Terça-feira, 30 de Abril de 2019

UM PAÍS QUE PERMITE QUE USURPEM A SUA LÍNGUA, NÃO É UM PAÍS, É UMA COLÓNIA

 

Atentem nesta imagem:

 

Untitled.png

 

Mostrei-a a duas crianças, uma de dez anos (4º ano) e uma de sete anos (1º ano), e disse-lhes: «Vejam esta imagem e digam-me se encontram nela alguma coisa que não está bem».

 

Olharam atentamente e em segundos disseram quase ao mesmo tempo: «É a bandeira brasileira que está mal».

 

E está mal porquê? Perguntei.

 

Porque a bandeira que devia estar ali era a portuguesa, porque o Português é de Portugal. Quem respondeu foi a criança mais nova, demonstrando uma certa indignação (que não me surpreendeu) e a mais velha concordou, sem pestanejar.

 

Destas bandeiras apenas conheciam a espanhola e a brasileira. E obviamente a portuguesa que ali não está.

 

Depois teceram várias considerações acerca disto, não muito favoráveis a Portugal.

 

Entretanto, fui referenciando as outras línguas europeias, que ali estão representadas, com as bandeiras dos respectivos países, de onde são oriundas.

 

Então porquê o Inglês, cuja origem está em Inglaterra, não está representado pela bandeira inglesa? A pergunta foi inevitável.

 

Porque este é um site norte-americano, onde se fala e escreve o Inglês Americano, ligeiramente, e apenas ligeiramente, diferente da Língua Inglesa original, por isso, está, naturalmente, representado pela bandeira dos Estados Unidos da América, e não pela da Inglaterra.

 

Compreenderam.

 

Expliquei-lhes também quais daqueles países foram colonizadores e deixaram a sua Língua espalhada por esse mundo fora: Inglaterra, Portugal, Espanha, França, Holanda, Alemanha, Rússia.

 

As línguas destes países estão ali representadas pelas respectivas bandeiras, à excepção da Inglaterra (por motivos compreensíveis) e Portugal (por motivos incompreensíveis).

 

Na Língua Castelhana (mais correcto do que “espanhol”, de acordo com professores universitários) poderia lá estar a bandeira da Argentina, maior país sul-americano de expressão castelhana, também com as suas (poucas) diferenças do original. Mas não está, porque de facto, a Língua Castelhana (nome da comunidade linguística, Castela, que lhe deu origem nos tempos medievais) é língua europeia, oriunda de Espanha). É falada por mais de 500 milhões, mas a língua é de Espanha.

 

A Língua Francesa é a Língua oficial de 29 países, a segunda língua mais estudada no mundo, a seguir ao Inglês. Cerca de 500 mil a falam e escrevem, contudo, o seu a seu dono.

 

Aproveitei a ocasião para proporcionar às duas crianças uma aula de História, de Geografia e de Línguas, com base na História, na Geografia e nas Línguas, e não com base nas vontades dos políticos, que nada sabem de História, de Geografia e, principalmente, de Línguas.

 

Bem, o que quero dizer com isto?

 

Quero dizer que até as crianças conseguem ver o que os governantes portugueses não vêem, ou se recusam a ver, por alguma cegueira mental, ou por mera conveniência obscura.

 

Quero dizer que a bandeira que deveria ali estar a representar o Português, era a portuguesa, porque o Português é língua europeia, tal como o Alemão, o Tcheco, o Grego, o Castelhano, o Francês, o Italiano, o Neerlandês, o Polaco, o Esloveno, o Sueco, ali representadas pelas bandeiras dos respectivos países. Exceptuando a Língua Inglesa que, sendo aquele um site norte-americano, é natural que a Língua Inglesa (na sua versão americana), esteja ali representada pela bandeira americana.

 

A bandeira brasileira, representando uma língua europeia, entre línguas europeias, não está, de todo, correcto.

 

Portugal deixou de ser um país, para se reduzir à condição de colónia?

 

Acham isto normal (parafraseando José Eduardo Moniz, no seu Deus e o Diabo)?

 

Eu não! Nem as crianças.

