Domingo, 23 de Junho de 2019

QUANDO ELIMINAR OS “PENDURICALHOS” DAS PALAVRAS FAZ PARTE DA LINGUAGEM DE UM PROFESSOR, SIGNIFICA QUE O ENSINO DA LÍNGUA PORTUGUESA, EM PORTUGAL, CAIU NO RALO…

 

Se me contassem eu não acreditava. Mas li. E li no comentário (que abaixo reproduzo) e que me enviou o João Abreu, que se diz professor, mas aparenta nada saber das Ciências da Linguagem, nem da nobre missão de ENSINAR, e chocou-me particularmente o modo leviano e indigno como tratou a nossa venerável Língua Portuguesa, símbolo maior da nossa Identidade.

 

Tive de responder-lhe à altura.

 

penduricalhos.jpg

 

Estes serão os “penduricalhos” que o João Abreu pretende eliminar dos vocábulos portugueses, para lhe facilitar a escrita da Língua?

Fonte da imagem: Internet

 

João Abreu comentou o post RESPONDENDO AO DELÍRIO DE UM ACORDISTA às 18:15, 19/06/2019 :

Para acabar de vez com os penduricalhos na Ortografia! Resposta aos fanáticos ANTI AO90 Cara Isabel Ferreira, não se enerve tanto por coisa pouca. O debate de ideias deve ser realizado de forma serena e construtiva. Em resposta aos dez pontos que enunciou direi o seguinte: Primeiro- está mal informada! é mesmo “detrator” que se escreve segundo a lei. Dê uma vista de olhos na lista de palavras que passaram a escrever-se segundo a nova ortografia, por exemplo, no portal da língua portuguesa. É daquelas palavras que nem sequer admite dupla grafia. Portanto, a Isabel é que está em falta quando escreve essa palavra de forma INCORREcTA, digo, (perdão) INCORRETA (aquele “c” mudo que escrevi estava a mais). Segundo- Não lhe vou chamar ignorante porque sei que é uma pessoa culta mas convém relembrar alguns factos: grande parte da nossa grafia ATUAL vem da profunda reforma que se fez em 1911. Foi aí que se eliminaram aquelas consoantes etimológicas que vinham do grego e do latim. E por que razão se fez isso? Porque chegaram, na altura, à conclusão ( e bem) que a nossa língua estava bastante opaca. O objetivo era dar mais transparência à língua, livrando-se dessas consoantes inúteis e facilitar a aprendizagem da leitura e escrita, desiderato inscrito nos ideiais da Primeira República que apostava fortemente na educação e na diminuição da taxa de analfabetismo. Ora, o AO90 apenas veio concluir essa lógica da reforma de 1911 de dar a primazia à fonética em detrimento da etimologia. Sim, devo confessar: concordo absolutamente em que se acabe de vez com estas consoantes mudas etimológicas ! A imagem que tenho delas é a seguinte: são como penduricalhos que só servem para criar excesso de peso nas palavras. São obsoletas e anacrónicas assim como já na segunda metade do XIX se considerava abstruso escrever alumno, orthographia e escripta. E olhe que já em em 1911 havia muitos velhos do Restelo (tal como há hoje) que de forma obstinada teimavam em resistir à mudança! Terceiro- insisto em dizer que não apenas nas escolas mas em todos os serviços públicos a entrada em vigor do AO90 fez-se de forma totalmente pacífica. Onde é que vê um levantamento geral de funcionários públicos contra o AO90? A realidade que eu conheço é a das escolas porque sou professor e desde 2009 já andei por muitas. Garanto-lhe que o AO90 não é assunto de conversa entre professores e muito menos entre alunos, ou, se já o foi no início, deixou de o ser agora. E a razão é porque o AO90 é já como o ar que se respira, já faz parte do código genético do ato de escrever, tanto de professores como de alunos. E a Isabel sabe que os professores, entre outras coisas, escrevem ATAS de reuniões. E já não vejo ninguém reclamar do tipo “Ai, que confusão me faz escrever “ATA” em vez de “AcTA”! Os alunos continuam a dar erros? Claro que continuam. Mas isso não se deve à existência ou não do AO90. Também já davam muitos erros na anterior graf ia. O problema da desortografia tem causas mais profundas como deve saber. Quarto- já reparou, Isabel que neste texto que escrevi só existem três palavras que se alteram em relação à grafia anterior ao AO90? “DETRATOR”; “ATUAL” E “ATA”. E isto para responder ao ponto que mencionou em resposta àquilo que afirmei sobre “um punhado de palavras” que se alteram. Não concorda? Então veja: são três palavras num total de 556 palavras. São 0,5%, até menos do que os especialistas dizem para o total geral das palavras que se alteraram no vocabulário que é na ordem dos 4 ou 5%. Será que a Língua Portuguesa mudou assim tanto só porque se eliminaram os penduricalhos “p” e “c” conhecidos como consoantes mudas? Eu creio que não.

 

***

Primeiro: João Abreu, gostaria de saber o que significa esta frase: «Para acabar de vez com os penduricalhos na Ortografia! Resposta aos fanáticos ANTI AO90», porque estes “penduricalhos na otografia” soam-me a qualquer coisa que nem ouso dizer alto. E “fanáticos anti AO90”, soa-me a algo distorcido, até porque os desacordistas têm toda a legitimidade de serem anti-acordo, porque o acordo é um malparido aborto ortográfico, e ser contra um malparido aborto ortográfico nada tem de fanático, mas de patriótico, que é um sentimento saudável e aconselhável, de amor à Pátria. Se não amamos e defendemos a Nossa Pátria, vamos amar e defender a pátria de quem? A dos outros, a dos que se estão nas tintas para nós?

 

Segundo: eu não estou nervosa, aplique a palavra certa: estou INDIGNADA, e não é por “coisa pouca”, porque não é “coisa pouca” um magote de ignorantes (que só assim podem ser chamados) terem a pretensão de destruir a Língua Materna dos Portugueses, que estava muito bem de saúde, e não necessitava que viessem feri-la de morte, a troco de uns trocos, e eu não seria EU, nem teria o direito à nacionalidade portuguesa, se não me INDIGNASSE com este LINGUICÍDIO, e num linguicídio não há debate de ideias, nem nada que possa ser construtivo. O AO90 é um linguicídio, ou seja, um CRIME de LESA-PÁTRIA e de LESA-LÍNGUA, e quando se trata de um crime não podemos andar a pôr paninhos quentes e fingir que um crime é algo aceitável, porque não é. E todos os que cometeram este crime serão severamente penalizados, tão certa como estar aqui a escrever isto. E bem merecem.

 

Terceiro: quem está mal informado é o senhor João Abreu, aliás, está muito mal informado. Segundo a LEI - o Decreto n.º 35 228, de 8 de Dezembro de 1945, que não foi revogado, logo, está em vigor, “detraCtor” escreve-se com Cê. E o que chama “nova ortografia”, não é nova, porque assenta na GRAFIA BRASILEIRA, vigente no Brasil, desde 1943. Além disso NÃO ESTÁ em vigor em país nenhum lusófono, e em Portugal (único país que a adoptou à ceguinha) só a utilizam os serviçais, os subservientes, os comodistas, os acomodados, os ignorantes optativos e os mal-informados. Não sei em qual destas categorias o senhor João Abreu se encaixa.

