Quinta-feira, 31 de Maio de 2018

«LÍNGUA PORTUGUESA, DIVERSIDADE SIM, UNIFORMIDADE NÃO!» - MOÇÃO DA JUVENTUDE POPULAR

 

Ao cuidado dos governantes portugueses, para que possam aprender com a Juventude, uma vez que rejeitam o saber dos velhos do Restelo, como gostam de chamar àqueles que defendem a Língua Portuguesa, tenham a idade que tiverem...

 

FLOR DO LÁCIO.jpg

Para quem não sabe, Olavo Bilac é um dos maiores poetas brasileiros

 

Rafael Dias, presidente da Juventude Popular (CDS/PP) elaborou uma moção sectorial sobre o AO90, apresentada a 28 de Maio de 2018 e aprovada por larga maioria em, na qual rejeita inequivocamente o dito Acordo Ortográfico de 1990, sendo a JP a primeira Juventude Partidária a rejeitar o AO90, considerando que ele «promoveu um grotesco aborto ortográfico à língua portuguesa, sendo desde logo, por isso, uma fraude política e técnica. "

 

Eis, na íntegra, o documento apresentado e aprovado por larga maioria, pela Juventude Popular (o negrito é da responsabilidade da autora do Blogue):

 

«Língua Portuguesa, diversidade sim, uniformidade não!»

 

A moção aqui vertida insta a que a Juventude Popular de forma activa e indubitável vise a reversão do Acordo Ortográfico de 1990. A língua portuguesa anda entregue à bicharada, não pode ser. O património derradeiro da nossa pátria não pode ser vexado desta forma. O AO90 apenas complica em vez de simplificar, confunde em vez de unir, uma união que não faz qualquer tipo de sentido, pois a língua portuguesa como idioma global, tal como o inglês, deve ver na diversidade a sua riqueza e não numa uniformização cega, que convém apenas a algumas editoras. Mais, o AO90 afasta o português, como língua proveniente do latim, de outros idiomas semelhantes, como é o caso do francês, do espanhol ou do italiano, o que torna a sua difusão e aprendizagem pela Europa mais difícil e mais incerta.

 

Acima de tudo o AO90 é uma falácia política, técnica e cultural que tem como corolário factual o falhanço político, dada a sua rejeição pela maioria dos países da Portugalidade - só o Brasil, ainda que a espaços e de forma dúbia, e Portugal praticam o Acordo - e, sobretudo pela maioria da comunidade que mais utiliza a língua portuguesa no seu quotidiano, jornalistas, escritores, cronistas, professores.

 

A língua é um dos símbolos de uma nação é, pois, o seu maior património imaterial, derradeiro e perene. A Língua é um património valioso e um instrumento determinante para a afirmação dos povos e das suas culturas, porque é através dela que exprimem a sua identidade e as suas diferenças.

 

Tal como a espontaneidade da vida e dos costumes de cada povo, a Língua é um elemento vivo, e não pode, por isso, ser prisioneira de imposições do poder político, que limitam a sua criatividade natural. Deve, naturalmente, evoluir com as vicissitudes dos séculos, não obstante, esta deve ser uma evolução natural e espontânea que tenha âmago na vontade popular e no uso que os constituintes da nação dela fazem no quotidiano ao longo de gerações, sendo por isso tutelada pelo costume. Não é, note-se, o caso deste Acordo Ortográfico, que procedeu de forma sumária à amputação de consoantes e acentos gráficos de forma bárbara, desconexa e ilógica, promovendo um grotesco aborto ortográfico à língua portuguesa, sendo desde logo, por isso, uma fraude política e técnica.

 

Uma fraude política também porque substituindo a vontade popular, a classe dirigente do nosso país à época sentiu-se legitimada para liderar um hipotético processo de uniformização da língua portuguesa que encalhou no Acordo Ortográfico” de 1990 (AO90), nascendo de uma ideia, no mínimo, ingénua do primeiro-ministro à época, Aníbal Cavaco Silva – depois merecendo a conivência dos executivos sucessivos - sob a bandeira de unificar as diversas variantes do idioma português, alegadamente, pasme-se, para evitar que o Português de Portugal não se transformasse numa língua banal, e de simplificar a escrita, o que fez foi abrir uma caixa de Pandora e criar um monstro, pois todos os objectivos desta aventura diplomática fracassaram redondamente. O processo de entrada em vigor do AO90 nos Estados lusófonos é também uma fraude política: o AO90 teria de ser ratificado por todos os Estados. Mas Angola e Moçambique, os dois maiores países de língua portuguesa a seguir ao Brasil, nunca o ratificaram. E, dos restantes países, só três o mandaram aplicar obrigatoriamente: Portugal, a partir de 2011-2012; Cabo Verde, a partir de 2014-2015; e o Brasil, a partir de 2016. Há, assim, repetidas incongruências no domínio jurídico que urgem ser denunciadas. O AO90 é também um lamentável exemplo da forma como o Estado abusou do seu poder. Visto que nunca foi fomentado algum debate público sobre o AO90. Um abuso do poder do Estado e uma fraude técnica também porque foram, em 2005, emitidos 25 pareceres negativos por parte de especialistas e de entidades consultadas. Todo o processo do AO90, culminando com a Resolução do Conselho de Ministros n.º 8/2011, é um exemplo evidente e pérfido de falta de transparência, inadmissível num Estado de Direito democrático.

