Sexta-feira, 27 de Fevereiro de 2026

Desmistificando a ideia da irreversibilidade do AO90

 

Nem só os comboios de tempestades assolam Portugal.

 

É preciso não esquecer que a Língua Portuguesa anda pelas ruas da amargura, neste tempo de crises de todas as espécies. É necessário combater todas essas crises, mas não esquecer que depois delas virá a bonança, e nessa bonança, porém, a ortografia portuguesa estará mais arruinada do que nunca, e é necessário e urgente recuperá-la.


É preciso limpar Portugal do lixo ortográfico que cada vez mais se expande nas escolas, nas universidades, nas televisões, nos jornais, nas revistas, nos documentos oficiais do Governo, da Presidência da República e dos Partidos Políticos, e um pouco por todo o lado onde é preciso comunicar através da escrita.


Para os que consideram que não se pode voltar atrás, porque muitas crianças, adolescentes e jovens já aprenderam a escrever segundo o AO90, e porque o erro já está instalado em Portugal, de casa e pucarinho, há que desmistificar esta ideia obtusa.

 

Não queiram rotular as nossas crianças de “mais estúpidas” do que as das gerações anteriores, porque elas de estúpidas nada têm.

Capture.PNG

 

Passei a minha infância, adolescência e juventude entre o Brasil e Portugal e, de todas as vezes que mudava de país, tinha de mudar de Língua, porque a Língua, na sua forma grafada e falada, não é a mesma nos dois países, apesar de os governantes e de quem nada sabe de Línguas dizerem que sim, por conveniências políticas, mais do que económicas.

 

Aprendi a ler e a escrever no Brasil, com seis anos, com todos os djis e tchis no devido lugar, e suprimindo as consoantes mudas, com função diacrítica, na Língua original, e designar uma infinidade de coisas com palavras diferentes das da minha Língua Materna, ou seja, duas línguas diferentes na fonética, na ortografia, no léxico, na morfologia, na sintaxe, na semântica,  na construção frásica. Aos oito anos, regresso a Portugal e tive de abandonar os djis e tchis e introduzir as consoantes mudas onde elas são necessárias, e reaprender a estruturar a Língua, em todas as vertentes que já referi. Aos 13 anos abalei para o Brasil novamente, e tive de abandonar o que tinha aprendido em Portugal, e regressar ao Brasileiro. Aos 20, vim definitivamente para Portugal e foi então que me fixei na minha Língua Materna. E tudo isto com a maior facilidade. Foi como aprender duas Línguas: a Portuguesa e a Brasileira; às quais juntei a Inglesa, a Castelhana e a Francesa, que me ajudou a aprender a Brasileira, pois esta está assente nestas três Línguas, e também na Italiana,  mais do que na Portuguesa.


Não sendo eu mais DOTADA do que a mais comum das crianças portuguesas do século XXI, não vejo que estas possam ter dificuldade em desaprender o coxo AO90 e aprender a escrever correCtamente a sua Língua Materna, que apesar de parecer mais difícil, tem uma virtude: é de compreensão mais fácil e ajuda na aprendizagem das restantes Línguas europeias, da mesma família da Língua Portuguesa.

  

 Se eu consegui, qualquer criança hodierna consegue, pois têm à sua disposição mais instrumentos, como o corrector ortográfico, por exemplo.

 

E essas mudanças de linguagem nunca me fez qualquer mossa, muito pelo contrário, aprendi tanto, mas tanto sobre a Língua Portuguesa nas duas versões (a original e a desviada da sua matriz, a Brasileira) que hoje (e que me perdoem os meus irmãos brasileiros) tenho aversão ao AO90, quase por instinto, porque este veio destruir o meu mais precioso e belo instrumento de trabalho: a minha Língua Materna

 

Além disso, insistir no erro trará mais prejuízo para o futuro, do que se se recuar e atirar ao lixo esta vergonhosa maneira de escrever incorreCtamente o Português, em Portugal. Além de que, ao contrário do que os acordistas consideramse quisermos preservar a Língua Portuguesa, temos de abandonar urgentemente o AO90, de outro modo, ela extinguir-se-á, como uma fogueira à qual se atira um balde de água gelada.

 

Sejamos racionais.

 

Se alguém tem de perder alguma coisa, que sejam os culpados do crime de lesa-língua e de lesa-pátria (os responsáveis pela desintegração da Língua Portuguesa), e NÃO as crianças, os adolescentes e os jovens portugueses, mas também os estrangeiros que cá se fixaram e que estão a ser vilmente enganados, porque não estão a aprender a Língua  de Portugal.

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 14:51

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Terça-feira, 2 de Dezembro de 2025

Hoje, a SIC, na rubrica «Casa Feliz”, foi muito infeliz ao prestar um péssimo serviço à Cultura Portuguesa, divulgando o ilegal, inconstitucional e idiota “acordo ortográfico de 1990”, mais conhecido pelo Desacordo dos três IS

 

SIC AO90 1.PNG

Possivelmente o João Baião e a Diana Chaves cumpriram ordens “superiores”, e ai deles se não cumprissem!!!! Podemos ilibá-los de culpa?

SIC AO90 2.PNG

 

Foi escolhida uma senhora professora universitária para transmitir regras assentes na ignorância da Língua Portuguesa, preconizadas por um acordo desacordado, que nem sequer está em vigor em Portugal, porque não existe LEI alguma que obrigue os portugueses a escrever conforme a grafia mutilada, deshifenizada e desacentuada que torna a Língua apalermada, em Portugal.

A lei vigente é a de 1945, e é essa que os Portugueses são obrigados, POR LEI, a usar.

Mas como vivemos num país sem rei nem roque, onde cada um escreve como lhe dá mais jeito, de acordo com o seu pequeno saber ou para fazer o frete a quem realmente manda em Portugal [e não é nenhum governante português] o caos ortográfico impera nas escolas, nas televisões, nas empresas, em todos os lugares onde a ignorância se instalou, transformando Portugal na cloaca linguística do Mundo.

Isto está mais do que provado, em artigos, em livros, em opiniões de pessoas abalizadas para tal, mas mesmo assim, há gente que recusa o Saber e a Informação e opta pela Ignorância e pela Desinformação, e o pior ignorante é aquele que entre o Saber e a Informação, e a Ignorância e a Desinformação, opta pela Ignorância e pela Desinformação.

E pior: além de optar pela Ignorância e pela Desinformação, divulgam-nas através de um programa de televisão, ao estilo de Aula de Brutoguês (onde vÊem Português, devem ler BRUTOGUÊS).

