Segunda-feira, 15 de Agosto de 2022

«Degradação da Língua Portuguesa» - texto que veio de Toronto, e diz da preocupação das Comunidades Portuguesas em relação à destruição da NOSSA Língua (Parte I)

 

Procurando Jorge Miranda, Carlos M. Coimbra encontrou este texto no meu Blogue:


https://olugardalinguaportuguesa.blogs.sapo.pt/o-10-de-junho-a-lingua-portuguesa-e-a-379680.


E sobre este achado, Carlos Coimbra diz o seguinte:

«Posso dizer que partilho das suas críticas, objecções, etc...
E vou até mais longe, pois me preocupo e ofendo com todo o leque de maus tratamentos que andam a fazer ao idioma. Isto embora eu viva no Canadá, e por acaso vão fazer amanhã 59 anos que cheguei pela primeira vez a Toronto.»

 

Carlos Coimbra enviou-me também um texto seu, que é uma preciosa aula de Português, que tenho certeza que faria muito proveito a todos os acordistas destas áreas: jornalistas, comentadores televisivos, escritores, professores, presidente da República, primeiro-mimistro, ministros, deputados da Nação, políticos, autarcas, todos os que escrevem e falam MAL a Língua de Portugal

 

Sobre a origem do texto, Carlos Coimbra diz o seguinte:
 
«A partir dum certo tempo, mantive uma correspondência com o provedor da RTP, Sr. Jorge Wemans, até terminar o seu termo, no fim de 2020. Havia novo provedor indicado, mas o Conselho não gostou dele, e só quase no fim de 2021 é que entrou uma nova provedora. Pus-me em contacto com ela, e ela assegurou-me que também não gostava de certas coisas, especialmente do inglês a mais. Então prometi-lhe coligir uns apontamentos e mandar-lhe.


Então são esses apontamentos que aqui lhe envio, originalmente dirigidos à provedora da RTP.»

 

Antes de vos apresentar a preciosa Lição de Português de Carlos M. Coimbra (que será apresentada em três partes) devo acrescentar alguns comentários seus, muito pertinentes sobre a desgraça que se abateu sobre a Língua Portuguesa, que envergonha a Comunidade Portuguesa na diáspora, e os quais subscrevo inteiramente:


«Quanto a mim, o Brasil está a tomar conta da língua.
A pessoa que deveria ser o máximo defensor da língua, e que comenta tudo e mais alguma coisa, não o faz. E até vai a São Paulo (onde sempre me foi difícil fazer-me entender ao telefone!) prestigiar a reabertura do Museu da Língua Portuguesa (eu vi a reportagem na Rede Globo, onde falaram nos sotaques brasileiros, e apareceu Rebelo de Sousa entre outros, mas cujo nome nem foi mencionado - tenho gravação do áudio...).  

 

[E eu confirmo, porque ouvi. Acrescente-se que o filho de Marcelo Rebelo de Sousa, depois de andar com a família pela China, arranjou um cargo na EDP, em São Paulo, firma que foi uma das patrocinadoras da renovação do Museu, e é mencionada no fim do áudio do "Museu"... I.A.F.].


E recentemente veio a saber-se que esse Museu poderá estabelecer uma sucursal em Coimbra!  Ora essa, hem? Qualquer dia o meu português vai ser considerado como o Cantonês, um dialecto... Repare que o tradutor Google no sistema Android chama chinês ao Mandarim e não tem Cantonês. E pior para nós, só tem Português, mas pedindo uma tradução oral nessa língua, a voz fala "brasileiro".

E então agora, com a aprovação do Visto Para Procurar Trabalho (!), é que vai haver uma invasão de falantes de brasileiro, a ter o mesmo tipo de influência no português original que os escravos levados para o Brasil tiveram na língua que lá se falava.»

 

***

Nada mais verdadeiro! Nada mais demolidor! Nada mais incompreensível! Teremos nós governantes que DEFENDAM os interesses de Portugal? Não, NÃO temos.  

 

Isabel A. Ferreira

 

Mário Forjaz Secca.jpg

 

«Degradação da língua portuguesa»- Parte I

 por Carlos M. Coimbra

 

 From: Carlos Coimbra Date: Fri, 21 Jan 2022 07:05:53 -0500

To: Ana Sousa Dias

Prezada Dª. Ana Sousa Dias,

 

Como já avisei, permita-me que lhe recomende que só leia isto quando tiver bastante tempo à sua disposição, se não for uma imposição demasiada. Para ter uma ideia de quem sou, apresento-me: Andei sete anos no Liceu Camões (4 anos à frente de António Guterres, pelas nossas idades), e ainda fiz um ano no IST antes de ser trazido para o Canadá. Os meus empregos foram sempre a gerir computadores, começando por usar os que havia em 1963 e cedo me meti a programar, o que não era nada fácil naquele tempo. No liceu, nunca liguei muito ao português, mas nasci com queda para línguas e para raciocinar logicamente, que são coisas relacionadas (nem vou dizer as línguas que falo, nem descrever as eventuais responsabilidades em informática, para não mostrar peneiras demasiadas).

