Quarta-feira, 16 de Maio de 2018

GUINÉ EQUATORIAL NÃO MOSTRA VONTADE DE PROMOVER O “PORTUGUÊS”?

 

E porque carga d’água haveria de fazê-lo, se esse “português” não é Português?

 

GUINÉ.gif

 

Lemos na notícia que a recém-eleita presidente do conselho científico do Instituto Internacional da Língua Portuguesa (IILP), a portuguesa Margarita Correia (***), afirmou hoje que "não tem sido muito visível a vontade" da Guiné Equatorial para difundir o português no país.

 

Qual o espanto? Por que haveria a Guiné Equatorial de fazê-lo?

O que é que a Guiné Equatorial tem a ver connosco? NADA.

Qual o interesse da Guiné Equatorial em promover o dialecto brasileiro (porque é disto que se trata) no país? Interesse ZERO.

 

Margarita Correia diz estar «consciente e disponível para enveredar esforços para que o “Português” venha a ter outra representatividade na Guiné Equatorial, assim as autoridades do país o desejem».

 

A Guiné Equatorial já foi portuguesa e perdemo-la para Espanha. O cordão umbilical foi cortado. Impor o dialecto brasileiro, porque é disso que se trata, no país não será uma opção muito inteligente. Esquecem-se os promotores do AO90 de que nem todos são parvos para aceitarem um dialecto quando existe uma Língua.

 

A nova presidente do conselho científico do IILP defende que "tem de haver um esforço também da própria CPLP (…) "a difusão e desenvolvimento do português na Guiné Equatorial também tem de resultar de vontade política, e essa vontade política não diz respeito ao IILP, mas é assumida por outros órgãos da CPLP».

 

Ainda não pararam para pensar que a Guiné Equatorial pode estar-se nas tintas para o “português” mal-amanhado que lhe querem impingir? Como os países ditos lusófonos (a Guiné Equatorial nem sequer é lusófona) à excepção de Portugal, também se estão nas tintas para este “português” mal-amanhado que lhes querem impor?

 

Margarita Correia salientou ainda que têm havido apoios de Portugal e do Brasil à promoção do “português” (leia-se AO90) na Guiné Equatorial, um compromisso da adesão desta antiga colónia espanhola quando aderiu à CPLP, em 2014 (uma adesão extemporânea, diga-se de passagem) quando tornou a Língua Portuguesa como uma das línguas oficiais, a par do Castelhano e do Francês.

 

Ora acontece que a Guiné Equatorial talvez, na altura, tivesse pensado que essa Língua Portuguesa era a Língua Portuguesa e não o dialecto brasileiro, porque nem o Castelhano, nem o Francês usado na Guiné Equatorial são os dialectos oriundos do Castelhano e do Francês, usados nas ex-colónias espanholas e francesas.

 

Concluindo:

 

Qual o interesse da Guiné Equatorial e dos países africanos de expressão portuguesa em mudar da Língua Portuguesa para o dialecto brasileiro? Interesse ZERO.

 

Vamos ser realistas: a CPLP e a IILP também não interessam para nada. Já deviam estar extintas há muito. A época colonial finou-se. Está morta, mas pelo que se vê, não foi ainda enterrada. E é preciso enterrá-la para que os povos possam seguir o seu caminho, livres do ex-colonizador.

 

Deixemos as ex-colónias seguir o destino delas, e deixem-se de saudosismos bacocos.

 

(***) Linguista e professora da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, que foi eleita na semana passada presidente, até 2020, do conselho científico do IILP, organismo da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) para a promoção e desenvolvimento do Português, melhor dizendo, do dialecto brasileiro.

 

Fonte da notícia:

https://www.dn.pt/lusa/interior/guine-equatorial-nao-mostra-vontade-de-promover-portugues----conselho-cientifico-do-iilp-9338026.html

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 16:16

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Segunda-feira, 7 de Maio de 2018

QUE PORTUGUÊS ANTÓNIO GUTERRES CELEBROU NA ONU NO DIA DA LÍNGUA PORTUGUESA?

 

O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, esteve presente nas celebrações do Dia da Língua Portuguesa, realizadas no passado sábado, dia 05 de Maio de 2018, nos jardins da sede da ONU, em Nova Iorque.

 

Sabemos que António Guterres adoPtou a grafia brasileira, e foi com grande estupefacção que o ouvi, neste vídeo, falar de uma diversidade que é preciso manter

 

Ouçamo-lo:

 

 

António Guterres, diz que «as pessoas estão fartas da uniformização (mas querem-nos impor a uniformização da Língua Portuguesa através da grafia brasileira); Guterres diz que a diversidade cultural é um valor extraordinário (daí que cada país deva ficar com a própria cultura, seja linguística ou outra, o que não está a verificar-se em Portugal, com a imposição do AO90); e Guterres acrescenta sobretudo num mundo em que estamos a ver surgir o racismo e a xenofobia, vários sentimentos isolacionistas de separar uns dos outros, a diversidade que a CPLP representa e que cada um dos países da CPLP representa na sua multiplicidade étnica, cultural e religiosa são valores fundamentais de que nos devemos orgulhar e que devemos projectar neste mundo»…

 

Ou eu percebi mal, ou António Guterres meteu os pés pelas mãos, ao dizer que a diversidade cultural é um valor extraordinário, e ao considerar a diversidade da CPLP e a multiplicidade étnica, cultural e religiosa como valores fundamentais que é necessário projectar no mundo, se não é isto que o malfadado acordo ortográfico de 1990 preconiza, e se ele próprio, António Guterres, ao adoPtar a grafia brasileira, afastou-se dessa diversidade que apregoa.

