Um texto de quem sabe o que diz, ou melhor… que sabe o que escreve, em Bom Português…
Texto de Fernando Paulo Baptista - Fernando Paulo Baptista
Um “recado” para o meu querido Amigo de tempos antigos — agora candidato presidencial António Sampaio da Nóvoa — porque quero continuar a acreditar e a alimentar a ESPERANÇA:
«Não basta dizer que se discorda do “AO / 1990” enquanto Cidadão e Professor: é preciso ser coerente, exigindo que os Serviços de Campanha não apliquem essa monstruosidade epistemológica e anti-identitária que dá pela mistificadora e enganadora designação de “Acordo Ortográfico” !...
POR ISSO, NÃO PODEMOS DESISTIR DE LUTAR !...
(de modo esclarecido, fundamentado, transparente e frontal,
e sempre com elevação ética e cívica e com espírito crítico-construtivo !...)
(tanto assim é que está hoje mundialmente consagrada a ESCRITA (escrita por excelência, sublinhe-se!...) como “A ARTE DE ESCREVER” e os seus Protagonistas são identificados e designados pela palavra “ESCRITORES”)
TODOS TEMOS O INDECLINÁVEL DEVER de levantar a nossa voz, vertebrada, vertical e frontal, longe de toda a espécie de conivência ou cumplicidade com tamanha desvergonha e aberração!...
PARA NÓS, AS DECISÕES POLÍTICAS TÊM QUE SER SEMPRE RIGOROSAMENTE FUNDAMENTADAS NA COMPETÊNCIA SAPIENCIAL ESPECIALIZADA A TODOS OS NÍVEIS E ILUMINADAS PELA ELEVAÇÃO E DIGNIDADE ÉTICAS !...
E para ti, António?... Não quero admitir a conjectura de que possas pensar e actuar de modo diferente do nosso quanto às decisões políticas... Ou queres contestar, «olhos nos olhos», esta nossa perspectiva?...
Para se fazer uma ideia concreta acerca da minha posição construída em milhares de horas de investigação, reflexão e elaboração textual, pode consultar-se o “dossier” anti-AO/1990 (nomeadamente o “Manifesto” e os seus Anexos), em:
https://yelp.academia.edu/FernandoPauloBaptista
Se tiverem personalidade, ninguém vos impingirá o que quer que seja.
Texto dirigido principalmente a professores de Língua Portuguesa, a jornalistas e a escritores, aqueles que têm no Português o seu mais precioso instrumento de trabalho.
Sois daqueles que se sentam diante da televisão e consomem todos os anúncios que sugerem o que devem comprar, o que devem fazer, ou o que devem ter, como as coisas melhores do mundo?
Sois daqueles que “devoram” todos os maus programas da televisão, apenas porque tendes televisão e não sabeis como desligá-la?
Sois daqueles que vão a um hipermercado e comprais um pacote gigante de pipocas, que não cabem nem num décimo do vosso estômago, apenas porque trazeis de oferta um outro pacote mais pequeno?
Sois daqueles que, por um brinde medíocre, inútil e insignificante, comprais o que não precisais?
Sois daqueles que comeis e bebeis tudo o que é publicitado, ainda que sejam produtos absolutamente dispensáveis à vossa alimentação e nocivos à saúde, apenas porque dizem “ser bom”?
Sois daqueles que aceitam um cigarro ou um charro, ou um pacotinho de heroína porque vos dizem que isso é “bué de fixe”?
Então devo perguntar-vos: «Chamais a isto ter personalidade? Não sereis o que se designa por “maria-vai-com-as-outras”? Tereis sentido crítico? Não aceitareis o que vos é impingido, com o sorriso dos ingénuos?
Sereis obrigados a consumir o que não quereis, apenas porque alguém o sugere?
Se tiverdes personalidade, ninguém vos imporá o que não precisais. O que não vos serve. O que não é bom para vós. O que apenas vos prejudica.
Não, ninguém vos obriga. Se o fazeis é simplesmente porque assim o quereis.
Não sois ingénuos, e tendes inteligência e capacidade de discernir? Então podeis escolher. Existe o sim e o não. Vós deveis saber o que é melhor para vós.
Se assim é, então porque vos deixais enganar e, submissamente, vos vergais ao poder, aceitando o Acordo Ortográfico de 1990, o acordo do descontentamento de milhares de escreventes e falantes da Língua Portuguesa, sem contestar a sua inutilidade, a sua ilegalidade, a sua inconstitucionalidade e principalmente a sua inconsistência linguística?
Pensai nisto.
Isabel A. Ferreira
(Adaptado de «O que te impingem?», in «Manual de Civilidade», de Isabel A. Ferreira)
«PREPOTÊNCIAS DO GOVERNO DE JOSÉ SÓCRATES E DO PRESIDENTE CAVACO SILVA»
Livro da autoria do jurista e Embaixador CARLOS FERNANDES, com a chancela Guerra e Paz Editores(***), que todos os professores, funcionários públicos, escritores, jornalistas e demais cidadãos subservientes devem ler urgentemente, para deixarem de ser medrosos (uns) e escravos do Poder e da ilegalidade (outros).
