Terça-feira, 25 de Junho de 2019

Desde que o frango esteja “açado” e o peixe “cosido”, actualmente cada um escreve como quer, em Portugal

 

A propósito da minha resposta ao “professorJoão Abreu, que trata por “penduricalhos” as consoantes mudas, dos vocábulos portugueses, e a qual pode ser consultada neste link:

https://olugardalinguaportuguesa.blogs.sapo.pt/quando-eliminar-os-penduricalhos-das-191425?tc=11471967448

recebi este outro comentário, via e-mail, (que transcrevo mais abaixo com a devida autorização) do J. Santos que, sendo também professor, tem uma outra visão do que actualmente se passa nas escolas portuguesas.

Eu tenho conhecimento de que nem todos os professores seguem o AO90, e nem por isso são penalizados. Nem podiam ser legalmente. Noutras, a situação é como a descreve o J. Santos.

É da utilidade pública que se comece a DESMASCARAR estas situações.

O ensino está um caos. Escreve-se e fala-se, por aí, incorreCtamente, ao bel-prazer de cada escrevente e de cada falante.

O Ministério da Educação (aliás, como todos os outros ministérios) acha que Portugal é um paraíso de Saber e de Cultura, e até há uma ordem de passar de ano todos os alunos, saibam muito ou saibam pouco ou nada, para dar aquele aspecto (falso) de bom aproveitamento escolar.

Há que pôr fim a esta desordem. Há que pôr fim ao fabrico de analfabetos funcionais.

 

analfabetos do século XXI.jpg

 

Alvin Toffler é um escritor e futurista norte-americano, doutorado em Letras, Leis e Ciência, já falecido. Mas como futurista acertou em cheio, no alvo.

 

Em Portugal, acha-se que não pode recuar-se no AO90 porque coitadinhos dos acordistas (não dos alunos, porque esses aprendem, desaprendem e reaprendem - tal como aconteceu comigo na infância e juventude - porque andam na escola para serem alfabetizados) como é que depois de andarem quase 10 anos a escrever incorreCtamente, vão reaprender a escrever correCtamente? Não é mesmo? Coitadinhos!

 

Ser analfabeto foi (ainda é) o destino de muitos, a quem a Vida não deu (continua a não dar) oportunidade de frequentar a escola. Ser analfabeto funcional é uma opção, para os acordistas, e uma IMPOSIÇÃO para os alunos.

 

Mas atentemos no que nos diz o J. Santos:

 

«Como professor, que também sou, esse colega escreve que nas escolas se redigem "atas". Eu, quando as faço, escrevo Acta e não aceito alterações porque a assino. Só sei atar os cordões dos calções e das sapatilhas e actuo sempre que me sinto desconfortável, com o que me custa ler.

 

Os alunos não são penalizados, hoje em dia, pelos erros que dão a escrever. Deste modo, escrevem como entendem. Palavras homónimas, homófonas ou homógrafas é tudo igual, palavras acentuadas são para esquecer, termos verbais é o que são, etc.. Desde que o frango esteja "açado" e o peixe "cosido" é a mesma coisa! Ou, se as "tendencias" para escrever "para" quando usam o verbo parar ou referirem-se ao "pelo", para o que lhes nasce nos braços é tudo igual.

 

Não é verdade que muitos funcionários públicos escrevem mal porque o desejam. Fazem-no, por receio de represálias. Hoje, o ensino tornou-se numa competição para os alunos e para os professores. Não acatar as decisões das chefias implica ser penalizado na classificação e a não progressão na carreira

 

***

 

Pois também sabemos que este (des)acordo ortográfico foi imposto à base de muita chantagem. E se não se puser um travão a isto, caminha-se a passos largos para a criação, em Portugal, da maior comunidade de analfabetos funcionais do mundo (já o é da Europa).

Conferir aqui:

https://olugardalinguaportuguesa.blogs.sapo.pt/portugal-tem-a-taxa-de-analfabetismo-96078

 

E se é isto que os actuais governantes querem para Portugal, o que devemos fazer com eles?

 

Isso mesmo: ir em massa votar, nas próximas eleições legislativas, e correr com eles do Parlamento!

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 16:24

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Segunda-feira, 5 de Junho de 2017

Apenas as grandes mentes têm a capacidade de reconhecer o erro

 

Infelizmente, não são as grandes mentes que governam este nosso país, metade grandioso, metade insignificante.

 

Um ministro (minus) (o tal dos negócios dos estrangeiros) que diz «se quiséssemos, acabaríamos com o AO90, mas não queremos…» não tem o mínimo sentido de Estado, não tem personalidade própria, não tem dignidade, nem inteligência, e governa conforme os quereres, e não conforme os deveres.

 

E isto tem as mais desastrosas repercussões para o país, principalmente para o futuro dos futuros analfabetos funcionais que estão a fabricar-se nas actuais escolas portuguesas.

