Terça-feira, 11 de Janeiro de 2022

Em nome das crianças portuguesas exigimos do novo governo que aí vem, a ANULAÇÃO imediata do AO90

 

Vou recuar até ao ano de 2016, quando andaram por aí a correr umas notícias que, apesar de parecerem boas, não soaram bem… E, como desde então para cá, nada mudou, e continua-se a insistir nesses erros, trago à liça o que se disse, que é o que ainda se diz sobre o malfadado, o malparido e o mal-amanhado AO90.

 

Seria da racionalidade, os partidos políticos discutirem este tema na campanha eleitoral, em curso. Mas qual quê?

Que jornalista se atreve a pôr em cima da mesa tal assunto?

Cabeça cheia de nadas.png

Origem da imagem: Internet

 

A ACL (Academia das Ciências de Lisboa) veio a público dizer que queria apresentar, ainda nesse ano, um “estudo para aperfeiçoar o AO90”, como se o AO90 seja algo que possa ser aperfeiçoado!

 

A APP (Associação de Professores de Português) veio logo dizer que aceitava uma “revisão ligeira” do AO90, mas não a sua anulação. Revisão ligeira de algo que não tem pernas para andar, não será dar tiros nos pés?

 

A ANPROPORT (Associação Nacional de Professores de Português) por sua vez diz que a “revisão do AO90 é bem-vinda”.

Nenhuma revisão é bem-vinda. Apenas a anulação deste abortográfico é bem-vinda.

 

Tudo isto seria interessante se o AO90 tivesse alguma ponta por onde pegar. 

Mas, como sabemos, o AO90 é a maior fraude política de todos os tempos, e assenta em interesses político-económicos obscuros, e numa atabalhoada e aparvalhada visão do que é uma Língua culta e íntegra, e na ignorância de quem o aplica cegamente.

 

Esmiucemos o que disse a APP:

 

«A presidente da Associação de Professores de Português (APP), Edviges Antunes Ferreira, afirma que aceita uma “revisão ligeira” do Acordo Ortográfico de 1990 (AO90), “para não trazer tantos prejuízos, mas nunca anular o AO90”

 

Para não trazer tantos prejuízos a quem? Os prejuízos já são mais que muitos e continuarão a crescer até ao infinito, se AO90 não for anulado urgentemente.

 

«Relativamente ao regresso de algumas consoantes mudas, Edviges Ferreira foi clara: nós não concordamos; é muito mais simples escrever conforme falamos do que estarem a perceber ou a decorar, principalmente depois de ter abolido e estar a escrever de uma determinada forma, estar a voltar atrás”.

 

Não admira que o Português ande tão de rastos. Se a senhora disse isto assim tal e qual, não estará tudo dito?

 

Vamos lá a ver, senhora Edbiges (é assim que se fala no Porto, logo deverei escrever assim), se é mais simples escrever conforme falamos, deitemos ao lixo as gramáticas, e ensinemos às crianças o alfabeto, depois a juntar as letras e depois que escrevam conforme falam. E teremos uma Torre de Babel no nosso minúsculo país, que de terra, para terra, fala-se de modo diferente.

 

Cá para os meus lados diz-se ceboles e batates.

Mais ao sul, dizem se nan qerem ir nan van.

Ao norte, bai-se de calqer jeitu.

Em Lisboa paceiase à bâira riu.

 

A senhora Edbiges parece não ter andado na escola, e não aprendeu a decorar. Todos nós decorámos tudo e cantávamos todos os rios e seus afluentes e linhas de comboios, e montanhas e mais tantos outros saberes, apenas com 8/9 anos. Só os menos dotados intelectualmente é que se atrapalhavam.

 

Não é desse tempo a senhora Edbiges.

 

A senhora referiu ainda que «observando as contestações ao AO90, o nível etário das pessoas é bastante elevado, em média, o que significa que há sempre aquelas vozes, que são os ‘Velhos do Restelo’, que tudo que seja mudança, não a vêem com bons olhos».

 

Como disse senhora Edbiges?

 

«Velhos do Restelo»?

 

Não sei se a senhora ensina crianças, se ensina, pobres crianças.

 

A senhora conhece a expressão “Velhos do Restelo”, mas não sabe o que significa.

