Terça-feira, 21 de Julho de 2020

«Não podemos deixar morrer o Português!»

 

Os apelos nunca faltaram.

 

O que falta é audácia para atacar com força e massivamente os predadores da Língua Portuguesa que, perante o comodismo dos milhares que se dizem anti-AO90, e que andam por aí e pelos grupos do Facebook a repetir eu não escrevo conforme o acordoeu não escrevo conforme o acordo, tal qual discos riscados (como se isso interessasse para alguma coisa, pois o problema grave e maior está na disseminação de uma grafia truncada, nas escolas e órgãos de comunicação social servilistas), perante este comodismo e servilismo, dizia eu, os predadores da Língua esfregam as mãos de contentamento, por poderem continuar a reduzir a Língua Portuguesa a uma linguagem gráfica, cada vez mais básica, mais primitiva, completamente distanciada do cerne de um Idioma Culto, para ser mais fácil de a aprender, como se isto não fosse um argumento de ignorantes.

 

Mas isto é fruto da cultura inculta que o Estado português obscurantista está a promover, com intenção de destruir a Cultura Portuguesa, e impor a incultura, à qual prestam vassalagem.

 

ACORDAI POVO, se não quereis ser escravos de uma tirania, que anda por aí fantasiada de democracia, para enganar os parvos.

 

Isabel A. Ferreira

 

MORTE.jpg

 

Texto de Sérgio Marques

 

«É incompreensível que uma instituição com a tremenda responsabilidade cívica de contribuir para a construção de uma sociedade cuja evolução tenha entre os seus principais pilares o conhecimento científico, se demita de assumir publicamente uma posição sobre o Acordo Ortográfico de 1990 assente exclusivamente em critérios científicos.

 

Com o vil argumento de não pretenderem fazer política - a ACL não é contra o AO90 e, aparentemente, nem se reconhece com legitimidade para poder sê-lo!... Santa paciência... foram muitos anos de salazarismo ... - acabam precisamente a fazer política, mas pela via mais infame: respeitando servilmente os poderes instituídos e os poderes fácticos, caucionam ignobilmente com a falsa chancela da ciência o mais violento e atroz atentado alguma vez cometido pelo Estado de uma nação soberana contra a sua própria língua.

 

A Academia de Ciências de Lisboa está, politicamente, de acordo com este assassinato irresponsável e doloroso do património maior de um povo, dispondo-se, apenas, a propor paliativos em vez de, com a coragem que se impunha, almejar erradicar a doença.

 

Tudo em nome de um projecto absurdo de unificação e uniformização da língua portuguesa no mundo, castrador da evolução natural e orgânica da diversidade geográfica dos falares lusófonos. Em nome de um tenebroso empreendimento orwelliano de empobrecimento coercivo da língua - coisa que os anglo-saxónicos, espanhóis e franceses tiveram a sabedoria e o bom senso de jamais tentar pôr em prática.

 

É uma espécie de imperialismo ao contrário, ditado pelos mesquinhos interesses de uma ou duas editoras portuguesas, posto em marcha por governantes acéfalos e ignorantes, gente sem visão nem sentido de Estado, notavelmente apoiada, à época, por todos os representantes eleitos pelos cidadãos deste país assim tristemente entregue em imundas mãos.

 

Face à cobardia e/ou ao comprometimento das instituições e individualidades nacionais de quem se esperaria outra independência e integridade moral e intelectual perante esta guerra desencadeada de forma brutal contra a língua de Pessoa e Camões, de Eça e Saramago, de Torga e Vieira e de outros ilustres embaixadores da Pátria maior que é o Português, guerra pusilânime que tomou como reféns e arautos involuntários da 'novilíngua' as nossas crianças e jovens, só nos resta, cidadãos comuns, tomar em mãos a tarefa de salvar a língua portuguesa da tragédia que se anuncia.

 

Com este inominável acordo, não estamos apenas a importar uma grafia estrangeira que reflecte uma fonética que nos é estranha, que incorpora uma História que não é a da nossa língua.