 

Quarto: é preciso muita lata (desculpe o termo) e ser completamente cego, para me vir dizer que eu escrevo incorreCtamente esta palavra, que pertence à Língua Portuguesa, assim como incorreCtly pertence à Língua Inglesa, incorreCtamente pertence à Língua Castelhana, e “incorretamente” pertence à Língua Brasileira. E como em Portugal, a Língua Oficial, consignada na Constituição da República (que suponho seja ainda) PORTUGUESA, é a Língua Portuguesa e não a Língua Brasileira, o senhor é que escreve “incurrêtamente” a palavra incorreCtamente, bem como todas as outras palavras às quais, colando-se ao Brasil, suprime as consoantes mudas (a que tem o desplante de chamar “penduricalhos”) e que estão lá por algum motivo, e o motivo é a sua função diacrítica. Ao suprimir as consoantes mudas, o senhor João Abreu, além de escrever incorreCtamente as palavras, também as pronuncia incorreCtamente, na Língua Portuguesa, em Portugal. Porque no Brasil eles escrevem “incorretamente” em Língua Brasileira. E então o senhor comete dois (erros) em um. O que para um professor é erro de palmatória. E só por isso, devia ser expulso do Ensino, por não cumprir correCtamente a sua missão de ensinar, e se for professor de Português, a sua falta é ainda maior.

 

E na verdade, nenhuma pessoa culta, em Portugal (no rol das quais me incluo) se vergou à imposição ILEGAL do AO90, nem o aplica, porque sabe PENSAR A LÍNGUA. Ao contrário dos acordistas que necessitam de “capar os penduricalhos” para conseguirem escrever (mal). Isto implica imediatamente dizer que os acordistas não têm capacidade inteleCtual para aprender nenhuma Língua Europeia, porque todas as Línguas Europeias estão cheias de “penduricalhos”. As crianças portuguesas aprendem as línguas europeias com uma perna às costas. Os estrangeiros, que vêm para Portugal, aprendem o Português integral, com uma perna às costas, com todos os “penduricalhos” da Língua, mas os acordistas portugueses não conseguem aprender a Língua com esses “penduricalhos”! Temos pena. A inteligência não se desenvolve em todos os seres humanos do mesmo modo.

 

Nós somos PORTUGUESES, não somos Brasileiros. E nenhum Português escreverá jamais numa ortografia que IDENTIFICA O BRASIL, mas NÃO IDENTIFICA Portugal. Além disso, o que obtusamente chama de “penduricalhos” faz parte de TODAS as Línguas Cultas Europeias. E que nós saibamos, Portugal AINDA é um PAÍS EUROPEU, com uma Língua europeia. SE Portugal deixar de ser um país livre e soberano (como pretendem os actuais governantes portugueses) para se transformar numa simples colónia, então terá a linguazinha que merece. Entretanto, surgirá um novo Dom Afonso Henriques, para reconstruir Portugal e devolver-lhe a dignidade perdida, graças à (des) governação de um punhado de ignorantes e seus ignorantes acólitos. E desse clone de Afonso Henriques é que rezará a História. Os outros serão atirados ao caixote do lixo dessa mesma História, onde estão todos os que passaram pelo Poder e não dignificaram Portugal.

 

Só por isto, o AO90 é uma carta fora do baralho, mas se lhe juntarmos tudo o resto, é o baralho todo fora do baralho, ou seja, uma aberração malparida, cujo destino é o caixote do lixo, em todos os países da dita lusofonia.

 

Quinto: a mim pode chamar-me ignorante à vontade, em matérias onde sou absolutamente ignorante, como Física Quântica, Astronomia, Física Nuclear, enfim, essas e outras matérias afins. Todos somos ignorantes em alguma coisa, já dizia Einstein. Mas não me chama ignorante a LÍNGUA PORTUGUESA, porque eu ESCREVO e a Língua é o meu instrumento de trabalho, e ninguém, no seu juízo perfeito, UTILIZA instrumentos de trabalho DEFEITUOSOS. CorreCto? Está a ver um médico a utilizar bisturis enferrujados? Também não está a ver-me a usar uma grafia MUTILADA, que não pertence a Portugal, mas sim ao Brasil, e que NÃO ESTÁ EM VIGOR em Portugal, porque não existe LEI alguma que obrigue um PORTUGUÊS a escrever à BRASILEIRA.

 

Sexto: desculpe perguntar: o senhor é professor de quê? Tem a noção do  que diz ao dizer que a nossa aCtual grafia provém da reforma de 1911? NÃO PROVÉM. A nossa aCtual grafia provém da reforma de 1945, a que está em vigor. Não vou aqui dar-lhe uma aula de grafias. Sugiro que ESTUDE as reformas de 1911 e 1945 e se aperceba de que a Língua EVOLUIU, mas não foi destruída em nenhuma dessas datas. Com a reforma de 1990, a Língua não só REGREDIU, como foi desalmadamente DESTRUÍDA.

 

Na verdade, esta evolução veio facilitar a escrita, porque existia (e AINDA existe, um elevado índice de analfabetismo em Portugal como no Brasil) por isso é que quanto MAIS IGNORANTE é um povo, mais precisa de reformas ortográficas. Portugal é campeão europeu em reformas ortográficas, e isto significa que os governos NÃO INVESTEM NO ENSINO e na CULTURA, e mantêm o povo inculto, encruado, ignorante que está sempre a precisar que lhe “capem os penduricalhos”.


Em 1943, o Brasil fez uma reforma ortográfica UNILATERAL, pela qual foram suprimidas as consoantes mudas que o AO90 pretendeu introduzir em Portugal. Em 1945, o Brasil assinou com Portugal a Convenção Ortográfica Luso-Brasileira, que mantinha as consoantes mudas, e o Brasil, como continuava com um índice elevado de analfabetismo, rasgou essa convenção, e regressou à reforma de 1943, e então passaram a escrever “incorretamente” e é essa “incorr’ção” que os acordistas servis querem, à força, introduzir em Portugal.

 

Sétimo: dito isto, penso que não é preciso dizer mais nada, a não ser que CONTE bem contadas (ou também é mau a Matemática?) as palavras às quais “caparam os penduricalhos”. E nem que fossem duas ou três, bastava para o chumbar, num exame de Português, ou para levar umas boas palmatoadas. Eu levei-as, até porque vim do Brasil a escrever à brasileira, ou seja, de acordo com o AO43 = AO90 (mais retoques, menos retoques) e não me fizeram mal nenhum. Nem nenhuma criança das gerações da palmatória ficou traumatizada por causa disso. Agora é que querem fazer das crianças umas MARIQUINHAS, e ai Jesus! que não se pode chumbá-las (já nem falo na palmatória!). E isso é PÉSSIMO para elas.

