Exactamente.
O artigo O papel destrutivo do deslumbramento tecnológico na educação, da autoria de José Pacheco Pereira, publicado no Jornal PÚBLICO foi-me enviado pela minha lúcida amiga Idalete Giga, que acrescentou a seguinte mensagem:
Este excelente artigo devia ser lido, sobretudo, pelo ministro da reforma administrativa. Que atrevimento formatar, com tecnologias duvidosas, as crianças como se fossem peças de xadrez e sua Exª. fosse o dono da personalidade e alma das crianças. Está tudo obcecado com a IA como se fosse a deusa da sabedoria. Esta medida é um absurdo, uma falta de respeito não só para com as crianças, mas para com os pais e toda a comunidade escolar.
Mais uma medida neonazi do ministro da reforma administrativa. É de bradar aos céus!
Isto tem de ser travado o mais depressa possível. É um atentado contra toda a comunidade educativa. (!)
Por favor, escreva no seu Blogue um artigo sobre esta pouca vergonha. Irá percorrer todo o mundo onde houver portugueses.
A este artigo, Idalete Giga deixou no Jornal PÚBLICO, o seguinte comentário:
Experiente
Obrigada, Caro José Pacheco Pereira pelo seu artigo que não navega na superfície, mas vai ao fundo da questão da IA, agora impingida pelo Sr. ministro da reforma administrativa às crianças na forma de tutora "inteligente". Para V. Exª. é mesmo um "deslumbramento tecnológico”, e eu completo: uma fixação perversa para ajudar a destruir definitivamente a Escola. As crianças não são peças de xadrez, mas para V. Exª. são e, por isso, quer manipulá-las à sua vontade e mandar para as silvas não só as crianças, mas os pais e os professores. Vou citar o sábio Noam Chomosky expressamente para V. Exª.: "A IA é o maior ataque ao pensamento crítico, à inteligência crítica e, sobretudo, à Ciência, que eu já alguma vez vi (...) pensar que podemos aprender alguma coisa com a IA, é um erro".
Com a clarividência de Idalete Giga e com o saber científico de Noam Chomsky, por ela citado, penso que fica tudo dito, e o que terei eu mais para acrescentar?
Apenas isto: gosto de testar a “inteligência” da IA, que em muitas, mas muitas circunstâncias, quando lhe ponho questões de SABER, poderíamos ler Ignorância Artificial, se não soubesse que a construção da IA depende da recolha de dados, e se os dados estão incorrectos, a IA não tem capacidade de discernir o que é certo e o que é errado, de modo que por vezes, muitas vezes, dá a informação errada.
Não é de fiar.
Como poderão os governantes querer dar a cada aluno um tutor de inteligência artificial, que não é infalível? Erra quando os humanos erram, quando os dados, que os humanos espalham por aí, estiverem errados. E quando se trata da História, da Cultura e da Língua Portuguesas, as invenções, as incorrecções, as mentiras que andam espalhadas pela Internet são de bradar aos céus!
É isto que o governo português pretende oferecer aos já a caminho de serem os analfabetos funcionais do futuro? Isto, podemos dizer alto, configura um crime de lesa-alunos.
Nem tudo o que é moderno é da IN -- Inteligência Natural.
Isabel A. Ferreira
***
O papel destrutivo do deslumbramento tecnológico na educação
A primeira coisa que este “tutor” artificial vai fazer é minimizar o papel do professor.

15 de Novembro de 2025, 7:01
A notícia diz isto: “O Governo quer dar a cada aluno um tutor de inteligência artificial.” A notícia refere que o ministro da Reforma Administrativa fez esta promessa na abertura do Web Summit, o que presumo deve ter dado grande satisfação ao crescente e altamente lucrativo negócio à volta da inteligência artificial. Esta é mais uma medida “modernizadora” na sequência do computador Magalhães, dos quadros interactivos, da supremacia dos ecrãs relativamente aos livros. O único travão a este caminho foi a proibição dos telemóveis nas salas de aula, que abrange um número escasso de estudantes e está longe de ser aplicada como norma. Duvido que o actual ministro da Educação esteja tão disponível para os tutores de inteligência artificial e duvido que ambos se tenham entendido.
