Sábado, 23 de Janeiro de 2021

Professores e governantes andam muito preocupados com a interrupção das aulas, por poder prejudicar a aprendizagem dos alunos, mas não vejo nenhum deles preocupado com o maior dano de todos os danos: o AO90

 

Vêm todos para as televisões muito preocupados com a pausa de quinze dias (que podem ser mais, devido ao agravamento da pandemia), porque aqui d’el rei que está provado que se se interromperem as aulas perde-se o fio à meada da aprendizagem, como se não fosse possível recuar, para recomeçar. E tratando-se de crianças, elas têm uma capacidade extraordinária para aprenderem e desaprenderem e tornarem a aprender, e se for preciso desaprenderem novamente, para logo aprenderem outra vez, sem o mínimo prejuízo.

 

Mas isto, para os decisores, é um bicho de sete cabeças.

 

Contudo, a grande questão, o grande prejuízo, o grave problema, como refere o escritor Fernando Dacosta, para todos os alunos de todos os níveis de ensinos, é a aplicação da mixórdia ortográfica, que lhes andam a impingir nas escolas, abrangendo todas as disciplinas, todos os alunos, todos os professores.

 

Fernando Dacosta.png

 

A Língua Portuguesa bem estruturada e gramaticalmente bem construída é o PILAR de toda a aprendizagem. É absolutamente fundamental, porque o desenvolvimento da inteligência acompanha a evolução da linguagem.

 

Comunicação, informação, memória cultural, transmissão, inovação e ruptura: eis o que a linguagem permite à inteligência. Clarificação, organização, ordenamento, análise, interpretação, compreensão, síntese, articulação: eis o que a inteligência oferece à linguagem.

 

Isto está estudado. E quem tiver curiosidade de aprofundar o assunto vá à Internet e procure os muitos estudos já realizados, que o comprovam.

 

«Fechar as escolas era liquidar o ano lectivo» disse Marcelo Rebelo de Sousa, antes de se fecharem as escolas. Contudo, o ano lectivo, à partida, já está liquidado, pelo vergonhoso ensino da mixórdia ortográfica portuguesa (novo nome da disciplina de Português), que anda a gerar os analfabetos funcionais do futuro.

 

O ensino está um verdadeiro caos. Só os cegos mentais não vêem isto.

 

Neste País de faz-de-conta fechem-se as escolas e faça-se de conta que houve um chumbo colectivo. Afinal, a aprendizagem já está perdida, há muito.

 

Aproveite-se o fecho das escolas para:

 

- Qualificar o desqualificado ENSINO.

- Dar melhor formação aos professores, nomeadamente aos de Português, para que saibam ler, escrever, usar e falar correCtamente (nada de usar o verbo TAR) a Língua Portuguesa. O nosso País chama-se PORTUGAL.

- Atirem-se ao lixo os manuais escolares amixordizados, e editem-se manuais escorreitamente escritos, em Bom Português.

- Reponha-se a ortografia portuguesa de 1945.

- Revejam-se as matérias curriculares.

- Tornem o ensino mais criativo. Mais aliciante.

- Ensinem os alunos a PENSAR. Não, a simplesmente obedecer.

 

Depois, abram as portas das escolas, e deixem entrar a LUZ do SABER.

 

Só então teremos escolas a cumprir a sua função:  formar os alunos para o exercício de uma cidadania responsável, em que conte, acima de tudo, o amor pela Cultura e Língua Portuguesas.



Ouvi António Costa dizer que se fechassem as escolas teríamos maus políticos no futuro (mais ou menos isto). Não é verdade. Tanto quanto sabemos, as escolas, que os actuais políticos frequentaram, nunca fecharam, e os políticos são o que são: péssimos!


Ouvi também António Costa dizer, a propósito das restrições da pandemia, que não teria vergonha de recuar (mais ou menos isto).

 

Pois então? Também não tenha vergonha de recuar no que ao Acordo Ortográfico de 1990 diz respeito, porque é o maior erro de todos os erros que os políticos já cometeram.

 

Até porque recuar, para melhorar, é da INTELIGÊNCIA.

Manter o erro é da estupidez! E não sou apenas eu a dizê-lo.