 

Pois tenho a dizer-lhe que só os ignorantes e os muito intelectualmente inaptos não conseguem escrever o que os povos cultos e europeus escrevem há séculos, nas respectivas Línguas: as consoantes mudas, em linguagem culta, e “penduricalhos”, em linguagem inculta. Então o Inglês, o Francês, o Castelhano, o Alemão estão cheios de PENDURICALHOS, mas os alunos e professores desses países CONSEGUEM escrevê-los sem o mínimo problema. O defeito, devo concluir, está nos PROFESSORES PORTUGUESES, porque os alunos sabem que direCtor se escreve com Cê, em algumas outras línguas que estão a aprender, e fora das escolas. Apenas nas escolas, e porque fazem MUITA CHANTAGEM com as NOTAS, eles vêem-se obrigados a escrever incorreCtamente, para não serem penalizados, ainda que contra a LEI VIGENTE. Tudo isto terá um preço a pagar.

 

Portugal é o único país do mundo, onde os alunos são PENALIZADOS por escreverem correCtamente a sua Língua Materna, a que está EM VIGOR no País deles.

 

E isto só acontece num país terceiro-mundista, que anda a arrastar-se pelo chão, onde não existe BRIO PROFISSIONAL, onde se acha que “capar os penduricalhos” das palavras tem a ver com inteligência e não com INCAPACIDADE.

 

Tenha santa Paciência! Quando a classe de professores chegou ao nível da cave, não surpreende que o ENSINO esteja um CAOS em Portugal, e a escrita da Língua uma MIXÓRDIA. Porque ninguém tem dúvida de que nunca se escreveu tão mal, em Portugal, como actualmente. Caso único no mundo.


Aceite-se de uma vez por todas que este acordo é uma aberração e nasceu morto à nascença. Percebe-se o desespero dos acordistas por sentirem que a revogação desta aberração está a chegar... Sabe que não é só Portugal a querer revogar esta parvoíce?! A ortografia portuguesa (em Portugal) foi limada à perfeição... sem qualquer "gordura” ao longo dos séculos... Até que este desacordo foi martelado sem qualquer lógica ou fundamento e tentaram, sem sucesso, que os Portugueses escrevessem aberrações e incongruências... Por que lhe custa tanto ver os Portugueses, com um pingo de inteligência, a defenderem a Língua Portuguesa?

 

Ainda está por nascer aquele que terá alguma coisa POSITIVA a dizer a favor desta aberração. As reformas de 1911 e 1945 foram contestadas por poucos e por pouco tempo, e, na altura, estavam no terreno apenas o Brasil e Portugal, e os motivos dessa pouca contestação não tiveram nada a ver com a DESTRUIÇÃO da Língua, mas com as mudanças que muito naturalmente alguns não aceitam bem.

 

Contudo, HOJE, estão mais SEIS países a mandar às malvas o AO90, à excepção de Cabo Verde (porque a Cabo Verde interessa este servilismo a Portugal, por motivos completamente alheios à Língua, até porque eles adoptaram o Crioulo Cabo-Verdiano como Língua Oficial, e estão-se nas tintas para o Português acordizado, tido como língua estrangeira, que ninguém quererá aprender). O AO90 está a ser contestado desde o dia em que foi malparido, já lá vão 29 anos, e nestes 29 anos, milhares de escreventes de Português estão continuamente a protestar, e o AO90 só ainda não foi atirado ao lixo, porque vivemos numa DITADURA SOCIALISTA, pior do que a salazarista, porque a salazarista não se disfarçava de democracia.

 

O motivo actual da contestação ao AO90 NÃO É a evolução natural da ortografia, mas a sua destruição e descaracterização. E é isto que os acordistas não têm capacidade para encaixar.

 

Aceite isto, senhor João Abreu, e viverá feliz no paraíso. Até lá, com estes seus comentários, só contribui, ainda mais, para o enterro do aborto ortográfico. E nós só agradecemos.

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 17:28

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Quarta-feira, 12 de Junho de 2019

«AO90: MANTER OU REVOGAR?» - DEBATE NA FEIRA DO LIVRO DE LISBOA

 

A não perder.

Manuel Monteiro (autor*) e Nuno Pacheco (redactor do jornal Público) irão debater com Lúcia Vaz Pedro, a “professora” que diz: “o qe não se lê, não se escreve”, como se a escrita de uma Língua pudesse reger-se por vontades políticas ou outras, alheias às Ciências da Linguagem.

Nada neste AO90 é aproveitável. Logo, pretender manter e reutilizar o que é inaproveitável é um acto tão idiota como reaproveitar um tumor maligno para fins terapêuticos.

 

Feira do Livro --- Debate Acordo 1990 (7).png

 

 

(*) Manuel Monteiro é autor do “Dicionário de Erros Frequentes da Língua” e “Por Amor à Língua – Contra a Linguagem que por aí Circula”, duas obras obrigatórias, para quem escreve por amor à Escrita, e não por subserviência a maus mandantes.

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 11:42

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Sexta-feira, 17 de Agosto de 2018

VAMOS FALAR DO AO90 EM PORTUGUÊS?

 

Neste texto fazemos uma recolha do que por aí se comenta acerca do acordo ortográfico, que não é novo, e que gerou o maior desacordo da História de Portugal.

 

E os governantes, quais paus e pedras, remetem-se ao silêncio, como se isso os livrasse do julgamento que os espera.

 

ACORDO.jpg

 

As crianças do século XXI D.C. não são mais estúpidas do que as de todas as outras gerações, desde que Portugal é Portugal. Os acordistas ao dizerem que elas não conseguem saber se a palavra objeCto leva um C, é passar um atestado de parvoíce a eles próprios.

 

O que falha aqui? Muita coisa, mas também um sistema de ensino completamente obsoleto, elaborado como se todos os envolvidos (alunos e professores) fossem muito estúpidos.

 

A começar pela formação dos professores, aos quais falta brio profissional e muita informação acerca do AO90, e que se estão nas tintas (salvo raras excePções) para o que os alunos aprendem ou deixam de aprender, ou mesmo para que aprendam ou deixem de aprender.

 

As escolas portuguesas, hoje, são um lugar de "matéria a despachar”, e não de aprendizagem. E sim, os alunos mereciam melhor.

 

A começar pelo estudo da Língua Materna das suas origens: a Língua Portuguesa, que se transformou num farrapo, graças à medíocre classe política portuguesa e aos seus seguidistas, também medíocres, tendo as televisões como os veículos perfeitos, através dos quais se estupidifica o povo.