E a aula que se seguiu, foi uma desconstrução da Língua Portuguesa, desintegrando-a, mentindo aos Portugueses, porque o AO90 NÃO é obrigatório, inventando monos ortográficos como minissaia [o que será uma ssaia pequena?]quando o correcto, em Português, é escrever mini-saia, uma palavra elegante e condizente com a regra da hifenização da Língua Portuguesa, enfim, a SIC, vergonhosamente, prestou um péssimo serviço a Portugal.

E a continuar assim, os analfabetos funcionais, serão mais do que as mães, dentro de pouco tempo.

E para não ser só eu a dizer mal do AO90 e a criticar quem o divulga, aqui deixo o SABER de dois Brasileiros que não foram na conversa dos que ignorantemente inventaram o abortográfico que veio desaprimorar a Língua de Portugal.

Isabel A. Ferreira

 

Olavo de Carvalho.PNG

Milton Ferretti Jung.png

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 18:13

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Sábado, 15 de Novembro de 2025

«Montenegro quer ser o coveiro da Língua Portuguesa»

 

in Blogue «3P - Portugal País de Patetas»

 

Professor  Ngũgĩ wa Thiong’o.png

 

Montenegro quer ser o coveiro da Língua Portuguesa

 

As crianças portuguesas em idade escolar podem ter de aprender a sua língua materna com sotaque de uma variante da mesma, se a contratação de professores brasileiros for aprovada por imbecis.

 

Aug 16, 2025

O anúncio de que um político “português”, Montenegro, pretende “importar” professores brasileiros para ensinar Português na Primária é um sinal mais da choldra de políticos que domina, de forma feudal, um país que se deixa enrolar em todas as tretas.

 

Afinal, um povo tem os políticos que merece… e este povinho – que não merece a designação de Povo porque de há muito perdeu o sentido do que isso é – tem um Montenegro, que pretende mesmo ser o coveiro maior da Língua Portuguesa. Com o beneplácito de Lula, esse polvo político do Brasil.

 

Depois dos Cavacos, Sócrates e outros políticos de má fama que este País teve - e tem - de sustentar, se terem comprometido com a hegemónica ambição de Lula da Silva de querer “todo o mundo a falar brasileiro” – uma meta que aparentemente António Costa perfilha, ciumento do sotaque da variante brasileira do Português falada naquele país – é a vez de Montenegro vir dizer que “Nós temos todo o interesse, temos mesmo todo o interesse, em recrutar professores, nomeadamente professores para o ensino primário, o ensino do ciclo básico, do primeiro ciclo” , o que parece ser a forma mais rápida de acabar com o Português. Mata-se a Língua de forma rápida, fazendo com que logo na chegada à escola as crianças comecem a falar… brasileiro. Imagino o que diria Camões se soubesse quão estúpido este outro Luís é! Ou talvez esse seja o plano desta “montanha negra” que ensombrou a política portuguesa.

 

Para que fique claro: o Português é uma Língua. O que se fala no Brasil é uma variante brasileira do Português. Deixem-se de tretas com a ideia de uma variante europeia do Português e outras idiotices quejandas. O Português é a matriz, o que se fala no Brasil é algo que perdeu a ligação às origens da língua e enveredou por uma senda própria que, por não ter matriz, corta “cês” e “pês” a eito. Como muitos sugerem, e o autor há muito defende, chamem-lhe Brasileiro, Brasilês, o que quiserem… mas não toquem na minha Língua! (...)

 

Infelizmente, apesar do que esta medida que Montenegro pretende implementar significa para a sobrevivência da Língua Portuguesa – que tantos parecem querer matar – poucos parecem importar-se, porque Portugal é um País de Patetas, de modo geral, havendo mui poucas cabeças pensantes numa população que, sempre avessa à escrita e leitura, mal consegue passar ao papel as suas ideias. E para quem a felicidade está no futebol, centros comerciais, apps de desconto e pouco mais…

 

A importação de professores Brasileiros para ensinar Português só podia mesmo sair da cabeça de PATETAS – e da corja de políticos e seus sequazes d’aquém e d’além mar, interessados nessa medida, – mesmo se isso significa, além da morte da Língua Portuguesa, um maior desemprego para os professores portugueses… que talvez agora se arrependam de não terem feito frente à implementação – ILEGAL diga-se – do A(b)cordo Ortográfico, quando o podiam ter feito. Tivessem os professores os ditos no sítio para dizer não ao “Abortês” e teriam, agora, menos uma preocupação pela frente. Mas como nem tugiram nem mugiram, salvo algumas excepções, e acataram a ordem de cortar “cês” e “pês” contentes com essa “modernização” simplista da Língua Portuguesa, agora vão ter de engolir mais um sapo.



Afinal, são mais uns PATETAS num reino de PATETAS que engole sapos a torto e a direito. Agora vão ter de engolir mais um sapo, este de Montenegro… a mando de um Lula.

 

Fonte:  https://portugalpaispatetas.substack.com/p/montenegro-quer-ser-o-coveiro-da

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 15:55

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Segunda-feira, 18 de Novembro de 2024

O Instituto Internacional da Língua Portuguesa (IILP), os decisores políticos portugueses e o presidente da República Portuguesa andam a fazer gato-sapato da Língua Portuguesa, sem que o Poder Judicial tome medidas para travar esta violação da CRP

 

Ora Brasileiros, ora Portugueses acordistas não conseguem deixar a Língua Portuguesa em paz.

Os primeiros, porque a Língua Portuguesa é a pedra no sapato deles.

Os segundos, porque venderam a Língua Portuguesa ao Brasil, deslumbrados com os milhões, não tendo em conta que não falamos a mesma Língua: uma é A Língua, outra, é a sua Variante.

Chamaram-me a atenção para o artigo publicado, hoje, no Diário de Notícias, intitulado Língua Portuguesa e os desafios da Inteligência Artificial, da autoria de Ana Paula Laborinho, DireCtora (na grafia em vigor de jure) em Portugal, da Organização de Estados Ibero-americanos.

 

Esta não será mais uma estratégia para implantar a Variante Brasileira do Português, embrulhada na Inteligência Artificial que, sendo artificial, saberá destrinçar a Língua da sua Variante dependendo de quem estiver por detrás da máquina? E, como sabemos, os Brasileiros, por serem milhões, infiltraram-se em todos os lugares-chave, e é a Variante Brasileira do Português que domina a Internet disfarçada de Português assinalado com a bandeira brasileira, aliás, uma coisa muito feia.

