Quinta-feira, 4 de Julho de 2019

«O IMBECIL É SEMPRE FELIZ»

 

Nada mais verdadeiro. E como há tanta gente feliz neste nosso desgraçado país!

 

Não é por falta de informação lúcida que os que podem e mandam promovem a idiotice, alegremente...

 

«A idiotização da sociedade, através da satisfação imediata do presente é necessária para que cada indivíduo suporte, sem questionar, todas as enormidades e aleivosias dos poderes instalados.» (Maria do Rosário)

 

Um texto lúcido, de uma professora do 2º Ciclo do Ensino Básico

 

Giovanni.png

 

«E vemos um povo tão comprometido com o sistema estabelecido, que é incapaz de pensar em alternativas contrárias ao que é imposto. E o poder insiste em entreter a partir de um vazio vernáculo, aumentando uma falsa preocupação social para que a estupidez, a vulgaridade e a insensatez se encarem como normais e nos incapacitem de consciência crítica da realidade.

 

Numa conversão brutal mas eficiente da sociedade, temos o futebol como maior exemplo, qualquer comportamento desagradável, qualquer “lixo” televisivo e toda a histeria e desrespeito em espectáculos são considerados comportamentos positivos. A idiotização da sociedade, através da satisfação imediata do presente é necessária para que cada indivíduo suporte, sem questionar, todas as enormidades e aleivosias dos poderes instalados. Talvez por isso se assista à tentativa de fazer quase desaparecer nas escolas, a disciplina de História, pois nesta tentativa de esvaziar mentes, não existe nem história nem futuro, só o presente. Desta forma temos um poder corrupto a tentar convencer um povo, que a opressão, a pobreza, o trabalho e salário precários, o quase desaparecimento da classe média, o abismo entre os milionários e os que vivem abaixo do limiar da pobreza, o roubo descarado dos políticos e afilhados, são perfeitamente normais e necessários e que é impossível mudar. Então surge a cantiga para “boi dormir” de que é muito triste mas sempre houve pobres e ricos, oprimidos e opressores e sempre haverá, não se pode fazer nada.

 

Já no século XVI, La Boétie, no seu pequeno tratado de servidão voluntária, declara que “a maioria dos tiranos perdura apenas por causa da aquiescência dos próprios tiranizados”.

 

Desta imbecilidade e ignorância a que nos deixamos sucumbir, nascem despudoradamente os maiores vigaristas, os maiores corruptos de toda a escória da humanidade, os políticos.

 

Não me admira a caça “às bruxas” que se faz hoje aos professores, à educação, à escola, como se fez sempre desde os primórdios da humanidade, a todos os que podiam fazer nascer pensamentos, novas ideias, capacidade crítica. Senão, façam uma incursão a outros tempos…

 

Maria do Rosário

Professora do 2º Ciclo do Ensino Básico

 

Fonte:

https://www.comregras.com/o-imbecil-e-sempre-feliz/?unapproved=49725&moderation-hash=ad31892cd6e0f2f5ca3c0e0d52b735e8#comment-49725

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 14:19

link do post | comentar | adicionar aos favoritos
partilhar
Quarta-feira, 3 de Julho de 2019

PORTUGAL É O ÚNICO PAÍS DO MUNDO ONDE ESCREVER É SINÓNIMO DE BANDALHEIRA

 

Nas escolas, nas televisões e jornais e revistas e livros acordizados, nos documentos oficiais, no Diário da República, nos sites dos governantes e deputados da Nação, na publicidade e panfletos publicitários de empresas servilistas, em suma, onde há um acordista, há, forçosamente, bandalheira na escrita.

 

Nunca se escreveu tão mal, tão incorrectamente, tão abandalhadamente como agora. Parece que uma nuvem de estupidez passou por Portugal e atacou determinados cérebros que mirraram instantaneamente, dando-se início a uma “era de estultícia” sem precedentes em Portugal.

 

São assim.jpg

São assim os que podem e mandam em Portugal...

Origem da imagem: Internet

 

Todos os dias somos insultados e agredidos com as maiores calinadas jamais vistas.

 

Em contrapartida, todos os dias há cidadãos atentos, que chamam à atenção para a destruição da Língua Portuguesa, aquela que deveria identificar o nosso País, e não identifica, tendo-se até substituído a bandeira Portuguesa pela brasileira, quando se trata de identificar a NOSSA Língua.

 

Mas isto, sendo bastante grave, não é tudo.

 

Helder Guégués, autor do livro «Em Português Se Faz FavorUm guia fundamental para escrever bem» – no seu Blogue Linguagista onde se discute os factos da Língua – publicou um pequeno texto, no qual, uma vez mais, chama à atenção para o desastroso dia-a-dia do AO90.

 

Escreveu Helder Guégués:

 

«Nem daqui a cem anos

 

«Os médicos vão passar a ter um guia para atender utentes da comunidade LGBTI (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais ou Transgêneros e Intersexo). A medida é inédita na área da saúde e pretende dar aos profissionais um guia de boas práticas nos cuidados a pessoas LGBTI» («Médicos vão ter guia para atender utentes da comunidade LGBTI», Sara de Melo Rocha com Sara Beatriz Monteiro, TSF, 1.07.2019, 11h48).

 

Duas Saras, e ainda assim o texto ficou doente: «transgênero», hein? E ainda o tal ministro afirmava que as regras do Acordo Ortográfico de 1990 se aprendiam em 10 minutos... Gostava de ler um texto escrito por ele. Ainda hoje os professores — sim, também os de Português — não dominam as regras, e isto depois de acções de formação, guias e outras formas criativas de esbanjar dinheiro público. Tal como estes guias para os médicos — não bastam a experiência e a sensibilidade?

