Domingo, 19 de Junho de 2022

O Grito do Ipiranga da Variante Brasileira da Língua Portuguesa deve ser gritado, para pôr cobro a algo que desonra o Brasil e Portugal (*)

 

Por Francisco João (Membro fundador do Movimento em Prol da Língua Portuguesa – MPLP)

 

Sendo um leitor assíduo do Blogue «O Lugar da Língua Portuguesa» tomei conhecimento do artigo publicado no dia 15 de Junho de 2022, sobre os ataques de «centenas de brasileiros incultos a chispar LUSOFOBIA por todos os poros»:  

https://olugardalinguaportuguesa.blogs.sapo.pt/desde-ontem-que-o-grupo-novo-movimento-380362

 

Pela mesma ocasião, li igualmente, com muito interesse, um outro artigo publicado no dia 14 de Junho de 2022, intitulado «O 10 de Junho, a Língua Portuguesa e a Bolha onde, fora da realidade, “vive” o constitucionalista Jorge Miranda» o qual critica “atropelos” à Língua Portuguesa:  

https://olugardalinguaportuguesa.blogs.sapo.pt/o-10-de-junho-a-lingua-portuguesa-e-a-379680

 

PEDRO HENRIQUE.PNG

(Comentário de um Brasileiro, no Facebook)

 

O primeiro artigo reflecte claramente a situação trágica em que se encontra actualmente a LÍNGUA PORTUGUESA, situação essa que só foi possível, pela irresponsabilidade de uma certa classe política que, certamente passará para a História sim, mas como traidores à Pátria de Fernando Pessoa.

 

Essa traição à Língua Portuguesa, à Nação Portuguesa e à sua Constituição, começou bem antes da Resolução Nº 8/2011 do (des) governo do altamente tóxico José Sócrates, um político profissional que levou o País à bancarrota, como é do conhecimento público. É sempre útil referir aqui que foi esse Executivo que, utilizando uma simples Resolução em Conselho de Ministros (RCM 8/2011), “mandou aplicar” o chamado acordo ortográfico AO90! É necessário relembrar igualmente que uma simples RCM não tem força de Lei e que apenas um Decreto ou um Decreto-Lei o pode fazer, num Estado de Direito que não viole a sua própria Constituição. Até à data esse Decreto ou Decreto Lei NÃO EXISTE! Este facto parece ter escapado a muitas pessoas, sejam elas constitucionalistas ou não. Como diz o ditado: «não há pior cego do que aquele que não quer ver»!

 

Agora pergunta-se: porque que é que não querem ver? Alguém tem uma explicação?

 

Em contrapartida, o que existe é o Decreto Nº 35.228 de 8 de Dezembro 1945, o qual jamais foi revogado! Por conseguinte, tudo o que foi feito a partir da RCM 8/2011 é ilegal e inconstitucional, incluindo Resoluções da Assembleia da República, etc., como aliás o está amplamente provado, inter alia, num célebre livro do Professor/Embaixador Carlos Fernandes intitulado «O ACORDO ORTOGRÁFICO NÃO ESTÁ EM VIGOR».

 

Na verdade, o descalabro começou com uma negociata que está amplamente demonstrada no artigo intitulado «O Negócio do Acordo Ortográfico»:  

https://olugardalinguaportuguesa.blogs.sapo.pt/o-negocio-do-acordo-ortografico-172469

 

Esse descalabro só foi possível, e será necessário repeti-lo até que a irresponsabilidade de uma certa classe política seja reconhecida pela História sim, mas como traidores à Pátria de Fernando Pessoa.

 

Quanto ao segundo artigo, ele demonstra, a meu ver, que a situação de descalabro da Língua Portuguesa, embora tenha sido provocada inicialmente pela traição da classe política acima referida, este descalabro continuou até hoje, infelizmente, devido a muitas pessoas como, por exemplo, o constitucionalista Jorge Miranda que, embora fale de “atropelos” à Língua Portuguesa, não tira a conclusão que se impõe na ordem jurídica internacional e nacional, quanto à inconstitucionalidade do chamado AO90, que na verdade é um Tratado Internacional, regido pela Convenção de Viena (Direito dos Tratados) e cujos instrumentos de ratificação continuam sem serem tornados públicos pelo País Depositário desse Tratado (Portugal- Ministério dos Negócios Estrangeiros)!

 

Essa prepotência, melhor, mais essa prepotência contribui assim para a ausência da necessária transparência praticada em países democráticos e em Estados de Direito.

 

Este facto só por si levanta algumas [ou muitas?] dúvidas … O que precede faz, portanto, parte do trabalho, das competências e do dever de um constitucionalista, como por exemplo o acima referido e que, aparentemente, prefere não se preocupar com isso. Deve ter as suas razões …. Que já foram apontadas no artigo supra (datado de 14 de Junho). Mas estas questões estão longe de estar encerradas. É, portanto, urgente… esperar.

 

O que sobressai do acima muito sucintamente exposto, demonstra amplamente que tudo isso já não é mais uma questão de pseudo-acordos ortográficos, mas sim uma questão política cada vez mais escaldante.

 

Na verdade, sempre foi uma questão política e de negociatas! Mas tudo terá um termo.   

 

Cada vez mais, esta questão reveste-se de outros aspectos suplementares, isto é, a do respeito pelo Povo Português, do respeito pela Nação Portuguesa e pela sua Identidade, do respeito e da preservação da sua Língua Oficial e consagrada na Constituição, e da sua Cultura.

 

E o corolário do que precede é que, doravante, toda esta questão de pseudo-acordo ortográfico passa a ser igualmente uma questão de soberania nacional, de defesa da dignidade, da reputação da Nação Portuguesa que é e continua a ser publicamente insultada, assim como o seu Povo e a sua Língua, que é um vector essencial do seu Património Imaterial e protegida pela Convenção para a Salvaguarda do Património Cultural e Imaterial (CSPCI) da UNESCO.

 

Portugal tem o dever e a obrigação de se defender e de rechaçar os ataques repugnantes de que foi alvo recentemente, sem esquecer os do passado, como, por exemplo, a Segunda Onda Anti-Lusitana no Brasil, na 2ª década do Século XX: a expulsão dos Pescadores da Póvoa de Varzim que trabalhavam no Brasil, etc.. Os exemplos, infelizmente, não faltam.

 

E essa questão é do foro dos governantes, cujos deveres passam também pela defesa do nome e da reputação da Nação Portuguesa, assim como da sua LÍNGUA OFICIAL, a qual continua a ser constitucionalmente o PORTUGUÊS.

 

Jamais pode ser ou será um dialecto Estatal, que foi imposto ilegalmente (através de uma simples RCM 8/2011) o qual é apenas praticado em Portugal!!! Nenhum outro país, pratica esse dialecto, e muito menos o Brasil que dispõe e há já muito tempo da sua própria Língua, ou seja, a LÍNGUA BRASILEIRA, a qual é uma Variante (entre várias outras) oriunda do Português. Isto é facto, e muitos brasileiros no passado lutaram pela sua própria Língua. Essa luta não acabou e só findará quando os Brasileiros soltarem o derradeiro grito, aquele que ainda falta, ou seja, o “Grito do Ipiranga Linguístico”.  E já vai sendo tempo…

 

Os governantes foram eleitos para isso mesmo e são remunerados com o dinheiro dos contribuintes, ou seja, do erário público. Em contrapartida espera-se e deseja-se que façam o trabalho que lhes foi atribuído pelo Povo Português, em repetidas eleições, e cujo contrato moral está longe de ser respeitado pelos governantes. Esta situação é igualmente anormal em Democracia

 

Os governantes terão de o fazer, sob pena de se desonrarem, e para sempre! Para sempre a História não terá piedade alguma deles, e, para sempre, serão considerados traidores e coveiros da Pátria de Fernando Pessoa, da Língua Portuguesa, da Língua Oficial da Nação Portuguesa e do Povo Português.  

 

Portugueses dignos e verticais nunca esquecerão como a nossa Nação, a nossa Cultura, a nossa Língua estão a ser enxovalhadas por um certo tipo de brasileiros, por indivíduos incultos e muito ignorantes e que, afinal de contas, ao cuspir dessa maneira em Portugal, na Língua Portuguesa e nos Portugueses estão, na verdade, a escarrar em cima de si próprios e dos próprios antepassados!

 

Não esquecer que eles são meros descendentes de colonos portugueses, (castelhanos, italianos, etc., etc.). É bom não esquecer isto! É também irrefutável que os Brasileiros de raiz são os INDÍGENAS!

 

Agora veja-se como eles, os Brasileiros de raiz, os Indígenas, são HOJE tratados por esses brasileiros, descendentes de colonos, cuja cultura consiste essencialmente em ESCARRAR, em VOCIFERAR, em INSULTAR outros Povos e outras Nações. Neste caso a Nação Portuguesa, o seu Povo, a sua Cultura e a sua Língua.