 

Nesta jornada anti-AO90, existem muitos jovens, que de velhos do restelo nada têm. O que têm é bom senso e amor à sua Língua Materna, e sabem distinguir o trigo (a Língua Portuguesa) do joio (a ortografia abrasileirada e amixordizada pelos acordistas portugueses, a qual dá pelo nome de AO90).

 

É mais fácil dizer às crianças: escrevam como falam, do que lhes ensinar as regras gramaticais. Não é? Ensinar dá muito trabalho. Mas se ganhamos salários é para ensinar, não é para fazer-de-conta-que-ensinamos.

 

Defensores da anulação do AO90 rejeitam propostas de revisão

 

Os defensores da anulação (não se diz “revogação” porque não podemos revogar algo que não existe, que é ilegal) do Acordo Ortográfico de 1990, entre eles o jurista Ivo Miguel Barroso, consideram que as posições “revisionistas” do AO90 “são de rejeitar”.

 

Porquê?

 

As razões jurídicas apresentadas por Ivo Miguel Barroso:

 

«O destino adequado para o AO90 é o caixote do lixo.

 

Quem conhece o Direito dos Tratados sabe perfeitamente que, se o AO90 é para ser revisto, é necessário que haja uma alteração do teor do Anexo I e II (Bases e Nota Explicativa). Ou seja, tal implicaria um novo Tratado ou uma revisão do mesmo entre todos os Estados da CPLP, no sentido de alterar o Anexo I do AO90.

 

Ora, para que isso suceda, é necessário que todos os Governos dos Estados assinem; e que, depois, o novo Tratado seja ratificado internamente. Por outro lado, tal propósito de revisão significaria que pelo menos parte das normas do AO90 não seriam para cumprir».

 

***

 

Outras razões razoáveis:

 

Não queiram atribuir às crianças a PARVOÍCE dos adultos.

 

Utilizam as crianças como escudo, para não terem de retroceder e anular o abortográfico.

 

No entanto é preciso ter em conta o seguinte: se as crianças conseguem aprender facilmente o Inglês, cujo léxico inclui tantas consoantes mudas, e o Castelhano, poderão mais facilmente aprender o Português que tem algumas, mas não tantas, como a língua de Shakspeare (ou deverei escrever Xeikcepiâr, e a de Cervantes, Cerbantes à moda do Puârto.

 

Se elas conseguem aprender a escrever THOUGHT, mais facilmente aprenderão a escrever ACTO ou ACÇÃO. Porque sem o , estas palavras terão de ser escritas assim: ÁTO e ÁÇÃO, ou então atirem com a Gramática ao lixo.

 

Está provado cientificamente que o cérebro das crianças é como uma esponja: absorve tudo com muita facilidade, porque ainda está vazio de conhecimentos (isto dito assim para que todos entendam). Aprendem e desaprendem com uma perna às costas, sem a mínima dificuldade.

 

Para as que já aprenderam a língua mutilada, vai ser muito simples desaprendê-la, e reaprender a verdadeira Língua Portuguesa, acompanhada pela Gramática, até porque, muitas estão também a aprender a Língua Inglesa e a Língua Castelhana e para elas é estranho escrever-se, em Inglês e Castelhano, por exemplo direCtor e em português diretor (e atenção, que neste caso deve ler-se dir’tor). O abre o E, se no há deve escrever-se dirÉtor.

 

Vou aqui repetir algo, que já escrevi muitas vezes, para que se saiba que uma criança não é a estúpida que os adultos, nomeadamente os professores menos dados a “esforços extras”, dela pretendem fazer: Eu viajei para o Brasil com dois anos, e aos seis, lá aprendi a ler e a escrever o “Português” mutilado; aos oito anos tive de regressar a Portugal, e cá tive de reaprender a língua culta (era o que me diziam) tal como deve ser. E simplesmente APRENDI, sem a mínima dificuldade. Aos catorze anos, de volta ao Brasil, tive de DESAPRENDER a minha Língua Materna e regressar à língua mutilada. Sem problemas.

 

Aos vinte anos deixei o Brasil definitivamente e fui estudar para Coimbra, e lá tive eu de abandonar a língua mutilada, e fixar-me na minha adorada Língua Materna, que aprendi a amar com a leitura dos nossos clássicos, e hoje defendo-a com as garras de fora.