 

Mediante isto, deixarei aqui alguns exemplos do Brutuguês que a Inteligência Artificial talvez possa vir a usar nos desafios que aí vêm.

Nota: não esquecer que a grafia que está em vigor de jure, em Portugal, é a grafia de 1945.

 

Isabel A. Ferreira

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publicado por Isabel A. Ferreira às 17:18

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Quarta-feira, 11 de Outubro de 2023

«Desdém, preconceitos e complexos» [por Paulo Martins]

Texto publicado no Blogue  Apartado 53

 

A independência do Brasil ainda não está terminada, e eu nem sequer imaginava!

A propósito do dia da independência do “Brásiu”, a 7 de Setembro, o molusco presidente do dito país, L. I. Lula da Silva, proferiu uma afirmação absurda numa comunicação vídeo consagrada ao acontecimento. 

 

 

Para lá da desconcertante falta de senso, a tirada suscita-me espanto devido à estranheza da proclamação! Diz o molusco, anteriormente condenado por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, além do envolvimento em outras caldeiradas já descritas no Apartado 53, que “a independência do Brasil ainda não está terminada”. A sério, 201 anos depois!? É de pasmar a admissão de tamanha apatia e notável inépcia demonstrada para a conclusão do processo, além da extrema inabilidade para construir um país independente! Parece-me claramente um exagero a independência não estar terminada passados mais de dois séculos.

 

Ainda que Lula aluda no seu monólogo a outras ideias consubstanciadas em pilares, a saber: democracia, soberania e união que, segundo ele, irão concretizar a tão postergada independência, a escolha de palavras é, no mínimo inapropriada, já que este – assevera a História – é um processo concluído, consolidado e verificável; se não, vejamos, o Brasil é independente desde 7 de Setembro de 1822 e, ainda que relativamente jovem, é um estado soberano e reconhecido como tal pela comunidade internacional. A construção de um país melhor e de uma sociedade mais justa e equitativa, pelo menos para mim, não se confundem com a independência efectiva e reconhecida desde 1822, como é o caso da brasileira. Que idiotice!

 

Lula da Silva “Doutor” Honoris Causa pela Universidade de Coimbra — Março 2011

 

Tudo isto aparenta ser mais um exercício da nada original, enfadonha e facciosa lengalenga vitimista da colonização portuguesa, repetida ad infinitum pelos brasileiros que, segundo estes (ainda que nem todos), causou tanto mal de que o “Brásiu” ainda padece e padecerá nos séculos vindouros e do qual nunca irá recuperar. Tudo por culpa de Portugal, what else, que não fundou nenhuma universidade no “Brásiu”, etc. etc. Já agora, não seria bom retirar a Lula da Silva o título de doutor Honoris Causa atribuído apenas por razões políticas pela Universidade de Coimbra, uma vez que foi condenado na justiça e cumpriu pena de prisão efectiva?

 

Mas, no que a independência do “Brásiu” diz respeito há, contudo, uma dimensão que Lula negligenciou na sua comunicação: a independência linguística, pela qual deveriam Lula e os brasileiros pugnar. Seria o culminar da tão adiada e inatingida independência brasileira.

 

O que a maioria dos portugueses já sabe, e que outros fingem não saber é que a língua falada e escrita no Brasil não é o português. Sim, repito, a língua do Brasil não é a Língua Portuguesa, é o brasileiro, brasilês, brasileirês, brasiliense, brasiliano, ou que lhe queiram chamar os brasileiros, mas português não é de certeza.

 

Historicamente, os brasileiros sempre demonstraram desdém, preconceitos e complexos relativamente à Língua Portuguesa, assim como também sempre manifestaram desprezo pela cultura portuguesa em geral, especialmente ao nível das elites. Não é demais relembrar a acção de Edgard Sanches, um intelectual e parlamentar brasileiro, proponente no Congresso Nacional brasileiro da alteração legislativa do nome da Língua Portuguesa no Brasil para língua brasileira. Infelizmente, por diversas vicissitudes, tal não sucedeu. A acção dessas elites consistiu em degradar e vilipendiar a Língua Portuguesa em terras brasileiras até chegar ao que ela é hoje: um dialecto (chamemos-lhe assim) caótico, cacofónico e agramatical, em suma um “favelês” brasileiro, uma língua já estruturalmente diferente da Língua Portuguesa! Que o diga o professor Ivo castro: “a separação estrutural entre a língua de Portugal, a do Brasil e a dos países africanos é um fenómeno lento e de águas profundas, que muitos preferem não observar.”

 

 

Sugiro que o Brasil deve lançar, isso sim, uma ofensiva diplomática para promover a língua brasileira no mundo e na ONU, em vez de se servir do nome da Língua Portuguesa para o fazer, contando ainda com a conivência da traiçoeira classe política e dirigente de Portugal, levando a cabo efectivamente uma política de independência linguística e nomear de uma vez por todas e definitivamente a língua que se fala e escreve no Brasil como “brasileiro” ou outra coisa qualquer. É minha convicção que aquilo que tem travado essa iniciativa é a crença de muitos brasileiros que, a partir do momento em que o “português brasileiro” passasse a ser apenas “brasileiro”, a sua língua não seria mais do que um crioulo afro-ameríndio, retendo apenas alguma vaga semelhança com o português, uma língua de raiz indo-europeia.

 

Seja como for, parece que a “descolonização linguística” está na moda, principalmente no que à Língua Portuguesa diz respeito. Sendo assim, porque não um impulso de independência linguística por parte do Brasil? Há algum tempo, uns quantos idiotas lembraram-se de propor a ideia tonta de organizar um colóquio subordinado à descolonização da Língua Portuguesa, tal como foi relatado aqui. E pasme-se, até já existe um dicionário da Língua Portuguesa “descolonizada”!

 

Por cá, seria da mais elementar higiene política o afastamento face a Lula da Silva e também face ao “Brásiu”, viu, uma vez que é plenamente independente, ainda que o “prêsidentchi dá República Fêdêrátchiva do Brásiu” o negue. É deveras insólita e incompreensível a paixão que Marcelo, Costa e mais alguns nutrem por um ex-presidiário, condenado pelos crimes acima descritos, sendo o AO90 um dos filhos deste “coito danado”. E ainda é mais insólita a maneira como defendem os interesses brasileiros, sacrificando alegremente os interesses portugueses. O recente périplo do presidente brasileiro pelos países de língua portuguesa mostra a esperteza e as manhas de Lula e os objectivos do Brasil relativamente ao espaço lusófono.