 

Fonte:

https://linguagista.blogs.sapo.pt/o-ao90-no-dia-a-dia-3011634?fbclid=IwAR1I8i3B3SzpzbM_oIPpeAGVRRPEPfW3RY7kkVumjleratauTcbMUGhvfpQ

 

***

Pois, caro Helder, e quando os que se vergaram à ortografia do outro lado do Atlântico tiverem de regressar à escrita correCta? Serão outros cem anos.


Para as crianças e jovens a transição é rápida, supondo que os leccionadores consigam, também rapidamente, regressar à escrita correCta da ortografia portuguesa, aquela que levaram anos a aprender, e num ápice desaprenderam e desataram a ensinar os alunos a escreverem incorreCtamente a própria Língua.

 

Isto só acontece em Portugal, um país que perdeu o rumo (já não está voltado para a Europa) e a vergonha na cara.

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 14:40

link do post | comentar | adicionar aos favoritos
partilhar
Quarta-feira, 24 de Abril de 2019

EM 45 ANOS DESCONSTRUIU-SE O PAÍS QUE O “25 DE ABRIL” TENTOU CONSTRUIR

 

Os governantes pós-25 de Abril mataram a Revolução dos Cravos. Os sucessivos governos, desde então, sufocaram-na com as cordas da corrupção, das vigarices, da roubalheira, do desgoverno, das falsidades, do desleixo, de condutas terceiro-mundistas, de imposições ditatoriais.

E os cravos de Abril murcharam.

Portugal desconstruiu-se e hoje vive num caos, pendurado no abismo, por um fio de teia de aranha. É a chacota do mundo, que lhe finge amizade, por mero interesse, algo que a cegueira mental não permite vislumbrar.

É urgente uma mudança.

É urgente uma nova Revolução, desta vez, a sério. Sem cravos, sem armas, sem ilusões vãs.

É urgente uma Revolução inteligente, que devolva a Portugal a Dignidade e a Identidade perdidas.

Já não somos Portugal.

 

25 de Abril.png

 

Em 25 de Abril de 1947, um grupo de ousados Capitães, que já estão na História como os Capitães de Abril, abriram uma porta para um futuro que se esperava promissor, sem correntes, sem pides, sem o regime opressivo do Estado Novo, sem mentiras, sem qualquer vestígio do passado. Os Capitães de Abril abriram uma porta para as tão ansiadas Democracia e Liberdade.

 

Mas o Poder é uma célula cancerígena corrosiva, que ataca quem ambiciona o Poder apenas pelo Poder. E depressa a ilusão da Democracia e da Liberdade foi abafada pela ganância e pela incompetência dos que iam jurando, por uma honra que neles não habitava, cumprir a missão que lhes era confiada.

 

E Portugal, que se abriu para o futuro, em Abril de 1974, tem vindo a regredir a olhos vistos, e Abril ainda não se cumpriu.

 

O Povo que, por essa altura, estava unido e pensava que jamais seria vencido, foi sub-repticiamente sendo enganado e alienado pelas manobras de diversão que, entretanto, os governantes foram promovendo, com a ajuda de uma comunicação social servilista, até à alienação total.

 

Foi-se desenvolvendo a política do pão e circo, uma política que nasceu no Império Romano, e que consistia no modo como os imperadores romanos lidavam com o Povo, para mantê-lo subjugado à ordem estabelecida e conquistar o seu apoio. A designação panem et circenses, no original em Latim, tem origem na Sátira X de Juvenal, humorista e poeta romano que, no seu contexto original, criticava a falta de informação do povo romano, que não tinha qualquer interesse pelos assuntos políticos, e só se preocupava com o pão para a boca (hoje, dinheiro no bolso) e com o divertimento.

 

Os tempos são outros, mas a política romana mantém-se, e o Povo só sai às ruas por motivos ligados ao vil metal. Os bolsos mais ou menos cheios e o futebol, as novelas, os reality shows de má catadura, mantêm o Povo amansado, alienado, distante do que é essencial, cego aos jogos políticos que se jogam em São Bento, e nos vão afastando da evolução.

 

E com esta política, acolitada pelo mais poderoso veículo de comunicação social, a televisão, instalou-se de tal modo no País, que o Povo acabou por ser vencido, sem se dar conta, por um Poder fantasiado de uma “democracia”, que esconde uma prepotência pior do que a de Oliveira Salazar, porque esse, ao menos, fazia as coisas às claras, e sabíamos com que contar.

 

Sim, podemos dizer que muitas coisas mudaram, depois de 25 de Abril de 1974.

 

Por exemplo, podemos votar livremente e escolher quem queremos que nos desgoverne.

 

Porém, de que serve o voto livre, se a maioria dos votantes não faz a mínima ideia do que faz, porque não é esclarecida? O padre da freguesia diz na missa: votem naqueles, e eles votam naqueles, sem saberem que aqueles vão para o Governo gerir os interesses dos lobbies e não os interesses do Povo, os interesses do País. Por isso, Portugal é, hoje, o paraíso de povos de várias nacionalidades, que aqui se abancam, podem e mandam e têm mais privilégios do que os Portugueses, e os portuguesinhos aceitam isto passivamente, servilmente, humildemente, parvamente, achando que o que é estrangeiro é que é bom, é que é moderno, é que é bué fixe.

 

Para complicar ainda mais as coisas, o Zé Povinho é adepto dos partidos políticos, como se os partidos políticos fossem o clube de futebol dele, portanto, vota nas cores dos partidos da sua predilecção, ainda que os candidatos possam ser incompetentes, corruptos, mentirosos e vigaristas. Esta parte não interessa ao Povo.