 

O AO é um grotesco falhanço técnico e político e uma fraude porque, indefectivelmente, não unificou, muito menos uniu, apenas baralhou e confundiu. Primeiramente, segundo um estudo Maria Regina Rocha 2.691 palavras que se escreviam de forma diferente mantêm-se diferentes; apenas 569 que eram diferentes se tornaram iguais; 1.235 palavras que eram iguais tornaram-se diferentes e, destas, 200 mudaram apenas em Portugal, dando origem a soluções aberrantes como aceção, conceção, confeção, contraceção, deceção, impercetível..., enquanto no Brasil se continua a escrever acepção, concepção, confecção, contracepção, decepção, imperceptível, etc. O AO patrocina também a confusão e a dificuldade de aprendizagem da língua através da sua incoerência morfológica, note-se no exemplo de «Egito», os seus habitantes não são os «egícios» mas sim uns egípcios, ou nas célebres «arquitetas» e «espetadores».

 

Além de que, o AO90 não incide sobre os factores de divergência da linguagem escrita entre Portugal e o Brasil, nas quais existem diferenças lexicais (fato – terno; autocarro – ônibus; comboio – trem; usina-fábrica), sintácticas (tu – você) e semânticas (palavras com sentidos diferentes: camisola, por exemplo, que, no Brasil, significa “camisa de dormir”).

 

Estamos perante diferenças atávicas que caracterizam as duas variantes do Português e que não se alteram por decreto. No limite, não unificou ou uniu, porque desde logo o acordo não é aceite na maioria dos Estados com língua oficial portuguesa.

 

A jusante, a aplicação do AO90 afasta o Português dos principais idiomas internacionais, o que só traz desvantagens em termos etimológicos, de globalização e de aprendizagem dessas línguas estrangeiras, em relação às quais não temos qualquer vantagem em nos afastar. Por exemplo, a palavra “actor”: em todas as línguas, como a nossa, em que a palavra é de raiz latina, escreve-se “actor” com c ou k (excepto em Italiano, mas em que se escreve com duplo tt, que tem idêntica função de abrir a vogal “a”).

 

O AO 90 ao invés de cumprir o fim de evitar o desaparecimento do português de Portugal, um exercício desprovido de lógica e racionalismo, a caixa de Pandora que abriu, pelo contrário, fomentou a sua banalização. Senão vejamos: Qual é hoje o smartphone cuja escrita inteligente sugira António em vez de Antônio, género em vez de gênero, facto em vez de fato? Quantos são os programas electrónicos que prevêem apenas o célebre português do Brasil ou videojogos que atribuem ao português a bandeira brasileira?

 

Sejamos claros: a diversidade ortográfica — entre apenas duas variantes do Português: o de Portugal e o do Brasil — nunca foi obstáculo à comunicação entre os diversos povos de Língua portuguesa; como nunca foi razão de empobrecimento, mas, pelo contrário, uma afirmação da pujança da nossa Língua; o que, aliás, faz dela uma das mais escritas e utilizadas do Mundo.

 

O Inglês tem 18 variantes, e não deixa por isso de ser a principal língua internacional; o Francês tem 15 e o Castelhano, 21.

 

Devemos, portanto, como bons patriotas, celebrar a diversidade da nossa língua, e não uniformizá-la, rejeitando qualquer tipo de eugenia linguística sumária originada num decreto que não simplifica, não unifica e muito menos une!»

 

Original aqui:

https://www.docdroid.net/Rf9vOtK/mes-h.pdf#page=4

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 17:04

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Terça-feira, 8 de Maio de 2018

«QUAL A LÍNGUA OFICIAL DE PORTUGAL?»

 

20% dos norte-americanos diz que é o espanhol.

 

Então não é?