 

Com este acordo, estamos a garantir que no prazo de duas gerações se concretize a importação e assimilação dessa fonética que não é a nossa. Ou seja, a adulteração inorgânica e artificial, mas que será real, da língua portuguesa falada, e não apenas escrita, em Portugal.

 

Não podemos deixar morrer o Português às mãos da triste e fraca gente que nos governa e governou. É um dever patriótico. É um dever moral, de cidadania, por respeito aos nossos antepassados, mas, principalmente, por respeito pelas gerações vindouras. É um imperativo histórico, de combate a esta afronta fascizante ao povo português, mas também aos povos de Angola, de Moçambique, de Cabo Verde, de Timor, da Guiné, de São Tomé e Príncipe, do Brasil.

 

A língua é a manifestação maior da civilização humana. Tem vida, evoluiu, cresce, ramifica-se, diverge, mistura-se com outras línguas, gera novas línguas. Morre. É História. É quase Biologia. Não precisa de iluminados, oportunistas e neocolonialistas (neste caso, com papéis invertidos), auto-empossados ditadores da história futura, inteligências menores arrogadas em senhores do destino de um mundo que não lhes pertence.

 

Deixem em paz o Português do Brasil. Um dia já não será português, será outra coisa que a evolução histórica ditar, igualmente rica e tão nobre como o Português de Portugal, tão preciosa e respeitável como qualquer outra língua de outro lugar qualquer do mundo.

 

Já não falamos Latim! Mas deixem igualmente, em paz o Português de Portugal. Um dia, será, também diferente. E morrerá. Como qualquer outra língua. Mas não a matemos por decreto. Porque ainda está exuberante de vida. Porque está na boca, no pensamento, nos sentidos, na pena, na ponta dos dedos com que os nossos filhos riscam o ecrã do “tablet” e do telemóvel. Porque lhes está na alma. E há muito se entranhou na nossa.

 

Desobediência civil, massiva, activa, imperativa, ao criminoso acordo da vergonha. Pelos nossos filhos. Pelos filhos deles. Não há legado maior do que a nossa língua. A Língua de Portugal.

 

VAMOS À LUTA!»

 

Fonte:

https://www.facebook.com/sergio.marques.37266/posts/1044559192322071

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 11:13

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Quarta-feira, 14 de Dezembro de 2016

«Não podemos deixar morrer o Português!»

 

MORTE.jpg

 

Texto de Sérgio Marques

 

«É incompreensível que uma instituição com a tremenda responsabilidade cívica de contribuir para a construção de uma sociedade cuja evolução tenha entre os seus principais pilares o conhecimento científico, se demita de assumir publicamente uma posição sobre o Acordo Ortográfico de 1990 assente exclusivamente em critérios científicos.

 

Com o vil argumento de não pretenderem fazer política - a ACL não é contra o AO90 e, aparentemente, nem se reconhece com legitimidade para poder sê-lo!... Santa paciência... foram muitos anos de salazarismo ... - acabam precisamente a fazer política, mas pela via mais infame: respeitando servilmente os poderes instituídos e os poderes fácticos, caucionam ignobilmente com a falsa chancela da ciência o mais violento e atroz atentado alguma vez cometido pelo Estado de uma nação soberana contra a sua própria língua.

 

A Academia de Ciências de Lisboa está, politicamente, de acordo com este assassinato irresponsável e doloroso do património maior de um povo, dispondo-se, apenas, a propor paliativos em vez de, com a coragem que se impunha, almejar erradicar a doença.

 

Tudo em nome de um projecto absurdo de unificação e uniformização da língua portuguesa no mundo, castrador da evolução natural e orgânica da diversidade geográfica dos falares lusófonos. Em nome de um tenebroso empreendimento orwelliano de empobrecimento coercivo da língua - coisa que os anglo-saxónicos, espanhóis e franceses tiveram a sabedoria e o bom senso de jamais tentar pôr em prática.

 

É uma espécie de imperialismo ao contrário, ditado pelos mesquinhos interesses de uma ou duas editoras portuguesas, posto em marcha por governantes acéfalos e ignorantes, gente sem visão nem sentido de Estado, notavelmente apoiada, à época, por todos os representantes eleitos pelos cidadãos deste país assim tristemente entregue em imundas mãos.