Ter e saber usar um computador é bom? Certamente que é. Saber “navegar” na Internet é bom? Em absoluto é, é aliás fundamental. Saber usar os ecrãs de telemóveis e tablets é bom? De novo, certamente que é, em particular no uso do hipertexto. Começar a usar as enormes vantagens da inteligência artificial é bom? É excelente, se houver inteligência dos dois lados.
Convém é não esquecer uma realidade tão básica, e que devia entrar pelos olhos dentro, ensinada pelos tutores de inteligência artificial usados pelos governantes: os homens são analógicos e não digitais. Têm sentidos que os limitam, não vêem tudo que está à sua volta, não ouvem tudo que está à sua volta, não têm memória das máquinas, envelhecem e não lêem como os jovens, não têm a velocidade de processar dados dos computadores, e toda a sua experiência de uma vida, tudo o que vêem, tudo o que ouvem, tudo o que dizem cabe em escassos terabytes. Mas combinam tudo numa realidade cuja dimensão é a da sua humanidade, razão, emoções, virtudes, medos, coragem e, acima de tudo, vida, escassa, pobre, difícil por regra. Pode haver um dia em que tudo isto possa ser entendido pelas máquinas, mas mesmo assim faltará sempre alguma coisa.
O problema não está aqui, está no modo como cada um destes instrumentos entra na escola e de modo mais geral na vida quotidiana e no trabalho das pessoas, e no que é que eles substituem nas políticas de educação e como afectam o processo de aprendizagem e, mais importante ainda, de socialização. E é aqui que entra um dos mais perversos e poderosos mecanismos que é a moda, a moda impulsionada pelo deslumbramento tecnológico, a ideia de que é mais “moderno” usar os instrumentos das novas tecnologias para realizar tarefas que implicam outro tipo de conhecimentos e uma sociabilidade mais rica. Ora, o que acontece é que elas são usadas com escassa vantagem, com efeitos negativos que vêm do modo como se inserem na sociedade, acentuando o individualismo, a solidão, o antagonismo, o conflito, e a ignorância. Nenhuma destas coisas vem das máquinas, vem do modo como estamos a construir o nosso viver, só que as máquinas oferecem um amplificador gigantesco para estas perversões sociais, e isso muda muita coisa. Uma das áreas em que os seus efeitos são mais devastadores é na educação e no ensino, impulsionadas por governantes que só querem ser “modernos” nestas coisas, e pelo cada vez mais importante negócio tecnológico.

A primeira coisa que este “tutor” artificial vai fazer é minimizar o papel do professor. Ora, o mecanismo mais importante na eficácia do ensino é a relação de empatia entre o estudante e o professor. Falar com uma máquina é uma coisa muito diferente do que com um humano e se, pelas piores razões – infelizmente, hoje demasiado comuns –, isso cria habituação e dependência, isso vai cada vez mais acentuar formas de solidão modernas e de sociabilidade pobre. É como considerar que os likes são uma forma de amizade e aceitação afectiva.
Depois, vai acentuar o caminho de ignorar que o uso capaz de todas as tecnologias, a começar pelo modo como se “procura” na rede, quanto mais dialogar com o “tutor”, depende de literacias a montante, que vão desde o mais simples ler, escrever e contar, todas em risco nos nossos dias. E parte desse risco também é resultado do deslumbramento tecnológico, com a desvalorização da leitura, e da escrita resultante do modo gutural como se “escreve” nas redes sociais, do vocabulário cada vez mais reduzido e do modo como essas ignorâncias se reflectem em dificuldades de compreensão.
A ideia de que os estudantes podem ler livros como Os Maias, de Eça, com o vocabulário restrito que possuem e usam, como também com a ruptura de saberes que estão presentes na nossa tradição cultural, como é a da Bíblia ou do mundo clássico greco-romano, é mirífica. A minha experiência de falar em dezenas de escolas do ensino secundário é a de encontrar centenas de estudantes que não sabem quem são Adão e Eva (com excepção dos evangélicos), já para não falar de Aquiles ou do Cavalo de Tróia. Como é que podem ler Eça? E esses mesmos estudantes não sabem o significado de palavras correntes no português de hoje, quanto mais vocábulos menos comuns mas circulantes na literatura.
Acresce que é evidente a diferenciação social entre falar para estudantes de colégios ou escolas em zonas “da alta” e de zonas que um eufemismo designa como “desfavorecidas”, onde a socialização pela escola é praticamente nula na competição entre a rua, o bairro e o telemóvel. Embora eu tenha esta experiência directa, não me limito a ela, todos os estudos a confirmam perante a impotência de professores e autoridades governativas.