 

Um interessante texto de José Varela Rodrigues, no Jornal Económico, para reflectir algo que julgamos que existe, mas não existe: uma coisa chamada Cultura Geral. Nem em Portugal, nem nos Estados Unidos da América, nem em parte alguma.

 

O vazio cultural é chocante, e em terra de cegos, quem tem um olho é rei.

Obviamente.

 

REI.jpg

 Origem da imagem: Internet

 

«Entre os 4.180 norte-americanos inquiridos pela Jetcost, 49% acredita que África é um país; 39% pensa que o Polo Norte não existe e 9% acredita que a Terra é plana.

 

O site de viagens Jetcost divulgou esta terça-feira o resultado de um estudo realizado junto de mais de quatro mil turistas norte-americanos, em que 20% afirmou que o idioma que se fala em Portugal é o espanhol.

 

Para a Jetcost, “os norte-americanos não são propriamente os mais conhecedores de geografia, turismo e cultura de outros países” e, por isso, foi levado a cabo um inquérito junto de 4.180 turistas norte-americanos com mais de 18 anos e emprego estável, que tenham viajado pelo menos uma vez nos últimos dois anos, a fim de apurar os conhecimentos destes turistas.

 

Antes de responderem às questões da Jetcost, num teste de “verdadeiro ou falso”, a maioria dos inquiridos disse estar “muito seguro dos seus conhecimentos”. O resultado acabou por revelar um quadro de ignorância, no mínimo, assustador.

 

Além de 20% julgar que o espanhol é um idioma e que é a língua oficial de Portugal, 11% dos entrevistados pensa que a Islândia é um “país não habitado devido ao clima muito frio” e 9% pensa que Chipre é a capital do México, ou que a terra é plana.

 

Eis os dez erros mais comuns do turista norte-americano:

 

1) 51% acredita que “Australásia” é outra forma de nomear Austrália;

 

2) 45% acredita que África é um país;

 

3) 39% crê que o Polo Norte não existe;

 

4) 28% pensa que é necessário demora-se 18 horas num voo entre Nova Iorque e Londres;

 

5) 26% acredita que a Escócia está no Equador;

 

6) 21% crê que França faz parte do Reino Unido;

 

7) 20% acredita que a língua oficial de Portugal é o espanhol;

 

8) 17% julga que o Japão está “protegido” pela Grande Muralha do Japão;

 

9) 14% acredita que o arquipélago das Filipinas é um estado chinês;

 

10) 11% crê que a Islândia é um “país não habitado devido ao clima muito frio”.»

 

Fonte:

http://www.jornaleconomico.sapo.pt/noticias/qual-a-lingua-oficial-de-portugal-20-dos-norte-americanos-diz-que-e-o-espanhol-295100

 

***

Entretanto, num comentário, a este texto, o Bujardas deixou esta piada clássica, que apesar de ser piada, diz umas verdades, muito verdadeiras, e também diz algo mais…

 

«A ONU resolveu fazer uma pesquisa sobre a escassez de alimentos no mundo. Para isso, enviou uma carta para os representantes de alguns países estratégicos solicitando suas opiniões, no seguinte teor:

 

POR FAVOR, DIGAM HONESTAMENTE A SUA OPINIÃO SOBRE A ESCASSEZ DE ALIMENTOS NO RESTO DO MUNDO

 

A pesquisa foi um fracasso:

 

* Nenhum dos países europeus entendeu o que era "escassez".

 

* Os africanos não sabiam o que eram "alimentos".

 

* Os cubanos estranharam e pediram maiores informações sobre o que era "opinião".

 

* Os norte–americanos nem imaginavam o que significa o "resto do mundo".

 

* O Congresso Brasileiro está debatendo, há anos sobre o que é honestamente.

 

***

Pois… agora, senhores governantes portugueses, digam honestamente a sua opinião… também, sobre tudo isto.

 

Não querem tentar?

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 11:26

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Quarta-feira, 21 de Março de 2018

PORTUGAL PERDIDO NA ESCURIDÃO DOS PALÁCIOS DE SÃO BENTO E DE BELÉM…

 

Uma resposta e a solução…

 

PORTUGAL PERDIDO.png

 

PORQUÊ?

PORQUE:

 

RENTES DE CARVALHO.png

 

O QUE FAZER?

 

Penalizar inequivocamente os governantes portugueses, actualmente no Poder, nas próximas eleições legislativas.

 

Se eles detêm o Poder nós temos a arma do VOTO para os deter.

 

Não precisamos de governantes que atiram Portugal ao lixo, até porque nem só de finanças e economias vive um País.