 

Diz Bento Caeiro:

«Nesta coisa do dito "AO" é enunciado que certas letras por serem, ou quando são, mudas - não lidas nem ditas - não deverão constar na escrita da palavra a que reportam (algo que se engendrou no Brasil, em 1943, muito antes do AO90). Contudo, apercebemo-nos de que em palavras como percepção, secção, ao retirar o (p) ou o (c), a vogal que a antecede - que antes era aberta -, pela dinâmica da língua, tende a fechar. Teríamos assim: pers'sãu e s'sãu, em lugar de persép'sãu e sék'sãu - do latim: perceptiōne e sectiōne. Obviamente que o que temos aqui é apenas parte da história da formação da língua; a qual leva a que no seu processo de criação a fonética e a escrita se vão mutuamente coadjuvando até que naturalmente é atingido o seu objectivo - a língua em si. Mesmo considerando que este é um processo dinâmico, há a ter em conta que o mesmo não deverá ser objecto de intervenções estranhas que mais não vão que desvirtuar esse desenvolvimento, porventura descaracterizando a própria língua, enquanto tal. Mormente quando são tomadas medidas que poderão romper o equilíbrio obtido ao longo do tempo, como é o presente caso, entre fala e escrita. Assim, eu pergunto - a quem e a quem não concorda com o "AO" (porque defendo o livre exercício do contraditório): nas referidas palavras, abre-se a vogal (é) por a seguir estar a consoante (p, c) ou, pelo contrário, as consoantes estão lá para abrir a vogal».

 

Para tudo na vida existem regras, que devem ser cumpridas, quando são racionais, de outro modo viveríamos mergulhados no caos, porque o homem não é um ser perfeito, não é Deus, e tão-pouco consegue viver sem regras. Dispensam-se as regras irracionais impostas pelos governantes.

 

A Linguagem é uma Ciência, e todas as Línguas do mundo assentam numa lógica linguística, criteriosamente elaborada ao longo dos tempos, por estudiosos que a englobaram em regras gramaticais, as quais ou se estudam, para PENSARMOS a Língua e podermos escrevê-la correCtamente, ou não se estudam, e teremos os tais analfabetos escolarizados, que aprenderão a juntar as letras do alfabeto, mas mal sabem ler e escrever.

 

As Ciências da Linguagem seguem regras específicas. Todas as palavras têm uma história, uma origem, uma raiz. As consoantes mudas existem em todas as línguas, e em algumas delas, em abundância, como no Alemão ou no Inglês, línguas que os acordistas JAMAIS conseguirão escrever correCtamente, por incapacidade intelectual de PENSAR as línguas, e o que deve ou não ser escrito.

 

As línguas são dinâmicas. Evoluem. Mas evolução não significa mutilar as palavras apenas porque umas espertezas saloias decidiram que as consoantes mudas atrapalham a aprendizagem. Isto é de ignorantes.

 

Em seCção o lê-se. Em percePção, sem o p, obrigatoriamente terá de ler-se “perc’ção” com os és fechados, porque o p tem uma função diacrítica, criada pelas tais regras que são necessárias cumprir, para que as palavras tenham sentido. O vocábulo perceção não existe. Não é nada. Não significa coisa nenhuma. Não pertence a nenhuma língua. É uma invenção saloia de quem nada sabe das Ciências da Linguagem.

 

Uma acordista desinformada disse-me aqui há tempos: «O que se lê, mantém-se. Só as mudas desaparecem. Lê-se, "optam", escreve-se "optam". Digo, "receção", escrevo "receção", digo "interrupção", escrevo “interrupção". Nestes casos até acho que facilita».

 

E não, as consoantes mudas não desaparecem, porque estamos em PORTUGAL. No Brasil, as mudas desapareceram com o formulário de 1943, para facilitar a aprendizagem, e porque no Brasil as reformas ortográficas não são formuladas por linguistas, filólogos ou professores de Português, e amplamente debatidas pela sociedade, mas são decididas e engendradas semi-confidencialmente, votadas por políticos e promulgadas pelo Presidente da República. Igual a Portugal. E como sabemos, os políticos são uma classe desinformada, perceberão daquilo que aprenderam (e mal) nas escolas e nas universidades, mas não são especialistas em coisa nenhuma, a não ser em trapaças.

 

No Brasil, excePcionalmente, nem todas as palavras perderam as consoantes, porque recePção, é recePção em todo o mundo dito lusófono, excePto para os portugueses seguidistas e muito distraídos, para não dizer muito ignorantes, que lhes dão para escrever “receção” que se lê r’c’ção, palavrinha que no mundo inteiro não tem qualquer significado.

 

A acordista não entendeu. E refuta:

Isabel aqui não temos a mesma opinião. Eu sou pelo novo acordo ortográfico ou dito de outra forma, não sou contra ele. Acho que facilita a escrita pelo que expús acima. Existem confusões por causa da acentuação como por exemplo "para com isso", ou "para que entendas", mas sei que ao ler se deve tirar o sentido e não acho assim tão grave. Julgo que como tudo, até a língua evolui, ou sofre alterações com o tempo. Temos exemplos na história, "pharmácia", "Ermezinde". Sei que não concorda e por isso lhe disse que não quero discutir.

 

Só que esta acordista nada sabe de evolução da língua, e qual o motivo de passar de pharmacia, para farmácia (que manteve a mesma pronúncia), que sendo a bandeira dos acordistas, passou a ser símbolo da monumental ignorância deles. No entanto, poderíamos manter o ph de pharmacia, mantendo o fonema grego, como nas restantes línguas europeias.

 

Portanto, o AO90 nada tem a ver com EVOLUÇÃO da linguagem. Tem a ver com ignorância e FACILITISMO, interesses políticos obscuros e repugnantes interesses económicos. Os exemplos que foram dados (farmácia e Ermesinde) têm a ver com EVOLUÇÃO. Agora, escrever "receção" (r’c’ção), "setor" (s’tôr), ação" (âção), etc.... tem a ver com uma monumental ignorância e retrocesso. E estou a ser simpática.

 

E isto não é uma questão de concordar ou discordar. Isto é uma questão de conhecimentos linguísticos, que falta à esmagadora maioria da nova geração, que confunde evolução com mutilação, porque não estudaram Latim, nem Grego, nem Língua Portuguesa. Tão-só estudaram Português, aligeiradamente, para poderem comunicar o básico. E nada mais.

 

Esta geração que nos atira com o PH (fonema grego com o som F) como pode saber que o PH é o nosso F latino, e que tendo nós o F no nosso alfabeto, o PH é dispensável, até porque não muda a pronúncia das palavras, nem as desenraíza, ou as transformam em coisa nenhuma, se esta geração não aprende nada disto nas escolas? Fernando Pessoa escrevia "pharmacia" e “philosophia”, mas grafava Fernando. Os acordistas ou os que se renderam à grafia brasileira nada sabem da Língua, porque nada aprenderam para além de juntar as letras do alfabeto. E a culpa de quem será?

 

O ensino da Língua e da História Portuguesas é uma vergonha. Tive de ensinar estas duas disciplinas no pós-25 de Abril (ou à moda do acordês devo escrever 25 de abril?) e PASMEI com a pobreza e as mentiras que tinha de “ensinar”! Então só tive uma opção: abandonar o ensino. Para analfabetos bastava os governantes. Jamais me prestaria a fazer-de-conta que ENSINAVA, para formar analfabetozinhos escolarizados.

 

Diz a Idalete Giga:

«Mas veja-se a indiferença do governo e o silêncio sepulcral do PR sobre os protestos, as posições firmes de muitos escritores, poetas , artistas , jornalistas que não seguem o Linguicídio, etc., etc. Felizmente, há cada vez mais vozes a levantar-se contra o AO90 imposto ditatorialmente ao povo português(!). Foi um verdadeiro atentado terrorista contra a Cultura em geral e contra a Língua Portuguesa em particular. O governo e todos os que pariram o Aborto Ortográfico não têm coragem para assumir os tremendos erros que o mesmo contém. Por isso, escondem-se por trás do silêncio cobarde e insultuoso para todos os portugueses! Quando é que este pesadelo acaba, minha amiga?»