Quem saiba história sabe que momentos como este, na história do mundo, já se verificaram e todos acabaram mal. É a sociedade que manda nas máquinas, e não o contrário, e é sociedade que está mal. Não façam um upgrade tecnológico desse mal, porque fica pior.
O autor é colunista do PÚBLICO
Fonte:
António Eça de Queiroz dixit na sua página do Facebook:
«Ahahhahahahhaah!!! Só a tugalhada burocrata para fazer uma lei pétrea em que mais de metade da administração pública chumbaria (políticos incluídos)»

Para ter a nacionalidade portuguesa os candidatos terão de demonstrar “suficiente” conhecimento de algo que nem o presidente da República, nem o primeiro-ministro, conseguem demonstrar?
Primeiro: em Língua Portuguesa, grafando-a incorrectamente, ou melhor, usando a grafia brasileira para a escrever, e a dizer “portuguesas” e “portugueses”, parolamente, sem terem conhecimento da Gramática portuguesa?
Segundo: o mesmo para a Cultura e História portuguesas que andam por aí a espezinhar, a desrespeitar, a enchê-las de incongruências e de coisas inventadas para reparar um passado que não pode ser reparado, por ninguém do século XXI depois de Cristo, que não tem culpa de nada do que se passou há séculos?
Terceiro: dos símbolos nacionais, (como a bandeira e o hino), que andam também a desrespeitar na Internet, nomeadamente a bandeira portuguesa estando a ser substituída pela bandeira brasileira para assinalar o Português, a Língua de Portugal? Quanto ao hino, ainda vai sendo cantado como foi criado, mas já houve tentativas de o mudar.
Quarto: dos direitos e deveres “inerentes à nacionalidade portuguesa”, que os políticos portugueses não respeitam, dando uma imagem de pobreza moral, social e cultural ao mundo?
Quinto: da organização política do Estado Português? Se perguntássemos aos deputados da Nação o que isto era, quantos seriam capazes de dissertar sobre esta matéria?
É verdade que para se ter na nacionalidade portuguesa é preciso ter algum conhecimento sobre todas estas matérias. Porém, há um PORÉM, quem iria avaliar os candidatos a portugueses se nem os portugueses abarcam estes itens com saber?
Para exigirem, e muito bem, que para ter a nacionalidade portuguesa é preciso entranhar tudo o que dignifica o ser português, é preciso que quem vai avaliar seja PORTUGUÊS com letras maiúsculas, e como diz e muito bem António Eça de Queiroz querem avaliar os candidatos a portugueses, através de matérias em que a maioria dos portugueses, incluídos aqui os políticos, chumbariam.
Mas mais do que isso, é preciso NÃO andarem a enganar os estrangeiros com o brutuguês que lhes impingem, chamando-lhe Português.
Para mim, essa é a pior mentira.
Isabel A. Ferreira
Quando Portugal tem um Presidente da República que se está nas tintas para Portugal, para os Portugueses, para a Língua Portuguesa – o nosso maior símbolo identitário – para a nossa Cultura e para a nossa História, não surpreende que no site da Presidência se dê tratos de polé à nossa Língua Materna.
Supondo que não é o presidente da República que escreva as notas da Presidência, ainda assim, seria da sua competência verificar se, ao menos, a nota não sairia com erros de português, em seu nome. Trata-se de uma questão de brio, porque o cargo de Presidente da República não é um cargo qualquer.
Não saberá o PR que as efemérides, nomes de festividades, datas comemorativas são escritas com letra maiúscula? Não saberá que aquele Junho, do 10 de Junho é escrito com letra maiúscula, como Abril, no 25 de Abril?
Em Bom Português, ou seja, em Língua Portuguesa, os meses do ano são escritos com maiúsculas. Quem segue o ilegal e inconstitucional AO90, como o PR de Portugal, que devia dar o exemplo de legalidade e constitucionalidade, mas não dá, é que escreve incorreCtamente o Português, o que para um presidente da República é uma vergonha.
Verificamos que o site da Presidência é um lugar sem brio.