 

Em abono da verdade devo sublinhar que se trata de um certo tipo de brasileiros, jamais de todos os brasileiros. Que fique bem claro!

 

Ou já esqueceram?

Sim é sabido que a memória é selectiva e este tipo de ataque é muito revelador e desedificante, pois em nada dignifica o Povo Brasileiro, e a Nação Brasileira.

 

Todos os Povos têm no seu seio elementos que são e constituem uma vergonha para todos os outros. É facto. Mas isso deve e tem de ser combatido e denunciado. E é isso que aqui faço, hoje, porque penso que é a atitude correcta e adequada.

 

Portanto, compete, agora plenamente aos Órgãos de Soberania (o Executivo e em especial ao Presidente da República, ao Poder Judicial e ao Poder Legislativo) do Estado Português, de se apoderar desta questão, a fim de que as necessárias medidas sejam tomadas ao mais alto nível, não só no que respeita à Língua Portuguesa (tal como estipulado no Decreto  Nº 35.228 de 8 de Dezembro 1945, o qual jamais foi  revogado) mas também no que respeita a porem cobro aos actos hostis repetidos desde há várias gerações, atrozmente,  ainda mais repugnantes recentemente e dirigidos a toda a Nação Portuguesa e à sua Língua Oficial.

 

Como é óbvio, tal terá de ser feito em cooperação e paralelamente com os Poderes homólogos no Brasil. Estes actos têm de ser devidamente analisados e levados ao conhecimento das Autoridades Brasileiras, informando-as de que estes ataques são uma questão muito grave e muito séria.

 

Na verdade, estes ataques além de serem repugnantes são cada vez mais violentos (verbalmente no presente, não o tendo sido no passado, é bom não esquecer) e cada vez mais frequentes, incluindo nas chamadas Redes Sociais.

 

Estes ataques não datam de hoje. Ocorre-me agora o rompimento das relações diplomáticas entre Brasil e Portugal, pelo presidente Floriano Peixoto, em 13 de Maio 1894. Há um testemunho atroz, repugnante que muitos portugueses e brasileiros desconhecem, e bastante revelador da corrente hostil a Portugal.

 

Trata-se de uma mensagem de apoio do Clube dos Jacobinos de São Paulo a Floriano Peixoto, na qual se prometia combater os estrangeiros, especialmente «os portugueses, raça inferior, povo refractário ao progresso, nosso inimigo de todas as épocas, causador de todos os nossos males e do nosso atrazo» (Cf.  o livro de Suely R. R. Queiroz - 1986 “Os Radicais da República” São Paulo, Editora Brasiliense).

 

Este é apenas um exemplo particularmente violento e nojento, entre outros que muitos de nós conhecemos sobejamente.

 

Não posso acreditar, nem nenhum português aceitar que as Autoridades Brasileiras possam ser complacentes com estes procedimentos de outrora, mas que se tornaram actualmente cada vez mais hostis e demasiado violentos (verbalmente, por enquanto, mas até quando?) contra o Povo, a Cultura e a Língua do País fundador do Brasil. 

 

Sem esquecer os ataques igualmente violentos e repugnantes contra as Nações Angolana e Moçambicana e os respectivos Povos.  

 

Todos os Portugueses deverão começar a pedir contas aos governantes que, se não reagirem e não tomarem as medidas adequadas, ficarão para sempre cobertos de opróbrio, por não defenderem a Nação que viu nascer, no seu seio, grandes homens e grandes mulheres. E estes governantes tornar-se-ão cada vez mais pequenos, cada vez mais insignificantes e cada vez mais longe de Portugal.

 

Francisco João

(*) O título desta publicação é da responsabilidade da autora do Blogue.

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 18:21

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Quarta-feira, 15 de Junho de 2022

Desde ontem que o Grupo NOVO MOVIMENTO CONTRA O AO90 está a ser atacado por um bando de mais de uma centena de brasileiros incultos a chispar LUSOFOBIA por todos os poros

 

Embora a LUSOFOBIA dos brasileiros incultos, a quem esquerdistas, também incultos, fizeram uma lavagem cerebral, não seja um fenómeno novo (já era assim quando eu por lá andei, faz uns quarenta anos), ele está a aumentar em Portugal, a um ritmo bastante acelerado, nas redes sociais, no YouTube, no Google, enfim, em todos os lugares onde os deixam bolçar essa LUSOFOBIA que os sufoca, com uma intenção unicamente política.


E isto acontece por um só motivo: inacção, incompetência e uma rastejante subserviência dos governantes portugueses e dos que ao redor deles GRAVITAM, aos milhões, que eles consideram irmãos.

 

Para saberem do que estou a falar, e se não ouviram, ouçam os discursos dos constitucionalistas Jorge Miranda e Marcelo Rebelo de Sousa que, por acaso, também é o presidente da nossa triste República DOS Bananas, na celebração do “10 de Junho”, em Braga. A BAJULICE foi de tal modo evidente que saltou barreiras e soltou os bandos.

 

É óbvio que me refiro unicamente aos brasileiros incultos, que incultos esquerdistas adestraram, para andarem por aqui e por ali a bolçar o fel contra Portugal e os Portugueses, que lhes revolve as estranhas, há demasiado tempo.

 

Como já lá diziam os nossos antepassados: quem não se sente, não é filho de boa gente – ou  seja, quem não reage numa situação em que é apatanhado, ou não tem honra, ou não tem princípios –  venho EU, como sempre o fiz no Brasil e o tenho feito no meu País, lavar a honra de Portugal e dos Portugueses, que me apoiam, uma vez que não temos POLÍTICOS, com os frutos da horta no devido sítio, que ponham fim a esta pouca-vergonha, gerada por uma LUSOFOBIA PATOLÓGICA, que apouca o Brasil e os Brasileiros Cultos, os quais, por serem em muito menor número do que os brasileiros incultos, a voz deles não se faz ouvir.

Aqui deixo uma pequena amostra dessa LUSOFOBIA (mais os sorrisinhos idiotas nos comentários) que, desde ontem, no Facebook, anda a atacar o NOVO MOVIMENTO CONTRA O AO90. Entretanto, o Grupo já limpou todo esse lixo. Esta amostra foi o que consegui captar a tempo.

Ajuízem por vós próprios, mas não me venham falar em racismo ou xenofobia da minha parte, porque isso não é para aqui chamado, e pertencerá à estupidez. Isto só tem a ver com HONRA.  Sabem o que isso é?

 

Pelas caras dos cárinha estamos diante de catraios. Mas os catraios são os paus-mandados dos políticos que estão por detrás disto. Não se esqueçam disso! E por serem catraios têm de ser reeducados.


Isabel A. Ferreira

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publicado por Isabel A. Ferreira às 16:01

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Quarta-feira, 25 de Maio de 2022

Uma interlocução luso-brasileira ao redor da Língua Portuguesa

 

A  Apeiron edições publicou a imagem que se segue, no Facebook.

 

Tal imagem originou uma interlocução, na qual participei, porque, como já disse algures, sou uma pessoa absolutamente sensata, amável, gentil, pacífica e pacifista, educada, afectuosa, mas diante da ESTUPIDEZ, seja de que origem for, não me contenho, nem tenho de me conter, então, sou o contrário disso tudo, porque me sinto no DEVER de deixar bem claro que NÓS, Portugueses, NÃO temos a obrigação de ACEITAR as palermices dos outros. É que se ninguém disser nada, eles acham que são o supra-sumo da inteligência, e quando se trata de Brasileiros, nomeadamente de "lauras e lauros do mundo", acham que “estão por cima da carne-seca”, quando, na verdade, “estão na pior” …

 

Esta interlocução foi praticamente entre mim e uma "laura maria", que se multiplica ene vez na Internet, nas redes sociais, no YouTube, com o mesmo tipo de linguagem e de mentalidade, que é preciso combater.  

Isabel A. Ferreira

 

APEIRON - 2.png

 

Laura Maria

O maior país com o maior número de pessoas a falar o português, Brasil, será mesmo o iniciador da mudança ortográfica. Para nós não tem o menor sentido a colocação da letra "c" em palavras que não contém o som de "q". Não falamos "equixato"...pronunciamos "exato". Aliás o português ensinado mundo afora é o português brasileiro, por um simples motivo...SOMOS maioria.

 

Paulo Mendes

Até podem ser a maioria mas isso nao vos faz os detentores da língua portuguesa, Português existe por causa de Portugal e nunca por causa do Brasil, então as unicas alteracoes que poderiam ser PEDIDAS A REPÚBLICA PORTUGUESA era a de retirar os C e os P em palavras que não são pronunciadas, mas jamais fazerem reenvidicacoes ou algo do género a uma língua que não vos pretence.

E a mesma coisa que eu ir a Apple e pedir para fazer algo que eu quero so pq comprei 1 Iphone e nao concordo de como foi feito.