 

E isto não tem nada a ver com Democracia, mas com cegueira mental, ignorância, alienação, seguidismo.

 

As Democracias só funcionam plenamente quando o Povo é maioritariamente esclarecido, informado, instruído, pensante, dotado de espírito crítico. E não estou a referir-me aos canudos, porque os canudos só dão conhecimento específico em determinadas matérias. Um analfabeto pode ser muito mais esclarecido e informado e instruído e pensante e dotado de espírito crítico do que muitos doutores, que por aí andam de gravata ao peito, sendo a gravata a sua única medalha de mérito.

 

Em Democracia, os governantes são meros serviçais do Povo, que lhes paga o salário chorudo que ganham, para (des)governarem o País.

 

Em Democracia, os governantes, sendo nossos serviçais, têm o dever de responder às questões que o Povo lhes coloca, por escrito ou oralmente. Ora acontece que os governantes remetem-se ao silêncio, desprezando os apelos do Povo. Ignorando o Povo. E este desprezo não faz parte da Democracia que, se for verdadeira, o Povo é que é o detentor do Poder.

 

Daí a pergunta: o 25 de Abril entregou-nos uma Democracia a sério?

 

Os cravos de Abril murcharam, e Portugal não avançou para o futuro. Está prisioneiro de políticas retrógradas e de políticos incompetentes, corruptos, vigaristas, sem honra e sem brio, numa vergonhosa subserviência aos estrangeiros.

 

O Portugal hodierno limita-se a Lisboa, Porto, (e vá lá) Coimbra e ao Algarve, onde quem manda são os estrangeiros. O resto é território terceiro-mundista, nomeadamente o interior do País, onde ainda se vive sem água encanada, sem electricidade, onde ainda se passa fome, na maior miséria. Ao abandono total.

 

Eis o que temos para celebrar na passagem dos 45 anos do 25 de Abril (que os servilistas grafam “25 de abril”):

 

- Um país, onde ainda se continua a viver em pobreza extrema, com crianças e idosos a passarem fome.

- Um país, que continua a ter a maior taxa de analfabetismo da Europa.

- Um país dos que menos gasta na Saúde, com um Serviço Nacional de Saúde caótico, onde falta quase tudo, e o aumento da Tuberculose diz do subdesenvolvimento, do retrocesso e da miséria que ainda persistem por aí.

- Um país que empurra para o estrangeiro os seus jovens mais habilitados: enfermeiros, médicos, engenheiros, investigadores, artistas.

- Um país com o terceiro pior crescimento económico da Europa.

-  Um país com a 3ª maior dívida pública da União Europeia.

- Um país cheio de desigualdades sociais, onde os ricos são cada vez mais ricos, e os pobres, cada vez mais pobres.

- Um país cheio de banqueiros e outros que tais ladrões.

- Um país cheio de berardos a jogar ao gato e ao rato com o dinheiro do Povo.

- Um país onde a Justiça ainda é extremamente cara, desigual, lenta e injusta.

- Um país que promove a violência contra animais não-humanos, o que por sua vez gera a violência contra os seres humanos.

- Um país com um elevado índice de violência doméstica.

- Um país com um elevadíssimo número de crianças e jovens em risco.

- Um país que atira crianças para arenas de tortura de animais, e permite que sejam iniciadas em práticas violentas e cruéis, roubando-lhes um desenvolvimento normal e saudável, o que constitui um crime de lesa-infância.

- Um país cheio de grupos e grupelhos de trabalho, de secretários, de secretários de secretários, de assessores, de secretários de assessores, de comissões, de subcomissões, que não servem absolutamente para nada, a não ser para ganharem salários descondizentes com os serviços que (não) prestam.

- Um país que descura a sua Flora e a sua Fauna, mantendo uma e outra ao abandono e à mercê de criminosos impuníveis.

- Um país que mantém as Forças de Segurança instaladas em edifícios a cairem de podres, e com falta de quase tudo.

- Um país onde ainda existem Escolas com instalações terceiro-mundistas, sem as mínimas condições para serem consideradas um lugar de aprendizagem.

- Um país onde as prisões são lugares de diversão, com direito a vídeos publicáveis no Facebook.

- Um país cheio de leis e leizinhas retrógradas, que não servem para nada, a não ser para servir lobbies dos mais hediondos, e proteger criminosos impuníveis.

- Um país que não promove a Cultura Culta, e para o qual apenas a cultura inculta conta, e é assegurada, contra tudo e contra todos.

- Um país, cujo Sistema de Ensino é dos mais caóticos, desde a implantação da República, com a agravante de estar a enganar-se as crianças com a obrigatoriedade da aprendizagem de uma ortografia que não é a portuguesa, a da Língua Materna delas, estando-se a incorrer num crime de lesa-infância.

- Um país, que tinha uma Língua Culta e Europeia, e hoje tem um arremedo de língua, uma inconcebível mixórdia ortográfica, imposta ditatorialmente por políticos ignorantes e servilistas, que estão a fabricar, conscientemente, os futuros analfabetos funcionais, e a promover a iliteracia. E já sou poucos os que escrevem correctamente.

- Um país onde, parvamente, se começou a dizer “olá a todos e a todas”.

- Um país, com um presidente beijoqueiro e viciado em selfies, e um primeiro-ministro que não tem capacidade para ver o visível, muito menos o invisível, que qualquer cego, de nascença, vê à primeira vista.

- Um país, que em 2018 foi marcado por uma constante contestação social, com o número mais elevado de sempre de greves em todos os sectores da sociedade portuguesa, número que continua a aumentar no corrente ano.

