Terça-feira, 13 de Agosto de 2019

UMA LUSOFÁBULA CHAMADA AO90 – PARA REFLECTIR

 

Todos sabemos que o Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, encabeçado pelo Brasil e assinado por sete países em 2006, é a maior fraude de todos os tempos.

 

E porque a revogação deste acordo, que nasceu aborto, se impõe cada vez mais, deixo aqui algumas questões levantadas por Paulo Martins, num comentário ao texto «CABO VERDE JÁ DEPOSITOU JUNTO DO MINISTÉRIO DOS NEGÓCIOS ESTRANGEIROS (MNE) O INSTRUMENTO DE DENÚNCIA DO PSEUDO ACORDO ORTOGRÁFICO DE 1990? OU HÁ AINDA MAIS ALGO ESCONDIDO?»

que exigem resposta clara e urgente por parte das autoridades portuguesas.

 

Hélder Guégés.png

 

Se Cabo Verde adoptou o "crioulo" como língua oficial, continuará a ter estatuto de PALOP?

 

No que concerne ao inenarrável IILP (http://iilp.cplp.org/), e restante "estrutura linguística" da também inenarrável CPLP, continuará a ter sede em Cabo Verde? Se sim, que sentido faz?

 

Na prática o IILP deveria chamar-se IILB (Instituto Internacional da Língua Brasileira).

 

Já agora, os contribuintes portugueses continuarão a sustentar com milhões de euros anualmente este país insular, numa época em que Portugal sofre tantas carências a nível educativo e de saúde?

 

Exigirão oficialmente as autoridades portuguesas a desvinculação formal de Cabo Verde do tratado de acordo ortográfico, ou fica tudo bem assim como está?

 

O AO90 é também ele uma enorme ilegalidade que assenta em pressupostos ilusórios e ilegais. Parece que a lusofonia se está a desintegrar, mas o governo e o PR Marcelo "das selfies" fingem que não sabem e persistem teimosamente em manter o AO90, que tão lesivo é para Portugal e a Língua Portuguesa. Enfim, insistem em manter esta lusofábula.

 

Paulo Martins

 

***

 

Estava marcada para hoje, a discussão da revogação do AO90, no Brasil.

 

Se o Brasil revogar o Acordo Ortográfico de 1990 (AO90), todos os países da dita lusofonia, sairiam a ganhar, e acabava-se de uma vez com este jogo nada limpo, porque, como já se sabe, o AO90 é uma fraude, e não existe, de facto, no Direito Internacional.

 

Cabo Verde já não pertence à lusofonia, porque adoptou o Crioulo Cabo-verdiano como Língua Oficial. O Português é língua estrangeira.

 

São Tomé e Príncipe não o aplicou. A Língua dominante em São Tomé é o Francês.

 

No Brasil, apenas uma minoria sabe o que é o AO90, e não é aplicado pela maioria.

 

Angola, Moçambique, Guiné-Bissau e Timor-Leste não querem saber de acordo algum.

 

Em Portugal, devido à imposição ilegal e inconstitucional do AO90, a contestação à sua aplicação é enorme, e apenas um grupo restrito o aplica, ou por ignorância, ou por servilismo ou por mera chantagem. Na verdade, a maioria do povo português nem sabe o que isso é. e os que o seguem, seguem-no por simples vocação para o seguidismo.

 

De modo que revogar o AO90 é a atitude mais inteligente.

 

Isabel A. Ferreira

 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 18:22

link do post | comentar | adicionar aos favoritos
partilhar
Quinta-feira, 1 de Agosto de 2019

«ACORDO ORTOGRÁFICO: UM BECO COM SAÍDA» NOVO LIVRO DE NUNO PACHECO

 

Depois de ler o livro e ver e ouvir o debate (no vídeo aqui reproduzido) chega-se a uma, e apenas a uma conclusão:

O AO90 é uma coisa estúpida, engendrada por parvos, para ser usado apenas, e apenas, pelos que não nasceram absolutamente nada dotados para a aprendizagem de uma Língua Culta Europeia, seja ela qual for. Porque quem não é capaz de perceber que em Língua Portuguesa direCtor se escreve com um , também não percebe que direCtor também se escreve com , em Inglês e em Castelhano; e, direCteur, em Francês, também com cê. E quem diz direCtor, diz todas as outras palavras às quais se suprimiram as consoantes não pronunciadas comuns às restantes Línguas europeias.

Mas, obviamente, embora se esteja num beco, este beco tem saída, diz Nuno Pacheco.

Recomendo vivamente a leitura do livro e a audição do debate ao redor do livro, com Artur Anselmo [Academia das Ciências de Lisboa], Ricardo Araújo Pereira, Pedro Mexia, Guilherme Valente [editor da Gradiva Publicações, S.A.] e de Nuno Pacheco ["Público"].

 

250x.jpg

https://www.youtube.com/watch?v=VumXddbmchI

 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 16:29

link do post | comentar | adicionar aos favoritos
partilhar
Segunda-feira, 29 de Julho de 2019

SENHORES GOVERNANTES, COMO É POSSÍVEL REDUZIR A ZERO A APTIDÃO DAS NOSSAS CRIANÇAS PARA A APRENDIZAGEM DO NOSSO PORTUGUÊS?

 

Recebi via e-mail (no SPAM) esta estranha mensagem:

র্যাংগস তোশিবা নিয়ে এলো বাম্পার গিফটে সুপার ঈদ অফার!

 

Como é óbvio, não entendi nada, mas fui investigar, porque achei lindíssimos e requintadíssimos estes caracteres, e fiquei curiosa para saber a que língua pertenciam (mais do que tentar traduzir a mensagem, que não me interessava nada). Descobri que pertencem à Língua Bengali - língua indo-ariana falada (e escrita) em Bangladesh e no estado indiano vizinho de Bengala Ocidental.

 

Partindo do princípio que as crianças de Bangladesh e de Bengala vão à escola aprender a ler e a escrever esta língua, que é a delas, pus-me a pensar, porque é que estas crianças conseguem escrever numa tal grafia, que convenhamos, é mais complicada (para nós) do que a grafia portuguesa (no desenho das letras) e as crianças portuguesas, no entender dos acordistas, não conseguem escrever na grafia portuguesa, com os respectivos cês e pês no devido lugar, bem como os acentos e os hífenes, tão mais simples do que a grafia Bengali, tendo sido “preciso” adoPtar a grafia brasileira, ainda mais simples, pois suprimiram os cês e os pês a um número indeterminado de vocábulos, porque como vão as crianças (ou devo dizer os adultos) saber que a palavra “direcCtor” é escrita com ?

 

criancas_e_novo_idioma_606x455.jpg

(Foto: Thinkstock/Gettyimages)

 

Qualquer pessoa, minimamente culta e inteligente e informada, sabe que as crianças, a partir dos quatro anos, têm bastante facilidade em aprender várias línguas e respectivas grafias, ao mesmo tempo.

 

Qualquer cidadão, minimamente informado, sabe que a capacidade das crianças para aprender línguas é elevadíssima, conseguindo aprender tantas línguas quantas as que lhes forem ensinadas, porque, as crianças, ao contrário dos acordistas, simplesmente possuem essa capacidade. O cérebro delas está preparado para absorver tudo o que lhes é dado a aprender. Não há, de facto, qualquer impedimento para as crianças portuguesas, relativamente à aprendizagem de várias línguas ao mesmo tempo, nem sequer de grafar uns simples pêzinhos e cêzinhos, uma vez que os grafam no Inglês, no Francês e no Castelhano, que também aprendem. Por que hão-de as crianças portuguesas ter capacidade para aprender o Inglês, o Francês ou o Castelhano, e não têm a mesma aptidão para aprender o nosso Português?

 

Partindo do princípio que a Língua Portuguesa é uma língua, e a Língua (cada vez mais reconhecida como) Brasileira é outra língua, por que não hão-de as nossas crianças aprender a sua própria Língua Materna, agora que já sabem a Brasileira?

 

Foi o que aconteceu comigo aos oito anos (não me canso de repetir): depois de ter aprendido o Brasileiro durante dois anos (dos seis aos oito) regressada a Portugal, aprendi a minha Língua Materna com muita facilidade e muita LEITURA, porque a aprendizagem de uma Língua passa também pela fixação visual: e o que era “setor” passou a ser “seCtor”, muito naturalmente. E de volta ao Brasil, como já sabia grafar à brasileira foi ainda mais fácil regressar ao Brasileiro.

 

Tenho amigos meus, que tiveram de sair de Portugal, para poderem ter uma vida de acordo com o que investiram na sua formação académica (e não andarem para aqui a ganhar cêntimos a vender pipocas, quando podem ganhar um bom ordenado, a trabalhar na profissão dos seus sonhos, e na qual investiram tempo e dinheiro) já com filhos, que iniciaram, em Portugal, a escolaridade (primeiros e segundos anos do ensino básico) e, num espaço de um ano, falam e escrevem correCtamente o Inglês, o Francês e o Alemão, além do “Brasileiro” que lhes foi ensinado em Portugal. Mas não sabem Português.


Então por que querem os acordistas transformá-las nas crianças mais estúpidas do mundo, quando se trata de aprender a Língua Materna delas - o nosso PORTUGUÊS? Deixemos o Brasileiro para os Brasileiros. E acabemos de vez com o AO90, que não serve nenhum país dito lusógrafo. Que se regresse à diversidade, porque a unificação das lusografias é uma miragem no deserto das ideias idiotas, que por aí se alastram.

 

Como é possível medir as aptidões intelectuais das crianças portuguesas, pela descomunal inaptidão intelectual dos acordistas, no que respeita à aprendizagem do nosso Português?

