Quarta-feira, 31 de Outubro de 2018

CARTA ABERTA AOS MEMBROS DO GOVERNO PORTUGUÊS E DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA E AOS OUTROS, QUE NÃO SENDO NEM UMA COISA NEM OUTRA, APLICAM O AO90

 

É absolutamente inacreditável o que está a passar-se em Portugal no que respeita à aplicação do AO90.

 

E quando um de nós se dá ao trabalho de chamar à atenção os organismos estatais ou dos órgãos de comunicação social ou de entidades ligadas ao governo português, ou de empresas privadas e outros, para a desobrigação da aplicação do AO90 = grafia brasileira, levamos com um comunicado chapa cinco, nitidamente concebido para mentes não-pensantes.

 

E se esse comunicado chapa cinco, determinasse que se afogassem todos no mar, para desafogarem o Planeta dos muitos que o esmagam com a sua idiotice, eles afogar-se-iam sem a mínima contestação?

 

ANGOLA.jpg

É ou não é um consolo para alma portuguesa olhar para a primeira página de um jornal e ver a Língua Portuguesa escrita correCtamente: Outubro, Novembro, direCtor, reCtificar… E com uma mensagem bem clara, que apenas os cegos mentais não conseguem apreender… Se bem que no AO90 não haja nada que possa ser reCtificado. A Língua Portuguesa estava de boa saúde e fixada, não havia qualquer problema de comunicação entre os países ditos lusófonos, portanto não se justificava, nem se justifica, uma reforma ortográfica, e muito menos uma reforma ortográfica tão idiota como esta.

 

Eis o comunicado chapa cinco que todos os que aplicam ilegalmente o AO90, em Portugal, nos enviam, a julgar que somos todos muitos parvos:

 

«Relativamente à grafia usada nos meios de comunicação (…) informamos que a resolução do Conselho de Ministros n.º 8/2011 determina a aplicação do Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa à grafia dos atos, decisões, normas, orientações, documentos, edições, publicações, bens culturais ou quaisquer textos e comunicações produzidos pelo Governo e pela Administração Pública, a partir de 1 de janeiro de 2012.

 

"A presente resolução do Conselho de Ministros determina a aplicação do Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa no sistema educativo no ano letivo de 2011-2012 e, a partir de 1 de janeiro de 2012, ao Governo e a todos os serviços, organismos e entidades na dependência do Governo, bem como à publicação do Diário da República." in Diário da República, 1.ª série — N.º 17 — 25 de janeiro de 2011».

 

Isto é o que costumamos receber dos que aplicam o AO90 = grafia brasileira.

 

Como podemos verificar, dizem que a RCM determina a aplicação do AO90 no sistema educativo (mais para o deseducativo), ao governo, e a todos os serviços, organismos e entidades na dependência do governo.

 

Ora vamos lá a ver: sendo assim, podemos concluir que os órgãos de comunicação social, os anunciantes, as empresas privadas, alguns escritores, alguns tradutores enfim, todos os que aplicam o AO90 são entidades na dependência do governo. Certo?

 

E se assim é, estamos muito mal, pois andam todos a governar-se à custa do erário público. Ou não?

 

Pois excelentíssimos acordistas,

 

Eu sei que a resolução do Conselho de Ministros n.º 8/2011 DETERMINA a aplicação do Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, mas também sei que NÃO OBRIGA à aplicação do pseudo-Acordo Ortográfico de 1990, porque essa resolução NÃO É LEI.

 

E por Lei, nenhum Português, ou instituições públicas, professores, serviços, organismos e entidades na dependência do governo, e muito menos a comunicação social e empresas privadas SÃO OBRIGADOS a aplicar uma ortografia ILEGAL, decalcada da grafia brasileira, a qual desvirtualiza a Língua Portuguesa, a língua oficial de Portugal, a da reforma ortográfica de 1945.

 

As resoluções do conselho de ministros são apenas deliberações. Não são leis. E ninguém, em Portugal, incluindo os organismos estatais ou dependentes do Estado, podem ser penalizados por se recusarem a não aplicar o ilegal AO90.

 

Só uma LEI OBRIGARIA a essa aplicação. E essa lei NÃO EXISTE.

 

O que existe é o Decreto-Lei n.º 35.228, de 8 de Dezembro de 1945, em vigor desde 1 de Janeiro de 1946, e que NÃO FOI REVOGADO. E é esta lei que obriga à NÃO APLICAÇÃO do AO90, em território português.

 

Além disso, o Estado português está a violar a Convenção para a Salvaguarda do Património Cultural Imaterial da UNESCO de 17 de Outubro de 2003, artigos 2 (a)   11 (a e (b) 12º, 13º, 17 e 19ª /2, e da qual Portugal é Estado-Membro; a Constituição da República Portuguesa e a Convenção de Viena de 23 de Maio de 1969 (inter-alia, artigos 9º , 14 , 17 e 24) ; e a Convenção Ortográfica Luso-Brasileira de 10 de Agosto de 1945, aprovada pelo Decreto-Lei Nº 35.228 de 8 de Dezembro de 1945, em vigor, em Portugal, desde 1 de Janeiro de 1946 até aos dias de hoje, e que foi denunciada unilateralmente pelo Brasil.

 

Em Portugal, quem aplica o AO90 ou está muito desinformado, ou é subserviente ao Poder, ou é ignorante por opção, uma vez que existe muita informação à qual faz orelhas moucas, ou comodista, ou outra coisa pior qualquer.

 

Em Portugal ninguém é OBRIGADO a aplicar o AO90, por este ser ilegal e inconstitucional, e não existir Lei que a tal obrigue. E é lamentável que organismos do Estado, incluindo o governo e a presidência da República e os professores estejam a cometer esta ilegalidade e inconstitucionalidade, e não defendam o Património Cultural Imaterial Identitário de Portugal, e as normas da Convenção de 2003, da UNESCO, para a defesa das Línguas Nacionais, e não anulem de imediato o AO90, que apenas os subservientes portugueses aplicam. Nenhum outro país o aplica, incluindo o Brasil, que é o maior interessado nesta que é já considerada a maior fraude de todos os tempos.

 

Portanto, peço desculpa, mas a justificação implícita no comunicado chapa cinco, que nos é reiteradamente enviado, é completamente descabida, para não dizer coisa pior.

 

Ninguém em Portugal é obrigado a grafar à brasileira.

 

E é lamentável que, nomeadamente, os governantes e os professores de Português estejam a dar tão mau exemplo ao País, e a enganar as crianças, o principal alvo deste linguicídio.

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 16:16

link do post | comentar | adicionar aos favoritos (1)
partilhar
Sexta-feira, 7 de Setembro de 2018

A IDIOTICE DOS QUE ADOPTARAM O AO90 CEGAMENTE

 

Respondendo a Vice.

 

NELSON RODRIGUES.jpg

 Nelson Rodrigues, um Brasileiro que muito prezo, porque não tinha papas na língua…

 

 

Vice comentou o post O QUE SE DIZ POR AÍ ACERCA DO AO90… às 17:48, 25/08/2018 :

A maioria pensa que é obrigada a escrever segundo o AO, até nas publicações feitas nas redes sociais prevalece essa ideia, nas empresas, lojas, entidades que nada têm a ver com o Estado, enfim numa séria de páginas. Também considero incrível que por se ter estudado português durante os anos obrigatórios do ensino se pense que já se é o melhor ou mais não seja preciso. Sim, é triste que não haja brio em querer escrever bem. De repente fiquei com curiosidade sobre a média actual da disciplina de Português e da sua evolução ao longo dos tempos...

 

***

Vice, penso que a maioria dos que andam por aí, não pensa nada, nem sequer tem capacidade para pensar.