 

LÍNGUA.png

 

Durante os cerca de 800 anos em que existimos como país, já tivemos de tudo: bons e maus reis; razoáveis presidentes da República e governantes; e maus presidentes da República e governantes; até já tivemos uma ditadura, mas nunca, nunca, ao longo destes 800 anos tivemos um tão péssimo presidente da República e um tão péssimo governo, no que à defesa da identidade portuguesa diz respeito.

 

A um, só interessa ouvir este tu cá, tu lá: «Ó Marcelo, anda cá tirar uma selfie!...», enquanto, sem o menor pejo, promove o acordês abrasileirado pelas comunidades portuguesas, e na feira do livro de Lisboa.

 

Aos outros, interessa assegurar que a negociata trafulhenta, que atou Portugal aos ignorantes, se mantenha, não para bem da Nação, mas para bem dos trafulhas.

 

Todos os Portugueses, mais ou menos instruídos, e principalmente livres, ou seja, os que não têm medo do bicho-papão instalado no poder, os que têm uma espinha dorsal bem erecta, e não se vergam aos maus mandos dos que se aproveitam dos cargos que ocupam, para servir exclusivamente os lobbies e disso tirarem proveito próprio, perplexos com a estupidez reinante, têm encetado todos os esforços e apresentado todos os argumentos racionais, válidos e assentes nas Ciências da Linguagem (e não no simples “querer” de mentes com os neurónios avariados), com o objectivo de iluminarem as mentes mergulhadas na mais profunda ignorância e teimosia e irracionalidade e que insistem em manter vivo um aborto deformado, mutilado, feio, desengonçado, aparvalhado, que dá pelo nome de AO90, também conhecido por socratês, cavaquês, lulês, brasileirês

 

Fernando Pessoa não era Phernando, mas escevia pharmácia

 

Os acordistas apresentam a rejeição de Fernando Pessoa à ortografia de 1911, como um modelo, mas Fernando Pessoa, não era Phernando, mas escrevia pharmácia. Ora se havia a letra EFE, no alfabeto português, porque não utilizá-la? Para bom entendedor...

 

Fernando Pessoa debateu-se apenas contra a mudança, e não contra a estupidez dessa mudança, porque simplesmente o que se propunha em 1911 não era estúpido, como o que se propôs em 1990. O que se propôs em 1911, fez parte da evolução da Língua, e não da mutilação dela.

 

Uma coisa é substituir uma grafia, baseados na Ciência, outra coisa é mutilar as palavras, transformando-as numas aleijadinhas, sem pés nem cabeça, para facilitar a aprendizagem dos menos dotados intelectualmente, ou simplesmente para destruir a língua do colonizador mal-amado, ou para encher os bolsos dos tratantes, ou ainda para colonizar o colonizador.

 

Então, com base em coisa nenhuma que valha a pena, apenas por uma teimosia eivada da mais profunda estupidez, uns tantos desilustrados, já caducados, lusos e brasileiros (porque não foram convocados representantes dos restantes países lusófonos?), com o intuito fajuto de unificar algo que é absolutamente impossível de unificar (e isso está mais do que provado, e nem sequer isso os acordistas conseguem perceber) pariram um aborto ortográfico sem precedentes na História de toda a Humanidade (tinham de ser os portuguesinhos, com neurónios miudinhos e avariados a protagonizar tal desfeito histórico), que está a esmagar uma das mais belas e nobres línguas indo-europeias - a Língua Portuguesa.

 

Eles acham ridículo escrever as consoantes mudas, por isso são um zero à esquerda em Línguas como a Inglesa ou a Alemã, que têm consoantes mudas, umas a seguir às outras, e nem por isso, os Ingleses ou os Alemães as capam. As Línguas cultas são feitas com Cultura, não com palermices de incapacitados mentais.

 

Neste momento, existe um grupo de trabalho no Parlamento para avaliar o impacto da aplicação do AO90 que, como não podia deixar de ser, tem o PS a bater o pé, com o seu obscurantismo. E, apesar de todas as críticas bem fundamentadas contra o monumental malefício de uma ortografia parida e aplicada à balda, por todos os que, subservientemente, aderiram a este desmando, não houve ainda fumo branco, para extirpar esta vergonha do nosso País, da nossa Cultura, do nosso Ensino.

 

É que apenas as mentes iluminadas cedem quando se vêem à beira do abismo.

 

Os cegos mentais, porque nada vêem, vão em frente e caem no fosso que, cegamente, eles próprios cavam.

 

Porém, se querem suicidar-se, suicidem-se, mas não levem para a cova a nossa bela e nobre Língua Portuguesa.

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 12:15

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Quinta-feira, 3 de Março de 2016

É URGENTE REVOGAR O ACORDO ORTOGRÁFICO DE 1990 E REPOR O ENSINO DA LÍNGUA PORTUGUESA

 

Devemos lutar para que a Língua Portuguesa retome o seu lugar nas escolas portuguesas.