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 18:39

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Sexta-feira, 6 de Julho de 2018

NO SILÊNCIO DESTE BOSQUE BUSCAREI O MEU EQUILÍBRIO

 

A estupidez e a ignorância que rodeiam a questão do Acordo Ortográfico de 1990 desgastam e esmagam as mentes saudáveis que lutam pela devolução da grafia portuguesa a Portugal.

 

Preciso de uma fuga.

Vou, mas volto em breve.

 

BOSQUE.JPG

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 17:34

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Sexta-feira, 29 de Junho de 2018

A ignorância mantém a Língua Portuguesa prisioneira do AO90

 

LUTHER.jpg

 

E, na verdade, como diz Martin Luther King, «nada no mundo é mais perigoso do que a ignorância sincera e a estupidez conscienciosa» que, instaladas no Poder, podem destruir um país, a sua cultura culta e a sua identidade.

 

Neste momento, uma e outra coisa (a ignorância sincera e a estupidez conscienciosa) mantêm a Língua Portuguesa prisioneira de um acordo que uma minoria inculta está a impor a Portugal.

 

E isto é um facto. Não é um insulto.

 

E para que não se diga que uso palavras mais ousadas para definir esta coisa do acordo ortográfico, aqui deixo as palavras do grande Cícero. E eu limitar-me-ei a concordar com ele.

Isabel A. Ferreira

 

CÍCERO.jpg

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 16:26

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Domingo, 12 de Março de 2017

AO90 - NÃO PODEMOS PERMITIR QUE A ESTUPIDEZ TRIUNFE

 

As vozes contra a aberração chamada AO90, são mais que muitas…

 

De que estará à espera o governo português, para pôr fim a este monumental embuste?

 

Não podemos permitir que a estupidez triunfe.

 

Declarações de Miguel Sousa Tavares, António-Pedro de Vasconcelos e Alfredo Barroso, aquando da entrega da petição-manifesto "Cidadãos contra o Acordo Ortográfico de 1990", na Assembleia da República.

 

 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 18:56

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Domingo, 5 de Fevereiro de 2017

«UM ACORDO FEITO COM OS PÉS»

 

Excelente abordagem sobre uma ortografia que nem lembraria ao diabo…

 

ACORDO.jpg

Origem da imagem: https://analfabetismofuncional2013.wordpress.com/

 

26/01/2017 António Duarte Acordo ortográfico, Futebol, Estupidez, Irracionalidade,

 

Inspiradíssimo Nuno Pacheco, no Público, a propósito dos desacordos em torno da ortografia portuguesa que o malfadado Acordo Ortográfico suscita desde 1990.

 

Depois de passar em revista os mais de 20 países cuja grafia é diferente em Portugal e no Brasil, centra as suas atenções no desporto mais popular nos dois países. Futebol escreve-se da mesma forma, lá e cá, mas quase tudo o resto varia, e não só na ortografia.

 

Numa discussão racional bastaria talvez o exemplo do mais popular jogo de bola e do vocabulário a ele adstrito para perceber a completa estupidez que é a tentativa de impor uma uniformização da ortografia a uma língua com tantas variações lexicais. E querer fazê-lo, ainda para mais, com base no critério da pronúncia, onde as diferenças ainda mais se acentuam. Há um Português de Portugal e outro do Brasil, sendo os dois variações da mesma língua que também nessa diversidade se enriquece.

 

No Brasil, desporto é esporte; equipa é equipe ou time; chuto é chute; golo é gol; guarda-redes é goleiro; defesa central é zagueiro; médio é volante; avançado é atacante; avançado-centro é centroavante; jornada é rodada; pontapé de baliza é tiro de meta; pontapé de canto é tiro de esquina; meias-finais são semifinais; poste é pau; melhores marcadores são artilheiros; relvado é gramado. Como é possível, então, jogar futebol assim? A resposta foi dada há décadas: joga-se e pronto.

 

O que tem o dito “desporto-rei” a ver com o AO90? Isto: são ambos feitos com os pés. Um com arte, outro sem ela.»

 

Fonte:

https://escolapt.wordpress.com/2017/01/26/um-acordo-feito-com-os-pes/

 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 14:29

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