 

 Aposentado já há tempo, tenho ocasião desde há uns anos de ver canais portugueses e não só. Assim, os meus reparos quanto à língua poderão não ser necessariamente dirigidos à RTP, mas ela está incluída, como a Dª. Ana certamente reconhecerá. É-me mais conveniente escrever no telefone que no PC, mas se aparecer algum erro, deito a culpa para cima do teclado Google que gosta de fazer partidas, e irritantemente dá até prioridade à grafia brasileira (Antônio/António, gênero/género), coisa que já se vê me envergonha. Ouvindo o português que é falado hoje em dia por quem deveria dar o exemplo de correcção, o que sinto vai de tristeza até à raiva, passando por incredulidade...

 

Passando ao que interessa, acho que a Degradação da língua deva ser analisada sob vários aspectos. Começo com um comentário à parte. A Voz do Cidadão de 7 de Julho de 2020 consistiu duma colecção de 'respostas' a várias objecções do público, incluindo uma minha (de muitas), se não me engano, em último lugar. Foram essas respostas dadas por quem foi identificada como Sandra Duarte Tavares, "professora e consultora linguística". Mais tarde, o sr. Jorge Wemans descreveu-ma mais precisamente como Dr.ª Sandra D. Tavares, "mestre em Linguística Portuguesa pela Faculdade de Letras de Lisboa e professora do Ensino Superior na área da Comunicação, e consultora da RTP (televisão e rádio) para as questões relativas à língua portuguesa".

 

Fiquei estupefacto quando a primeira "resposta" dela foi dada a quem tinha protestado por ter acontecido algo na Costa da Caparica, mas ela estava a ouvir (tal como eu...) constantemente na RTP dizerem Costa de Caparica (nome errado). E essa Dr.ª Sandra entreteve-se a explicar que DA era a contracção da preposição DE com o artigo definido A, quando isso não tinha nada a ver com a queixa! Para mim, tal começo não augurou nada bem com o que viria depois... Achei que várias respostas foram impróprias (<"estado-unidense" é sinónimo de "norte-americano">, por exemplo), mas o mais sério foi que numa delas a Dr.ª Sandra descreveu algo como sendo da "variedade do português europeu"! Esse desprezo escandalizou-me, e escrevi uma crítica ao programa que enviei ao sr. Jorge Wemans.

 

***

[Realmente!!!!! Com dras. Sandras, sendo mestres em Linguística Portuguesa pela Faculdade de Letras de Lisboa e professora do Ensino Superior na área da Comunicação, e consultora da RTP (televisão e rádio) para as questões relativas à Língua Portuguesa, a NOSSA Língua deixa de ser LÍNGUA e passa a ser uma VARIANTE do Português europeu…. COMO DISSE??????? NÃO existe Português europeu. Muito menos uma variante do Português europeu. Existe uma LÍNGUA PORTUGUESA. Ponto final. As outras é que são VARIANTES. Ponto final. E quem não sabe isto NÃO deve ocupar cargos de consultadoria de Língua Portuguesa. Não tem competência alguma para tal. É por causa de gente assim, subserviente e vassala, que Portugal é um país onde os de fora mandam e os de dentro obedecem. Isabel A. Ferreira].

 

***

É com "especialistas" deste género que aconteceu ser feito um Acordo, sendo o português do país que o levou pelo mundo não considerado padrão, mas sim equivalente ao falado e escrito por aí fora.

Então vejamos a Degradação do Português, sob os aspectos de Pronúncia/Fala, Preposições, Gramática, Deturpações/Estrangeirismos, Vocabulário estrangeiro, Manias/Maus-Hábitos e o Acordo.

 (...)

Carlos M. Coimbra

[Amanhã será publicada a segunda parte deste texto] 

 

***

Para os interessados em seguir esta brilhante lição, aqui deixo os links, para os restantes textos (o primeiro, inclusive).

 

(Parte I)

«Degradação da Língua Portuguesa» - texto que veio de Toronto, e diz da preocupação das Comunidades Portuguesas em relação à destruição da NOSSA Língua (Parte I)

 

(Parte II)

«Degradação da Língua Portuguesa» - texto que veio de Toronto, e diz da preocupação das Comunidades Portuguesas em relação à destruição da NOSSA Língua (Parte II)

 

(Parte III)

«Degradação da Língua Portuguesa» - texto que veio de Toronto, e diz da preocupação das Comunidades Portuguesas em relação à destruição da NOSSA Língua (Parte III)

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 17:25

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Sexta-feira, 10 de Dezembro de 2021

Neste Natal adquira ou ofereça livros em BOM Português. A minha sugestão de hoje vai para o escritor António Parada

 

António Parada.PNG

 

Porque é óbvio que não vamos dar lucros aos editores e aos escritores que se venderam, quais judas iscariotes, a interesses estrangeiros.

 

António Parada nasceu em Sesimbra. É casado e tem uma filha. Formou-se em Direito na Faculdade de Direito de Lisboa.

 

A música e os livros sempre o acompanharam. Nutre um gosto muito especial por sons mais obscuros e pesados, que amiúde enquadram as suas incursões literárias pela Antiguidade Clássica e pelos universos do fantástico e da ficção científica.

 

Em Agosto de 2014, lançou o seu primeiro livro, A Guardiã, um thriller de ficção científica, polvilhado de erotismo. Seguiu-se-lhe Adão e Eva, editado em Julho de 2015, obra assumidamente cinematográfica onde a realidade e o sobrenatural se confundem. Em Julho de 2017, lançou O Deus dos Cinzentos, um romance épico a cruzar o thriller. A Origem175 a.C. é a sua quarta obra literária.