 

Um dos (des)argumentos que os acordistas apresentam, para sustentarem a irreversibilidade do AO90 é a de como vão agora as crianças, que já aprenderam a escrever segundo o AO90 (ou seja, à moda brasileira) aprender a reescrever correCtamente a sua Língua Materna? Muito simples: aprendendo com a maior facilidade, até porque já aprenderam o Inglês, o Francês ou o Castelhano, que lhes é ensinado, com uma vantagem de a Língua Materna delas ter a mesma etimologia dessas outras línguas.

 

Se querem argumentar e ser honestos, argumentem com a VERDADE, apesar de ela ser OBSCURA, porque os Portugueses têm o DIREITO de a saber, e os governantes o DEVER de a dizer (se bem que essa verdade não seja segredo para ninguém). 

 

Por que hão-de os acordistas portugueses apresentar tal parvoíce, como argumento, como se as nossas crianças fossem muiiiiiito, mas muiiiiiito estúpidas, as mais estúpidas crianças do mundo?

 

Em vez de exteriorizarem, deste modo idiota, o vosso analfabetismo funcional, que tal proporcionarem, às nossas crianças, um ensino de Língua Portuguesa de qualidade, base fundamental de uma mais racional aprendizagem de todas as restantes disciplinas, e alicerce primordial para uma comunicação de excelência.

 

Porque é triste, muito triste, lamentável e vergonhoso ler, ver e ouvir o nosso Português tão mal escrito e falado nas televisões, nos jornais, nas revistas e na boca dos governantes, dos políticos, dos jornalistas, dos que acham que escrever “incorrêtamente” é moderno.

 

Não é. O que se passa em Portugal, a este respeito, é um caso de um monumental retrocesso, único em todo o mundo, por se ter passado de cavalo para burro, algo que não passa na cabeça de ninguém, a não ser na cabeça de um acordista.

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 14:27

link do post | comentar | adicionar aos favoritos
partilhar
Quinta-feira, 30 de Maio de 2019

Ó ELES E ELAS QUE POR AÍ ANDAM: POUPAI-ME, PORQUE JÁ ANDO COM OS NERVOS E AS NERVAS EM PÉ!

 

Texto dedicado às mulheres que têm um complexo de inferioridade em relação aos homens, e necessitam que especifiquem o seu género, quando alguém se dirige ao TODO, em que elas estão integradas.

 

É que já não aguento mais andar por aí e deparar-me com este modismo (= idiotismo) do “todas e todos” “amigas e amigos”, “eles e elas”, que virou uma moda muito deselegante e sinónimo de ignorância, a qual no Brasil é considerada uma PRAGA LINGUÍSTICA, e em Portugal “é um must. Como sempre, na cauda do mundo.

 

TODOS E TODAS.jpg

Origem da imagem: http://www.geraldojose.com.br/index.php?sessao=noticia&cod_noticia=29802

 

Chamam-lhe "linguagem inclusiva” e dizem que é por causa da “igualdade de género”, como se a igualdade de género passasse pelo mau uso da Língua Portuguesa.

 

Dizer “todos e todas”, “amigos e amigasé um pleonasmo vicioso. É mais do que uma reiteração (repetição), é um ERRO, isto porque o TODAS já está incluído no TODOS. Bem como TODAS as outras palavras masculinas que integram o FEMININO, e o TODO.

 

TODOS (neutro) engloba todos e todas. Trata-se de um princípio gramatical do Português, que não herdou do Latim o género neutro.

 

Tentarei explicar o que acima referi (a insciência que por aí vai), como se estivesse numa sala de aula, a explicar a alunos do Ensino Básico, por que não devemos aplicar esta PRAGA LINGUÍSTICA para igualar os géneros.

 

Quando dizem: todos e todas; Portugueses e portuguesas; caros e caras; adeptos e adeptas; amigos e amigas; camaradas e camarados (esta à Bloco de Esquerda) demonstram que desconhecem o significado dos vocábulos: todos ( = toda a gente; humanidade); Portugueses ( = povo luso, habitantes de Portugal); caros (adjectivo masculino plural = quem estimamos, seja do sexo masculino ou feminino); adeptos (adjectivo/substantivo masculino plural = apoiantes, sejam do sexo masculino ou feminino); amigos (adjectivo/substantivo masculino plural = pessoas a quem nos ligamos por afectos); camaradas (substantivo de dois géneros = pessoas que connosco partilham uma função comum); e de todos os outros vocábulos que englobam o feminino e o masculino, porque se referem a PESSOAS no seu todo: homens, mulheres, crianças, novos e velhos, menos novos e menos velhos. Simplesmente TODOS.

 

Diferente é dizer especificamente minhas senhoras (porque - em princípio - não serão homens) e meus senhores (porque - em princípio - não serão mulheres). E isto sem qualquer segundo sentido, porque aceito a condição humana, tal qual ela é concebida. Só não sou tolerante (nem tenho de ser) com os que tendo obrigação de SABER, porque lhes foram dadas todas as oportunidades e privilégios, se recusam a QUERER SABER. E para tal não há perdão.

 

Suponho que o que leva os que se julgam modernos, a aplicar este modismo queira imitar algumas línguas estrangeiras, como o Inglês ou o Castelhano, que especificam, por exemplo, filhos e filhas (sons and daughters, hijos y hijas), quando querem referir-se a boys and girls, e a chicos y chicas. Porém quando se referem à sua prole (filhos) dizem children e niños (ou hijos).

 

Contudo, na Língua Portuguesa, o vocábulo Filhos é um substantivo masculino plural = conjunto dos descendentes = DESCENDÊNCIA, PROLE…

 

E o vocábulo filho é um substantivo masculino singular = indivíduo do sexo masculino (ou animal macho) em relação a seus pais. Se queremos dizer que tivemos mais de um indivíduo do sexo masculino, dizemos que temos X filho(s). Mas se quisermos dizer que, no todo, tivemos seis descendentes, dizemos seis filhos.

 

Portanto, quem anda agora, por aí, a imitar línguas estrangeiras, ou os modismos oriundos do complexo de inferioridade que certas mulheres sentem em relação ao homem, não conhecem nem essas línguas, nem a própria língua.

 

Experimentem traduzir isto para Inglês: meus queridos amigos e minhas queridas amigas = my dear friends and my dear friends. Experimentem também traduzir: Ingleses e Inglesas = English and English.

 

Agora reparem: como se traduz o modismo ( = idiotismo) Portugueses e Portuguesas, que agora tanto se ouve por aí:

 

Para Inglês = Portuguese and Portuguese
Para Castelhano = Portugués y portugués
Para Italiano = Portoghese e portoghese
Para Francês = Portugais et portugais

Para Alemão = Portugiesisch und Portugiesisch

 

No que pretendem transformar a Língua Portuguesa? Já não basta o Acordo Ortográfico que destruiu a Língua? Querem transformá-la numa língua extraterrestre? Extra-europeia? Extra-indo-europeia? Uma língua de ignorantes?

 

Já não será tempo de deixar os modismos e regressar ao que estava bem e não necessitava de remendos mal costurados?

 

Sempre ouvi dizer que o que é demais é moléstia.

 

E já chega de tanta moléstia!

É de nos deixar os nervos e as nervas em pé!

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 15:08

link do post | comentar | adicionar aos favoritos
partilhar
Sexta-feira, 22 de Fevereiro de 2019

«GOVERNO DE CABO VERDE QUER “CLASSIFICAÇÃO IMEDIATA” DO CRIOULO COMO PATRIMÓNIO NACIONAL»

 

Este é o título de um artigo publicado ontem, na Página Plataforma, e que pode ser consultado neste link:

https://www.plataformamedia.com/pt-pt/noticias/sociedade/interior/governo-de-cabo-verde-quer-classificacao-imediata-do-crioulo-como-patrimonio-nacional-10604088.html?fb_comment_id=fbc_1941042479354452_1941244959334204_1941244959334204

 

facto que originou uma troca de impressões entre um cavalheiro e eu. É essa troca de impressões (e algo mais) que aqui transcrevo, porque penso que devemos aproveitar todas as deixas para defender a Língua Portuguesa dos que a querem destruir.

 

MINISTRO DA CULTURA CV.jpg

Ministro da Cultura e Industrias Criativas de Cabo Verde, Abraão Vicente.

Orlando Almeida/Global Imagens

 

A propósito desta proposta do Ministro da Cultura de Cabo Verde, deixei no texto o seguinte comentário:

 

Isabel A. Ferreira (comentou):

Todos os países ditos lusófonos terão as suas línguas oficiais locais, e a Língua Portuguesa ou passa a língua estrangeira ou então desaparece, nesses países.

Então para quê estar a arruinar a Língua Portuguesa, em Portugal, com a adoPção do Acordo Ortográfico de 1990, que não passa do abrasileiramento da língua, que no Brasil passará a ser a Língua Brasileira?

Qual o interesse de estrangeirar o Português, da Família Indo-Europeia? Com que finalidade? Com que obscuros desígnios?

Acabem com esta vergonhosa ingerência no Património Cultural Imaterial de Portugal. Que cada país fique com a sua Língua, com a sua Cultura. Não será mais inteligente?

Força! As ex-colónias portuguesas merecem ser completamente independentes. Concordo que pugnem pelos seus dialectos e os transformem em Línguas Oficiais.