 

Temos de lutar pelas nossas crianças, que estão a ser enganadas.

 

Elas têm o DIREITO a um ENSINO DE QUALIDADE.

 

Não a um ensino DESQUALIFICADO, ainda mais dizendo respeito à sagrada Língua Materna.

 

REVOGAÇÃO.png

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 15:14

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Sexta-feira, 16 de Outubro de 2015

O Lugar da Língua Portuguesa

 

«Mal vai aos povos que não respeitam o próprio idioma. É como ultrajar a Bandeira. É como renegar a Pátria» (Fernando de Araújo Lima*)

 

CAMÕES.png

 

Porque é urgente, urgentíssimo, travar a onda de ignorância que anda por aí a ultrajar a Língua Portuguesa, a esmagá-la, a estraçalhá-la, a mutilá-la, como se fosse um farrapo velho, sem utilidade, sem dignidade, sem história, senti-me impulsionada a criar este Blogue para congregar as ideias de todos os que, como eu, sentem a revolta a moer-lhe a alma.

 

Eu, pessoalmente, sou livre para desobedecer a uma “ordem” oriunda de quem não tem a mínima noção do que está a fazer.

 

Recuso-me a deixar-me levar na onda da ignorância e da estupidez que uns poucos traidores da Pátria lançaram sobre nós.

 

E porque a imposição de uma escrita, que não serve Portugal, nem os portugueses, mas também os países que integram a CPLP (Comunidade dos Países de Língua Portuguesa), pois sabemos que nenhum deles está de acordo com este acordo da discórdia linguística, vai contra os interesses da Pátria, temos o dever de alçar as nossas armas para defender a Identidade Portuguesa que, para quem não sabe, é a qualidade própria do que é português, o carácter específico da cultura ou da História de Portugal, o sentimento de amor ou de grande afeição por Portugal, e exigir que o próximo governo português recue nesta que é, segundo palavras de Eugénio Lisboa, «das coisas mais infames que este nosso Parlamento tem votado. Ficará na História, como uma das maiores nódoas produzidas depois de o 25 de Abril».

 

E Eugénio Lisboa, um ensaísta e crítico literário português, especialista em José Régio, disse ainda mais isto:

 

«Quando ainda estava em Londres, fui surpreendentemente nomeado vogal, em representação do Primeiro-ministro, da Comissão da Língua Portuguesa ou lá como se chamava, sendo chamado a pronunciar-me sobre o Acordo. Votei contra e dei as minhas razões, tendo o cuidado de não medir as palavras… Tenho escrito frontalmente contra o acordo e assinado todas as petições contra o dito.

 

O problema é a profunda iliteracia e cobardia dos deputados que insistem em implementar este aborto, devido ao lobby forte dos editores oportunistas que se apressaram a fabricar manuais e dicionários, seguindo o (des) acordo, contra o que tudo recomendava.»

 

Eis a verdade.

 

Mas o pior, o pior é a desalfabetização, já em curso, nas escolas portuguesas, tendo como cobaias, inocentes crianças que não têm como dizer NÃO à sua desinstrução, e os professores, acobardados pela “imposição oficial” deste aborto ortográfico, nada fazem para desfazer esta coisa infame, estando amis preiocupados com os bolsos.

 

O Blogue O Lugar da Língua Portuguesa será um lugar de luta, e servirá para derrubar os muros que se ergueram, para não deixar passar a Luz que irradia de uma Língua construída ao longo de séculos, e que uns poucos, vendidos ao lobby de ignorantes mercenários, pretendem destruir num ápice.

 

Reparem na imagem abaixo:

Eu sou a que está de pé.

 

Quem estará disposto a seguir-me, para cumprir o dever cívico de salvar a Língua Portuguesa?

 

LUGAR DA LÍNGUA2.jpg

 (Origem da imagem: Internet)

 

Isabel A. Ferreira

 

* in Prefácio do livro «A Língua Portuguesa» de João Araújo Correia (Editorial Verbo – Lisboa/S. Paulo)

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 18:05

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O Acordo Ortográfico 1990 não tem validade internacional. A assinatura (em 1990) do texto original tem repercussões jurídicas: fixa o texto (e os modos como os signatários se vinculam), isto segundo o artº 10º da Convenção de Viena do Direito dos Tratados. Por isso, não podia ser modificado de modo a entrar em vigor com a ratificação de apenas 3... sem que essa alteração não fosse ratificada por unanimidade! Ainda há meses Angola e Moçambique invocaram oficialmente a não vigência do acordo numa reunião oficial e os representantes oficiais do Brasil e do capataz dos brasileiros, Portugal, meteram a viola no saco. Ora, para um acordo internacional entrar em vigor em Portugal, à luz do artº 8º da Constituição Portuguesa, é preciso que esteja em vigor na ordem jurídica internacional. E este não está!
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