- Enfim, um País que perdeu o rumo, e faz de conta que é um país.

 

Enquanto tudo isto (e muito mais, que agora não me ocorre) não sair da lista do que não se quer para um País de Primeiro Mundo, evoluído e civilizado, o que há para comemorar neste 25 de Abril?

 

Há o facto de eu poder escrever este texto, sem ir parar ao Campo de Concentração do Tarrafal, o campo da morte lenta, para onde os médicos iam assinar certidões de óbito e não curar, criado pelo Estado Novo, na ilha de Santiago, Cabo Verde, num lugar ironicamente chamado de Chão Bom, de muito má memória.

 

Isabel A. Ferreira

***

Para complementar este texto, leia-se este outro, da autoria de Manuel Damas, publicado no Facebook:

 

45 anos depois...

https://www.facebook.com/photo.php?fbid=2332540223434593&set=a.133659383322699&type=3&theater

 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 19:16

link do post | comentar | adicionar aos favoritos
partilhar
Domingo, 4 de Fevereiro de 2018

SABIAM QUE EM PORTUGAL OS TRIBUNAIS APLICAM MEDIDAS PREVIAMENTE COADAS?

 

Antes de dizer ao que venho, quero deixar aqui bem claro que a Língua Portuguesa é a Língua Portuguesa. Ponto. Uma língua de raiz indo-europeia e greco-latina. Ponto. Uma Língua que absorveu o léxico dos vários povos que viveram na Península Ibérica *, tais como os Celtas, os Iberos, os Lusitanos, os Romanos, os Suevos, os Visigodos, os Árabes. A Língua assimilada de todos estes povos constitui a Língua Portuguesa Culta. Ponto. A Língua dos Portugueses. Ponto.

 

(* Para quem não sabe, a Península Ibérica está situada na parte mais ocidental da Europa, e jamais pertenceu à América do Sul).

 

COAÇÃO.png

No que respeita ao AO90, não sei qual é a posição do José Alberto Carvalho (que conheci quando trabalhava na RTP, e sempre o tive como um Jornalista de excelência, profissionalmente e humanamente falando. Mas que esta “coação”, nesta imagem, não diz a treta com a careta, não diz, caro José Alberto. Não diz. E como é lamentável!

 

Pois é. Isto vai por aí uma “coação” pegada, na nossa muito subserviente comunicação social (e não só na TVI) destituída de qualquer brio profissional e de conhecimentos básicos da Língua Portuguesa. É que este substantivo feminino lê-se “cuâção”, (e posso afirmar que apenas os ignorantes lêem esta palavra abrindo o primeiro a), e o significado de coação (cuâção) nos dicionários de Língua Portuguesa **, é a acção ou o resultado de COAR, de filtrar um líquido; é sinónimo de coadura = passagem de um líquido pelo coador, ou o líquido já coado. Nada tem a ver, portanto, com COAGIR.

 

(** Nestes, não se incluem os dicionários acordistas que, cheios de erros básicos, são bons apenas para fazer fogueiras neste Inverno (com I maiúsculo) tão frio…

 

Isto é simplesmente, uma vergonha!

 

Já um destes dias, publiquei um texto sob o título

DEPUTADA DA NAÇÃO COAGIDA A NÃO VOTAR CONTRA O AO90 NA ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA

 

http://olugardalinguaportuguesa.blogs.sapo.pt/deputada-da-nacao-coagida-a-nao-votar-98802

 

onde se refere a “moda” de os governantes andarem por aí a coagir (obrigar a fazer ou a não fazer algo, usando a chantagem, a força ou outro processo violento ou moralmente inadmissível, que nada tem a ver com COAR) deputados da Nação, quando se trata de votar matérias tabus, no Parlamento. Ora o AO90 (entre outras) é uma matéria tabu no Parlamento, a qual convém ao ministro dos Negócios Estrangeiros, ao primeiro-ministro e ao presidente da República silenciar ou puxar a brasa para a sardinha deles, quando se trata de votar.

 

Muitas vezes me pergunto o que levará “profissionais” da comunicação social portuguesa a escrever e ler mal a nossa Língua?

Há três hipóteses:

 

- ou já nasceram parvos, e como tal não deviam ocupar cargos que dizem respeito à coisa pública;

- ou fazem-se de parvos, a troco de dinheiro;

- ou sujeitam-se a ser parvos, com medo de serem despedidos.

 

Conheço alguns que se encaixam nas duas primeiras hipóteses e, portanto, são o que são, e a mais não são obrigados.

 

Também conheço muitos que, com medo de serem despedidos, sujeitam-se a fazer papel de parvos. E isso é terrível.

 

A mim, se me dissessem: «pagamos-te para fazeres-te de parva, ou vais para o olho da rua…», eu escolheria o olho da rua, porque é mais honesto andar a pedir esmola do que vender a alma ao diabo. Até porque há alternativas.

 

Simplesmente, esta geração de “jornalistas” tem medo de se UNIR, em bloco, e enfrentar as feras, e defender, com justa causa, o seu mais precioso instrumento de trabalho: as palavras bem escritas e bem ditas. Ou escrevemos e lemos correCtamente a nossa Língua, ou não há nada para ninguém… Sem jornalistas, a comunicação social PARAVA.

 

O mesmo acontece nas escolas: se os professores se UNISSEM e se RECUSASSEM, em bloco, a “ensinar” os alunos a escrever segundo a cartilha brasileira, sendo eles cidadãos portugueses, logo, europeus, logo, tendo o direito a ser tratados como europeus, e não como sul-americanos, as escolas PARAVAM. E como é fácil desensinar o que foi mal ensinado! As crianças aprendem e desaprendem tudo, rapidamente!