 

E por aqui me fico, dizendo que o AO90 nada tem para rever.

É lixo ortográfico que deve ser incinerado como lixo altamente tóxico.

 

Isabel A. Ferreira

 

(Os textos completos das notícias, em que me baseei, podem ser lidos nestes links):

 

http://24.sapo.pt/atualidade/artigos/reversao-do-acordo-ortografico-associacao-de-professores-de-portugues-so-aceita-revisao-ligeira

http://24.sapo.pt/atualidade/artigos/associacao-nacional-de-professores-de-portugues-diz-que-as-pessoas-nao-conseguem-cumprir-novo-acordo-ortografico

http://24.sapo.pt/atualidade/artigos/defensores-da-revogacao-do-novo-acordo-ortografico-rejeitam-propostas-de-revisao

publicado por Isabel A. Ferreira às 18:35

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Segunda-feira, 20 de Dezembro de 2021

Boas Festas e que neste Natal todos reflictam no mal que se está a fazer ao País, insistindo-se em manter o AO90

 

 

Eu sei que o tempo é de Natal, mas a vida continua errada. E hoje, levei um murro no estômago, com o que me contou uma menina.

 

O AO90 foi o erro mais grosseiro cometido desde a fundação do País.

 

Se não anularem o AO90, é Portugal que será anulado.



Reflicta-se nisto, para que, no ano de 2022, os "afêtos" possam transformar-se em afeCtos, e o País regresse à normalidade ortográfica.



Porque é inadmissível que uma professora de Português, a quem uma aluna do 7º ano perguntou que se ela escrevesse num teste ou ficha com o acordo ortográfico antigo [porque ela sabe escrever Português] se estava errado, e a professora disse que SIM. Contou-me, HOJE, a menina, com grande mágoa. E aquele SIM saiu assim, enoooooorme e triste!

 

É inadmissível que uma professora de Português, que não cumpre a Lei vigente, porque desconhece as leis do País, e aplica o AO90, diga a uma aluna que até sabe escrever, que escrever correCtamente está errado. É inadmissível!

 

Esta professora merecia um processo disciplinar.
BASTA de MENTIR às crianças!

Isabel A. Ferreira

 

 

Mensagem de Natal e Ano Novo.png

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 18:12

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Terça-feira, 23 de Novembro de 2021

Posso fazer uma perguntinha inofensiva: quantos dos que aderiram a grupos anti-acordo no Facebook se negam a comprar livros que seguem o AO90?

 

Quantos, no próximo Natal, não darão lucros aos escritores e editores traidores, seguidistas e servilistas?


Eu já tinha encomendado uns livrinhos para oferecer às crianças, no Natal, e quando soube que os livrinhos seguiam o AO90 desfiz o negócio, logo ali.



E o autor disse-me: «Ah! Mas as crianças estão a aprender a escrever esta nova linguagem

Ai estão?
Pois não estão a aprender coisa nenhuma. Estão a DESAPRENDER
 a escrever na sua Língua Materna, e os culpados são os que têm a faca e o queijo na mão para anular este erro de palmatória, e não o fazem, pelo contrário, incentivam a sua aplicação ilegal, através da chantagem e ameaças de penalizações, numa miserável atitude.



No próximo Natal vamos todos recusar comprar livros que seguem o acordo ilegal? Vamos oferecer apenas livros em BOM Português, que os há por aí. Em Português de faCto.

Ver neste link: https://www.facebook.com/portuguesdefacto

 

E para as crianças, se não houver no mercado (ao que me dizem retiraram do mercado os livros que estavam escritos correCtamente, e substituíram-nos pela escrita “incurrêta) façam como eu: recorram a edições antigas, ou aos alfarrabistas, mas NÃO ofereçam livros incorrectamente escritos às vossas crianças. Estão a enganá-las.

 

Isabel A. Ferreira

 

BOICOTEM LIVROS ACORDIZADOS.jpg

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 17:20

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Domingo, 5 de Setembro de 2021

Um cartaz muito “sui generis”: o vocábulo “eléCtricos”, assim bem escrito, é para não parecer mal ou para angariar mais votos?