Se nao concordo deixo de comprar ou de usar e de igual forma se aplica ao Brasil.

Não gosta do Português então aprendam Tupiguarani e tornem isso a vossa lingua materna e ai podem fazer o que quiserem com ela

 

António JM Antunes Gomes

Laura Maria diz Não falamos "equixato"...pronunciamos "exato". Mas neste caso que exemplifica o X tem valor de Z e não sofre alteração porquê?? deveria ser escrito EZATO tal como caso deveria ser CAZO não é???

 

António JM Antunes Gomes

O único país que tem como língua oficial o PORTUGUÊS e pertence a CPLP e aos PALOP foi Angola que continua a escrever de forma correcta porque pronunciamos o C

 

Laura Maria

Paulo Mendes não sei se é do seu conhecimento, mas 70% da população brasileira é descendente de portugueses...eu inclusive...LOGO, A LINGUA NOS PERTENCE...quanto ao tupi guarani, ainda seria falado aqui se os NOSSOS antecedentes não tivessem dizimado os índios... O que eu quero dizer é que, por sermos agora MAIORIA, nós é que determinamos o que é melhor para a lingua portuguesa, quer você queira ou não. No Reino Unido, Alemanha, China, dentre outros países onde os laços comerciais com o Brasil é infinitamente maior do que com Portugal, o português ensinado é o português brasileiro. O mundo é pragmático.

 

Laura Maria

António JM , na verdade a palavra não tem uma lógica. A palavra é um simbolo como qualquer outro, a ser memorizado. Escrevemos tigela com "g" e Majestade com "j"...Parece não ter lógica, mas como é um símbolo, não tem que ter logica...Já o excesso de letras é perfeitamente dispensável como "ecxato"...não necessita do c.

 

Isabel A. Ferreira

Laura Maria QUANTIDADE não significa QUALIDADE.

Chamem Língua Brasileira ao que falam e escrevem, e fica tudo bem.

E já agora, a palavrinha "ecxato" é alguma nova palavra do léxico brasileiro? Curiosa, esta palavrinha!

 

Laura Maria

Isabel A. Ferreira não são brasileiros ou portugueses que ditarão qual é a lingua portuguesa padrão...Será aquela que é mais falada no mundo.

 

Isabel A. Ferreira

Laura Maria engana-se. Língua Portuguesa só há UMA. A de Portugal. As outras são VARIANTES do Português. A vossa é a BRASILEIRA. E que fiquem lá com ela. E que façam muito bom proveito dela. Mas não lhe chamem Portuguesa.

Só países com elevadas taxas de analfabetismo e incultura precisam de acordos ortográficos.

EUA e Inglaterra não precisaram nunca de acordos ortográficos.

Espanha e países sul-americanos de expressão espanhola, também nunca precisaram de acordos ortográficos.

Porquê isto agora?

Eu digo-lhe porquê: um complexo de inferioridade descomunal.

 

Isabel A. Ferreira

Laura Maria está muito mal informada. Fizeram-lhe uma lavagem cerebral e aceitou-a. Eu já ESTUDEI NO BRASIL, aprendi a ler e a escrever lá, e sei do que estou a falar. Sabia?

 

Laura Maria

Isabel A. Ferreira Vc sabe nada do que fala. Age apenas como uma bairrista.

E o que mais percebo são pessoas portuguesas pessimamente alfabetizadas. Já que é para falar a verdade, não sabem conjugar verbos e a pontuação é algo inexistente.

Não quero ofender, apenas dissertar uma constatação lúcida. Tenho amigos portugueses. E gosto deles.

E quem te disse que inglês da América é igual ao britânico?!!! Não é não. Existem características distintas.

E palavras como geladeira, ao invés de frigorífico, ou celular ao invés de telemóvel, não é incultura. É OUTRA forma de se expressar. Devia saber disso!!!

O PORTUGUÊS falado no Brasil é o mais ensinado na Europa, China, por uma simples razão - somos a maioria a falar.

E o Brasil, sendo uma das dez maiores economias do mundo, e que comercializa globalmente, é perfeitamente compreensível ser o português brasileiro o mais aceito no mundo.

E por final o Brasil foi colonizado por portugueses com suas virtudes e defeitos TAMBÉM!!!

 

Isabel A. Ferreira

Laura Maria ACORDE!!!!! Estamos em 2022. O Brasil é independente desde 1822. E continua a marcar passo, porque pessoas como você não entenderam nada das lições da História.

Quantidade nunca foi sinónimo de qualidade. Sabia?

Os estrangeiros, quando querem aprender Português, escolhem a Língua Portuguesa, a ORIGINAL, e não a VARIANTE brasileira.

Como gostam de se enganarem a si próprios!

Os Africanos, de expressão portuguesa, não se afastaram da Língua Portuguesa, porque não sofrem do complexo de inferioridade (o complexo de vira-lata, de que falava Nelson Rodrigues).

Vá esperando sentada.

O Brasileiro poderá ter milhões de falantes no Brasil. Mas a Língua Portuguesa tem milhões de falantes em Portugal e nos quatro cantos do mundo.

 

Laura Maria

Isabel A. Ferreira deixe de ser ridícula. A língua portuguesa ensinada no Reino Unido é o português brasileiro. A China acho que nem precisa citar. Basta ter dois neurônios pra entender o OBVIO, o porquê.

Complexo de inferioridade é o seu. Nem vou dizer o que os europeus pensam dos portugueses por consideração. E VOCÊ sabe disso.

Africanos não tem complexo de inferioridade? Haha, vc é hilária mesmo....

E se eles falam mais o português de Portugal, é porque estão estacionados no século passado. Não é culpa deles.

Agora, se a língua portuguesa tiver relevância no mundo será por causa do BRASIL, não de Portugal que encolhe economicamente bem como a sua população... 

 

Isabel A. Ferreira

Laura Maria o seu comentário é de uma pobreza extrema. Não diz coisa com coisa. E saiba que os seus insultos não me atingem, porque a mim, só me insulta quem eu deixo.

A Laura Maria delira ao acreditar no que diz. Nada é mais lamentável do que fabricar delírios até à exaustão e acreditar que são verdades.

Fique lá com as suas ilusões. A lavagem cerebral que lhe fizeram resultou.

A Língua Portuguesa não precisa do Brasil para ser relevante. Ela É e SEMPRE FOI RELEVANTE, por si só.

As Línguas minoritárias europeias são TODAS RELEVANTES.

A língua que o Brasil espalha por aí, é uma língua de comunicação, não é uma Língua LITERÁRIA, uma Língua estruturada, uma Língua CULTA. Serve para comunicar, mas não serve para FIXAR o pensamento.

Os estrangeiros (repito) quando querem aprender Língua Portuguesa, vão ao original, não, às suas variantes. As variantes só servem para comunicar.

Eu quando quis aprender Língua Inglesa e Língua Castelhana, não escolhi os linguajares norte-americano e sul-americano. Fui à fonte, à raiz, ao original. O mesmo acontece com quem quer aprender Língua Portuguesa.

Contudo, se preferir acreditar que os estrangeiros escolhem o Brasileiro para aprender Português, leve lá a bicicleta. Contente-se com essa falácia.

Jamais a Língua Portuguesa se imporá no mundo através do Brasil, porque a VOSSA Língua já NÃO É a Portuguesa.

SE ainda não se apercebeu disto, eu REPITO quantas vezes forem necessárias.

É muito triste fazer a figura triste, que faz, ao dizer o que diz, porque opta por não querer ver o ÓBVIO.

Sinto muito.

Os Portugueses têm muito ORGULHO da sua Língua MINORITÁRIA EUROPEIA, porque é ela que FIXA o pensamento e a Cultura secular portuguesa. E esta Língua Minoritária Europeia jamais será ultrapassada pela Língua Brasileira, que anda por aí MAL escrita e MAL falada.

Pode dizer o que bem entender, porque tem essa liberdade. Pode acreditar nas invencionices que quiser, porque tem essa liberdade. Pode até insultar-me do modo que quiser, porque tem essa liberdade.

Porém, essa sua liberdade vale o que vale. Jamais conseguirá transformar a Língua Portuguesa numa língua apenas comunicativa.

Faça bom proveito com o seu BRASILEIRO.

 

Laura Maria

Isabel A. Ferreira nao leio textão, ainda mais com conteúdo pouco inteligente, em telinha minúscula. Aprenda a ser concisa, vc não é um William Shakespeare, para se gastar muito tempo lendo.

 

Isabel A. Ferreira

Laura Maria é por não ler TEXTÕES que a sua ignorância é tão evidente.

Estou-me nas tintas que leia ou não leia os TEXTÕES em telinha minúscula. Só pessoas com MASSA CINZENTA dentro do crânio é que conseguem LER TEXTÕES numa telinha minúscula. Por isso, a sua apreciação do conteúdo que NÃO LEU, já demonstra a sua falta de massa cinzenta.

