Sexta-feira, 22 de Fevereiro de 2019

«GOVERNO DE CABO VERDE QUER “CLASSIFICAÇÃO IMEDIATA” DO CRIOULO COMO PATRIMÓNIO NACIONAL»

 

Este é o título de um artigo publicado ontem, na Página Plataforma, e que pode ser consultado neste link:

https://www.plataformamedia.com/pt-pt/noticias/sociedade/interior/governo-de-cabo-verde-quer-classificacao-imediata-do-crioulo-como-patrimonio-nacional-10604088.html?fb_comment_id=fbc_1941042479354452_1941244959334204_1941244959334204

 

facto que originou uma troca de impressões entre um cavalheiro e eu. É essa troca de impressões (e algo mais) que aqui transcrevo, porque penso que devemos aproveitar todas as deixas para defender a Língua Portuguesa dos que a querem destruir.

 

MINISTRO DA CULTURA CV.jpg

Ministro da Cultura e Industrias Criativas de Cabo Verde, Abraão Vicente.

Orlando Almeida/Global Imagens

 

A propósito desta proposta do Ministro da Cultura de Cabo Verde, deixei no texto o seguinte comentário:

 

Isabel A. Ferreira (comentou):

Todos os países ditos lusófonos terão as suas línguas oficiais locais, e a Língua Portuguesa ou passa a língua estrangeira ou então desaparece, nesses países.

Então para quê estar a arruinar a Língua Portuguesa, em Portugal, com a adoPção do Acordo Ortográfico de 1990, que não passa do abrasileiramento da língua, que no Brasil passará a ser a Língua Brasileira?

Qual o interesse de estrangeirar o Português, da Família Indo-Europeia? Com que finalidade? Com que obscuros desígnios?

Acabem com esta vergonhosa ingerência no Património Cultural Imaterial de Portugal. Que cada país fique com a sua Língua, com a sua Cultura. Não será mais inteligente?

Força! As ex-colónias portuguesas merecem ser completamente independentes. Concordo que pugnem pelos seus dialectos e os transformem em Línguas Oficiais.

 

***

E o cavalheiro Luís Oliveira retorquiu deste modo:

 

Luís Oliveira (comentou):

Quando isso acontecer, será o caminho para o desaparecimento da lingua portuguesa em qualquer país que fale português.. E o crioulo só vai atrapalhar mais o desenvolvimento dos respetivos países além de tb ter os dias contados... No Brasil, pela imensidão de gente que fala português, será onde estará mais tempo o português... Mais que em Portugal que acabará abafado pelo espanhol e inglês... Separar o português nos países que falam português, dará mais margem para o espanhol inglês dominar no mundo e estes agradecem... Os proximos séc. serão de imposições de linguas mais faladas no mundo e as linguas com menos de 20 milhões de falantes irá ser museu já em 100 anos! Não queiras estragar tudo com ideias estupidas...

 

***

Como não sou de me calar quando um cavalheiro investe contra a minha pessoa deste modo elegante, respondi-lhe o seguinte:

 

Isabel A. Ferreira (comentou):

Luís Oliveira desculpe, mas ideias enviesadas tem o senhor que, pelo que se vê, desconhece a história das línguas no mundo, e tem uma visão muito distorcida da questão das línguas.

Enquanto houver PORTUGAL e PORTUGUESES jamais a Língua Portuguesa desaparecerá do mundo. JAMAIS. (Não esquecer que a Língua Portuguesa é Património Cultural Imaterial de Portugal). E isto é o que interessa. Não interessa para nada os MILHÕES, quando esses milhões se afastaram da Língua Portuguesa e criaram uma outra língua. Contudo, se os "luíses oliveiras" e os "augustos santos silvas" e os "antónios costas" e os "marcelos rebelos de sousas", que deixaram de ser portugueses, continuarem a predominar sobre os PORTUGUESES, e se Portugal se transformar no quintal dos estrangeiros (estamos perto disso) ora então teremos a invasão do mandarim, do brasileiro, do castelhano, do inglês, do francês e sabe-se lá de que mais línguas.

O Crioulo Cabo-Verdiano (de origem portuguesa), bem como os restantes dialectos cabo-verdianos já são falados há muito, em Cabo Verde. O Português tenderá a ser uma língua estrangeira. E os Cabo-Verdianos fazem muito bem. Há que cortar o cordão umbilical com o ex-colonizador.

