Quarta-feira, 14 de Março de 2018

AO90 - PORTUGAL PRECISA DE MILHARES DE NÃO-MEMÉS

 

Aos encarregados de educação de Crianças que frequentam escolas para aprenderem a ler e a escrever

 

Eis um exemplo a seguir, por todos os Encarregados de Educação, para que os seus filhos não sejam os ignorantes do futuro

 

A Mãe lúcida de uma criança também lúcida, não se deixa intimidar por imposições descabidas, e orienta a filha no sentido de rejeitar o repugnante Acordo Ortográfico 90, que trucida a Língua Portuguesa.

 

Assim se educa uma criança a ter espírito crítico.

 

ESCOLA.jpg

 

Eis a experiência contada na primeira pessoa, por:

 

Madalena Homem Cardoso - Médica, escritora e activista cívica e autora da famosa Carta Aberta ao ministro da Educação Nuno Crato, um marco na luta contra esta aberração que nos querem impor, e que pode ler-se aqui:

http://static.publico.pt/docs/educacao/carta.pdf

 

«Eu continuo no papel de Encarregada de Educação, na plena acepção do termo... A criança escreve em Português-padrão consuetudinário. Se, por causa disso, sofrer algum tipo de penalização, cá estaremos para dirimir essa questão em tribunal...

 

Entretanto, faz o mais importante (do que os resultados, as notas, etc.): APRENDE a sua Língua Materna como deve ser, não delapidada / estropiada...

 

(A criança "faz gala", e ainda é mais "torta" que a própria mãe... Diz a quem lhe assinala «Já não se escreve assim...»: «Quando este disparate do "acordo" acabar, vocês não saberão escrever, terão sempre dúvidas, até porque não faz sentido e andam a escrever com erros por todo o lado, na televisão, nos livros escolares, etc., não é "acordês", é "mixordês" e já ninguém sabe escrever, excepto quem escreve como aprendeu BEM...»)

 

Sim, é tão simples como apoiar a rejeição da minha filha, no meu caso... No entanto, se tivesse dado com um(a) professor(a) "acordista" ferrenho(a), enquanto ela andou no 1º ciclo, apenas a poria perante um "bilinguismo ortográfico", para não entrar em rota de colisão com o(a) professor(a), o que é SEMPRE terrível para a criança e só levaria à rejeição da escola e da aprendizagem escolar... Dar-lhes muita coisa para ler, em BOM PORTUGUÊS, e eles saberão escrever...

 

Ela tem 10 anos, concluiu agora o 5º ano... Como frequentou, pela primeira vez, a EB2,3 do seu agrupamento escolar, os professores ficaram muito espantados com o caso dela...

 

Quando lhe apontavam erros no caderno, nos primeiros dias, limitava-se a informar: «Eu não escrevo em "acordês"». A Directora de Turma disse-lhe: «Mas agora é obrigatório...», e ela disse-lhe que achava que ela não tinha sido bem informada, mas que lhe levaria uma documentação (que levou) ...

 

Demonstrou-lhe que o Ministério da Educação exerce autoridade (patronal) sobre os professores [embora haja o dever de desobediência, para preservação do património cultural e a não instrumentalização do ensino-aprendizagem pelo poder político, mas isso ela não disse, estou eu a dizer...], mas não sobre os Encarregados de Educação... que são o que o nome permite inferir.

 

Caso curioso, a professora de Matemática passou a envergonhar-se com tantas "retas" e "semirretas" nos exercícios, e passou a apresentar TESTES SEM "ACORDÊS"... E outras coisas houve...

 

A Inês teve até um acto de coragem, este ano... Foi chamada ao quadro, escreveu a palavra "directa", no meio de outras (correcção de um trabalho para casa).

 

Os outros meninos começaram a rir-se. A professora murmurou «Tira o "c"...». E ela, em vez de tirar, lamentou-se à professora «Já sabia que eu não escrevo assim quando me chamou ao quadro...». «Deixa, podes sentar-te...», apaziguou-a a professora, e foi ELA retirar o "c"...

 

É de força, ela... Não sou eu quem lhe diz para "pôr os pés à parede", mas fico feliz por educar uma futura cidadã consciente, uma não-memé.»