 

A maioria ACHA, porque se pensasse, procuraria informar-se melhor sobre o porquê de ter de escrever incorreCtamente a sua própria Língua.

 

Aliás, a resolução do conselho de ministros, que não tem valor de LEI, apenas impôs ilegalmente o Dialecto Brasileiro, na sua forma grafada, aos organismos que estão sob a alçada do Poder e ao funcionalismo público. Entretanto, sub-repticiamente, o governo português, servil ao Brasil, anda por aí a enganar os incautos e os que ACHAM, mas não pensam, que têm de grafar à brasileira, para ir alastrando o cancro, como quem não quer a coisa...

 

Daí que vemos muita ignorância nas redes sociais, em empresas (nem todas), nas lojas (nem todas), nos anunciantes e na comunicação social (nem todas, mas onde encontramos os maiores ignorantes e subservientes ao Poder) que nada têm a ver com o Estado. Ou terão? Serão organismos estatais? Paus-mandados do governo?

 

Quem estudou Português durante anos, não aprendeu Língua Portuguesa. Aprendeu a juntar as letras do alfabeto, a ler (mal), a escrever (mal) e a interpretar (ainda pior). Não sabem Gramática, e também não fazem a mínima ideia porque devem escrever faCtor, recePção, fim-de-semana, pára, Janeiro, lêem, vêem… em vez de fator, perceção, fim de semana, janeiro, leem, veem…, que pode estar correCto no Brasil, porque são vocábulos novos, que fazem parte do DialeCto Brasileiro, mas em Portugal, são graves erros ortográficos, porque não fazem parte da grafia portuguesa.

 

As médias na disciplina de Português são baixíssimas. A ILITERACIA é descomunal. Os erros ortográficos e de sintaxe, entre outros, são uma razia, basta lermos o que se escreve por aí… Nem os ministros de Portugal, nem os deputados da Nação (salvo raras excepções) sabem escrever e falar. Já me disponibilizei a ir ao Parlamento ditar um ditado aos senhores que estão a tentar enterrar a Língua Portuguesa. Apostava tudo o que tenho como eles encheriam a folha de erros, de toda a espécie. A avaliar pelo modo como comprendem, como foncionam, como se comprimentam, como acham óvio, como fazem coisas à última DA hora, e reámente a nota deles seria ZERO.

 

A mediocridade, a ignorância e o idiotismo são a nota dominante.

 

Os medíocres acham que escrever à brasileira é moderno.

Os ignorantes acham que isto que estou a dizer é xenofobia.

Os idiotas acham que trocar uma Língua por um dialecto tem muita lógica.

 

 

bob-fosse-1-frasesdalua-960x504-01.jpg

 Eu também.

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 17:26

link do post | comentar | adicionar aos favoritos
partilhar
Terça-feira, 22 de Maio de 2018

INQUÉRITO SOBRE O ACORDO ORTOGRÁFICO É BASTANTE ESCLARECEDOR

 

A SIC Notícias realizou um inquérito telefónico sobre o "Acordo Ortográfico 1990" no programa "Opinião Pública". O resultado é o resultado de todos os inquéritos que já se realizaram em Portugal, a este respeito.

 

Querem passar-nos a ideia de que o AO90 está implantado no país e tal…

 

Mas…

 

13164324_10206112604284166_1851139554891487403_n[1

Origem da imagem:

https://www.facebook.com/photo.php?fbid=10206112604284166&set=gm.1139990016046370&type=3&theater&ifg=1

 

… apenas os subservientes órgãos de comunicação social (com raras excePções), professores (com raras excePções), os escravos do Poder (sem excePções), e os funcionários públicos e restantes serviçais do Estado (com raras excePções), o aplicam, e mal, gerando a maior mixórdia ortográfica de todos os tempos, em Portugal, e caso único no mundo.

 

A esmagadora maioria do povo português, instruído ou menos instruído, não aplica a grafia brasileira, conhecida por “acordo ortográfico de 1990”. E muitos nem sabem o que isto é.

 

Apesar disto, o muito democrático governo português insiste em manter esta fraude com base nos “milhões”, numa obscena subserviência a interesses estrangeiros.

 

A isto chamo uma democracia à portuguesa.

 

Doutor António Costa, num próximo fim-de-semana, sugiro-lhe que vá, sozinho, até a uma praia deserta, sente-se a olhar o mar, e medite no papel que actualmente desempenha na sociedade portuguesa, em pleno século XXI, e principalmente medite no modo como quer ficar para a História de Portugal. É que, posso garantir-lhe, não está no bom caminho, e a continuar assim, com toda a certeza, não constará na galeria dos Heróis da Pátria.

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 10:50

link do post | comentar | adicionar aos favoritos
partilhar
Quinta-feira, 3 de Maio de 2018

FOI JOSÉ SÓCRATES QUE ILEGAL E INCONSTITUCIONALMENTE IMPÔS A PORTUGAL A GRAFIA BRASILEIRA, À QUAL DESPROPOSITADAMENTE CHAMAM AO90

 

Texto de Francisco João DA SILVA

 

 Isto é faCtual!

Foi sim, José Sócrates, actualmente acusado pelo Ministério Público, em Portugal, de numerosos crimes, usurpando poderes   que NÃO tinha e que, muito menos, NÃO lhe eram   conferidos pela Constituição da República Portuguesa (CRP), que, através duma Resolução do Conselho de Ministros (RCM 8/2011) cometeu um crime de lesa-língua portuguesa e de atentado ao Estado de Direito (artigo 9 da Lei Nº 34/87).

 

PÁTRIA.jpg

 

Isto ao mandar aplicar a grafia brasileira, sub-repticiamente através do que chamam muito pomposamente AO1990, de maneira ditatorial, ilegal e inconstitucionalmente, apenas a serviços administrativos e escolares dependentes do Estado, e JAMAIS à Justiça, Tribunais (INDEPENDENTES do Poder Executivo, é bom não esquecer), à   Sociedade Civil, às empresas, à Imprensa, a Associações sediadas em Portugal ou no estrangeiro, nacionais, aos particulares etc., etc., etc., através dum despacho meramente normativo autónomo, isto é a RCM 8/2011 supra citada, e como é óbvio, sem qualquer força de LEI, repito, pelo menos num Estado de Direito.

 

Como   é que se pôde manipular a opinião pública e os diversos actores da vida nacional   com esta GIGANTESCA “fake new”?  A Culpa é do Trump? Ou do Putin?  

    

O pretenso acordo ortográfico NÃO está em vigor!

 

Numerosos professores, escritores, jornalistas, advogados, juristas, actores, etc., sabem-mo perfeitamente, mas, aparentemente preferem paCtuar  com a  ilegalidade  e não têm coragem para defender o Estado de  Direito, visto que  a  sua  Constituição  foi violada grosseiramente, entre  outros, pelo político supra-indicado e   que em breve deverá  responder pelos crimes  de que é acusado pelo Ministério Público,   perante  o poder judiciário, o qual  é  independente do Poder Executivo, pelo menos que eu saiba.

 

 Aparentemente o poder judiciário no Brasil mostra o caminho, ou seja, que os políticos não estão acima das leis (que, aliás, eles próprios votam na Assembleia da República...).

 

Esse dialeCto estatal (AO1990) não é obrigatório para ninguém, pois é ilegal e inconstitucional.

 

língua oficial da República Portuguesa é o Português grafado à portuguesa, não é, e nunca será a Ortografia Brasileira, que pertence aos Brasileiros, que a deveriam chamar pelo seu verdadeiro nome, ou seja: Língua Brasileira.  Já é tempo de o assumirem! 

 

Mas a IMPRENSA, em geral, esconde estes factos ao Povo Português.

 

 Porquê?  

 

44 anos depois do 25 de Abril, será que têm novamente medo, da Ditadura Ortográfica?   