Nos restantes países, Angola, Moçambique, Guiné Bissau, São Tomé e Príncipe (onde o Francês predomina), Timor-Leste, os povos falam os seus dialectos, e embora a Língua Portuguesa ainda seja língua oficial, ela é falada apenas por uma minoria, porque o que predomina são os muitos dialectos desses povos.

E o que interessa a Portugal que o Português tenha de ser a língua mais falada no mundo? Nada. Porque jamais será. Porque os milhões de brasileiros substituirão o vocábulo "portuguesa" por "brasileira". E fazem muito bem.

E nós, Portugueses, poucos, mas bons, continuaremos a preservar o nosso Património Linguístico.

 

***

Num outro comentário, uma outra visão, sobre a mesma questão, a qual não deixa de ser real:

 

VC Rodrigues (comentou):

Os paises ex-colónias portuguesas só têm interesse no relacionamento com Portugal enquanto tiram algum proveito disso. Quando um presidente ou primeiro-ministro vai a um destes paises a viagem fica maioritáriamente centrada, na perspectiva dos políticos daqueles povos, na questão da facilitação dos vistos para imigrar para Portugal (e Europa) e na facilitação da obtenção cidadania portuguesa para os seus cidadãos. E os portugueses lá lhes vão dando sempre o que eles querem em troca de umas promessas de negócios para as empresas dos amigos dos políticos. Agora apróximação cultural, "familiar", etc., é tudo conversa da treta e eles sabem-no bem. O que até se compreende porque apenas no final do sec. XIX e no sec. XX (ao todo não mais de 100 anos) é que estivemos lá verdadeiramente e com ocupação efectiva dos territórios. Durante este tempo os indigenas maioritáriamente não eram mais do que simples empregados miseráveis ou trabalhadores em troca de alimentação apenas (quase escravos). A aproximação entre povos com relacionamentos no passado assim é uma fantasia. Em Angola por exemplo a maioria destesta-nos. E em Moçambique parece estar a despertar o antiportuguesismo. E grande parte dos que imigraram para Portugal não querem saber de se integrar, não querem ser portugueses ou apenas o são por oportunismo e muitos pisgam-se logo que podem para a Europa (veja-se o caso do cabo-verdianos que por via de Portugal invadiram a Holanda).

 

***

Entretanto, um outro comentário surgiu e deixou-me estupefacta:

 

André Filipe (comentou):

Eles que adoptem o idioma que quiserem, a partir do momento que não querem a língua portuguesa, Portugal deveria cortar relações de vez com os paises lusófonos que de lusófonos teem cada vez menos.

***

 

Não poderia deixar sem resposta este desvario do André Filipe:

 

Isabel A. Ferreira (comentou):

André Filipe, desculpe, não concordo consigo. As ex-colónias portuguesas, hoje, são países livres e soberanos, e têm todo o direito de escolherem a língua que bem entenderem.

Não querem o Português? Estão no seu direito. Mas isso não deve ser motivo para se cortar relações. Muito pelo contrário, devemos cultivar as boas relações com esses povos, como mantemos com outros. E a Língua não deve servir nem para UNIR nem para DESUNIR. Cada um deve ficar com a sua, porque na diversidade é que está toda a riqueza das relações. Nada há mais interessante e frutuoso do que a união de povos através da diversidade que cada um apresenta.

A minha Língua é a Língua Portuguesa. Mas amo conhecer a língua de outros povos. Isto faz parte do nosso enriquecimento cultural. Vou adorar aprender o Crioulo Cabo-Verdiano e acrescentá-lo ao rol das línguas estrangeiras que domino.

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 16:46

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Sexta-feira, 14 de Setembro de 2018

CONTINUANDO A DEMONSTRAR A CEGUEIRA MENTAL DOS ACORDISTAS…

 

… algumas considerações ao acaso…

Basta de tentar esconder a verdade, porque a verdade é tão óBvia, que até um cego de nascença a vê à distância, num nevoeiro cerrado…

Apenas os cegos mentais não a vêem.

 

António Costa, o presidente da República, os tribunais (que não emitem sentenças em prazos razoáveis, como manda a Lei) e o pseudo-grupo de avaliação do impacto do AO90 estão a apostar na passagem do tempo e na irreversibilidade do processo que levou à substituição da grafia portuguesa pela grafia brasileira.