 

Se há algo que me tira do sério é esta coisa de os governantes julgarem que somos todos parvos.

 

A diversidade da CPLP está a ser posta em causa pelo AO90, engendrado unicamente entre o Brasil e Portugal, e que o governo português está a impor aos portugueses ilegalmente. Com a imposição do AO90 pretende-se que os oito países da CPLP adoPtem a grafia brasileira, e a isto não se chama diversidade, nem multiplicidade. Chama-se uniformização.

 

Que Português podemos celebrar no dia da Língua Portuguesa, se a Língua Portuguesa saiu da esfera portuguesa?

 

O que pretenderão com estas celebrações?

 

Sabemos que  a CPLP é uma fraude. É uma reminiscência da época colonial. Não me parece que as ex-colónias portuguesas tenham assim tantas saudades do colonizador para continuarem a pretender estar a ele amarradas por elos linguísticos.

 

Queremos manter a diversidade. Queremos preservar a multiplicidade étnica, cultural e religiosa de que fala António Guterres, e para isso é urgente acabar com esta coisa de pretender UNIFICAR a diversidade linguística que existe nos oito países lusógrafos.

 

A este propósito sugiro a leitura de:

UMA DAS MAIORES IGNORÂNCIAS DOS ACORDISTAS É PRETENDEREM COMPARAR O AO90 COM AS ANTERIORES REFORMAS ORTOGRÁFICAS

 

A GRANDE FALÁCIA DOS ACORDISTAS

 

Daí que nada há para comemorar no que respeita à Língua Portuguesa, enquanto pairar sobre nós a fraude do AO90.

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 17:52

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Quinta-feira, 22 de Fevereiro de 2018

AO90 – DESVINCULAÇÃO PROPOSTA PELO PCP REJEITADA PELO PS, PSD, CDS E BE

 

Uma vergonha.

 

Nada que já não fosse esperado, dada a subserviência que reina na Assembleia da República no que respeita à versão simplex da Língua Portuguesa, ou seja, ao dialecto/crioulo brasileiro, mais fácil de aprender…

 

O único que manteve a racionalidade na defesa da desvinculação de Portugal do Acordo Ortográfico de 1990 foi o PCP que, não detendo a maioria parlamentar, não conseguiu levar a água ao seu moinho.

 

 

Conclusão: a Inteligência não venceu no Parlamento. Temos uns deputados vendidos. Impatrióticos e altamente subservientes ao Brasil (salvo honrosas excePções).

 

Quero aqui deixar uma mensagem, especialmente para o deputado Jorge Campos, que defendeu a posição do Bloco de Esquerda, neste breve, infrutífero e pobre debate considerando que «o abandono do AO de 1990 acarretaria riscos, nomeadamente a nível de tratados internacionais e de manuais escolares».

 

Que tratados internacionais são esses? Este desacordo não faz parte de nenhum tratado internacional, por motivos que os juristas já explicaram. E que fizesse! O que interessa um tratado internacional que prejudica Portugal, os Portugueses e a sua Cultura Linguística? O que é mais importante?

 

E que riscos acarretaria para os manuais escolares? Não se destroem milhares de manuais, para se fazerem outros? Então destruam-se os manuais abrasileirados e editem-se manuais que não enganem as crianças portuguesas.

 

A insistência em prolongar o caos ortográfico instalado, terá consequências inimagináveis num futuro que já começou.

 

Mas a luta continuará, até que a Racionalidade vença.

 

O que temos de fazer é colocar gente inteligente no Poder.

 

Não foi por acaso que, precisamente ontem, o presidente da República e o ministro dos negócios da Língua estavam em São Tomé e Príncipe a inaugurar uma escola de Língua Portuguesa. Resta saber que língua. A Portuguesa ou o dialecto/crioulo brasileiro, que querem impingir ao países ex-lusófonos? Sim, porque a lusofonia já não existe. Nem sequer é obrigatória existir.

 

cplp-pt[1].jpg

É este, erradamente, chamado português brasileiro que o Brasil e, vá-se lá saber por alma de quem, também Portugal, querem impingir aos restantes países da já injustificável CPLP.

 

Cada povo seguiu o seu rumo, e na África e em Timor, apesar da Língua oficial ser a Portuguesa, os dialectos autóctones, que são bastantes, prevalecem sobre a língua herdada do ex-colonizador. E muito bem.

 

No Brasil, porém, a situação é outra.