Por que não vai encher pneus de trem, que é um ofício muito mais digno do que andar pelo Facebook, a expor-se ao ridículo?

 

Cristina Nascimento

Isabel A. Ferreira Quanta grosseria, nossa !!!! A língua portuguesa brasileira é tão variante da de Portugal quanto a de Portugal é variante do latim vulgar falado pelos soldados nas ruas. Nossa língua é moderna porque ela é viva se movimenta, não estacionou no tempo. Não entendo como uma "pessoa" aproveita uma oportunidade para expressar todo seu preconceito contra um povo; que fique claro não foram os brasileiros que foram à Portugal e sim o português que veio ao Brasil, deixou sua língua e levou muitas coisas nossas tipo ouro, madeira...

 

 Isabel A. Ferreira

Cristina Nascimento como é que num espaço tão pequeno se pode esparramar tanta IGNORÂNCIA! Parabéns! É um feito extraordinário!

 

Laura Maria

Isabel A. Ferreira toma lesada!!! O seu textão é tão energúmeno... E não tenho paciência pra ler pensamento de gente tão obsoleta, retrógada, inculta, como você. Aprenda ai com o texto excelente da Cristina Nascimento. Até macaco adestrado é mais inteligente que você. 

 

Isabel A. Ferreira

Laura Maria este seu comentário só diz de si, e absolutamente NADA diz de mim. Nem sequer belisca um fio do meu cabelo.

É gente como você que envergonha o Brasil e impede que ele EVOLUA, e faça com que mantenha um nível cultural tão baixo.

Lamento pelo Brasil. Pobre Brasil, que não merece ser deste modo tão INSULTADO, porque, infelizmente, ele está cheio de gente como você, que anda pelas redes sociais, pelo YouTube a disseminar o desmedido analfabetismo funcional e a gigantesca incultura que transparece nos seus hidrófobos comentários.

 

Laura Maria

Isabel A. Ferreira lamento por Portugal, já tão desconsiderado na Europa, ainda ter VOCÊ tão atrasada que envergonha ainda mais o pequeno país... E invejo a sua burrice porque ela é ETERNA. Agora te darei um comando - escreva mais ignorâncias para eu testar um negócio aqui. Rápido!!! No aguardo... 

 

Isabel A. Ferreira

Laura Maria ainda não desistiu de fazer papel ridículo? Não entendeu o que eu disse? A sua verborreia não me atinge. Se está habituada a fazer bullying com os mais fracos, saiba que comigo isso não funciona, porque tenho uma estrutura psicológica extraordinariamente  sólida. Estou muito para além dessa sua aberração. Diga o que disser, a sua verborreia só desfavorece a si, não a mim. O que é que ainda não entendeu aqui? Preciso de fazer um desenho? Se quiser continuar, continue, porque diga o que disser só me privilegiará. Espero que consiga alcançar o significado deste meu comentário. Até agora não entendeu nada.

 

Laura Maria

Isabel A. Ferreira ÓTIMO...respondeu rapidinho...Isso só comprova minha tese de que vc é ADESTRÁVEL. Responde aos comandos obedientemente. Vc é um excelente experimento para treinar "como influenciar uma mente simplória em pouco tempo".... Muito bem... Agora escreva mais  para eu confirmar a tese... No aguardo.

 

 Isabel A. Ferreira

Laura Maria ainda não percebeu que está a enterrar-se? Como poderia perceber? Está habituada a fazer bullying com os fracos. O caminho é perigoso. Ainda não se deu conta disso? Eu sou rápida, sim, porque quanto mais comentários fizer, melhor, para o meu objectivo. Não ando aqui a passar tempo. Ando aqui numa missão, com um objectivo bem definido. E a Laura Maria, está a ajudar bastante. OBRIGADA. Ainda não se apercebeu? Como pode, não é? Vá. Continue. Quando atingir o meu objectivo aviso-a.

 

Laura Maria

Isabel A. Ferreira  kkkk...Vc é tão previsível... Veio correndo responder, nem esperou um dia... Pois bem, vc respondeu de novo aos comandos. Está bem ADESTRADA...Convenceu-me. Eu a compro do seu dono. 

 

Isabel A. Ferreira 

Laura Maria quero dizer-lhe que o nosso (não estou nisto sozinha, ou pensava que estava?) objectivo foi finalmente alcançado, com êxito total, se quer saber.

Andou por aqui a pavonear-se como se fosse dona da verdade, e prestou-nos um grande favor, comprovando uma teoria, que se vem desenvolvendo há algum tempo, sobre o Brasil e as suas mentes "brilhantes", e a "Laura Maria" foi o expoente máximo, aquele toque final, de que precisávamos, para as conclusões finais, que circularão por outras vias. Eu avisei-a, mas não percebeu nada. Só quis olhar para o seu ego, achando que estava a dar cartas.

Quero agradecer-lhe (afinal, fui eu quem deu a cara) o facto de não ter desistido (alguns desistem) o que nos proporcionou chegar aos finalmentes. Já tínhamos visto de tudo, faltava a cereja para pôr no topo, e a "Laura Maria" foi perfeita. 

Parabéns!

Posto isto, e não precisando de mais provas, tenho a dizer-lhe que daqui em diante, se quiser continuar a falar sozinha, esteja à vontade.

Quanto a mim, dou por encerrada a minha participação, nesta profícua interlocução luso-brasileira. Valeu! 

 

***

Já depois de eu ter  dito que dava por encerrada a minha participação, nesta profícua interlocução luso-brasileira, a Laura Maria, no registo de sempre, fez mais este comentário, e irá ficar a falar sozinha, uma vez que o objectivo de manter esta espécie de "diálogo", foi plenamente atingido.


Laura Maria

Isabel A. Ferreira hahaha...Vc está tão ADESTRADA kkkk....E escreve textão que ninguém lê, muito menos eu...Anta demais!!!
Vamos escreve outro textão para eu comprovar o seu adestramento servil...



Fonte:

https://www.facebook.com/114726108610753/photos/a.114867811929916/983867861696569

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 17:05

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Quinta-feira, 19 de Maio de 2022

A propósito da imposição ilegal do AO90: quando a ilusão cega a mente, e a mentira é aceite como sendo uma verdade “conveniente”, nada do que parece é…

 

Recebi um comentário de alguém que vive numa bolha, pensando que, em Portugal, somos todos parvos; todos têm de seguir a cartilha brasileira; todos são cegos mentais; todos são servilistas.

 

O que aqui hoje me traz é esse comentário e a minha resposta, e o recado que a imagem abaixo transmite, e que diz dos parvos que acham (não pensam) que as crianças portuguesas são parvinhas como eles.

 

Traumatizar crianças.jpg

Fonte da imagem: «Um abortográfico sul-americano»

 

Pedro comentou o post O que é que o “Brazilian”, a Língua Portuguesa e o AO90 têm de comum? O enorme DESACORDO que geram entre os que defendem cada um desses “protótipos” linguísticos às 16:45, 18/05/2022 :

Aceite que dói menos! O AO veio para ficar e não há nada a se fazer. O português que vai prevalecer é o do Brasil. Ninguém, no estrangeiro quer falar como os portugueses. Não sei por que tanta revolta contra o português falado pelos brasileiros. Por exemplo, no caso do inglês, não vejo a Inglaterra se revoltando contra os EUA. Pelo contrário, os ingleses até consomem de bom grado cultura estadunidense. Aliás até as crianças portuguesas já estão adotando pronúncia e vocabulário brasileiros. Acho curioso, quando foi para Portugal definir seu idioma como sendo diverso do galego, as diferenças no falar dos portugueses não foram tidas como um problema. Aliás, vieram até a propósito para fundamentar essa diferenciação.

 

***

Este Pedro diz exaCtamente aquilo que outros pedros disseminam nas redes sociais e nos vídeos do YouTube, onde só encontramos estupidez.

E eu que

ESTUPIDEZ.PNG

respondi-lhe comme il faut (de vez em quando, os galicismos encaixam-se bem nas frases), até porque se todos se calarem diante da estultícia, quem a proclama pode achar que está na posse da verdade.

  

Então respondi-lhe assim:

 

Quem vai ter de aceitar, por doer menos, são os Brasileiros que NÃO vêem um palmo adiante do nariz, apenas aqueles que NÃO vêem um palmo adiante do nariz. Aqueles que andam ILUDIDOS com esta coisa do “português brasileiro”, que NÃO existe.

O Português não precisa de prevalecer, porque o Português é o PORTUGUÊS, e Português só há UM.

O AO90 não veio para ficar, porque será atirado ao LIXO, quando menos esperarem.

Ninguém está revoltado com a Variante Brasileira do Português (a designação correCta), ou com o Brazilian,  ou com o Brasiliano, ou seja lá o que for que vocês falam e escrevem. Essa vossa língua, DERIVADA do Português, É VOSSA. É só VOSSA. NÃO É NOSSA.