 

Acabará quando encostarmos à parede o presidente da República Portuguesa e o primeiro-ministro de Portugal que, se tivessem brio político e fossem PORTUGUESES já teriam acabado com esta autêntica fantochada.

 

Qualquer alteração ortográfica é sempre contestada por aqueles que não estão abertos a mudanças, ainda que essas mudanças sejam racionais. A alteração ortográfica de 1911 também foi contestada, ainda que obedecesse a critérios linguísticos, e criasse uma norma onde ela não existia, pretendendo-se simplificar a escrita, sempre seguindo uma lógica linguística. O mesmo se passou com a reforma de 1945, que está em vigor em Portugal. A língua oficial de Portugal é o Português, uma das primeiras línguas cultas da Europa medieval a par do provençal, sendo a sua escrita influenciada por esta última. Não a queremos sul-americanizada.

 

O fraudulento acordo ortográfico de 1990, pelo contrário, propõe substituir a grafia portuguesa pela grafia brasileira, mutilada em 1943, a qual afastou o Português da sua matriz europeia, com o intuito de unificar grafias que jamais serão unificadas. E só não vê isto quem é muito, mas muito cego mental.

 

«O que o AO90 propõe vai contra a forma portuguesa de pronúncia e vai atrás de uma ortografia estrangeira, não natural ao falante português. Para no final, um livro editado em Portugal com a nova ortografia, nunca poder ser editado sem alterações no outro país. É um absurdo e uma inutilidade, que obedece a interesses políticos e económicos obscuros e que ninguém tem coragem de enfrentar. Morra este acordo ortográfico e boicote-se o dito até ao último suspiro!» diz J M Santos.

 

Pois continuaremos a bater nos governantes, como águas moles em pedras duras...

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 16:34

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Domingo, 11 de Março de 2018

UM LIVRO CUJA LEITURA RECOMENDAMOS AOS GOVERNANTES E AOS “OUTROS” URGENTEMENTE

 

Este livro foi publicado em 2016, e nele está tudo o que há a saber sobre a ilegalidade da aplicação deste “acordo”, nomeadamente nas Escolas Portuguesas, onde o drama maior se desenrola, pois obriga-se as crianças e jovens a descartar a própria Língua Materna e a grafar as palavras segundo a cartilha brasileira, induzindo-as em erro, quando a função do Ensino é dar ao Futuro um Futuro assente na verdade e não na mentira.

 

AO90.png

 

Apesar de o livro estar para a Língua Portuguesa como a Bíblia, a Tora e o Corão estão para os Cristãos, Judeus e Muçulmanos, os governantes portugueses, incluindo o presidente da República, ignoraram-no pura e simplesmente, como se ignorou os pareceres desfavoráveis ao AO90 de 25 dos 27 membros da Academia das Ciências de Lisboa.

 

E isto é algo completamente irracional. Inconcebível. Inacreditável, num país que se diz democrático.

 

Não temos nada contra quem opta pela ignorância, desde que essa ignorância não prejudique a Nação.

 

Ora existem N provas de que a esmagadora maioria dos portugueses, incluindo os seus mais insignes intelectuais, opõe-se a este “acordo”, não porque sejam velhos do Restelo, como os acordistas tanto gostam de atirar à cara, como se pessoas de trinta ou menos anos fossem “velhos”, ou porque são contrários a mudanças, e atiram com a oposição de Fernando Pessoa à reforma ortográfica de 1945, e com o PH de pharmácia, mas F de Fernando, como se isso fossem argumentos válidos para a aplicação de um “acordo” não assente nas Ciências da Linguagem, como foi o de 1945 e tinha sido o de 1911, mas por vontade de uns vendidos à ignorância e mais algumas coisinhas impróprias de gente honesta…

 

A esmagadora maioria dos Portugueses opõe-se a este “acordo” por ele ser uma fraude, por ele ser ilegal, por ele ser inútil, por ser inviável, por ele ser péssimo, por ele ser idiota, por ele estar eivado de um desconhecimento profundo da Língua, e por estar a tentar impor-nos a grafia brasileira com uma intenção obscura.

 

Se o AO90 fosse bom, se sugerisse evolução não estaríamos há tantos anos a combatê-lo.

 

Seria irracional atirar ao lixo algo bom, útil e viável…

 

Mas o senhor Embaixador Carlos Fernandes explica de um modo politicamente, juridicamente e linguisticamente correcto o motivo pelo qual os governantes portugueses devem atirar ao lixo este ilegal, inútil, inviável e idiota acordo ortográfico.

 

Até porque, e segundo o senhor Embaixador:

 

«O Governo de Sócrates, com, na minha opinião, uma inepta e anfibológica ministra da Cultura, exibindo um voluntarioso e completo desrespeito pela legalidade, no propósito de, sem se perceber porquê, pôr urgentemente em vigor o mau texto acordado em 1990, levou à prática de uma série de ilegalidades lesivas da nossa ortografia, que, como a língua é do Povo, e não dele, do Presidente da República, ou de qualquer outro político, mais ou menos duradouro ou mais ou menos culto, envergonham qualquer pessoa de bom senso, e respeitadora do Estado de Direito, como teoricamente é o nosso».

 

E não pense o senhor presidente da República Portuguesa, que tem mantido um vergonhoso e ensurdecedor silêncio sobre esta matéria, que sairá politicamente ileso desta tentativa de destruição da identidade linguística de Portugal.

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 17:46

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Segunda-feira, 5 de Junho de 2017

APENAS AS GRANDES MENTES TÊM A CAPACIDADE DE RECONHECER O ERRO

 

Infelizmente, não são as grandes mentes que governam este nosso país, metade grandioso, metade insignificante.

 

Um ministro (minus) (o tal dos negócios dos estrangeiros) que diz «se quiséssemos, acabaríamos com o AO90, mas não queremos…» não tem o mínimo sentido de Estado, não tem personalidade própria, não tem dignidade, nem inteligência, e governa conforme os quereres e não conforme os deveres.

 

E isto tem as mais desastrosas repercussões para o país, principalmente para o futuro dos futuros analfabetos escolarizados que estão a fabricar-se nas actuais escolas portuguesas.

 

LÍNGUA.png

 

Durante os cerca de 800 anos em que existimos como país, já tivemos de tudo: bons e maus reis; razoáveis presidentes da República e governantes; e maus presidentes da República e governantes; até já tivemos uma ditadura, mas nunca, nunca, ao longo destes 800 anos tivemos um tão péssimo presidente da República e um tão péssimo governo, no que à defesa da identidade portuguesa diz respeito.

 

A um, só interessa ouvir este tu cá, tu lá: «Ó Marcelo, anda cá tirar uma selfie!...», enquanto, sem o menor pejo, promove o acordês abrasileirado pelas comunidades portuguesas, e na feira deo livro de Lisboa.