 

***

E o cavalheiro Luís Oliveira retorquiu deste modo:

 

Luís Oliveira (comentou):

Quando isso acontecer, será o caminho para o desaparecimento da lingua portuguesa em qualquer país que fale português.. E o crioulo só vai atrapalhar mais o desenvolvimento dos respetivos países além de tb ter os dias contados... No Brasil, pela imensidão de gente que fala português, será onde estará mais tempo o português... Mais que em Portugal que acabará abafado pelo espanhol e inglês... Separar o português nos países que falam português, dará mais margem para o espanhol inglês dominar no mundo e estes agradecem... Os proximos séc. serão de imposições de linguas mais faladas no mundo e as linguas com menos de 20 milhões de falantes irá ser museu já em 100 anos! Não queiras estragar tudo com ideias estupidas...

 

***

Como não sou de me calar quando um cavalheiro investe contra a minha pessoa deste modo elegante, respondi-lhe o seguinte:

 

Isabel A. Ferreira (comentou):

Luís Oliveira desculpe, mas ideias enviesadas tem o senhor que, pelo que se vê, desconhece a história das línguas no mundo, e tem uma visão muito distorcida da questão das línguas.

Enquanto houver PORTUGAL e PORTUGUESES jamais a Língua Portuguesa desaparecerá do mundo. JAMAIS. (Não esquecer que a Língua Portuguesa é Património Cultural Imaterial de Portugal). E isto é o que interessa. Não interessa para nada os MILHÕES, quando esses milhões se afastaram da Língua Portuguesa e criaram uma outra língua. Contudo, se os "luíses oliveiras" e os "augustos santos silvas" e os "antónios costas" e os "marcelos rebelos de sousas", que deixaram de ser portugueses, continuarem a predominar sobre os PORTUGUESES, e se Portugal se transformar no quintal dos estrangeiros (estamos perto disso) ora então teremos a invasão do mandarim, do brasileiro, do castelhano, do inglês, do francês e sabe-se lá de que mais línguas.

O Crioulo Cabo-Verdiano (de origem portuguesa), bem como os restantes dialectos cabo-verdianos já são falados há muito, em Cabo Verde. O Português tenderá a ser uma língua estrangeira. E os Cabo-Verdianos fazem muito bem. Há que cortar o cordão umbilical com o ex-colonizador.

Nos restantes países, Angola, Moçambique, Guiné Bissau, São Tomé e Príncipe (onde o Francês predomina), Timor-Leste, os povos falam os seus dialectos, e embora a Língua Portuguesa ainda seja língua oficial, ela é falada apenas por uma minoria, porque o que predomina são os muitos dialectos desses povos.

E o que interessa a Portugal que o Português tenha de ser a língua mais falada no mundo? Nada. Porque jamais será. Porque os milhões de brasileiros substituirão o vocábulo "portuguesa" por "brasileira". E fazem muito bem.

E nós, Portugueses, poucos, mas bons, continuaremos a preservar o nosso Património Linguístico.

 

***

Num outro comentário, uma outra visão, sobre a mesma questão, a qual não deixa de ser real:

 

VC Rodrigues (comentou):

Os paises ex-colónias portuguesas só têm interesse no relacionamento com Portugal enquanto tiram algum proveito disso. Quando um presidente ou primeiro-ministro vai a um destes paises a viagem fica maioritáriamente centrada, na perspectiva dos políticos daqueles povos, na questão da facilitação dos vistos para imigrar para Portugal (e Europa) e na facilitação da obtenção cidadania portuguesa para os seus cidadãos. E os portugueses lá lhes vão dando sempre o que eles querem em troca de umas promessas de negócios para as empresas dos amigos dos políticos. Agora apróximação cultural, "familiar", etc., é tudo conversa da treta e eles sabem-no bem. O que até se compreende porque apenas no final do sec. XIX e no sec. XX (ao todo não mais de 100 anos) é que estivemos lá verdadeiramente e com ocupação efectiva dos territórios. Durante este tempo os indigenas maioritáriamente não eram mais do que simples empregados miseráveis ou trabalhadores em troca de alimentação apenas (quase escravos). A aproximação entre povos com relacionamentos no passado assim é uma fantasia. Em Angola por exemplo a maioria destesta-nos. E em Moçambique parece estar a despertar o antiportuguesismo. E grande parte dos que imigraram para Portugal não querem saber de se integrar, não querem ser portugueses ou apenas o são por oportunismo e muitos pisgam-se logo que podem para a Europa (veja-se o caso do cabo-verdianos que por via de Portugal invadiram a Holanda).

 

***

Entretanto, um outro comentário surgiu e deixou-me estupefacta:

 

André Filipe (comentou):

Eles que adoptem o idioma que quiserem, a partir do momento que não querem a língua portuguesa, Portugal deveria cortar relações de vez com os paises lusófonos que de lusófonos teem cada vez menos.

***

 

Não poderia deixar sem resposta este desvario do André Filipe:

 

Isabel A. Ferreira (comentou):

André Filipe, desculpe, não concordo consigo. As ex-colónias portuguesas, hoje, são países livres e soberanos, e têm todo o direito de escolherem a língua que bem entenderem.

Não querem o Português? Estão no seu direito. Mas isso não deve ser motivo para se cortar relações. Muito pelo contrário, devemos cultivar as boas relações com esses povos, como mantemos com outros. E a Língua não deve servir nem para UNIR nem para DESUNIR. Cada um deve ficar com a sua, porque na diversidade é que está toda a riqueza das relações. Nada há mais interessante e frutuoso do que a união de povos através da diversidade que cada um apresenta.

A minha Língua é a Língua Portuguesa. Mas amo conhecer a língua de outros povos. Isto faz parte do nosso enriquecimento cultural. Vou adorar aprender o Crioulo Cabo-Verdiano e acrescentá-lo ao rol das línguas estrangeiras que domino.

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 16:46

link do post | comentar | adicionar aos favoritos
partilhar
Sexta-feira, 25 de Janeiro de 2019

LUSODESCENDENTES PREPARAM CAMPANHA DE PROMOÇÃO DA LÍNGUA PORTUGUESA OU DO AO90 EM PARIS?

 

Diz a notícia que cerca de 200 lusodescendentes, portugueses e franceses, vão reunir-se este fim-de-semana, na Casa de Portugal, em Paris, para preparar uma estratégia de promoção da aprendizagem da Língua Portuguesa em França, uma iniciativa considerada "crucial" pela embaixada portuguesa.

 

A questão é saber que Língua Portuguesa irá ser promovida. É bom que eles saibam que os governantes portugueses andam por aí a propagar o Português grafado à brasileira, que se distancia substancialmente da Língua Portuguesa original. E se pensam, esses lusodescendentes, que estão a aprender a Língua Materna dos seus Pais, enganam-se. Andam a vender-lhes gato por lebre, crime que sairá bastante caro a Portugal.

 

ORTOGRAPHE.png

 

A reunião dos "Estados Gerais da Lusodescendência" ('États Generaux de la Lusodescendance', em francês) que será coordenada pela associação Cap Magellan, e juntará cerca de 150 estruturas associativas, empresários, estudantes e professores, entre lusodescendentes, portugueses e franceses, vai dedicar-se integralmente à promoção de uma Língua que em Portugal já deixou de ser Portuguesa, na sua forma grafada, mas também na oralidade, que já se começa a sentir a olhos vistos.

 

O embaixador português em Paris, Jorge Torres Pereira, considerou, num comunicado enviado à Lusa, que a segunda edição deste encontro debruça-se sobre um tema "crucial para o desenvolvimento sustentado da relação bilateral" Portugal-França: "a mobilização de esforços para que a língua portuguesa ganhe efectivamente a 'batalha do paradigma', e deixe de ser vista como uma língua de uma comunidade - 'une langue d'immigration' ['uma língua de imigração'] - assumindo o seu lugar natural entre as 'deuxièmes' [segundas] ou 'troisièmes langues' [terceiras línguas] a serem aprendidas pelas crianças e jovens em França".

 

O que o senhor embaixador deveria ter acrescentado é que a língua que estes lusodescendentes aprenderão não é a Portuguesa, se estiverem a seguir o que se passa em Portugal.

 

E só para dar um exemplo da mixórdia que será ensinada a estes desventurados lusodescendentes, transcreverei uma parte desta notícia, tal qual ela vem escrita na fonte:

 

Tal como o diplomata, outras figuras da comunidade, mas também do ensino em França, marcarão presença neste encontro. Christophe Chaillot, responsável pela cooperação educativa do Instituto Francês e Sophie Sellier, diretora de comunicação do mesmo instituto, vão partilhar a experiência da francofonia no mundo, assim como Anne-Dominique Valieres, inspectora geral da Educação Nacional, participará nos trabalhos.

 

Ou seja: diretora (dir’tora) (grafada à brasileira, sem ) e que em Francês se escreve direCteur (com ), e em Língua Portuguesa se escreve direCtora, (também com ).

Mas… inspeCtora já com à portuguesa.

 

Explique-se a estes lusodescendentes porquê escreverão “direCteur” em Francês, mas “diretor” em “português”, se o Português é uma Língua Românica tal como o Francês.

 

É esta mixórdia que será ensinada aos lusodescendentes por “professores” acordistas?

 

Diz a notícia que para a organização do evento, o português está "muito aquém" das suas possibilidades, atrás do espanhol, alemão e até italiano, sendo assim necessário dar ferramentas às associações e aos lusodescendentes para promoverem a aprendizagem da Língua de Camões.

 

Se andarem por aí a promover o AO90, não estão a promover a aprendizagem da Língua de Camões. E isso será preciso ficar bem claro, para que os lusodescendentes não sejam enganados.