 

É urgente que o povo português se desembarace do medo e da subserviência, de que fala Rentes de Carvalho, e do comodismo e inépcia que o agrilhoa a partidos políticos que não servem Portugal.

 

Isabel A. Ferreira

 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 09:52

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Domingo, 11 de Março de 2018

UM LIVRO CUJA LEITURA RECOMENDAMOS AOS GOVERNANTES E AOS “OUTROS” URGENTEMENTE

 

Este livro foi publicado em 2016, e nele está tudo o que há a saber sobre a ilegalidade da aplicação deste “acordo”, nomeadamente nas Escolas Portuguesas, onde o drama maior se desenrola, pois obriga-se as crianças e jovens a descartar a própria Língua Materna e a grafar as palavras segundo a cartilha brasileira, induzindo-as em erro, quando a função do Ensino é dar ao Futuro um Futuro assente na verdade e não na mentira.

 

AO90.png

 

Apesar de o livro estar para a Língua Portuguesa como a Bíblia, a Tora e o Corão estão para os Cristãos, Judeus e Muçulmanos, os governantes portugueses, incluindo o presidente da República, ignoraram-no pura e simplesmente, como se ignorou os pareceres desfavoráveis ao AO90 de 25 dos 27 membros da Academia das Ciências de Lisboa.

 

E isto é algo completamente irracional. Inconcebível. Inacreditável, num país que se diz democrático.

 

Não temos nada contra quem opta pela ignorância, desde que essa ignorância não prejudique a Nação.

 

Ora existem N provas de que a esmagadora maioria dos portugueses, incluindo os seus mais insignes intelectuais, opõe-se a este “acordo”, não porque sejam velhos do Restelo, como os acordistas tanto gostam de atirar à cara, como se pessoas de trinta ou menos anos fossem “velhos”, ou porque são contrários a mudanças, e atiram com a oposição de Fernando Pessoa à reforma ortográfica de 1945, e com o PH de pharmácia, mas F de Fernando, como se isso fossem argumentos válidos para a aplicação de um “acordo” não assente nas Ciências da Linguagem, como foi o de 1945 e tinha sido o de 1911, mas por vontade de uns vendidos à ignorância e mais algumas coisinhas impróprias de gente honesta…

 

A esmagadora maioria dos Portugueses opõe-se a este “acordo” por ele ser uma fraude, por ele ser ilegal, por ele ser inútil, por ser inviável, por ele ser péssimo, por ele ser idiota, por ele estar eivado de um desconhecimento profundo da Língua, e por estar a tentar impor-nos a grafia brasileira com uma intenção obscura.

 

Se o AO90 fosse bom, se sugerisse evolução não estaríamos há tantos anos a combatê-lo.

 

Seria irracional atirar ao lixo algo bom, útil e viável…

 

Mas o senhor Embaixador Carlos Fernandes explica de um modo politicamente, juridicamente e linguisticamente correcto o motivo pelo qual os governantes portugueses devem atirar ao lixo este ilegal, inútil, inviável e idiota acordo ortográfico.

 

Até porque, e segundo o senhor Embaixador:

 

«O Governo de Sócrates, com, na minha opinião, uma inepta e anfibológica ministra da Cultura, exibindo um voluntarioso e completo desrespeito pela legalidade, no propósito de, sem se perceber porquê, pôr urgentemente em vigor o mau texto acordado em 1990, levou à prática de uma série de ilegalidades lesivas da nossa ortografia, que, como a língua é do Povo, e não dele, do Presidente da República, ou de qualquer outro político, mais ou menos duradouro ou mais ou menos culto, envergonham qualquer pessoa de bom senso, e respeitadora do Estado de Direito, como teoricamente é o nosso».

 

E não pense o senhor presidente da República Portuguesa, que tem mantido um vergonhoso e ensurdecedor silêncio sobre esta matéria, que sairá politicamente ileso desta tentativa de destruição da identidade linguística de Portugal.

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 17:46

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Segunda-feira, 26 de Fevereiro de 2018

OS GOVERNANTES PORTUGUESES ESTÃO A APOSTAR NA IGNORÂNCIA ORTOGRÁFICA DIFUNDIDA PELOS MEDIA

 

Mas…

 

IGNOR.png

 

Em Portugal, a ignorância optativa está a alastrar-se a uma velocidade considerável, e os governantes portugueses, comprometidos com essa ignorância, estão a apostar nela, numa tentativa de levar adiante um plano assente num obscurantismo jamais visto em Portugal.