 

Os quatro romances contam já com várias edições.

 

É acompanhado por uma legião de amigos e leitores nas suas páginas do Facebook. As apresentações que realizou nas lojas FNAC, em concertos e feiras do livro foram coroadas de êxito. De entre várias entrevistas, assinala-se a realizada na RTP, no programa «5 para a Meia-Noite».

***

Como (também) gosto de incursões literárias pela Antiguidade Clássica e pelo universo do fantástico, e consultando as sinopses dos livros, não tenho dúvida de que terei momentos fabulosos de leitura, com os livros que adquiri, de António Parada, e que já vêm a caminho, para preencher o meu Natal.   


Vou aqui deixar as sinopses dos livros, que ajudarão os leitores a se decidirem, e a página do Facebook de António Parada, e o seu e-mail, para contacto.    

 

https://www.facebook.com/antonio.parada.escritor

amgparada@outlook.pt

 

PROMOÇÃO - António Parada.PNG

Adão e Eva - António Parada.PNG

A Origem 175 a.C. - António Parada.PNG

 

«O DEUS DOS CINZENTOS»

Muitos séculos depois do abismo, a Lusitânia volta a emergir na longínqua Antárctida.
A tripulação da Adamastor, guiada pelo espírito dos antigos navegadores, vai explorar a costa sul-americana, onde se cruzará com incríveis criaturas e inesperados inimigos. Pedro e o seu amigo Fantasma embarcam numa odisseia épica que os conduzirá por perigos inimagináveis, rumo ao mundo perdido, à mítica mãe-pátria e à descoberta do derradeiro segredo que a nova ilha encerra.
Apenas os laços de amizade que os unem e a arrebatadora paixão de Pedro pela exótica Inês poderão contrariar desfecho trágico que se adivinha…
PVP: 14 €
Páginas: 274
Dimensões: 15cmx23cm


Livro autografado:

enviar mensagem para Facebook/messenger

ou amgparada@outlook.pt

 ***

 

 «A GUARDIû


Uma estranha e dominadora raça de alienígenas, dotada de inigualável capacidade de metamorfose, acaba por se refugiar na Terra onde depressa, e de forma dissimulada, cria as condições para se perpetuar dando início aos seus rituais macabros. Quando o seu projecto está prestes a tornar-se irreversível e imparável, vão cruzar-se com Henrique, um inspector da Polícia Judiciária, que, inexplicavelmente, começa a ser atormentado por terríveis visões.
PVP: 14 €
Páginas: 444
Dimensões: 14cmx22cm

Livro autografado:

enviar mensagem para Facebook/messenger

ou amgparada@outlook.pt 

 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 15:29

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Terça-feira, 23 de Novembro de 2021

Posso fazer uma perguntinha inofensiva: quantos dos que aderiram a grupos anti-acordo no Facebook se negam a comprar livros que seguem o AO90?

 

Quantos, no próximo Natal, não darão lucros aos escritores e editores traidores, seguidistas e servilistas?


Eu já tinha encomendado uns livrinhos para oferecer às crianças, no Natal, e quando soube que os livrinhos seguiam o AO90 desfiz o negócio, logo ali.



E o autor disse-me: «Ah! Mas as crianças estão a aprender a escrever esta nova linguagem

Ai estão?
Pois não estão a aprender coisa nenhuma. Estão a DESAPRENDER
 a escrever na sua Língua Materna, e os culpados são os que têm a faca e o queijo na mão para anular este erro de palmatória, e não o fazem, pelo contrário, incentivam a sua aplicação ilegal, através da chantagem e ameaças de penalizações, numa miserável atitude.



No próximo Natal vamos todos recusar comprar livros que seguem o acordo ilegal? Vamos oferecer apenas livros em BOM Português, que os há por aí. Em Português de faCto.

Ver neste link: https://www.facebook.com/portuguesdefacto

 

E para as crianças, se não houver no mercado (ao que me dizem retiraram do mercado os livros que estavam escritos correCtamente, e substituíram-nos pela escrita “incurrêta) façam como eu: recorram a edições antigas, ou aos alfarrabistas, mas NÃO ofereçam livros incorrectamente escritos às vossas crianças. Estão a enganá-las.

 

Isabel A. Ferreira

 

BOICOTEM LIVROS ACORDIZADOS.jpg

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 17:20

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Terça-feira, 22 de Junho de 2021

Um alerta (vermelho) para Portugal e para o seu Povo, no que ao Ensino da Língua Portuguesa diz respeito

 

Se nada se fizer, daqui a cinco anos (poderá até ser menos) a Língua Portuguesa já terá desaparecido, porque os Portugueses e quem de direito, incluindo professores, pais, políticos, governantes, advogados, escritores, jornalistas, tradutores, apresentadores de televisão, artistas, juristas, enfim a sociedade mais instruída, as pessoas mais “importantes” que têm a obrigação e o dever de saber escrever bem e falar bem, não souberam lutar por ela, e a próxima geração será a geração dos analfabetos funcionais, que estarão (já estando) na cauda da Europa (como sempre estiveram).

