Quinta-feira, 1 de Abril de 2021

Ao cuidado da classe docente portuguesa: qual o DECRETO que obriga os professores a ensinarem os seus alunos a escrever “incurrêtâmente” a Língua Materna deles?

 

Muitas e variadas vezes deparo-me com professores a dizerem que são OBRIGADOS a adoptar o AO90, porque não têm outro remédio, não têm outra opção, senão OBEDECER, etc., etc., etc..

 

Obedecer a quê?

 

São obrigados como? Quem os obriga? Baseados em qual Lei? Sim, porque só somos obrigados a alguma coisa através de um Decreto-lei. Ainda assim, se essa lei for contrária às nossas convicções éticas, humanísticas, filosóficas, religiosas, temos o Direito à Objecção de Consciência, consignado no n.º 6 do artigo 41 da Constituição da República Portuguesa (CRP), que permite a um cidadão NÃO cumprir determinadas “obrigações”; e, pelo mesmo motivo, temos ainda o Direito à Resistência, consignado no Artigo 21, da mesma CRP. Mas isto aplica-se quando EXISTE uma Lei que obriga a determinada obrigação legal

 

O que não é o caso do AO90. Quando NÃO existe lei, estes direitos são ainda mais direitos.

 

Nesta questão do AO90, NÃO EXISTE lei alguma que obrigue os professores a ensinarem os alunos a escrever incorretamente (lê-se obrigatoriamente “incurrêtâmente”) a Língua Portuguesa, a que, de facto e de direito, identifica a Nação Portuguesa, a nação-berço dos alunos portugueses, e a qual vem consignada na Constituição da República Portuguesa, que o Presidente da República tem o DEVER de defender, e é o primeiro a descartá-la.

 

Comecemos por ler atentamente o que nos dizem sábios JURISTAS:

 

Carlos Fernandes.png

Sebastião Póvoas.png

Paulo Saragoça da Matta.png

 

Portanto, o AO90 além de ser INCONSTITUCIONAL, é ILEGAL e NÃO ESTÁ em vigor, nem em Portugal, nem em parte alguma.

 

O problema é que os professores NÃO estão para se incomodar, e muitos são chantageados com a ameaça de penalizações, que os fazem recuar na afoiteza.  Contudo, se os professores se unissem e se recusassem obedecer a uma “ordem” ( = Resolução do Conselho de Ministros) que não faz lei, e não existindo lei, algum governo teria o atrevimento de penalizar, em bloco, os professores que se dispusessem a lutar pela NOBRE missão de ENSINAR?  

 

E ainda que fossem penalizados! Como se pode viver com a consciência do dever cumprido, depois de andar por aí a “ensinar” os estudantes portugueses, que têm o DIREITO a um ENSINO DE QUALIDADE, consignado na CRP, a escrever incurrêtâmente a Língua Materna deles, obrigando-os a usar uma mixórdia ortográfica, imprópria para consumo de seres instruídos?

 

Contudo, ainda que existisse uma lei que obrigasse a aplicar o AO90, (garantidamente INJUSTA), por substituir a ortografia portuguesa, por uma vergonhosa mixórdia ortográfica, apenas para fazer o jeito a políticos incompetentes, irresponsáveis, servilistas e eivados de prepotência, e a editores mercenários, não teriam os professores o direito de RESISTIR, por não ser da Ética Profissional andar por aí a enganar os alunos, chamando Português ao MIXORDÊS, oriundo do AO90, que os obrigam a escrever?

 

Não me agrada nada dizer isto, mas isto, além de ser voz corrente, é também a minha voz: o que falta aos professores é BRIO PROFISSIONAL, e vontade de se inteirarem dos seus direitos, porque NÃO SÃO OBRIGADOS a ser cúmplices da injustiça cometida contra crianças e jovens portugueses.

 

Mandela.png

 

Se queremos ser justos, acima de tudo, não teremos de ser LIVRES? 

 

Henry david Thoreau.png

 

Para sermos livres, não teremos de ser CORRECTOS?

 

Gandhi.png

 

Se queremos viver de acordo com a nossa consciência livre, justa e correcta, e exercer, plenamente, o nosso direito de cidadania, não teremos o DEVER de desobedecer a uma ordem prepotente, digna apenas de ditadores, e que está a lesar gravemente o Ensino em Portugal, e a gerar os analfabetos funcionais do futuro?

 

Poderão os professores viver com o peso desta responsabilidade às costas?

