialmente: saiu o Português dos programas e deu lugar à Comunicação e Expressão.» inDestratando o Português” – capítulo do livro «A Brasilidade dos Portugueses», págs. 144/145, de A. Gomes da Costa [falecido presidente do Real Gabinete Português de Leitura], crónica escrita em 20/08/2001.

 

E isto é um facto, mais do que comprovado.

 

É de lamentar que tenhamos uns governantes que, sofrendo de um brutal complexo de inferioridade, optam pela ignorância, acreditando nas baboseiras que uma esquerda brasileira ignorante anda por aí a espalhar, e que uma comunicação social portuguesa, muito servilmente (ou deverei dizer rendida ao deus pataca?), anda por aí a dizer ÁMEN.

 

Isabel A. Ferreira

 

(***) A Cultura Brasileira é riquíssima, a Variante Brasileira do Português também é riquíssima. Haverá necessidade de andarem a USURPAR o Português, que pertence à Cultura Portuguesa, para se imporem ao mundo? Não havia necessidade alguma, apenas por uma  secreta maldade o fazem . A cada Povo o que lhe pertence: a Portugal o que é de Portugal – o Português), e ao Brasil o que é do Brasil – a Variante Brasileira do Português. 

 

Português e Brasileiro.png

***

 

Eis um comentário com uma súmula perfeita do que realmente se passa, em relação a esta questão da Língua.

Daí que o tenha apensado ao meu texto, para que chegue a mais pessoas, porque, nem todos os que lêem o texto, lêem os comentários, no que fazem muito mal, porque, por vezes, nos comentários está escondida muita verdade.

Muito obrigada pelo esta sua análise, que condiz perfeitamente com a mais pura realidade.

Quanto aos totós alegres, penso que eles estão quase todos na classe política, na classe docente e na classe jornalística, porque o Povo não pensa, pelo menos, não pensa no que é essencial, e porquê? Porque não o INFORMAM, nem o FORMAM.

No meu tempo de Jornalismo, no activo, o lema era INFORMAR, FORMANDO.

Hoje, é o que se vê: uma subserviência bacoca ao Poder também bacoco.

 

***

Anónimo comentou o post Não é verdade que o Português foi a língua-líder nos exames de acesso a universidades dos EUA, em 2023. A verdade é que foi a Variante Brasileira do Português que liderou, à qual chamam, erradamente, “português” às 17:39, 16/09/2023 :

 

Aos brasileiros falta-lhes o conhecimento do que é Portugal e da sua cultura, boa ou má, mas portuguesa e, ao mesmo tempo, qual o contributo que Portugal deu ao Brasil para que hoje seja o império territorial que é, ou seja: metade do território de toda a América do Sul. A maioria desconhece a história do Brasil e não sabe falar Português porque os brasileiros estão independentes há duzentos anos e não ensinaram o Português aos seus cidadãos e no princípio do século XX não quiseram aceitar o estudo e a dinâmica linguística que Portugal imprimiu à sua própria língua. Basta ler Cândido de Figueiredo, membro da Academia de Lisboa e autor do dicionário de Língua Portuguesa de seu nome, para concluir que uma certa casta brasileira de iluminados não aceitava que Portugal desse orientações à sua própria língua e Portugal respeitou essa não aceitação. Agora, no último quartel do século XX, os brasileiros vendo no que se tinham metido, para ganhar tempo, propuseram a Portugal essa iluminada ideia de uniformização de ortografia mas com uma percentagem quase nula para eles e a grande percentagem de alteração para nós. Todos estes pormenores são quase desconhecidos da grande maioria dos portugueses. Portanto, há gato escondido com rabo de fora e a maioria dos portugueses são eufóricos com coisas pequenas e têm pouco jeito e rigor para analisar as coisas. Resultado: somos uns tótós alegres.
 
publicado por Isabel A. Ferreira às 16:15

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Quarta-feira, 7 de Junho de 2023

«Portugal tem de lutar para dar a supremacia ao Brasil» [Marcelo Rebelo de Sousa, 01.05.08]»

 

Texto publicado no Blogue Apartado 53 por JPG

 

 