 

Isabel A. Ferreira

***

Links para o citado site:

 Contact Gatestone Institute

 https://www.gatestoneinstitute.org/about/contact/

https://www.gatestoneinstitute.org/about/

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 16:32

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Quinta-feira, 28 de Março de 2019

EM PORTUGAL AS PROMESSAS NUNCA SÃO “COMPRIDAS” E OS ÓRGÃOS DO PODER NÃO “FONCIONAM” RACIONALMENTE

 

Por isso, o pigmeu rasteja atrás do gigante.

 

Esta é a triste realidade portuguesa, no que respeita a quase tudo, neste nosso País, onde, segundo o nosso mui douto presidente da República somos os melhores dos melhores do mundo.

 

Não concordo inteiramente com este deslumbre do Senhor Presidente, mas numa coisa ele tem razão: somos os melhores dos melhores do mundo a falar e a escrever mal a própria Língua, que é a alma de um povo.

 

Portugal, se já não perdeu, está a perder a sua alma, extinguindo-se lentamente, como uma vela a arder.

 

LÍNGUA ALMA.jpg

 

Quem souber o mínimo de Português e estiver atento, por exemplo, ao que se diz e se lê nas legendas das televisões, comprova inequivocamente que a Língua Portuguesa está a ser não só esmagada pela absurdez do AO90, que obriga à grafia brasileira, na sua forma grafada (mas já se vai ouvindo umas e outras), como por uma disfunção linguística, inadmissível em jornalistas e personalidades que têm títulos académicos e ocupam altos cargos governamentais, políticos e académicos, e que deviam dar um bom exemplo de locução, uma vez que têm de falar frequentemente diante das câmaras de televisão, para um povo maioritariamente desinstruído, e quiçá para jovens e crianças que estejam a ver e ouvir os telejornais ou outros programas, e sabemos que disparates e mentiras repetidas muitas vezes transformam-se em normas e verdades.

 

Essa de não “comprirem” isto e aquilo é o pão-nosso-de-cada-dia, mas também já a ouvi da boca de uma professora que gritava, numa daquelas manifestações de rua, que os governantes não “compriam” as promessas. Na verdade, não “comprem”, mas como poderiam “comprir” se “comprir” é uma coisa anormal? Se bem que a anormalidade esteja instalada no Poder, por isso, as coisas não “foncionam” bem nos órgãos do Poder, os grandes, os maiores, os únicos responsáveis pela anarquia ortográfica, tanto escrita como falada, que se instalou em Portugal, e da qual os órgãos de comunicação social, vergados a esse Poder, nomeadamente as televisões (que dão mais nas vistas e entram pela casa dos Portugueses) são os maiores divulgadores.

 

Dadas estas “circonstâncias” é “óvio” (como constantemente ouvimos, eos disparates não se ficam por aqui) que os políticos portugueses, desde Cavaco Silva a José Sócrates, passando por todos os que já se lhes seguiram, estão-se nas tintas se o rumo da Língua Portuguesa se dirige para uma fossa séptica mandada construir especificamente para este efeito, por todos os que, estando no governo, acham (se ao menos pensassem!), que estão a contribuir para a “evolução” da Língua, desconhecendo que evolução significa avanço e não retrocesso.

 

É bem verdade que estes disparates nada têm a ver com o AO90. Já existiam antes do “aborto” ser imposto, contudo, é a soma de uma e de outra coisa que está a destruir o nosso património linguístico, salvaguardado apenas pelos países africanos de expressão portuguesa. Quem diria?

 

Ouçamos o que nos diz Eugénio Lisboa acerca do AO90, uma pequena grande lição de lucidez:

 

EUGÉNIO LISBOA.png

 

Contudo, não nos deixemos esmorecer, porque onde houver um Português genuíno e um africano de expressão portuguesa, a Língua Portuguesa estará a salvo. E enganem-se aqueles que acham (se ao menos pensassem!) que as crianças, que nas escolas estão a ser forçadas a escrever à brasileira, irão perpetuar essa brasileirice. Muitos Pais, entre os mais cultos, ensinam-lhes a Língua Portuguesa, em casa. Então, muitas crianças portuguesas estão a aprender o linguajar brasileiro, na sua forma grafada, como língua estrangeira, para utilizar apenas na escola e enganar os professores; a Língua Inglesa, para se comunicarem com o mundo, e a Língua Portuguesapara a vida. E serão essas crianças e jovens que farão renascer das cinzas a destruída, Língua que são obrigadas a aprender, num lugar onde ENSINAR deveria ser uma missão das mais nobres, e não passa de uma impostura.