Em Bom Português também se escreve aCtualidade. Esta palavra grafada sem o cê é exclusiva do léxico brasileiro. E apesar de o presidente da República ter a dupla nacionalidade, ou seja, ser luso-brasileiro (se a informação que me deram está correcta) ainda é presidente de Portugal, NÃO é presidente do Brasil, para escrever à brasileira.
Porém, não é apenas no site da Presidência da República que encontramos erros de Português.

No Jornal online ECO, o lead (*) da notícia sobre o 10 de Junho tem erros de palmatória. E o pior é que online (*) podem corrigi-los, no jornal em papel, não podem. Se podem corrigi-los, por que se mantêm os erros visíveis interminavelmente?
Por falta de brio profissional, certamente.
Hoje tudo se faz à balda, conforme calha, e com o exemplo que vem de cima, não é de esperar outra coisa.
Este é o Portugal que temos, e que o presidente da República diz ser o país melhor do mundo.
Se um País que está na cauda da Europa em quase tudo, e que tem uma língua mal grafada é ser o melhor do mundo, até neste juízo que se faz sobre o País reina a insensatez.
«Temos o dever de nos recriar e cuidar melhor da nossa gente» disse o PR no seu último discurso DO 10 de Junho, não DE. Pois um presidente da República deve ter esse dever, sim. Mas não é isso que acontece. A nossa gente é desprezada, mas a gente dos outros é acarinhada. É isto que acontece.
E as pontes devem começar por ser feitas a partir da nossa gente para poder chegar aos outros povos.
E por fim, aquele distingiu Eanes, que, desta vez, não é culpa do PR, constitui um açoite no Bom Português, que o General Ramalho Eanes sempre cultivou, honrando, deste modo, o cargo que ocupa, porque um Presidente da República além de todos os outros deveres inerentes ao cargo, deve, ao menos, saber grafar correCtamente a Língua que identifica o País ao qual preside, se tiver brio e honra.
Um presidente que dá erros ortográficos é um mau exemplo para o País, e que não venha escudar-se no AO90, porque o AO90 é ilegal e inconstitucional, e não está em vigor na ordem jurídica internacional, nem na ordem jurídica nacional. Dizem os constitucionalistas.
Isabel A. Ferreira
***
Esclarecimento:
(*) Esclareço que uso os anglicismos site, online e lead por se tratar de Linguagem Informática e Jornalística, e por não concordar com o aportuguesamento destes géneros de linguagem por serem universais e alguns vocábulos intraduzíveis. Ninguém traduz a Linguagem Musical em Italiano, ou a do Ballet Clássico, em Francês, por serem intraduzíveis, além de horrorosas, se aportuguesadas ou abrasileiradas. O que vejo traduzido ou aportuguesado ou abrasileirado por aí é absolutamente uma bizarrice, que não favorece a Língua. Só a desfeia. E da Língua também faz parte a Estética.
Sabem como se diz sítio em Inglês? Diz-se place. Sítio pode ser muitas outras coisas, mas não nos leva imediatamente para o lugar onde está alojado um determinado serviço na World Wide Web (WWW), ou simplesmente Web, que é algo que universalmente todos percebem.
(I.A.F.)
«Portugal é um braço do Paquistão e da Índia», disse ele, mas, no Brasil, há quem diga que Portugal é o 28º Estado brasileiro. Vou mais por aqui, uma vez que os governantes portugueses são vassalos desta ex-colónia.
Concebo que Portugal seja um braço não só do Paquistão e da índia, como também do Bangladesh, de Angola, de Cabo-Verde, de Moçambique, de Timor-Leste, de São-Tomé-e-Príncipe, da Guiné-Bissau e até de outras comunidades estrangeiras, menos visíveis.
Mas do Brasil, Portugal é o corpo inteiro.
E ele diz que quem está entregando Portugal está desonrando os seus antepassados.
É isso aí! Mas não só estão a desonrar Portugal, como estão principalmente a desonrar os seus próprios filhos, os seus descendentes, não lhes deixando o País que os nossos antepassados ergueram com muito sangue, suor e lágrimas, para que as gerações futuras pudessem dizer que tinham um País!
Eu faço parte da última geração que ainda teve um País. Os meus filhos e os meus netos e os que ainda hão-de vir, já não podem dizer o mesmo, porque já começam a ser apátridas dentro do seu próprio País: sem Língua, sem História, sem Cultura, sem Futuro.