 

Mas… existe um mas, porque só a morte é irreversível, e assim como se andou há-de desandar-se, porque valores mais altos se levantarão e não permitirão que se vá de cavalo para burro, apenas porque uns poucos ignorantes assim o querem, e uns espertalhões encham os bolsos.

 

ESCOLAS PUBICAS.png

Sabemos que a SIC está tomada pela brasilidade. É uma das estações televisivas que mais maltrata a Língua Portuguesa. Estas escolas púbicas parecem vir de quem tem pôbremas de linguagem… (Onde é que eu já ouvi isto?)

 

Os erros de Português são às carradas nos órgãos de comunicação social. Uma autêntica vergonha que só diz da ignorância dos envolvidos. Quem não sabe escrever e decifrar o que se escreve, vá tratar de outra vida, porque cada um é para o que nasce.

 

Já vi escrito, por exemplo, “suntuoso” e invita” em Portugal, e isto não significa nada. Não são palavras que façam parte do léxico da Língua Portuguesa. Escrever isto, é o mesmo que escrever “pessicolo". Palavras sem história, sem raiz, sem sentido algum.

 

Temos de respeitar a grafia brasileira? Temos. Sim, temos de respeitá-la, mas não lhe chamemos Português, porque isto a ser alguma coisa, será o dialecto que os brasileiros criaram, a partir da Língua Portuguesa -  Leite de Vasconcelos dixit.

 

Temos de adoptar o dialecto brasileiro, na sua forma grafada, em Portugal? Não temos. Não, porque Portugal tem uma Língua, e passar de uma Língua para um dialecto seria ir de cavalo para burro.

 

Qual será o critério utilizado no Brasil, para mutilar umas palavras e outras, não? Dizem recePção, mas "suntuoso"... Pois... Em italiano isto diz-se "sontuoso", e recePção, diz-se "reception". A italianização é uma possível resposta.

 

***

Se até os Brasileiros cultos o dizem! Aplicar o AO90 em Portugal é aplicar a ortografia brasileira quase na íntegra, naquilo que diz respeito às consoantes mudas, à excePção de excePção e recePção (e palavras delas derivadas) espeCtadores, e outros vocábulos em que eles lêem as consoantes e nós não. É claro que os brasileiros continuarão a grafar excePção, recePção, espeCtadores, Antônio, e os seguidistas acordistas portugueses grafarão receção, espetador, António. E isto, dizem os acordistas, é para UNIFICAR as duas grafias, o que leva a outra ignorância: desconhecem o significado de UNIFICAR.

 

Veja-se, por exemplo, o absurdo que se encontra na Infopédia da acordizada Porto Editora:

Aspeto (isto lê-se âspêtu)

as.pe.to

ɐʃˈpɛtu

nome masculino

  1. feição que um objeto (isto lê-se óbjêtu) ou uma pessoa apresenta à vista; aparência
  2. semblante; fisionomia
  3. lado; face; ângulo
  4. ponto de vista

Do Latim aspectu

 

E agora vem o mais inacreditável:

Também se pode escrever aspecto.

Não, aquele TAMBÉM SE PODE foi completamente ao lado.

O que SE DEVE é escrever aspeCto.

O SE PODE é apenas para os acordistas que,  IGNORANTEMENTE, escrevem aspeto (âspêtu), que não tem significado algum. 

 

***

E só diz o contrário quem desconhece a grafia brasileira e o que está na génese deste falso acordo, acordado entre Bechara e Malaca, ou de quem quer atirar areia para os olhos dos Portugueses. Para este acordo não foram tidos nem achados linguistas angolanos, moçambicanos, timorenses, são-tomenses, cabo-verdianos, guineenses, como seria desejável. Os países lusófonos são oito. E só dois estiveram a engendrar isto.

 

Os "pais" deste imbróglio foram o Evanildo Bechara (Brasil) e Malaca Casteleiro (Portugal), que se algum dia foram linguistas, deixaram de o ser no dia em que decidiram tramar a Língua Portuguesa.

 

Basta de pretenderem atirar areia para os olhos das pessoas.

 

Com o AO90, no Brasil, apenas se modificou alguns acentos e hífenes. De resto, os Brasileiros escreverão como sempre escreveram. E os Portugueses? Os Portugueses SERVILISTAS, e apenas estes e as desventuradas crianças escreverão “à brasileira” para fazer o jeito a alguém, até ver...

