Quarta-feira, 25 de Maio de 2022

Uma interlocução luso-brasileira ao redor da Língua Portuguesa

 

A  Apeiron edições publicou a imagem que se segue, no Facebook.

 

Tal imagem originou uma interlocução, na qual participei, porque, como já disse algures, sou uma pessoa absolutamente sensata, amável, gentil, pacífica e pacifista, educada, afectuosa, mas diante da ESTUPIDEZ, seja de que origem for, não me contenho, nem tenho de me conter, então, sou o contrário disso tudo, porque me sinto no DEVER de deixar bem claro que NÓS, Portugueses, NÃO temos a obrigação de ACEITAR as palermices dos outros. É que se ninguém disser nada, eles acham que são o supra-sumo da inteligência, e quando se trata de Brasileiros, nomeadamente de "lauras e lauros do mundo", acham que “estão por cima da carne-seca”, quando, na verdade, “estão na pior” …

 

Esta interlocução foi praticamente entre mim e uma "laura maria", que se multiplica ene vez na Internet, nas redes sociais, no YouTube, com o mesmo tipo de linguagem e de mentalidade, que é preciso combater.  

Isabel A. Ferreira

 

APEIRON - 2.png

 

Laura Maria

O maior país com o maior número de pessoas a falar o português, Brasil, será mesmo o iniciador da mudança ortográfica. Para nós não tem o menor sentido a colocação da letra "c" em palavras que não contém o som de "q". Não falamos "equixato"...pronunciamos "exato". Aliás o português ensinado mundo afora é o português brasileiro, por um simples motivo...SOMOS maioria.

 

Paulo Mendes

Até podem ser a maioria mas isso nao vos faz os detentores da língua portuguesa, Português existe por causa de Portugal e nunca por causa do Brasil, então as unicas alteracoes que poderiam ser PEDIDAS A REPÚBLICA PORTUGUESA era a de retirar os C e os P em palavras que não são pronunciadas, mas jamais fazerem reenvidicacoes ou algo do género a uma língua que não vos pretence.

E a mesma coisa que eu ir a Apple e pedir para fazer algo que eu quero so pq comprei 1 Iphone e nao concordo de como foi feito.

Se nao concordo deixo de comprar ou de usar e de igual forma se aplica ao Brasil.

Não gosta do Português então aprendam Tupiguarani e tornem isso a vossa lingua materna e ai podem fazer o que quiserem com ela

 

António JM Antunes Gomes

Laura Maria diz Não falamos "equixato"...pronunciamos "exato". Mas neste caso que exemplifica o X tem valor de Z e não sofre alteração porquê?? deveria ser escrito EZATO tal como caso deveria ser CAZO não é???

 

António JM Antunes Gomes

O único país que tem como língua oficial o PORTUGUÊS e pertence a CPLP e aos PALOP foi Angola que continua a escrever de forma correcta porque pronunciamos o C

 

Laura Maria

Paulo Mendes não sei se é do seu conhecimento, mas 70% da população brasileira é descendente de portugueses...eu inclusive...LOGO, A LINGUA NOS PERTENCE...quanto ao tupi guarani, ainda seria falado aqui se os NOSSOS antecedentes não tivessem dizimado os índios... O que eu quero dizer é que, por sermos agora MAIORIA, nós é que determinamos o que é melhor para a lingua portuguesa, quer você queira ou não. No Reino Unido, Alemanha, China, dentre outros países onde os laços comerciais com o Brasil é infinitamente maior do que com Portugal, o português ensinado é o português brasileiro. O mundo é pragmático.

 

Laura Maria

António JM , na verdade a palavra não tem uma lógica. A palavra é um simbolo como qualquer outro, a ser memorizado. Escrevemos tigela com "g" e Majestade com "j"...Parece não ter lógica, mas como é um símbolo, não tem que ter logica...Já o excesso de letras é perfeitamente dispensável como "ecxato"...não necessita do c.

 

Isabel A. Ferreira

Laura Maria QUANTIDADE não significa QUALIDADE.

Chamem Língua Brasileira ao que falam e escrevem, e fica tudo bem.