 

Dizem que escolheram o eixo da Língua Portuguesa porque há muito trabalho a fazer, e quando comparado o Português com o Castelhano o Alemão ou o Italiano, está aquém das suas possibilidades em termos de ensino.

 

É preciso dizer que nem os Espanhóis, nem os Alemães, nem os Italianos adoPtaram a grafia de uma ex-colónia e lhes chamaram “Castelhano”, “Alemão” e “Italiano”. Estas línguas são línguas europeias e íntegras. E o que Portugal anda por aí a “ensinar” como Língua Portuguesa, é a forma grafada da língua da ex-colónia brasileira, que se afastou da matriz europeia.

 

Dizem que vão tentar construir uma verdadeira campanha para a promoção da Língua Portuguesa para convencer os decisores locais a abrir novas turmas de português. Se for o “português acordizado”, não lhe chamem Português, porque não é, e ao lado do Castelhano, do Alemão e do Italiano será o parente empobrecido das Línguas Românicas.

 

Os lusodescendentes saberão destes meandros?

Perguntem-lhes que LÍNGUA querem aprender: a Língua Materna dos seus Pais, ou a língua sul-americanizada que os políticos traidores da Pátria dos seus Pais andam por aí a impingir aos lusodescendentes e aos Portugueses.

 

Se esta reunião é para promover a Língua Portuguesa na sua versão culta e europeia, esqueça-se tudo o que escrevi.

 

Isabel A. Ferreira

 

Fonte da notícia:

https://www.jn.pt/mundo/jn-comunidades/interior/lusodescendentes-preparam-campanha-de-promocao-da-lingua-portuguesa-em-franca-10484742.html?fb_comment_id=2038700702849868_2039892072730731&comment_id=2039383129448292&reply_comment_id=2039892072730731

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 18:11

link do post | comentar | adicionar aos favoritos
partilhar
Sexta-feira, 19 de Outubro de 2018

O DESAMOR À LÍNGUA PORTUGUESA GEROU O AO90 QUE, POR SUA VEZ, ESTÁ A GERAR ANALFABETOS FUNCIONAIS

 

E os governantes lá vão beijocando e rindo… levados, levados sim… pela voz do som tremendo, da ignorância sem fim…

 

REFORMA ORTOGRÁFICA.jpg

 

Penso rápido (19)

 

Texto de Pedro Correia

 

in Blogue Delito de Opinião

https://delitodeopiniao.blogs.sapo.pt/penso-rapido-19-6470222

 

«Certos leitores que pretendem fazer ironia com as orthographias antigas da língua portuguesa - às vezes referindo-se a autores que publicaram há pouco mais de cem anos - estão, no fundo, a produzir argumentos contra o "acordo ortográfico" e não a favor. Ao contrário do que supunham.

 

É incompreensível que um inglês leia Walter Scott ou Oscar Wilde na grafia original, o mesmo sucedendo a um francês em relação a Balzac ou Zola, um espanhol em relação a Pérez Galdós e um norte-americano em relação a Mark Twain, enquanto as obras de um Camilo ou um Eça de Queirós já foram impressas em quatro diferentes grafias do nosso idioma.

 

As sucessivas reformas da ortografia portuguesa - já lá vão quatro no último século - são um péssimo exemplo de intromissão do poder político numa área que devia ser reservada à comunidade científica. Cada mudança de regime produziu uma "reforma ortográfica" em Portugal. Para efeitos que nada tinham a ver com o amor à língua portuguesa, antes pelo contrário.

 

Cada "reforma" foi-nos afastando da raiz original da palavra, ao contrário do que sucedeu com a esmagadora maioria das línguas europeias - como o inglês, o francês, o alemão e em certa medida o espanhol. A pior de todas essas reformas foi a de 1990 que separa famílias lexicais produzindo aberrações como "os egiptólogos que trabalham no Egito[sic] são quase todos egípcios" ou "a principal característica dos portugueses é terem um forte caráter[sic]".

 

Esta ruptura com a etimologia ocorre, convém sublinhar, num momento em que nunca foi tão generalizada a aprendizagem de línguas estrangeiras entre nós. Assim, enquanto os políticos de turno pretendem impor a grafia "ator"[sic] à palavra actor, os portugueses continuarão a aprender "actor" em inglês, "acteur" em francês, "actor" em castelhano e "akteur" em alemão.

 

Não adianta deitar fora a etimologia pela porta: ela regressa sempre pela janela. Através de idiomas nunca sujeitos aos tratos de polé de "acordos ortográficos" destinados a produzir legiões de analfabetos funcionais.»

 

Fonte:

https://delitodeopiniao.blogs.sapo.pt/penso-rapido-19-6470222

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 16:35

link do post | comentar | adicionar aos favoritos
partilhar
Quinta-feira, 18 de Outubro de 2018

CAMPANHA CONTRA O ACORDO ORTOGRÁFICO TAMBÉM NO BRASIL

 

Andando eu numa busca pela Internet, encontrei um texto, publicado em 2015, por Leão Alves, num site brasileiro, denominado Nação Mestiça, e que é muito significativo do sentimento Anti-AO90, que também se estende ao Brasil.

 

Se o AO90 fosse implementado, apenas serviria interesses políticos do Brasil, mas não os interesses dos Brasileiros, pelo menos dos Brasileiros Cultos, que infelizmente não são a maioria, aliás, tal como em Portugal os portugueses cultos também não são a maioria.

 

Então vamos ver que campanha foi essa.

 

CAMPANHA.jpg

 

(Sublinharei a vermelho as palavras grafadas à brasileira, que foram introduzidas em Portugal através do famigerado AO90, e a negrito, excertos que pretendo realçar).

 

***

Texto de Leão Alves

 

«Uma campanha busca conseguir 20.000 apoios à criação de Projeto de Lei para retirar o Brasil do Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa de 1990, o AO90. O acordo alegadamente tem a finalidade de reunificar a ortografia da língua, mas falha completamente neste objetivo, além de acarretar outros problemas. Para apoiar a campanha contra o AO90, o interessado deve acessar a página do e-Cidadania do site do Senado brasileiro – https://www12.senado.leg.br/ecidadania/visualizacaoideia?id=44805  -, sendo suficiente informar nome e e-mail para registrar o apoio.

 

A resistência ao AO90 tem ocorrido nos diversos países de língua portuguesa. Em Portugal, as manifestações incluem passeatas e uma campanha busca recolher 75.000 assinaturas para que seja convocado um referendo para a população opinar.

 

Até a primeira metade do séc. XX havia uma mesma ortografia em todos os países de língua portuguesa. As reformas ortográficas não atenderam alguma necessidade de melhorar a comunicação escrita da língua, mas sim ocorreram logo após transições políticas importantes, indicando o objetivo dos novos governantes firmarem o período político instalado.

 

Em Portugal, a reforma ocorreu em 1911, no ano seguinte à implantação da República; no Brasil, ocorreu a partir de 1931, com a chegada de Getúlio Vargas ao poder após a Revolução de 1930. O AO90, por sua vez, foi firmado por governos da Terceira República portuguesa, pós-Salazar, da Nova República brasileira, pós-Regime Militar, e das ex-colônias portuguesas na África recentemente independentes.

 

Abaixo, o texto da campanha no site do Senado brasileiro.

 

Retirada do Brasil do Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa de 1990.

 

O Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa de 1990 (AO90) é um tratado internacional firmado com o objetivo de criar uma ortografia unificada para o português, a ser usada por todos os países de língua oficial portuguesa. Foi assinado em Lisboa por representantes oficiais de Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal e São Tomé e Príncipe, em 16 de dezembro de 1990, ficando na dependência da concordância dos parlamentos dos respectivos países. Depois de recuperar a independência, Timor-Leste aderiu ao AO90 em 2004.

 

Entre as diversas razões para o Brasil retirar-se do Acordo Ortográfico de 1990, destacam-se:

 

  • O acordo não tem legitimidade, haja vista a língua portuguesa ser um patrimônio comum de Portugal e dos povos de origem portuguesa e não ter havido plebiscito ou referendo nos diversos países de língua portuguesa autorizando a mudança na ortografia desta.
  • Na maioria dos países signatários o AO90 não entrou em vigor por motivos que vão de críticas gramaticais a econômicas.
  • O Acordo Ortográfico não cumpre o objetivo de unificar a ortografia nos diversos países de língua portuguesa, mantendo variações como Amazônia e Amazónia, perspectiva e perspetiva, recepção e receção.
  • A ortografia portuguesa já foi única até Portugal e depois o Brasil, por motivos políticos e interesses particulares, substituírem no início do séc. XX a ortografia etimológica pela fonética, criando regras desnecessárias. Para uma unificação bastaria retornar à ortografia anterior, o que o Acordo Ortográfico não faz.
  • O Acordo Ortográfico também não cumpre o objetivo de simplificar a ortografia, criando diversas regras novas, como o uso do hífen entre vogais repetidas: antiinflamatório, p. ex., passa a ser escrito anti-inflamatório.
  • O AO90 cria um precedente para futuras reformas, como a que já defende que “se escreva como se fala” – casa, p. ex., seria escrita ‘kaza’ – e que podem levar à desagregação da língua portuguesa falada no Brasil, favorecendo a desagregação nacional – além de gastos públicos visando preservar a diversidade inventada.
  • O AO90 reforça a ortografia fonética, dificultando o aprendizado da língua portuguesa e sua difusão em países não lusófonos.
  • O AO90 lança no lixo bilhões em investimentos gastos durantes anos no ensino da língua portuguesa nas escolas e exige novos gastos em dinheiro e tempo com o ensino da nova ortografia para profissionais que não têm mais tempo para voltar às salas de aula.