Só estamos revoltados com a imposição ILEGAL da MIXÓRDIA ORTOGRÁFICA gerada pelo AO90, engendrado no Brasil, pelo Antônio Houaiss, que DESLUSITANIZOU o Português, deixando este de ser português para ser brasileiro, imposição, essa, feita por políticos ignorantes e que sofrem de um monumental complexo de inferioridade, algo que só atacou, FELIZMENTE, uma fatia menor da sociedade portuguesa: a dos SERVILISTAS.

Que a Língua Brasileira PREVALEÇA. E façam muito bom proveito dela. E que seja a língua mais falada do mundo. Para já, chamam-na “portuguesa”, por questões meramente POLÍTICAS, mas a política pode MUDAR, de um momento para o outro, quando, no Poder, em vez de parvos, houver gente de SABER.  

No estrangeiro, quem procura o Brasileiro, procura-o apenas para comunicar. E para eles tanto faz como tanto fez que seja Brasileiro ou Português, porque se eles quiserem aprender a Língua que fixa o PENSAMENTO, a Língua do SABER, estudam a Língua Portuguesa. E isto é um FACTO.

 

É como estudar o Americano e o Inglês. Quem quiser aprender INGLÊS, aprende a Língua Inglesa, e não o Americano. E ninguém nesses países está revoltado com o outro, porque os EUA NÃO impingiram o seu AMERICANO à Inglaterra, e mesmo que impingissem, os Ingleses JAMAIS aceitariam. Portugal aceitou, por intermédio de uma cambada de ignorantes e de complexados. Mas há os que resistem, e é através dos que resistem que a Língua Portuguesa NÃO entrará no Mundo das Línguas Mortas. Tem Angola, tem Moçambique, tem a Guiné Bissau, tem Timor, tem 90% dos  Portugueses a DEFENDÊ-LA e a USÁ-LA, até nas comunidades portuguesas espalhadas pelo mundo, que rejeitam o AO90.

As crianças Portuguesas NÃO adoPtaram a pronúncia brasileira, fazem-no por BRINCADEIRA, porque acham PIADA “fálá brásilêru”. Mas quando têm de falar a sério, falam PORTUGUÊS. Não emprenhe pelos ouvidos, porque o que dizem por aí é mentchirinhá p’rá brásilêru ácrêdjitá.


E não venha para aqui misturar a VOSSA VARIANTE com o Português e o Galego, duas Línguas europeias irmãs, oriundas do Latim, porque NÃO HÁ mistura possível. O vosso Brasileiro é uma linguagem sul-americana, oriunda do Português, que, por sua vez é oriundo do Latim. Nada de misturar as coisas!

 

E não se ILUDAM, porque o AO90 será atirado ao LIXO. O Brasileiro, prevalecerá, e a Língua Portuguesa continuará a manter a sua DIGNIDADE de Língua Europeia.

E VIVA a Língua BRÁSILÊRÁ!

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 17:50

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Segunda-feira, 16 de Maio de 2022

O que é que o “Brazilian”, a Língua Portuguesa e o AO90 têm de comum? O enorme DESACORDO que geram entre os que defendem cada um desses “protótipos” linguísticos

 

Manuel Cerveira Pinto divulgou no Grupo Público do Facebook «NOVO MOVIMENTO CONTRA O AO90», a seguinte publicação, e não posso deixar de concordar com o que o Manuel diz:

 

 

AO90.png

 

Isto é o que ando sempre a dizer aos BRASILEIROS: no estrangeiro quem aprende o que eles chamam de "português brasileiro" NÃO é português brasileiro, é BRASILEIRO.

 

Já ando a dizer isto há muito tempo: quando os políticos brasileiros virem que o BRASILEIRO já se impôs em Portugal, de “mala e cuia”, mudam o nome da Língua para Língua Brasileira, e é como diz o Manuel: apenas os africanos, de expressão portuguesa, falarão e escreverão PORTUGUÊS.

 

Por isso, temos de AGIR, o mais depressa possível.

 

O que o Manuel publicou levou-me para um site de entretenimento chamado «Steve the vagabond and silly linguist», de onde é proveniente a imagem que ilustra a sua publicação, que gerou vários comentários no Facebook, e por arrasto, também no próprio site «Steve the vagabond and silly linguist».

 

Como existem comentários importantes que não devem ficar ocultos no Facebook, com serventia restrita, sou apologista de que corram mundo, para que as coisas possam ser esclarecidas junto das pessoas menos esclarecidas. Daí ter-me proposto a divulgá-los, por Amor à Língua Portuguesa.

 

Um desses comentários foi o de Pedro Henrique, com o qual estou absolutamente de acordo, e, com unhas e dentes, defendo tudo o que ele aqui diz:

 

Pedro Henrique.PNG

 

Também o José Antunes disse de sua justiça, e o que ele disse é uma verdade que, se tivéssemos governantes interessados na defesa dos INTERESSES de Portugal, já teriam tido a hombridade de tomar uma posição, em relação a esta i-na-d-mi-ssí-vel USURPAÇÃO de IDENTIDADE:

 

BABEL.PNG

 

Entretanto, no já mencionado site «Steve the vagabond and silly linguista» que pode ser consultado aqui: 

https://www.facebook.com/stevethevagabond/photos/a.777473768978581/5294639097262003/

os comentários brotaram como cogumelos em dias de chuva.

 

Percorrendo esses comentários, deparei-me com o de uma professora  italiana Marialuisa Lo Giudice que, disse o seguinte: «Brazilian is quite different from Portuguese» (O Brasileiro é bastante diferente do Português).

A partir daqui gerou-se uma discussão, entre comentadores de várias nacionalidades, entre elas, a portuguesa e a brasileira, e disse-se um pouco de tudo: uns disseram que o Brasileiro existe; outros disseram que o Brasileiro não existe; outros, ainda, disseram que não existe essa “coisa” de Português, e que só existe o Brasileiro; e ainda outros disseram que existe o Brasileiro e o Brasileiro EUROPEU; e outros disseram que só existe o Português.

 

No site, alguns portugueses, defenderam a Língua Portuguesa, ao dizerem que o que no Brasil se fala e escreve é a VARIANTE Brasileira da Língua Portuguesa, o que é absolutamente correCto.

 

Um português ou outro defenderam que o que se escreve e fala no Brasil é o Português. O que é absolutamente incorreCto.

 

Eu não pude deixar de entrar na discussão, e disse o que sempre defendi, não só porque aprendi a ler e a escrever no Brasil, e SEI do que estou a falar, mas também porque é o que vários linguistas brasileiros também defendem:

Minha intervenção no site.png

 

A Marialuisa, como professora que é, também concorda comigo. E para consolidar a sua afirmação a Marialuisa apresentou-nos a imagem dos livros por onde ela, duante dois anos, andou a aprender Brasiliano:

 

Marialuisa - CORSO DE BRASILIANO.png

 

A “Língua Brasileira” já anda por aí a ser ensinada como Brazilian, Brasiliano, Brasileiro, e só não vê isto quem não quer ver…

 

Alguns estrangeiros aprendem-no, e quando se deparam com a Língua Portuguesa (que oficialmente é a língua do Brasil por razões políticas, NÃO, por razões linguísticas) dizem que NÃO a compreendem. Pudera! O que aprenderam NÃO foi Língua Portuguesa. E se aprendem Língua Portuguesa não compreendem o Brazilian, o Brasiliano ou o Brasileiro, que lhes impingem como sendo Português.


O que os responsáveis por esta FANTOCHADA ainda não entenderam é que para um europeu, habituado às Línguas Europeias, é mais fácil falar e escrever em Português, com as consoantes, para nós, não-pronunciadas, no seu devido lugar, do que falar Brasileiro, com aqueles tchis (lêitchi) e djis (djispôsição) e sem as consoantes, não-pronunciadas, mas com função diacrítica, nos seus devidos lugares, e supressão das consoantes finais ou a troca dos éles finais por us: vou cômê, Brásiu, ou supressão de consoantes no meio das palavras (djinhêru). No Brásiu, fica-se “MAU djispôsto”; “gôstáriá dji i MAIS não póssu”; “tu vai cômigu?…  Isto NÃO é falar Português.

 

O Brasil tem todo o direito à Língua que construiu a partir do Português. Tem direito à sua VARIANTE Brasileira, que os Brasileiros enriqueceram com os falares indígenas e africanos e de todas as outras nacionalidades (que são muitas) que se fixaram em território brasileiro.

 

O que o Brasil NÃO tem direito é de chamar PORTUGUÊS a essa Variante, porque se afastou substancialmente da sua Genetriz europeia. Todos os que sabem, sabem que eles ainda lhe chamam Português apenas por razões políticas, NÃO, por razões linguísticas.  

 

Finalmente, em resposta a um Ricardo Queiroz que, num comentário no citado site, disse que eu estava errada, ao defender a Língua Brasileira, disse-lhe o seguinte:

 

«Eu fui para o Brasil com dois anos, e aprendi a ler e a escrever no Brasil, o BRASILEIRO, quando tinha seis anos, e já FALAVA Brasileiro.