 

Contudo, nem tudo está a perder-se. Existem muitas editoras que estão a desligar-se do AO90, e já encontramos bastantes edições e traduções em bom Português.

Dêem uma voltinha por esta página, e comprovem:

https://www.facebook.com/portuguesdefacto/

 

O problema é que falta superioridade mental à classe política portuguesa, para admitir o grave erro que foi cometido às cegas, e para entender os fenómenos da linguagem, e parar a engrenagem que está a destruir a Língua e a criar analfabetos funcionais, e a construir um futuro esvaziado de Cultura, uma vez que, além da Língua, já estão a descartar a História, a Geografia e a Filosofia, disciplinas essenciais para a construção do Pensamento.

 

E não tenhamos dúvidas: se o AO90 não cair por mão política, cairá de podre, porque já nasceu apodrentado, e sementes podres não medram.

 

Isabel A. Ferreira

 

 

 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 10:51

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Segunda-feira, 5 de Novembro de 2018

A tragédia do Ensino em Portugal

 

Universidades portuguesas em queda quase generalizada no ranking Quacquarelli Symonds (QS).

 

Alunos do 2º ciclo não sabem localizar Portugal no mapa.

 

E a isto soma-se a extraordinária degradação do ensino da Língua Portuguesa, com a introdução da falsa obrigatoriedade da aplicação do AO90.

 

ENSINO.jpg

Fonte da imagem: https://m.sorisomail.com/partilha/73524.html

 

«Universidades portuguesas em queda quase generalizada no ranking Quacquarelli Symonds (QS).

 

Fraca reputação junto dos empregadores e baixo número de professores penalizam instituições portuguesas. Apenas três em sete conseguem manter a posição do ano passado.

 

Depois de um ano de boas notícias, o ranking de universidades elaborado pela empresa britânica Quacquarelli Symonds (QS) traça um retrato mais negativo do ensino superior nacional, com uma queda quase generalizada das universidades portuguesas na lista. Das sete representantes, apenas três conseguem manter a mesma posição face a 2017.

 

A Universidade do Porto continua a ser a melhor representante nacional, situando-se na 328.ª posição, mas, em relação ao ano passado, cai 27 lugares. As instituições de Lisboa têm descidas ainda mais evidentes: a Universidade de Lisboa perdeu 50 posições (é agora a 355.ª colocada) e a Nova caiu 44 postos (405.ª). Também a Universidade Católica de Lisboa passou do intervalo 651-700 para o 751-800 – a partir do 500.º lugar, o ranking QS alinha as instituições em intervalos.

 

No entanto, nos indicadores apresentados pelos dois rankings encontram-se semelhanças. Por exemplo, tal como na lista da CWUR, a QS avalia negativamente as instituições portuguesas no que toca ao emprego. “As quedas registadas pelas instituições portuguesas ocorrem principalmente devido à deterioração de sua classificação no indicador de reputação entre empregadores”, sublinha a empresa britânica em comunicado. Este indicador é baseado nas percepções de mais de 42 mil empregadores em todo o mundo sobre a qualidade dos graduados de uma instituição.

 

Outro aspecto que prejudica o resultado das universidades nacionais é o rácio professores/alunos. Nenhuma instituição portuguesa teve mais de 30 pontos – numa escala que vai até 100 – neste indicador. Portugal tem 14 alunos por membro do corpo docente, acima da média da Europa Ocidental (12 alunos por professor).

 

Tal como acontece no ranking CWUR, é na investigação que estão os melhores resultados das instituições de ensino superior nacionais de acordo com os parâmetros da QS. As sete universidades portuguesas tiveram uma melhoria no indicador de reputação académica, que correspondem a 40% da pontuação geral de uma instituição nesta lista. O impacto da investigação nacional também merece sinal positivo por parte dos organizadores desta lista.