 

Tudo isto, a médio prazo, irá custar muito caro ao  nosso País que, cada dia, mais se afunda numa insólita incultura e, para tal, o maior difusor dessa ignorância, está a ser instrumentalizado para oferecer ao povo, já meio anestesiado com o soro do desatino, aquelas coisas que o desviam do essencial: futebol, novelas, realities shows e notícias sensacionalistas e sombrias, como se o Sol se tivesse retirado do mundo, tudo baralhado numa linguagem de bradar aos céus, com a intenção de levarem a melhor… e com a agravante de estarem a insultar a inteligência de um povo.

 

Na verdade, ser ignorante não é defeito. Defeito é optar pela ignorância e achar que se tem razão. É o caso dos acordistas, que decidiram  assentar o AO90 na mais descomunal ignorância da Língua, e achar que os sapientes são retrógrados.

 

E vamos deixar que isto perdure?

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 16:57

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Quinta-feira, 8 de Fevereiro de 2018

TODOS OS JURISTAS SABEM DISTO… E QUALQUER CÃO E GATO TAMBÉM …

 

…excePto os governantes portugueses, ao mais alto nível, os quais têm muita dificuldade em interpretar as Leis vigentes em Portugal.

É estranho, não é?

Por que será?...

 

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publicado por Isabel A. Ferreira às 16:20

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Quarta-feira, 29 de Novembro de 2017

«É PRECISO CORAGEM PARA QUE A CONSCIÊNCIA SEJA CRIADA...»

 

Pois é!

E eu, que já nasci corajosa, coragem não me falta…

 

JUNG.png

 

Os acordistas andam tão DESESPERADOS que já nem conseguem defender o MONSTRO, a que chamam falaciosamente “acordo ortográfico de 1990”, como se todos fôssemos parvos.

 

Usam e abusam da linguagem taberneira para atacar quem defende a Língua Portuguesa, na sua MATRIZ CULTA. E isso só diz do NADA que eles, os acordistas, têm para dizer.

 

A Língua Portuguesa, na sua Matriz Culta, é considerada uma das mais belas línguas do mundo. O que estão a fazer-lhe é um autêntico LINGUICÍDIO, que a História se encarregará de punir.

 

Os Brasileiros RIEM-SE desta parvoíce dos portugueses. Sempre se riram, mas nos tempos que correm, riem-se ainda mais. E até dizem que «os portugueses nem capacidade têm para defender o que é DELES». Já ouvi isto várias vezes.

 

E é verdade. Nomeadamente os governantes portugueses, os mais atingidos por este magnífico escárnio, como só os Brasileiros sabem. E o pior, é que eles, os nossos governantes, nem sequer se apercebem disto.

 

Mas, como diz o poeta, «Há sempre alguém que resiste. Há sempre alguém que diz NÃO

E nesse alguém, estou, obviamente, incluída.

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 19:19

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Segunda-feira, 6 de Novembro de 2017

QUEREM SABER PARA QUE SERVIU EXACTAMENTE O ACORDO ORTOGRÁFICO DE 1990?

 

BECHARA.png

Origem da imagem: https://www.facebook.com/TradutoresContraAO90/photos/a.645118928923112.1073741834.199515723483437/712556525512685/?type=3&theater&ifg=1

 

O acordo ortográfico de 1990 serviu exactamente para testar o servilismo do governo português, como também para testar o servilismo do povo português que, felizmente, maioritariamente (exceptuando (ainda) os milhares de analfabetos existentes em Portugal e que nada sabem do acordo ortográfico) diz, aliás, grita um rotundo não a esta tentativa de colonizar Portugal através da ortografia brasileira.

 

Resta uma minoria no poder e outra minoria subserviente ao poder, que se vergaram a um acordo com o qual nem o Senhor Evanildo Bechara, um dos promotores desta coisa absurda que foi impingir aos Portugueses a ortografia brasileira, concorda.

 

Então de que está à espera o senhor presidente da República Portuguesa para cumprir e fazer cumprir a Constituição da República Portuguesa?

 

É que já vários juristas se pronunciaram publicamente (se bem que muito discretamente para o meu gosto), a este respeito, e todos eles são unânimes quanto à ilegalidade da imposição deste acordo a Portugal.

 

Há aqui algo errado, que foge à racionalidade.

 

É que já tudo foi dito e redito a respeito da urgência de se acabar com esta fraude, e no Parlamento andam todos muito caladinhos e encolhidinhos, como crianças quando fazem asneiras e depois ficam quietinhas a um canto, a disfarçar, como se nada fosse com elas.

 

Acontece que os governantes já são bem crescidinhos para estas infantilidades.

 

Assumam o erro. Peçam desculpas aos Portugueses, principalmente às crianças, e devolvam a Língua Portuguesa a Portugal.