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 17:42

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Terça-feira, 13 de Março de 2018

AO CUIDADO DOS PROFESSORES DE LÍNGUA PORTUGUESA E DOS ENCARREGADOS DE EDUCAÇÃO

 

Se os professores se unissem contra o AO90, como se unem por outros motivos, não estaríamos a viver esta tragédia linguística, que está a afectar os alunos portugueses, obrigados a aprender a grafia brasileira e a rejeitar a grafia portuguesa.

 

GRAMÁTICA.png

 

Texto de Luís Filipe Pimentel Costa

 

«Não haveria ditadores se não tivessem quem os siga.

 

O principal responsável é o homem bom e cumpridor das legalidades que denuncia o vizinho, levando a que seja torturado e eventualmente morto.

 

Os principais responsáveis são os soldados que vêem buscar o vizinho denunciado pelo delator.

 

O principal responsável é o sargento que interroga o vizinho denunciado.

 

O principal responsável é o cabo que tortura o vizinho denunciado, "apenas" cumprindo ordens.

 

São mais responsáveis que os generais sentados nas suas poltronas, apenas a cagar ordens.

 

Estes generais só são mais responsáveis que o ditador que, do alto do seu púlpito dança sobre a cabeça dos generais, sem os quais se despenharia e seria encerrado num manicómio.

 

Responsáveis são os professores que se dizem contra o acordo ortográfico e todos os dias violentam os alunos, ensinando-os e obrigando-os a escrever errado.

 

Imagine-se todos estes professores ... dezenas? centenas? dezenas de centenas? Imagine-se todos estes professores a recusarem-se a violentar os alunos na sua cidadania. Imagine-se TODOS estes professores a formarem uma associação que se manifestasse nos meios de comunicação social, que se manifestasse no ministério que deveria ser da Educação.

 

Terão os seus porquês, as suas justificações, mas o facto é que são responsáveis, dos principais responsáveis pela manutenção e propagação do porcalhês que segue o acordo ortográfico de 1990.

 

Como os professores, também os encarregados de educação que se dizem contra o acordo ortográfico de 1990. Imagine-se todos estes encarregados de educação, TODOS, a recusarem que os seus educandos sejam violentados na sua cidadania e obrigados a escrever errado. Imagine-se TODOS estes encarregados de educação a OBRIGAREM, a EXIGIREM que os seus educandos, não sendo, como não são funcionários públicos, não sejam violentados na sua cidadania e OBRIGADOS a escrever ERRADO.

 

Mais me preocupa o silêncio dos bons que voltam a cabeça para o lado, do que as atrocidades dos maus.

 

O importante é reconhecermos os nossos erros. O importante é, reconhecendo os nossos erros, dispormo-nos e esforçarmo-nos a não os repetir. Importante também é transmitirmos aos outros o conhecimento dos nossos erros, numa tentativa de que os outros os não façam.

 

Afinal de contas, todos nós somos humanos, e como tal erramos. Se não errássemos seriamos deuses.

 

Para mim o importante é falar/escrever o que penso, como vejo as questões, sem procurar seguidores, sem procurar gostos, nas minhas publicações e nos meus comentários.

 

Luís Filipe Pimentel Costa»

 

Fonte:

https://www.facebook.com/groups/escritoressemacordo/permalink/1248011418654576/

publicado por Isabel A. Ferreira às 15:24

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Sexta-feira, 24 de Março de 2017

«NÃO HAVERIA DITADORES SE NÃO TIVESSEM QUEM OS SEGUISSE»

 

Todos sabem que Portugal vive uma ditadura fantasiada de democracia, ou melhor, vivem numa autocracia: o povo não é para ali chamado.

 

Se assim não fosse, os ditos governantes “democráticos” já se tinham dado conta de que os Portugueses, minimamente instruídos, e os outros também, rejeitam o AO90.

Os acordistas são os novos escravos dessa ditadura. Dessa autocracia.

 

Luí Filipe Pimentel Costa conduz-nos a uma reflexão pertinente.

 

12106855_712219155546422_7087361473229470563_n[1].