 

Sim, porque os candidatos acordistas serão escrutinados a este respeito, nestas eleições.

 

Vá-se lá entender esta gente! É este caos ortográfico que baralha as crianças. Precisamos de esclarecer-lhes qual a verdadeira grafia portuguesa, que não é aquela que lhes estão a impingir nas escolas, obviamente. E eu questiono-me: os professores saberão escrever correCtamente?

 

É este mixordês que anda por aí disseminado que me irrita!!!!! E os maiores divulgadores dessa mixórdia ortográfica são os canais de televisão. Portugal não tem uma Língua que o identifique.

 

É um é e não é constante. Cada um escreve conforme lhe dá na real gana. Caso ÚNICO no mundo. Porque, em Portugal, já não temos uma Língua Oficial. Temos uma mixórdia de grafias, que diz bem da pequenez de um País que perdeu o rumo e a vergonha, com um Ministro da Educação que já deveria ter sido posto na rua há bastante tempo, e os fazedores de manuais escolares devem atirá-los à fogueira, se têm um pingo de respeito pela inteligência das crianças, que está a ser esmagada pela idiotice que lhes impingem.


Mas enfim, onde não há dignidade, não há vergonha.

 

Espero que os acordistas-mor do nosso País sejam bem penalizados, porque já BASTA de tanta falta de respeito pelos valores culturais e linguísticos dos Portugueses.

 

Isabel A. Ferreira

 

MIXÓRDIA.jpg

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 18:13

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Segunda-feira, 21 de Setembro de 2020

O AO90 é a cartilha dos mais básicos erros ortográficos que as crianças estão a ser forçadas a "aprender"

 

O grande e gravíssimo problema que se coloca actualmente é precisamente a imposição deste aborto às inocentes crianças.

 

Aqueles que, cegamente, aderiram à aplicação ilegal do AO90, deveriam ser processados criminalmente. Primeiro, por serem cúmplices de uma ilegalidade; e segundo, por permitirem que as crianças aprendam pela Cartilha do AO90, uma tosca colectânea dos mais básicos e graves erros ortográficos.

 

Pais deste país: as vossas inocentes crianças estão a ser ENGANADAS.

 

E isto não será grave? Isto não configurará, de facto, um crime de lesa-infância?

 

Vejam o que nos diz Miguel Esteves Cardoso, e que assino por baixo,

Isabel A. Ferreira

 

MEC.png

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 17:10

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Terça-feira, 8 de Setembro de 2020

É preciso responsabilizar o Estado português pela difusão caótica da Língua a que chamam “portuguesa”

 

É desonroso para Portugal. Uma autêntica vergonha. Um verdadeiro insulto à dignidade daqueles Portugueses que nasceram Portugueses, e um desprezo total pelas indefesas crianças portuguesas, que têm de levar com a mixórdia em que se transformou a Língua Materna delas, sem poderem protestar.


Por que estou tão indignada? Eu conto-vos.

Comecem por observar esta imagem.

 

VÊM.png

 

O que VÊEM na imagem é um táblete, pertencente à minha neta. Ela andava a fazer uma pesquisa e deparou-se com um vídeo (aquele para você diz da sua proveniência) sobre como as crianças vêm determinados objectos. Ela achou o conteúdo interessante e veio mostrar-me.

 

Foi então que me deparei com a imagem que me apressei a fotografar. E perguntei-lhe se ela via ali alguma coisa mal escrita. Não via. Pedi-lhe para ler alto: «Como as crianças vêm (uma cama)» pronunciando “vêem”.

 

Então, aproveitei e escrevi numa folha de papel a frase como as crianças vêm para a escola, a pé ou de autocarro? E ela leu alto a frase e leu o vêm correctamente.  E foi então que se fez o clique, e ela automaticamente disse que o vêm no táblete estava errado. Pois estava.

 

Uma criança que não esteja atenta (e não é obrigatório estar, porque, em princípio, TUDO o que é escrito para elas lerem DEVE estar correCtamente escrito) de tanto VER as palavras escritas incorreCtamente, nem se dão conta de que estão incorreCtas, e começam a escrevê-las incorreCtamente também.