 

E disto não há a menor dúvida.

 

O que se passa, diz e muito bem Luís Bigotte de Almeida:

 

«O que se passa é a falta de investimento no ensino da Língua Portuguesa e o facilitismo na progressão no ensino secundário para evitar as, agora chamadas, "retenções" (Ah! Ah! Ah!). O AO90 é absolutamente irresponsável, mas apoia-se na iliteracia que é evidente no país e cuja "incubadora" (para usar outro meme na moda) tem sido a ignorância que é maioritária.»

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 14:09

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Quarta-feira, 17 de Janeiro de 2018

QUE PORTUGUÊS PARA A ONU?

 

ONU.jpg

 

Na entrevista feita pelo acordista Jornal Expresso a Luís Faro Ramos, presidente do “Camões” – Instituto da Cooperação e da Língua (mas qual língua?) li que fazer do Português uma das línguas oficiais da ONU é uma aposta estratégica do Governo (mas qual governo?). E esta foi uma das razões que levaram Augusto Santos Silva, ministro dos Negócios dos Estrangeiros, a nomear pela primeira vez um diplomata para dirigir o instituto que tutela a língua e a cooperação.

 

E aqui colocam-se algumas questões: o tal “Camões” que agora é cooperador dos verdugos da Língua Portuguesa, nesta questão, estará a servir os interesses de quem? De Portugal, como Estado soberano e independente de influências estrangeiras, ou do Portugal subserviente aos interesses do Brasil?

 

É que a Portugal só interessa apresentar na ONU a Língua Materna Portuguesa, na sua versão culta e europeia, para não destoar das restantes Línguas Maternas cultas (algumas europeias) que fazem parte das línguas oficiais da ONU, a saber: o Inglês (de Inglaterra e não das ex-colónias); o Francês (de França e não das ex-colónias); o Chinês (o mandarim e não nenhum dos dialectos chineses); o Espanhol, (de Espanha e não das ex-colónias); o Árabe culto e não nenhuma das suas variantes; e o Russo, Língua Materna da Rússia e de vários outros países da Eurásia, e não nenhuma das suas variantes.

 

Ora não podemos apresentar na ONU outra língua que não seja a Língua Materna de Portugal, que é a Língua Portuguesa na sua versão falada e escrita, culta e europeia, e não na variante ortográfica brasileira que tem implicações com a oralidade (por exemplo, os que escrevem “direto” terão forçosamente de ler “dirêto”, sob pena de estarem a pronunciar mal o monstrinho ortográfico), e a qual andam a impingir aos Portugueses.

 

Sabemos que a aposta estratégica do Governo é a de apresentar à ONU a versão brasileira da Língua Portuguesa, no que respeita à ortografia, até porque foram os Brasileiros que tiveram a ideia primeiro, porque acham que eles são milhões, e nós, os outros escreventes e falantes lusófonos, que incluem os Angolanos, Moçambicanos, Timorenses, Cabo-Verdianos, São-Tomenses e Guineenses somos apenas milhares. Por isso, é tão importante para Santos Silva que os portuguesinhos aceitem o AO90 sem barafustar. A negociata passa por este detalhe. Por isso, o nosso ministro dos negócios DOS estrangeiros anda tão empenhadíssimo nesta negociata, e o “Camões” (quanto desprestígio para o Poeta!) ajuda a esta “missa (ão)”.

 

Portugal não pode impor-se internacionalmente com uma variante da Língua Portuguesa. Seria o desprestígio total. E penso que a ONU descartará essa possibilidade, a exemplo do que já fez o Vaticano: a Língua Portuguesa deixou de ser língua de trabalho na Cúria Romana, por ter perdido o seu cunho de língua culta europeia...

 

(Ler notícia aqui)

A SANTA SÉ FARTOU-SE DO ACORDO ORTOGRÁFICO DE 1990

http://olugardalinguaportuguesa.blogs.sapo.pt/a-santa-se-fartou-se-do-acordo-22657

 

LUSOFONIA: BISPOS LAMENTAM SUSPENSÃO DO USO DA LÍNGUA PORTUGUESA NOS PROCESSOS DE CANONIZAÇÃO

http://olugardalinguaportuguesa.blogs.sapo.pt/lusofonia-bispos-lamentam-suspensao-do-48332

 

Seria uma vergonha, um país europeu impor-se internacionalmente com um dialecto mutilado, e não com a Língua Materna, como todo os outros.