Vim para Portugal aos oito anos, e tive de aprender a falar, a ler e a escrever PORTUGUÊS.

Quando regressei ao Brasil, com treze anos, tive de reaprender a falar, a ler e a escrever o Brasileiro. E quando regressei definitivamente a Portugal, aos 20 anos, tive de reaprender a falar, a ler e a escrever o Português.

E atreve-se a dizer que eu estou errada?

Já escrevi livros em Português, e para os publicar no Brasil, os editores exigiam que eu os traduzisse para BRASILEIRO. Algo que recusei, tal como o recusou José Saramago e outros escritores, a quem exigiram o mesmo.

E atreve-se a dizer que EU estou errada?»

 

(Ainda aguardo que Ricardo Queiroz rebata o que eu lhe disse).

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 15:46

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Quarta-feira, 23 de Março de 2022

Enquanto um Presidente da República diz “tantos jovens e tantas jovens” (*), o meu sapateiro, que tem a 4ª classe das antigas, diz simplesmente “tantos jovens”. E quem terá razão?

 

Obviamente, o meu sapateiro, que sabe Português como poucos professores dos tempos actuais.

(*) Marcelo Rebelo de Sousa, em Angola, em 28/11/2021



Vamos provar (mais abaixo) que o meu sapateiro é que tem razão.



Mas antes fiquemo-nos com este recado da Ana Araújo, que eu subscrevo inteiramente.

 

ACORDO ORTOGRÁFICO.PNG

 

jo·vem


(latim juvenis, -is)

adjectivo de dois géneros e nome de dois géneros

  1. Que ou quem tem pouca idade; que ou o que ainda não é adulto.
  2. Que ou quem está na juventude. = MOÇO

adjectivo de dois géneros

  1. Relativo à juventude ou a quem está na juventude


"jovens", in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2021https://dicionario.priberam.org/jovens [consultado em 06-12-2021].

  

E já agora vejamos mais estas:

 

Contacto, facto, estupefacto, são palavras grafadas à portuguesa (com ou sem AO90). "Contato" "fato" "estupefato" são palavras grafadas à brasileira (com ou sem AO90).



E pensar que disseram que o AO90 foi engendrado para unificar as grafias brasileira e portuguesa! DISSERAM, mas a intenção NÃO era, de modo algum, unificar.

 

A intenção era, e continua a ser, BAGUNÇAR: palavra de origem brasileira que significa agir de modo destrutivo em relação a alguma coisa, neste caso a "coisa" é a Língua Portuguesa.



E vamos deixar que isto continue a acontecer?

 

E também já agora dizer "todos e todas" (expressão usada e abusada por Marcelo Rebelo de Sousa) é uma redundância, que não deve ser usada, porque TODOS é um nome masculino plural, que além de ser o plural de TODO (pronome indefinido = qualquer) significa a HUMANIDADE, toda a gente, onde obviamente estão incluídos TODOS os homens, TODAS as mulheres, TODAS as crianças (meninos e meninas) TODOS os jovens (rapazes e raparigas), os velhos (homens e mulheres). Portanto, TODOS.

 

todo | quant. univ. pron. indef. | adj. | n. m. | n. m. pl.
 

to·do |ô|


(latim totus, -a, -um, todo, inteiro)
quantificador universal e pronome indefinido
 

1. Qualquer.

adjectivo

2. Inteiro, íntegro, completo.

nome masculino

3. Massa.

4. Generalidade.

5. Conjunto.

 

todos

nome masculino plural

6. A humanidade; toda a gente.

 

"todos", in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2021, https://dicionario.priberam.org/todos [consultado em 23-03-2022].

 

Este tipo de linguagem, dita "inclusiva", que anda por aí ignorantemente divulgada, é uma invenção de uma esquerda ignorante, que não sabe distinguir o masculino do feminino. E não é com palavreado mal engendrado, que vão dar visibilidade às mulheres. É unicamente com ATITUDES.

 

Não gosto de ver um compatriota meu a empregar mal a NOSSA Língua Materna.

 

Desculpe, senhor presidente da República Portuguesa, mas nunca me calo perante as calinadas linguísticas. Nem as calinadas do Presidente da República eu perdoo.

 

TODOS os políticos portugueses desde Mário Soares (o que ratificou esta parvoíce) envolvidos, desde então, neste macabro jogo linguístico, nomeadamente os PRs, os PMs, os partidos políticos (à excepção do PCP que sempre votou contra o AO90), os deputados da Nação e os PROFESSORES, que se vergaram, acriticamente, a uma RCM (que não faz lei) são TODOS culpados da situação caótica do ensino da Língua Portuguesa, em Portugal.

 

Eu também NÃO tenho nada contra o Brasil, ou contra os Brasileiros, ou contra a Variante Brasileira do Português, que eles adoPtaram, e contra todas as diligências que eles fizeram para convencerem os muito subservientes e complexados políticos portugueses, pois estão a tratar da vidinha deles, afinal são um País livre e soberano, e a tentar impor ao mundo a VARIANTE BRASILEIRA DO PORTUGUÊS. Até a bandeira portuguesa, para designar a Língua Portuguesa já desapareceu da Internet.

 

Estou contra isto, e também estou CONTRA todos os que, SERVILMENTE e ACRITICAMENTE, em Portugal, aderiram ao jogo que o Brasil quis jogar.  

 

No entanto devo acrescentar que quem idealizou o AO90 foi o brasileiro Antônio Houaiss, o das Enciclopédias, que chamou o português Malaca Casteleiro, que, mais tarde, com o brasileiro Evanildo Bechara (porque entretanto Houaiss morreu) engendraram o AO90, assente na grafia brasileira, em 99% dos vocábulos. Tudo começou no Brasil, e a intenção NÃO foi unificar grafias. Se fosse, além de os Portugueses terem de escrever "objeto" à brasileira, também teriam de escrever "esporte" ou "Amazônia", etc., etc., etc., para que realmente as grafias fossem unificadas.

E os políticos portugueses, muito servilmente, muito subservientemente, concordaram com tal acordo, levados unicamente (ou quase unicamente) por um estranho complexo de inferioridade diante do gigantesco Brasil. Esta é a verdadeira história do AO90, contada muito sucintamente, porque os meandros desta negociata (que também é) são longos e de bradar aos céus!

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 18:01

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Quinta-feira, 17 de Fevereiro de 2022

Más notícias para o ensino da Língua Portuguesa: o governo português impinge aos imigrantes o MIXORDÊS que anda por aí disseminado como “português”

 

Ontem, João Costa, Secretário de Estado Adjunto e da Educação do XXII Governo da República Portuguesa, publicou, na sua página do Facebook no ilegal acordês, o Despacho nº 2044/2022 que estabelece normas destinadas a garantir o apoio aos alunos cuja língua materna não é o Português, que pode ser consultado neste link:

https://dre.pt/dre/detalhe/despacho/2044-2022-179188085 


O despacho até pode ter boas intenções, porém, quando se trata de ensinar aos imigrantes o que os governantes chamam  Português Língua Não Materna, não estão propriamente a falar da Língua Portuguesa, mas sim da Variante brasileira da Língua Portuguesa,  modificada aqui e ali pelas apalermadas acentuação e hifenização, apenas para disfarçar, e para disfarçar ainda mais, os acordistas portugueses ainda nos atiram com abortos ortográficos como “aspeto”, exceto”, exceção” entre outros que tais abortos… De resto, toda a grafia do AO90, no que à supressão das consoantes não-pronunciadas diz respeito, é a grafia da VARIANTE brasileira do Português. Não é a Língua Portuguesa dos Portugueses.

 

E isto não se faz. Isto é enganar os estrangeiros. Eles não merecem. Aliás, ninguém merece este abuso. Este insulto. Esta deslealdade.

 

Já não basta enganar as crianças portuguesas (ainda sem voz, para protestar), e os servilistas e seguidistas portugueses que aceitam tudo acriticamente?


Tenham, ao menos, a HOMBRIDADE de informar os imigrantes que o que vão aprender é a VARIANTE brasileira do Português. A Língua à qual chamam “portuguesa”, que anda por aí a ser (des)ensinada, não é a Língua Portuguesa. Não é.

 

E para cúmulo, hoje, no Jornal da SIC, quem estava de serviço à legendagem, ou era um brasileiro mal informado da pronúncia portuguesa da palavra contaCto, ou era um português rendido à Variante brasileira da Língua Portuguesa, com a pronúncia contato.



E não me venham dizer que o “brasileiro” não está a implantar-se sub-repticiamente, em Portugal, com a conivência dos media e dos políticos que mantém em cativeiro a Língua Portuguesa!



Isabel A. Ferreira


CONTATO.pngCONTATO (1).png

Pelo menos, o Bento Rodrigues procunciou, à portuguesa, a palavra contaCto.