 Leão Alves é médico e ex-presidente do Movimento Pardo-Mestiço Brasileiro (Nação Mestiça).

 Posted in Português.

By Nação Mestiça – 19/08/2015


Fonte:

https://nacaomestica.org/blog4/?p=16241

 

***

Esta campanha não foi propriamente um sucesso, contudo, serviu para demonstrar que no Brasil não é linear a adesão a um acordo tão fraudulento, como este. Existem várias razões para o aparente insucesso desta campanha. O Brasil não é um país propriamente estável politicamente e socialmente, e estas questões mais culturais, passam ao lado da esmagadora maioria dos Brasileiros. A iliteracia e o analfabetismo existem em níveis altíssimos, e sobreviver no caos é missão prioritária. 

 

No entanto, se juntarmos a esta legítima campanha brasileira (repare-se que foi encetada em 2015, não há muito tempo), a recente posição tomada pela Academia Angolana de Letras, no sentido de não recomendar a ratificação do AO90, que não serve os interesses do povo angolano; e a também recente queixa à UNESCO, encetada pelo MPLP (Movimento em Prol da Língua Portuguesa) contra os sucessivos governos portugueses que violaram a Convenção de 2003 para a Salvaguarda do Património Cultural Imaterial (CSPCI); e mais todas as vozes que se têm levantado em Portugal e no mundo, contra este que é considerado um autêntico aborto ortográfico; e tendo em conta que Angola, Moçambique, Timor-Leste e Guiné-Bissau não ratificaram este acordo, e que Cabo-Verde embora o tivesse ratificado, já o descartou, adoptando o Crioulo Cabo-verdiano como Língua Oficial, e o Português como língua estrangeira; e sabendo-se que em São Tomé e Príncipe o Francês domina, pode dizer-se que estão aqui reunidas razões suficientes para abortar este malparido acordo

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 18:27

link do post | comentar | adicionar aos favoritos
partilhar
Domingo, 9 de Setembro de 2018

NA «CAIXA DE PANDORA» DE PEDRO SANTANA LOPES ENCONTREI UM TEXTO EM BOM PORTUGUÊS COM UM “SENÃO”

 

 

Todos sabemos que Pedro Santana Lopes é um dos predadores da Língua Portuguesa, e que ficará para a História como tal, pois este foi o seu feito mais imperfeito e mais desastroso para Portugal.

Santana Lopes costuma escrever umas crónicas para o jornal Económico, onde aplica o mixordês, gerado pela sua ousadia de tramar o Português.

(O texto é um pouco longo, mas vale a pena ler até ao fim, para se poder compreender o imbróglio chamado AO90.

 

SANTANA LOPES.jpg

Origem da foto: https://ionline.sapo.pt/583565

 

Desta vez, num texto publicado no passado dia 5 de Setembro, sob o título “Caixa de Pandora” Santana Lopes escreveu em Bom Português, com todos os pês e cês no devido lugar. Porém, no final do artigo, espantosamente, lê-se «artigo em conformidade com o novo acordo ortográfico».

 

Depois de ter contribuído para o caos ortográfico, para o mixordês que por aí se vê, o senhor regressou ao colo materno, ou escreveu o texto grafado à portuguesa, por engano?

 

Muito bem, Dr. Santana Lopes. Até gostei de ler o texto em Bom Português. Passei por cima do conteúdo, porque a minha preocupação, neste momento, é a Língua Portuguesa grafada à brasileira, simplesmente porque o senhor assinou umas papeladas que condenou à morte a minha Língua Materna.

 

E os seus motivos foram inacreditáveis. A história conta-se num artigo publicado em Junho de 2016, no jornal acordizado SOL.

 

Estávamos no tempo em que Marcelo Rebelo de Sousa tinha acabado de visitar Moçambique, onde admitiu reabrir a questão do Acordo Ortográfico. «Foi o pior momento dele desde que assumiu funções», considerou Santana Lopes. Porquê? Porque MRS disse algo que devia ter feito e não fez? Porque quando ele chegou a Portugal o mandaram calar, e ele calou-se? Só assim se justifica o pior momento de Marcelo Rebelo de Sousa, um pior momento que perdura até aos dias de hoje.

 

Ainda hoje ouvi MRS dizer na SIC que os Portugueses têm o direito de saber o que se passou no incêndio de Pedrógão, com todos aqueles mortos.

 

Os Portugueses têm o direito de saber iso, e não têm o direito de saber o que está a passar-se com a ilegalidade da aplicação do AO90? Pois os Portugueses TAMBÉM têm o direito de saber (e isso já lhe foi perguntado centenas de vezes) o porquê de ele não estar a cumprir a Constituição da República Portuguesa e não manda revogar o AO90, como é da sua competência, uma vez que o AO90 está a ser aplicado ILEGALMENTE em Portugal. E ele remete-se a um estrondoso silêncio. O que tem ele a esconder?

 

Ora Santana Lopes conta ao Sol que estava no emblemático Empire State Building, em Nova Iorque, quando viu algo que não lhe agradou: «Lá em baixo havia uma placa a dizer: ‘Vídeo disponível em alemão, inglês, italiano, espanhol, brasileiro’. Com a bandeira do Brasil. Confesso que fiquei transtornado». Disse Santana. E agora vem o mais inconcebível: e foi precisamente para evitar que a Língua Portuguesa fosse ‘engolida’ pelo português do Brasil que, ele, Pedro Santana Lopes, se empenhou pela assinatura do Acordo Ortográfico de 1990.

 

Falhou-me aqui alguma coisa?

Para evitar que a Língua Portuguesa fosse “engolida” pelo Dialecto Brasileiro (é assim que devemos identificar o que se escreve e fala no Brasil, porque é errado dizer português do Brasil, isso não existe, podem consultar o especialista em dialectologia portuguesa, Leite de Vasconcelos) Santana Lopes foi pôr a Língua Portuguesa precisamente na boca do lobo, isto é, grafada à brasileira, para ser engolida mais facilmente? Isto faz algum sentido?

 

Agora sabe o que temos? Temos a grafia brasileira, em Portugal, com a bandeirinha portuguesa, o que é ainda mais de transtornar, porque o tal vídeo estava disponível em brasileiro, e a bandeira era a brasileira, a condizer. Em Portugal grafa-se à brasileira, com a bandeirinha a não condizer, a portuguesa.

 

 

BANDEIRINHA.png

(Veja-se nesta imagem, que captei no Dino Parque da Lourinhã, as informações com as respectivas bandeirinhas. Em Castelhano, Inglês e Francês o enunciado está a condizer com a bandeira, excePto o Português, porque em Português escrevemos e dizemos inseCtos (insétus), não insetos (insêtus) à brasileira, se bem que os brasileiros abram as consoantes em todas as circunstâncias. Nas línguas europeias escreve-se inseCto (Português e Castelhano), inseCt (Inglês) e inseCte / inseCtivore (Francês). Daí que a bandeirinha neste quadro está incorrecta, no que a Portugal diz  respeito. Devia lá estar a bandeira brasileira. E assim se enganam os portugueses e os estrangeiros, que não reconhecem aqueles INSETOS (insÊTos) como sendo portugueses.

 

No mesmo artigo, Santana Lopes ainda tem o desplante de dizer que «ver o Acordo Ortográfico como uma cedência ao Brasil é um disparate». Chamar a esta mais pura verdade um disparate, é que é um monumental disparate.

 

Que visão mais distorcida o senhor tem da realidade, que salta à vista até do mais analfabeto dos analfabetos.

 

E uma vez que comecei a contar esta história, vou contar o resto.

 

Santana Lopes disse ao SOL que “perdeu muitas horas de sono a pensar se devíamos fazer o Acordo», mas a partir do momento em que ficou convencido trabalhou afincadamente para conseguir que outros países de Língua Portuguesa o aceitassem. Ainda bem que esse afincadamente não foi eficaz, nem podia ser, porque substituir uma Língua íntegra, por um dialecto, na forma grafada, é uma atitude absolutamente retrógrada, que nenhum país livre, que se preze de o ser, se sujeita a tomar. E os que a tomaram desistiram dela, logo que viram o erro.

Vamos recordar os meandros desta falta de visão de Estado, que faz com que Portugal ande a rastejar, como um lagarto, no chão que o Brasil pisa.

 

***

Em conversa com o SOL, o antigo secretário de Estado da Cultura, que foi incumbido por Cavaco Silva de conduzir politicamente o processo, recorda os bastidores da assinatura do polémico Acordo e a resistência, «muitas vezes misturada com desprezo», que encontrou no Brasil.

 

SOL - De quem partiu a ideia de fazer este Acordo?

 

Santana Lopes (SL) - Já tive ocasião de dizer isso publicamente. Quando o professor Cavaco Silva me convidou [para secretário de Estado da Cultura], esta foi uma das três tarefas principais de que me encarregou. E com base nessa ideia: ‘Ou conseguimos mobilizar os nossos parceiros para esta causa ou, lá para meio do século XXI, o português vai ser o latim do século XX’.

 

Isto é de uma ignorância infinita. É de quem não vê um palmo adiante do nariz. Lá para o meio do século XXI, pelo andar da carruagem, a Língua Portuguesa terá desaparecido do mapa (a não ser que os africanos a segurem) e ter-se-á imposto o dialecto brasileiro, com o nome de Língua Brasileira. E só não vê isto quem é muito cego mental, ou está a lucrar mundos e fundos, porque as evidências são claríssimas. (IAF)

 

SOL - O que fazia prever isso?