 

 

O que está em causa é o futuro da Língua Portuguesa e do país. Os resultados da brasilofilia doentia têm sido descritos e são perceptíveis quotidianamente por todos nós. Sei que a minha preocupação é também a preocupação de muitíssimos outros portugueses que não se conformam com o AO90 e toda a trama criminosa que lhe subjaz. Quanto à Língua Portuguesa, não a queremos vulgarizada, preferimos a qualidade em detrimento da quantidade de falantes. A falácia do “império linguístico de 300 milhões de falantes” ou coisa que o valha não passa de uma ilusão ingénua alimentada por interesses escusos.

Paulo Martins


A transcrição deste texto, remetido por e-mail pelo autor, reproduz exacta e integralmente o original, incluindo alguns links e o vídeo. Acrescentei alguns outros links e introduzi as imagens. [JPG]

 
publicado por Isabel A. Ferreira às 17:56

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Quinta-feira, 4 de Maio de 2023

O brasileiro Erick de Castro Valverde dixit: « (...) desenvolvam políticas públicas para preservar os traços linguísticos do vosso povo, ou muito em breve, o que hoje se conhece como o sotaque Português de Portugal vai ser conhecido apenas por relat

 

Agradeço ao Erick a sua lucidez.

Lamento que em Portugal haja portugueses que não tenham a lucidez do Erick.

 

MANUEL ALEGRE.jpg

 

Erick de Castro Valverde respondeu a um comentário no post «Fonoaudióloga brasileira em Portugal luta para provar que fala português» às 16:37, 04/05/2023 :

 

Olá, Célia e Isabel! Concordo plenamente com a vossa colocação. Eu sou brasileiro, estudei em escola pública e atesto que a educação brasileira está muito aquém da portuguesa. Há até mesmo estrangeiros de outras nacionalidades se colocando como linguistas criando padrões para o Português falado no Brasil. Se nem os brasileiros em seu precário sistema de ensino conseguem dominar, imaginem estrangeiros de outras nacionalidades em solo brasileiro se colocando como letrados... Acho que isso já diz a que pés andam as equivalências educacionais... O "vitimismo" realmente impera. Vocês não imaginam os absurdos que algumas pessoas escrevem se houver uma simples fala que relacione a cor da pele ou questões sexuais. Eu aprecio e acordo com a vossa postura. Defendam tudo que preserve a cultura e as tradições do vosso povo. Infelizmente, Portugal está sobrecarregado de estrangeiros. Reconheço que há falta de mão de obra e a única forma de tapar essas lacunas é abrir as fronteiras para os imigrantes ( e os que tem vindo ultimamente, ao menos do Brasil, são da pior espécie), mas desenvolvam políticas públicas para preservar os traços linguísticos do vosso povo, ou muito em breve, o que hoje se conhece como o sotaque Português de Portugal vai ser conhecido apenas por relatos em livros de história. Um abraço do Alto Minho.

 


Um abraço de quem tem o Brasil como sua segunda Pátria, e tem a Cultura Brasileira no seu ADN.

 

E um ALERTA!!!!!!!

《(...) muito em breve, o que hoje se conhece como o sotaque Português de Portugal vai ser conhecido apenas por relatos em livros de história.》Diz o JPG que esta é uma frase assassina, sim, por isso, o Erick ALERTA para que Portugal desenvolva políticas públicas para preservar os traços linguísticos do NOSSO povo, OU, muito em breve, o que hoje se conhece no Brasil como o "sotaque Português de Portugal" vai ser conhecido apenas por relatos em livros de história.

E isto é uma verdade cruel. E se nada fizermos para SALVAR a NOSSA Língua, é isto que acontecerá, e é isto que eles pretendem: os de lá e os de cá.

Vamos deixar que isto aconteça?



Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 17:28

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Domingo, 23 de Abril de 2023

Discurso de Lula em Belém: Brasil quer a “Língua Portuguesa” na ONU. Aplaudo, porque os Portugueses NÃO querem a Variante Brasileira do Português designada como “Português do Brasil”, na ONU

 

E nós sabemos das pretensões brasileiras a este respeito, até porque eles consideram-se o Povo da CPLP que tem mais falantes da Língua Portuguesa. O que NÃO é verdade. Essa supremacia vai para Angola, porque Angola continua a falar e a escrever Português. Não o deturpou, não o mutilou, não lhe mudou a Gramática, e nem inventou o AO90, ao contrário do Brasil. Portanto, é verdade que o  Brasil tem mais falantes do que Angola. Certo. Mas NÃO tem mais falantes de Português do que Angola, porque no Brasil NÃO se fala Português. Ponto final.

 

Vejamos: o Brasil é país irmão de Portugal e vice-versa?

 

Evidentemente,tweet, reproduzido na imagem, não foi escrito por Lula da Silva. Será com toda a certeza uma montagem, ou algo que a tal “inteligência artificial” anda a engendrar por aí para enganar o mundo, porém, a verdade é que no conteúdo do tweet está uma VERDADE que os nossos órgãos de informação estão proibidos de divulgar. E se a grande maioria, dos que por aqui andam, se recusa a estar informada, penso que uma minoria estará interessada em saber o que está a passar-se nos bastidores do jogo político Brasil vs. Portugal.


Terão medo de ser acusados de xenofobia ou racismo, por defenderem a Língua Portuguesa? Então é porque desconhecem o significado dessas duas palavras feias.

 

Os fracos ganham força, porque os fortes NÃO existem.

 

Lula - 1.PNG

[Nota: evidentemente, o “tweet” acima inserido programaticamente não contém qualquer conteúdo da autoria do próprio presidente brasileiro. O “avatar” e o texto na imagem representam um “tweet”, de 19 de Abril 2023, do utilizador Twitter https://twitter.com/Lvisaug]

Origem da imagem e nota:  Apartado 53

 

Mas ainda que isto não tenha nada a ver com Lula da Silva, ainda que alguém tenha escrito isto por ele, a verdade é que nestas palavras está toda a VERDADE desta ligação Brasil-Portugal.