 

Alerta vermelho.png

 

Já em 2002, de acordo com o estudo “O futuro da Educação em Portugal”, apresentado pelo então Ministro da Cultura, Roberto Carneiro, se dizia que o nosso sistema educativo era «medíocre, quando comparado com os níveis internacionais» tendo Portugal, segundo o mesmo estudo, «um atraso de 200 anos, (…) 80% dos Portugueses não tinha mais de nove anos de escolaridade e (…) 60% da população estava satisfeita com o seu nível educativo».

 

Se a situação em 2002 já era péssima, e já estávamos atrasados 200 anos, desde então, as coisas pioraram substancialmente e o atraso será agora para cima de mil anos, com a introdução do AO90 e o colossal desleixo no uso da Língua nas escolas, nos livros escolares, nos livros traduzidos, nos livros publicados, na comunicação social escrita e televisionada, nas legendas de filmes, no rodapé das notícias, em todos os canais televisivos,  imperando em Portugal uma agigantada iliteracia, em que estão bem evidenciadas as dificuldades na escrita, na leitura, na capacidade de interpretação do que se escreve e também na oralidade, com tantas bacoradas, de bradar aos céus, que se dizem alto… E as pessoas que lêem, ou ouvem rádio ou vêem televisão têm o direito de exigir que se escreva e se expressem num Português correCto.

 

Para não falar nas desventuradas crianças que foram frequentar escolasm para terem um Ensino de Qualidade, como é do direito delas, e atiraram-lhes à cara o lixo ortográfico, base de toda a comunicação e de todo o Ensino, desde o básico ao superior! Mas quando temos "peixe graúdo" como um presidente da República, um primeiro-ministro, ministros e deputados da nação a falar e a escrever tão mal, nas páginas oficiais e nas suas redes sociais, e que deveriam dar o exemplo da boa escrita e da boa oralidade, esperar o quê  dos "mexilhões"? Poderiam, ao menos, ter vergonha, mas não têm.  



Não é apenas na Covid-19 que Portugal ultrapassa a linha vermelha.

 

No Ensino da Língua Portuguesa já se ultrapassou, faz tempo, todas as linhas vermelhas possíveis e imagináveis.

 

Daí que seja premente que todos os Portugueses e quem de direito:  professores, pais, políticos, advogados, escritores, jornalistas, tradutores, apresentadores de televisão, artistas, juristas, enfim a sociedade mais instruída, as pessoas mais “importantes” e mediáticas acordem e se unam para exigir dos governantes e do constitucionalista-mor, que é o primeiro a não cumprir a Constituição da República Portuguesa, a anulação do aberrante AO90 e a reposição da grafia de 1945, não só nas escolas, como em TUDO o que mexe com o Idioma Oficial de Portugal, além de um Ensino de Qualidade, que nos faça acompanhar os níveis europeus.

 

Ou somos gente que sente, ou não somos ninguém!

Ou seremos apenas fantoches nas mãos de fantocheiros, a deambular por aí, sempre a dizer que sim, que sim… ?

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 19:11

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Um alerta (vermelho) para Portugal e para o seu Povo, no que ao Ensino da Língua Portuguesa diz respeito

 

Se nada se fizer, daqui a cinco anos (poderá até ser menos) a Língua Portuguesa já terá desaparecido, porque os Portugueses e quem de direito, incluindo professores, pais, políticos, governantes, advogados, escritores, jornalistas, tradutores, apresentadores de televisão, artistas, juristas, enfim a sociedade mais instruída, as pessoas mais “importantes” que têm a obrigação e o dever de saber escrever bem e falar bem, não souberam lutar por ela, e a próxima geração será a geração dos analfabetos funcionais, que estarão (já estando) na cauda da Europa (como sempre estiveram).

 

Alerta vermelho.png

 

Já em 2002, de acordo com o estudo “O futuro da Educação em Portugal”, apresentado pelo então Ministro da Cultura, Roberto Carneiro, se dizia que o nosso sistema educativo era «medíocre, quando comparado com os níveis internacionais» tendo Portugal, segundo o mesmo estudo, «um atraso de 200 anos, (…) 80% dos Portugueses não tinha mais de nove anos de escolaridade e (…) 60% da população estava satisfeita com o seu nível educativo».

 

Se a situação em 2002 já era péssima, desde então, as coisas pioraram substancialmente e o atraso será agora para cima de mil anos,  com a introdução do AO90 e o colossal desleixo no uso da Língua nas escolas, nos livros escolares, nos livros traduzidos, nos livros publicados, na comunicação social escrita e televisionada, imperando em Portugal uma agigantada iliteracia, em que estão bem evidenciadas as dificuldades na escrita, na leitura, na capacidade de interpretação do que se escreve e também na oralidade, com tantas bacoradas que se dizem alto… E as pessoas que lêem, ou ouvem rádio ou vêem televisão têm o direito de exigir que se escreva e se expressem num Português correCto.

 

Para não falar nas desventuradas crianças que foram frequentar escolas para terem um Ensino de Qualidade, como é do direito delas, e atiraram-lhes à cara o lixo ortográfico, base de toda a comunicação e ensino.



Não é apenas na Covid-19 que Portugal ultrapassa a linha vermelha.

 

No Ensino da Língua Portuguesa já se ultrapassou, faz tempo, todas as linhas vermelhas possíveis e imagináveis.