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 11:42

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Terça-feira, 17 de Janeiro de 2017

DOIS PAÍSES, DUAS LÍNGUAS

 

Aviso:

1 – Esta publicação não aborda o AO90 directamente, mas nela está implícita a rejeição deste acordo em favor das línguas derivadas da Língua Portuguesa, nomeadamente no Brasil e Cabo Verde.

2 – No final do texto, direi o motivo que me trouxe até aqui…

 

 Quem você pode confiar 100%?

QUEM VOCÊ.png

 

Encontrei esta situação na página do Facebook de uma cabo-verdiana:

A pergunta «Quem você pode confiar 100%?» está formulada em brasileiro, e não em Língua Portuguesa, como podemos verificar.

 

Eis as respostas a este post, de cabo-verdianos (as), dos quais vou omitir os nomes, por motivos óbvios, (apesar de a página ser pública).

 

Bu tinha dúvidas 😧😧😧

Gosto · Responder · 14/1 às 13:41

 

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***

Nha dimeu?

Gosto · Responder · 14/1 às 13:41

 

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 ***

Felicidade pa nhos

Gosto · Responder · 1 · 14/1 às 17:45

 

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***

I love nhos na tia

Gosto · Responder · 1 · 14/1 às 22:39

 

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***

Não, nca tem dúvida Nta cunfia odju fitchadu

Gosto · Responder · 1 · 14/1 às 22:45

 

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***

Brgd, sdd bo bjjj

Gosto · Responder · 14/1 às 22:46

 

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***

Nu ta amau tb, bjjjjj

Gosto · Responder · 14/1 às 22:46

 

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***

Bu pd tem certeza nha miga d peto loveyou

Gosto · Responder · 14/1 às 23:25

 

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*** 

na se tinha dúvida é pa sotau propi ahaahah ki Dios ilumina nhos sempre

Gosto · Responder · 1 · 14/1 às 23:37

 

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***

Pois é nha miga, bgd, bjjjj

Gosto · Responder · 14/1 às 23:38

 

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 ***

Kkkkkkkk, vdd nha miga quim gosta de mas

 

***

Depois disto, a questão que coloco é esta:

 

O Brasil e Cabo Verde não terão direito a ter uma Língua própria?

 

 

O que uns e outros escrevem ou falam terá alguma coisa a ver com a Língua Portuguesa parida na Europa?

 

Digamos que remotamente terá. Mas o que restou dela foi um dialecto derivado da Língua Portuguesa, que tem pernas para andar nos respectivos países.

 

Sou apologista da Língua Brasileira e da Língua Cabo-Verdiana.

 

Do Latim brotaram muitas línguas.

 

Da Língua Portuguesa poderá brotar muitas mais.

 

Por que não?

 

O que é preciso é acabar com a farsa da CPLP, e mais ainda com a monumental fraude do AO90.

 

E este é o caminho.


Isabel A. Ferreira

 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 16:09

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Segunda-feira, 2 de Maio de 2016

NÃO HÁ QUE REVER O ACORDO ORTOGRÁFICO DE 1990, HÁ QUE ATIRÁ-LO AO LIXO, PORQUE NÃO PASSA DISSO MESMO

 

João José Santos, um desacordista convicto, fez este comentário à notícia de que Marcelo Rebelo de Sousa estaria disposto a rever o AO/90: «Não há que rever o Acordo Ortográfico de 1990. Há que restabelecer a língua tal como ela se encontrava antes do acordo. É que Portugal não tem de fazer acordos linguísticos com nenhum país. Cada país é autónomo e responsável pela língua que usa. Temos uma língua milenar, que é nossa. Somos responsáveis por ela e devemos mantê-la com as suas características. Os outros povos tratem do seu português que, se se desviar muito do português de Portugal, deverá ser chamado de Brasileiro (…) ou de qualquer outra coisa»…

 

75827[1] AOLIXO1.jpg

 

O facto é que, actualmente, se a Língua Portuguesa ainda é Língua Portuguesa, deve-se ao bom senso de Angolanos, Moçambicanos, Guineenses São-tomenses, Cabo-verdianos e Timorenses que se recusaram a embarcar na canoa furada proposta pelo Brasil a Portugal, na qual Portugal aceitou entrar, cegamente, sem ter a mínima noção do que estava a fazer (vá-se lá saber porquê?) saltando para a escuridão, em prejuízo da Identidade Portuguesa.