 

A nível global, o Instituto de Tecnologia do Massachusetts (MIT) continua a ser, pelo sétimo ano consecutivo, a instituição mais bem cotada. Seguem-se as Universidades de Stanford e Harvard, também nos Estados Unidos. A principal instituição do Reino Unido alterou-se pela primeira vez desde que a QS começou a publicar este ranking (2004), com a Universidade de Oxford (5.ª) a ultrapassar a sua rival histórica, Cambridge (6.ª). A melhor universidade da Europa continental continua a ser a Instituto Federal de Tecnologia de Zurique, que alcançou a sua melhor posição de sempre (7.º).

 

O Ranking Mundial de Universidades da QS mede aspectos como a reputação da instituição – na academia e entre os empregadores – e a internacionalização. Este é um dos maiores rankings internacionais de universidades, listando um total de 1000 instituições de 85 países. Ao todo, foram analisadas mais de 4500 instituições.

 

Fonte:

https://www.publico.pt/2018/06/06/sociedade/noticia/queda-quase-generalizada-no-ranking-qs-1833411

 

***

Alguns dados do Relatório do Instituto de Avaliação Educativa (IAVE) sobre as provas de aferição

 

O relatório revela que dos cerca de 90 mil alunos que realizaram provas de aferição de História e Geografia do 2.º ciclo, cerca de 45% dos alunos não conseguiram localizar Portugal continental em relação à Europa, utilizando os pontos colaterais da rosa-dos-ventos. Utilizando os pontos cardeais, apenas 45% dos estudantes localizaram correctamente o continente europeu em relação ao continente asiático, o continente africano em relação ao continente europeu e Portugal continental em relação ao continente americano.

 

Para Hélder de Sousa, presidente do IAVE, o problema não está no conhecimento dos conteúdos apreendidos, mas na capacidade de os aplicar quando não se trata apenas de repetir factos memorizados, e defendeu que estas conclusões «obrigam-nos a repensar no processo que temos, em termos de sala de aula, num processo interactivo entre a atitude dos professores e dos alunos».

 

Estes são alguns dos dados do relatório do IAVE sobre as provas de aferição, que revela algumas das principais dificuldades dos alunos em disciplinas com Geografia, Português ou Matemática.

 

Mas ainda há mais.

 

Segundo o mesmo relatório da IAVE, quase metade dos alunos do 2.º ano do 1º ciclo não consegue saltar à corda. 46% dos alunos do 2.º ano – crianças com idades compreendidas entre os 7 e 8 anos – que realizaram a prova de aferição de expressões físico-motoras no ano passado, não foram capazes de dar seis saltos consecutivos no salto à corda. 40% não conseguiu dar uma cambalhota para a frente, mantendo a direcção e levantando-se com os pés juntos. 31% dos alunos revelaram ainda dificuldades em participar num jogo infantil em grupo.

 

Daí que o presidente da Confederação Nacional das Associações de Professores e Profissionais de Educação Física (CNA-PEF), Avelino Azevedo, tenha referido ao DN que “os resultados reforçam a ideia de que a Educação Física não é dada no 1.º ciclo como devia”.

 

Fonte:

 http://www.iave.pt/

 

***

Posto isto, é preciso mudar o sistema.

É preciso alguém, no Ministério da Educação, que saiba do ofício.

É preciso fazer avançar Portugal, porque, por este andar, se já somos o país com a maior taxa de analfabetismo da Europa, passaremos a ser o país com a taxa de analfabetismo mais alta do mundo. E não estou a exagerar. E não tarda muito.

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 14:08

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Terça-feira, 12 de Dezembro de 2017

A NOTA EXPLICATIVA (DO AO90) MAIS IDIOTA QUE O MUNDO JÁ VIU

 

 

Está grafada, no Diário da República, para memória futura, porque isto contado, ninguém acredita.

Perante esta inacreditável nota explicativa, não me peçam para ser politicamente correcta, porque é impossível!

Veja-se como as inteligências acordistas justificaram a supressão dos cês e do pês, nos nossos vocábulos, onde essas consoantes não se lêem, como se fôssemos todos muito parvos.

 

RCM20774991_VDg9O.jpg

 

A isto chama-se inferioridade mental.

 

Que é indiscutível que a supressão deste tipo de consoantes vem facilitar a aprendizagem da grafia das palavras em que elas ocorrem (presente do indicativo, não ocorriam, passado), na verdade, é indiscutível.