 

Daí que seja premente que todos os Portugueses e quem de direito:  professores, pais, políticos, advogados, escritores, jornalistas, tradutores, apresentadores de televisão, artistas, juristas, enfim a sociedade mais instruída, as pessoas mais “importantes” e mediáticas acordem e se unam para exigir dos governantes e do constitucionalista-mor, que é o primeiro a não cumprir a Constituição da República Portuguesa, a anulação do aberrante AO90 e a reposição da grafia de 1945, não só nas escolas, como em TUDO o que mexe com o Idioma Oficial de Portugal, além de um Ensino de Qualidade, que nos faça acompanhar os níveis europeus.

 

Ou somos gente que sente, ou não somos ninguém! Ou seremos apenas fantoches nas mãos de fantocheiros, a deambular por aí, sempre a dizer que sim, que sim… ?

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 19:00

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Sexta-feira, 28 de Agosto de 2020

As Feiras do Livro de Lisboa e do Porto estão aí: o que os “desacordistas” têm de fazer?

 

Comprar livros, obviamente.

Mas ATENÇÃO: em nome da nossa Língua Portuguesa, não comprem livros acordizados. Temos óptimos escritores e editoras que recusam a absurdez do Acordo Ortográfico de 1990, e escrevem e publicam em Português de FaCto.

 

Aqui deixo a lista de escritores e editoras que rejeitam o AO90: 

https://olugardalinguaportuguesa.blogs.sapo.pt/estas-sao-as-vozes-audiveis-que-gritam-137738

 

A lista é longa, e a ela juntei a dos 199 subscritores da Petição «Cidadãos contra o “Acordo Ortográfico” de 1990» [publicada como Manifesto no Jornal "Público", em 23 de Janeiro de 2017] a qual vergonhosamente os meros 230 deputados da Nação (com algumas poucas excepções) se recusam a levar em conta, estando deste modo a empalear os Portugueses, numa atitude ditatorial, não se decidindo pela anulação deste que foi o maior desacordo em toda a História de Portugal.

 

Numa DEMOCRACIA isto jamais aconteceria.

 

E aqui fica o link para a Página Português de FaCto, no Facebook

https://www.facebook.com/portuguesdefacto/  

onde podem encontrar bastantes sugestões de livros recentemente editados, em Português CorreCto.

 

Em nome da Língua Portuguesa, dêem lucro a quem o merece.

 

Isabel A. Ferreira

 

 

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feira_livro_porto_2020.jpg

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 16:37

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Quarta-feira, 24 de Janeiro de 2018

AO/90 UMA «MONSTRUOSIDADE EPISTEMOLÓGICA E ANTI-IDENTITÁRIA»

 

Um texto de quem sabe o que diz, ou melhor… que sabe o que escreve, em Bom Português…

 

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Texto de Fernando Paulo Baptista - Fernando Paulo Baptista 

 

Um “recado” para o meu querido Amigo de tempos antigos — agora candidato presidencial António Sampaio da Nóvoa — porque quero continuar a acreditar e a alimentar a ESPERANÇA:

 

«Não basta dizer que se discorda do “AO / 1990” enquanto Cidadão e Professor: é preciso ser coerente, exigindo que os Serviços de Campanha não apliquem essa monstruosidade epistemológica e anti-identitária que dá pela mistificadora e enganadora designação de “Acordo Ortográfico” !...

 

POR ISSO, NÃO PODEMOS DESISTIR DE LUTAR !...

(de modo esclarecido, fundamentado, transparente e frontal,

e sempre com elevação ética e cívica e com espírito crítico-construtivo !...)

 

  • Contra o vergonhoso e humilhante ataque que atingiu, de modo brutal, a DIGNIDADE ORTOGRÁFICA da comunicação escrita em Língua Portuguesa: o conceito de “Ortografia” não é científico-linguisticamente confundível com o conceito de “Ortofonia”: grafia... é grafia; pronúncia... é pronúncia !...

 

(tanto assim é que está hoje mundialmente consagrada a ESCRITA (escrita por excelência, sublinhe-se!...) como “A ARTE DE ESCREVER” e os seus Protagonistas são identificados e designados pela palavra “ESCRITORES”)

 

  • Contra o tratamento mercantilista, negocista e apátrida que trocou, pelo “vil metal”, a “Alma Lusíada Identitária e Planetária” plasmada e perpetuada nos Grandes Textos Escritos, Sapienciais e Artísticos;

 

  • Contra a chocante e crassa incompetência científico-linguística, genealógico-filológica, pedagógico-didáctica e investigativo-formativa...

 

TODOS TEMOS O INDECLINÁVEL DEVER de levantar a nossa voz, vertebrada, vertical e frontal, longe de toda a espécie de conivência ou cumplicidade com tamanha desvergonha e aberração!...

 

PARA NÓS, AS DECISÕES POLÍTICAS TÊM QUE SER SEMPRE RIGOROSAMENTE FUNDAMENTADAS NA COMPETÊNCIA SAPIENCIAL ESPECIALIZADA A TODOS OS NÍVEIS E ILUMINADAS PELA ELEVAÇÃO E DIGNIDADE ÉTICAS !...

 

E para ti, António?... Não quero admitir a conjectura de que possas pensar e actuar de modo diferente do nosso quanto às decisões políticas... Ou queres contestar, «olhos nos olhos», esta nossa perspectiva?...