 

Ora, foi Portugal que levou a esses mundos a Língua Portuguesa, e esses mundos só têm duas coisas a fazer: ou respeitam, na íntegra, a língua que herdaram e livremente adoptaram, ou desvinculam-se dela e criam e abraçam os seus próprios dialectos, que são muito válidos, mas não lhes chamem português daqui ou dali, porque Português, Português, só o de Portugal, que a ex-colónias adoptam ou não.

 

O Brasil (conforme podemos ver nesta imagem) foi o único que nunca cumpriu os acordos assinados com Portugal e que dele se desvinculou, em 1943, quando criou um dialecto próprio a que, erradamente, chamou Português Brasileiro.

 

Não há um Português brasileiro versus um Português europeu. Não há. O Português, a Língua Portuguesa é de Portugal, pois foi Portugal que lhe deu o nome, e sendo Portugal um país europeu, é óbvio que a língua é europeia. Indo-europeia. Assim como a Língua Inglesa é da Inglaterra, a Língua Castelhana, de Espanha, a Língua Alemã, da Alemanha. Bem como o Latim era a Língua do Latium (Lácio) uma região da Itália Central, onde a cidade de Roma foi fundada, e não da Península Ibérica. Ponto.

 

O Brasil, ao desvincular-se, por opção (nada contra) da Língua Portuguesa, não criou um português brasileiro, mas sim um "dialeto" (grafado à moda do Brasil, e que deve ler-se “dialêto”) brasileiro, ou crioulo brasileiro, oriundo da Língua Portuguesa. E é este dialeto brasileiro que o Brasil deve adoptar, assim como Cabo Verde adoptou o Crioulo Cabo-verdiano como Língua Oficial de Cabo Verde, passando a Língua Portuguesa para língua estrangeira.

 

DIALETO BRASILEIRO.png

Será este o novo mapa que se pretende produzir com o AO90? Estarão todos os países aqui mencionados dispostos a esta imposição?

 

O Brasil devia seguir o bom exemplo de Cabo Verde. Ficar com o seu "dialeto"/crioulo brasileiro e cortar definitivamente o cordão umbilical com Portugal. E ter a Língua Portuguesa como língua estrangeira. É que amigos, amigos, negócios à parte. Esta foi sempre a melhor política.

 

E Portugal, devia ter vergonha na cara, por rejeitar a ortografia portuguesa, a única em vigor em Portugal, para a substituir pelo dialecto/crioulo brasileiro. Pois se já temos a maior taxa de analfabetos da Europa, essa taxa irá aumentar consideravelmente, se a Inteligência não se instalar no Parlamento Português.

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 18:22

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Quarta-feira, 21 de Fevereiro de 2018

AO90 - O QUE SEMPRE SE QUIS ESCONDER DOS PORTUGUESES

 

Andei hoje a “limpar” o meu e-mail, e deparei-me com esta mensagem não-lida, de 15 de Agosto de 2013, proveniente de «Pela Língua Portuguesa contra o “acordo”», com esta informação interessantíssima.

 

Há muito que digo isto, mas pelo que agora vejo, não fui só eu a dizê-lo.

 

 

GRAMÁTICA.png

 Fonte da imagem: Internet

 

Angola e o "acordo"

 

Declarações da Professora Doutora Amélia Mingas (linguista angolana) sobre o “acordo ortográfico de 1990”.

 

Declarações importantíssimas desde logo porque delas decorre o que aqui em Portugal se esconde: trata-se de agradar ao Brasil unicamente.

 

E Angola é um Estado soberano e rico...

 

‹‹A Decana da Faculdade de Letras da Universidade Agostinho Neto, Amélia Mingas apoia a posição do Executivo em relação à não ratificação ao novo acordo ortográfico, noticiou a RNA.

 

A Antiga Directora executiva do Instituto Internacional de Língua Portuguesa frisou que, o acordo ortográfico de 1990 não tem razão de ser, em virtude de o mesmo não ter levado em consideração o contributo dos oito estados membros da CPLP para o desenvolvimento da Língua Portuguesa.

 

O problema é que há um acordo que não tem razão de ser, porque quando se faz um acordo deve considerar-se a contribuição que cada um dos estados, que integra a CPLP, trouxe para a Língua Portuguesa. Porque o que se nota são alterações tendo em conta o desenvolvimento da língua portuguesa no Brasil».

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 18:56

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Segunda-feira, 19 de Fevereiro de 2018

AO90 SERÁ DISCUTIDO NO PARLAMENTO NA PRÓXIMA QUARTA-FEIRA

 

Na berlinda estará a Inteligência dos deputados da Nação...

 

Errar é humano, mas insistir no erro é insano.

 

E há mais: para aqueles que pensam "se já está assim, para quê mexer?” é bom que saibam que recomeçar não é desistir, é ter INTELIGÊNCIA para perceber que devemos mudar de caminho e recomeçar de novo, quando o erro é descomunal.

 

 

PARLAMENTO.jpg

Origem da imagem: Internet

 

Foi agendada, em recente cimeira de líderes dos grupos parlamentares, a discussão do AO90, bastante contestado praticamente em todos os países da CPLP.