 

Sim! Sim! Apenas por Decreto-Lei da Assembleia da República se pode legiferar (pelo menos num Estado de Direito) e não em Conselho de Ministros.

 

Como o Decreto-Lei Nº 35.228 de 8 de Dezembro de 1945, que pôs em vigor a Convenção Ortográfica Luso-Brasileira de 1945, não foi revogado por outro Decreto-Lei, da Assembleia da República, o anterior continua em vigor, na ordem jurídica nacional e internacional.

 

Só por esse facto (mas há muitos mais) o pseudo e bastardo "Acordo Ortográfico - AO1990", não está em vigor, é ILEGAL e INCONSTITUCIONAL.

 

Portugal e o povo português estão cada vez mais dominados por interesses financeiros, que nem o Património Imaterial de Portugal respeitam: a Língua Portuguesa e a sua MATRIZ  fazem parte  DESTE PATRIMÓNIO.  

 

Frederico Duarte Carvalho, expõe claramente esta e outras temáticas (político-financeiras) através do seu Livro    "O Governo Bilderberg”, aquilo que   outros descrevem de outra maneira: «De súbito os Portugueses descobriam uma perversa aliança entre figuras de primeira linha do poder político, do poder financeiro e do poder económico» (in Caso Sócrates). Ou seja, «Uma investigação exaustiva apoiada em documentação oficial e inédita do Arquivo Salazar, do arquivo da Presidência da República,  do arquivo  do Ministério dos Negócios Estrangeiros», etc..

 

Este novo crioulo português é apenas um dialeCto estatal e está a destruir a Matriz da Língua Portuguesa, a qual se originou em Portugal e não no Brasil.

 

Em Portugal escreve-se e escrever-se-á sempre Português culto e europeu.

 

Os outros países   que façam o que quiserem da Língua Portuguesa! É o direito deles e igualmente problema deles. Mas em Portugal a maioria da   população quer manter as suas raízes, a sua Cultura e a sua Língua.

 

E lutarão por isso! E as gerações futuras igualmente. 

 

As  ditaduras (incluindo as ortográficas) não se combatem. DERRUBAM-SE! 

 

Os políticos passam, mas a Nação portuguesa e os descendentes dos portugueses dignos e verticais continuarão a existir e revogarão esta vergonha que nenhum outro país infligiu ao seu próprio património. Portugal é único, até neste tipo de descalabro nacional e internacional.

 

Qualquer outro país sentir-se-ia ENVERGONHADO. E em Portugal?  Assobia-se para o lado!    

 

O chamado AO199O é, na verdade, um AVATAR da língua brasileira, a qual vestiu ilegal e inconstitucionalmente a pele do Português culto e europeu.

 

A Língua Oficial da República Portuguesa continua a ser o Português culto e europeu, grafado à portuguesa e não à brasileira, disfarçado de "Acordo Ortográfico"!

 

Vejam lá se percebem, finalmente, porque é que a matriz da Língua Portuguesa está a ser destruída politicamente, isto é, por razões financeiras.

 

O Património Imaterial de Portugal (do qual a Língua Portuguesa é parte integrante, segundo a Convenção da UNESCO) está igualmente a ser "vendido" ao desbarato!

 

Ver aqui este artigo publicado no Blogue de Isabel A. Ferreira:

 

 O QUE FIZERAM DA REVOLUÇÃO DE ABRIL?

 

 

Caros Amigos,

 

 Podem escolher:

1 – Lutar como portugueses dignos e verticais e defender a Pátria de Fernando Pessoa dos traidores;

ou:   

 2 – Assobiar e olhar para o lado, se é o vosso “campeonato”.

 

Nunca é tarde para recuperarem o que é vosso, o que é nosso e dos vindouros. 

 

 Bem-haja! 

Abraços cordiais.

 

Francisco João DA SILVA (livre pensador)

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 11:19

link do post | comentar | adicionar aos favoritos
partilhar
Quinta-feira, 8 de Março de 2018

PÉROLAS LINGUÍSTICAS NOS CANAIS DE TELEVISÃO

 

E nem tudo tem a ver com o caos gerado pelo AO90, mas com uma descomunal falta de Saber…

 

RTP, o grupo chama-se "Peste & Sida"...

 

E como estamos em Portugal, secção é seCção, até porque se lê o ; e como ainda continuamos em Portugal, arquitecto é arquiteCto, apesar de não se ler o . Porquê. Porque em Portugal a palavra arquiteto leva-nos para umas grandes tetas, no masculino, até porque no Dicionário Infopédia, teto é um sinónimo de teta: mama; órgão mamário das fêmeas de alguns mamíferos; úbere; teto. Podem ir lá consultar.

 

No Brasil, sim, escreve-se seção e arquiteto - lê-se s’ção e arquitêto - de acordo com as regras gramaticais da Língua Portuguesa.

 

PESTICIDA.png

Fonte da imagem:

https://www.facebook.com/photo.php?fbid=10210320908612428&set=gm.2079639865613851&type=3&theater&ifg=1

 

RTP.png

 ***

E na TVI o “desiquilíbrio” é total.

 

É que nem em Português, nem em Inglês se acerta…

O que será merchandisin? Uma gralha? Ou isto será aplicação do papa-letras AO90, em vocábulos ingleses?

 

TVI-1.png

Fonte da imagem:

https://www.facebook.com/photo.php?fbid=10155498349488333&set=g.1658684367709405&type=1&theater&ifg=1

 

TVI -2.png

Fonte da imagem:

https://www.facebook.com/photo.php?fbid=10155498349488333&set=gm.2079621838948987&type=3&theater&ifg=1

 

***

Bem… A SIC não pode dizer que chamar primeiro-ministro ao presidente da República foi gralha... Por que não foi.

 

Isto é uma imperdoável falta de tudo: de atenção, de conhecimento, de profissionalismo, uma autêntica balda…

 

MARCELO MINISTRO.png

Fonte da imagem:

https://www.facebook.com/photo.php?fbid=10212870085082219&set=g.1658684367709405&type=1&theater&ifg=1

 

E esta?

O teclado falhou? Quem estava a escrever estaria com os copos?

Isto é inadmissível num órgão de informação.

 

SICNOTICIAS.png

Fonte da imagem:

https://www.facebook.com/photo.php?fbid=10156319636239880&set=g.1658684367709405&type=1&theater&ifg=1

 

***

E na CMTV, que também aderiu à ortografia brasileira, aquele “projêto” que prevê que oscônjugues” … em que tempo verbal? 

 

CONJUGUES.jpg

Fonte da imagem

https://www.facebook.com/photo.php?fbid=1582971198404733&set=g.1658684367709405&type=1&theater&ifg=1

 

***

E não só de brasileirices os nossos canais estão cheios, mas também de um desconhecimento (ou será desleixo?) da Gramática.

 

CMTV.png

Fonte da imagem:

https://www.facebook.com/photo.php?fbid=10155394852153472&set=g.1658684367709405&type=1&theater&ifg=1

 

***

Isto é uma pequeníssima amostra do que vai por aí...

 

Estas situações são imperdoáveis e inadmissíveis em qualquer circunstância, mas muito menos em canais de televisão, os maiores difusores da cultura ou da incultura, conforme o caso.

 

Nos tempos que correm, a difusão está mais para a incultura linguística, uma autêntica calamidade, no nosso país.

 

Todos os órgãos de comunicação, já contactados a este respeito da vergonhosa aplicação do AO90, dizem-nos isto, à laia de treta de cassete: o Vocabulário Ortográfico do Português (VOP) foi tornado oficial em 2010 e obrigatório em todos os organismos do Estado.

 

Ora, concluímos então que todos os jornais, revistas e canais de televisão que adoPtaram a ortografia brasileira são organismos do Estado. Certo?