«Este livro demonstra, em três textos lapidares, que a ortografia em vigor em Portugal é a de 1945. Em primeiro lugar, por não ter sido juridicamente revogada, em segundo lugar, porque o processo de entrada em vigor do AO de 1990, não tendo o Governo cumprido os actos jurídicos que a sua aprovação implicava, é como se legalmente não existisse.»
Pré-lançamento a partir do dia 16 de Março.
(***) A editora Guerra e Paz Editores não segue o Acordo Ortográfico de 1990, nas suas edições. Trata-se de uma Editora que não se vergou aos vendilhões, por isso, sugiro que nós, defensores da Língua Portuguesa, quando quisermos adquirir livros, compremos as edições Guerra e Paz. Estaremos, deste modo, a contribuir para a exterminação do famigerado AO/90.
A propósito da publicação do novo livro de José Rodrigues dos Santos, que traiu a Língua Portuguesa, e fez o frete aos editores…
(Origem da imagem: Internet)
Ideias que retirei do Facebook, onde se troca muitas ideias que, não saindo da página, não podem cumprir a sua função, ou seja, destruir o Acordo Ortográfico de 1990, que está a transformar a Língua Portuguesa num lixo linguístico.
E estas ideias, todas elas, têm de chegar à Assembleia da República Portuguesa, um lugar onde se decide da vida ou da morte da Língua, dos Valores Humanos, da Ética, da Moralidade, da Civilidade, da Cultura, da Civilização, da Evolução…
Estava-se a discorrer sobre a subserviência de alguns escritores portugueses ao lobby editorial instalado, que só publica o que bem entende, tenha ou não tenha qualidade literária ou linguística.
O que interessa é vender livros escritos por gente famosa, cá e lá, no outro lado do Atlântico, em terras descobertas por Pedro Álvares Cabral, onde até há bem pouco tempo era necessário “traduzir” os nossos escritores para o Brasileirês (com todo o respeito, porque a Língua utilizada no Brasil, embora originária de Portugal, nasceu lá, foi metamorfoseada lá, desenraizou-se da matriz greco-latina, que caracteriza as línguas europeias, e transformou-se numa outra língua), o que diminuía a possibilidade de avultados lucros aos editores portugueses, porque tinham de pagar as “traduções”.
E aqui é que está o busílis da falsa "obrigatoriedade” de escrever com erros ortográficos, a Língua Portuguesa, nas escolas portuguesas.
E nós sabemos que só vende livros, tenham ou não qualidade literária, quem é famoso. Quem tem nome na praça. Quem é vassalo do sistema. Quem é amigo, ou amigo do amigo de editores.
(Com todo o respeito pela senhora, até a mãe do Cristiano Ronaldo é escritora). E sabem porquê? Porque vende. Foi a resposta que me deu um editor.
Ora conversa daqui, conversa dali… no Facebook… o Álvaro comentou: «Gostaria que essa coisa de Novo Acordo de Editoras nunca fosse para a frente. Mas tenho pena dos miúdos que serão obrigados a cumpri-lo. Miúdos, professores e escritores».
Então o Paulo retorquiu, e muito bem: «Obrigados? Ninguém é obrigado e todos podemos recusar!»
E o Álvaro respondeu: «Experimente dizer isso num exame de português, ou mesmo ao seu editor (se escrever livros).
Bem, chegados aqui não me contive.
Até porque o mal dos Portugueses é aceitarem tudo sem o mínimo espírito crítico. Nas escolas portuguesas não é conveniente promover-se a Cultura Crítica, que é uma matéria muito útil e necessária para o desenvolvimento intelectual dos alunos.
Mas lá interessa aos governantes um povo demasiado culto? Demasiado crítico?
Não interessa. Quanto mais ignorante for o povo, mais submisso será.
Daí termos um país virado do avesso, a todos os níveis.
Respondi ao Álvaro:
Álvaro, há um direito que todos temos: objecção de consciência, quando algo vai contra as normas da nossa sanidade mental, cultural, moral e social.
Num exame de Português todos têm o direito de se RECUSAR a escrever com ERROS ORTOGRÁFICOS de grande e grave monta.
Um editor pode recusar-se a editar um livro escrito em BOM PORTUGUÊS, aliás como já era norma, antes de aparecer este famigerado AO de 1990.
Agora, um escritor tem duas opções, se um editor aceita publicar o seu livro: ou exige (por direito) que o seu livro seja publicado numa Língua com qualidade linguística, gramatical, ortográfica, etc., ou não publica o livro.
Tão simples quanto isso.
É o que eu faço.
Não querem publicar os meus livros, não publiquem.
Fernando Pessoa só publicou um livro em vida. E nem por isso deixou de ser FERNANDO PESSOA.
E Luiz de Camões só foi Luiz de Camões passados muitos anos depois da sua morte. E hoje tem um dia dedicado só a ele, como mais nenhum outro poeta tem.
O que alguns dos nossos escritores contemporâneos querem é a fama em vida. Mas essa fama, quando é assente em quimeras, morre quando eles estiverem a sete palmos debaixo da terra e esquecidos do mundo.
É a vã glória de uma fama assente na fatuidade.
Valerá a pena?
Isabel A. Ferreira
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