 

SL - Muita gente acha que o Prof. Cavaco só tem defeitos, mas tenho de dizer que é um estadista, um homem com visão – e até estou à vontade para falar das qualidades dele, porque, como é sabido, hoje não temos uma relação propriamente próxima. Na altura, ele disse-me: ‘Você vai aos leitorados das universidades em vários países do mundo e tem brasileiros, não tem portugueses. Vai a organizações internacionais e os tradutores são brasileiros, não são portugueses. O Brasil tem 200 milhões de pessoas, portanto cada vez mais o português usado vai ser o português do Brasil. Acho que é uma obrigação patriótica, nacional, lutarmos por um acordo sobre a língua’.

Mas há quem ache que é desnecessário haver um acordo. O Reino Unido, por exemplo, não tem um acordo com os Estados Unidos.

Pois não. Não precisam! Eles têm uma dimensão tal que querem lá saber se os EUA falam com sotaque americano ou escrevem não sei como… Mas Portugal não tem esse estatuto nem esse peso. Por isso é que existe uma necessidade acrescida de um acordo.

 

Como é possível dizer uma coisa destas?

O que interessa a Portugal que os brasileiros sejam milhões a falar e a escrever e a expandir o dialecto deles? Temos alguma coisa com isso? Precisamos de ir a reboque de uma ex-colónia para que sejamos vistos e ouvidos e lidos no mundo? Precisamos desta subserviência? Por alma de quem? Que raio de obrigação patriótica é esta? Trocar uma Língua pelo dialecto de uma ex-colónia, na sua forma grafada, apenas para que nas universidades do mundo, os brasileiros continuem a ser brasileiros e nós nada?

Acham que substituir a grafia portuguesa pela grafia brasileira vai catapultar-nos como um povo livre no mundo? E ficamos a ser muitos e importantes, porque trocámos a nossa Língua pelo dialecto brasileiro, que se tornará na Língua Brasileira brevemente?

Isto é surreal!  (IAF)

 

SOL - Como foi o processo de negociação dos termos do Acordo? Obrigou-o a viajar pelos países da CPLP?

 

SL - Não. No caso dos parceiros africanos, eles vinham cá. Ao Brasil fui duas vezes, uma vez com o Prof. Cavaco Silva, e outra quando o Dr. Antônio Houaiss era ministro da Cultura. O mais difícil foi a ida ao Senado Brasileiro e à Academia Brasileira.

 

SOL - Porquê? Mandavam-lhe bocas?

 

SL - Não, não! Por causa dos artigos nos jornais.

 

SOL - Eram violentos?

 

SL - Alguns muito violentos. Havia uns intelectuais, sobretudo escritores, que escreviam palavras de desconsideração para com Portugal e para com o Acordo. Não foi um ambiente hostil, mas foi uma missão difícil. Na altura era presidente da Academia Brasileira um senhor que se chamava Austregésilo de Athayde, que tinha quase cem anos, uma figura venerada. Nunca se sabia se estava acordado ou a dormir. Enquanto eu discursava, ia olhando para ele, até que percebi que ele estava sempre a ouvir tudo. No final bateram-me umas palmas tímidas. Foram educados, mas foi um processo difícil.

 

Pudera! Os Brasileiros cultos e lúcidos são os próprios a considerar um absurdo os Portugueses sujeitarem-se a uma coisa destas: substituir uma Língua pelo dialecto deles. Só um povo parvo e submisso o faz. (IAF)

 

SOL - Os portugueses acham que estão a abrir mão da sua forma de escrever, mas os brasileiros também tinham muitas reservas, é isso?

 

SL - Muitos portugueses não fazem ideia – e eu também não fazia, só passei a fazer quando me envolvi nesse processo – da aversão que existe em muitos setores da sociedade brasileira.

 

SOL - Houve resistência?

 

SL - Houve, nomeadamente numa certa elite intelectual brasileira, e muitas vezes misturada com um desprezo pelas pretensões de Portugal. Portanto esta ideia bacoca de que isto é uma cedência ao Brasil é um disparate sem pés nem cabeça.

 

Esquece-se Santana Lopes que não se está a ceder a certa elite intelectual brasileira, está a ceder-se aos políticos marxistas brasileiros que querem acabar com o passado e colonizar Portugal através da Língua, das novelas, da música… etc.. Não nos esqueçamos de que o AO90 foi engendrado por Evanildo Bechara (brasileiro) e Malaca Casteleiro (português). E só Portugal se interessou por ele, COM MEDO de ficar pequenino diante do gigante, como se isso importasse para alguma coisa! Somos territorialmente pequenos, mas se quisermos, podemos ser um povo GRANDE, se conseguirmos livrar-nos destes políticos pequenos, mesquinhos, subservientes, sem visão alguma.  (IAF)

 

SOL - E como venceu essa resistência? O Acordo destinava-se a ‘salvar’ o português de Portugal, mas não podia usar esse argumento no Brasil…

 

(Como se pode salvar uma Língua, substituindo-a por um dialecto, numa atitude absurdamente retrógrada?) (IAF)

 

SL - Estávamos numa época em que, fruto também da nossa adesão recente à CEE, havia um grande fascínio pelo processo que Portugal estava a seguir e uma grande vontade do Brasil de aproximação política a Portugal. Eles queriam que Portugal fosse a porta de entrada na União Europeia, e eu falei-lhes na importância da língua como instrumento de aproximação entre os povos. ‘A língua utilizada na EU não é o português do Brasil, é o português de Portugal, e se vocês querem ter esse relacionamento mais profundo precisamos de uniformizar a língua’.

 

Mas que argumento mais absurdo! Mais estapafúrdio! Eles (brasileiros) queriam que Portugal fosse a porta de entrada na União Europeia, então o que faz Portugal? SERVILMENTE, ajuda o Brasil nessa pretensão, “uniformizando” o que é impossível de uniformizar, sobrepondo o brasileiro ao Português. Isto só mesmo de quem não sabe o que está a fazer. (IAF)

 

SOL - Como correu a cerimónia da assinatura na Ajuda?

 

SL - Estive até 10 minutos antes de começar a cerimónia sem saber se o ministro brasileiro vinha ou não…

 

SOL - Mas não tinha a garantia de que o Brasil ia assinar?

 

SL - Tínhamos a palavra, mas havia uma desculpa dada ‘por compromissos de última hora’. Fizeram quase suspense até à última da hora, houve sempre incerteza. De repente recebi a informação de que o ministro da Educação brasileiro já estava a chegar ao aeroporto. Todos os países tinham a noção de que esta questão era politicamente muito relevante. Eu perdi muitas horas de sono a pensar se devia assinar o Acordo. Se não estivesse convencido, ia ter com o primeiro-ministro e apresentava-lhe a demissão. Mas a partir do momento em que me convenci, o mais importante para mim não era se ‘facto’ devia ter C ou não ter – isso não era comigo, era com as academias. O que eu tinha era de garantir que os países assinassem o acordo. E terem assinado foi uma proeza – não digo minha, mas de todos. É bom lembrar que estávamos em outubro de 90 – só 16 anos depois da revolução de 25 de Abril. Foi um achievement, um feito extraordinário.

 

Tão “extraordinário”, que apenas Portugal se apressou a aplicar o monstro, numa pressa completamente insana. Irracional. Irresponsável. (IAF)

 

SOL - Ainda assim gerou muita polémica na altura.

 

SL - É verdade, mas hoje as pessoas fazem pouco trabalho de memória. Se forem aos jornais da época verão que também havia um movimento grande pró acordo, da esquerda à direita. Às vezes, as pessoas têm a mania de dizer: ‘Foi o Santana Lopes’ ou ‘foi o Cavaco Silva’. Não. Foi também Mário Soares, Jorge Sampaio, António Guterres, até Edite Estrela, que era a especialista da língua do Partido Socialista. Foram pessoas de todos os setores e mais alguns. O dr. Mário Soares era um entusiasta absoluto do Acordo! E a grande maioria das pessoas com visão política também são defensoras. Pense no seguinte: por que houve uma série de dirigentes políticos de todos os quadrantes que se empenharam nisso? É porque tinham alguma dependência do Brasil? Teriam algum primo brasileiro? É porque escrever com acento dá muito trabalho? Não. É porque consideramos que é bom para Portugal. E continuo genuinamente convencido disso.

 

Não dr. Santana Lopes. O acordo não é bom para Portugal. Não é bom para nenhum outro país dito lusófono. Tanto não é que ninguém o aplica, a não ser os ignorantes, os mal informados, os servilistas, os acomodados e medricas portugueses, e Cabo Verde já se retirou da lusofonia. Porque o acordo é uma fraude, é ilegal, é inconstitucional. Só serve os interesses dos políticos marxistas brasileiros e dos políticos portugueses, sem visão alguma de futuro. Completamente cegos mentais. E nenhum nome dos que aqui referiu tem credibilidade. Nenhum deles é especialista em Ciências da Linguagem, incluindo Edite Estrela, que se bandeou para o lado errado. Ficarão todos na História pelos piores motivos.  (IAF)

 

SOL - Vê-se muitas pessoas a atacar o Acordo, mas poucas a defendê-lo. Por que será isso?

 

SL - Há coisas em que se você falar contra, já sabe que tem aplausos. E é preciso estoicismo para dizer o contrário. No Acordo é limpinho: é muito mais fácil dizer que se é contra. E também parece que algumas pessoas têm de encontrar válvulas de escape para a insatisfação em que vivem. É um pouco como chamar nomes ao árbitro. Acho que às vezes as pessoas precisam de conhecer mais mundo. Vou dar-lhe um exemplo: ainda na semana passada estava no Empire State Building e lá em baixo dizia ‘Vídeo disponível em alemão, inglês, italiano, espanhol, brasileiro…’. Com a bandeira do Brasil. É isto que nós queremos? Pode haver pessoas que não se importam com isso, mas eu importo-me.