 

Só os organismos do Estado, em princípio, deveriam seguir, apenas por obediência cega e acrítica ao Poder, esse tal VOP, mais VOB (Vocabulário Ortográfico do Brasileiro) do que VOP, porque não existe lei alguma que os obrigue (e muitos são os que desobedeceram) a escrever à moda brasileira.

 

Isto foi o que sempre desconfiámos: os órgãos de comunicação social são manipulados pelo Estado. Mas são os próprios que confirmam ser organismos do Estado…  Ou não?

 

Haja ao menos profissionalismo e brio profissional.

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 18:04

link do post | comentar | adicionar aos favoritos
partilhar
Quinta-feira, 15 de Fevereiro de 2018

«A GENTE DO AO: POLÍTICOS MODERNAÇOS E IGNORANTES»

 

Um texto actualíssimo escrito por José Pacheco Pereira em 2015, que vale a pena reler e reflectir no que ele aqui diz: a verdade, nada mais do que a verdade…

 

E quem não entender o que Pacheco Pereira aqui escreve não serve para governar o país.

 

pachecoPereira_acordo.png

 

Os apátridas da língua que nos governam

 

Uma geração de apátridas da língua, todos muito destros em declamar que a “a nossa pátria é a língua portuguesa”, minimizam a nossa identidade e a nossa liberdade. É como se estivéssemos condenados a escrever como se urrássemos em vez de falar.

 

À memória do Vasco Graça Moura

 

Não sei se são válidos ou não os argumentos jurídicos que discutem a data da aplicação efectiva do Acordo Ortográfico [AO], se nestes dias, ou em 2016. Isso não me interessa em particular, a não ser para registar a pressa suspeita em o aplicar contra tudo e contra todos. Mas uma coisa eu sei ao certo: é que o desprezo concreto do bem que ele pretende regular, a língua portuguesa, é evidente nessa mistura sinistra de inércia, indiferença e imposição burocrática com que se pretende obrigar os portugueses a escrever de uma forma cada vez mais abastardada.

 

Na sua intenção original, o Acordo pretendia ser um acto de política externa, uma forma de manter algum controlo sobre o português escrito pelo mundo todo, como forma de garantir uma réstia de influência portuguesa num conjunto de países que, cada vez mais, se afastam da centralidade portuguesa, em particular o Brasil. Se é um “acordo” é suposto que seja com alguém. No entanto, desse ponto de vista, o AO é um grande falhanço diplomático, visto que está neste momento em vigor apenas em Portugal, com promessas do Brasil e Cabo Verde (1), esquecimento em Moçambique, Guiné Bissau, S. Tomé e Timor-Leste, e recusa activa em Angola. Nalguns casos há protelamentos sucessivos, implementações adiadas e uma geral indiferença e má vontade. Para além disso, nenhuma implementação do AO, vagamente parecida com a pressão burocrática que tem sido feita em Portugal, existe em nenhum país, a começar por aquele que parecia ser o seu principal beneficiado, o Brasil. Ratificado ele foi, aplicado, não. (2)

 

Mas com o mal ou a sorte (mais a sorte que o mal) dos outros podemos nós bem, mas ele revela o absurdo do zelo português num AO falhado e que nos isolará ainda mais. Onde os estragos serão mais significativos é em Portugal, para os portugueses, e para a sua língua. É que o Acordo Ortográfico não é matéria científica de linguistas nem, do meu ponto de vista, deve ser discutido nessa base, porque se trata de um acto cultural que não é técnico, e como acto cultural em que o Estado participa, é um acto político e as suas consequências são identitárias. Não me parece aliás que colha o historicismo habitual, como o daqueles que lembram que farmácia já se escreveu “pharmácia”, porque as circunstâncias políticas e nacionais da actualidade estão muito longe de ser comparáveis com as dos Acordos anteriores.

 

É um problema da nossa identidade como portugueses que está em causa, na forma como nos reconhecemos na nossa língua, na sua vida, na sua história e na sua proximidade das fontes vivas de onde nasceu: o latim. Não é irrelevante para o português e a sua pujança, a sua capacidade de manter laços com a sua origem no latim e assim comunicar com toda a riqueza do mundo romano e, por essa via, com o grego, ou seja, o mundo clássico onde nasceu a nossa cultura ocidental. Esta comunicação entre uma língua e a cultura que transporta é posta em causa quando a engenharia burocrática da língua a afasta da sua marca de origem, mesmo que essas marcas sejam “mudas” na fala, mas estão visíveis nas palavras. As palavras têm imagem e não apenas som, são vistas por nós e pela nossa cabeça, e essa imagem “antiga” puxa culturalmente para cima e não para baixo.

 

O AO é mais um passo no ataque generalizado que se faz hoje contra as humanidades, contra o saber clássico e dos clássicos, contra o melhor das nossas tradições. Não é por caso que ele colhe em políticos modernaços e ignorantes, neste e nos governos anteriores, que naturalmente são indiferentes a esse património que eles consideram caduco, ultrapassado e dispensável. Chegado aqui recordo-me sempre do “jovem” do Impulso Jovem aos saltos em cima do palco a dizer “ó meu, isso não serve para nada”, sendo que o “isso” era a história. Esta é a gente do AO, e, como de costume, encontram sempre sábios professores ao seu lado, os mesmos que vêem as suas universidades a serem cortadas, em nome da “empregabilidade”, da investigação nas humanidades e em sectores como a física teórica e a matemática pura, teorias sem interesse para os negócios. “Ó meu, isso não interessa para nada!”.

 

Mas estamos em 2015 (em 2108) e hoje o português de Portugal está sitiado e numa situação defensiva. Não é no Brasil que o português está em risco, nem em Angola, Cabo Verde, Moçambique ou Timor. Aí os riscos do português são os riscos de sempre e vêm da extensão da colonização, da sua relação com as línguas autóctones, dos crioulos que gerou, e do modo como penetrou nas elites e no povo desses países, se é ou não a língua de cultura ou a língua da administração e do Estado. E não é certamente no Brasil que o português está na defensiva, bem pelo contrário, é no Brasil que o português está num momento particularmente criativo.

 

Quer se goste quer não, a locomotiva da língua portuguesa não é a academia portuguesa, mas a pujança do povo e da sociedade brasileira, a sua criatividade e dinamismo. E isso fará com que o português escrito no Brasil esteja sempre para lá de qualquer AO, como aliás aconteceu no passado e vai acontecer no futuro. É o mais fútil dos exercícios, até porque enquanto o português de Portugal for para o português do Brasil como o latim é para o português, ainda tem um papel. Se abastardamos o português de Portugal, nem esse papel teremos, a não ser escrevermos um “brasileiro” mais pobre que não serve de exemplo a ninguém.

 

A vitalidade do nosso português está nos seus grandes escritores, Miranda, Camões, Bernardes, Vieira, Herculano, Camilo, Eça, todos conhecedores do seu Virgílio, do seu Horácio, do seu Ovídio, mesmo do seu escolar Tácito, César ou Salústio. (3) Todos lidos, estimados e estudados no Brasil, que por eles faz muito mais do que nós alguma vez fizemos, por exemplo, com Machado de Assis. E é também por isso, que a maioria dos escritores portugueses contemporâneos recusa o AO, como quase toda a gente que está na escrita e vive pela escrita e é independente da burocracia do Estado. Todos sabem que o português permite todas as rupturas criativas, dos simbolistas ao Sena dos Sonetos a Afrodite Anadiómena – “E, quando prolifarem as sangrárias,/ lambidonai tutílicos anárias,/ tão placitantos como o pedipeste”, – ao “U Omãi Qe Dava Pulus” de Nuno Bragança. Criativamente a nossa língua vernácula suporta e bem tudo, menos que seja institucionalizada com uma ortografia pobre e alheia à sua história.