 

Trata-se do debate, em plenário, de uma petição lançada em 2017, com difusão pública, que conta com 22.689 assinaturas e mais de 200 Subscritores, incluindo António Lobo Antunes, Eduardo Lourenço, Pacheco Pereira, Boaventura de Sousa Santos, entre tantos outros nomes sonantes, do mundo lusófono.

 

Ver petição aqui:

http://peticaopublica.com/pview.aspx?pi=acordoortografico90

 

 A Petição «Cidadãos contra o "Acordo Ortográfico" de 1990» será discutida no dia 21 de Fevereiro, próxima quarta-feira, às 15 horas (2.º e último ponto da Ordem de Trabalhos).

 

Ao que sabemos, pelo menos um dos partidos (o PCP) prepara-se para apresentar nesse dia um projecto de resolução com vista a uma eventual desvinculação de Portugal do AO90.

 

Quem me conhece sabe que sou apartidária (mas não apolítica) e, como tal, estou totalmente à vontade para concordar ou discordar de qualquer iniciativa partidária, ou ser livre para votar em pessoas válidas, sejam de que partido for. Sempre o fiz, desde que me foi dado o direito de votar.

 

E, neste momento, muito sinceramente, lamento que o PCP não tenha a maioria absoluta no Parlamento, para que Portugal pudesse ver-se livre desta “coisa viscosa” que dá pelo nome de AO90, e que está a conspurcar a Cultura Linguística Portuguesa, e a afastar Portugal das suas raízes europeias.

 

O que se espera desta discussão?

 

Mediante tudo o que já foi dito e escrito sobre a inutilidade, a inviabilidade e a ilegalidade de um “acordo” praticamente bilateral, que impõe a Portugal a ortografia brasileira, espera-se que, na próxima quarta-feira, no Parlamento Português, haja Bom Senso e Senso Comum por parte de todos os partidos políticos que terão voto na matéria, e que vença a Inteligência, para que a ortografia portuguesa possa ser devolvida, na íntegra, a Portugal.

 

Para sustentar a inutilidade, inviabilidade e ilegalidade do AO90, sugiro a consulta deste link, que dá voz ao Bom Senso, ao Senso Comum e à Razão…

 

O QUE OS PORTUGUESES CULTOS PENSAM SOBRE O ACORDO ORTOGRÁFICO DE 1990

http://olugardalinguaportuguesa.blogs.sapo.pt/o-que-os-portugueses-cultos-pensam-33885

 

O QUE OS BRASILEIROS CULTOS PENSAM SOBRE O ACORDO ORTOGRÁFICO DE 1990

http://olugardalinguaportuguesa.blogs.sapo.pt/o-que-os-brasileiros-cultos-pensam-8246

 

O QUE OS AFRICANOS CULTOS DE EXPRESSÃO PORTUGUESA PENSAM SOBRE O ACORDO ORTOGRÁFICO DE 1990

 http://olugardalinguaportuguesa.blogs.sapo.pt/o-que-os-africanos-cultos-de-expressao-37150

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 15:53

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Segunda-feira, 22 de Janeiro de 2018

A ORIGEM DO “ABORTO ORTOGRÁFICO”

 

 

(Também chamado “Acordo Ortográfico)

(“LUSOFONIA” - “PALOP” - “CPLP”)

 

(Um magnífico texto de Otto Solano para reflectir o AO90, a partir de uma verdade nua e crua que muitos se recusam a aceitar, mas que está na hora de reconhecer, para se encetar a revolução necessária à anulação de uma ortografia que nunca devia ter entrado em Portugal, pelos motivos que Otto tão bem explica - IAF)

 

PALOP.gif

 

Texto de Otto Solano

 

NÃO ESQUECER

 

Lusofonia é um vocábulo derivado do termo “Lusitânia”, nome dado pelos romanos a uma província da Península Ibérica que englobava um território que faz actualmente parte de Portugal.

 

Luiz Vaz de Camões denominou o seu poema épico que evoca os feitos dos portugueses, as suas conquistas de além-mar e a abertura das vias marítimas para o Oriente contornando o continente africano “Os Lusíadas”, portanto os descendentes dos antigos “Lusos”.

 

As terras conquistadas na África, Ásia e Américas sob dominação portuguesa eram denominadas Colónias Portuguesas, e o seu conjunto foi o assim chamado “Império Colonial Português “.

 

A ditadura fascista de Salazar passou a chamar às colónias portuguesas “Províncias Ultramarinas”, utilizando uma ideia apócrifa de unidade cultural e política, o que se pode traduzir numa “mania das grandezas” provinciana, mas que servia perfeitamente de apoio à sua ideologia politica conservadora e fascista. E é então que o vocábulo “Luso” entra novamente em cena, uma vez para chamar “Lusitos” aos jovens da “Mocidade Portuguesa”, organização fascista paramilitar formada segundo os moldes da juventude hitleriana, e de participação obrigatória para todos os jovens estudantes, em Portugal e nas Colónias, e outra para designar por “Lusofonia” uma mítica unidade cultural entre as Colónias e Portugal.

 

Após o 25 de Abril e a descolonização, aquela “mania das grandezas” não tinha sido totalmente dissipada da cabeça de muitos portugueses que ainda sonhavam com o tal império ou com as tais províncias ultramarinas. E assim renasceu o termo “Lusofonia” para designar essa fantasiosa unidade cultural e linguística de Portugal com as ex-colónias, e que é na sua essência um mito fascista.