 

Agora querem que os restantes países lusófonos entrem nessa canoa, para se afundarem também, num descabido querer ser mais papista do que o papa?

 

E o pior é que, por mais que as pessoas esclarecidas, Portugueses e Brasileiros cultos, juristas, embaixadores, escritores e jornalistas (que não se venderam ao lobby editorial e ao governo traidor da Pátria), linguistas e filólogos honestos (porque os há batoteiros) tentem mostrar aos governos português e brasileiro, com argumentos de peso, a inutilidade, a fragilidade, a ilegalidade, a inconstitucionalidade, a idiotice deste AO/90, os governantes continuam a fazer-se de cegos, surdos e mudos ao apelo da razão, e nós gostaríamos de saber porquê…

 

Por alma de quem querem vender a Língua Portuguesa ao Brasil?

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 18:47

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Terça-feira, 29 de Março de 2016

AO REDOR DA MENTALIDADE “ACORDISTA” RETRÓGRADA

 

De facto, «a mentalidade “acordista” é retrógrada, irrealista, insensível, impatriótica, irresponsável, incompetente e ignorante. Representa o triunfo (…) da ignorância arrogante», diz António Emiliano***, na Apologia do Desacordo Ortográfico, pg. 49

 

 *** António Emiliano (Lisboa, 1959) é um linguista, professor e músico português. É doutor em Linguística Portuguesa pela Universidade Nova de Lisboa e professor na mesma instituição. É sócio fundador da Associação Portuguesa de Linguística e da Associação Internacional de Linguística do Português, membro cooperador da Sociedade Portuguesa de Autores.

 

NÃO USE O AO.png

 

No Brasil o AO/90 é desconhecido entre o POVÃO. A esmagadora maioria dos brasileiros não o UTILIZA.

 

Os Brasileiros cultos não o aplicam.

 

Os restantes países lusófonos também não o aplicam. Em Portugal apenas os que não têm ESPINHA DORSAL o fazem.

 

Logo, este AO/90 está condenado ao CAIXOTE DO LIXO que é o lugar adequado para a mixórdia ortográfica que uns poucos IGNORANTES inventaram para VENDER LIVROS e ENCHER OS BOLSOS.

 

E não, não é uma minoria de Portugueses que acredita que a Língua Portuguesa é PROPRIEDADE de Portugal.

 

Apenas uma minoria linguicida e ignorante ACHA que a Língua Portuguesa NASCEU ali... numa rocinha... debaixo de uma bananeira...

Todos os outros sabem que a Língua Portuguesa é uma Língua EUROPEIA e CULTA. Não nasceu do nada, nem foi idealizada para facilitar a aprendizagem dos que nasceram com preguiça mental.

 

O AO/90 NUNCA vingará, simplesmente porque é um ABORTO ORTOGRÁFICO.

 

***

E há quem fale na Síndrome do Colonizado.

 

Germano Almeida (um escritor cabo-verdiano que recentemente declarou em público que a Língua Portuguesa não é de Portugal) está equivocado, disse António Patrício, que é um conhecedor da Língua Portuguesa.

 

Na verdade, a Língua Portuguesa é nossa, dos Portugueses. Fomos nós que a espalhámos pelo mundo, e cada povo tomou-a e adaptou-a à sua cultura e fonética.

 

António Patrício gostava de ver o senhor Germano Almeida ir dizer aos Ingleses que o Inglês não é deles. Mais, o senhor Germano Almeida é originário de um país fundado pelos Portugueses.

 

Mas a verdade é que ficámos a saber que o senhor Germano Almeida não sabe escrever... É a editora e o corrector ortográfico que fazem esse trabalho por ele.

 

Para este senhor vale tudo na escrita do Português! É engraçado vir isto de um escritor cabo-verdiano...

 

Já Cesária Évora (cantora de mornas e coladeiras que gostava muito de França e dos Franceses) dizia "cobras e lagartos" de Portugal e da Língua Portuguesa, e nós, os eternos complexados por termos sido colonizadores, lá andávamos com a senhora ao "colo". Devem ser os ventos daquele lado do Atlântico que levam os intelectuais das ilhas cabo-verdianas a sofrerem, ainda, da síndrome do colonizado.