A mim, não me parece que Brasil e Portugal, nos tempos que correm, sejam países irmãos, por muitos motivos e mais este: o Brasil USURPOU a Língua Portuguesa que herdou dos Portugueses, logo que se libertou do jugo da colonização, com a vinda do Imperador Dom Pedro para Portugal, (podia ter adoptado o Tupi-Guarani, essa sim, uma das verdadeiras Línguas Brasileiras!). Mas não, decidiram adoptar a Portuguesa, que foi deslusitanizada e mutilada, tendo sido nela introduzidas substanciais diferenças fonológicas, semânticas, ortográficas, lexicais, morfológicas e sintácticas, e depois, o Brasil teve a distinta lata de continuar a chamar “portuguesa” à Língua que deturpou, numa flagrante ingerência na Soberania do País ao qual chama “irmão”.  E com irmãos destes quem precisa de inimigos? A bem da verdade, o Brasil é um filho de Portugal, não, irmão.

 

Lula - 3 (2).PNG

  Origem da imagem: Blogue Apartado 53

(Este Blogue foi desa tivado por morte do seu autor)

(Aproveitem e leiam o texto todo, para que não morram sem saber do que se passa, porque a nossa média, está proibida de informar, sobre estas matérias, urdidas nas caves sombrias, por onde se movimentam os políticos portugueses e brasileiros, pensando que em Portugal NÃO existe quem saiba de tudo).

 

A história vem de longe: numa tentativa de baixarem o índice altíssimo de analfabetismo, os Brasileiros, no Formulário Ortográfico de 1943, Base IV, inventaram SUPRIMIR as consoantes que NÃO pronunciavam: “afeto”, “teto”, “arquiteto”, direção” etc., etc., etc..

 

Contudo as consoantes que pronunciavam, mantiveram-nas: recePção, aspeCto, excePto, perspeCtiva, e umas poucas mais.


E o que saiu desse Formulário foi a Variante Brasileira do Português, à qual, por questões meramente POLÍTICAS, envoltas em secretas tramóias, continuaram a chamar Português do Brasil, uma designação que NÃO corresponde à verdade: a Língua é outra, e as regras gramaticais também são outras.

 

Vejamos o que nos diz uma professora que tem uma página no Facebook, denominada “Brasil Escola”, para ensinar “português” a Brasileiros, e com a qual tive oportunidade de esgrimir:  

Lula - 2.png

 

Origem da imagem:  Facebook
 

A solução, para diminuir a taxa de analfabetismo, NÃO estava na supressão das consoantes não-pronunciadas.

A solução estava em PRONUNCIAR as consoantes mudas, como o fazem TODOS os outros povos de Línguas Românicas.

Tal pormenor faria toda a diferença, e, neste momento, não andávamos aqui a LUTAR pela defesa da LÍNGUA DE PORTUGAL, que NÃO é a mesma da do Brasil, porque a do Brasil é uma Variante da Língua de Portugal.

 

Isto para dizer que quando LULA referiu que o Brasil quer a Língua Portuguesa na ONU, significou muito obviamente que Lula da Silva quer, na ONU, a Variante Brasileira do Português, aquela que o Brasil impingiu a Portugal, disfarçado do fraudulento AO90, engendrado por Antônio Houaiss, que em Português se diz e escreve António. Convém ao Brasil que o vocábulo “portuguesa” esteja no meio disto, porque as Línguas representadas na ONU são as ORIGINAIS, não são as variantes das línguas originais.

 

E um estrangeiro que aprendeu a Língua Portuguesa, de origem greco-latina, sabe que Brásiu é Brasileiro, e Brâsil é Português.  Sabe que em Português se escreve afeCto, e em Brasileiro escreve-se “afeto”, que, pelas regras gramaticais portuguesas se lê “âfêtu”.

A ONU até pode ter como secretário-geral um cidadão português que se prestou a vender a sua Língua Materna ao Brasil, mas a ONU não é o secretário-geral, e se os restantes membros desse organismo ainda não sabem, é preciso fazê-los saber que lhes vão apresentar gato por lebre.

E é como diz a Isabel Coutinho Monteiro:

 

Lula - 3 (1).PNG

Origem da imagem: Facebook

 

Pois é!  Se algum dia o Português tiver de ser uma Língua Oficial da ONU, NÃO será o "português" que anda por aí “incorretamente” (TF:  incurrêtâmente) escrito e falado pelos políticos portugueses e seus acólitos, mas aquela que foi levada aos quatro cantos do mundo, pelos nossos navegadores.  


Ah! E se Marcelo Rebelo de Sousa não tiver coragem para defender a SOBERANIA de Portugal, jamais lhe erguerão uma estátua, ainda que horrorosa, como a do secretário-geral da ONU, em Vizela.


Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 16:34

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Segunda-feira, 27 de Fevereiro de 2023

Ao redor dos “porquês” da legendagem em Português de uma pequena entrevista de António Costa, num exclusivo para a TVI

 

Pela primeira vez, vi uma fala de António Costa, ser legendada no ecrã de uma estação televisiva, em Portugal, em Português.

 

 Fiquei surpreendida. E então ocorreu-me questionar o porquê desta legenda, uma vez que o primeiro-ministro NÃO estava no Brasil, a falar para Brasileiros.
 

Bem sabemos que a dicção de António Costa não é perfeita, o que não é um defeito assim por aí além, até porque quase ninguém dos que falam nas televisões têm uma dicção perfeita, incluindo a classe jornalística (salvaguardando aqui as raras excepções). Se bem que o primeiro-ministro de um País, deva usar a sua Língua Materna com mestria, para não fazer má figura e não dar mau exemplo às crianças que têm na Televisão, no YouTube, no Tik-Tok e noutros sítios que tais, uma verdadeira escola de mal-falar, de mal-escrever e de mal-pensar.

 

Por outro lado, pode perguntar-se: mas que Língua Materna é essa que a Isabel mencionou? Ora essa!!!! A Língua de Portugal, obviamente.

 

Então, se António Costa estava em Portugal, a falar a Língua de José Saramago, porquê, as legendas?


Pelas imagens, que ilustram este texto, vemos que não foi para que os cidadãos com défice auditivo, pudessem perceber o que Costa estava a dizer, porque está lá uma senhora a acompanhá-lo em Língua Gestual.

 

Também não seria para os Portugueses, porque estes já estão habituados ao falar de António Costa, e percebem-no mesmo quando come as sílabas.

 

Uma vez que o assunto era sobre “um ano de guerra na Ucrânia”, as legendas seriam para os Ucranianos que se encontram em Portugal? Não me parece, pois os que já cá estão há mais tempo, já se entendem com a Língua Portuguesa, e até a falam muito bem, e este muito bem é um muito bem quase sem sotaque estrangeiro, melhor até do que muitos portugueses, de todos os sexos, que vêem demasiadas telenovelas brasileiras. Se as legendas se dirigiam aos refugiados ucranianos, que Portugal recebeu, estes, não sabendo Português, de nada lhes serviria as ditas cujas.