 

O Brasil não se importará, com toda a certeza. Eles são milhões e continuarão a falar e a escrever anistia, úmido, fato, e outras palavras que tais, independentemente de haver ou não haver acordo. Continuarão a dizer e a escrever Antônio, e nós António, com acordo ou sem acordo.

 

Jamais haverá uma unificação ortográfica entre os países lusófonos, porque cada país é um país, e já todos cortaram o cordão umbilical com a “mãe” que os deu ao mundo, cada um seguiu o seu rumo e adoptou a linguagem que bem entendeu. Agora a vida deve seguir sem a "mãe", e esta não está, de todo, senil, para se sujeitar ao querer de um "filho" interessado em grandezas fictícias.

 

Então para quê mutilar a Língua Portuguesa, em Portugal? Por alma de quem?

 

Já o tenho dito muitas vezes: errar é humano, mas insistir no erro é insano.

 

E não me venham dizer que agora é tarde, Inês está morta. Inês pode estar morta, e para ela já ser tarde. Mas a Língua Portuguesa continua viva, mutilada, mas viva, e com todas as possibilidades de cura. Basta querer. E querer é poder, e poder é o que faz falta… Afinal os governantes portugueses não são assim tão poderosos como querem fazer crer… Subjugam-se facilmente aos interesses das minorias.

 

Quanto às crianças e jovens eles não são tão imbecis como os adultos. Se conseguem aprender Inglês, Francês e Castelhano, conseguirão desaprender a ortografia brasileira num ápice, e noutro ápice, reaprender o Português com a mesma facilidade. Eu consegui. É que a capacidade de aprendizagem das crianças é ilimitada…

 

O que é preciso é algo que eu estou a pensar, mas não posso dizer alto.

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 11:47

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Quinta-feira, 12 de Outubro de 2017

«AS VÍTIMAS E OS ALVOS DOS CONSPIRADORES DO AO/90 NÃO SOMOS NÓS: SÃO AS CRIANCINHAS QUE NÃO SABEM DEFENDER-SE»

 

Um texto de Miguel Esteves Cardoso, datado de 2015, infelizmente, ainda muito actual, porque nada foi feito no sentido de pôr fim ao linguicídio e ao crime de lesa-infância que está a ser cometido, impunemente, por governantes, professores e pais.

 

AO90.jpg

 

Origem da imagem -  http://pt.winkal.com/share/m/X9VO

 

É urgente que se comece a dizer às crianças portuguesas (que estão a começar a aprender a escrever) que estão a escrever à moda do Brasil, e tal ortografia nada tem a ver com Portugal e com as raízes europeias da Língua Materna delas.

 

A Língua das crianças portuguesas é a Língua Portuguesa, com todas as letras no seu devido lugar, como no Inglês, por exemplo, língua que muitas crianças portuguesas estão a prender nas escolas, como segunda Língua, e baralham-se tanto ao ponto de já terem questionado: «Por que em Inglês se escreve direCtor, aCtor, objeCt, aspeCt, inseCt, colleCtion, adoPt, affeCtion, colleCtive, dialeCt, direCt, correCt, inspeCtor (etc.) e em Português (aquele que lhes estão a impingir nas escolas portuguesas), se escreve diretor (dir’tor), ator (âtor), objeto (objêto), aspeto (aspêto), inseto (insêto), coleção (col’ção), adotar (adutar), afeto (afêto), coletivo (col’tivo), dialeto (dialêto), direto (dirêto), correto (corrêto), inspetor (insp’tor), (etc.)?

 

(O que está entre parêntesis é o modo de ler das crianças que aprendem Inglês, porque elas não são estúpidas, como querem que sejam).

 

A esta pergunta simples e lógica há que responder-lhes, como eu já respondi à minha neta: «Em Inglês escreve-se desse modo, porque os governantes ingleses sabem Inglês, respeitam e defendem a Língua Inglesa, e não se subjugam ao linguajar da maior (territorial e populacionalmente) das suas ex-colónias; e em Português escreve-se e lê-se desse modo, porque os governantes portugueses não sabem Português, não respeitam, nem defendem a Língua Portuguesa e subjugam-se ao linguajar da maior (territorial e populacionalmente) das suas ex-colónias».

 

As crianças portuguesas, ao contrário do que os governantes portugueses acham (porque se conseguissem pensar achariam outra coisa) não são estúpidas e compreendem perfeitamente o que está a passar-se, basta explicar-lhes, tintim por tintim, a questão das três linguagens aqui envolvidas: a Língua Inglesa, a Língua Portuguesa e a ortografia brasileira.