 

Conclusão: só os cobardes necessitam da mentira para iludir a realidade. E a realidade é que um tsunami da mais crassa ignorância está a assolar o país e a fazer dele a cloaca linguística da Europa. E o pior, é que quem poderia travar este tsunami, abraçou a cobardia.

 

Lamentável! Muito lamentável!

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 18:06

link do post | comentar | adicionar aos favoritos
partilhar
Sexta-feira, 8 de Dezembro de 2017

ESTAMOS TODOS MUITO CANSADOS DA IDIOTICE QUE GRASSA EM PORTUGAL NA QUESTÃO DA LÍNGUA

 

Muito mais razão terão os alunos para estarem cansados da mixórdia ortográfica que são obrigados a aprender nas escolas…

 

EGIPTO2.png

Fonte da imagem: https://www.facebook.com/photo.php?fbid=10211762640476547&set=gm.1200024656767655&type=3&theater&ifg=1

 

Só em TRÊS países do mundo (e eles são 193) EgiPto escreve-se assim EGITO: em Portugal (e aqui apenas os ignorantes); no Brasil; e na Itália, com a grafia Egitto. De resto, até em Frísio se escreve Egypte.

 

A Itália substituiu as consoantes mudas por outra consoante muda.

 

O Brasil, imitou a Itália nos vocábulos com consoantes mudas, mas retirou-lhe a outra consoante, também muda.

 

Portugal, feito parvo, seguiu o Brasil, que por sua vez seguiu Itália. E ficou isolado (porque Itália não conta) em toda a Europa e, quiçá, no resto do mundo, onde EgiPTo é grafado com P.

 

Então vejamos:

 

Castelhano – EgiPto

Galego - ExiPto

Sueco - EgyPten

Alemão – ÄgyPten

Basco – EgiPto

Catalão – EgiPte

Checo –EgyPt

Inglês – EgyPt

Francês – EgyPte

Albanês – EgjiPt

Bósnio – EgiPat

Dinamarquês – EgyPten

Croata – EgiPat

Eslovaco – EgyPt

Esloveno – EgiPt

Estónio – EgiPtus

Finlandês – EgiPti

Gaélico da Escócia – EiPhit

Holandês – EgyPte

Húngaro – EgyiPtom

Irlandês – ÉigiPt

Romeno – EgiPt

Islandês – EgyPtaland

Latim – EgyPt

Letão – ĒģiPt

Lituano – EgiPtas

Luxemburguês – ÄgyPten

Norueguês – EgyPt

Esperanto – EgiPtio

Polaco – EgiPt

Ioruba – EgiPti

Filipino – EhiPto

Cebuano – EhiPto

Chichewa - EgyPt

Ibo – EgyPt

Malaio – EjiPta

Sesotho – EgePeta

Shona – IjiPiti

Zulu - I-EgyPt

Samoano – AikuPito

 

Bem, e em Telugu, EgiPto escreve-se assim: ఈజిప్ట్; e em Punjabi assim ਮਿਸਰ, e em árabe, língua egíPcia, Egipto escreve-se assim: مصر

 

Não sei se nestas grafias existe um , assim como em Russo, ou em muitas outras línguas com grafias estranhas (para mim). Não sei.

 

Mas uma coisa eu sei: todas as outras línguas, aqui apresentadas, o está sempre presente na palavra EgiPto, pronunciando-se ou não; excePto o Brasil, que segue a grafia italiana, e, claro, os parvos de Portugal.

 

E depois não gostam que lhes chamem parvos.

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 14:45

link do post | comentar | adicionar aos favoritos
partilhar
Domingo, 12 de Fevereiro de 2017

PROFESSORES DE PORTUGUÊS: EXIJAM QUE VOS APRESENTEM A LEI QUE TORNA OBRIGATÓRIA A APLICAÇÃO DO AO90 NAS ESCOLAS

 

DESOBEDIÊNCIA.jpg

 É MAIS FÁCIL CEDER DO QUE LUTAR

 

Comentário1: «Senhores professores, organizem-se para recusar a imposição de um "AO" ilegal e inconstitucional. Refilar sem agir é inútil», disse a Teresa. (*)

 

Comentário2: «Mas os professores, por exemplo, podem ser alvos de sanções disciplinares», disse a Margarida. (*)

 

Comentário3: «O grande problema está mesmo nos professores (quase todos) que o aceitaram, sem barafustar!», disse a Gabriela. (*)

 

Ora aqui é que está o busílis desta questão: os PROFESSORES CEDERAM, pura e simplesmente. Mas ainda estão a tempo de recuperarem o mal que provocaram ao obedecer a “ordens” e não a leis.

 

E se fizessem uma GREVE GERAL? Ninguém vos despedirá.

 

Exijam que vos mostrem a LEI (vou repetir: LEI) que torna o AO90 de aplicação OBRIGATÓRIA nas escolas.

 

Sabem o que é oidireito à desobediência civil?

 

A desobediência civil dá voz a convicções de consciência e o direito à resistência, no artigo 21º da Constituição da República Portuguesa.

 

Recusem-se a ensinar uma ortografia ILEGAL.

 

E se só regressassem às aulas quando o governo atirar ao lixo este lixo ortográfico?

 

Se tivessem feito isto logo de início, o AO90 nem sequer tinha passado do portão das escolas.

 

Usem todas as ARMAS legais a que têm direito, mas não continuem a dizer: SOMOS OBRIGADOS...

 

Porque na verdade, NÃO SÃO OBRIGADOS.