 

O futuro do português como língua já está há muito fora do nosso alcance, mas o português que se fala e escreve em Portugal, desse ainda podemos cuidar. É que é em Portugal que o português está em risco, está na defensiva, e o AO é mais uma machadada nessa defesa de último baluarte. É em Portugal que um Big Brother invisível, que se chama sistema educativo, retira todos os anos centenas de palavras do português falado, afastando das escolas os nossos escritores do passado e substituindo-os por textos jornalísticos. (4) É em Portugal que uma linguagem cada vez mais estereotipada domina os media, com a substituição dos argumentos pelos soundbites, matando qualquer forma mais racional e menos sensacional de conversação. É em Portugal que formas guturais de escrita, nos SMS e nos 140 caracteres do Twitter, enviados às centenas todos os dias por tudo que é adolescente, ou seja, também por muitos adultos, se associa à capacidade de escrever um texto, seja uma mera reclamação a uma descrição de viagem. É neste Portugal que, em vez de se puxar para cima, em nome da cultura e da sua complexidade, em nome da língua e da sua criatividade, em nome da conversação entre nós todos que é a democracia, se puxa para baixo não porque os povos o desejem, mas porque há umas elites que acham que a única pedagogia que existe é a facilidade.

 

E é neste Portugal que uma geração de apátridas da língua, todos muito destros em declamar que a “a nossa pátria é a língua portuguesa”, minimizam a nossa identidade e a nossa liberdade, que vem dessa coisa fundamental que é falar e escrever com a fluidez sonora do português, mas também com a complexidade da sua construção ortográfica. É como se estivéssemos condenados a escrever como se urrássemos em vez de falar.

 

José Pacheco Pereira

 

Fonte:

https://www.publico.pt/2015/05/16/culturaipsilon/opiniao/os-apatridas-da-lingua-que-nos-governam-1695778

 

 ***

(1) – Em 2018, continuamos orgulhosamente sós na destruição da Língua Portuguesa. O Brasil continua a não ligar nenhuma para isto. Cabo Verde passou o Português para língua estrangeira e adoptou o Crioulo Cabo-verdiano, como língua oficial, no que fez muito bem. Os restantes países estão-se nas tintas para esta imposição da ortografia brasileira.

 

(2) – Aliás, o Brasil é perito em assinar convenções e acordos connosco, e não cumprir. Mas o governo português, muito Portugal, subservientemente ainda que prejudique todo um povo, esmera-se em ser pau-mandado.

 

(3) – Aposto o meu fio de ouro, como nenhum dos que têm assento na Assembleia da República e repudiaram a Língua Portuguesa jamais leram esses autores, ou sequer sabem quem são. Se tivessem lido, defenderiam a nossa língua, que está a ser esmagada e desfeada tão ignobilmente.

 

(4) – Aqui imitam o Brasil, que há muito retirou os clássicos e a literatura do ensino, substituindo-os por peças jornalísticas, e se o ensino já era pobre, mais pobre ficou.

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 18:17

link do post | comentar | adicionar aos favoritos
partilhar
Domingo, 21 de Janeiro de 2018

NOVÍSSIMA CARTA ABERTA AO SENHOR PRESIDENTE DA REPÚBLICA PORTUGUESA

 

Assunto: a aplicação ilegal, em Portugal, do fraudulento Acordo Ortográfico de 1990.

 

Excelentíssimo Senhor Doutor Marcelo Rebelo de Sousa, presidente da República Portuguesa, começo por chamar a atenção de V. Exa para o que diz este meu colega brasileiro, acerca do acordo ortográfico: «Avacalharam a Língua Portuguesa», e o resto é a mais pura verdade, dita por um brasileiro, que escreve acção, como deve ser.

 

Nenhuma outra palavra define tão bem o que fizeram à minha (não, ao que parece, à de V. Exa.) Língua Materna. O termo “avacalhar” significa enxovalhar, rebaixar, ridicularizar, e V. Exa., como representante máximo da Nação Portuguesa, está a contribuir para esse enxovalhamento, esse rebaixamento, essa ridicularização da Língua, ao remeter-se ao silêncio, diante do caos instalado, e ao utilizar a ortografia enxovalhada no site oficial da Presidência da República.

 

LP BRASIL.png 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Origem da imagem: Tradutores Contra o Acordo Ortográfico

 

Uma vez mais ouso escrever a V. Exa., sempre na esperança de que possa obter uma resposta, pois além de toda a carta merecer uma resposta (faz parte da educação), todos os cidadãos têm direito a ela, quando interpelam aqueles que foram eleitos para servir o povo, até porque é o povo que lhes paga o salário e os subsídios, e quando se ganha 6,668.91€, é preciso mostrar serviço, ou seja, representar e defender a República Portuguesa, ser garante da independência nacional, da unidade da Nação e do Estado e do regular funcionamento das instituições, e pugnar pelos interesses do País, defender a sua identidade e os seus símbolos e não se deixar amarfanhar pelos interesses dos estrangeiros.

 

Por exemplo, a instituição Escola não está a cumprir a missão para a qual foi instituída, uma vez que burla as crianças portuguesas, colocando-as em desvantagem face às restantes crianças europeias, ao impingirem-lhes a ortografia brasileira, como a Língua Materna delas.

 

As crianças portuguesas têm o direito a um ensino de qualidade (está consignado na CRP), a começar pela Língua Materna, que é a base de todo o restante ensino. A nenhuma criança europeia é ensinada, nas escolas, as variantes das Línguas Maternas, porquê as crianças portuguesas têm de se afastar da sua Cultura, da sua Língua? Isto não constitui um crime de lesa-infância, Senhor Presidente?

 

O Senhor Presidente não saberá, como parece não saber, devido à postura que tem tomado em relação a esta questão, inclusive mantendo o site oficial da Presidência da República Portuguesa cheio de erros ortográficos (é caso único no mundo) que o AO90 é:

- inconstitucional?

- ilegal?

- juridicamente nulo?

- não unifica as ortografias da Língua Portuguesa?

- está repleto de falhas técnicas, das mais grosseiras que possamos imaginar?

- promove a mixórdia ortográfica amplamente já propagada?

- é contrário ao conceito de norma ortográfica?

- destrói relações entre palavras?

- tem implicações ao nível fonético, e os que o aplicam pronunciam mal as palavras às quais foram suprimidas as necessárias consoantes mudas?

- não foi alvo de discussão alargada na comunidade científica linguística?

- em nada contribui para o prestígio e a expansão da Língua Portuguesa?

- tem custos para o Estado nunca estimados, mas calcula-se sejam na ordem das dezenas de milhões de euros?

- não foi alvo de qualquer estudo de impacto?

- não foram consideradas as doutas avaliações negativas dos Portugueses, Brasileiros e Africanos de expressão portuguesa?

 

Senhor Presidente, saberá V. Exa. que:

 

- a Língua Portuguesa anda por aí espezinhada, mal escrita, mal falada, mal ensinada?

 

- em Portugal, o país europeu com a maior taxa de analfabetismo, está a formar-se uma geração de semianalfabetos, aqueles que aprenderão os rudimentos da escrita e da leitura, mas não serão capazes de ler e escrever correctamente a sua própria língua, mas saberão ler e escrever correctamente o Inglês, o Francês e o Castelhano que aprendem nas escolas portuguesas?

 

- o que se lê por aí na comunicação social (felizmente nem toda), e nos ofícios e mensagens estatais, é uma escrevinhada na mais vergonhosa e pobre ortografia?

 

- o caos ortográfico está instalado em Portugal?

 

É isto que V. Exa. quer para o nosso País?

 

É consentindo nesta ilegalidade da aplicação da ortografia brasileira que defende a CRP e a identidade portuguesa?