Isabel A. Ferreira

publicado por Isabel A. Ferreira às 17:36

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Quarta-feira, 16 de Fevereiro de 2022

Entre outras coisas, o que esperar da maioria PS? «A revogação imediata do AO90, essa barbaridade que o anterior MNE, autoritariamente, decidiu manter em vigor, sem dar satisfações aos ministros da Educação e da Cultura (…)»

 

Num texto sob o título «De Costa a Costa - da “geringonça” à maioria», publicado no Jornal PÚBLICO, o cineasta António-Pedro Vasconcelos disse ao que veio: «O que não fez ou fez mal o anterior Governo de António Costa — e que se espera que corrija nesta nova legislatura.»


(O texto poderá ser consultado através do link que deixarei no fim desta minha exposição).

 

Uma análise com a qual concordei, na sua generalidade, contudo ater-me-ei apenas ao que António-Pedro referiu acerca do Acordo Ortográfico de 1990, ainda que de passagem - poderia ter aprofundado mais a questão, pois trata-se de algo visceralmente lesivo da Cultura e Identidade Portuguesas.



Depois de questionar «e o que não fez ou fez mal o anterior Governo de António Costa — e que se espera que corrija nesta nova legislatura?» António-Pedro enumerou três pontos: a imperativa reforma da Justiça; que o Ministério do Ambiente não esteja refém de lobbies; e «last but not the least, a definição do que deve ser o papel do Estado na Cultura, nas áreas do Património e das Artes Vivas (coisa que até hoje nenhum Governo fez), tarefa que deve ser assumida pelo primeiro-ministro e subscrita e apoiada por vários ministérios, e cujo orçamento passe a ser visto, não como uma esmola aos artistas, mas como um investimento e um direito, não apenas dos criadores, mas dos cidadãos **.»


Aos dois asteriscos finais corresponde o seguinte:


«** Incluindo a revogação imediata do Acordo Ortográfico, essa barbaridade que o anterior MNE, autoritariamente, decidiu manter em vigor, sem dar satisfações aos ministros da Educação e da Cultura (os que mais deviam ser ouvidos), um ato (sem c) que nos isolou ainda mais dos PALOP, ao aprovar uma ortografia absurda e que só nós adotámos (sem p), no conjunto dos países lusófonos.»

 

São os comentários à questão ortográfica, que o texto de António-Pedro levantou, que mais me interessa salientar, deixando-os aqui para reflexão:

COSTA - 1.PNG

COSTA - 2.PNG

COSTA  -   3.PNG

COSTA  -   4.PNG

 

Sim, é falso que no Brasil o AO90 tenha sido implementado. A grafia que corresponde ao AO90 e que foi imposta aos Portugueses DITATORIALMENTE, é a grafia que os Brasileiros sempre usaram (à excePção de umas poucas palavras e suas derivantes, e a acentuação e hifenização é outra coisa), e que os menos informados acham que é a grafia do AO90. Não é. É a grafia que corresponde à Base IV do Formulário Ortográfico Brasileiro de 1943, portanto, uma grafia muito anterior ao engendramento do AO90 por Antônio Houaiss, Evanildo Bechara e Malaca Casteleiro, (que lhe acrescentaram a hifenização e acentuação mais parva que já vi),  e à Reforma Ortográfica Luso-Brasileira de 1945,  a qual os Brasileiros rejeitaram depois de a ter assinado.

 
Isabel A. Ferreira

O texto de António-Pedro Vasconcelos, cuja leitura recomendo, pode ser consultado neste link:

https://www.publico.pt/2022/02/14/opiniao/opiniao/costa-costa-geringonca-maioria-1995243?fbclid=IwAR02HAgZsTTW11pUING3ud0QwxQ7YbXHD6ozhcSRuonh1hc7Yd0c9sVw5t4

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 16:37

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Quinta-feira, 3 de Fevereiro de 2022

Do Brasil Com Afecto: “Idioma Achatado” - um texto de Arthur Virmond de Lacerda

 

Arthur Virmond de Lacerda, professor universitário, natural de Curitiba (Brasil) é um defensor da Língua Portuguesa, no seu País.

No Brasil, já quase ninguém escreve como o Arthur escreve. A grafia que ele usa neste texto é a grafia proposta pelo Formulário Ortográfico Brasileiro de 1943, pelo qual os Brasileiros optaram depois de terem descartado a Convenção Ortográfica Luso-Brasileira de 1945, assinada entre Portugal e Brasil, cuja grafia está em vigor em Portugal, porque a outra grafia, a defendida pelo AO90, é ILEGAL.
 

Contudo, se a grafia que o Arthur utiliza é a de 1943, o léxico é, em algumas frases, diferente do léxico português, e a formulação da escrita segue as regras gramaticais da Língua Portuguesa, em quase tudo.

Trata-se de um texto, cuja leitura recomendo, porque nem tudo o que parece é.

Isabel A. Ferreira

 

Línfua Portuguesa.jpg

 

«IDIOMA ACHATADO»

 

Por Arthur Virmond de Lacerda


«Há muitos anos noto a crescente degradação do idioma, no Brasil. Trinta anos atrás, minha geração falava mal, porém sabia flexão de número (singular e plural), tempos verbais, pronomes, coisas que já se perderam, em parte.



A língua no Brasil mudou para muito pior. Dá vergonha ouvir como certas pessoas falam, como falam muitos do povo, e artistas, e políticos, e gente estudada. Dá vergonha o espírito de desleixo com o idioma; dá vergonha as pessoas não saberem mais usar corretamente os tempos verbais, os pronomes, os verbos, as palavras, a mesóclise, os pronomes contraídos.


Há simplificações (com a transformação de verbos transitivos indiretos em diretos) que denotam não que “português é difícil” (não, não o é) porém sim que as pessoas não o aprenderam ou, se o aprenderam, usam-no com o menor esforço (critério da preguiça e da mediocridade); por exemplo: proceda ao > proceda o; devido ao > devido o.


Mesóclise, sequer sabem que é, contudo incorporam todos os anglicismos que os maus sabedores de português inventam quando leem em inglês (investimento, alocar, evidência, massivo, força-tarefa, impacto, elusivo).

Também não se trata, apenas, de riqueza de vocabulário: está em causa a sintaxe e a construção das frases: cometem-se solecismos inaceitáveis vinte ou trinta anos atrás; a construção frasal é primária. As crianças em Portugal falam melhor do que muitos adultos brasileiros, o que inclui o pessoal acadêmico que, supostamente sendo ou devendo ser letrado, amiúde exprime-se e escreve mal.


Chegamos a tal ponto graças, também, aos teóricos populistas segundo quem toda mudança é bem-vinda e segundo quem a gramática normativa é elitista e anacrônica; também graças aos professores de português que ensinaram os seus alunos a sobrevalorizar a oralidade e a desdenhar da correção gramatical, como se a eficácia, a destreza, até a beleza da comunicação independesse da forma como se usa o idioma.


O resultado destes ideário e pedagogia é o de o brasileiro haver se tornado em povo relativamente obtuso, e a incapacidade de incontáveis estudantes de inteligirem textos, efeito cuja presença também se nota no pessoal acadêmico, em que mestres, doutores com doutorado e pós-doutores escrevem mal, praticam solecismos, manifestam carência de familiaridade com as formas elevadas de expressão no seu idioma. Escrevem por obrigação de ofício: é quando revelam seu despreparo, sua carência de traquejo com o vernáculo, a ocorrência e até a recorrência dos vícios e defeitos em voga. Nossos jovens doutores com 28 anos amiúde escrevem mal; juristas são piores, pelo pedantismo de seu juridiguês.


Outro resultado consiste na epidemia de cacoetes, vícios e defeitos, como o estúpido vício da duplicidade, com exclusão dos pronomes cabíveis ("Aristóteles redigiu livros e são importantes os do grego", em lugar de "Aristótoles redigiu livros; são eles importantes" ou "são importantes seus livros") ; o uso de palavras-ônibus (a exemplo do verbo ganhar: "Curitiba ganhou mais um restaurante") ; o gerundismo ("Vamos estar escrevendo") ; o apagamento da mesóclise ("Poder-se-á", "Dí-lo-ei"); a supressão do pronome reflexo "se" ("Fulano apaixonou, separou, aposentou" em lugar de "apaixonou-se, separou-se, aposentou-se") ; o emprego errado das preposições ("Ligue na central" em lugar de "Ligue para a central" ; "vaga que ele se candidatou", "empresa que trabalha") ; o desconhecimento da segunda pessoa do plural ("Vós sois", "Fizestes") ; o emprego errôneo dos tempos ("Vai querer ?" em lugar de "Quer ?"; "Aristóteles vai dizer" em lugar de "Aristóteles disse", vezo corriqueiro no mau estilo acadêmico) ; a conjugação errada da segunda pessoa do singular ("Tu veio", "Tu fez") ; o primarismo das construções ("Os primeiros dias choveu", "A gente acha que é bom para a gente"), a substituição de eu, ele, nós, pela reles locução "a gente", a invasão de anglicismos, tudo agravado com o desdém da gramática e com a exaltação da mudança pela mudança pois as "línguas mudam" : também mudam para pior, cujo outro efeito é a má qualidade da maioria das traduções brasileiras, dos últimos cerca de 40 anos.