 

Luther King.png

 

Para consulta (obrigatória) deixo aqui este link, onde Portugueses cultos dizem de sua justiça, acerca do monumental erro que foi a criação do AO90, mas mais do que a criação, foi a aplicação ilegal, inconstitucional e unilateral do AO90, porquanto apenas Portugal, servilmente, cedeu à monumental ignorância acordista.

 

Neste link, existem mais dois links, que conduzem ao que Brasileiros cultos e Africanos cultos, de expressão portuguesa, pensam acerca do AO90.

 

O que os portugueses cultos pensam sobre o Acordo Ortográfico de 1990

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 16:06

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Segunda-feira, 30 de Novembro de 2020

Continua-se a açoitar a Língua Portuguesa, e enquanto os governantes não decidirem acabar com o AO90, continuaremos a ser o único país do mundo a escrever aparvalhadamente

 

Mais uma enxurrada de ignorâncias ortográficas, não só acordistas, contudo, o AO90 veio acelerar a degradação da escrita, e hoje, já não se escreve, rabisca-se conforme lhes dá na real gana.

 

Uma vergonha de gente, que tão mal escreve!

 

Uma vergonha de governantes, que tão mal gerem a questão da Língua.

 

Dá a sensação de que o objectivo é mesmo condenar a Língua Portuguesa à morte. Ela já anda por aí, esfarrapada, agonizante, a precisar de uma lufada de ar fresco, que lhe devolva o viço que tinha, antes da criação patética do AO90, que levou ao desprezo pela escrita e à falta de brio profissional, ao entregarem a ignorantes o destino das Palavras.

 

Conselhos.png

A RTP ainda não atinou com a diferença entre concelho e conselho. E esta não é a primeira, nem a segunda, nem a terceira vez que andamos de passagem entre conselhos. Muito mal aconselhados andam os responsáveis pelo roda-pé das notícias, na RTP...

 

Fonte:

https://www.facebook.com/photo.php?fbid=10214838525075775&set=gm.2824156684495495&type=3&theater&ifg=1

 

ISENSÃO.png

Fonte:

https://www.facebook.com/photo.php?fbid=10214741991223954&set=a.2094402540214&type=3&theater&ifg=1

 

SE QUER.png

 Pois não, não têm sequer produção, nem formação em Língua Portuguesa...

Fonte:

https://www.facebook.com/photo.php?fbid=10158880912003774&set=gm.2823965494514614&type=3&theater&ifg=1

 

ESPÉTACULOS.jpg

 

Tentem ler a palavrinha a amarelo, se conseguirem...
Por outro lado, milagrosamente, acertaram no nome masculino fim-de-semana, que está correCtamente escrito, significando o período composto pelos dias de sábado e domingo,  opondo-se aos dias úteis. Quando escrevem "fim de semana", isto será tudo excePto o período composto pelos dias de sábado e domingo.

 

Fonte:

https://www.facebook.com/photo.php?fbid=814970285967151&set=gm.2821418968102600&type=3&theater&ifg=1

 

VERBO TAR.png

 

Aqui salienta-se o famoso verbo TAR, já implantado na oralidade, mas o que se fala, é levado pelo vento... Porém, a escrita FIXA a asneira, para a eternidade. De resto, já se sabe,  as palavras âtiva e prut'ção (assim pronunciadas, como deve ser) fazem parte da variante brasileira, das palavras de matriz portuguesa aCtiva e proteCção, de raíz latina. 

Fonte:

https://www.facebook.com/photo.php?fbid=4728242360551258&set=gm.2819620334949130&type=3&theater&ifg=1

 

ANTICORPORCOS.png

 

De acordo com o AO90, vêem perdeu o acento circunflexo, o chapelinho que tão bem acentava à palavra!  Tiraram-no daqui e puseram-no no vocábulo ciÊntifica,  no qual o AO90 nem sequer exigia. Porém, a confusão é tanta que já ninguém sabe quando há-de pôr ou tirar o chapéu... Mas o anticorporcos pertence àquela falta de brio profissional, que se entranhou na escrita, cmo uma praga, porque quanto mais mal escreverem, mais favor fazem aos que decidiram acabar com a Língua Portuguesa.

Isabel A. Ferreira

 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 16:02

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Terça-feira, 10 de Abril de 2018

As calinadas dos jornalistas nas televisões

 

Nem tudo será culpa do AO90, mas tudo é culpa da falta de brio profissional, da falta de conhecimentos de Língua Portuguesa, da vergonhosa subserviência ao governo autocrata instituído; é culpa também de muita ignorância e, principalmente, do total desamor pelo principal instrumento de trabalho de um jornalista: a Língua com que se expressa.

 

Em suma: isto é uma VERGONHA! E só acontece num Portugal quase, quase ex-europeu...