E já agora, a palavrinha "ecxato" é alguma nova palavra do léxico brasileiro? Curiosa, esta palavrinha!

 

Laura Maria

Isabel A. Ferreira não são brasileiros ou portugueses que ditarão qual é a lingua portuguesa padrão...Será aquela que é mais falada no mundo.

 

Isabel A. Ferreira

Laura Maria engana-se. Língua Portuguesa só há UMA. A de Portugal. As outras são VARIANTES do Português. A vossa é a BRASILEIRA. E que fiquem lá com ela. E que façam muito bom proveito dela. Mas não lhe chamem Portuguesa.

Só países com elevadas taxas de analfabetismo e incultura precisam de acordos ortográficos.

EUA e Inglaterra não precisaram nunca de acordos ortográficos.

Espanha e países sul-americanos de expressão espanhola, também nunca precisaram de acordos ortográficos.

Porquê isto agora?

Eu digo-lhe porquê: um complexo de inferioridade descomunal.

 

Isabel A. Ferreira

Laura Maria está muito mal informada. Fizeram-lhe uma lavagem cerebral e aceitou-a. Eu já ESTUDEI NO BRASIL, aprendi a ler e a escrever lá, e sei do que estou a falar. Sabia?

 

Laura Maria

Isabel A. Ferreira Vc sabe nada do que fala. Age apenas como uma bairrista.

E o que mais percebo são pessoas portuguesas pessimamente alfabetizadas. Já que é para falar a verdade, não sabem conjugar verbos e a pontuação é algo inexistente.

Não quero ofender, apenas dissertar uma constatação lúcida. Tenho amigos portugueses. E gosto deles.

E quem te disse que inglês da América é igual ao britânico?!!! Não é não. Existem características distintas.

E palavras como geladeira, ao invés de frigorífico, ou celular ao invés de telemóvel, não é incultura. É OUTRA forma de se expressar. Devia saber disso!!!

O PORTUGUÊS falado no Brasil é o mais ensinado na Europa, China, por uma simples razão - somos a maioria a falar.

E o Brasil, sendo uma das dez maiores economias do mundo, e que comercializa globalmente, é perfeitamente compreensível ser o português brasileiro o mais aceito no mundo.

E por final o Brasil foi colonizado por portugueses com suas virtudes e defeitos TAMBÉM!!!

 

Isabel A. Ferreira

Laura Maria ACORDE!!!!! Estamos em 2022. O Brasil é independente desde 1822. E continua a marcar passo, porque pessoas como você não entenderam nada das lições da História.

Quantidade nunca foi sinónimo de qualidade. Sabia?

Os estrangeiros, quando querem aprender Português, escolhem a Língua Portuguesa, a ORIGINAL, e não a VARIANTE brasileira.

Como gostam de se enganarem a si próprios!

Os Africanos, de expressão portuguesa, não se afastaram da Língua Portuguesa, porque não sofrem do complexo de inferioridade (o complexo de vira-lata, de que falava Nelson Rodrigues).

Vá esperando sentada.

O Brasileiro poderá ter milhões de falantes no Brasil. Mas a Língua Portuguesa tem milhões de falantes em Portugal e nos quatro cantos do mundo.

 

Laura Maria

Isabel A. Ferreira deixe de ser ridícula. A língua portuguesa ensinada no Reino Unido é o português brasileiro. A China acho que nem precisa citar. Basta ter dois neurônios pra entender o OBVIO, o porquê.

Complexo de inferioridade é o seu. Nem vou dizer o que os europeus pensam dos portugueses por consideração. E VOCÊ sabe disso.

Africanos não tem complexo de inferioridade? Haha, vc é hilária mesmo....

E se eles falam mais o português de Portugal, é porque estão estacionados no século passado. Não é culpa deles.

Agora, se a língua portuguesa tiver relevância no mundo será por causa do BRASIL, não de Portugal que encolhe economicamente bem como a sua população... 