 

E como nunca ninguém se incomodou em legendar em Inglês, Língua que quase todos dominam, as falas dos políticos portugueses, para que os muitos imigrantes, de todas as partes do mundo, que vêm para Portugal à procura de uma vida melhor, e NÃO sabem Português, pudessem perceber o que os políticos dizem sobre as políticas que a eles lhes dizem respeito, mais estranho me pareceram aquelas legendas em Português, na fala  de António Costa.

 

Foi então que me ocorreu o seguinte: puseram aquelas legendas para que os Brasileiros percebessem o que António Costa estava a dizer? Assim como se faz no Brasil, que se tem de legendar as falas dos Portugueses ou dobrar as falas dos actores portugueses em novelas luso-brasileiras ou em filmes portugueses, para que os Brasileiros possam entender a Língua que eles NÃO falam? Sim, porque nos tempos que correm, quem manda na Língua e exige que se imponha a Variante Brasileira do Português, nas escolas portuguesas,  são os Brasileiros. Como se alguma vez, no Brasil, os Portugueses, ou qualquer outra nacionalidade, impusessem a sua Língua Materna, aos Brasileiros!


Bem, talvez não fossem os Brasileiros o motivo da loegendagem. Talvez fosse por outro motivo qualquer, que NÃO me passa pela cabeça.

 

Fiquei apenas surpreendida pelo inédito da situação. Gostaria de saber exactamente o porquê daquelas legendas em Português, de uma fala portuguesa.


Contudo, tudo é possível. Há pouco tempo veio para Portugal uma senhora brasileira, que me foi recomendada para que eu a ajudasse no que pudesse.  Como sempre faço, com todos os que vêm para Portugal, procurar uma vida melhor, sejam brasileiros ou outra nacionalidade qualquer. Se vêem por bem, o meu DEVER é ajudar.  

Só que essa senhora tem muita dificuldade em perceber o meu falar, que é um falar coimbrão, martelando todas as sílabas, e que aprendi com aprumo, para poder dar AULAS de Português e de História, e os meus alunos perceberem o que eu dizia. Nunca tive dificuldades em fazer-me entender com ninguém, nem com nenhuma outra nacionalidade. E embora essa senhora seja uma brasileira dos quatro costados, neta de uma avó indígena, instruída, frequentou uma Universidade brasileira, e fale a Língua que o Brasil chama erradamente “Português do Brasil”  não me entende, quando falamos pelo WhatsApp.


Como ainda não é possível pôr legendas no WhatsApp, a nossa comunicação tem de ser feita através de mensagens escritas, grafadas por mim, à portuguesa, e grafadas por ela, à brasileira.

Eu podia comunicar-me com ela, falando à brasileira, porque a Variante Brasileira do Português é a minha segunda Língua, com a qual aprendi a ler e a escrever (repito), a seguir à Portuguesa, Inglesa e Castelhana. Mas não o faço.  Se vou ao Brasil, comunico-me em Brasileiro. Se vou a Inglaterra, em Inglês. Se vou a Espanha, em Castelhano. No meu país comunico-me em Português, com quem o entende. Se os estrangeiros com quem lido não souberem Português, comunico em Inglês ou Castelhano, conforme for. Com os Brasileiros, que dizem que Portugal e Brasil falam a mesma Língua, mas não entendem o Português, e precisam de legendas ou dobragens, se calha de não me entenderem, não me ocorre falar noutra Língua a não ser em Português. Nem que se seja apenas através de mensagens escritas.

 

Isabel A. Ferreira

 

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publicado por Isabel A. Ferreira às 17:55

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Terça-feira, 14 de Fevereiro de 2023

O «Português do Brasil “é língua oficial de Portugal” e sobrepõe-se à nossa “frigidez sonora”»? Desde quando? Que loucura é esta? Não teremos um presidente da República em funções?

 

bandeiras-brasil-e-portugal-1.jpg

 

O que está entre aspas no título desta publicação, é o título de um artigo publicado na ZAP Notícias que INSULTA os Portugueses Pensantes, e pior do que isso, envereda por um caminho que DESAUTORIZA as autoridades portuguesas, e estas, muito servilmente, como se fossem capachos do Brasil, são incapazes de repelir tal afirmação.

 

Bem sabemos que, em Portugal, os Portugueses Pensantes não estão em maioria, a começar pelos governantes que, a rastejar, permitem que nos ROUBEM a NOSSA Soberania, assim, tão descaradamente.

Antes de continuar esta minha contestação, aviso já, que vou transcrever para a Língua Portuguesa, as palavras escritas em Brasileiro, assinalando-as a azul, até porque o dito “português do BrasilNÃO existe, e a Língua Portuguesa é a LÍNGUA OFICIAL de Portugal, não estando SEQUER em vigor o malfadado acordo brasilortográfico de 1990, que só veio lançar o desacordo, o caos ortográfico, o desentendimento, e infiltrar-se na vida dos Portugueses como uma praga.

 

Este artigo da ZAP, assinado pelo articulista Daniel Costa, começa por afirmar o seguinte: «O direCtor da Câmara de Comércio e Indústria Luso-Brasileira, José Manuel Diogo, diz que o português do Brasil “é verdadeiramente uma língua oficial de Portugal”.»

 

Poderia justificar esta infeliz declaração de José Manuel Diogo apresentando o facto de Nuno Rebelo de Sousa, filho de Marcelo Rebelo de Sousa que, por mero acaso, é o actual presidente da República Portuguesa (?) representar actualmente a Câmara Portuguesa de São Paulo, e ser Presidente da Federação das Câmaras de Comércio Portuguesas no Brasil.

Mas não vou por aí.   

 

Contudo, justifica-se esta ingerência na soberania portuguesa, com esta afirmação gratuita e disparatada, com base nestas estatísticas, conforme o texto em causa:

«O número de brasileiros que imigra [?] para Portugal continua a aumentar. Em 2022, viviam em Portugal 233.138 brasileiros, mais 28.444 (13%) do que em 2021.»

«Nos últimos 12 anos mais de 391 mil brasileiros obtiveram a nacionalidade portuguesa. Trata-se da principal comunidade estrangeira residente no país.»

«Portugal é um país com pouco mais de 10 milhões de habitantes, dos quais 400 mil ainda não falam português — por serem bebés ou crianças demasiado pequenas.»