Concatenando sequencialmente, como óbvias relações de causa e efeito, a invenção da CPLP, o Estatuto de “Igualdade” (2000), a imposição do AO90 (2011) e, por fim, o Acordo de Mo(r)bilidade (2021), ficam ainda mais claros os reais objectivos de toda a trama. Com a intensa, sistemática e longa campanha de desinformação — nesta se incluindo a paradoxal vitimização política dos beneficiados (123) e o silenciamento da oposição através do insulto e da ameaça (12345) –, os últimos dados revelam já que pelo menos três desses objectivos foram atingidos: a substituição da Língua portuguesa pelo crioulo brasileiro, a aculturação selvática e o estabelecimento de um Estado brasileiro na Europa[“post” “Igualdade” pela porta dos fundos”]

 

Como descomplicar o nosso idioma?

Diplomacia é determinante na união lusófona

 

Arnaldo Niskier

“Folha de S. Paulo” (Brasil), 03.06.23

Doutor em educação, é professor, jornalista e membro da Academia Brasileira de Letras (ABL);
presidente do Centro de Integração Empresa-Escola do Rio de Janeiro (Ciee/RJ)

Temos mais de 300 milhões de pessoas no mundo utilizando, como ferramenta de trabalho, a nossa querida língua portuguesa. A preocupação da Comissão de Lexicografia e Lexicologia da Academia Brasileira de Letras, hoje presidida pelo especialista Evanildo Bechara, tem sido a sua descomplicação. A esse empenho se juntam hoje o recém-eleito Ricardo Cavaliere e a competente imortal Ana Maria Machado.

Há temas que são verdadeiros desafios, como a discussão sobre a conveniência de adoção da linguagem neutra (todos, todas, “todes”), o emprego crescente da educação a distância, a incorporação do verbete “Pelé” ao dicionário oficial e o destino do Acordo Ortográfico de Unificação da Língua Portuguesa — muito criticado em algumas nações lusófonas, como é o caso de Angola.

Onde se fala português

São imprecisos os limites entre a norma culta e a linguagem popular. Ser moderno não é só adotar procedimentos de filmes, revistas, jornais e programas de televisão, como se faz em certas partes do Rio de Janeiro. Há um claro desejo de imitar o inglês, primeira língua de mais de 500 milhões de pessoas.

Felizmente, temos preciosos guardiões do nosso idioma, como os compositores Gilberto Gil, Caetano Veloso, Martinho da Vila, Noca da Portela e o premiado Chico Buarque, que recentemente fez um lindo discurso em Lisboa. Criticou os titubeios do governo federal passado, sobretudo no campo cultural.

Um só português em diferentes versões

É claro que desejamos ampliar os laços que nos ligam à Comunidade dos Povos de Língua Portuguesa (CPLP), como tem se referido continuamente presidenteLuiz Inácio Lula da Silva (PT). Sabe-se que só 3% dos 350 mil verbetes registrados no Vocabulário Ortográfico de Língua Portuguesa são escritos da mesma forma, o que merece uma ampla e contundente revisão. Eis aí um maravilhoso pretexto para a ação decisiva da nossa diplomacia, com o necessário trabalho em favor da sonhada unificação. O Itamaraty, numa nação que nem é tão rica assim, está empenhado em emprestar dinheiro aos povos necessitados. Não seria o caso de uma ação cultural mais expressiva?

Conheça alguns escritores dos países de língua portuguesa

A modalidade da educação a distância (EAD), em grande expansão no mundo, pode ser um precioso instrumento de harmonização de procedimentos. Está na hora de somar esforços nesse sentido.

Quando vem à tona o nome do inesquecível Pelé, pensamos se não é um verbete que uniria as nações lusófonas. O Dicionário Michaelis saltou na frente. Sugerimos acompanhar a bela iniciativa.

Queremos nos deter um pouco mais sobre essa homenagem ao craque. Ouvi de um acadêmico que não concordava com a ideia, “pois com o tempo o nome de Pelé poderia ser esquecido”. Argumento furado, pois a história sempre ligará o nome do atleta do Santos aos títulos conquistados pelo Brasil com a sua ajuda e os gols inesquecíveis do “Rei do Futebol”.

Chico Buarque recebe prêmio Camões pelas mãos de Lula; veja fotos

De toda maneira, este artigo está sendo feito em defesa da língua portuguesa e do seu futuro. A união lusófona é, politicamente, uma ideia altamente defensável e oportuna. A nossa diplomacia tem aí um belo campo de trabalho.