 

Para se fazer uma ideia concreta acerca da minha posição construída em milhares de horas de investigação, reflexão e elaboração textual, pode consultar-se o “dossier” anti-AO/1990 (nomeadamente o “Manifesto” e os seus Anexos), em:

https://yelp.academia.edu/FernandoPauloBaptista

 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 18:55

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Sexta-feira, 25 de Agosto de 2017

Escritores que se opõem ao Acordo Ortográfico de 1990

 

 Lista em actualização...

 

OPOSIÇÃO AO16730482_1122936091141391_39162727724

 

PORTUGAL

 

Abel Barros Baptista

Abel Neves

Adalberto Alves

Adília Lopes

Adolfo Luxúria Canibal

Afonso Cruz

Afonso Reis Cabral

Agustina Bessa-Luís

Albano Martins

Alexandra Lucas Coelho

Alexandre Andrade

Alexandre Borges

Alice Brito

Almeida Faria

M. Pires Cabral

Ana Barradas

Ana Casaca

Ana Cássia Rebelo

Ana Cristina Silva

Ana Isabel Buescu

Ana Luísa Amaral

Ana Margarida Carvalho

Ana Marques Gastão

Ana Paula Inácio

Ana Sofia Fonseca

Ana Teresa Pereira

Ana Vidal

Ana Zanatti

André Gago

Anselmo Borges

António Araújo

António Arnaut

António Barahona

António Barreto

António Borges Coelho

António Cabrita

António Carlos Cortez

António Costa Santos

António de Macedo

António Emiliano

António Feijó

António Guerreiro

António Lobo Antunes

António Louçã

António Manuel Venda

António Modesto Navarro

António MR Martins

António Oliveira e Castro

António Pedro Ribeiro

António Salvado

António Tavares

António Victorino d'Almeida

Armando Silva Carvalho

Arnaldo do Espírito Santo

Arnaldo Saraiva

Artur Anselmo

Artur Portela

Artur Ribeiro

Aurelino Costa

Baptista-Bastos

Beatriz Hierro Lopes

Bernardo Pires de Lima

Bruno Vieira Amaral

Carla Hilário Quevedo

Carla M. Soares

Carlos Campaniço

Carlos Fiolhais

Carlos Loures

Carlos Querido

Casimiro de Brito

Célia Correia Loureiro

César Alexandre Afonso

Clara Pinto Correia

Cláudia R. Sampaio

Cristina Boavida

Cristina Carvalho

Cristina Drios

Daniel Jonas

David Machado

David Marçal

David Soares

Deana Barroqueiro

Desidério Murcho

Diogo Freitas do Amaral

Diogo Ramada Curto

Dulce Maria Cardoso

Eduardo Cintra Torres

Eduardo Lourenço

Eduardo Paz Ferreira

Ernesto Rodrigues

Eugénia de Vasconcellos

Eugénio Lisboa

Fausta Cardoso Pereira

Fernando Alves

Fernando Alvim

Fernando Correia

Fernando Dacosta

Fernando Echevarría

Fernando Esteves Pinto

Fernando Paulo Baptista

Fernando Pinto do Amaral

Fernando Ribeiro

Fernando Venâncio

Filipa Leal

Filipe Nunes Vicente

Filipe Verde

Francisca Prieto

Francisco Salgueiro

Frederico Duarte Carvalho

Frederico Pedreira

Gabriela Ruivo Trindade

Galopim de Carvalho

Gastão Cruz

Gonçalo Cadilhe

Gonçalo M. Tavares

Helder Guégués

Helder Macedo

Helder Moura Pereira

Helena Carvalhão Buescu

Helena Malheiro

Helena Matos

Helena Sacadura Cabral

Henrique Manuel Bento Fialho

Hélia Correia

Inês Botelho

Inês Dias

Inês Fonseca Santos

Inês Lourenço

Inês Pedrosa

Irene Flunser Pimentel

Isabel A. Ferreira

Isabel da Nóbrega

Isabel Machado

Isabel Pires de Lima

Isabel Valadão

Isabel Wolmar

Ivone Mendes da Silva

Jaime Nogueira Pinto

Jaime Rocha

J. J. Silva Garcia

Joana Stichini Vilela

João Barreiros

João Barrento

João Céu e Silva

João David Pinto Correia

João de Melo

João Luís Barreto Guimarães

João Miguel Fernandes Jorge

João Morgado

João Paulo Sousa

João Pedro George

João Pedro Mésseder

João Pedro Marques

João Pereira Coutinho

João Rasteiro

João Reis

João Ricardo Pedro

João Távora

João Tordo

Joaquim Letria

Joaquim Magalhães de Castro

Joaquim Pessoa

Joel Costa

Joel Neto

Jorge Araújo

Jorge Buescu

Jorge Morais Barbosa

Jorge Sousa Braga

José-Alberto Marques

José Alfredo Neto

José António Almeida

José António Barreiros

José Augusto França

José Barata Moura

José do Carmo Francisco

José Fanha

José Gil

José Jorge Letria

José Manuel Mendes

José Manuel Saraiva