 

E não são só os cabo-verdianos.

 

Existem cidadãos brasileiros que são grandes defensores da anarquia escrita do Português...

 

E António Patrício coloca a questão: Por que será? Será que a síndrome do colonizado ainda infecta a cabeça de tanta gente assim?

 

Pelo que vemos, infecta. É que nestas coisas, conclui o António, pior do que o colonizador é o colonizado que, depois de ter deixado de o ser, continua a sentir as dores do que foi e já não é.

 

***

 

O que se vê mais por aí são FATOS... mal talhados.

 

É que "fato" deriva do gótico FAT, que significa uma peça de vestuário. Nunca poderá ser entendido como FACTO, que deriva do Latim FACTUM, e significa acontecimento.

 

Os Brasileiros dizem FATO por FACTO, mas não sabem o que dizem. E os Portugueses, sendo portuguesinhos, vão atrás, porque é atrás que vão aqueles que não têm capacidade de IR À FRENTE.

 

***

Para os que refutam que a ortographia mudou desde os seus primórdios, temos a dizer que, de facto, essas mudanças existiram, mas com base em estudos linguísticos, e não impostas por interesses meramente económicos.

 

Quem as fez SABIA O QUE ESTAVA A FAZER.

 

Os do AO/90, não sabem o que fazem... Apenas querem GANHAR DINHEIRO. Como se a ORTOGRAFIA pertencesse à FÍSICA QUÂNTICA e não à LÍNGUA!!!!

 

O AO/90 NÃO PASSOU A SER OFICIAL em Portugal. A sua aplicação é ILEGAL e INCONSTITUCIONAL.

 

Os que o aplicam demonstram uma ignorância monumental. E por mais que lhes demonstremos que estão errados, eles insistem no erro. Porquê?

 

Ora… porque OPTAM pela ignorância.

 

Contudo, o tempo encarregar-se-á de ATIRAR AO LIXO esta mixórdia ortográfica que, falaciosamente,  pretende UNIR as variantes da Língua Portuguesa existentes nos oito países lusófonos. Mas jamais essa união se verificará, pelos motivos mais ÓBVIOS.

 

***

Nenhuma Língua Europeia Culta, oriunda de países que outrora foram colonizadores (Inglaterra, França, Espanha, Holanda, Portugal) foi tão destruída pelos colonizados como a Língua Portuguesa, escrita e falada, foi destruída pelo Brasil.

 

Nos restantes países lusófonos, a Língua Portuguesa manteve as suas raízes.

 

E esta é a grande diferença entre uns e outros.

 

E no meio disto tudo, se tem de haver um país que tenha de recuar e adaptar-se a um novo modo de escrever a Língua Portuguesa, esse país é o Brasil.

 

Portugal não tem de atirar ao lixo a sua Língua, apenas para fazer o frete a uns poucos editores ignorantes e a políticos incompetentes, impatrióticos e irresponsáveis.

 

Isabel A. Ferreira

(Jornalista, escritora, tradutora)

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 16:51

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.Acordo Ortográfico

A autora deste Blogue não adopta o “Acordo Ortográfico de 1990”, por recusar ser cúmplice de uma fraude comprovada.

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.Contacto

isabelferreira@net.sapo.pt

. AO/90 é uma fraude, ilegal e inconstitucional

O Acordo Ortográfico 1990 não tem validade internacional. A assinatura (em 1990) do texto original tem repercussões jurídicas: fixa o texto (e os modos como os signatários se vinculam), isto segundo o artº 10º da Convenção de Viena do Direito dos Tratados. Por isso, não podia ser modificado de modo a entrar em vigor com a ratificação de apenas 3... sem que essa alteração não fosse ratificada por unanimidade! Ainda há meses Angola e Moçambique invocaram oficialmente a não vigência do acordo numa reunião oficial e os representantes oficiais do Brasil e do capataz dos brasileiros, Portugal, meteram a viola no saco. Ora, para um acordo internacional entrar em vigor em Portugal, à luz do artº 8º da Constituição Portuguesa, é preciso que esteja em vigor na ordem jurídica internacional. E este não está!
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