 

Aos outros, interessa assegurar que a negociata trafulhosa, que atou Portugal aos ignorantes, se mantenha, não para bem da Nação, mas para bem dos trafulhas.

 

Todos os Portugueses, mais ou menos instruídos, e principalmente livres, ou seja, os que não têm medo do bicho-papão instalado no poder, os que têm uma espinha dorsal bem erecta, e não se vergam aos maus mandos dos que se aproveitam dos cargos que ocupam, para servir exclusivamente os lobbies e disso tirarem proveito próprio, perplexos com a estupidez reinante, têm encetado todos os esforços e apresentado todos os argumentos racionais, válidos e assentes nas Ciências da Linguagem (e não no simples “querer” de mentes com neurónios avariados), com o objectivo de iluminarem as mentes mergulhadas na mais profunda ignorância e teimosia e irracionalidade e que insistem em manter vivo um aborto deformado, mutilado, feio, desengonçado, aparvalhado, que dá pelo nome de AO90, também conhecido por socratês, cavaquês, lulês, brasileirês

 

FERNANDO PESSOA NÃO ERA PHERNANDO, MAS ESCREVIA PHARMÁCIA

 

Os acordistas apresentam a rejeição de Fernando Pessoa à ortografia de 1911, como um modelo, mas Fernando Pessoa, não era Phernando, mas escrevia pharmácia. Ora se havia a letra F, no alfabeto português, porque não utilizá-la? Para bom entendedor...

 

Fernando Pessoa debateu-se apenas contra a mudança, e não contra a estupidez dessa mudança, porque simplesmente o que se propunha em 1911 não era estúpido, como o que se propôs em 1990. O que se propôs em 1911, fez parte da evolução da Língua, e não da mutilação dela.

 

Uma coisa é substituir uma grafia, baseados na Ciência, outra coisa é capar as palavras, transformando-as numas aleijadinhas, sem pés nem cabeça, para facilitar a aprendizagem dos menos dotados mentalmente, ou simplesmente para destruir a língua do colonizador mal-amado, ou para encher os bolsos dos tratantes.

 

Então, com base em coisa nenhuma que valha a pena, apenas por uma teimosia eivada da mais profunda estupidez, uns tantos desilustrados, já caducados, lusos e brasileiros (porque não foram convocados representantes dos restantes países lusófonos), com o intuito fajuto de unificar algo que é absolutamente impossível de unificar (e isso está mais do que provado, e nem sequer isso os acordistas conseguiram perceber) pariram um aborto ortográfico sem precedentes na História de toda a Humanidade (tinham de ser os portuguesinhos, com neurónios miudinhos e avariados a protagonizar tal desfeito histórico), que está a esmagar uma das mais belas e nobres línguas indo-europeias - a Língua Portuguesa.

 

Eles acham ridículo escrever as consoantes mudas, por isso são um zero à esquerda em Línguas como a Inglesa ou a Alemã, que têm consoantes mudas, umas a seguir às outras, e nem por isso, os Ingleses ou os Alemães as capam. As Línguas cultas são feitas com Cultura, não com palermices de incapacitados mentais.

 

Neste momento, existe um grupo de trabalho no Parlamento para avaliar o impacto da aplicação do AO90 que, como não podia deixar de ser, tem o PS a bater o pé, com o seu obscurantismo. E, apesar de todas as críticas bem fundamentadas contra o monumental malefício de uma ortografia parida e aplicada à balda, por todos os que, subservientemente, aderiram a este desmando, não houve ainda fumo branco, para extirpar esta vergonha do nosso País, da nossa Cultura, do nosso Ensino.

 

É que apenas as mentes iluminadas cedem quando se vêem à beira do abismo.

 

Os cegos mentais, porque nada vêem, vão em frente e caem no fosso que, cegamente, eles próprios cavam.

 

Porém, se querem suicidar-se, suicidem-se, mas não levem para a cova a nossa bela e nobre Língua Portuguesa.

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 12:15

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Quarta-feira, 17 de Maio de 2017

PORTUGAL E O DESENGONÇADO AO90

 

Quando aprendi as minhas primeiras letras, num colégio brasileiro, com a minha professora Marilena, estava longe de imaginar que um dia teria de reaprender a Língua que, afinal, não era a minha Língua Materna - a Portuguesa.

 

Também jamais imaginei ter de lutar por ela.

 

LÍNGUA.png

 

Nesta minha vida, já travei publicamente várias lutas: por direitos humanos, por direitos das crianças, por direitos das mulheres, por direitos de animais não humanos, contra a pobreza, a favor dos mais desfavorecidos, dos excluídos, enfim, batalhas que pontualmente fui travando, conseguindo ajudar os envolvidos.

 

Jamais me passou pela cabeça ter de lutar pela minha Língua Portuguesa, porque jamais pensei que pudesse haver portugueses suficientemente cobardes para a venderem ao estrangeiro, tão despudoradamente, tão vilmente, tão vergonhosamente.

 

Consta por aí que os ministérios da Cultura (?) e dos Negócios (dos) Estrangeiros de Portugal vão articular uma política estratégica de promoção internacional da Cultura Portuguesa (?).

 

Para 2017, estão previstas 1300 acções, que incidirão em 75 países.

 

Algumas delas já foram iniciadas no passado dia 5 de Maio, dia em que a CPLP, o instituto Camões e o governo socialista de Portugal decidiram celebrar uma língua a que chamam português, mas já não é a Língua Portuguesa, pois uma coisa é um linguajar para comunicação fácil entre povos, outra coisa é uma Língua bem estruturada e assente nas Ciências da Linguagem.

 

Uma estratégia de divulgação cultural no estrangeiro?

 

Qual o objectivo desta estratégia conjunta dos Ministérios dos Negócios e os da Cultura (?) (do Brasil e de Portugal)?

 

Que Cultura?

 

Que “língua” será divulgada nesta estratégia?

 

Que ortografia utilizarão? A culta ou a inculta, proposta pelo AO90?

 

Anda por aí o “corneteiro de Sócrates” (deparei-me com esta expressão que assenta como uma luva ao ministro socialista) a atroar mentiras acerca das “vantagens” de um acordo que não serve os interesses de Portugal, mas tão só os interesses obscuros de uns poucos, e sem a mínima noção do que diz.

 

É uma vergonha para Portugal a atitude indigna do actual governo português que, sem pejo algum, anda a espalhar pelo mundo uma ignorância militante e activa inédita.

 

E o pior de tudo é que nem sequer estão a dar-se conta disso, apesar de todos os avisos, de todas as críticas, de todas as advertências dos mais abalizados guardiães da Língua Portuguesa e das elites cultas portuguesa, brasileira e africana de expressão portuguesa.

 

E esta infantil casmurrice insulta a dignidade dos Portugueses, arrasta pelo chão a nossa bela e indo-europeia Língua e enxovalha a Identidade Portuguesa.

 

Dizei-me: Portugal merece isto?