O número de Brasileiros, que imigram para Portugal, continua a aumentar, porque Portugal e a aquisição da nacionalidade portuguesa são uns excelentes trampolins para os restantes países da Europa. Estas estatísticas não interessam?

 

Eu não sei de números, mas sei de muitos, mesmo muitos brasileiros que já estão de pedra e cal em vários países europeus, onde os salários são mais apetitosos, do que os magros cêntimos que ganhavam em Portugal. Aliás, também há milhares de portugueses que fazem o mesmo. Isto é ou não é verdade? Eu conheço muitos que já partiram para a Europa.

Até os refugiados, que Portugal recebe, FOGEM para a Europa.

 

Portugal é apenas um muito conveniente trampolim. E o passaporte português dá muuuuuuito jeito. Por enquanto.



Eu fiquei muito estarrecida com o facto de meterem as crianças portuguesas, que ainda não falam, nas estatísticas, para justificarem o minoritarismo da Língua Portuguesa, como se todas essas crianças nascessem MUDAS, e nunca viessem a falar.

 

Além disso, há um pormenor muito importante: na Europa são vários os países com Línguas minoritárias, que os Países preservam como jóias preciosas.

A Língua Portuguesa é uma dessas jóias preciosas, e apenas os que gostam de se enfeitar com pingentes de bolotas feitos, rejeitam adornar-se com pérolas.

E o texto assinado por Daniel Costa, continua num registo de alucinação:

 

«É com base nestes dados demográfico [??] que, num texto publicado na Folha de S. Paulo, o direCtor da Câmara de Comércio e Indústria Luso-Brasileira, José Manuel Diogo, escreve que “sem compromisso com o erro, o português do Brasil é verdadeiramente uma língua oficial de Portugal”.»

 

Dados demográficos? Que dados demográficos entram para esta avaliação? As 400 mil crianças que ainda não falam? Além disso, NÃO existe um “português do Brasil”. Existe uma Variante Brasileira do Português, que NÃO é Portuguesa, uma vez que DESLUSITANIZARAM o Português.

 

E o texto diz mais:

 

«O também fundador da Associação Portugal Brasil 200 anos sublinha que “simplesmente caminhando nas ruas”, o número de falantes de português do Brasil parece bem maior do que é na realidade.»



Pode parecer, mas NÃO é. Caminhando-se nas ruas, por exemplo, de Lisboa, ouve-se uma babilónia de línguas, e entre as mais variadas línguas, ouve-se também a Brasileira.

 

NÃO é verdade que a Variante Brasileira do Português se sobreponha ao Português.  Pode parecer, porque se formos ao Google consultar alguma matéria, aparece a Variante Brasileira, que nos convida a passarmos para o Inglês, porque esta Língua vem correCtamente escrita, e as traduções são impecáveis. Também parece que as televisões portuguesas estão instruídas para mostrarem MAIS brasileiros a dar palpites em várias situações, do que portugueses ou outras nacionalidades. Para darem a ideia de que os Brasileiros são em numero maior do que os Portugueses juntos com as outras nacionalidades, que ultrapassam a centena. A isto chama-se fazer batota, enganar o ceguinho...

 

Eu quando caminho na rua ouço falar Brasileiro, mas também Mandarim, Ucraniano, "indiano" (*) e  outras línguas asiáticas, que não domino, mas maioritariamente, ouço falar PORTUGUÊS, se juntarmos as vozes dos Portugueses às dos Africanos de expressão portuguesa.

E o texto continua num registo alucinatório:

 

«“O balanço doce do português de Vinicius [???] de Moraes sobrepõe-se à frigidez sonora dos conterrâneos de Pessoa e Saramago”, escreve José Manuel Diogo. “A vida acontece cada vez mais em ônibus que nos autocarros, e a frescura mata-se cada vez mais na geladeira que no frigorífico”.»

 

Como está enganado o Sr. José Manuel Diogo! Esqueceu-se de que em Portugal vivem milhares de portugueses fiéis à Língua de Luiz de Camões, de Fernando Pessoa, de José Saramago, de Eça de Queiroz, de Camilo Castelo Branco, entre outros, os quais [portugueses] NÃO se venderam ao Brasil?


Os Brasileiros, em Portugal, andam de autocarro e guardam os seus mantimentos no frigorífico. Se querem andar de ônibus ou guardar os víveres na geladeira, terão de optar por regressar ao Brasil.



Quanto à frigidez sonora, essa eu deixo para os ouvidos mal lavados, cheios de cera, que não conseguem captar a sonoridade das Línguas Românicas. Sabiam que os tchis (T) e os djis (D) e os iu (L) e a supressão dos érres finais, cansa os ouvidos com tanta tilintação? É que actualmente já não se ouve o «balanço doce do Português de Vinícius», porque o Português de Vinícius já NÃO existe maisHoje é oi, ah , , a torto e a direito. A prosa já não é a mesma, e a oralidade foi desvirtuada.

O texto em causa continua assim:

«Crianças e jovens usam cada vez mais expressões brasileiras, impulsionadas por influencers brasileiros do YouTube e outras redes sociais.»

«“A exponencialidade do aumento da ‘demografia brasileira’ em Portugal antecipa uma nova era normativa para a língua portuguesa”, prevê o português natural de Castelo Branco. “A nova proporcionalidade na convivência de falantes no território português confronta a língua e os seus estudiosos com uma necessidade de reinvenção —será esta a palavra certa?”.»

 

Não, não é a palavra certa.

Portugal e os Portugueses Pensantes não estão disponíveis para se renderem à Variante Brasileira do Português, por um simples motivo: a Língua Portuguesa está VIVA. Querem enterrá-la, mas ela ainda NÃO morreu. Não precisa de novas normativas, porque as novas normativas só são válidas para o Brasil, e em mais nenhum país da mal denominada lusofonia.

Quanto à afirmação de que as crianças e jovens portugueses usam cada vez mais expressões brasileiras, impulsionadas por influencers brasileiros do YouTube e outras redes sociais, como o Tik-Tok, que apresenta verdadeiros atentados à inteligência humana, e  as crianças NÃO são as parvas que querem fazer delas, é mera ilusão de quem pretende impor à força, em Portugal, a Variante Brasileira do Português. As crianças e jovens podem até repeti-las, mas por lhes acharem piada. Mas é só.