 

Foi o que já fiz em relação à minha neta. E ela, obviamente, porque não é estúpida, entendeu perfeitamente, e perguntou: «Então estamos a aprender a escrever errado?».

 

Eu - «Erradíssimo».

 

Ela - «E agora?»

 

E - «E agora? E agora, mais dia, menos dia, irás aprender a escrever usando a tua Língua Materna, correCtamente (e vinquei bem o C), porque num futuro próximo, quando fores mais crescida, não pretenderás escrever incorreCtamente a tua própria Língua, que é uma Língua europeia e culta, trocando-a por uma ortografia sul-americana, que nada tem a ver com a Europa; e escrever correCtamente a Língua dos Ingleses, que não é a tua Língua, e também é uma Língua europeia e culta».

 

Fez-se um certo silêncio.

 

Contei-lhe, então, a minha história: a de ter aprendido a ler e a escrever no Brasil, à moda do Brasil, ou seja, usando a ortografia que agora estão a obrigá-la a aprender na escola, embora ela não esteja no Brasil; mas eu, era lá que me encontrava, desde os dois anos, e não tive outra opção. Com oito anos regressei a Portugal, e tive de reaprender a ler e a escrever a minha Língua Materna; e mais duas vezes fui e vim, vim e fui, e mais duas vezes reaprendi e desaprendi a minha Língua, durante a infância, a adolescência e parte da juventude.

 

Mas quando se é criança aprende-se e desaprende-se tudo muito facilmente. Só quem não está atento ao desenvolvimento das crianças, só quem não sabe nada sobre crianças, é que não sabe disto, o que parece ser o caso dos governantes e dos acordistas.

 

Portanto, os pais ou avós que se interessem realmente pelas suas crianças, devem dizer-lhes que estão a aprender a escrever incorreCtamente a Língua Materna delas, mas deverão aprender a escrevê-la correCtamente, fora da escola (para não serem penalizadas) porque não seria justo saberem escrever a Língua Inglesa, com todas as letras que não se pronunciam (e são bastantes) e serem capazes disso; e não escreverem a Língua Portuguesa, com todas as letras que não se pronunciam, apenas porque um punhado de ignorantes as consideram mais estúpidas do que as crianças inglesas.

 

E isto não se faz.

 

As nossas crianças não merecem tamanha desconsideração.

 

Miguel Esteves Cardoso abordou esta problemática de um modo interessante, e só posso fazer minhas as suas palavras.

 

Isabel A. Ferreira

 

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Texto de Miguel Esteves Cardoso  

 

O segundo acto

 

«Daqui a 50 anos, em 2065, quase todos os opositores do analfabeto Acordo Ortográfico estarão mortos. Em contrapartida, as crianças que este ano, em 2015, começaram a ser ensinadas a escrever tortograficamente, terão 55 anos ou menos. Ou seja: mandarão no país e na língua oficial portuguesa.

 

A jogada repugnante dos acordistas imperialistasignorantes e cada vez mais desacompanhados pelas ex-colónias que tentaram recolonizar ortograficamente — terá ganho tanto por manha como por estultícia.

 

As vítimas e os alvos dos conspiradores do AO90 não somos nós: são as criancinhas que não sabem defender-se. Deseducando-as sistematicamente, conseguirão enganá-las facilmente. A ignorância é a inocência. Pensarão, a partir deste ano, que só existe aquela maneira de escrever a língua portuguesa.

 

Os adversários morrerão e predominará a inestética e estúpida ortografia de quem quis unir o "mundo lusófono" através de um Esperanto lusográfico que não tem uma única vontade colectiva ou raiz comum.

 

Como bilingue anglo-português, incito os jovens portugueses que falam bem inglês (quase todos) a falar português com a exactidão fonética, vinda do bom latim, da língua portuguesa. Eu digo "exacto" e "correcto" como digo "pacto" e "concreto". Digo "facto" como fact, tal como "pacto" como pact.

 

Falar como se escreve (ou escrevia) é um acto de rebeldia. Ler todas as letras é libertador. Compreender a raiz das palavras é conhecê-las e poder tratá-las por tu.

 

Às armas!

 

Miguel Esteves Cardoso»

 

Fonte:

http://www.publico.pt/culturaipsilon/noticia/o-segundo-acto-1696097?fb_ref=Default#/comments

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 14:36

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Domingo, 8 de Outubro de 2017

É O QUE DÁ “FABRICAR” UM ACORDO ORTOGRÁFICO (O DE 1990) COM BASE NA IGNORÂNCIA

 

Estão a esfarrapar a Língua Portuguesa

 

CORRUÇÃO.jpg

 

O que serão casos de “corrução”?