E isto graças aos que por um prato de lentilhas hipotecaram a própria coluna vertebral.
Isabel A. Ferreira

Imagem enviada pelo cidadão português Fernando Kvistgaard, que vive na Dinamarca, sendo também cidadão dinamarquês. Pergunta: em que ficamos? Qual a maneira correCta de escrever a palavra? Obviamente é percePção, em Bom Português. A outra, perceção, que se lê p'erc'ção, tem a aparência de uma galinha depenada. Pobre vocábulo! Que origem terá? Nem greco-latina, nem Indo-europeia. Talvez a tivessem encontrado em algum caixote de lixo.
Porque é bem verdade que «quando se destrói uma Língua, destrói-se uma Cultura, quando se destrói uma Cultura, destrói-se um Povo, e estas coisas andam de mãos dadas...», afirmou Paul Connett, activista humanitário da acção Bangladesh, em 1971, o qual participou no documentário «Baía do Sangue: o genocídio do Bangladesh», que a RTP exibiu recentemente.
E isto a propósito da Operação Holofote, iniciada pelas Forças Armadas do Paquistão Ocidental contra civis do Paquistão Oriental, em 25 de Março de 1971, na que ficou tristemente célebre como a Guerra de Libertação do Bangladesh. Nessa noite milhões de Bengalis foram mortos. A ideia era acabar coma raça deles. Aos que sobreviveram, o ditador paquistanês, general Yahya Khan, terceiro presidente do Paquistão (de 1969 a 1971) impôs o Urdu, Língua Oficial do Paquistão Ocidental, e não mais os Bengalis deveriam falar ou escrever o Bengali, a sua Língua Materna, com mais de mil anos, sendo o sétimo idioma mais falado do mundo, com cerca de 265 milhões de falantes, dos quais 228 milhões são nativos.
O genocídio passava pela destruição da Língua daquele Povo que lutava pela sua independência. Destruindo-se a Língua que fixa a Cultura de um Povo, destrói-se essa Cultura, e destruindo-se essa Cultura, destrói-se o Povo, e isto é uma forma de genocídio. E essa destruição só não aconteceu porque o ditador foi derrotado, e o Bangladesh garantiu o direito à sua existência, à existência da sua Língua milenar e da sua Cultura.
Ao ver este documentário ocorreu-me que os muito cultos e ilustríssimos governantes andam por aí a perpetrar uma espécie de genocídio, para acabar de vez com a Cultura, a Língua e a História dos Portugueses, alimentando uma mixórdia ortográfica, gerada pela imposição ditatorial, ilegal e inconstitucional do acordo ortográfico de 1990, na qual os Portugueses Pensantes e Cultos não se revêem, e ao que a mim diz respeito, sinto que com tal irracional atitude estão a assassinar a minha Identidade, a minha Cultura, a minha Língua e a História do meu País.
Sim, eu tenho um País. E então? Não posso? Não devo? Os idiotas que me alcunham ignorantemente de nacionalista, e acham que me insultam, não passam disso mesmo: idiotas e ignorantes. Porque eu sou apenas Portuguesa. Então? Não posso? Não devo? Amo o meu país com todas as suas virtudes e defeitos. As virtudes, atribuídas a uma Natureza maravilhosa, aproveito-as para crescer com elas e divulgá-las; os defeitos, que são atribuídos a pobres de espírito, aproveito-os para aprender com eles e combatê-los, passando às gerações futuras informações que lhes podem ser úteis, para poderem viver harmoniosamente. Mas se tivesse mesmo de ser nacionalista, mais vale ser nacionalista informada, do que apátrida ignorante.
Destruir a Língua! Será essa a ordem emitida superiormente pelos mandantes, a quem os políticos devem obediência?
Quase tudo e quase todos andam por aí de rastos, em Portugal, e a Nova Desordem Mundial irá dar uma ajudinha.
Anda por aí um doido varrido que quer mandar no mundo e até em Marte, e acha que pode. E o pior é que há gente que também acha que ele pode, e até lhe entregou o Poder que lhe permite espezinhar seres humanos.
E os de cá acham que é legítimo destruir a Língua de uma Nação com quase 900 anos de História, pelos motivos dos mais obscuros, que guardam secretamente em caves inacessíveis ao comum dos mortais. O grande olho espreita, mas os pequenos olhos observam.