 

O que se passa ao nível da escrita (e já agora da oralidade também, pois como se pronuncia mal tantas palavras, por aí, senhores ministros e senhores doutores incluídos!) é de bradar aos céus! E assim como uma mentira repetida muitas vezes, transforma-se em Lei, uma palavra mal escrita (ou mal pronunciada) repetida constantemente torna-se regra.

 

E é um português” super super super maltratado que corre pela Internet, pelo YouTube, por todas as redes sociais, em todas as pesquisas que as crianças fazem no que elas pensam ser “português”, pelas legendas dos filmes, pela legendas de todos os canais televisivos, nos manuais escolares, nos jornais, nas revistas, nos livros infantis…  

 

E se o Estado português fosse um Estado brioso, digno de ser chamado ESTADO PORTUGUÊS, e cobrasse uma multa de 500 Euros, no mínimo, por cada erro ortográfico (aqui incluídos os da grafia portuguesa, os da grafia brasileira e os da grafia acordizada, a tal mixórdia ortográfica) e por cada frase mal-amanhada, os Portugueses não precisariam de pagar impostos, porque as multas dariam para saldar todas as despesas e dívidas do País, e ainda poderia fazer-se um PPPF (Plano Poupança Para o Futuro).

 

Tal a miséria ortográfica que corre por aí!

E, parafraseando o Dr. António Bagão Félix, não haverá, no plano político e institucional, uma alminha que erga a voz para, ao menos, contestar esta pouca-vergonha?

 

Não, não há. Quando o representante máximo do Estado Português, Marcelo Rebelo de Sousa, escreve uma carta aberta usando a grafia brasileira (*), ainda que não tenhamos de dar como perdida esta luta contra este ultraje à Língua Portuguesa, porque Marcelo não será eterno no Poder, temos de reconhecer que enquanto os vendilhões da Pátria estiverem ao serviço dos que a querem ver extinta, a Língua Portuguesa continuará a ser espezinhada, maltratada, humilhada, e as nossas crianças a serem vilmente enganadas.

 

E isto é aterrador? É. Mas temos uma oportunidade única de virar o bico a este prego nas próximas eleições presidenciais: se nós quisermos, só se sentará no trono do Palácio de Belém quem se comprometer a devolver a Portugal a sua dignidade ortográfica, para que possamos recuperar a nossa identidade portuguesa.

 

Isabel A. Ferreira

 

(*) O acordês do PR pode ser consultado neste link:

https://www.publico.pt/2020/09/08/politica/cronica/carta-aberta-vicente-jorge-silva-1930814?utm_source=notifications&utm_medium=web&utm_campaign=1930814

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 17:18

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Terça-feira, 21 de Julho de 2020

«Não podemos deixar morrer o Português!»

 

Os apelos nunca faltaram.

 

O que falta é audácia para atacar com força e massivamente os predadores da Língua Portuguesa que, perante o comodismo dos milhares que se dizem anti-AO90, e que andam por aí e pelos grupos do Facebook a repetir eu não escrevo conforme o acordoeu não escrevo conforme o acordo, tal qual discos riscados (como se isso interessasse para alguma coisa, pois o problema grave e maior está na disseminação de uma grafia truncada, nas escolas e órgãos de comunicação social servilistas), perante este comodismo e servilismo, dizia eu, os predadores da Língua esfregam as mãos de contentamento, por poderem continuar a reduzir a Língua Portuguesa a uma linguagem gráfica, cada vez mais básica, mais primitiva, completamente distanciada do cerne de um Idioma Culto, para ser mais fácil de a aprender, como se isto não fosse um argumento de ignorantes.

 

Mas isto é fruto da cultura inculta que o Estado português obscurantista está a promover, com intenção de destruir a Cultura Portuguesa, e impor a incultura, à qual prestam vassalagem.

 

ACORDAI POVO, se não quereis ser escravos de uma tirania, que anda por aí fantasiada de democracia, para enganar os parvos.

 

Isabel A. Ferreira

 

MORTE.jpg

 

Texto de Sérgio Marques

 

«É incompreensível que uma instituição com a tremenda responsabilidade cívica de contribuir para a construção de uma sociedade cuja evolução tenha entre os seus principais pilares o conhecimento científico, se demita de assumir publicamente uma posição sobre o Acordo Ortográfico de 1990 assente exclusivamente em critérios científicos.