 

Isabel A. Ferreira

Laura Maria o seu comentário é de uma pobreza extrema. Não diz coisa com coisa. E saiba que os seus insultos não me atingem, porque a mim, só me insulta quem eu deixo.

A Laura Maria delira ao acreditar no que diz. Nada é mais lamentável do que fabricar delírios até à exaustão e acreditar que são verdades.

Fique lá com as suas ilusões. A lavagem cerebral que lhe fizeram resultou.

A Língua Portuguesa não precisa do Brasil para ser relevante. Ela É e SEMPRE FOI RELEVANTE, por si só.

As Línguas minoritárias europeias são TODAS RELEVANTES.

A língua que o Brasil espalha por aí, é uma língua de comunicação, não é uma Língua LITERÁRIA, uma Língua estruturada, uma Língua CULTA. Serve para comunicar, mas não serve para FIXAR o pensamento.

Os estrangeiros (repito) quando querem aprender Língua Portuguesa, vão ao original, não, às suas variantes. As variantes só servem para comunicar.

Eu quando quis aprender Língua Inglesa e Língua Castelhana, não escolhi os linguajares norte-americano e sul-americano. Fui à fonte, à raiz, ao original. O mesmo acontece com quem quer aprender Língua Portuguesa.

Contudo, se preferir acreditar que os estrangeiros escolhem o Brasileiro para aprender Português, leve lá a bicicleta. Contente-se com essa falácia.

Jamais a Língua Portuguesa se imporá no mundo através do Brasil, porque a VOSSA Língua já NÃO É a Portuguesa.

SE ainda não se apercebeu disto, eu REPITO quantas vezes forem necessárias.

É muito triste fazer a figura triste, que faz, ao dizer o que diz, porque opta por não querer ver o ÓBVIO.

Sinto muito.

Os Portugueses têm muito ORGULHO da sua Língua MINORITÁRIA EUROPEIA, porque é ela que FIXA o pensamento e a Cultura secular portuguesa. E esta Língua Minoritária Europeia jamais será ultrapassada pela Língua Brasileira, que anda por aí MAL escrita e MAL falada.

Pode dizer o que bem entender, porque tem essa liberdade. Pode acreditar nas invencionices que quiser, porque tem essa liberdade. Pode até insultar-me do modo que quiser, porque tem essa liberdade.

Porém, essa sua liberdade vale o que vale. Jamais conseguirá transformar a Língua Portuguesa numa língua apenas comunicativa.

Faça bom proveito com o seu BRASILEIRO.

 

Laura Maria

Isabel A. Ferreira nao leio textão, ainda mais com conteúdo pouco inteligente, em telinha minúscula. Aprenda a ser concisa, vc não é um William Shakespeare, para se gastar muito tempo lendo.

 

Isabel A. Ferreira

Laura Maria é por não ler TEXTÕES que a sua ignorância é tão evidente.

Estou-me nas tintas que leia ou não leia os TEXTÕES em telinha minúscula. Só pessoas com MASSA CINZENTA dentro do crânio é que conseguem LER TEXTÕES numa telinha minúscula. Por isso, a sua apreciação do conteúdo que NÃO LEU, já demonstra a sua falta de massa cinzenta.

Por que não vai encher pneus de trem, que é um ofício muito mais digno do que andar pelo Facebook, a expor-se ao ridículo?

 

Cristina Nascimento

Isabel A. Ferreira Quanta grosseria, nossa !!!! A língua portuguesa brasileira é tão variante da de Portugal quanto a de Portugal é variante do latim vulgar falado pelos soldados nas ruas. Nossa língua é moderna porque ela é viva se movimenta, não estacionou no tempo. Não entendo como uma "pessoa" aproveita uma oportunidade para expressar todo seu preconceito contra um povo; que fique claro não foram os brasileiros que foram à Portugal e sim o português que veio ao Brasil, deixou sua língua e levou muitas coisas nossas tipo ouro, madeira...

 

 Isabel A. Ferreira

Cristina Nascimento como é que num espaço tão pequeno se pode esparramar tanta IGNORÂNCIA! Parabéns! É um feito extraordinário!