 

Não existe LEI nenhuma que obrigue a aplicar o AO90, e nós só somos obrigados a cumprir leis, e mesmo essas, se forem injustas, temos o direito de desobedecer a leis injustas…

 

Isabel A. Ferreira

 

(*) Estes comentários encontram-se no Facebook, no Grupo "Professores Contra o Acordo Ortográfico"

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 15:24

link do post | comentar | adicionar aos favoritos
partilhar
Quinta-feira, 17 de Novembro de 2016

A ANPROPORT (ASSOCIAÇÃO NACIONAL DE PROFESSORES DE PORTUGUÊS) PRETENDE FIM DO AO90 NAS ESCOLAS

 

ESCOLA.png

Origem da imagem: Internet

 

Com o objectivo de pôr fim ao AO90 nas escolas, a Associação Nacional de Professores de Português (Anproport) com a colaboração do grupo “Cidadãos contra o Acordo Ortográfico de 1990”, constituído na rede social Facebook e que já tem mais de 30 mil membros, avançou com uma acção no Supremo Tribunal Administrativo, a impugnar a resolução do Conselho de Ministros 8/2011, que impôs ilegalmente, a obrigatoriedade de aplicar, nas escolas, o Acordo Ortográfico de 1990.

 

E muito bem. Até porque é um crime enganar as crianças que não têm como defender-se da imposição de um ensino incorreCto da própria Língua Materna.

 

E se houver bom senso, racionalidade e intenção de repor a legalidade e cumprir o que está consignado na Constituição da República Portuguesa, nomeadamente, no Artigo 11º, alínea 3, que diz respeito aos símbolos nacionais e língua oficial: «A língua oficial é o Português» (não é o acordês), as escolas podem deixar de ter de ensinar a Língua Portuguesa, de acordo com um acordo que não é legal.

 

Artur Magalhães Mateus, jurista e primeiro autor da acção, explicou à agência Lusa que, caso a acção vingue, o AO90 continua, mas deixa de ser imposto, não será vinculativo. E o responsável acredita que, não sendo vinculativo, em pouco tempo será esquecido.

 

No passado mês de Maio os mesmos autores apresentaram uma outra acção, no sentido de que fosse anulada a norma jurídica que aplica o AO90 que, como já foi provado em livro, é ilegal, e se não estou enganada, ainda se aguarda por uma resposta dessa acção. Em Portugal é tudo tão lento... Os tribunais não funcionam dentro de prazos razoáveis. Será isto intencional? Podemos questionar.

 

Artur Magalhães Mateus referiu ainda que esta acção «segue-se a outras intentadas na administração pública com o mesmo objectivo, bem como a apresentação de petições”, e recolha de assinaturas para um referendo sobre a matéria.

 

Questionado sobre se uma nova mudança na forma de escrever não poderia vir a confundir os alunos o jurista assegurou que: “Regressar a uma grafia correcta e não responsável por novos erros é sempre positivo. Quando foi feita esta resolução do Conselho de Ministros, também ninguém questionou se seria penoso para as crianças”.

 

E eu posso garantir, por experiência própria, que uma criança desaprende tão facilmente como aprende. Foi isso que fiz quando tive de aprender e desaprender a Língua nas versões brasileira e portuguesa, na infância, adolescência e juventude, por viajar de Portugal para o Brasil, e do Brasil para Portugal, várias vezes. Uma criança aprende tudo, porque tem o cérebro ainda bastante disponível.

 

Ainda de acordo com o jurista, a vantagem da mudança é uma grafia “muito mais lógica, mais fácil de aprender e que não causa erros como a de agora”, tanto mais que, com o AO90, há palavras que estão a ser escritas, pronunciadas  e acentuadas de forma incorreCta.

 

Acrescente-se que foi José Sócrates o grande responsável pela imposição desta mixórdia ortográfica, sem ponta por onde se lhe pegue, através da resolução do Conselho de Ministros 87/2011, do XVIII Governo Constitucional, por ele liderado, daí este acordo ser também conhecido em Portugal por “socratês”, e que o mandou aplicar no sistema de ensino no ano lectivo de 2011/2012.

Desde então, a Língua Portuguesa tem sido trucidada, como se fosse lixo.

Para que se entenda toda esta “ondulação forte” ao redor do AO90, recomendo vivamente a leitura do livro do Embaixador Carlos Fernandes «O Acordo Ortográfico de 1990 Não Está em Vigor - Prepotências do Governo de José Sócrates e do Presidente Cavaco Silva», publicado em Abril/2016, pela Guerra & Paz.

 

Creio que este livro não foi lido por nenhum actual governante português, desde o presidente da República, ao mais apagado deputado da Nação, passando pelo primeiro-ministro e  pelos  magistrados portugueses. 

 

Creio… porque se os actuais governantes portugueses e esses “alguéns” ligados aos tribunais o tivessem lido (como é obrigatório ler) neste momento (Novembro de 2016) já este acordo estaria atirado ao lixo e no novo ano escolar de 2016/2017, as nossas crianças já não teriam de levar na cara com este pano encharcado de água choca.

 

Porque, este livro prova com todas as letras, que o AO90 é ilegal, não está em vigor em Portugal e que os nossos governantes andam a brincar connosco, mas pior do que brincar com os Portugueses é ENGANAR as nossas crianças, e se isto for bem esmiuçado, até poderia ser alvo de um processo-crime.

 

Por que não?

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 16:49

link do post | comentar | adicionar aos favoritos
partilhar
Segunda-feira, 5 de Setembro de 2016

A FESTA DO LIVRO NO PALÁCIO DE BELÉM SERVIU A QUEM?

 

A ideia da Festa até não foi má.

Mas ficaram no ar algumas perguntas.

