Dirêto e dirêta (transcrição fonética de direto e direta) está grafado à brasileira.
Indiréta (transcrição fonética de indireCta) está grafado à portuguesa, como convém e é de direito e de facto.
A RTP prefere adoPtar o mixordês, nova forma de grafar em Portugal, misturando as duas grafias: a brasileira e a portuguesa.

E a CMTV escreve à moda de quê? Da ignorância.

Em que ficamos?
Não é urgente mandar às malvas o AO90, para que os órgãos de comunicação social e os Portugueses, em geral, e os políticos e os governantes, comecem a escrever correCtamente a nossa Língua Oficial, a Portuguesa?
Isabel A. Ferreira
Isto poderá nada ter a ver com o AO90.
Mas já bastava a tragédia do AO90.
É que tudo isto está a ultrapassar a razoabilidade.
Não é uma vergonha, que aCtualmente, em Portugal (isto nunca foi assim antes do AO90 se instalar), a RTP, SIC, TVI e CMTV apresentem constantemente legendas escritas de um modo inacreditavelmente incorreCto?
Que geração de escreventes será esta?
A formada no AO90, que pugna pelo escreve como falas porque é muito mais fácil e não é preciso ter canudos ou pensar, basta ser analfabeto escolarizado?
Por cada erro ortográfico, acordizado ou não, estes canais de televisão portugueses deviam pagar um imposto avultado. Portugal extinguiria os 209,5 mil milhões de euros da dívida externa num piscar de olhos.

E nem tudo tem a ver com o caos gerado pelo AO90, mas com uma descomunal falta de Saber…
RTP, o grupo chama-se "Peste & Sida"...
E como estamos em Portugal, secção é seCção, até porque se lê o Cê; e como ainda continuamos em Portugal, arquitecto é arquiteCto, apesar de não se ler o Cê. Porquê? Porque em Portugal a palavra arquiteto (ârquitêtu) leva-nos para umas grandes tetas, no masculino, até porque no Dicionário Infopédia, teto (têtu) é um sinónimo de teta: mama; órgão mamário das fêmeas de alguns mamíferos; úbere; teto (têtu) Podem ir lá consultar.
No Brasil, sim, escreve-se seção e arquiteto - lê-se s’ção e arquitêto - de acordo com as regras gramaticais da Língua Portuguesa.

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E na TVI o “desiquilíbrio” é total.
É que nem em Português, nem em Inglês se acerta…
O que será merchandisin? Uma gralha? Ou isto será aplicação do papa-letras AO90, em vocábulos ingleses?

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Bem… A SIC não pode dizer que chamar primeiro-ministro ao presidente da República foi gralha... Por que não foi.
Isto é uma imperdoável falta de tudo: de atenção, de conhecimento, de profissionalismo, uma autêntica balda…

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E esta?
O teclado falhou? Quem estava a escrever estaria com os copos?
Isto é inadmissível num órgão de informação.

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E na CMTV, que também aderiu à ortografia brasileira, aquele “projêto” que prevê que os “cônjugues” … em que tempo verbal?

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E não só de brasileirices os nossos canais estão cheios, mas também de um desconhecimento (ou será desleixo?) da Gramática.

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Isto é uma pequeníssima amostra do que vai por aí...
Estas situações são imperdoáveis e inadmissíveis em qualquer circunstância, mas muito menos em canais de televisão, os maiores difusores da cultura ou da incultura, conforme o caso.
Nos tempos que correm, a difusão está mais para a incultura linguística, uma autêntica calamidade, no nosso país.
Todos os órgãos de comunicação, já contactados a este respeito da vergonhosa aplicação do AO90, dizem-nos isto, à laia de treta de cassete: o Vocabulário Ortográfico do Português (VOP) foi tornado oficial em 2010 e obrigatório em todos os organismos do Estado.
Por conseguinte, devemos concluir então que todos os jornais, revistas e canais de televisão que adotaram (âdutáram) a ortografia brasileira são organismos do Estado. Certo? Ou devemos dizer lacaios do Estado?
Só os organismos do Estado, em princípio, deveriam seguir, apenas por obediência cega e acrítica ao Poder, esse tal VOP, mais VOB (Vocabulário Ortográfico do Brasileiro) do que VOP, porque não existe lei alguma que os obrigue (e muitos são os que desobedeceram) a escrever à moda brasileira.
Isto foi o que sempre desconfiámos: os órgãos de comunicação social são manipulados pelo Estado. Mas são os próprios que confirmam ser organismos do Estado… Ou não?
Haja ao menos profissionalismo e brio profissional.
Isabel A. Ferreira
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