 

Laura Maria

Isabel A. Ferreira toma lesada!!! O seu textão é tão energúmeno... E não tenho paciência pra ler pensamento de gente tão obsoleta, retrógada, inculta, como você. Aprenda ai com o texto excelente da Cristina Nascimento. Até macaco adestrado é mais inteligente que você. 

 

Isabel A. Ferreira

Laura Maria este seu comentário só diz de si, e absolutamente NADA diz de mim. Nem sequer belisca um fio do meu cabelo.

É gente como você que envergonha o Brasil e impede que ele EVOLUA, e faça com que mantenha um nível cultural tão baixo.

Lamento pelo Brasil. Pobre Brasil, que não merece ser deste modo tão INSULTADO, porque, infelizmente, ele está cheio de gente como você, que anda pelas redes sociais, pelo YouTube a disseminar o desmedido analfabetismo funcional e a gigantesca incultura que transparece nos seus hidrófobos comentários.

 

Laura Maria

Isabel A. Ferreira lamento por Portugal, já tão desconsiderado na Europa, ainda ter VOCÊ tão atrasada que envergonha ainda mais o pequeno país... E invejo a sua burrice porque ela é ETERNA. Agora te darei um comando - escreva mais ignorâncias para eu testar um negócio aqui. Rápido!!! No aguardo... 

 

Isabel A. Ferreira

Laura Maria ainda não desistiu de fazer papel ridículo? Não entendeu o que eu disse? A sua verborreia não me atinge. Se está habituada a fazer bullying com os mais fracos, saiba que comigo isso não funciona, porque tenho uma estrutura psicológica extraordinariamente  sólida. Estou muito para além dessa sua aberração. Diga o que disser, a sua verborreia só desfavorece a si, não a mim. O que é que ainda não entendeu aqui? Preciso de fazer um desenho? Se quiser continuar, continue, porque diga o que disser só me privilegiará. Espero que consiga alcançar o significado deste meu comentário. Até agora não entendeu nada.

 

Laura Maria

Isabel A. Ferreira ÓTIMO...respondeu rapidinho...Isso só comprova minha tese de que vc é ADESTRÁVEL. Responde aos comandos obedientemente. Vc é um excelente experimento para treinar "como influenciar uma mente simplória em pouco tempo".... Muito bem... Agora escreva mais  para eu confirmar a tese... No aguardo.

 

 Isabel A. Ferreira

Laura Maria ainda não percebeu que está a enterrar-se? Como poderia perceber? Está habituada a fazer bullying com os fracos. O caminho é perigoso. Ainda não se deu conta disso? Eu sou rápida, sim, porque quanto mais comentários fizer, melhor, para o meu objectivo. Não ando aqui a passar tempo. Ando aqui numa missão, com um objectivo bem definido. E a Laura Maria, está a ajudar bastante. OBRIGADA. Ainda não se apercebeu? Como pode, não é? Vá. Continue. Quando atingir o meu objectivo aviso-a.

 

Laura Maria

Isabel A. Ferreira  kkkk...Vc é tão previsível... Veio correndo responder, nem esperou um dia... Pois bem, vc respondeu de novo aos comandos. Está bem ADESTRADA...Convenceu-me. Eu a compro do seu dono. 

 

Isabel A. Ferreira 

Laura Maria quero dizer-lhe que o nosso (não estou nisto sozinha, ou pensava que estava?) objectivo foi finalmente alcançado, com êxito total, se quer saber.

Andou por aqui a pavonear-se como se fosse dona da verdade, e prestou-nos um grande favor, comprovando uma teoria, que se vem desenvolvendo há algum tempo, sobre o Brasil e as suas mentes "brilhantes", e a "Laura Maria" foi o expoente máximo, aquele toque final, de que precisávamos, para as conclusões finais, que circularão por outras vias. Eu avisei-a, mas não percebeu nada. Só quis olhar para o seu ego, achando que estava a dar cartas.

Quero agradecer-lhe (afinal, fui eu quem deu a cara) o facto de não ter desistido (alguns desistem) o que nos proporcionou chegar aos finalmentes. Já tínhamos visto de tudo, faltava a cereja para pôr no topo, e a "Laura Maria" foi perfeita. 