 

E foi esse facilitismo, e apenas esse facilitismo, que moveu os engendradores do AO90 a suprimirem as consoantes mudas? Não teve nada a ver com as Ciências da Linguagem?

 

Saberão essas inteligências o que é facilitismo?

 

Facilitismo é a atitude ou prática que consiste em facilitar a execução de algo que habitualmente exige esforço, empenho ou disciplina, ou seja, o facilitismo é contrário à exigência.

 

E sem esforço, empenho, disciplina e exigência haverá competência e excelência?

 

Bem, o facilitismo no Ensino, facilita a proliferação de semianalfabetos, de   ignorantes e de desqualificados. Isto é um facto indesmentível.

 

E que as inteligências acordistas e os seus (poucos) seguidores, sejam tudo isso, não temos nada contra, a opção é deles. Mas não venham impor esse semianalfabetismo, essa ignorância, essa desqualificação às crianças portuguesas. Elas não merecem, nem são parvas.

 

Isso é inadmissível. Isto é um insulto à aprimorada inteligência das crianças.

Como é que uma criança de 6-7 anos pode compreender que em palavras como concePção, excePção, recePção a consoante não articulada é um , ao passo que em palavras como correCção, direCção, objeCção tal consoante é um ? (reparem na construção da frase, cujo autor merecia o Prémio Nobel da Taramela)

 

Mas como é que uma criança poderá compreender tal coisa? Não é verdade? Como????

 

Bem, eu não vou falar dos milhares de milhões de crianças que antes e depois de mim, estudaram Língua Portuguesa e compreenderam que na palavra excePção, a consoante que não se lê é um , ou que em Homem, a consoante que não se lê é um agá, ou que em direCção, a consoante que não se lê é um .

 

Como foi possível compreenderem isto, não é? Seriam todas muito mais dotadas intelectualmente do que as crianças actuais? As crianças de hoje, são umas idiotazinhas, no parecer das inteligências acordistas.

 

Não vou falar dos milhares de milhões de crianças que antes e depois de mim compreenderam e pensaram a Língua Portuguesa. Vou falar de mim, que aos seis anos, no Brasil, aprendi a grafia brasileira, onde se escrevia direção (dir’ção), correção (corr’ção), objeção (obj’ção), direto (dirêto), teto (têto), e excePção e recePção; e aos oito anos, em Portugal, aprendi e pensei a grafia portuguesa, onde se escreve, até hoje (porque é esta grafia que está em vigor), direCção, correCção, objeCção, direCto, teCto, e (h)omem, (h)umidade, (h)aver, etc., tal como aprendi a Tabuada e a resolver problemas, tipo: a camponesa levou dez ovos para vender no mercado. Vendeu dois. Depois mais três. Com quantos ficou?

 

E como é que eu consegui? Eu, e milhares de milhões de crianças conseguiram, antes e depois de mim? Muito simples: a estudar aplicadamente, sem facilitismos, com esforço, empenho, disciplina e exigência, uma coisa chamada GRAMÁTICA (e mais tarde, o Latim e o Grego); e Matemática, e também História e Geografia e Ciências, desenvolvendo raciocínios, até porque nunca tive boa memória, (tinha de compreender, para aprender) e aperfeiçoando o sentido crítico, questionando tudo o que me ensinavam. Queria saber todos os porquês e os comos, para não levar gato por lebre, o que nem sempre consegui que me fosse explicado.

 

As crianças de todas as gerações anteriores e posteriores à minha seriam muito, mas muito mais inteligentes, do que as actuais, porque compreendiam e escreviam correCtamente tudo o que havia para compreender e escrever?

 

Quanta falácia! Quanta desonestidade! Quanta ignorância!

 

Esta nota explicativa é a coisa mais idiota jamais vista.

 

As inteligências acordistas poderiam ter sido honestas e explicar que as consoantes mudas que pretendem suprimir, nos vocábulos portugueses, são suprimidas porque no BRASIL elas foram eliminadas em 1943, para facilitar a aprendizagem dos milhares de analfabetos que então existiam, e para imitar o Italiano, e este falso AO90, não sendo mais do que a imitação da ortografia brasileira, suprime as consoantes mudas, para facilitar a aprendizagem… dos menos dotados.