 

Tanto se importa que substituiu a grafia portuguesa pela grafia brasileira, para que a Língua Portuguesa sobreviva. Isto só mesmo de alguém que não sabe o que diz. Não faz a mínima ideia da enormidade do que diz. Não sabe o que faz.

Poucos são os que defendem o AO90, porque o AO90 não tem ponta por onde se lhe pegue, e os acordistas não têm UM SÓ argumento racional e válido que justifique este absurdo. NEM UM SÓ.  (IAF)

 

SOL - Mas não compreende os argumentos dos opositores?

 

SL - Se eu compreendo os argumentos? Compreendo. Mas acho graça às pessoas que se empertigam com essas matérias. Costumo dizer que há umas décadas o meu nome também se escrevia com apóstrofo e dois NN: Sant’Anna. O meu avô escrevia assim, a minha mãe escrevia assim – eu não escrevo. Não me faz diferença nenhuma. E tenho alguma dificuldade em compreender como é que as pessoas rejeitam tanto o acordo de 90. É porque gostam muito do anterior? Acho que este argumento tem alguma lógica. Escrever farmácia com F em vez de Ph não foi uma cedência à fonética? Respeito os argumentos dos opositores – mas às vezes dá-me vontade de sorrir quando vejo pessoas com uns calores enormes por causa de um C ou de um acento.

 

Outro, que vem com o argumento da ignorância: o PH, que passou a ser o símbolo da ignorância acordista. Não fazem a mínima ideia por que se passou de PH para F. Se soubessem a patacoada que dizem quando vêm com esta do PH cobriam a cara de lama.

E quem diz «às vezes dá-me vontade de sorrir quando vejo pessoas com uns calores enormes por causa de um C ou de um acento», é um completo ignorante das Ciências da Linguagem. Eu sou uma grande ignorante no que respeita a Física Quântica. Por isso, não me atrevo a meter o bedelho nessa matéria. E os políticos portugueses deviam fazer o mesmo, no que respeita à Língua Portuguesa, porque são um zero à esquerda. Deviam revogar este acordo ilegal e reduzirem-se, depois, à vossa insignificância, nesta matéria. (IAF)

 

SOL - Acha que essa questão das consoantes mudas não é relevante?

 

SL - Acho que isso não é o principal para Portugal. Se as pessoas amam a língua, têm de pensar nisto: como se preserva mais o português? A língua é tanto mais viva quanto for falada por mais pessoas. Acho que isto é óbvio. As línguas mortas podem ser muito bonitas. Estudei latim e adoro saber latim. Não falo muito bem, mas tenho noções, estudei no liceu e depois tive explicações. Mas serve-me de quê? Permite conhecer melhor as línguas latinas, mas não tem uso no dia-a-dia.

 

Está muito, muito enganado. Não se preserva o Português, substituindo-o por um dialecto, na sua forma grafada, porque ele tenderá a desaparecer. E o que interessa a Portugal que milhões escrevam à brasileira? Em que é que isto preserva o Português? (IAF)

 

SOL - Deixe-me insistir neste ponto. Há tempos o El País publicou uma notícia sobre o acordo que tinha este título ‘Egípcios de Egito’. E dizia o seguinte: «O acordo ortográfico muda o nome do país das pirâmides, que passa a chamar-se Egito [sem P], mas não o dos seus nativos, que continuarão a ser ‘egípcios’ [com P]». Já me disse que não quer entrar em questões técnicas, mas reconhece que há incongruências no Acordo?

 

SL - Ninguém deve ter falta de humildade nesta matéria. Se eu fosse da Academia das Ciências e chegasse à conclusão de que houve soluções mal encontradas, até poderia tomar a iniciativa de corrigir um ou outro ponto. Agora, não se pode atirar fora o bebé com a água do banho – lá por haver três ou quatro soluções erradas não podemos dizer ‘olha, que se dane o acordo’. Aliás deixe-me dizer que Acordo Ortográfico é um nome que está gasto, isto é um acordo internacional sobre a utilização da língua portuguesa.

 

Um acordo internacional de OITO implica que os OITO estejam em sintonia. Porém, apenas Portugal insiste neste erro. E se errar é humano, insistir no erro é insano. E o AO90 NÃO TEM três ou quatro soluções erradas. O AO90 TODO ELE É UM ERRO. Não tem nada que o salve. (IAF)

 

SOL - Acha que as pessoas reagem porquê? Por conservadorismo?

 

SL - Respeito sinceramente quem acha que não se devia mudar por razões culturais. Mas também vejo outros dizerem: ‘Não quero saber disso para nada. Quero é escrever pela norma antiga’. Fica muito bem, é um cravo na lapela, mas é muito prejudicial para Portugal. Alguns países africanos têm idiomas que usam mais do que o português. E ainda assim fazem esse esforço de aderir ao Acordo. Parece-me de uma arrogância cultural sem limites dizermos que não damos importância a essa aproximação. Para Portugal, como pequeno país, a língua devia ser um instrumento poderosíssimo, no entanto por vezes temos aquela sobranceria dos velhos senhores, das plantações agrícolas, que não queriam saber do pessoal menor. É essa atitude que vejo muitas vezes nas pessoas: ‘Nós falamos o português puro’ – como outros fumavam os cigarros puros… – ‘e não queremos saber de quem não pode falar como nós’.

 

Falácias, falácias, e mais falácias. Só dá chutos para fora da baliza. Os países africanos NÃO ADERIRAM ao acordo. Nenhum deles segue o acordo. Nem sequer o Brasil. Apenas os portuguesinhos subservientezinhos o fazem. (IAF)

 

SOL - Há quem se queixe: ‘A mim ninguém me perguntou nada’. Este é o tipo de assunto que poderia ter merecido um referendo ou algum tipo de consulta pública?

 

SL - Não me chocava. Só não gosto é de ver defenderem um referendo para o Acordo aqueles que se opõem ao referendo para outras matérias. Gosto do referendo tanto nas matérias em que sou a favor como naquelas em que sou contra, não condiciono o referendo às minhas posições. E também não me chocava se, depois de uma campanha esclarecedora, a comunidade nacional rejeitasse por referendo o Acordo.

 

A comunidade nacional já rejeita o acordo sem referendo. Referendar o acordo, num país com um índice de analfabetismo alto e com uma iliteracia elevada, cheio de analfabetos escolarizados seria atirar pérolas a um monturo. (IAF)

 

SOL - E faz sentido, na sua opinião, o Presidente ter aberto a porta à discussão do Acordo nesta altura do campeonato?

 

SL - De todo. O Presidente entrou muito bem, fez quase tudo muito bem, mas pronto… os humanos nunca fazem tudo bem. Acho que esse foi o pior momento dele desde que assumiu funções como Presidente. O Chefe de Estado do país berço de um acordo internacional nunca pode fazer uma declaração conjuntural sobre um tema tão relevante. Foi um momento infeliz do Presidente, que tem estado feliz no resto das situações.

 

O presidente da República está a sair-se mal em tudo, mas sobretudo nesta matéria. Porque ele, como institucionalista, ou nada sabe de acordos internacionais ou está caladinho porque o mandaram calar. E foi um momento infeliz, sim, pelos motivos que já referi mais trás.  (IAF)

 

SOL - Muitas pessoas perguntam-se: ‘O que me acontece se não cumprir as normas? Vão-me prender? Multam-me?’.

 

SL - Acho que esse é um aspeto positivo do acordo. Para ser cumprido, só exige a livre adesão individual. Aliás, é um aspeto que devia ser elogiado e que vejo ser pouco referido: tirando os alunos na escola, que terão erro, quem não quiser não escreve com o Acordo. Ninguém tem multas pecuniárias nem lhe tiram a carta de condução. Não é proibido escrever de outra maneira. Mas eu gostava de ver a comunidade internacional aderir livremente.

 

Ai este aspêto! É que além de escreverem mal, pronunciam mal as palavras mutiladas. São dois (erros) em um. Ninguém em Portugal é obrigado, nem nas escolas, a escrever incorreCtamente a Língua Materna, porque não existe LEI alguma que o obrigue. E os alunos que se recusarem a escrever incorreCtamente a sua Língua NÃO PODEM ser penalizados. Era isto que a comunicação social deveria informar, mas CALA-SE, cúmplice deste desgoverno. (IAF)

 

SOL - Já vi que a Santa Casa adotou – sem P – a nova grafia…

 

(Este adotou, sem P, lê-se âdutou, seja lá o que isto for).

 

SL - Eu nunca dei ordem. Espero que não seja algum temor reverencial [risos].

 

SOL - E quando começou a escrever ‘com Acordo’?

 

SL - Não sei… Foi natural. Procuro escrever de acordo com a nova grafia mas, se alguma coisa me chocar, não me sinto proibido de escrever de outra maneira. Não olho para isto como um dogma. Aliás, acho uma snobeira aquilo que aparece nos jornais: ‘Este artigo foi escrito segundo a antiga grafia’. Importante, importante é que o acordo seja ratificado. Se isso acontecer algum dia fico todo contente. Depois se quiserem pôr um acento ou tirar um acento ou pôr mais um C ou P, eu aplaudo na mesma. Desde que todos assinem e ratifiquem, é-me igual.