Parabéns!

Posto isto, e não precisando de mais provas, tenho a dizer-lhe que daqui em diante, se quiser continuar a falar sozinha, esteja à vontade.

Quanto a mim, dou por encerrada a minha participação, nesta profícua interlocução luso-brasileira. Valeu! 

 

***

Já depois de eu ter  dito que dava por encerrada a minha participação, nesta profícua interlocução luso-brasileira, a Laura Maria, no registo de sempre, fez mais este comentário, e irá ficar a falar sozinha, uma vez que o objectivo de manter esta espécie de "diálogo", foi plenamente atingido.


Laura Maria

Isabel A. Ferreira hahaha...Vc está tão ADESTRADA kkkk....E escreve textão que ninguém lê, muito menos eu...Anta demais!!!
Vamos escreve outro textão para eu comprovar o seu adestramento servil...



Fonte:

https://www.facebook.com/114726108610753/photos/a.114867811929916/983867861696569

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 17:05

link do post | comentar | ver comentários (2) | adicionar aos favoritos
partilhar
Quarta-feira, 30 de Março de 2022

«O discurso enviesado [do dono e senhor da Língua Portuguesa] A. Santos Silva [na AR] tresandou mais a ódio do que a elevação intelectual»

 

Recebi um comentário, que subscrevo inteiramente, e que aqui destaco, porque, de uma vez por todas, é preciso, resolver a questão da Língua Portuguesa, que está a escoar-se por um cano de esgoto, graças a uma personagem insólita, que devia ter sido banida da política nacional, e não foi, muito pelo contrário, foi nomeado para um cargo nacional de topo.

 

E devia ter sido banido porquê? Perguntarão os leitores. Simplesmente porque andou a servir interesses estrangeiros, em detrimento dos interesses nacionais, uma vez que sendo socialista, ser nacionalista, ou seja, adepto da independência e dos interesses nacionais é algo que está fora de hipótese.

 

Contudo, ser nacionalista, NÃO é ter ódio pelas outras Nações, como o afirmou SS no dircurso inaugural do novo cargo.  Há vários tipos de nacionalismo: de esquerda, de extrema-esquerda, de direita, de extrema-direita; nacionalismo fascista, nacionalismo nazista, nacionalismo para todos os gostos.  Mas ser nacionalista é SOBRETUDO ser adepto da independência e dos interesses nacionais, algo que SS nunca foi, não é nem nunca será, porque ser socialista, em Portugal, ao que parece, é servir todas as Nações, EXCEPTO a Nação Portuguesa.

Santos Silva.PNG

 

 

🗨 Comentário no blog O Lugar da Língua Portuguesa

 

Jorge Pacheco de Oliveira comentou o post «O Acordo Ortográfico: uma imposição abjecta, ou o capricho duma ditadura indigente e inculta», por António Mota às 10:40, 30/03/2022 :

Ontem, dia 29 de Março de 2022, realizou-se a eleição e tomada de posse do novo Presidente da Assembleia da República, o socialista Augusto Santos Silva. A dada altura do seu discurso, o novo presidente do Parlamento invocou a "incrível força" da língua portuguesa, "de tantas pátrias"… Sustive a respiração durante uns segundos à espera de ouvir uma referência ao AO90, a favor ou contra. Nada… Para as sumidades socialistas o AO90 é irreversível. Cabe-nos a nós, cidadãos conscientes, não desistir da batalha pela revogação do infame AO90. Não escrevi cidadãos patriotas pois o novo presidente do Parlamento também nos quis ensinar que "o bom requisito para se ser patriota é não ser nacionalista", o que me deixou algo confuso, na medida em que me parece que nem ele nem os seus camaradas são uma coisa ou outra. Mas enfim, toda a gente percebeu que ele estava a atacar o Chega mediante um discurso enviesado de que tresandava mais ódio do que elevação intelectual. Cumprimentos Jorge Pacheco de Oliveira

 

Senhor Jorge Pacheco Oliveira, não poderia estar mais de acordo consigo.