 

Uma ideia tão abstracta, apócrifa e ridícula como esta não servia muito bem certos interesses ocultos. Os revolucionários dos movimentos de libertação das ex-colónias, que tinham mandado à merda toda a ideologia progressista que defendiam, tornaram-se na elite burguesa desses países, em moldes feudais, e em conluio com a oligarquia portuguesa apossaram-se do poder político, militar e económico, explorando as riquezas dos países em proveito próprio, tornando-se nas elites mais ricas do continente e condenando assim à pobreza, à fome, à exploração e escravatura os seus conterrâneos. Passam a viver num luxo e ostentação como nunca na puta da sua vida sonharam, e criam uma organização chamada “PALOP – Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa” julgando na sua mediocridade ética e cultural atingir um certo prestígio e utilizá-la perfeitamente para proveito próprio. Assim é que a organização oferece “tachos” bem remunerados não só para os seus membros como também para os familiares, amigos, amantes e amásias, viagens de “trabalho”, jantaradas, carros de luxo e mordomias de toda a espécie.

 

Mas a clientela ia crescendo e a organização não tinha mais capacidade de os contentar. Como nesse sentido a criatividade dessa gentalha desses países e de Portugal não tem limites, nasceu assim a “CPLP - Comunidade dos Países de Língua Oficial Portuguesa”. Os seus membros são todos aqueles países onde as elites governamentais optaram pelo idioma português como língua oficial, desprezando os idiomas nativos, mesmo que a maioria dos seus habitantes não o fale nem o entenda, como são os casos extremos da Guiné-Bissau e Goa; e ridiculamente também Timor, uma ex-colónia à qual Portugal durante séculos nunca deu qualquer atenção e que só servia como local de desterro para personalidades civis politicamente incómodas e militares que não se submetiam a directrizes arbitrárias. Só depois da Austrália ter descoberto petróleo no mar que rodeia aquela ilha é que Portugal, fazendo o papel vergonhoso de “libertador” a troco de generosas esmolas das companhias exploradoras do petróleo para o bolso de certa gente, enviou, “para disfarçar”, alguns professores para ensinar português àquelas gentes; e cujo nativo traidor que foi o primeiro dirigente governamental após o país ter sido artificialmente criado, teve de aprender português durante o cativeiro político na Indonésia, o que ainda hoje se revela na sonoridade metálica do seu falar mecânico, à semelhança do som do leitor de cassetes por onde aprendeu o idioma. Mais ridícula ainda, e também perversa, é a recente aprovação da adesão da Guiné-Equatorial a esta organização, país que nunca foi colónia portuguesa e onde o português não é nem nunca foi língua oficial e nem o povo o fala ou jamais falou.

 

O Brasil, a maior ex-colónia portuguesa, e o país membro com maior extensão territorial e maior número de habitantes também só possui, à semelhança das ex-colónias africanas, uma elite culta que fala e escreve, quase correctamente, português. A grande maioria da população fala variantes adulteradas deste idioma, com as influências regionais dos diversos idiomas nativos e de os daquelas etnias de colonos oriundas de todas as partes do mundo, e utilizando vocábulos estrangeiros, principalmente ingleses, idiotamente “abrasileirados”. E onde um sistema escolar público precário ainda hoje existente nunca permitiu um ensino correcto da língua portuguesa.

 

A CPLP viabiliza assim a criação de novos “tachos” para a sua clientela. E na página da “Internet” relativa à sua estrutura e organização não são revelados, além do nome do Secretário Executivo, nem os nomes dos seus colaboradores nem o número de funcionários ao seu serviço, e os objectivos, como também publicado naquela página, são difusamente generalizados e abertamente não comprometedores.

 

Dado o total desconhecimento que a grande maioria da população dos países desta “Comunidade” possui sobre a existência destas organizações, PALOP e CPLP, e não ter igualmente a menor ideia do que seja essa “Lusofonia”, e até hoje não se ter verificado qualquer tentativa, mesmo que seja “só para inglês ver” duma divulgação das mesmas, é evidente que elas só servem os interesses das elites nacionais, e por extensão os das diversas personalidades que constituem o escol representativo das organizações satélites apoiantes, como a “Fundação Oriente” e o “MIL – Movimento Internacional Lusófono”, entre outras cuja existência é mantida em segredo, e a qual só se revela quando por qualquer motivo se descobre alguma daquelas trafulhices financeiras que são amanhadas entre elas, a banca privada, e os políticos e os governos corruptos dos diversos países membros.

 

São organizações criminosas legalizadas, sustentadas pelo erário público, que urge desmantelar e expropriar, revertendo o património, mesmo que esteja por “artes mágicas” nos bolsos desses cleptocratas, para os cofres daquelas instituições de utilidade pública de comprovada idoneidade.

 

Devemos realçar e reafirmar aqui, que português é a língua que se fala e escreve em Portugal.