 

[Transcrição integral, conservando o brasileiro do autor brasileiro publicado num jornal brasileiro, incluindo as ligações internas do original. Inseri outros “links” (os de cor verde)
a “posts” do Apartado, com extractos apensos. Imagem de topo: recorte do site “Talk2Travel.]

a “posts” do Apartado, com extractos apensos. Imagem de topo: recorte do site “Talk2Travel“.]

 

 

 

 

 ***

Vemos, ouvimos e lemos e é DIFÍCIL de acreditar.
Como é isto possível?
Por onde andam os governantes portugueses?
A quem servem os governantes portugueses?
Para que servem os governantes portugueses?
Sabem responder-me?

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 19:05

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Quinta-feira, 4 de Maio de 2023

O brasileiro Erick de Castro Valverde dixit: « (...) desenvolvam políticas públicas para preservar os traços linguísticos do vosso povo, ou muito em breve, o que hoje se conhece como o sotaque Português de Portugal vai ser conhecido apenas por relat

 

Agradeço ao Erick a sua lucidez.

Lamento que em Portugal haja portugueses que não tenham a lucidez do Erick.

 

MANUEL ALEGRE.jpg

 

Erick de Castro Valverde respondeu a um comentário no post «Fonoaudióloga brasileira em Portugal luta para provar que fala português» às 16:37, 04/05/2023 :

 

Olá, Célia e Isabel! Concordo plenamente com a vossa colocação. Eu sou brasileiro, estudei em escola pública e atesto que a educação brasileira está muito aquém da portuguesa. Há até mesmo estrangeiros de outras nacionalidades se colocando como linguistas criando padrões para o Português falado no Brasil. Se nem os brasileiros em seu precário sistema de ensino conseguem dominar, imaginem estrangeiros de outras nacionalidades em solo brasileiro se colocando como letrados... Acho que isso já diz a que pés andam as equivalências educacionais... O "vitimismo" realmente impera. Vocês não imaginam os absurdos que algumas pessoas escrevem se houver uma simples fala que relacione a cor da pele ou questões sexuais. Eu aprecio e acordo com a vossa postura. Defendam tudo que preserve a cultura e as tradições do vosso povo. Infelizmente, Portugal está sobrecarregado de estrangeiros. Reconheço que há falta de mão de obra e a única forma de tapar essas lacunas é abrir as fronteiras para os imigrantes ( e os que tem vindo ultimamente, ao menos do Brasil, são da pior espécie), mas desenvolvam políticas públicas para preservar os traços linguísticos do vosso povo, ou muito em breve, o que hoje se conhece como o sotaque Português de Portugal vai ser conhecido apenas por relatos em livros de história. Um abraço do Alto Minho.

 


Um abraço de quem tem o Brasil como sua segunda Pátria, e tem a Cultura Brasileira no seu ADN.

 

E um ALERTA!!!!!!!

《(...) muito em breve, o que hoje se conhece como o sotaque Português de Portugal vai ser conhecido apenas por relatos em livros de história.》Diz o JPG que esta é uma frase assassina, sim, por isso, o Erick ALERTA para que Portugal desenvolva políticas públicas para preservar os traços linguísticos do NOSSO povo, OU, muito em breve, o que hoje se conhece no Brasil como o "sotaque Português de Portugal" vai ser conhecido apenas por relatos em livros de história.

E isto é uma verdade cruel. E se nada fizermos para SALVAR a NOSSA Língua, é isto que acontecerá, e é isto que eles pretendem: os de lá e os de cá.

Vamos deixar que isto aconteça?



Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 17:28

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Segunda-feira, 6 de Março de 2023

«Macau põe a língua de fora»

 

Macau põe a língua de fora

CAPÍTULO I
Disposição geral
Artigo 1.º

(Línguas oficiais)

1. As línguas chinesa e portuguesa são as línguas oficiais de Macau.
2. As línguas oficiais têm igual dignidade e são ambas meio de expressão válido de quaisquer actos jurídicos.
3. O disposto nos números anteriores não prejudica a liberdade de escolha, por cada indivíduo, da sua própria língua e o direito de a utilizar na sua esfera pessoal e familiar, bem como de a aprender e ensinar.
4. A Administração deve promover o ensino das línguas oficiais, bem como a sua correcta utilização.