 

Palavrinha que não existe em nenhuma língua, ainda que aportuguesada, ou devo dizer abrasileirada?

 

Palavrinha que nem sequer existe no famigerado AO de 1990.

 

Porquê em Portugal isto acontece?

 

Reflictam nisto aqueles que querem mandar às malvas a Língua Portuguesa.

 

E por falar em “mandar às malvas”…

 

Vejam neste link o significado desta interessante expressão. É muito curioso.

 

http://www.jn.pt/live/Programas/default.aspx?content_id=3658465&seccao=Passeios

 

 

E é esta riqueza linguística que os governantes portugueses querem destruir, por interesses meramente económicos?

 

Isto é um verdadeiro CRIME.

 

***

É preciso ter em conta que a Língua Portuguesa é uma Língua Europeia, de raiz greco-latina, e como tal deve continuar a ser.

 

Não é uma língua sul-americana. Jamais será.

 

Os países lusófonos, que adoptaram a Língua Portuguesa como língua oficial, só têm duas opções: ou aceitam essa língua tal como ela é na sua forma materna (com cabeça, tronco e membros), ou arranjam outra língua para se comunicarem.

 

Mas não lhe chamem Língua Portuguesa.

 

E em Portugal, os governantes portugueses e todos os Portugueses que se prezam de o ser, devem, têm a obrigação de defender a Língua, conservando as suas raízes. a sua origem. 

 

Nenhuma outra língua europeia foi mutilada para atender a caprichos de editores e governantes desprovidos de Cultura crítica e dignidade. Cá... como lá...

***

Outra consequência desta ignorância

 

OPTIVISÃO1.jpg

 

«Partilho aqui convosco uma curiosa mensagem que entretanto recebi:

 

"O grupo Optivisão agora acha-se "o maior grupo ótico português".

 

Mas talvez o devesse saber que, em português, "ótico" significa "respeitante ao ouvido". Se se quiser falar da visão, deve dizer-se "óptico". Ora, parece-me que qualquer empresa deveria saber, antes de tudo, a actividade a que se dedica, e não anunciar disparates. De facto, há coisas com que não se brinca." [Luís Menezes Leitão

 

Fonte:

https://www.facebook.com/photo.php?fbid=10153668336978841&set=gm.553686408116011&type=3&theater

 

***

A palavra ó·ti·co é um adjectivo que vem do grego otikós, que significa: relativo ou pertencente ao ouvido ou à orelha; diz-se do medicamento que se emprega contra doenças do ouvido.

 

in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa

 

***

Agora digam-me: o que estão a fazer à Língua Portuguesa?

Não estão a esfarrapá-la?

E nós vamos deixar que isto aconteça?

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 11:50

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.ACORDO ORTOGRÁFICO

EM DEFESA DA LÍNGUA PORTUGUESA, A AUTORA DESTE BLOGUE NÃO ADOPTA O “ACORDO ORTOGRÁFICO” DE 1990, DEVIDO A ESTE SER INCONSTITUCIONAL, LINGUISTICAMENTE INCONSISTENTE, ESTRUTURALMENTE INCONGRUENTE, PARA ALÉM DE, COMPROVADAMENTE, SER CAUSA DE UMA CRESCENTE E PERNICIOSA ILITERACIA EM PUBLICAÇÕES OFICIAIS E PRIVADAS, NAS ESCOLAS, NOS ÓRGÃOS DE COMUNICAÇÃO SOCIAL, NA POPULAÇÃO EM GERAL E ESTAR A CRIAR UMA GERAÇÃO DE ANALFABETOS.

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isabelferreira@net.sapo.pt

. AO/90 É INCONSTITUCIONAL

O Acordo Ortográfico 1990 não tem validade internacional. A assinatura (em 1990) do texto original tem repercussões jurídicas: fixa o texto (e os modos como os signatários se vinculam), isto segundo o artº 10º da Convenção de Viena do Direito dos Tratados. Por isso, não podia ser modificado de modo a entrar em vigor com a ratificação de apenas 3... sem que essa alteração não fosse ratificada por unanimidade! Ainda há meses Angola e Moçambique invocaram OFICIALMENTE a não vigência do acordo numa reunião OFICIAL e os representantes OFICIAIS do Brasil e do capataz dos brasileiros, Portugal, meteram a viola no saco. Ora, para um acordo internacional entrar em vigor em Portugal, à luz do artº 8º da Constituição Portuguesa, é preciso que esteja em vigor na ordem jurídica internacional. E este não está!
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