 

O que é que impede V. Exa. de dar um murro na mesa, como deu no caso dos incêndios de Pedrógão Grande?

 

Que pacto de silêncio é este a que V. Exa. está vinculado?  

 

Quem e que interesses servirão os governantes portugueses?

 

Senhor Presidente, esta é uma questão grave. Gravíssima. Está em causa a identidade portuguesa e a violação do direito de as crianças portuguesas terem acesso ao ensino da sua Língua Materna, culta e europeia.

 

Por isso exigimos uma tomada de posição clara e inequívoca. Exigimos uma resposta. Temos o direito a ela, e V. Exa. tem o dever de a dar.

 

Exigimos que V. Exa. defenda a legalidade e a Constituição da República Portuguesa, que jurou defender.

 

Basta de fazer de parvos os Portugueses!

 

Basta de enganar as nossas crianças!

 

Basta de promover o caos ortográfico!

 

Exigimos que devolvam a Portugal a Língua Portuguesa, culta e europeia!

 

26907429_1947637452153521_6368558955645428388_n[1]

 

 

Para terminar, sugiro a V. Exa. que fixe bem o que diz Vasco Graça Moura, e leia o que pensam os lusófonos cultos (portugueses, brasileiros e africanos de expressão portuguesa) desta que é a maior fraude da nossa História, nestes links:

 

http://olugardalinguaportuguesa.blogs.sapo.pt/o-que-os-portugueses-cultos-pensam-33885

http://olugardalinguaportuguesa.blogs.sapo.pt/o-que-os-brasileiros-cultos-pensam-8246

http://olugardalinguaportuguesa.blogs.sapo.pt/o-que-os-africanos-cultos-de-expressao-37150

 

Com os meus cumprimentos,

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 15:58

link do post | comentar | adicionar aos favoritos
partilhar
Segunda-feira, 4 de Dezembro de 2017

QUEREM APOIAR A CAUSA CONTRA O FALSO "ACORDO ORTOGRÁFICO DE 1990"?

 

«O Estado nunca agride o sentido moral ou intelectual de um homem, mas somente o corpo e os sentidos.

Não possui uma inteligência superior, nem honradez, dispõe apenas de mais força física.

Eu não nasci para ser forçado.

Hei-de respirar sempre à minha maneira.

Havemos de ver quem é o mais forte.

Que força possui uma multidão?»

 

Henry David Thoreau,

in «A Desobediência Civil» (1848)

 

20274625_IJaoS[1].png

 

 

Se vos preocupa a forma como a nossa Língua Materna está a ser tratada, em Portugal, adiram a esta forma de luta contra a imposição da ortografia brasileira, mascarada de um “acordo ortográfico”, engendrado por “linguistas” de meia tijela, e imposto ILEGALMENTE pelo Estado Português aos Portugueses mais servis, e às indefesas crianças, para servir um lobby e interesses alheios aos interesses de Portugal.

 

Fazemos este apelo para que, unidos e numerosos, consigamos travar este crime de lesa-pátria e de lesa-infância, este linguicídio, que já está a ter consequências nefastas e a abandalhar a Cultura Culta Portuguesa.

 

Não compactuemos com a destruição da nossa Língua, de Matriz Culta e Europeia, e com a deformação cultural da geração futura - a das crianças obrigadas a aprenderem a sua Língua Materna segundo a cartilha brasileira.

 

Matemos esta galinha dos ovos de ouro gerada apenas para encher os bolsos a alguns (poucos) vilões.

 

Não comprem publicações que sigam o falso AO90!

 

Desobedeçam.

 

Recusem-se a adoptar a ortografia brasileira que estão a impingir aos Portugueses, em Portugal, porque não existe LEI ALGUMA, no nosso País, que a tal obrigue, e se, por ventura, pretenderem penalizar-vos por esse motivo, EXIJAM que vos mostrem a LEI. É que uma resolução do Conselho de Ministros não é Lei.

 

Não sejam servis. Tenham personalidade própria.

 

Boicotem as editoras e os órgãos de comunicação social que aderiram à ortografia brasileira.

 

E vinco bem ortografia brasileira, porque (e uma vez mais repito) aprendi a ler e a escrever no Brasil muito, muito antes de 1990, e o que aprendi a escrever lá foi isto: detetar, adoção, correto, ação ótico, ótimo, diretor, ator, direção, contato, exato, afeto, arquiteto, aspeto, setor, inseto, elétrico, fatura, objeto, dialeto, seleção, efetua, ativa, atividade ,ativo, teto, coletivo, refletir, entre todas as outras, com base na Base IV, do Formulário Ortográfico de 1943, que regeu a ortografia da Língua Portuguesa no Brasil desde 1943 e que diz o seguinte: Consoantes mudas: extinção completa de quaisquer consoantes que não se proferissem, ressalvadas as palavras que tivessem variantes com letras pronunciadas ou não.

 

O AO90 não passa de um grande erro, no qual só cai quem quer…

 

CÍCERO (2).png

Isto não sou eu que o digo. É Cícero.
Mas eu concordo plenamente.

 

 Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 16:13

link do post | comentar | adicionar aos favoritos
partilhar
Segunda-feira, 5 de Junho de 2017

APENAS AS GRANDES MENTES TÊM A CAPACIDADE DE RECONHECER O ERRO

 

Infelizmente, não são as grandes mentes que governam este nosso país, metade grandioso, metade insignificante.

 

Um ministro (minus) (o tal dos negócios dos estrangeiros) que diz «se quiséssemos, acabaríamos com o AO90, mas não queremos…» não tem o mínimo sentido de Estado, não tem personalidade própria, não tem dignidade, nem inteligência, e governa conforme os quereres e não conforme os deveres.

 

E isto tem as mais desastrosas repercussões para o país, principalmente para o futuro dos futuros analfabetos escolarizados que estão a fabricar-se nas actuais escolas portuguesas.

 

LÍNGUA.png

 

Durante os cerca de 800 anos em que existimos como país, já tivemos de tudo: bons e maus reis; razoáveis presidentes da República e governantes; e maus presidentes da República e governantes; até já tivemos uma ditadura, mas nunca, nunca, ao longo destes 800 anos tivemos um tão péssimo presidente da República e um tão péssimo governo, no que à defesa da identidade portuguesa diz respeito.

 

A um, só interessa ouvir este tu cá, tu lá: «Ó Marcelo, anda cá tirar uma selfie!...», enquanto, sem o menor pejo, promove o acordês abrasileirado pelas comunidades portuguesas, e na feira deo livro de Lisboa.

 

Aos outros, interessa assegurar que a negociata trafulhosa, que atou Portugal aos ignorantes, se mantenha, não para bem da Nação, mas para bem dos trafulhas.

 

Todos os Portugueses, mais ou menos instruídos, e principalmente livres, ou seja, os que não têm medo do bicho-papão instalado no poder, os que têm uma espinha dorsal bem erecta, e não se vergam aos maus mandos dos que se aproveitam dos cargos que ocupam, para servir exclusivamente os lobbies e disso tirarem proveito próprio, perplexos com a estupidez reinante, têm encetado todos os esforços e apresentado todos os argumentos racionais, válidos e assentes nas Ciências da Linguagem (e não no simples “querer” de mentes com neurónios avariados), com o objectivo de iluminarem as mentes mergulhadas na mais profunda ignorância e teimosia e irracionalidade e que insistem em manter vivo um aborto deformado, mutilado, feio, desengonçado, aparvalhado, que dá pelo nome de AO90, também conhecido por socratês, cavaquês, lulês, brasileirês

 

FERNANDO PESSOA NÃO ERA PHERNANDO, MAS ESCREVIA PHARMÁCIA

 

Os acordistas apresentam a rejeição de Fernando Pessoa à ortografia de 1911, como um modelo, mas Fernando Pessoa, não era Phernando, mas escrevia pharmácia. Ora se havia a letra F, no alfabeto português, porque não utilizá-la? Para bom entendedor...