Decreto-Lei n.º 101/99/

Muito se tem falado da CPLB, sempre torcendo a realidade para dar a entender que aquilo serve para mais alguma coisa além de encobrir politicamente o expansionismo brasileirista, mas na verdade essa fictícia “comunidade” de homens de negócios e caciques sortidos jamais fez fosse o que fosse além daquilo que identifica os dois tipos de sócios, ou seja, negócios para alguns e caciquismo para os restantes.

 

A Comunidade dos Países de Língua Brasileira, essa espécie de entidade especializada em efabulações — cuja eficácia apenas pode ser comprovada por alucinada estimativa, isto é, especulando sobre o número de débeis mentais que tais patranhas engolem — mas apenas interessada em cumprir à risca o plano de a) linguicídio, b) aculturação e c) anexação, nunca mexeu uma palha que escapasse à “lógica” imediatista do lucro.

 

Guiné Equatorial, um pequeno país de língua espanhola (Castelhano) governado pelo ditador Obiang, aderiu à confraria sem a menor dificuldade ou sequer um assomo de dignidade (e muito menos de indignação) por parte do 28.º Estado ou da “metrópole” federal.

 

Timor-Leste, um Estado-membro “exótico” onde menos de 10% entendem, 5% falam e 1% escrevem Português, recebeu o PR tuga pelo 20.º aniversário da independência e o dito convidou os timorenses para “irem mais a Portugal” (ver/ouvir reportagem, a partir dos 3m26s). À excepção dos professores de Português (portugueses, eu próprio fui um deles) e dos brasileiros que por lá já vão parando (a Austrália é logo ali), a CPL”P” não mete o bedelho na Terra do Sol Nascente.

 

Quanto a Cabo Verde, basta dizer, a respeito do CPLB, isto: Cabo Verde adoptou a sua Língua nacional, o Crioulo.

 

Se o Brasil é o “gigante” que tantos pategos tugas admiram, então Angola e Moçambique são dois grandes matulões que os mesmos pategos menosprezam. Assinaram ambas as fantochadas, CPL”P” e #AO90, mas não participam de forma alguma em qualquer dos acordos inventados pelo Brasil com a conivência de alguns mercenários portugueses. Nem Angola nem Moçambique ratificaram ou sequer dão sinais de pretenderem sujeitar-se à língua brasileira.

 

 Por fim, Macau. Apesar de recentemente ter havido algumas incursões exploratórias, a armar à “difusão e expansão” da língua brasileira, Macau ainda conserva algum tipo de imunidade tanto ao vírus do enriquecimento súbito (e brutal) como em relação a febres demagógicas e hemorragias de palavras ocas. Trata-se de uma região autónoma com Governo próprio, e ainda bem — no caso — que a China é um verdadeiro gigante ao pé do qual o Brasil (mais de seis vezes menor) terá de provar do seu próprio veneno supremacista. Resguarda-se assim Macau de contaminações, aquele belíssimo enclave, preservando em pleno viço o idioma de Camões.

 

Até quando se queixam de alguma coisa relacionada com a Língua Portuguesa, aos macaenses — honra lhes seja feita — apenas interessa resolver de imediato qualquer problema. Não fazem queixinhas a ninguém e nem lhes ocorre, decerto porque não são parvos, esperar que a CPLB vá lá impor-lhes a “língua universau”.

 

A este deputado Che Sai Wang não condecora o outro, o brasileirista-mor, o fulano dos “afetos”.

 

Criticada falta de meios e traduções tardias – Hoje Macau

Português | Criticada falta de meios e traduções tardias

João Santos Filipe
“Hoje Macau”, 2 Mar 2023

Che Sai Wang considera que os órgãos executivo, legislativo e judicial são maus exemplos da utilização da língua portuguesa. O deputado recorda aos governantes que o idioma de Camões também é oficial e pede medidas face à sua desvalorização

 

Apesar de o português ser uma língua oficial do território, os órgãos executivo, legislativo e judicial caracterizam-se por constantes limitações na utilização do idioma. A crítica é feita pelo deputado Che Sai Wang, ligado à Associação dos Trabalhadores da Função Pública de Macau (ATFPM), numa interpelação escrita em que pede medidas para contrariar esta tendência.

