Quinta-feira, 28 de Maio de 2020

A propósito do recuo da TAP: primeiro-ministro António Costa disse hoje que “quando alguém comete um erro, deve-se felicitar esse alguém por o corrigir” (TVI: 14:00 de 28/05/2020)

 

Isto a propósito do recuo da TAP relativamente ao plano de retoma da actividade.

 

Pois é, senhor primeiro-ministro de Portugal: milhares de portugueses estão ansiosíssimos por felicitar também Vossa Excelência pelo recuo do gravíssimo ERRO que foi a implementação (unilateral) do AO90 (apenas em Portugal), o qual não só destruiu a Língua Portuguesa, como lançou o caos ortográfico por todo o lado e, de um país livre e independente, catapultou-nos para colónia da ex-colónia do Brasil.

 

De que é que o Governo Português está à espera?


Não gostariam de ser felicitados pela correcção de um erro, que não é apenas um erro, mas um monstruoso erro?

 

Errar, todos nós já errámos. Quem nunca errou que atire a primeira pedra. Dizem que é humano, errar. Contudo, persistir no erro já não é humano, é algo completamente INSANO.


Dizem-me que Vossas Excelências não querem reconhecer o erro,  para não admitirem a vossa ignorância. Mas isto não pode ser visto assim. Reconhecer os erros não significa admitir que se é ignorante. Significa tão-só que se é lúcido e sensato e inteligente e dotado de bom senso e impregnado de senso comum.


Esperamos que Vossa Excelência, Dr. António Costa, seja humano, lúcido, sensato, inteligente e dotado de bom senso e impregnado de senso comum, porque é isso que os Portugueses esperam dos seus governantes.

 

Reconheça o erro, e devolva a Portugal a sua dignidade e identidade culturais e linguísticas, e terá milhares de Portugueses a felicitá-lo e a aplaudi-lo. 

 

Isabel A. Ferreira

APLAUSOS.png

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 16:55

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Sexta-feira, 1 de Maio de 2020

Ao Dr. António Costa, com o meu aplauso: senhor Primeiro-Ministro, dar um passo atrás para rectificar um erro ou algo que corre mal é da dignidade humana

 

O assunto era a pandemia, mas poderia ser qualquer outra questão em que estivesse em causa um erro qualquer.

 

Ontem, depois de uma reunião, onde foi decidido suspender o Estado de Emergência e declarar o Estado de Calamidade, levantando-se algumas restrições impostas ao povo português, ouvi Vossa Excelência dizer o seguinte num briefing: «Nunca terei vergonha ou qualquer rebuço de dar um passo atrás, se for necessário, para garantir esse bem essencial que é a saúde dos portugueses».

 

Aqui está algo que dignifica um Primeiro-Ministro: voltar atrás, se as coisas não correrem bem.

 

Gostei de ouvir. Foi então que me passou pela cabeça como seria digno de Vossa Excelência voltar atrás também na questão do AO90, que, como se sabe, não correu bem, não cumpriu nenhum dos seus objectivos, é um monumental erro, ilegal e inconstitucional (no dizer de todos os juristas que aprofundaram a questão) lesivo do ensino da Língua Portuguesa e da nossa Cultura e da nossa Identidade, uma vergonha para Portugal, que está a escrever segundo a cartilha de uma ex-colónia, e como seria de elevada dignidade, da parte de Vossa Excelência e do seu Governo, dizer o seguinte aos Portugueses:

 

«Nunca terei vergonha ou qualquer rebuço de dar um passo atrás, se for necessário, para garantir que esse bem essencial, que é o Idioma dos Portugueses possa regressar à sua grafia original

 

Afinal, o Senhor Primeiro- Ministro diz não ter vergonha de dar um passo atrás. Não tenha. Vergonha é manter o passo no caminho errado.

 

Garanto-lhe, senhor Primeiro-Ministro, que este passo atrás, seria a cereja em cima do bolo, da sua actuação como Primeiro-Ministro que, na questão do combate à Covid-19, tem tido uma nota positiva, mas quanto ao Acordo Ortográfico de 1990, que está a destruir o nosso belo Idioma, a nota é zero.

 

Também lhe garanto, senhor Primeiro-Ministro, que milhares de escreventes dos sete países, que têm a Língua Portuguesa como Língua Oficial, aplaudi-lo-iam, se reconhecesse que o AO90 foi um erro, até porque errar é humano, mas insistir no erro é insano.

 

ANTÓNIO COSTA.png

 

A legenda na imagem é o que esperamos, ainda este ano, ouvir da boca do Dr. António Costa. Um sonho que pode tornar-se realidade, se Vossa Excelência mantiver essa sua forte convicção de que nunca terá vergonha de dar um passo atrás. É que dar um passo atrás, quando se está à beira de um abismo, é da inteligência de qualquer ser vivo. E Vossa Excelência deve ter a noção de que a Língua Portuguesa está à beira de um profundo abismo.

 

Pense nisto, com carinho, Senhor Primeiro-Ministro.

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 18:18

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Domingo, 3 de Dezembro de 2017

Qual a diferença entre o governo inglês e o governo português?

 

É que o governo inglês não é subserviente à sua ex-colónia da América do Norte (EUA), e o governo português é subserviente à sua ex-colónia da América do Sul (Brasil), no que à Língua diz respeito.

Os norte-americanos podem ser milhões, mas Inglaterra é Inglaterra, e a Língua é a Inglesa. E os Estados Unidos da América são outro país…

Vejam a diferença do vocabulário “americano” em relação ao vocabulário da Língua Inglesa.

E quem se importa com as diferenças? Ninguém.

E o mesmo acontece com os Espanhóis, com os Franceses...

Mas em Portugal há quem goste de ser muuuuuuuito SERVIL… e verga-se à ortografia da ex-colónia...

The difference between American vocab & British vocab

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 17:49

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Sexta-feira, 6 de Outubro de 2017

«A CÉSAR O QUE É DE CÉSAR, E AOS PORTUGUESES A SUA GENUÍNA CULTURA EUROPEIA!»

 

 

Uma excelente reflexão sobre o AO90, da autoria de Adelino Dias Santos.

 

Que triste figura fazem os actuais governantes portugueses perante o mundo, ao nos impingirem um acordo que devia ser de oito e é apenas de um – Portugal – porque nem o Brasil o aplica, como não aplicou a convenção de 1945, apesar de a ter assinado.

 

Porquê tanto servilismo a uma ex-colónia?

 

A CÉSAR.jpg

Fonte da imagem:

https://www.facebook.com/photo.php?fbid=1261988373907877&set=g.462696313775747&type=1&theater&ifg=1

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 11:21

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. AO/90 é uma fraude, ilegal e inconstitucional

O Acordo Ortográfico 1990 não tem validade internacional. A assinatura (em 1990) do texto original tem repercussões jurídicas: fixa o texto (e os modos como os signatários se vinculam), isto segundo o artº 10º da Convenção de Viena do Direito dos Tratados. Por isso, não podia ser modificado de modo a entrar em vigor com a ratificação de apenas 3... sem que essa alteração não fosse ratificada por unanimidade! Ainda há meses Angola e Moçambique invocaram oficialmente a não vigência do acordo numa reunião oficial e os representantes oficiais do Brasil e do capataz dos brasileiros, Portugal, meteram a viola no saco. Ora, para um acordo internacional entrar em vigor em Portugal, à luz do artº 8º da Constituição Portuguesa, é preciso que esteja em vigor na ordem jurídica internacional. E este não está!
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