E é este caminho caótico, em direcção ao abismo, que os políticos do mundo estão a seguir, os nossos, incluídos.
Isabel A. Ferreira
... escreveu o Comandante da Marinha Portuguesa, Manuel CD Figueiredo, no seu Blogue Sextante Poveiro
E eu, como portuguesa também exijo a mesmíssima coisa.

Por Manuel CD Figueiredo
«PORTUGAL E BRASIL»
Será agora, o princípio do merecido fim?
A próxima cimeira luso-brasileira, a 19 deste mês, vai juntar os mais altos governantes dos dois países para prepararem (ou assinarem?) nada mais, nada menos do que 20 acordos!
Esta é uma possível boa notícia.
Na cimeira serão tratados assuntos relativos, entre outros, a Defesa, Justiça, Saúde, Segurança, Ciência e Cultura. Ciente das suas responsabilidades, o Governo português terá recolhido opiniões alargadas e fundamentadas sobre cada uma das áreas, no sentido de melhor servir os interesses do povo que representa.
Destaco duas áreas de vital importância: Defesa e Cultura.
No âmbito da primeira, a Defesa, oxalá não nos fiquemos pela "ambição" da compra de equipamentos. Os interesses mútuos no âmbito da Defesa são reconhecidamente de capital relevância.
No que respeita à segunda, a Cultura, como português exijo que se trate de reverter o famigerado "Acordo Ortográfico" (AO90), o qual, na nossa legislação, é indubitavelmente ilegal e inconstitucional.
Desejo que esta venha a ser uma muito boa notícia!»
Manuel Figueiredo
Fonte:
https://sextante-poveiro.blogspot.com/2025/02/e-brasil-proxima-cimeira-luso.html#google_vignette
***
Bem, esta seria uma boa notícia SE...
Porém, há um SE gigante: estarão os nossos decisores políticos dispostos a pugnar pelos interesses de Portugal e deixarem de ser vassalos dos milhões?
Há que tentar tudo para que o acordo ortográfico de 1990 seja desacordado.
Já basta de se andar a brincar aos servos, por conta da Língua de Portugal, e a violar a Constituição da República Portuguesa.
Que todos os deuses de todos os olimpos leiam este artigo do Comandante Manuel Figueiredo, para que esta venha a ser facto, uma boa notícia.
Portugal e os Portugueses dos quatro costados merecem-na.
Isabel A. Ferreira
Um destes dias, a Susana B., falando da minha (im)popularidade na luta contra o AO90, que leva algumas pessoas e Grupos, que se dizem desacordistas, a bloquearem-me no Facebook, disse-me que o meu estilo por vezes truculento e briguento cria amiúde atritos desnecessários.
Então, é o seguinte:
1 – Eu tenho vários estilos de escrita, e aplico-os conforme as circunstâncias. E isto porque não sou hipócrita, nem tenho medo de caras feias. Se é para fazer poesia, uso o meu estilo poético. Se é para escrever um romance, uso o meu estilo romântico. Se é para escrever uma crónica, uso o meu estilo ao correr da pena. Se é para escrever sobre política e políticos, uso o meu estilo mordaz. Se é para escrever cartas abertas ou privadas aos governantes, uso o meu estilo impecável. Se é para escrever uma peça jornalística, uso o meu estilo factual. Se é para escrever sobre flores, uso o meu estilo delicado. Se é para escrever sobre crianças e velhinhos, uso o meu estilo amoroso, mas se é para escrever um artigo sobre o AO90, sobre a parvoíce, a estupidez, a ignorância e práticas que não respeitam a Ética e o Direito dos animais não-humanos à sua própria existência, obviamente, uso o meu estilo audaz. E o meu estilo furacão uso apenas quando os anónimos, sem cara nem nome, escudam-se nessa circunstância obtusa, para tentar deitar-me abaixo, com as suas baboseiras.
2 – Chamar truculento e briguento ao estilo que uso quando discorro sobre a parvoíce ortográfica de 1990, a estupidez e a ignorância que andam por aí disseminadas ao redor da nossa Cultura, da nossa História e da nossa Língua, é mandar uma ao lado. Na minha óptica, os adjectivos que a Susana B. aplicou, estão mal aplicados.