 

É no âmbito deste contexto e no alastrar do terreno da mediocridade, fertilizado com as secreções endémicas defecadas pelas mentes de intelectualóides pífios e politiqueiros reles e sem qualidades argumentando interesses mercantis ridículos e anódinos, que se pode entender o engendrar deste famigerado e assim chamado “acordo ortográfico”, sua aprovação e imposição arbitrária e à revelia por decreto governamental.

 

A duvidosa questão jurídica da sua oficialização e as alterações ortográficas absurdas já foram suficientemente analisadas, criticadas e divulgadas por muitas personalidades, destacando-se entre elas pela luta acérrima contra este “acordo” o intelectual, escritor, poeta e tradutor Vasco Graça Moura, falecido em Abril do passado ano, hoje censurado por omissão pela maioria dos órgãos de comunicação social do país. Os seus escritos sobre este tema, assim como os dos demais autores, podem, contudo, ser lidos em muitos portais da “Internet”.

 

É culturalmente obscena a forma como hoje se escreve, e fala, em Portugal. Basta ver os muitos exemplos denunciados em vários sítios da “Internet”, para se constatar que se trata dum crime cultural premeditado. Os seus autores deveriam ser previamente julgados e punidos pelos tribunais civis, pois pelo tribunal da cultura e da história já foram há muito condenados a pena de morte.

 

Torna-se assim cada vez mais urgente a constituição duma acção concertada, programada e militante de todos os opositores, principalmente dos escritores, poetas, tradutores, jornalistas e professores para a anulação imediata e sem quaisquer reservas deste “acordo ortográfico”, de modo a que seja possível, dentro do menor espaço de tempo, minimizar e neutralizar os enormes danos culturais causados por este atentado criminoso contra a dignidade da língua portuguesa.

 

Otto Solano


publicado por Isabel A. Ferreira às 18:35

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Domingo, 14 de Janeiro de 2018

EM PORTUGAL ESCREVE-SE E PRONUNCIA-SE MAL A LÍNGUA PORTUGUESA

 

Com a exigência ilegal da aplicação do acordo ortográfico 1990 (que não chega a ser acordo, porque existe um enorme desacordo entre os países da CPLP - Comunidade dos Países de Língua Portuguesa) os portugueses submissos (aos quais falta Cultura Crítica) ou os mais “distraídos” escrevem mal e pronunciam mal as palavras “acordizadas”.

 

É o descalabro total.

 

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Origem da foto: https://www.facebook.com/TradutoresContraAO90?fref=ts

 

"Os efeitos deste Acordo, dito de unificação ortográfica — na realidade, de aproximação ortográfica —, são os que estão previstos do ponto de vista da grafia, porque não há consequências em termos de pronúncia, (…). Nenhum português, por cair uma consoante, vai deixar de dizer «contracetivo», abrindo a vogal e, para dizer «contracetivo», fechando a vogal e.

 

Nenhum português deixará de o fazer. É um manifesto exagero, é um empolamento de uma realidade que o Acordo não consente!”

 

(LUÍS FAZENDA, Diário da Assembleia da República, I Série – n.º 85, X Legislatura, 3.ª sessão legislativa, 17 de Maio de 2008, pg. 28; aquando da aprovação parlamentar do 2.º Protocolo Modificativo ao AO90) (Ivo Miguel Barroso)

 

in https://www.facebook.com/groups/acordoortograficocidadaoscontraao90/643311112439015/?notif_t=like

 

***

Pois o que há a dizer sobre este assunto, é que quem, por desconhecimento da Etimologia (parte da gramática que estuda a história ou origem das palavras e da explicação do significado das mesmas, através dos seus elementos (morfemas), que fazem parte do Léxico Português, e que devia se matéria de estudo obrigatório nas escolas), e escreve deste modo incorreCto, de acordo com o acordo ortográfico 1990:

 

“contracEtivo” , “aspEtos”, “dirEtor”, “arquitEto”, "tEto" “Ativo”, “Ator”, “sEtor”, “fAtor”, “corrEto”, "Ação", “lEtivo” ,“selEção”   e outras calinadas que tais…  

 

não deve, não pode pronunciar as mesmas com o E ou o A abertos, sob pena de estarem a proferir monumentais disparates.

Quem aprendeu Língua Portuguesa sabe que aquelas palavras devem ser pronunciadas do seguinte modo: "contrac'tivo", "aspêtos", "dir'tor","arquitêto", "têto", "âtivo", "âtor", "s'tor", "fâtor", "corrêto", "âção", "l'tivo", "sel'ção", e querem dizer absolutamente NADA.

 

Daí que, é urgente, prioritário e da lucidez acabar-se de vez com este despautério do AO90, que os Portugueses, os Brasileiros, os Angolanos e os Moçambicanos instruídos e cultos rejeitam.

 

Então por que motivo, a não ser por negociatas obscuras (uma vez mais o interesse económico a sobrepor-se ao senso comum) e uma ignorância descomunal, o governo português teima, porque teima em impor esta mixórdia ortográfica, com a agravante de ameaçar penalizar quem não “obedecer”?

 

Baseado em quê? Em que lei?

 

De que tempo virá esta apetência pelas “ameaças?”