 

jsg_9880321813e5_base F LIVRO.jpg

Marcelo na Festa do Livro de Belém. Foto: José Sena Goulão/Lusa

Origem da imagem: http://rr.sapo.pt/noticia/62702/marcelo_recapitalizacao_resolve_problema_da_caixa

 

De quem foi realmente a ideia?

 

A “festa” serviria aos Autores Portugueses que estão a fazer um bom trabalho para manter a Língua Portuguesa na sua versão culta, desacordizada, ou aos editores acordistas que, não estando a vender os livros que editaram na versão inculta da língua acordizada, “mexeriam uns pauzinhos” no sentido de se fazer uma “festa” em Belém para poderem “despachar” os livros que estão encalhados?

 

Conseguiram alcançar esse objectivo?

 

Pelo que se consta, não.

 

A maioria das pessoas que foram à “Festa” do livro, disse que foram lá para ver os jardins e, claro, como não podia deixar de ser, ver também o presidente.

 

Os livros para a infância (que querem aliciar para o AO90) eram em número esmagador.

 

Estão a tentar despachá-los às inocentes crianças, que andam baralhadas com esta coisa da língua… As Avós oferecem-lhes livros em boa Língua Portuguesa. Em algumas (felizmente não todas) escolas ensinam-lhes um português mutilado… Em que ficamos?

 

Nas feiras do livro que pululam por aí, as edições infantis em acordês são mais que muitas, mas ficam por vender. Foi o que me disseram.

 

É que o mercado livreiro em Portugal está mau. Está péssimo.

 

É que, felizmente, cada vez mais, os Portugueses se recusam a comprar livros mal escritos.

 

E as novas edições em acordês, dos nossos clássicos (que nunca escreveriam fato por facto) estão todas encalhadas também.

 

Há que pôr termo a este descalabro.

 

Querem vender livros?

 

Apresentem-nos livros escritos em bom Português, ou seja, na versão culta da Língua Portuguesa. A Oficial. Não a ilegal, que anda por aí com o nome de AO90.

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 16:01

link do post | comentar | adicionar aos favoritos
partilhar
Sábado, 30 de Abril de 2016

…PORQUE O QUE ANDA POR AÍ… É UMA VERGONHOSA MANEIRA DE ESCREVER…

 

Soube que o presidente da República pretende reabrir o debate sobre o Acordo Ortográfico de 1990

 

Só quero chamar a atenção para o facto de que quando alguém tem a intenção de resolver um problema, resolve-o, não o adia, através de debates inúteis, porque é chover no molhado, é malhar em ferro frio, é repetir tudo o que já foi dito e redito. É perder tempo, e urge acabar com esta farsa, porque as crianças, que estão a ser enganadas, não merecem que as enganem per omnia saecula saeculorum…

 

CALENDÁRIO.png

 

Origem da imagem: Tradutores contra o Acordo Ortográfico

 

Marcelo Rebelo de Sousa visitará Moçambique. E Moçambique, porque preza a língua que adoptou oficialmente, não ratificou, e muito bem, algo que é irratificável. Impraticável.

 

Marcelo diz querer relançar o debate sobre um acordo que mereceu o desacordo de todos os países lusófonos (exceptuando o Brasil, de onde partiu esta triste ideia).

 

Pedro Mexia, consultor cultural do PR, comentou que Marcelo Rebelo de Sousa tem recebido mensagens de cidadãos e instituições a contestar o acordo e que, caso Moçambique e Angola não o ratifiquem «impõem-se uma reflexão sobre a matéria, que é de competência governamental, mas o presidente não deixará de sublinhar a utilidade de reflexão».

 

Ora é mais do que evidente que essa reflexão já está mais do que feita.

 

O que é que andamos aqui todos a fazer, há tanto tempo?

 

Os maiores expoentes da Língua Portuguesa, brasileiros e portugueses, cidadãos comuns, professores, escritores e jornalistas não se têm cansado de expressar a repulsa que o AO/90 suscita, por estar assente exclusivamente em interesses económicos de editores e políticos pouco escrupulosos, de um e de outro lado do Atlântico, e ser uma autêntica aberração ortográfica.

 

Recordemos o vaivém de Marcelo Rebelo de Sousa: em 1991 foi contra o AO/90, mas em 2008, incompreensivelmente, ele que sempre lidou com a palavra escrita, manifestou-se a favor do dito acordo. Em 2014, nem foi “carne nem peixe”, admitindo na TVI, onde era comentador, que apesar de defender o AO, escrevia como sempre escreveu.

 

Durante a campanha eleitoral para PR, manteve o Português correcto. Contudo, não foi capaz de tomar uma posição pública que esclarecesse os portugueses quanto à sua posição.

 

Há pouco tempo, num ofício emanado da presidência da República, lê-se que “sem prejuízo de possíveis desenvolvimentos futuros, o presidente da República, como todas as instituições do Estado português, segue as regras do Acordo Ortográfico no exercício das suas funções”, ainda que ilegalmente e desrespeitando a Constituição da República Portuguesa.

 

Todos nós nos recordamos que MRS jurou, perante o País o seguinte: «Juro por minha honra desempenhar fielmente as funções em que fico investido e defender, cumprir e fazer cumprir a Constituição da República Portuguesa

 

Pois sendo o AO/90 ilegal e inconstitucional, dizem os juristas, como poderá o presidente da República seguir as regras do acordo ortográfico sem desrespeitar a Constituição?

 

Congratulamo-nos que o presidente da República queira trazer à baila o acordo, mas esperamos que seja para propor ao governo a sua eliminação, sem mais demandas e demoras, pois urge repor a Língua Portuguesa nas escolas portuguesas, no funcionalismo público, nos órgãos de informação que se vergaram, sem pestanejar, ao lobby editorial, para que a língua retome a sua dignidade de língua europeia e culta.