 

Fernando Pessoa debateu-se apenas contra a mudança, e não contra a estupidez dessa mudança, porque simplesmente o que se propunha em 1911 não era estúpido, como o que se propôs em 1990. O que se propôs em 1911, fez parte da evolução da Língua, e não da mutilação dela.

 

Uma coisa é substituir uma grafia, baseados na Ciência, outra coisa é capar as palavras, transformando-as numas aleijadinhas, sem pés nem cabeça, para facilitar a aprendizagem dos menos dotados mentalmente, ou simplesmente para destruir a língua do colonizador mal-amado, ou para encher os bolsos dos tratantes.

 

Então, com base em coisa nenhuma que valha a pena, apenas por uma teimosia eivada da mais profunda estupidez, uns tantos desilustrados, já caducados, lusos e brasileiros (porque não foram convocados representantes dos restantes países lusófonos), com o intuito fajuto de unificar algo que é absolutamente impossível de unificar (e isso está mais do que provado, e nem sequer isso os acordistas conseguiram perceber) pariram um aborto ortográfico sem precedentes na História de toda a Humanidade (tinham de ser os portuguesinhos, com neurónios miudinhos e avariados a protagonizar tal desfeito histórico), que está a esmagar uma das mais belas e nobres línguas indo-europeias - a Língua Portuguesa.

 

Eles acham ridículo escrever as consoantes mudas, por isso são um zero à esquerda em Línguas como a Inglesa ou a Alemã, que têm consoantes mudas, umas a seguir às outras, e nem por isso, os Ingleses ou os Alemães as capam. As Línguas cultas são feitas com Cultura, não com palermices de incapacitados mentais.

 

Neste momento, existe um grupo de trabalho no Parlamento para avaliar o impacto da aplicação do AO90 que, como não podia deixar de ser, tem o PS a bater o pé, com o seu obscurantismo. E, apesar de todas as críticas bem fundamentadas contra o monumental malefício de uma ortografia parida e aplicada à balda, por todos os que, subservientemente, aderiram a este desmando, não houve ainda fumo branco, para extirpar esta vergonha do nosso País, da nossa Cultura, do nosso Ensino.

 

É que apenas as mentes iluminadas cedem quando se vêem à beira do abismo.

 

Os cegos mentais, porque nada vêem, vão em frente e caem no fosso que, cegamente, eles próprios cavam.

 

Porém, se querem suicidar-se, suicidem-se, mas não levem para a cova a nossa bela e nobre Língua Portuguesa.

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 12:15

link do post | comentar | adicionar aos favoritos
partilhar
Quinta-feira, 23 de Março de 2017

RESISTAMOS À IGNORÂNCIA

 

Sobre o acordo ortográfico

Um texto de 2013, como se fosse de 2017, o que significa que o atraso de vida continua…

Portugal na senda da ignorância…

 

selosCTT.jpg

 

Por Maria do Carmo Vieira

 

«Entranhou-se em nós este gosto mórbido de reverenciar a ignorância e assistir ao absurdo, amplamente apregoados por fervorosos militantes que defendem o indefensável e optam também por silenciar críticas, consideradas perigosas, porque capazes de despertar incautos ou resignados. Outros há que, usando um discurso oco e de características labirínticas, tendem a confundir os mais ingénuos e pouco habituados a reflectir. Passa-se isto não só no campo político, mas também cultural. O Acordo Ortográfico é um entre muitos exemplos. Vejamos apenas alguns aspectos:

 

  1. Lendo os discursos do ex-presidente do Brasil, Lula da Silva, e do presidente de Portugal, Cavaco Silva, proferidos no Rio de Janeiro, a 7 de Março de 2008, neles encontramos subjacente a ideia da «projecção internacional da língua portuguesa» na base do Acordo Ortográfico, fortemente justificado pelo número de falantes brasileiros, num colonialismo linguístico inaceitável para Portugal e para os países africanos de expressão portuguesa. Num faz-de-conta de cultura, refere-se o nome de Fernando Pessoa e a sua frase escrita por Bernardo Soares, «Minha pátria é a língua portuguesa», ignorando que a mesma, no contexto em que se integra, se associa a uma outra frase que defende vigorosamente a vertente etimológica da língua, posta tão em causa pelo referido AO – «Sim, porque a ortografia também é gente. A palavra é completa vista e ouvida. E a gala da transliteração greco-romana veste-ma do seu vero manto régio, pelo qual é senhora e rainha». Num outro passo do discurso, Lula da Silva retoma a literatura portuguesa e foca o conceito de «Quinto Império» de Vieira, de novo evidenciando desconhecer o seu significado, mas sentindo sem dúvida o agradável cheiro a poder que depois mascara com pozinhos de «solidariedade entre povos e de justiça universal».

 

De acentuar que ambos os discursos, o de Lula da Silva e o de Cavaco Silva, diferenciam-se pela sua sintaxe e pela sua ortografia, disso não resultando qualquer problema na compreensão do sentido do texto nem qualquer confusão relativamente às palavras escritas de maneira diferente. Convivem sem qualquer ruído «projetar, projeto, efetivo, ação, proteção, respetivo com projectar, projecção, projecto, actuação, protecção, respectivo». No entanto, querem fazer-nos demagogicamente crer que estas diferenças dificultam a compreensão e a aprendizagem da língua, constituindo «divergências sérias» que são «largamente prejudiciais para o prestígio do português no Mundo».

 

  1. Em sintonia com o actual gosto de mastigar um vocabulário moderno, novo, que repudia o antigo e o velho, repete-se à exaustão «inovador» ou «inovação», pretendendo-se assim mostrar quão modernos e progressistas são os adeptos da mudança seja ela qual for, para o bem ou para o mal. Daí a estafada acusação de «Velho do Restelo» a quem resiste e reage a essa argumentação. A expressão camoniana, tão continuamente usada por ignorantes que, na verdade, desconhecem o significado desse «Velho de aspeito venerando», surgiu no debate de 17 de Maio de 2008, na Assembleia da República, cuja leitura das actas da referida sessão envergonhará qualquer português. Com efeito, alguns deputados, de partidos vários, adeptos convictos do «novo», do «moderno» e da «língua portuguesa do futuro», falaram assim:

 

– «A continuação da língua portuguesa deve ser o nosso desafio e essa deve ser a medida das posições de todos os que se preocupam com o futuro da língua portuguesa, recusando seguir posições e posicionamentos que Camões tão bem retratou e deu a conhecer como de “Velhos do Restelo.”»

 

– Os portugueses devem abandonar a «vocação para isolacionismos», sabendo «ser os legítimos herdeiros de quem não temia o novo, de quem ousava descobrir novos rumos de progresso.»

 

– «[…] não podemos deixar de perguntar aos que questionam este Acordo o que têm feito, por exemplo, para defender a língua portuguesa que é tão maltratada nas nossas escolas?»

 

– «[…] respeitando as opiniões de autores, de cientistas, de especialistas de que uma ou outra solução técnica possa não ter sido a mais perfeita, não é isso que pode impedir um olhar político e uma perspectiva de futuro acerca da língua portuguesa».

 

– «Como já foi dito, a ninguém fica castrada a liberdade de criar segundo as regras da sua própria escrita.»

 

Talvez também por inovação, querem agora obrigar-nos a pronunciar «dáblio» (w) no alfabeto, tal como aparece no AO, base I, 1º, em vez de «dâblio» na norma ortográfica portuguesa.