José Manuel Teixeira da Silva

José Mário Silva

José Miguel Silva

José Milhazes

José Navarro de Andrade

José Pacheco Pereira

José Pedro Serra

José Rentes de Carvalho

José Riço Direitinho

José Viale Moutinho

Júlio Machado Vaz

Laurinda Alves

Lídia Fernandes

Lídia Jorge

Lourenço Pereira Coutinho

Luís Amorim de Sousa

Luís Bigotte Chorão

Luís Carmelo

Luís Filipe Borges

Luís Filipe Silva

Luís Manuel Mateus

Luís Naves

Luís Osório

Luís Quintais

Luísa Costa Gomes

Luísa Ferreira Nunes

Luiz Fagundes Duarte

Manuel Alegre

Manuel Arouca

Manuel da Silva Ramos

Manuel de Freitas

Manuel Gusmão

Manuel Jorge Marmelo

Manuel Marcelino

Manuel S. Fonseca

Manuel Simões

Manuel Tomás

Manuel Villaverde Cabral

Manuela Bacelar

Marcello Duarte Mathias

Marco Neves

Margarida Acciaiuoli

Margarida de Magalhães Ramalho

Margarida Fernandes

Margarida Fonseca Santos

Margarida Palma

Margarida Rebelo Pinto

Maria Alzira Seixo

Maria de Fátima Bonifácio

Maria do Carmo Vieira

Maria do Céu Fialho

Maria do Rosário Pedreira

Maria do Sameiro Barroso

Maria Elisa Domingues

Maria Filomena Molder

Maria Filomena Mónica

Maria Helena Serôdio

Maria João Avillez

Maria João Lopo de Carvalho

Maria Manuel Viana

Maria Saraiva de Menezes

Maria Teresa Horta

Maria Velho da Costa

Maria Vitalina Leal de Matos

Mariana Inverno

Mário Cláudio

Mário de Carvalho

Mário Zambujal

Marlene Ferraz

Miguel Cardoso

Miguel Esteves Cardoso

Miguel Gullander

Miguel Real

Miguel Sousa Tavares

Miguel Tamen

Nádia Carnide Pimenta

Nuno Amado

Nuno Camarneiro

Nuno Costa Santos

Nuno Lobo Antunes

Nuno Markl

Nuno Miguel Guedes

Nuno Rogeiro

Octávio dos Santos

Orlando Leite

Patrícia Baltazar

Patrícia Reis

Paula Lobato de Faria

Paula Morão

Paula de Sousa Lima

Paulo Assim

Paulo Castilho

Paulo da Costa Domingos

Paulo Farmhouse Alberto

Paulo Guinote

Paulo Moreiras

Paulo Saragoça da Matta

Paulo Tunhas

Pedro Abrunhosa

Pedro Almeida Vieira

Pedro Barroso

Pedro Braga Falcão

Pedro Chagas Freitas

Pedro Correia

Pedro Eiras

Pedro Guilherme-Moreira

Pedro Lains

Pedro Marta Santos

Pedro Medina Ribeiro

Pedro Mexia

Pedro Paixão

Pedro Quartin Graça

Pedro Rolo Duarte

Pedro Sena-Lino

Pedro Tamen

Porfírio Silva

Possidónio Cachapa

Rafael Augusto

Raquel Nobre Guerra

Raquel Ochoa

Raquel Varela

Renata Portas

Ricardo Adolfo

Ricardo António Alves

Ricardo Araújo Pereira

Ricardo Paes Mamede

Richard Zimler

Rita Ferro

Rodrigo Guedes de Carvalho

Rosa Alice Branco

Rosa Maria Martelo

Rosa Oliveira

Rui Ângelo Araújo

Rui C. Barbosa

Rui Cardoso Martins

Rui Cóias

Rui Herbon

Rui Manuel Amaral

Rui Miguel Duarte

Rui Pires Cabral

Rui Ramos

Rui Vieira Nery

Rute Silva Correia

Ruy Ventura

Santana Castilho

Sarah Adamopoulos

Sérgio Godinho

Soledade Martinho Costa

Susana Gaião Mota

Sylvia Beirute

Tânia Laranjo

Tatiana Faia

Teolinda Gersão

Teresa Conceição

Teresa Salema Cadete

Teresa Veiga

Tiago Cavaco

Tiago Patrício

Tiago Rebelo

Tiago Salazar

Valério Romão

Valter Hugo Mãe

Viriato Teles

Vasco Gato

Vasco Luís Curado

Vasco Pulido Valente

Vítor Aguiar e Silva

Vítor Oliveira Jorge

Yvette Centeno

 

BRASIL

 

Affonso Romano de Sant'Anna

Álvaro Alves de Faria

Andréa del Fuego

Angela Dutra de Menezes

Arnaldo Antunes

Arthur Virmond de Lacerda Neto

Breno Lerner

Caetano Veloso

Carlos Heitor Cony

Cineas Santos

Cláudio Moreno

Deonísio da Silva

Diogo Mainardi

Edney Silvestre

Gregorio Duvivier

Hélio Schwartsman

Jô Soares

José Nêumanne Pinto

Luiz Carlos Prates

Luiz Ruffato

Lya Luft

Marcio Renato dos Santos

Maurício Melo Júnior

Miguel Sanches Neto

Nei Leandro de Castro

Nilton Resende

Olavo de Carvalho

Pasquale Cipro Neto

Paulo Franchetti

Rafael Borges Rodrigues

Reginaldo Pujol Filho

Reinaldo Azevedo

Renato Tapado

Ricardo Freire

Rita Lee

Rodrigo Gurgel

Rodrigo Lacerda

Ruy Castro

Sérgio Nogueira

Valdivino Braz

Walnice Nogueira Galvão

Zeca Baleiro

 