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 14:20

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Quarta-feira, 10 de Maio de 2017

SANTOS SILVA DIZ QUE SE CELEBROU O DIA DA LÍNGUA PORTUGUESA, MAS NÃO É VERDADE

 

 

Foi no passado dia 5 de Maio. Já não no dia 10 de Junho, porque as coisas mudaram, e a Língua já não é a de Camões.

 

Numa linguagem mutilada, sul-americanada, o ministro dos Negócios (dos) Estrangeiros, Augusto Santos Silva, escreveu um artigo de opinião no DN, sob o título “No dia da língua portuguesa”, algo que envergonha o Estado Português, os Portugueses e todos aqueles que amam a verdadeira Língua Portuguesa.

 

E o Instituto Camões insulta o poeta que lhe deu o nome.

E a CPLP faz-de-conta que é uma comunidade lusófona.

 

E todos juntos são a vergonha de Portugal, e querem fazer-nos de parvos.

5 de maio.png

 

Propus-me reescrever o vergonhoso texto escrito pelo nosso ministro, que anda por aí, subservientemente, a vender a Língua Abrasileirada como sendo Portuguesa.

 

Eis o que o ministro, dada a circunstância caótica em que se encontra a Língua Oficial de Portugal, a Portuguesa, consignada na Constituição da República Portuguesa, devia ter escrito, se fosse realmente Ministro dos Negócios Estrangeiros de Portugal, e pugnasse pelos interesses do país que diz representar, mas não representa. Com o que escreveu, enganou o mundo.

 

Aqui deixo o link do vergonhoso texto original (mal) escrito pelo nosso ministro socialista:

http://www.dn.pt/opiniao/opiniao-dn/convidados/interior/no-dia-da-lingua-portuguesa-7207190.html

 

Eis a versão que o ministro português deveria ter escrito:

 

Hoje (dia cinco de Maio – e não maio) decorrem iniciativas sobre a língua abrasileirada ou brasileirês, imposta em Portugal pelo governo PS, organizadas ou apoiadas pelo Instituto Camões (que deve mudar o nome para Instituto Manoel de Barros, que Drumond considera o maior Poeta brasileiro) em várias dezenas de países. Por exemplo: em Roma, Rabat e Colónia têm lugar jornadas de estudo em Brasileirês; em Xangai, começa o Mês de Documentários também em Brasileirês; em Havana, inaugura-se o I Festival de Cinema no idioma que no Brasil substituiu a Língua Portuguesa; na Feira do Livro de Bogotá, hoje (dia 5 de Maio) será a Tarde Abrasileirada; e em Tbilisi (Geórgia) e Montevideu terminam programas multidisciplinares em torno dessa língua fabricada no Brasil. Se contarmos também as iniciativas que têm lugar em dias próximos, elas somam, este ano, 210 acções (e não ações (leia-se âções) como escreveu Santos Silva), em 49 países diferentes, de todos os continentes.

 

Isto sucede porque, desde 2009, o 5 de Maio foi escolhido como Dia da Língua Abrasileirada ou Brasileirês e da InCultura na CPLP, porque as coisas mudaram e a língua já não é a de Camões, e a Cultura também não, tendo sido bastamente desvirtuada. Queremos descelebrar, com ele, quatro atributos essenciais a uma língua, que já não é a Portuguesa e deixou de ser língua, para ser um patoá.

 

O primeiro, é que é um dos factores (e não fatores (leia-se fâtores) como escreveu Santos Silva) principais de desagregação da identidade nacional de cada um dos países em que a língua abrasileirada é língua materna (isto é, apenas no Brasil e para o subserviente governo português e seus lacaios) e língua estrangeira em Cabo Verde; sendo a verdadeira Língua Portuguesa, língua segunda ou terceira em São Tomé e Príncipe, e língua oficial ou uma das línguas oficiais nos restantes países lusófonos, nomeadamente Angola e Moçambique.

 

O segundo, é que é o traço mais sólido que desune as nações lusófonas e a comunidade de países que decidiram (e mal) constituir a CPLP), que já não é CPLP – Comunidade de Países de Língua Portuguesa - porque apenas os países africanos de expressão portuguesa a adoptam, à excepção de Cabo Verde.

 

O terceiro é que já não é uma das grandes línguas globais do nosso tempo, policêntrica e pluricontinental, (o Vaticano, por exemplo, já a excluiu); já não é a terceira língua indo-europeia mais falada em todo o mundo, porque simplesmente deixou de ser indo-europeia, para ser sul-americana, a tal “língua” mais falada no hemisfério sul, que se confina ao Brasil e aos brasileiros, e a uns tantos estrangeiros a quem impingem gato por lebre.

 

E o quarto, é que deixou de ser o elemento fundacional das nossas culturas, da criação artística e do conhecimento, porque apenas três países, que eram lusófonos, deixaram de ser lusófonos, para serem brasilófonos.

 

A promoção da Língua Abrasileirada ou Brasileirês não é uma responsabilidade de todos os 260 milhões de falantes e escreventes; é responsabilidade apenas dos políticos envolvidos no plano das políticas públicas, um dever que já não é de todos os países que fazem hoje ainda parte da CPLP (e são oito, porque o infiltrado nono (Guiné Equatorial) nem sequer sabe o que é Português), até porque Angola e Moçambique, entre outros países lusófonos, não aderiram a esta linguagem oriunda do Brasil, assim como daqueles que se quiseram tornar seus observadores associados (e são dez?).

 

Com efeito, muitas das iniciativas que o Camões (não o Poeta, mas o instituto que desonra o nome do Poeta) apoia, resultam da colaboração com organismos e representações de outros Estados membros da CPLP, que se estão nas tintas para a Língua Portuguesa; em várias capitais estão hoje (dia 5 de Maio) unidas, neste esforço de desagregação do Português, todas as embaixadas dos Estados da nossa (que já deixou de ser nossa) Comunidade, ao redor do acordês e não do Português. Ao investir tão claramente neste dia que é o dia da língua abrasileirada ou brasileirês, o Camões, que já não deve ser Camões, nada mais faz do que assumir as irresponsabilidades próprias de Portugal, um país cujos governantes venderam a sua própria Língua ao estrangeiro, e juntar o seu mau contributo aos outros maus contributos.

 

Hoje é, pois, uma boa oportunidade para não enaltecer a natureza que já foi viva e dinâmica de uma língua que já foi Portuguesa, e agora é sul-americana, que é uma das que mais vai afundar, em número de escreventes, ao longo deste século, porque nem sequer é uma Língua; e salientar o facto essencial de que ela, ao afastar-se da diversidade das suas variantes e da riqueza das interacções (e não interações (leia-se int’rÂções, como escreveu Santos Silva) com outras línguas cultas e europeias e dos vários contextos sociais, que estão a abandonar esta linguagem que deixou de ser europeia, e já não é património de todos, porque existem milhares que não a usam e até a desvalorizam, sem nenhuma espécie de distinções e hierarquias. Mas hoje (dia 5 de Maio) é também a ocasião adequada para insistir na dimensão catastrófica atingida, internacionalmente, pela língua abrasileirada ou brasileirês, que é apenas comum entre os que não dominam, de todo, as Línguas Cultas europeias, desconhecendo, por completo, a estrutura de uma Língua.