 

Porque o que anda por aí… é uma vergonhosa maneira de escrever…

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 18:19

link do post | comentar | ver comentários (1) | adicionar aos favoritos
partilhar
Segunda-feira, 30 de Novembro de 2015

A CONSTITUIÇÃO NO BANCO DAS ESCOLAS

 

digitalizar0001 CONSTITUIÇÃO.jpg

 

Esta é a introdução da notícia:

«Trinta e nove anos depois de aprovada, para os alunos, a Constituição é algo «de abstrato» e pouco fazem ideia do papel do governo, da assembleia e para que serve um deputado... As questões que levanta a proposta (a semana passada aprovada) de introdução do estudo da Constituição da República no 3º ciclo e no Secundário».

 

Antes de ensinar a Constituição da República às crianças, ensinem-lhes a LÍNGUA PORTUGUESA DE PORTUGAL e a HISTÓRIA DE PORTUGAL como deve ser.

 

Como vão as crianças portuguesas entender a Constituição da República cheia de ERROS ORTOGRÁFICOS?

 

É a porto editora que pretende vender o livrinho que editou da constituição da república (assim tudo em letra minúscula, como nos meses do ano, cujas iniciais se apequenaram) no famigerado acordo ortográfico de 1990 (começando este por ser um atentado à própria Constituição), e que ESTÁ ENCALHADO nas prateleiras das livrarias?

 

É isso, ou será outra coisa, não digo PIOR, porque pior do que ensinar às crianças uma LÍNGUA ABRASILEIRADA E ESTROPIADA, não há.

Fonte:

http://visao.sapo.pt/actualidade/portugal/2015-11-30-A-Constituicao-no-banco-das-escolas

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 18:06

link do post | comentar | adicionar aos favoritos
partilhar

.mais sobre mim

.pesquisar neste blog

 

.Setembro 2019

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab
1
2
3
4
5
6
7
8
9
13
16
17
21
22
23
24
25
26
27
28
29
30

.posts recentes

. «O IMBECIL É SEMPRE FELIZ...

. PORTUGAL É O ÚNICO PAÍS D...

. EM 45 ANOS DESCONSTRUIU-S...

. SABIAM QUE EM PORTUGAL OS...

. ESTAMOS TODOS MUITO CANSA...

. PROFESSORES DE PORTUGUÊ...

. A ANPROPORT (ASSOCIAÇÃO N...

. A FESTA DO LIVRO NO PALÁC...

. …PORQUE O QUE ANDA POR AÍ...

. A CONSTITUIÇÃO NO BANCO D...

.arquivos

. Setembro 2019

. Agosto 2019

. Julho 2019

. Junho 2019

. Maio 2019

. Abril 2019

. Março 2019

. Fevereiro 2019

. Janeiro 2019

. Dezembro 2018

. Novembro 2018

. Outubro 2018

. Setembro 2018

. Agosto 2018

. Julho 2018

. Junho 2018

. Maio 2018

. Abril 2018

. Março 2018

. Fevereiro 2018

. Janeiro 2018

. Dezembro 2017

. Novembro 2017

. Outubro 2017

. Setembro 2017

. Agosto 2017

. Julho 2017

. Junho 2017

. Maio 2017

. Abril 2017

. Março 2017

. Fevereiro 2017

. Janeiro 2017

. Dezembro 2016

. Novembro 2016

. Outubro 2016

. Setembro 2016

. Agosto 2016

. Julho 2016

. Junho 2016

. Maio 2016

. Abril 2016

. Março 2016

. Fevereiro 2016

. Janeiro 2016

. Dezembro 2015

. Novembro 2015

. Outubro 2015

.ACORDO ORTOGRÁFICO

EM DEFESA DA LÍNGUA PORTUGUESA, A AUTORA DESTE BLOGUE NÃO ADOPTA O “ACORDO ORTOGRÁFICO” DE 1990, DEVIDO A ESTE SER INCONSTITUCIONAL, LINGUISTICAMENTE INCONSISTENTE, ESTRUTURALMENTE INCONGRUENTE, PARA ALÉM DE, COMPROVADAMENTE, SER CAUSA DE UMA CRESCENTE E PERNICIOSA ILITERACIA EM PUBLICAÇÕES OFICIAIS E PRIVADAS, NAS ESCOLAS, NOS ÓRGÃOS DE COMUNICAÇÃO SOCIAL, NA POPULAÇÃO EM GERAL E ESTAR A CRIAR UMA GERAÇÃO DE ANALFABETOS.

.

.CONTACTO

isabelferreira@net.sapo.pt

. AO/90 É INCONSTITUCIONAL

O Acordo Ortográfico 1990 não tem validade internacional. A assinatura (em 1990) do texto original tem repercussões jurídicas: fixa o texto (e os modos como os signatários se vinculam), isto segundo o artº 10º da Convenção de Viena do Direito dos Tratados. Por isso, não podia ser modificado de modo a entrar em vigor com a ratificação de apenas 3... sem que essa alteração não fosse ratificada por unanimidade! Ainda há meses Angola e Moçambique invocaram OFICIALMENTE a não vigência do acordo numa reunião OFICIAL e os representantes OFICIAIS do Brasil e do capataz dos brasileiros, Portugal, meteram a viola no saco. Ora, para um acordo internacional entrar em vigor em Portugal, à luz do artº 8º da Constituição Portuguesa, é preciso que esteja em vigor na ordem jurídica internacional. E este não está!
blogs SAPO