 

  1. A Nota Explicativa do Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa (1990) apresenta argumentos que dificilmente acreditamos terem sido desenvolvidos por «peritos» e «especialistas» da Língua Portuguesa, como dificilmente podemos acreditar na aceitação do mesmo texto por parte de alguns professores universitários, cultos e inteligentes. Não referimos já os deputados que discutiram o AO na Assembleia da República porque lamentavelmente nenhum deles a terá lido. Com efeito, na argumentação usada nesta Nota Explicativa, ficamos, como Las Casas (1474-1566), sem saber se rir ou se chorar perante o absurdo e a ignorância das afirmações feitas. Por uma questão de espaço, exemplificaremos apenas três situações:

 

. Ponto 4.2 («Justificação da supressão de consoantes não articuladas»), alínea c), em que sobressai a compaixão pelas crianças de 6-7 anos face ao uso das consoantes mudas: «É indiscutível que a supressão deste tipo de consoantes vem facilitar a aprendizagem da grafia das palavras em que elas ocorriam. […] Só à custa de um enorme esforço de memorização» poderiam as crianças fazê-lo o «que poderá ser vantajosamente canalizado para outras áreas da aprendizagem da língua».

 

. Ponto 4.2 («Justificação da supressão de consoantes não articuladas»), alíneas d) e f), em que se refere a «teimosia lusitana em conservar consoantes que não se articulam» quando a «norma brasileira» já «há muito as suprimiu», acentuando-se o facto de não se dever tentar «impor a sua grafia àqueles que há muito as não escrevem, justamente por elas não se pronunciarem.»

 

. Ponto 4.4 («Casos de dupla grafia) em que erroneamente se afirma «Sendo a pronúncia um dos critérios em que assenta a ortografia da língua portuguesa […]». (sublinhado nosso).

 

São alguns dos exemplos sobejamente conhecidos, mas duvidando muitos da sua veracidade precisamente porque não se dão ao trabalho de ler a Nota Explicativa; outros, lamentavelmente, conhecem-nos, mas silenciam-nos tal como aconteceu com os vários pareceres contrários à aplicação do Acordo. Enquanto professora, não posso deixar de transcrever o parecer dado pela Direcção-Geral dos Ensinos Básico e Secundário: «Há acordos assináveis, sem grandes problemas e há outros que são de não assinar. O acordo recentemente assinado tem pontos que merecem séria contestação e é, frequentemente, uma simples consagração de desacordos».

 

Cansados certamente da falta de eficácia dos argumentos de influência «salazarista» e de «velhos do Restelo», os defensores do Acordo iniciam agora nova estratégia, aproveitando-se da chaga que representa o desemprego. Com efeito, chegam ao desplante de afirmar que o AO virá aumentar as possibilidades de emprego e, no mesmo âmbito miserabilista, apontado às crianças africanas, alega-se «que o acordo facilita a alfabetização das crianças pobres dos países africanos, o que aumenta o número de falantes/escreventes».

 

Gostaria de salientar que se quisermos podemos alterar esta situação. Basta que resistamos à ignorância e que não aceitemos ser passivos perante o absurdo. Podemos intervir, assinando por exemplo a Iniciativa Legislativa de Cidadãos, no endereço www.ilcao.cedilha.net ; solicitando uma audiência ao Grupo de Trabalho para Acompanhamento do AO, criado recentemente pela 8ª Comissão de Educação, Ciência e Cultura; participando activamente em debates e fóruns, podendo também organizá-los com outros amigos, como o que irá realizar-se no auditório 1 da Universidade Nova (FCSH), Av. de Berna, em Lisboa, no dia 20 de Março pelas 18.00 horas, intitulado «Onde Pára e Para Onde Vai a Língua Portuguesa», sendo intervenientes o deputado Mota Amaral, a professora Maria Alzira Seixo, o jornalista e escritor Miguel Sousa Tavares, o jornalista Nuno Pacheco do jornal Público, o jornalista António Guerreiro, a tradutora Hermínia Castro (ILC), a par de professores e alunos do ensino secundário e universitário.

 

Termino com Fernando Pessoa: O Estado nada tem a ver com o espírito. O Estado não tem direito a compelir-me, em matéria estranha ao Estado, a escrever numa ortografia que repugno […].

 

Maria do Carmo Vieira

 

Lisboa, 17 de Março de 2013

 

Fonte:

http://ilcao.cedilha.net/?p=10212

 

 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 16:53

link do post | comentar | adicionar aos favoritos (1)
partilhar

.mais sobre mim

.pesquisar neste blog

 

.Novembro 2018

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
11
12
16
17
18
19
20
21
22
23
24
25
26
27
28
29
30

.posts recentes

. CARTA ABERTA AOS MEMBROS ...

. A IDIOTICE DOS QUE ADOPTA...

. INQUÉRITO SOBRE O ACORDO ...

. FOI JOSÉ SÓCRATES QUE IL...

. PÉROLAS LINGUÍSTICAS NOS ...

. «A GENTE DO AO: POLÍTICOS...

. NOVÍSSIMA CARTA ABERTA AO...

. QUEREM APOIAR A CAUSA CON...

. APENAS AS GRANDES MENTES ...

. RESISTAMOS À IGNORÂNCIA

.arquivos

. Novembro 2018

. Outubro 2018

. Setembro 2018

. Agosto 2018

. Julho 2018

. Junho 2018

. Maio 2018

. Abril 2018

. Março 2018

. Fevereiro 2018

. Janeiro 2018

. Dezembro 2017

. Novembro 2017

. Outubro 2017

. Setembro 2017

. Agosto 2017

. Julho 2017

. Junho 2017

. Maio 2017

. Abril 2017

. Março 2017

. Fevereiro 2017

. Janeiro 2017

. Dezembro 2016

. Novembro 2016

. Outubro 2016

. Setembro 2016

. Agosto 2016

. Julho 2016

. Junho 2016

. Maio 2016

. Abril 2016

. Março 2016

. Fevereiro 2016

. Janeiro 2016

. Dezembro 2015

. Novembro 2015

. Outubro 2015

.ACORDO ORTOGRÁFICO

EM DEFESA DA LÍNGUA PORTUGUESA, A AUTORA DESTE BLOGUE NÃO ADOPTA O “ACORDO ORTOGRÁFICO” DE 1990, DEVIDO A ESTE SER INCONSTITUCIONAL, LINGUISTICAMENTE INCONSISTENTE, ESTRUTURALMENTE INCONGRUENTE, PARA ALÉM DE, COMPROVADAMENTE, SER CAUSA DE UMA CRESCENTE E PERNICIOSA ILITERACIA EM PUBLICAÇÕES OFICIAIS E PRIVADAS, NAS ESCOLAS, NOS ÓRGÃOS DE COMUNICAÇÃO SOCIAL, NA POPULAÇÃO EM GERAL E ESTAR A CRIAR UMA GERAÇÃO DE ANALFABETOS.

.

.CONTACTO

isabelferreira@net.sapo.pt

. AO/90 É INCONSTITUCIONAL

O Acordo Ortográfico 1990 não tem validade internacional. A assinatura (em 1990) do texto original tem repercussões jurídicas: fixa o texto (e os modos como os signatários se vinculam), isto segundo o artº 10º da Convenção de Viena do Direito dos Tratados. Por isso, não podia ser modificado de modo a entrar em vigor com a ratificação de apenas 3... sem que essa alteração não fosse ratificada por unanimidade! Ainda há meses Angola e Moçambique invocaram OFICIALMENTE a não vigência do acordo numa reunião OFICIAL e os representantes OFICIAIS do Brasil e do capataz dos brasileiros, Portugal, meteram a viola no saco. Ora, para um acordo internacional entrar em vigor em Portugal, à luz do artº 8º da Constituição Portuguesa, é preciso que esteja em vigor na ordem jurídica internacional. E este não está!
blogs SAPO