 

Não saberão os políticos portugueses que qualquer Português poderá recusar-se a utilizar este acordo, inclusive nas escolas, nas repartições públicas, seja lá onde for… sem ser penalizado, porque não há lei nenhuma que o obrigue?

 

Era só o que faltava!

 

E quem argumenta que a aplicação deste aborto ortográfico facilita a aprendizagem da Língua às crianças, suprimindo os "p", e os "c" mudos, quererá dizer que as crianças dos tempos aCtuais serão mais ESTÚPIDAS do que as crianças dos milhares de gerações passadas, desde que Dom Diniz oficializou a Língua Portuguesa?

 

Todos nós estudámos a Língua Portuguesa como deve ser estudada, e aprendêmo-la, uns com mais dificuldades do que outros, mas aprendêmo-la, como todas as crianças aprendem o Inglês, o Francês, o Alemão. Ou não?

 

Esta argumentação pretende diminuir as capacidades inteleCtuais das nossas crianças, passando-lhes um atestado de estúpidas, algo que elas, de todo, não merecem.

 

Se não respeitam a Língua Portuguesa, respeitem ao menos as crianças portuguesas, que estão a ser vítimas de um atentado linguístico e a caminho de serem os analfabetos do futuro.

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 15:41

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Quinta-feira, 30 de Novembro de 2017

O FALSO ACORDO ORTOGRÁFICO DE 1990 SÓ TROUXE DESPRESTÍGIO À CPLP

 

 

CPLP.png

 

O acordo ortográfico de 1990 é um falso acordo, não só porque gerou o maior desacordo da história dos países lusófonos, como é uma espécie de "gato escondido com o rabo de fora" para encapotar a imposição da ortografia brasileira (mais acento, menos acento, mais trema, menos trema, mais hífen, menos hífen) aos restantes países de expressão portuguesa, com a pretensão de que eles são milhões. Mas se lhe retirarmos os milhares de analfabetos ainda existentes, os milhares que mal sabem ler e escrever (os semianalfabetos), os milhares que se estão nas tintas para a ortografia; os milhares que nem sabem o que isso é, acaba por restar menos de um milhar…

 

Que o falso AO90 é uma tremenda fraude e um falhanço total, o mundo inteiro já sabe. Que o falso AO90 não serve os interesses de nenhum país, exceptuando os interesses dos governos e editores brasileiros e portugueses, também já se sabe.

 

Que o falso AO90 só trouxe desprestígio à CPLP é um faCto.

 

Por isso não haverá outra saída senão recuar, antes que a babel ortográfica se instale de vez, e cada um passe a escrever como lhe dá mais jeito, e de acordo com os parcos conhecimentos que tem da língua.

 

Por cá, o caos já se instalou e desde erução, receção, óvio, teto, arquiteta, fazer um pato, e outros abortos ortográficos que tais, já se vê de tudo um pouco, conforme a incultura do escriba.

 

E errar até pode ser humano (e duvido), mas insistir no erro é insano (tenho certeza).

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 15:47

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Terça-feira, 28 de Novembro de 2017

«OS DEZ MANDAMENTOS DO PORTUGUÊS»

 

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Por Lia Wolf em letras

 

 1°) AMAR A LÍNGUA PORTUGUESA SOBRE TODAS AS COISAS: desde o berço até à morte. Ela é a mãe de todos os outros dialectos - não deve ser subjugada por estes.

 

2°) NÃO ALTERAR A SUA SANTA GRAFIA EM VÃO: não ceder à tentação de adulterar as palavras com kapas e surripiar consoantes, acentos e hífenes.

 

3°) GUARDAR MAIÚSCULAS PARA NOMES PRÓPRIOS, ASSIM COMO DOS MESES E ESTAÇÕES DO ANO: eles não são nomes comuns - são especiais.

 

4°) HONRAR A PÁTRIA E AS NOSSAS ORIGENS: a língua é o maior património de um povo – este nunca deveria ser expropriado dela.

 

5°) NÃO MATAR: o AO90 é um assassinato à língua portuguesa e à cultura dos nossos antepassados.

 

6°) NÃO PECAR CONTRA A CULTURA: só um país de incultos poderia querer forçar todo um povo a mudar a sua língua sem atender à opinião pública e aos entendidos da matéria.

 

7°) NÃO ROUBAR LETRAS ÀS PALAVRAS: os C’s e os P’s têm uma função precisa e necessária – não são oPcionais nem desprovidos de aCção.

 

8°) NÃO LEVANTAR FALSO TESTEMUNHO: é falso que os outros países da CPLP tenham concordado com o AO90 - apesar de, em 1990, todos (na altura, sete países) terem assinado o dito acordo, Angola e Moçambique não o ratificaram e o Brasil adiou a sua plena aplicação para 2016 (!), sendo, na prática, Portugal o único país a forçar o seu ensino nas escolas e a sua imediata utilização.

 

9°) NÃO DESEJAR A LÍNGUA DO PRÓXIMO: em Portugal fala-se português – não “brasilês”, “acordês” ou “crioulês”!

 

10°) NÃO COBIÇAR AS COISAS ALHEIAS: sejamos pobres mas honrados – a nossa língua não está à venda!

