Quinta-feira, 28 de Abril de 2016

INQUÉRITO SOBRE O ACORDO ORTOGRÁFICO

 

Anda a circular no Facebook, um Inquérito sobre o (mal dito novo, que não é novo) Acordo Ortográfico, proposto em acordês, cujo link deixo no final deste texto para quem (ainda assim) quiser responder.

 

«A aplicação do novo (!!!) acordo ortográfico em Portugal provocou críticas e um certo desagrado na opinião pública. Dê-nos a sua opinião». Foi o que fiz.

 

Seguem-se as perguntas, e aqui vos deixo as minhas respostas às questões essenciais, como se estivesse a atirar achas para uma fogueira, onde espero ver arder, até se desfazer em cinzas, esta alienada ortografia, denominada AO/90.

 

FOGUEIRA1.jpg

Fotografia original © J. MACHADO photography

 

P - Sentiu dificuldades ao adaptar-se às novas regras?

R - Não.

Não senti a mínima dificuldade, porque não aplico um acordo que não está em vigor, é ilegal e inconstitucional, e ainda que fosse legal nunca o aplicaria, porque é um autêntico aborto ortográfico, sem o mínimo fundamento linguístico.

 

P - Concorda com a aplicação do novo acordo ortográfico?

R - Não.

Não concordo com a aplicação deste AO porque, como já disse, é um autêntico aborto ortográfico, sem pés nem cabeça, engendrado, sem qualquer fundamento linguístico, para encher os bolsos de editores e de políticos corruptos.

 

P - Continua a escrever como fazia antes do acordo?

R – Sim.

Obviamente que continuo a escrever segundo as alterações de 1945, cientificamente fundamentadas, e não segundo este AO/90, por não lhe reconhecer legitimidade, e nem sequer estar em vigor. E mesmo que estivesse em vigor, recusar-me-ia a aplicá-lo por ser num autêntico aborto ortográfico (repito), por não ter pés nem cabeça.

 

P - O novo acordo veio afetar a língua portuguesa:

R – Negativamente.

Apesar de desconhecer o significado de "af'tar", o acordo (que não é novo e é ilegal) só está a ser aplicado pelos ignorantes, pelos pouco esclarecidos, pelos medrosos, pelos acomodados, pelos comodistas e pelos lacaios do Poder, que está a vender Portugal ao desbarato.

Deste modo, quem o aplica só está a gerar confusão e a arrastar na lama a Língua culta e europeia, que é a Portuguesa.

 

P - O português de Portugal (o berçário da língua) perdeu de certa forma a sua identidade com este acordo!

R – Concordo.

Vou concordar, porque apesar de a pergunta ser descabida, o Português de Portugal (de onde mais poderia ser?) ao ser aplicado na versão AO/90, que mais não é do que o abrasileiramento da língua, perderá, não de certa forma mas obviamente, a identidade portuguesa,   perderá a sua raiz culta e europeia, além de ser um INSULTO a todos os Brasileiros e Portugueses cultos.

 

P - O acordo veio unir ainda mais os países lusófonos na língua comum!

R – Discordo.

O acordo não veio unir coisa nenhuma, até porque não está a ser aplicado em todos os países de Língua Portuguesa. Apenas o Brasil e Portugal (por interesses económicos) estão a fazer uma tentativa ILEGAL de o impingir ao povo que, maioritariamente, o rejeita com grande repulsa.

E apenas os idiotas cairão neste conto do vigário chamado “união”.

 

P - Uma língua está sempre em constante evolução, como prevê o futuro da língua portuguesa?

R - Uma língua até pode estar em constante evolução, mas EVOLUÇÃO não é sinónimo de MUTILAÇÃO, e o que o AO/90 propõe é a mutilação da língua, para facilitar a aprendizagem dos que têm dificuldades intelectuais para aprendê-la, portanto, prevejo que o futuro da Língua Portuguesa seja muito melhor, livre desta praga do AO/90 que castra as palavras, e que por ser um aborto, não é de todo viável.

 

P - Esteja à vontade para opinar mais sobre este assunto

R - O que tenho a acrescentar sobre este assunto é que assim como o pior cego é aquele que não quer ver, o pior ignorante é aquele que faz da ignorância uma opção.

 

Ora sendo este AO/90 um produto oriundo da mais profunda ignorância da Língua, sendo ele ilegal, e estando mais do que fundamentadas as suas incongruências, pelos mais abalizados e cultos mestres da Língua Portuguesa, e por juristas que sabem de leis, é da ignorância continuar a insistir na aplicação ilegal de um acordo que tem mais de desacordo do que de acordo, e é do foro da própria ignorância.

 

Além disso, há as crianças, que estão a ser enganadas na sua aprendizagem da Língua Materna.

 

E isto não configurará um crime de lesa-direito a um ensino de qualidade?

 

Link para o Inquérito:

https://docs.google.com/forms/d/1mPi0o9r9tyO4JciBpjf8PUSPqLhk_bNkbUTLqxSCvkU/viewform

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 17:58

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Quinta-feira, 3 de Março de 2016

É URGENTE REVOGAR O ACORDO ORTOGRÁFICO DE 1990 E REPOR O ENSINO DA LÍNGUA PORTUGUESA

 

Devemos lutar para que a Língua Portuguesa retome o seu lugar nas escolas portuguesas.

 

Temos de lutar pelas nossas crianças, que estão a ser enganadas.

 

Elas têm o DIREITO a um ENSINO DE QUALIDADE.

 

Não a um ensino DESQUALIFICADO, ainda mais dizendo respeito à sagrada Língua Materna.

 

REVOGAÇÃO.png

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 15:14

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A autora deste Blogue não adopta o “Acordo Ortográfico de 1990”, por recusar ser cúmplice de uma fraude comprovada.

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. AO/90 é uma fraude, ilegal e inconstitucional

O Acordo Ortográfico 1990 não tem validade internacional. A assinatura (em 1990) do texto original tem repercussões jurídicas: fixa o texto (e os modos como os signatários se vinculam), isto segundo o artº 10º da Convenção de Viena do Direito dos Tratados. Por isso, não podia ser modificado de modo a entrar em vigor com a ratificação de apenas 3... sem que essa alteração não fosse ratificada por unanimidade! Ainda há meses Angola e Moçambique invocaram oficialmente a não vigência do acordo numa reunião oficial e os representantes oficiais do Brasil e do capataz dos brasileiros, Portugal, meteram a viola no saco. Ora, para um acordo internacional entrar em vigor em Portugal, à luz do artº 8º da Constituição Portuguesa, é preciso que esteja em vigor na ordem jurídica internacional. E este não está!
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