 

E a falar? É uma desgraça. Todos os dias ouvimos que este comprimentou aquele; as leis não são compridas… Muitos óvios; alguns já andam de fato a falar à brasileira, e a contatar este e aquele…; sentam líderes na mesma mesa... Enfim, tanta coisa vai mal no “reino” de Portugal…

AGREÇÕES.png

Fonte:

https://www.facebook.com/photo.php?fbid=1700056880037594&set=gm.1810798982298800&type=3&theater&ifg=1

 

OSPITALIZADO.png

Fonte:

https://www.facebook.com/adolfodiasterceiro/photos/a.159851127988274.1073741829.149250599048327/179698912670162/?type=3&theater&ifg=1

 

HOUVE.png

Fonte:

https://www.facebook.com/adolfodiasterceiro/photos/a.159851127988274.1073741829.149250599048327/182052729101447/?type=3&theater&ifg=1

 

LUS.png

 Fonte:

https://www.facebook.com/photo.php?fbid=1539900169452825&set=a.258124244297097.52904.100002985699370&type=3&theater&ifg=1

 

AÉREAS.png

 Fonte:

https://www.facebook.com/photo.php?fbid=10216475215452842&set=pcb.2086716278239543&type=3&theater&ifg=1

 

CONSELHO.jpg

Fonte:

https://www.facebook.com/photo.php?fbid=10155080398561567&set=gm.1810859208959444&type=3&theater&ifg=1

 

PANDARIA.png

Fonte:

https://www.facebook.com/photo.php?fbid=1961088487253397&set=gm.2090369534540884&type=3&theater&ifg=1

 

CAIEM.png

 

CONTRACEÇÃO.png

 

Alguém sabe o que significa contraceção? (Lê-se contrac’ção, e quem não lê assim, lê errado).

 

É que isto nem no Brasil existe.

 

Trata-se de um monstrinho ortográfico criado pelos acordistas para aqueles Portugueses que têm dificuldade em aprender a Língua íntegra e culta.

 

Sugererimos que os legendadores e tradutores de televisão regressem ao primeiro ano da escola básica.

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 11:53

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Segunda-feira, 19 de Março de 2018

Sophia e os "gólos" de Ronaldo

 

O anúncio da MEO é um pouco enfadonho, mas não deixa de ser interessante.

 

RONALDO.png

 

Ronaldo e a andróide Sophia, aliás bonitinha e muito simpática, e se lhe cobrissem a cabeça com uma bela peruca, ficaria quase, quase humana, travam uma conversa sobre os conhecimentos dela sobre a vida de Cristiano Ronaldo.

 

A alturas tantas Sophia alude aos “gólos” (transcrição da pronúncia) do futebolista.

 

Bem, Sophia, sendo andróide, não tem obrigação de saber falar Português fluentemente. Não tem.

 

Desconheço como esta coisa de pôr uma andróide a falar se processa.

 

Também não sei quem foi o responsável pela produção do anúncio.

 

Mas uma coisa eu sei: sei que sem intervenção humana, o “boneco” jamais falaria o que quer que seja.

 

Em Bom Português aquilo que o Ronaldo faz muitíssimo bem é um golo (gôlo) (do Inglês goal - gôl), plural, golos (gôlos).

 

Não se lê do mesmo modo que colo (cólo), do grego kólon.

 

Ora, Sophia, com a sua inteligência artificial, não tem de saber estes pormenores, e apenas repete aquilo para a qual foi programada.

 

Mas nos tempos que correm, nem os andróides escapam a esta ignorância da Língua Portuguesa, entranhada nos mais estranhos lugares.

 

Bem sei que isto nada tem a ver com a introdução em Portugal do malfadado AO90, que, no entanto, ajuda à missa cantada da ignorância desavergonhada, mas tem a ver com três factores que, por mais incrível que pareça, germinam na Assembleia da República Portuguesa e depois espalham-se por aí…

 

1 - Um total desleixo quanto à preservação da Língua Portuguesa;

2 – Um monumental desconhecimento das regras gramaticais;

3 – Uma descomunal falta de brio político.

 

Este tipo de gafe da andróide Sophia (não vou chamar-lhe ignorância, porque a senhora não tem culpa) está generalizado não só em anúncios, mas principalmente nas “falas” de senhores deputados da Nação, ministros, presidentes, directores, administradores, professores, doutores, engenheiros… enfim a elite portuguesa, que passou por universidades, e que devia dar o exemplo de bem-falar e bem-escrever, e são os piores.

 

Fica para uma próxima, a abordagem das gafes linguísticas dos nossos “letrados”.

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 17:35

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