As portuguesas sempre são melhores : em Portugal valoriza-se saber bem o idioma, falá-lo com escorreição, escrever com clareza e propriedade, traduzir com esmero e vernaculidade; contudo, a influência dos 300 mil brasileiros em Portugal e das telenovelas brasileiras há 50 anos, lá, vem introduzindo entre os portugueses os vícios, os solecismos, os empobrecimentos típicos da sub-instrução dos brasileiros ("Eu vi ele", "Ele deu a ela", "Ele se chama de Miguel"), para além de incontáveis expressões brasileiras (que não são erradas).

Já não se fala em Portugal com o estilo português puro e sim abrasileiradamente, como tudo que a fala brasileira tem de típico (não sendo errado) e de errado (que é muito). Portugal é colônia da escória lingüística dos brasileiros.

Em tudo isto nota-se a mudança do idioma, de cujos recursos, de cujas exatidão, lógica, beleza, muito se perdeu. Ele mudou para pior ; é espécie de infantilização.
Como em todos os assuntos no Brasil, sobre o idioma as pessoas muitas vezes emitem opiniões sobre o que não sabem, e fazem-no com emoção, não com razão, motivo por que geralmente bostejam e raramente alguém diz o que se aproveite. A doutrinação da sociolingüística e o antiportuguesismo inveterado (em gíria dir-se-ia "estrutural") contribuem fortemente para predispor as paixões contra a gramática e contra a forma culta, cujo efeito é o de coonestar o baixo nível em idioma e convencer o ignorante de que sua ignorância é o estado normal de sua inteligência. A vaca já foi para o brejo.

> > > > > > > > Leia assiduamente Machado de Assis, José de Alencar, Aluísio de Azevedo, José Saramago ; use o que aprendeu na escola ; consulte regularmente a gramática de Napoleão Mendes de Almeida ; procure alternativas aos vocábulos em voga ; consulte dicionários (porém desconfie dos eletrônicos e atualizados) fale com elevação, propriedade, riqueza ; entenda que as línguas mudam para pior e que a nossa é para quem usa sua inteligência.



Há, porém, corrente de brasileiros que se vem opondo ao achatamento do idioma : os olavinhos (parte deles, pelo menos). Olavo de Carvalho percebeu tal fenômeno (mas eu e Marcos de Castro também e creio que antes dele), denunciou-o e tentou contrariá-lo. Ele teve milhares de alunos e de seguidores, cuja inspiração passou a ser, em parte, a de cultivar o idioma. Nota-se, por exemplo, que as páginas eletrônicas das editoras "olavistas" e as de olavinhos são mais bem redigidas do que as do ambiente brasileiro em geral.»

 

Fonte:

https://www.facebook.com/photo?fbid=4940780239294347&set=a.462084383830644

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 17:41

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Quarta-feira, 1 de Dezembro de 2021

Li n’ “O Globo” que «Portugal vai conscientizar professores sobre diversidade da língua e tolerância ao “brasileiro”». Esperamos que o Brasil faça o mesmo e aceite a diversidade e comece a tolerar o “Português”

 

O link para esta notícia foi-me enviado via e-mail. Como não me foi permitido ler o texto, porque não sou assinante deste jornal, não sei a quem o autor se refere quando diz “Portugal vai”… Mas seja quem for, ou seja o que for que o autor pretendesse com este título, ele, só por si, já dá para fazer uma pequena reflexão.

 

O GLOBO.PNG

 

Eu, quando era professora de Português, tive uns alunos brasileiros, que vieram fixar-se em Portugal. Eu sabia o que era estudar num país, que embora tivesse a Língua Portuguesa como língua oficial, falava-se e escrevia-se à brasileira, e eu falava e escrevia à portuguesa, porque apesar de ter aprendido a ler e escrever no Brasil, vim para Portugal, por um breve tempo, e tive de aprender a falar e a escrever à portuguesa, e quando regressei ao Brasil, levava comigo a minha Língua Materna.

 

No Brasil, fala-se e escreve-se à brasileira. E isto é um facto. Logo, no Brasil, não foram tolerantes comigo, NEM TINHAM DE SER (atenção!!!) e eu tive de reaprender a falar e a escrever à brasileira. OBVIAMENTE que sim. Afinal, o Brasil é o Brasil e as suas circunstâncias linguísticas, culturais, sociais e até morais. E quem vai para um país estrangeiro, seja ele qual for, e não quer adaptar-se às regras desse país, melhor é regressar ao país de origem.


Um exemplo: quando uma mulher ocidental vai viver para um país árabe, onde as mulheres têm de usar o véu, o que faz? Usa o véu e aprende a falar árabe, se quiser permanecer no país. Dentro da sua residência, o mundo é outro, é o seu mundo, e faz o que bem entender, tira o véu e fala a sua Língua Materna.

 

Bem, mas já desandei na conversa. Quando era professora de Português, tive uns alunos brasileiros, e como eu já sabia o que era ser estrangeiro, num país onde teoricamente se fala a mesma língua, obviamente fui tolerante com as crianças, permitindo que elas falassem à brasileira, enquanto não se habituassem ao modo de falar português, porque todas as crianças inevitavelmente aprendem a falar uma nova língua com toda a certeza e facilidade. Porém, quanto à escrita, naturalmente tive de ser rigorosa, e ensiná-los a escrever correCtamente à portuguesa, ou não estaria a ser justa para com o resto da turma. E como eles chegaram à escola, já com o combóio em andamento, no fim das aulas, aproveitava o intervalo para os orientar e integrá-los no modo de ser e estar português (algo que, no Brasil, tive de aprender sozinha, e aprendi facilmente, e não estou a fazer queixinhas). No entanto, numa Escola Inglesa que frequentei, fui ajudada por uma Lady (que engraçou comigo, por me achar parecida com a Mosa Lisa), a integrar-me no British Way of Life. E adorei. Hoje, tomo o “five o’clock tea”, com todos os requintes que lhe deu Dona Catarina de Bragança, quando se casou com Carlos II de Inglaterra, corte, onde aquela Rainha iniciou a tradição do chá e o uso da porcelana.  


E isto acontece em todos os países do mundo. Se vamos para um país estrangeiro, só dentro da nossa casa somos o que somos. Em sociedade teremos de nos adaptar às circunstâncias de cada país, e se não quisermos adaptar-nos, então é melhor regressar ao país de origem.

 

Posto isto, Portugal não tem de «consciencializar (à portuguesa) os professores sobre a diversidade da língua e tolerância ao “brasileiro”». (Afinal, sempre há um “brasileiro”).

 

Os alunos brasileiros não podem vir para Portugal estudar à brasileira. Os professores podem e devem tolerar o modo de falar, desde que o modo de falar esteja conforme as regras da gramática portuguesa (não podemos permitir, por exemplo que digam TU VAI, ou EU LHE GOSTO) uma vez que mais tarde ou mais cedo eles assimilarão inevitavelmente o modo de falar à portuguesa.


Foi o que aconteceu com os meus alunos brasileiros, que, no final do ano lectivo, já falavam perfeitamente Português. E uns anos mais tarde, reencontrei-os e eles em nada se diferenciavam dos Portugueses.

 

É de toda a conveniência, aproveitar uma aula para falar da DIVERSIDADE das línguas. Uma diversidade que se quer DIVERSA, e não UNIFICADA, como o falso AO90 pretendeu. 

 

Agora, exigir privilégios, num país estrangeiro é pedir demais, até porque não se pode ser injusto com as TURMAS, que, no caso particular de Portugal, integram TAMBÉM ucranianos, chineses, indianos, africanos, entre muitas outras nacionalidades. E se eles também pedissem “tolerância” para a Língua Materna de cada um deles? Que Babel seria a escola!!!


Ao Brasil o que é do Brasil, a Portugal o que é de Portugal. Só deste modo a tão “falada” diversidade poderá ser verdadeira. E a tolerância, deixemo-la para a integração na sociedade, mas não na linguagem, ou corremos o risco de o ENSINO (que já anda de rastos) tornar-se numa grande pantomima. A não ser que seja essa a intenção de quem nos (des)governa. E se assim é, há que providenciar uma revolução, para depor os traidores.

 

Isabel A. Ferreira

 

Fonte para o texto que deu origem a esta reflexão:

https://blogs.oglobo.globo.com/portugal-giro/post/portugal-vai-conscientizar-professores-sobre-diversidade-da-lingua-e-tolerancia-ao-brasileiro.html

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 17:40

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