 

Uma das principais críticas de Che, tem a ver com o tempo que as autoridades demoram a fazer traduções do chinês para o português. E o deputado destaca o caso dos tribunais. “É necessário muito tempo para carregamento dos acórdãos dos diferentes tribunais no website. A publicação mais recente do Juízo Cível do Tribunal Judicial de Base foi no dia 28 de Abril de 2022, e a publicação mais recente do Juízo Laboral foi no dia 21 de Janeiro de 2021. Não obstante a publicação mais recente do Juízo Criminal ter sido no dia 18 de Janeiro de 2023, a data da publicação anterior foi no dia 8 de Outubro de 2021, ou seja, registou-se um intervalo de dois anos”, apontou Che.

 

O Governo também não se livra de críticas, principalmente devido à suposta promoção da governação electrónica. Para Che é uma implementação a duas velocidades, em que a língua portuguesa é sempre descurada.

 

“O Governo não tem parado de realçar a necessidade de se continuar a promover o governo electrónico, mas a não divulgação atempada de informações impossibilita o respectivo acesso por parte do público, impedindo a implementação do governo electrónico e prejudicando o direito à informação dos residentes”, acusa.

 

Vamos lá “optimizar”

Num contexto em que a língua portuguesa está cada vez mais de marcha-atrás engatada, Che quer saber o que vai ser feito para “assegurar a utilização simultânea das duas línguas”. “De que medidas dispõe para o efeito?”, questiona. “O Governo deve ainda recrutar mais tradutores e actualizar, atempadamente, as informações em ambas as línguas, para evitar prejudicar os direitos e interesses dos residentes ao nível da respectiva consulta. Vai considerar fazê-lo?”, pergunta.

 

Ao mesmo tempo, Che WaiSang questiona o número de serviços do Governo com capacidade efectiva para cumprir as leis em vigor, no que diz respeito à utilização do português.

 

“Nos termos do n.º 1 do artigo 6.º do Decreto-Lei n.º101/99/M, ‘[t]odos têm o direito de se dirigir numa das línguas oficiais, oralmente ou por escrito, a qualquer órgão da Administração, bem como às entidades concessionárias no exercício de poderes de autoridade, e a receber resposta na língua oficial da sua opção.’ Actualmente, quantos serviços públicos cumprem e põem em prática, com rigor, esta norma?”, interroga.

 

Posted in Manchete, Política
Temas che sai wang, tradução

 

[Transcrição integral de artigo publicado no jornal “Macau Hoje de 02.03.23. Destaques meus. Imagem de topo de: semanário “Ponto Final” (também de Macau e também em Português)]

 

[Nota: não é mera coincidência o padrão da calçada portuguesa em Macau ser igual ao da imagem de cabeçalho do Apartado 53. Trata-se, evidentemente, de um traço cultural sui generis que se encontra em todos os países e territórios que foram outrora colónias portuguesas. Incluindo o Brasil.]

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 16:55

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Quarta-feira, 8 de Fevereiro de 2023

«“Não falo o português.” Ah, pois não, não.»

 

 

Dada a sua evidente raridade, merece destaque o reconhecimento que uma autora brasileira publicou, em brasileiro, num jornal diário português. “Não falo o português”, diz ela. E diz muitíssimo bem.

 

A expressão “português do Brasil” está de tal forma enraizada no imaginário de alguns portugueses e na estratégia política do Brasil que chega por vezes — tanto nos meios mais passivos, porque ignorantes, e são muitos, como nos círculos mais bajuladores e parolos, que são ainda mais — a passar por verdade incontestável. Nada de mais falso, evidentemente, e nem o matraquear constante de tão bizarro wishful thinking (ou tão estranha alucinação) de uns e de outros, analfabetos e deslumbrados, poderá jamais abalar a realidade: a Língua Portuguesa e o brasileiro são tão diferentes entre si como o Português e o Galego, por exemplo, mesmo dando de barato que a Língua Galega, ao contrário da brasileira, mantém intactas as estruturas gramaticais — nomeadamente a sintaxe — comuns a ambas as Línguas.