 

Consideremos apenas os dados obtidos pelo instituto Camões, que insulta o Poeta, relativamente ao seu ensino. Fora de Portugal e dos restantes países lusófonos, a língua abrasileirada ou brasileirês é estudada não como língua materna e de herança em escolas básicas e secundárias de 17 países, mas como uma língua de remedeio para os que têm dificuldade em aprender Línguas culpas e bem estruturadas, mercê da rede integrada e apoiada pelo instituto que desonrou o nome de Camões.

 

São mais de 66 mil alunos, (uma gota de água no oceano) ensinados por mais de 900 professores, que nada sabem sobre as Ciências da Linguagem. Fora desta rede, a língua abrasileirada ou brasileirês é ensinada como “língua” estrangeira em 15 países, de Espanha à Bulgária, na Europa, da Namíbia ao Senegal, em África, da Argentina ao Uruguai, na América, impondo-se obviamente como uma língua sul-americana e não indo-europeia; e este “ensino” envolve mais de 88 mil estudantes e mais de mil professores (uma gota no oceano) que desconhecem por completo o que é o estudo de uma verdadeira Língua.

 

No ensino superior, o ensino e a investigação em língua abrasileirada ou brasileirês não beneficiam do trabalho de 43 cátedras do Camões (que já não é o nosso Poeta, mas alguém desconhecido), em 17 países, de 73 centros de língua abrasileirada ou brasileirês, de leitorados em 72 instituições e de protocolos de cooperação com 260 escolas superiores, escolas de “línguas” ou organizações internacionais, que fazem parte da incultura portuguesa que se implantou no mundo. A nossa estimativa é que mais de 91 mil estudantes (uma gota no oceano) aprendem a língua abrasileirada ou brasileirês e frequentam estudos brasileiros e mpéssimas condições (porque arredadas das Ciências da Linguagem), em mais de 70 países. A este número haveria de acrescentar-se o daqueles que frequentam universidades e outros estabelecimentos superiores que, por sua iniciativa e sem colaboração estruturada com o ministério dos negócios (dos) estrangeiros, oferecem disciplinas, graduações e pós-graduações neste domínio - dos Estados Unidos à China, num descalabro total de desaprendizagem da Língua que deixou de ser Portuguesa.

 

Também sabemos da procura crescente de cursos de ensino à distância, para desaprender a língua. A aplicação lançada no mês passado pelo Camões para cursos de auto-aprendizagem (e não autoaprendizagem como escreveu Santos Silva) e tutoria, nos diferentes níveis de incompetência, já conta com dezenas de inscrições, para analfabetos escolarizados.

 

Este aumento da desimportância global da língua, que já não é a Portuguesa, e do desinteresse na sua aprendizagem não deve servir para nos vangloriarmos, ou acharmos que está tudo feito, ou sequer o mais importante. Pelo contrário: significa que a nossa irresponsabilidade é grande, como grande é o desafio que temos pela frente para desfazer o monumental erro que cegamente o governo português e seus lacaios cometeram.

 

É para ter plena consciência desta irresponsabilidade que existe e deve ser lembrado (não celebrado) o dia da língua abrasileirada, a 5 de Maio.

 

A 10 de Junho celebraremos a Língua Portuguesa. A Língua de Camões, de Eça, de Camilo, de Pessoa e de todos os que souberam honrar a nossa herança linguística indo-europeia.

 

Pois era isto que o ministro dos negócios (dos) estrangeiros devia ter escrito, se quisesse informar o mundo.

 

***

Senhor ministro, tenha vergonha.

 

Pugne pelos valores portugueses. Pela Língua Portuguesa (não pela língua abrasileirada). Pela Identidade Portuguesa. Pela Constituição Portuguesa. Por Portugal que, não sei se sabe, é um país EUROPEU. Não é um país sul-americano.

 

E um ministro dos Negócios Estrangeiros que se preze, deve ser um ministro dos Negócios Estrangeiros e não dos negócios DOS estrangeiros.

 

A nós não nos interessa nada as negociatas obscuras que os políticos e editores vendilhões de Portugal fizeram com os políticos e editores interesseiros do Brasil.

 

Além disso, a CPLP é uma FRAUDE.

 

O Instituto Camões desonra o nome do Poeta que lhe deu o nome e, por isso, deve mudar de nome.

 

Tudo é uma fraude ao redor da Língua Portuguesa.

 

No dito dia 5 de Maio não se celebrou a Língua Portuguesa, mas um dialecto fabricado no Brasil, que teve origem na Língua Portuguesa, mas que se americanizou, afrancesou, italianizou, espanholizou, é essa miscelânea que querem, porque querem, impingir ao resto dos países lusófonos, que se recusam a aceitar tal linguagem.

 

Uma Língua Culta é estruturada em bases científicas. Não ao sabor de modas e preconceitos.

 

Tenham vergonha!!!!!

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 14:30

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Segunda-feira, 8 de Maio de 2017

ESTA É A GRANDE VERDADE NO QUE RESPEITA AO ACORDO ORTOGRÁFICO DE 1990

 

Os que sabem informam os que não sabem, baseados nas Ciências da Linguagem.

 

E os ignorantes… simplesmente ignoram…

 

E assim como o pior cego é aquele que não quer ver, o pior ignorante é aquele que opta pela ignorância, e não pelo saber.

 

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publicado por Isabel A. Ferreira às 14:46

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.ACORDO ORTOGRÁFICO

EM DEFESA DA LÍNGUA PORTUGUESA, A AUTORA DESTE BLOGUE NÃO ADOPTA O “ACORDO ORTOGRÁFICO” DE 1990, DEVIDO A ESTE SER INCONSTITUCIONAL, LINGUISTICAMENTE INCONSISTENTE, ESTRUTURALMENTE INCONGRUENTE, PARA ALÉM DE, COMPROVADAMENTE, SER CAUSA DE UMA CRESCENTE E PERNICIOSA ILITERACIA EM PUBLICAÇÕES OFICIAIS E PRIVADAS, NAS ESCOLAS, NOS ÓRGÃOS DE COMUNICAÇÃO SOCIAL, NA POPULAÇÃO EM GERAL E ESTAR A CRIAR UMA GERAÇÃO DE ANALFABETOS.

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. AO/90 É INCONSTITUCIONAL

O Acordo Ortográfico 1990 não tem validade internacional. A assinatura (em 1990) do texto original tem repercussões jurídicas: fixa o texto (e os modos como os signatários se vinculam), isto segundo o artº 10º da Convenção de Viena do Direito dos Tratados. Por isso, não podia ser modificado de modo a entrar em vigor com a ratificação de apenas 3... sem que essa alteração não fosse ratificada por unanimidade! Ainda há meses Angola e Moçambique invocaram OFICIALMENTE a não vigência do acordo numa reunião OFICIAL e os representantes OFICIAIS do Brasil e do capataz dos brasileiros, Portugal, meteram a viola no saco. Ora, para um acordo internacional entrar em vigor em Portugal, à luz do artº 8º da Constituição Portuguesa, é preciso que esteja em vigor na ordem jurídica internacional. E este não está!
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