 

Origem da imagem:
https://www.facebook.com/TradutoresContraAO90/photos/a.645118928923112.1073741834.199515723483437/712219155546422/

 

 «O principal responsável é o homem bom e cumpridor das legalidades que denuncia o vizinho, levando a que seja torturado e eventualmente morto.

 

Os principais responsáveis são os soldados que vêm buscar o vizinho denunciado pelo delator.

O principal responsável é o sargento que interroga o vizinho denunciado.

O principal responsável é o cabo que tortura o vizinho denunciado, "apenas" cumprindo ordens.

São mais responsáveis que os generais sentados nas suas poltronas, apenas a cagar ordens.

 

Estes generais só são mais responsáveis que o ditador que, do alto do seu púlpito dança sobre a cabeça dos generais, sem os quais se despenharia e seria encerrado num manicómio.

 

Responsáveis são os professores que se dizem contra o anti ortográfico e todos os dias violentam os alunos, ensinando-os e obrigando-os a escrever errado.

 

Imagine-se todos estes professores ... dezenas? centenas? dezenas de centenas? Imagine-se todos estes professores a recusarem-se a violentar os alunos na sua cidadania…

 

Imagine-se TODOS estes professores a formarem uma associação que se manifeste nos meios de comunicação social, que se manifeste no ministério que deveria ser da cultura.

 

Terão os seus porquês, as suas justificações, mas o facto é que são responsáveis, dos principais responsáveis pela manutenção e propagação do porcalhês que segue o anti ortográfico de 1990.

 

Como os professores, também os encarregados de educação que se dizem contra o anti ortográfico de 1990. Imagine-se todos estes encarregados de educação, TODOS, a recusarem que os seus educandos sejam violentados na sua cidadania e obrigados a escrever errado.

 

Imagine-se TODOS estes encarregados de educação a OBRIGAREM, a EXIGIREM que os seus educandos, não sendo, como não são funcionários públicos, não sejam violentados na sua cidadania e OBRIGADOS a escrever ERRADO.

 

Mais me preocupa o silêncio dos bons que voltam a cabeça para o lado, do que as atrocidades dos maus.

 

O importante é reconhecermos os nossos erros. O importante é, reconhecendo os nossos erros, dispormo-nos e esforçarmo-nos por não os repetir. Importante também é transmitirmos aos outros o conhecimento dos nossos erros, numa tentativa de que os outros os não façam.

 

Afinal de contas, todos nós somos humanos, e como tal erramos. Se não errássemos seriamos deuses.»

(…)

Luís Filipe Pimentel Costa

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 15:01

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.ACORDO ORTOGRÁFICO

EM DEFESA DA LÍNGUA PORTUGUESA, A AUTORA DESTE BLOGUE NÃO ADOPTA O “ACORDO ORTOGRÁFICO” DE 1990, DEVIDO A ESTE SER INCONSTITUCIONAL, LINGUISTICAMENTE INCONSISTENTE, ESTRUTURALMENTE INCONGRUENTE, PARA ALÉM DE, COMPROVADAMENTE, SER CAUSA DE UMA CRESCENTE E PERNICIOSA ILITERACIA EM PUBLICAÇÕES OFICIAIS E PRIVADAS, NAS ESCOLAS, NOS ÓRGÃOS DE COMUNICAÇÃO SOCIAL, NA POPULAÇÃO EM GERAL E ESTAR A CRIAR UMA GERAÇÃO DE ANALFABETOS.

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. AO/90 É INCONSTITUCIONAL

O Acordo Ortográfico 1990 não tem validade internacional. A assinatura (em 1990) do texto original tem repercussões jurídicas: fixa o texto (e os modos como os signatários se vinculam), isto segundo o artº 10º da Convenção de Viena do Direito dos Tratados. Por isso, não podia ser modificado de modo a entrar em vigor com a ratificação de apenas 3... sem que essa alteração não fosse ratificada por unanimidade! Ainda há meses Angola e Moçambique invocaram OFICIALMENTE a não vigência do acordo numa reunião OFICIAL e os representantes OFICIAIS do Brasil e do capataz dos brasileiros, Portugal, meteram a viola no saco. Ora, para um acordo internacional entrar em vigor em Portugal, à luz do artº 8º da Constituição Portuguesa, é preciso que esteja em vigor na ordem jurídica internacional. E este não está!
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