 

Para ilustração da similitude entre o Português e o Galego, o que exclui liminarmente dos termos de comparação a língua brasileira, serviria qualquer uma das milhares de gravações “made in” Galiza que se podem encontrar no Youtube. Servindo apenas de exemplo, por conseguinte, mas também porque versa um assunto relacionado com a colonização linguística, o vídeo seguinte ilustra perfeitamente a evidência: Português e Galego são efectivamente quase iguais, com regras comuns, inteligíveis e coerentes entre si.

 

 

Portanto, como mais uma vez se vê e comprova — aliás, caso alguma dúvida subsista, basta ir a Sanxenxo, por exemplo, que é já ali, e falar seja com quem for –, entre o Português e o Galego existem muito menos diferenças do que entre o Português e o brasileiro. Repita-se: as duas línguas ibéricas partilham exactamente as mesmas regras gramaticais, ao passo que a ex-colónia sul-americana as demoliu; os brasileiros têm obviamente o direito de fazer o que entenderem com aquilo que aos brasileiros pertence, incluindo a língua cuja origem portuguesa tanta repugnância lhes causa.

 

Justificam-se assim os encómios devidos à “jornalista formada pela Universidade de São Paulo, especializada em Jornalismo Digital“, por ter ousado — ou terá sido por mera distracção, quem sabe — escrever e publicar, para variar, contrariando a pandemia de públicas mentiras e negócios privados, a verdade, toda a verdade e só a verdade: não fala português.

 

Pode até não ser exactamente um acto revolucionário, ao contrário do que escreveu Orwell, mas a verdade liberta (João 8:32) ou, pelo menos, não merece castigo.

 

Saudações, PT (BR)

Com uma expressãozinha pequena, revelo minha brasilidade e descubro, todo dia, que não falo o português.

Letícia Sorg “Público”; 6 de Fevereiro de 2023

 

Na escola brasileira, ao lado de clássicos nacionais, como Machado de AssisJoão Guimarães Rosa e Clarice Lispector, os alunos precisam ler obras de Eça de QueirozAgustina Bessa-Luís e José Saramago. Comigo não foi diferente. Naquela altura, aos tropeços de uma jovem leitora preocupada com exames, pouco me importava de que lado do Atlântico estava cada autor. Já me era suficiente saber as escolas literárias e os estilos de cada um.

 

Não me recordo de ter estranhado mais o vocabulário de um Eça do que de um Machado. Os textos de ambos eram maravilhosamente diferentes e belos aos meus olhos adolescentes. E talvez tenha nascido bem ali uma grande ignorância que ora confesso: sempre achei que a minha língua fosse o português. Desde o ano passado, porém, venho descobrindo que falo um português.

 

A minha conclusão é de uma obviedade acachapante para os portugueses, que cresceram a ouvir os brasileiros tomando liberdades com sua língua materna novela atrás de novela. Nunca imaginei que agradeceria a Manoel Carlos por ser tão bem percebida (vejam como estou a aprender, sem gerúndio também). Viva o nosso softpower, que agora passa também por youtubers e influenciadores digitais que cruzam fronteiras.

 

No Brasil, especialmente em 1980 e 1990, porém, não tivemos a sorte de ter contato com produções culturais portuguesas que nos apresentassem as diferenças linguísticas e nos preparassem os ouvidos. No máximo, de vez em quanto, topávamos com algum software que pedia para escolher: PT-PT ou PT-BR? Algo que eu fazia sem dar qualquer atenção.

 

Trata-se de uma ignorância tão grande que o ex-presidente brasileiro Jair Bolsonaro, ao ouvir a pergunta de um jornalista português numa coletiva de imprensa, no ano passado, respondeu que não sabia falar… espanhol. Mas, bem, às vezes eu também tinha dúvidas se ele e eu falávamos a mesma língua!

 

Este é meu primeiro contato mais intenso com Portugal. Antes disso, só havia cá estado (ou estado aqui, se eu for seguir o meu português) uma vez, em 2018, para um evento quase todo em inglês. E não há um dia em que eu não descubra uma palavra ou expressão novas. Talvez eu não tenha reparado que Eça falava outro português porque, naquela época, não havia nem autocarrro/ônibus, nem telemóvel/celular.