 

LIA WOLF

Fonte:

https://www.facebook.com/136592023176068/photos/a.270382883130314.1073741832.136592023176068/351428061692462/?type=3&theater&ifg=1

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 10:17

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Quarta-feira, 17 de Maio de 2017

PORTUGAL E O DESENGONÇADO AO90

 

Quando aprendi as minhas primeiras letras, num colégio brasileiro, com a minha professora Marilena, estava longe de imaginar que um dia teria de reaprender a Língua que, afinal, não era a minha Língua Materna - a Portuguesa.

 

Também jamais imaginei ter de lutar por ela.

 

LÍNGUA.png

 

Nesta minha vida, já travei publicamente várias lutas: por direitos humanos, por direitos das crianças, por direitos das mulheres, por direitos de animais não humanos, contra a pobreza, a favor dos mais desfavorecidos, dos excluídos, enfim, batalhas que pontualmente fui travando, conseguindo ajudar os envolvidos.

 

Jamais me passou pela cabeça ter de lutar pela minha Língua Portuguesa, porque jamais pensei que pudesse haver portugueses suficientemente cobardes para a venderem ao estrangeiro, tão despudoradamente, tão vilmente, tão vergonhosamente.

 

Consta por aí que os ministérios da Cultura (?) e dos Negócios (dos) Estrangeiros de Portugal vão articular uma política estratégica de promoção internacional da Cultura Portuguesa (?).

 

Para 2017, estão previstas 1300 acções, que incidirão em 75 países.

 

Algumas delas já foram iniciadas no passado dia 5 de Maio, dia em que a CPLP, o instituto Camões e o governo socialista de Portugal decidiram celebrar uma língua a que chamam português, mas já não é a Língua Portuguesa, pois uma coisa é um linguajar para comunicação fácil entre povos, outra coisa é uma Língua bem estruturada e assente nas Ciências da Linguagem.

 

Uma estratégia de divulgação cultural no estrangeiro?

 

Qual o objectivo desta estratégia conjunta dos Ministérios dos Negócios e os da Cultura (?) (do Brasil e de Portugal)?

 

Que Cultura?

 

Que “língua” será divulgada nesta estratégia?

 

Que ortografia utilizarão? A culta ou a inculta, proposta pelo AO90?

 

Anda por aí o “corneteiro de Sócrates” (deparei-me com esta expressão que assenta como uma luva ao ministro socialista) a atroar mentiras acerca das “vantagens” de um acordo que não serve os interesses de Portugal, mas tão só os interesses obscuros de uns poucos, e sem a mínima noção do que diz.

 

É uma vergonha para Portugal a atitude indigna do actual governo português que, sem pejo algum, anda a espalhar pelo mundo uma ignorância militante e activa inédita.

 

E o pior de tudo é que nem sequer estão a dar-se conta disso, apesar de todos os avisos, de todas as críticas, de todas as advertências dos mais abalizados guardiães da Língua Portuguesa e das elites cultas portuguesa, brasileira e africana de expressão portuguesa.

 

E esta infantil casmurrice insulta a dignidade dos Portugueses, arrasta pelo chão a nossa bela e indo-europeia Língua e enxovalha a Identidade Portuguesa.

 

Dizei-me: Portugal merece isto?

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 14:20

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.ACORDO ORTOGRÁFICO

EM DEFESA DA LÍNGUA PORTUGUESA, A AUTORA DESTE BLOGUE NÃO ADOPTA O “ACORDO ORTOGRÁFICO” DE 1990, DEVIDO A ESTE SER INCONSTITUCIONAL, LINGUISTICAMENTE INCONSISTENTE, ESTRUTURALMENTE INCONGRUENTE, PARA ALÉM DE, COMPROVADAMENTE, SER CAUSA DE UMA CRESCENTE E PERNICIOSA ILITERACIA EM PUBLICAÇÕES OFICIAIS E PRIVADAS, NAS ESCOLAS, NOS ÓRGÃOS DE COMUNICAÇÃO SOCIAL, NA POPULAÇÃO EM GERAL E ESTAR A CRIAR UMA GERAÇÃO DE ANALFABETOS.

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isabelferreira@net.sapo.pt

. AO/90 É INCONSTITUCIONAL

O Acordo Ortográfico 1990 não tem validade internacional. A assinatura (em 1990) do texto original tem repercussões jurídicas: fixa o texto (e os modos como os signatários se vinculam), isto segundo o artº 10º da Convenção de Viena do Direito dos Tratados. Por isso, não podia ser modificado de modo a entrar em vigor com a ratificação de apenas 3... sem que essa alteração não fosse ratificada por unanimidade! Ainda há meses Angola e Moçambique invocaram OFICIALMENTE a não vigência do acordo numa reunião OFICIAL e os representantes OFICIAIS do Brasil e do capataz dos brasileiros, Portugal, meteram a viola no saco. Ora, para um acordo internacional entrar em vigor em Portugal, à luz do artº 8º da Constituição Portuguesa, é preciso que esteja em vigor na ordem jurídica internacional. E este não está!
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