 

Com o vil argumento de não pretenderem fazer política - a ACL não é contra o AO90 e, aparentemente, nem se reconhece com legitimidade para poder sê-lo!... Santa paciência... foram muitos anos de salazarismo ... - acabam precisamente a fazer política, mas pela via mais infame: respeitando servilmente os poderes instituídos e os poderes fácticos, caucionam ignobilmente com a falsa chancela da ciência o mais violento e atroz atentado alguma vez cometido pelo Estado de uma nação soberana contra a sua própria língua.

 

A Academia de Ciências de Lisboa está, politicamente, de acordo com este assassinato irresponsável e doloroso do património maior de um povo, dispondo-se, apenas, a propor paliativos em vez de, com a coragem que se impunha, almejar erradicar a doença.

 

Tudo em nome de um projecto absurdo de unificação e uniformização da língua portuguesa no mundo, castrador da evolução natural e orgânica da diversidade geográfica dos falares lusófonos. Em nome de um tenebroso empreendimento orwelliano de empobrecimento coercivo da língua - coisa que os anglo-saxónicos, espanhóis e franceses tiveram a sabedoria e o bom senso de jamais tentar pôr em prática.

 

É uma espécie de imperialismo ao contrário, ditado pelos mesquinhos interesses de uma ou duas editoras portuguesas, posto em marcha por governantes acéfalos e ignorantes, gente sem visão nem sentido de Estado, notavelmente apoiada, à época, por todos os representantes eleitos pelos cidadãos deste país assim tristemente entregue em imundas mãos.

 

Face à cobardia e/ou ao comprometimento das instituições e individualidades nacionais de quem se esperaria outra independência e integridade moral e intelectual perante esta guerra desencadeada de forma brutal contra a língua de Pessoa e Camões, de Eça e Saramago, de Torga e Vieira e de outros ilustres embaixadores da Pátria maior que é o Português, guerra pusilânime que tomou como reféns e arautos involuntários da 'novilíngua' as nossas crianças e jovens, só nos resta, cidadãos comuns, tomar em mãos a tarefa de salvar a língua portuguesa da tragédia que se anuncia.

 

Com este inominável acordo, não estamos apenas a importar uma grafia estrangeira que reflecte uma fonética que nos é estranha, que incorpora uma História que não é a da nossa língua.

 

Com este acordo, estamos a garantir que no prazo de duas gerações se concretize a importação e assimilação dessa fonética que não é a nossa. Ou seja, a adulteração inorgânica e artificial, mas que será real, da língua portuguesa falada, e não apenas escrita, em Portugal.

 

Não podemos deixar morrer o Português às mãos da triste e fraca gente que nos governa e governou. É um dever patriótico. É um dever moral, de cidadania, por respeito aos nossos antepassados, mas, principalmente, por respeito pelas gerações vindouras. É um imperativo histórico, de combate a esta afronta fascizante ao povo português, mas também aos povos de Angola, de Moçambique, de Cabo Verde, de Timor, da Guiné, de São Tomé e Príncipe, do Brasil.

 

A língua é a manifestação maior da civilização humana. Tem vida, evoluiu, cresce, ramifica-se, diverge, mistura-se com outras línguas, gera novas línguas. Morre. É História. É quase Biologia. Não precisa de iluminados, oportunistas e neocolonialistas (neste caso, com papéis invertidos), auto-empossados ditadores da história futura, inteligências menores arrogadas em senhores do destino de um mundo que não lhes pertence.

 

Deixem em paz o Português do Brasil. Um dia já não será português, será outra coisa que a evolução histórica ditar, igualmente rica e tão nobre como o Português de Portugal, tão preciosa e respeitável como qualquer outra língua de outro lugar qualquer do mundo.

 

Já não falamos Latim! Mas deixem igualmente, em paz o Português de Portugal. Um dia, será, também diferente. E morrerá. Como qualquer outra língua. Mas não a matemos por decreto. Porque ainda está exuberante de vida. Porque está na boca, no pensamento, nos sentidos, na pena, na ponta dos dedos com que os nossos filhos riscam o ecrã do “tablet” e do telemóvel. Porque lhes está na alma. E há muito se entranhou na nossa.