 

Também tenho de lidar com a sensação diária de escrever e/ou falar “errado” – o que é particularmente incômodo para alguém que trabalha com a língua. Há regras diferentes para os porquês e, confesso, ainda me dói ver uma pergunta com “porque” juntinho.

 

Falando em juntinho, adoro a relação dos portugueses com o diminutivo. Há jantarinhos e até beijinhos que podem, ainda assim, ser grandes. Beijinhos esses que me causam alguma confusão quando enviados “para si”. No Brasil, esse pronome oblíquo só é usado de maneira reflexiva em referência à terceira pessoa. “Ele cuidava de si próprio” seria levemente pleonástico, por exemplo. Quando enviam “beijinhos para si”, logo penso num “autobeijo”, para só depois retribuir. E, com essa breve observação linguística, espero ter ajudado os portugueses a ler o olhar confuso que pode surgir em alguns brasileiros diante de uma situação tão gentil.

 

Mais curioso, porém, foi perceber que basta uma reles palavra ou expressão para descortinar minha origem toda.

– Tô!

– Alô?

A rigor, ao atender o telefone, queremos só testar se o canal está funcionando: tanto faz a palavra que se usa. Mas não deixa de me soar divertida a maneira portuguesa de cumprir essa função fática. Quando alguém diz “por favor” (não “faz favor”) e “imagine” (no lugar de “por nada”), também é quase como se apresentasse um passaporte brasileiro. Agora, com licença, que achei bem elegante essa forma PT-PT de dizer “tchau”, mas deixar entreaberta a porta da comunicação.

 

A autora escreve em português do Brasil. Jornalista formada pela Universidade de São Paulo, especializada em Jornalismo Digital


[Transcrição integral (incluindo “links” a azul e destaques a “bold”) de artigo, da autoria de Letícia Sorg, publicado pelo jornal “Público” em 6 de Fevereiro de 2023. Sendo a autora brasileira, esta transcrição não foi corrigida automaticamente. A expressão “português do Brasil” é da autoria do “Público”. Destaques e “links” a cor verde acrescentados por mim.]

 

 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 15:09

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Terça-feira, 7 de Fevereiro de 2023

Estão a infiltrar a Língua Brasileira por toda a parte, e os Portugueses CALAM-SE?

 

Eu NÃO me calo. Eu barafusto. Eu indigno-me. Eu não sou servilista. Eu não sou seguidista. Eu não sou um ser rastejante. Eu sou um animal vertebrado.

Também NÃO sou xenófoba, nem racista. Escusam de estar para aí a chamar-me o que não sou. Pugnar pelo MEU Património Cultural, que está a ser AMEAÇADO e DESTRUÍDO, NÃO faz de mim xenófoba ou racista, até porque a Cultura Brasileira, também faz parte da MINHA Cultura. Porém, meus caros Brasileiros, amigos, amigos, negócios à parte, sempre ouvi dizer, e levo isto muito a peito.

 

Ainda se eu NÃO soubesse o que está por detrás desta infiltração, talvez caísse nesta armadilha. Mas sabendo, como sei, da tramóia que está por detrás desta imposição à força da Língua Brasileira por toda a parte, nas redes sociais, na Internet, convidando-me a consultar o Google em Inglês, e a ter o computador em Inglês, e o Telemóvel em Inglês, só para NÃO ter de levar com uma linguagem de bradar aos céus (Jorge Amado, Machado de Assis, José Mauro de Vasconcelos, Carlos Drumond de Andrade, Cecília Meireles, Mário Quintana, Manuel Bandeira, Olavo Bilac, Cora Coralina, Vinício de Morais, enfim, os clássicos brasileiros, devem estar a dar voltas na tumba, com o linguajar brasileiro do seculo XXI d.C.), é meu DEVER (devia ser dever de TODOS os portugueses) NÃO ficar calada, e NÃO aceitar esta imposição, como facto consumado.

 

E o pior disto tudo é que escrevem a Língua à brasileira, e continuam a chamar-lhe "português”.

 

O Facebook/Meta, hoje, “convidou-me” a partilhar o vídeo das minhas memórias, nesta rede social.