PALOP E TIMOR-LESTE

 

António Quino (Angola)

Delmar Maia Gonçalves (Moçambique)

Eugénio Costa Almeida (Angola)

Filipe Zau (Angola)

José Mena Abrantes (Angola)

Luís Fernando (Angola)

Luís Rosa Lopes (Angola)

Ondjaki (Angola)

Pepetela (Angola)

Manuel Brito-Semedo (Cabo Verde)

Delmar Maia Gonçalves (Moçambique)

João Paulo Borges Coelho (Moçambique)

Luís Carlos Patraquim (Moçambique)

Maria Paula Meneses (Moçambique)

Rogério Manjate (Moçambique)

Sónia Sultuane (Moçambique)

Inocência Mata (São Tomé e Príncipe)

Olinda Beja (São Tomé e Príncipe)

José Ramos-Horta (Timor-Leste)

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 14:03

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Segunda-feira, 9 de Maio de 2016

Querem impingir-vos o AO90?

 

Se tiverem personalidade, ninguém vos impingirá o que quer que seja.

Texto dirigido principalmente a professores de Língua Portuguesa, a jornalistas e a escritores, aqueles que têm no Português o seu mais precioso instrumento de trabalho.

 

IMPINGIR.jpeg

 

Sois daqueles que se sentam diante da televisão e consomem todos os anúncios que sugerem o que devem comprar, o que devem fazer, ou o que devem ter, como as coisas melhores do mundo?

 

Sois daqueles que “devoram” todos os maus programas da televisão, apenas porque tendes televisão e não sabeis como desligá-la?

 

Sois daqueles que vão a um hipermercado e comprais um pacote gigante de pipocas, que não cabem nem num décimo do vosso estômago, apenas porque trazeis de oferta um outro pacote mais pequeno?

 

Sois daqueles que, por um brinde medíocre, inútil e insignificante, comprais o que não precisais?

 

Sois daqueles que comeis e bebeis tudo o que é publicitado, ainda que sejam produtos absolutamente dispensáveis à vossa alimentação e nocivos à saúde, apenas porque dizem “ser bom”?

 

Sois daqueles que aceitam um cigarro ou um charro, ou um pacotinho de heroína porque vos dizem que isso é “bué fixe”?

 

Então devo perguntar-vos: «Chamais a isto ter personalidade? Não sereis o que se designa por “maria-vai-com-as-outras”? Tereis sentido crítico? Não aceitareis o que vos é impingido, com o sorriso dos ingénuos?

 

Sereis obrigados a consumir o que não quereis, apenas porque alguém o sugere?

 

Se tiverdes personalidade, ninguém vos imporá o que não precisais. O que não vos serve. O que não é bom para vós. O que apenas vos prejudica.

 

Não, ninguém vos obriga. Se o fazeis é simplesmente porque assim o quereis.

 

Não sois ingénuos, e tendes inteligência e capacidade de discernir? Então podeis escolher. Existe o sim e o não. Vós deveis saber o que é melhor para vós.

 

Se assim é, então porque vos deixais enganar e, submissamente, vos vergais ao poder, aceitando o Acordo Ortográfico de 1990, o acordo do descontentamento de milhares de escreventes e falantes da Língua Portuguesa, sem contestar a sua inutilidade, a sua ilegalidade, a sua inconstitucionalidade e principalmente a sua inconsistência linguística?

Pensai nisto.

 

Isabel A. Ferreira

 

(Adaptado de «O que te impingem?», in «Manual de Civilidade», de Isabel A. Ferreira)

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 18:18

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Domingo, 13 de Março de 2016

«O Acordo Ortográfico de 1990 não está em vigor»

 

«Prepotências do governo de José Sócrates e do presidente Cavaco Silva»

 

Livro da autoria do jurista e Embaixador CARLOS FERNANDES, com a chancela Guerra e Paz Editores (***), que todos os professores, funcionários públicos, escritores, jornalistas e demais cidadãos subservientes devem ler urgentemente, para deixarem de ser medrosos (uns) e escravos do Poder e da ilegalidade (outros).

 

«Este livro demonstra, em três textos lapidares, que a ortografia em vigor em Portugal é a de 1945. Em primeiro lugar, por não ter sido juridicamente revogada, em segundo lugar, porque o processo de entrada em vigor do AO de 1990, não tendo o Governo cumprido os actos jurídicos que a sua aprovação implicava, é como se legalmente não existisse

 

Pré-lançamento a partir do dia 16 de Março.

 

AO90 não está em vigor.jpeg

 

(***) A editora Guerra e Paz Editores não segue o Acordo Ortográfico de 1990, nas suas edições. Trata-se de uma Editora que não se vergou aos vendilhões, por isso, sugiro que nós, defensores da Língua Portuguesa, quando quisermos adquirir livros, compremos as edições Guerra e Paz. Estaremos, deste modo, a contribuir para a exterminação do famigerado AO90.

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 15:04

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