 

Desobediência civil, massiva, activa, imperativa, ao criminoso acordo da vergonha. Pelos nossos filhos. Pelos filhos deles. Não há legado maior do que a nossa língua. A Língua de Portugal.

 

VAMOS À LUTA!»

 

Fonte:

https://www.facebook.com/sergio.marques.37266/posts/1044559192322071

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 11:13

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Segunda-feira, 15 de Junho de 2020

Em Portugal, a imposição do AO90 é manifestamente inconstitucional

 

É manifestamente inconstitucional, mas os governantes portugueses estão-se nas tintas para essa inconstitucionalidade…

 

É manifestamente inconstitucional, mas os órgãos de comunicação social, além de não cumprirem a sua missão de informar que o AO90 é ilegal e inconstitucional, aplicam-no subservientemente…

 

É manifestamente inconstitucional, mas os serviçais do ensino continuam a cometer a ilegalidade de ensinar às crianças uma mixórdia ortográfica única no mundo, enganando-as de um modo absolutamente inequívoco…  

 

É manifestamente inconstitucional, mas o governo português não está a ser penalizado por não cumprir a Constituição…

 

É manifestamente inconstitucional, mas o presidente da República Portuguesa nem defende, nem cumpre, nem faz cumprir a Constituição…

 

É manifestamente inconstitucional, por isso, milhões de falantes e escreventes da Língua Portuguesa exigem a anulação urgente do AO90, a maior fraude linguística e ortográfica da História da Língua Portuguesa.

É que a Língua Portuguesa não é aquela língua que se come estufada com ervilhas...
É o mais precioso Património Cultural Imaterial de Portugal.

Há que defendê-la com sangue, suor e lágrimas, se preciso for.

 

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ACORDO1.png

ACORDO2.jpeg

ACORDO3.png

 

O que os portugueses cultos pensam sobre o Acordo Ortográfico de 1990

***

Fontes:

https://www.facebook.com/TradutoresContraAO90/photos/a.645080985593573.1073741828.199515723483437/786775074757496/?type=3&theater

https://www.publico.pt/culturaipsilon/noticia/o-acordo-ortografico-de-1990-nao-esta-em-vigor-1722769?page=-1

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 17:00

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Segunda-feira, 1 de Junho de 2020

Querem festejar o Dia da Criança em Portugal? Festejem com ATITUDES , não com palavras ocas e brincadeiras do dia-a-dia

 

Todos os dias deveriam ser dias para celebrar as crianças, tratando-as com o respeito que elas merecem, e não como se fossem muito estúpidas, que é como os governantes, nomeadamente o Ministério da Educação, as tratam ao impingir-lhes a mixórdia ortográfica (= AO90) que são obrigadas a “aprender”, sem qualquer outra opção, pois, de outro modo, serão cobardemente penalizadas, nas escolas, uma vez que a pretensão é "fabricar" semianalfabetos, para serem cidadãos mais fáceis de subjugar.

 

E isto, além de uma vergonha e desonra para o País, é um colossal insulto e um monstruoso desrespeito pelas crianças.

 

Por isso, excelências, não venham, hoje, Dia Mundial da Criança, pretender, hipocritamente, “celebrá-las”, neste dia, quando são os primeiros a menosprezá-las, pela via infame de as obrigar a escrever e a ler “incorretamente” (“incurrêtâment’”) a própria Língua Materna.

 

Isabel A. Ferreira

 

CRIANÇAS.png

 

Fonte da imagem: http://pt.gde-fon.com/download/photo-frame_parabns_crianas_amigos_alma/567197/6000x4240

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 14:48

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Terça-feira, 21 de Abril de 2020

«Leitura ao abrigo do AO90»

 

É exactamente assim que se deve LER as palavras adulteradas pelo Acordo Ortográgfico de 1990.

 

Eu também "âdôtu" esse modo de ler, sempre que me deparo com o modismo acordista

Sugiro a todos os desacordistas a fazer o mesmo, quando estão em público.

 

É o que também sugiro aos meus netos, para que não façam deles umas crianças desprovidas de neurónios, porque neurónios é o que não lhes falta.

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 15:34

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