3 – Se crio atritos, isso já não é problema meu. Eu apenas uso da minha franqueza, uma vez que não é da minha consciência pôr paninhos quentes em cabeças escavadas, até porque o meu principal objectivo é unicamente agitar as consciências, e o sucesso deste meu objectivo depende do grau da consciência de cada um...
[O título desta publicação é uma adaptação de um pensamento de Bob Marley, que era um ser livre, tal como o meu Mestre Mahatma Gandhi].

Isabel A. Ferreira
Isto é vergonhoso para Portugal, com um Povo, neste caso JORNALISTAS, que NÃO sabem escrever, e são apoiados por governantes que se estão nas tintas para a Língua, para a Cultura, para a História, para o Saber Português, acumulado há quase 900 anos, e que está a ser vilmente atirado ao esgoto.
Envergonho-me desta gente que escreve mal.
Envergonho-me dos políticos que apoiam essa gente que escreve mal.
Não me envergonho do MEU País, porque ele não tem culpa nenhuma de que lhe tivesse calhado um povinho e uns políticos tão subservientes, tão agarrados à ignorância e à estupidez.

Esta imagem foi-me enviada da Dinamarca, por Fernando Kvistgaard, cidadão português, que lá vive, há vários anos, consternado por ver a sua Língua Materna tão maltratada, tão vilipendiada, tão desprezada por aqueles que têm o DEVER de a defender dos predadores inscientes que estão no Poder.
Como pôde Portugal perder o prestígio que já teve no mundo, e ficar entregue a políticos que exercem o poder sem dignidade alguma? Antes tivesse ficado entregue à bicharada, porque a bicharada nunca trai os seus códigos de conduta, não é estúpida e sabe distinguir o que é bom do que é mau para ela, optando sempre pelo BOM.
O futuro de Portugal é incerto, nas mãos destes políticos que exercem a política sem honra, e de um povo que não quer saber disto para nada.
Para quem não sabe:

Isabel A. Ferreira
O que espero para 2025?
Embora não interesse a ninguém, vou dizer o que penso, porque é algo que ainda posso fazer, neste meu lugar de luta.
Espero que uma luz radiante passe nos céus de Portugal e ilumine todos aqueles que têm nas suas mãos a solução para os graves problemas que estão a arruinar o nosso desditoso pedaço de terra, à beira-mar plantado, há quase 900 anos, e que más políticas e a falta delas estão a fazer desaparecer do mapa da Península Ibérica.
E isto não é uma hipérbole. Um exagero.
É apenas o sentimento de alguém que quando olha, vê a realidade, não a escamoteando para parecer que somos um povo europeu civilizado, quando parte da população portuguesa e os decisores políticos nem sequer sabe falar e escrever correctamente.
Isto pode parecer um facto de pouca monta, mas não é.
É algo que nos retira o direito de sermos um Povo com identidade própria, culto, civilizado, instruído, senhor da sua História, da sua Cultura, da sua própria Língua, das mais antigas da Europa.
Sem este direito protegido, por quem de direito, nada somos como Povo.
Regresso em Janeiro.
Até lá, Boas Festas e o meu muito obrigada a todos os que por aqui passam...
Isabel A. Ferreira

(Imagem retirada da Internet)
É que por mais modernaços que os designers queiram ser nas suas concepções de arte, há uma coisa comum às Artes de todos os tempos: o bom gosto e a beleza.
A moeda que pretende assinalar os 500 anos do Nascimento de Luís de Camões, o nosso maior Poeta, é simplesmente FEIA, coisa de muito, muito, muito, mas muito MAU gosto.
Camões NÃO merece ser assim deformado.
Deve haver limites para a expressão artística, quando se trata de retratar pessoas. É que isto nem para caricatura serve. E a Arte da Caricatura é uma Arte.
A carantonha, que consta na moeda, mais parece uma CARETA CARNAVALESCA, tipo Caretos de Podence, sendo que estes últimos são muito mais artísticos e belos do que a careta da moeda.
E não me venham dizer que gostos não se discutem, porque isto nada tem a ver com gostos, mas com ARTE e respeito pela memória das pessoas.

Isto só prova que anda por aí uma seita destruidora dos símbolos da nossa História, da nossa Cultura, da nossa Língua, com uma intenção obscurantista.
E não querem que se diga que Portugal sofreu um golpe retrocessionista?
Isabel A. Ferreira
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