 

Face à cobardia e/ou ao comprometimento das instituições e individualidades nacionais de quem se esperaria outra independência e integridade moral e intelectual perante esta guerra desencadeada de forma brutal contra a língua de Pessoa e Camões, de Eça e Saramago, de Torga e Vieira e de outros ilustres embaixadores da Pátria maior que é o Português, guerra pusilânime que tomou como reféns e arautos involuntários da 'novilíngua' as nossas crianças e jovens, só nos resta, cidadãos comuns, tomar em mãos a tarefa de salvar a língua portuguesa da tragédia que se anuncia.

 

Com este inominável acordo, não estamos apenas a importar uma grafia estrangeira que reflecte uma fonética que nos é estranha, que incorpora uma História que não é a da nossa língua.

 

Com este acordo, estamos a garantir que no prazo de duas gerações se concretize a importação e assimilação dessa fonética que não é a nossa. Ou seja, a adulteração inorgânica e artificial, mas que será real, da língua portuguesa falada, e não apenas escrita, em Portugal.

 

Não podemos deixar morrer o Português às mãos da triste e fraca gente que nos governa e governou. É um dever patriótico. É um dever moral, de cidadania, por respeito aos nossos antepassados, mas, principalmente, por respeito pelas gerações vindouras. É um imperativo histórico, de combate a esta afronta fascizante ao povo português, mas também aos povos de Angola, de Moçambique, de Cabo Verde, de Timor, da Guiné, de São Tomé e Príncipe, do Brasil.

 

A língua é a manifestação maior da civilização humana. Tem vida, evoluiu, cresce, ramifica-se, diverge, mistura-se com outras línguas, gera novas línguas. Morre. É História. É quase Biologia. Não precisa de iluminados, oportunistas e neocolonialistas (neste caso, com papéis invertidos), auto-empossados ditadores da história futura, inteligências menores arrogadas em senhores do destino de um mundo que não lhes pertence.

 

Deixem em paz o Português do Brasil. Um dia já não será português, será outra coisa que a evolução histórica ditar, igualmente rica e tão nobre como o Português de Portugal, tão preciosa e respeitável como qualquer outra língua de outro lugar qualquer do mundo.

 

Já não falamos Latim! Mas deixem igualmente, em paz o Português de Portugal. Um dia, será, também diferente. E morrerá. Como qualquer outra língua. Mas não a matemos por decreto. Porque ainda está exuberante de vida. Porque está na boca, no pensamento, nos sentidos, na pena, na ponta dos dedos com que os nossos filhos riscam o ecrã do “tablet” e do telemóvel. Porque lhes está na alma. E há muito se entranhou na nossa.

 

Desobediência civil, massiva, activa, imperativa, ao criminoso acordo da vergonha. Pelos nossos filhos Pelos filhos deles. Não há legado maior do que a nossa língua. A Língua de Portugal.

 

VAMOS À LUTA!»

 

Fonte:

https://www.facebook.com/sergio.marques.37266/posts/1044559192322071

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 16:32

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O Acordo Ortográfico 1990 não tem validade internacional. A assinatura (em 1990) do texto original tem repercussões jurídicas: fixa o texto (e os modos como os signatários se vinculam), isto segundo o artº 10º da Convenção de Viena do Direito dos Tratados. Por isso, não podia ser modificado de modo a entrar em vigor com a ratificação de apenas 3... sem que essa alteração não fosse ratificada por unanimidade! Ainda há meses Angola e Moçambique invocaram oficialmente a não vigência do acordo numa reunião oficial e os representantes oficiais do Brasil e do capataz dos brasileiros, Portugal, meteram a viola no saco. Ora, para um acordo internacional entrar em vigor em Portugal, à luz do artº 8º da Constituição Portuguesa, é preciso que esteja em vigor na ordem jurídica internacional. E este não está!

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Agradeço a todos os que difundem os meus artigos que indiquem a fonte e os links dos mesmos.
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