 

Devia dizer ESNOBEIRA, para condizer com a grafia brasileira, que tanto defende. Pois eu também não concordo nada quando leio por aí «Este artigo foi escrito segundo a antiga grafia». Não há “antiga grafia” nenhuma. O que há é a Língua Portuguesa, ainda em vigor, em Portugal. Apenas os ignorantes, os mal informados, os servilistas, os acomodados e os medricas escrevem à brasileira. Assim como não há novo acordo ortográfico. Porque o AO90 não é novo, não é um acordo, e não está em vigor em nenhum país dito lusófono, a não ser neste nosso país que tem a desventura de ser governado por políticos subservientes e com falta de visão.

 

E não fique todo contente, Drantana Lopes, porque o AO90 está destinado ao caixote do lixo.

 

Isabel A. Ferreira

 

(Nota: os vocábulos a vermelho estão grafados à brasileira).

Fontes:

 

https://www.jornaldenegocios.pt/opiniao/colunistas/pedro-santana-lopes/detalhe/caixa-de-pandora

https://sol.sapo.pt/artigo/513353/pedro-santana-lopes-ver-o-acordo-ortografico-como-uma-ced-ncia-ao-brasil-e-um-disparate

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 17:59

link do post | comentar | adicionar aos favoritos
partilhar
Segunda-feira, 30 de Julho de 2018

«ABORTO ORTOGRÁFICO»

 

Um texto que descobri no Blogue DEPROFUNDIS, o qual vem ao encontro do que, no meu Blogue, tenho andado a escrever e publicar.

É que eu não invento nada. E a minha opinião até pode valer zero, mas o que escrevo é o eco dos amantes da Língua Portuguesa.

E não sou, de modo algum, a “chata” de serviço.

 

LÍNGUA.jpg

Origem da imagem:

https://amar-abrantes.blogs.sapo.pt/a-importancia-da-lingua-portuguesa-1381869

 

 

Adaptado de um texto de autor desconhecido

 

Nossa Língua “perdeu” as suas origens (o Latim), não havendo justificação para a forma como agora querem escrever o “NOSSO” PORTUGUÊS.

 

EXPLIQUEM AGORA AOS ALUNOS COMO SE FORMARAM ESTAS NOVAS PALAVRAS!!!!!

A MAIS VÁLIDA QUEIXA, SOBRE O "DESACORDO" ORTOGRÁFICO...

 

"DESAcordo" Ortográfico (*)

 

O novo "Desacordo" ortográfico é mais uma prova da imbecilidade desta gente que governa Portugal nos últimos 3 decénios!

 

Nos nossos sete, oito e nove anos tínhamos que fazer aqueles malditos ditados que as professoras se orgulhavam de leccionar. A partir do terceiro erro de cada texto, tínhamos que aquecer as mãos para as dar à palmatória. E levávamos reguadas com erros destes: "ação", "ator", "fato", "tato", "fatura", "reação", etc., etc...

 

Com o novo acordo ortográfico, voltam a vencer-nos, pois nós é que temos que nos adaptar a eles e não ao contrário. Ridículo...

 

Mas, afinal de onde vem a origem das palavras da nossa Língua? Do Latim!!! E desta, derivam muitas outras línguas da Europa. Até no Inglês, a maior parte das palavras derivam do latim.

 

Então, vejam alguns exemplos:

 

Em Latim

Actor, factor, tacto, reactor, sector, protector, selectio, exacto, excepto, baptismus, excepcio, optimus,

 

Em Francês

Acteur, facteur, tact, réacteur, secteur, protecteur, sélection, exacte, excepté, baptême, exception, optimum,

 

Em Espanhol

Actor, factor, tacto, reactor, sector, protector, selección, exacto, excepto, (-), excepción, (-),

 

Em Inglês

Actor, factor, tact, reactor, sector, protector, selection, exact, except, baptism, exception, optimum,

 

Até em Alemão, reparem:

Akteur, faktor, takt, reaktor, sektor, protektor, (-)(-)(-)(-)(-)(-)

 

Velho Português (o que desleixámos)

Actor, factor, tacto, reactor, sector, protector, selecção, exacto, excepto, baptismo, excepção, óptimo,

 

Novo Português (importado do Brasil)

Ator, fator, tato, reator, setor, protetor, seleção, exato, exceto, batismo, exceção (sendo que no Brasil se escreve excePção), ótimo...

 

Conclusão: na maior parte dos casos, as consoantes mudas das palavras destas línguas europeias mantiveram-se tal como se escrevia originalmente.

 

Se a origem está na Velha Europa, porque é temos que imitar os do outro lado do Atlântico?

 

Mais um crime na Cultura Portuguesa e, desta vez, provocada pelos nossos intelectuais da Língua de Camões.

 

Ex.: Será que fui de fato à praia?

 

... Na tourada, estavam 2000 espetadores!

...etc., etc.

 

Porque se escreve Egito se os naturais desse país são Egípcios?

 

Ainda não percebi se com o novo Desacordo ortográfico os Polacos também passaram a ser Poloneses e os Canadianos agora são Canadenses, como se diz nas Terras de Vera Cruz …

 

Inovações sim, mas sem exageros e com coerência !!!

 

(*) Não existe qualquer acordo, mas sim a "Resolução do Conselho de Ministros" n.º8/2011.

 

Nenhum dos Países da CPLP subscreveu esta "Resolução" (nem a Guiné Equatorial...)

 

NOTA: quem "faz" a língua são os falantes e não os académicos ou os políticos. Por outro lado, a língua escrita está subordinada à falada e não o contrário.

 

De qualquer forma, à medida que a língua falada evolui, torna-se necessário, de vez em quando, fazer alterações à forma de a escrever. O que é muito diferente de aproximar a escrita do registo brasileiro (algo que ninguém sabe ao certo o que é).

 

Neste "desacordo" o que me parece mal é o exagero insensato e imprudente das alterações impostas (pela via administrativa).

 

Acabe-se com ele o mais depressa possível, para nosso bem e, sobretudo das nossas crianças.

 

Fonte:

https://deprofundis.blogs.sapo.pt/aborto-ortografico-165526

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 15:42

link do post | comentar | adicionar aos favoritos
partilhar

.mais sobre mim

.pesquisar neste blog

 

.Agosto 2019

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
11
14
17
19
20
21
22
23
24
25
26
27
28
29
30
31

.posts recentes

. UMA LUSOFÁBULA CHAMADA AO...

. «ACORDO ORTOGRÁFICO: UM B...

. SENHORES GOVERNANTES, COM...

. Ó ELES E ELAS QUE POR AÍ ...

. «GOVERNO DE CABO VERDE QU...

. LUSODESCENDENTES PREPARAM...

. O DESAMOR À LÍNGUA PORTU...

. CAMPANHA CONTRA O ACORDO ...

. NA «CAIXA DE PANDORA» DE ...

. «ABORTO ORTOGRÁFICO»

.arquivos

. Agosto 2019

. Julho 2019

. Junho 2019

. Maio 2019

. Abril 2019

. Março 2019

. Fevereiro 2019

. Janeiro 2019

. Dezembro 2018

. Novembro 2018

. Outubro 2018

. Setembro 2018

. Agosto 2018

. Julho 2018

. Junho 2018

. Maio 2018

. Abril 2018

. Março 2018

. Fevereiro 2018

. Janeiro 2018

. Dezembro 2017

. Novembro 2017

. Outubro 2017

. Setembro 2017

. Agosto 2017

. Julho 2017

. Junho 2017

. Maio 2017

. Abril 2017

. Março 2017

. Fevereiro 2017

. Janeiro 2017

. Dezembro 2016

. Novembro 2016

. Outubro 2016

. Setembro 2016

. Agosto 2016

. Julho 2016

. Junho 2016

. Maio 2016

. Abril 2016

. Março 2016

. Fevereiro 2016

. Janeiro 2016

. Dezembro 2015

. Novembro 2015

. Outubro 2015

.ACORDO ORTOGRÁFICO

EM DEFESA DA LÍNGUA PORTUGUESA, A AUTORA DESTE BLOGUE NÃO ADOPTA O “ACORDO ORTOGRÁFICO” DE 1990, DEVIDO A ESTE SER INCONSTITUCIONAL, LINGUISTICAMENTE INCONSISTENTE, ESTRUTURALMENTE INCONGRUENTE, PARA ALÉM DE, COMPROVADAMENTE, SER CAUSA DE UMA CRESCENTE E PERNICIOSA ILITERACIA EM PUBLICAÇÕES OFICIAIS E PRIVADAS, NAS ESCOLAS, NOS ÓRGÃOS DE COMUNICAÇÃO SOCIAL, NA POPULAÇÃO EM GERAL E ESTAR A CRIAR UMA GERAÇÃO DE ANALFABETOS.

.

.CONTACTO

isabelferreira@net.sapo.pt

. AO/90 É INCONSTITUCIONAL

O Acordo Ortográfico 1990 não tem validade internacional. A assinatura (em 1990) do texto original tem repercussões jurídicas: fixa o texto (e os modos como os signatários se vinculam), isto segundo o artº 10º da Convenção de Viena do Direito dos Tratados. Por isso, não podia ser modificado de modo a entrar em vigor com a ratificação de apenas 3... sem que essa alteração não fosse ratificada por unanimidade! Ainda há meses Angola e Moçambique invocaram OFICIALMENTE a não vigência do acordo numa reunião OFICIAL e os representantes OFICIAIS do Brasil e do capataz dos brasileiros, Portugal, meteram a viola no saco. Ora, para um acordo internacional entrar em vigor em Portugal, à luz do artº 8º da Constituição Portuguesa, é preciso que esteja em vigor na ordem jurídica internacional. E este não está!
blogs SAPO