 

E assim se destrói uma Língua Culta: para facilitar.

 

Bem, e se uma criança não consegue escrever direCção, aos 6/7 anos, não conseguirá, aos 15/16 anos, resolver esta simples equação de 1º grau: x+8 = 15. Não conseguirá.

 

Portugal anda na boca do mundo como um país onde o Ensino está bitolado por baixo. Claro que há excePções, mentes brilhantes que estão quase todas no estrangeiro. Vão doutorar-se ao estrangeiro. Brilham no estrangeiro. Por que será, não é?

 

Uma avaliação internacional apurou recentemente que os alunos portugueses do 4.º ano, correspondente à antiga 4ª classe, pioraram na leitura. Em cinco anos a média desceu onze pontos, colocando Portugal em 30° lugar entre 50 países. O problema está nos resultados aos testes sobre literacia e a leitura. E aqui as crianças portuguesas entre os 9 e 10 anos descem 11 pontos em relação ao estudo anterior realizado em 2011.

 

Em 2011 as crianças portuguesas foram obrigadas, ilegal e criminosamente, a adoptar a ortografia brasileira, para que a aprendizagem da Língua fosse mais facilitada. E foi tão facilitada, mas tão facilitada que são agora as ignorantezinhas da Europa.

 

Imagine-se as crianças inglesas. Vamos seguir o raciocínio das inteligências acordistas: como é que uma criança inglesa, de 6/7 anos, pode compreender que em palavras como exaggerate, se escreve dois gg, em floor, dois oo, em knack, um k e um c, em lock, um c, em thought, um h, um u, um g e um h, e em truck, um c?

 

Senhores acordistas, além de idiotas, vossas excelências são desonestas! E isso é uma coisa muito feia.

 

E se alguns podem ser parvos, e até são, a esmagadora maioria dos Portugueses, não é.

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 17:38

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Sexta-feira, 3 de Março de 2017

"PORTUGUESE (AFRICA)"??????

 

"Portuguese (Africa)"??

 

PR ÁFRICA1.png

 

Depois de remover o Português Europeu do Google Tradutor, deixando apenas o Português Brasileiro e apelidando-o apenas de "Português", está o Google agora a admitir que existe um Português em África? E assim sendo, será esta diferente das outras? Ou pelo menos da vertente brasileira? De que modo? Aplicará o AO?

Será esperar para ver... (Firefox contra o Acordo Ortográfico)

 

***

Isto é influência do Brasil.

 

Para muitos brasileiros, pouco dados à Geografia e à Cultura Geral, Portugal não pertence à Europa, mas sim à África. E eu sou testemunha desse ENSINO deturpado. Já tive de me levantar numa aula, no Brasil, para chamar mentiroso ao professor de Geografia Económica, que queria passar essa ideia à turma.

 

A mim, alguns brasileiros chamam-me de marroquina. Não é que ser marroquina me faça mossa. Mas colocam-me num país que não é o meu.

 

Não consigo entender por que os políticos portugueses ainda não se aperceberam de que estão a tomá-los por parvos.

 

E o ministro Santos Silva é um bom ministro dos NEGÓCIOS dos estrangeiros.

 

Fonte:

https://www.facebook.com/FirefoxContraOAcordoOrtografico/photos/a.248609471911266.45227.213877095384504/992980824140790/?type=3&theater

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 14:59

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O Acordo Ortográfico 1990 não tem validade internacional. A assinatura (em 1990) do texto original tem repercussões jurídicas: fixa o texto (e os modos como os signatários se vinculam), isto segundo o artº 10º da Convenção de Viena do Direito dos Tratados. Por isso, não podia ser modificado de modo a entrar em vigor com a ratificação de apenas 3... sem que essa alteração não fosse ratificada por unanimidade! Ainda há meses Angola e Moçambique invocaram oficialmente a não vigência do acordo numa reunião oficial e os representantes oficiais do Brasil e do capataz dos brasileiros, Portugal, meteram a viola no saco. Ora, para um acordo internacional entrar em vigor em Portugal, à luz do artº 8º da Constituição Portuguesa, é preciso que esteja em vigor na ordem jurídica internacional. E este não está!
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