Há que dizer, porque é verdade, que os influencers brasileiros do YouTube e Tik-Tok estão muito mal cotados em Portugal, e penso que pelo mundo fora, porque além de NÃO passarem nada que se aproveite, a linguagem é da mais rasteira que há. Nem pouco mais ou menos é «o balanço doce do Português de Vinícius», que nunca cansou os seus ouvintes. Ao passo que a sonoridade restolhenta da linguagem que os brasileiros incultos andam a disseminar no YouTube e outras redes sociais, envergonha a Cultura Culta Brasileira.


Que nenhum brasileiro, instruído e culto, se regozije com o tipo de linguagem brasileira que anda por aí a ser disseminado nas redes sociais, porque tal linguagem envergonha as pedras das calçadas portuguesas, deixadas pelos portugueses, em muitas ruas do Brasil.

E o texto termina:

 

«Segundo o historiador e analista político brasileiro José Murilo de Carvalho, os estudantes e imigrantes do país sul-americano vêm para Portugal “em busca de emprego e de formação académica”.»

No fim de Julho do ano passado, o SEF informou que tinha atribuído 133 mil novos vistos de residência a cidadãos estrangeiros nos primeiros seis meses do ano.

Os números avançados revelam que 47.600, mais de um terço, são imigrantes brasileiros. A fila de espera para novos vistos andará por volta dos seis meses.»


Sim, tudo isto é verdade, mas quantos destes 47.600 brasileiros estão interessados em fixar-se em Portugal definitivamente? Ou esperam que Portugal se transforme no 28º Estado da República Federativa do Brasil, como já se ouve por aí, e nenhum governante português DESMENTE?


A quem Portugal está entregue? Quem manda em Portugal? Quem souber que me responda.

E porque aprendi a ler e a escrever no Brasil e vivi lá vários anos, e conheço a Cultura Culta Brasileira (actualmente tão desprezada) que faz parte da MINHA Cultura, tenho toda a legitimidade de escrever o que escrevi, o que não faz de mim, nem xenófoba, nem racista, até porque a maioria da minha família é brasileira, já na terceira geração. Como poderia menosprezar essa parte de mim?

 

Mas não tolero este tipo de IMPOSIÇÃO de uma cultura linguística, e não só, que nada tem a ver com os Portugueses. Isto não é coisa que um país livre e soberano, faça a outro país livre e soberano. Ou será que Marcelo Rebelo de Sousa entregou Portugal ao Brasil, por interesses alheios aos interesses de Portugal, e Portugal já não é um país soberano?

 

Fonte do texto publicado na ZAP Notícias:
https://zap.aeiou.pt/portugues-brasil-lingua-oficial-portugal-521192

 

(*) De facto, o "indiano" não existe. Mencionei a Língua, que ouço os Indianos a falar, por "indiano", porque desconhecendo eu as 22 línguas oficiais da Índia, mas reconhecendo eu os Indianos, (e também os Paquistaneses)  que se diferenciam, fisicamente, dos Africanos, dos Chineses, dos Portugueses, dos Ucranianos, dos Brasileiros (a estes últimos, até os topo à distância, e nem sequer precisam de abrir a boca para falar), para mim, e penso que para muita gente, falam “indiano”, porque fica mais fácil de "identificar" a origem da Língua. Só por isso.

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 19:03

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Quinta-feira, 5 de Janeiro de 2023

Funeral de Bento XVI: Portugal foi hoje humilhado no seu bem cultural mais precioso: a Língua Portuguesa, a qual, na leitura da “Oração dos Fiéis”, foi substituída pela Variante Brasileira do Português, como sendo Português…

 

… e Marcelo Rebelo de Sousa, que esteve presente neste funeral, a representar um país leigo e o seu Povo, qual Povo esteve a representar: o Português ou o Brasileiro? Queremos crer, pelo que ouvimos, que foi o povo Brasileiro, obviamente.

 

Capture.PNG

 

Não esquecer que Portugal é o Berço da Língua Portuguesa.

 

Não esquecer que a Língua Portuguesa é uma Língua Indo-europeia, que identifica PORTUGAL, um país que se diz livre, ma non tropo, pelo que se viu.

 

Não esquecer que quando numa cerimónia, como a que assistimos hoje, é lida a “Oração dos Fiéis”, em várias Línguas, as Línguas que ali são lidas, representam os Países dos quais são Línguas-Mãe, que deram origem às suas Variantes.

 

Porém, tanto quanto sabemos, e o mundo culto também sabe, o PORTUGUÊS é a Língua que representa Portugal, ou deveria representar, se tivéssemos governantes portugueses. Infelizmente, mudaram de nacionalidade.


Pois não foi por acaso que, quando se ouviu que a «Oração dos Fiéis” ia ser lida em PORTUGUÊS, aparece um brasileiro para ler a oração com os seus tchis e djis, representando a Variante Brasileira do Português, e NÃO o Português propriamente dito.

 

Mas tal, não passou despercebido a quem sabe destrinçar entre uma Língua-Mãe e uma Variante dessa Língua-Mãe. E isto só fica mal aos que, neste momento, desgovernam Portugal, sem um pingo de dignidade, sem um pingo de honestidade cultural, sem um pingo de lealdade para com o Povo Português, povo esse, que, no entanto, se encolhe como um lagarto de couve, quando é tocado por algo que não faz parte do seu corpo.  


A Variante Brasileira do Português NÃO representa a Língua Portuguesa. Mais depressa a representariam os Angolanos, por exemplo, do que os Brasileiros, porque os primeiros NÃO desenraizaram a Língua que adoptaram depois da descolonização. Os segundos deslusitanizaram-na e continuam, indevidamente, a chamar-lhe portuguesa. E este é o cerne de toda esta questão.

 

Portugal ficou muito mal neste funeral, em todos os sentidos.



Observação: antes que os Brasileiros menos instruídos, e os Portugueses desinstruídos, que confundem a nossa indignação, o nosso sentimento de amor pelo País que nos viu nascer, e o nosso sentido crítico, ao defender o mais precioso património que nos identifica como um POVO – a Língua Portuguesa - com xenofobia, racismo ou preconceito, e nos insultam com essa ignorância, sugiro que procurem um bom dicionário e leiam e releiam o significado de xenofobia, racismo e preconceito, para que saibam que DEFENDER o que é NOSSO, quando outros tentam usurpá-lo indevidamente, é um DEVER. Porque até os cães ferram os donos, quando lhes mexem na comida.

 

Isabel A. Ferreira

 

Bento XVI.png

O Papa Emérito Bento XVI / Foto: Dario Pignatelli (Vatican) – Reuters

 

Comentário sobre a matéria em causa:

Comentário 3.PNG

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 16:48

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