Vou aqui partilhar esta "memória", fixa numa imagem, apenas por um motivo: quero perguntar ao Facebook por alma de quem é que se dirigem a mim, em BRASILEIRO, como se eu NÃO estivesse em PORTUGAL, e como se a Língua Portuguesa NÃO existisse?

 

Eu NÃO me CADASTREI no Facebook em 2009.

Eu ADERI ao Facebook, em 2009.

 

Estamos em PORTUGAL, e a Língua de Portugal é a LÍNGUA PORTUGUESA DESACORDIZADA.

 

E mais: apesar de me darem a opção de PARTILHAR o vídeo, no momento de o publicar, BARRARAM-ME a publicação.

 

Consegui dar-lhe a volta. O vídeo não pode ser visto, mas o recado aqui fica.


Isabel A. Ferreira

 

CADASTRAR.PNG

 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 16:39

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Quinta-feira, 5 de Janeiro de 2023

Funeral de Bento XVI: Portugal foi hoje humilhado no seu bem cultural mais precioso: a Língua Portuguesa, a qual, na leitura da “Oração dos Fiéis”, foi substituída pela Variante Brasileira do Português, como sendo Português…

 

… e Marcelo Rebelo de Sousa, que esteve presente neste funeral, a representar um país leigo e o seu Povo, qual Povo esteve a representar: o Português ou o Brasileiro? Queremos crer, pelo que ouvimos, que foi o povo Brasileiro, obviamente.

 

Capture.PNG

 

Não esquecer que Portugal é o Berço da Língua Portuguesa.

 

Não esquecer que a Língua Portuguesa é uma Língua Indo-europeia, que identifica PORTUGAL, um país que se diz livre, ma non tropo, pelo que se viu.

 

Não esquecer que quando numa cerimónia, como a que assistimos hoje, é lida a “Oração dos Fiéis”, em várias Línguas, as Línguas que ali são lidas, representam os Países dos quais são Línguas-Mãe, que deram origem às suas Variantes.

 

Porém, tanto quanto sabemos, e o mundo culto também sabe, o PORTUGUÊS é a Língua que representa Portugal, ou deveria representar, se tivéssemos governantes portugueses. Infelizmente, mudaram de nacionalidade.


Pois não foi por acaso que, quando se ouviu que a «Oração dos Fiéis” ia ser lida em PORTUGUÊS, aparece um brasileiro para ler a oração com os seus tchis e djis, representando a Variante Brasileira do Português, e NÃO o Português propriamente dito.

 

Mas tal, não passou despercebido a quem sabe destrinçar entre uma Língua-Mãe e uma Variante dessa Língua-Mãe. E isto só fica mal aos que, neste momento, desgovernam Portugal, sem um pingo de dignidade, sem um pingo de honestidade cultural, sem um pingo de lealdade para com o Povo Português, povo esse, que, no entanto, se encolhe como um lagarto de couve, quando é tocado por algo que não faz parte do seu corpo.  


A Variante Brasileira do Português NÃO representa a Língua Portuguesa. Mais depressa a representariam os Angolanos, por exemplo, do que os Brasileiros, porque os primeiros NÃO desenraizaram a Língua que adoptaram depois da descolonização. Os segundos deslusitanizaram-na e continuam, indevidamente, a chamar-lhe portuguesa. E este é o cerne de toda esta questão.

 

Portugal ficou muito mal neste funeral, em todos os sentidos.



Observação: antes que os Brasileiros menos instruídos, e os Portugueses desinstruídos, que confundem a nossa indignação, o nosso sentimento de amor pelo País que nos viu nascer, e o nosso sentido crítico, ao defender o mais precioso património que nos identifica como um POVO – a Língua Portuguesa - com xenofobia, racismo ou preconceito, e nos insultam com essa ignorância, sugiro que procurem um bom dicionário e leiam e releiam o significado de xenofobia, racismo e preconceito, para que saibam que DEFENDER o que é NOSSO, quando outros tentam usurpá-lo indevidamente, é um DEVER. Porque até os cães ferram os donos, quando lhes mexem na comida.

 

Isabel A. Ferreira

 

Bento XVI.png

O Papa Emérito Bento XVI / Foto: Dario Pignatelli (Vatican) – Reuters

 

Comentário sobre a matéria em causa:

Comentário 3.PNG

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 16:48

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