Subscrevo cada palavra que escreveu.

 

Fico com urticária, só de pensar que SS continuará a ser SS por mais quatro anos e meio, disseminando o autoritarismo que lhe é característico -  algo que ficou bem patente no discurso que proferiu como presidente da Assembleia da República [pobre República] no que respeita aos recadinhos para o partido Chega, como quem diz: «eu sou democrata ma non tropo», uma vez que o nacionalismo (**) não agrada aos déspotas, porque estes servem as nações estrangeiras, mas não a NAÇÃO que lhes deu os cargos.

 
O SS está-se nas tintas para a Língua Portuguesa, que NÃO soube defender, e que a manteve cativa nos calabouços do Ministério dos Negócios DOS Estrangeiros, a quem serviu servilmente. Espero que o novo ministro dos Negócios Estrangeiros, João Gomes Cravinho, liberte a língua Portuguesa e reponha a LEGALIDADE, destruindo um “acordo”, que NUNCA foi acordo e que SS mantinha unilateralmente, porque achava que os acordos são para cumprir. Mas apenas ELE achava isso, porque os restantes países, ditos lusófonos, não o cumpriram, simplesmente por ser ILEGAL.

 

Não auguro nada de bom com o ABSOLUTISMO que se PLANTOU no Parlamento, ainda mais com o absolutista-mor da nossa triste república DOS bananas, num cargo de topo.

 

CÍCERO.jpg

 

O senhor Jorge Pacheco de Oliveira diz que «para as sumidades socialistas o AO90 é irreversível». Poderá ser para as eminências pardas socialistas, que se autoproclamam donos da Língua Portuguesa, mas o AO90 NÃO é irreversível. O AO90 É UM ERRO.

 

Irreversível só a morte ou doenças terminais, até porque está provado por A mais B que o AO90 é ILEGAL, e todas essas eminências pardas, que andaram por aí a lançar o caos ortográfico no ENSINO (esperamos que o novo ministro da Educação, João Costa, tenha CONSCIÊNCIA e peça a anulação do AO90) e a destruir a Língua Portuguesa, aquela que está consignada na Constituição da República Portuguesa, terão de prestar contas aos Portugueses, terão de ser PUNIDOS severamente pelos crimes de lesa-pátria e de lesa-ingfãncia,  porque, como diz Miguel de Cervantes: «Deus suporta os maus, mas não eternamente». E os todo-poderosos poderão governar por uns tempos, mas acabam sempre por cair.



O tempo de CAIR já vem a caminho.

 

(**) O Nacionalismo saudável defende que cada Nação deve governar-se a si própria, livre de interferências externas. Defende a construção e manutenção de uma identidade nacional, baseada na CULTURA, localização geográfica, LÍNGUA, governo, religião, tradições e HISTÓRIA.  

 

Isabel A. Ferreira

 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 17:01

link do post | comentar | ver comentários (4) | adicionar aos favoritos
partilhar
Domingo, 13 de Fevereiro de 2022

O “Pingo Doce” optou pelo “mixordês” para responder aos protestos dos seus clientes, quando decidiu adoPtar o ilegal AO90 desde 01 de Fevereiro passado

 

 

E pensar que o Pingo Doce já escreveu tão bem, e como tão mal regrediu para uma linguagem altamente deturpada e ilegal!!!!! Qual a necessidade disto?

 

Resposta do Pingo Doce.png


Isto foi pior a emenda do que o soneto. Isto é não ter a mínima noção do que a Língua representa para um País.

Agora, que adoPtou o ilegal AO90, sem a mínima necessidade disso, sem qualquer obrigatoriedade, pois não existe lei alguma que a tal obrigue, o Pingo Doce, ao  aplicar o AO90, escolheu a sua forma mais amixordizada, ou seja, aquela que mistura alhos com bugalhos, ou mais claramente, que mistura o acordês ilegal com o Português legal (conforme se vê na imagem, com erros de concordância à mistura) algo que contribui para a destruição do nosso Património Linguístico e para o analfabetismo funcional, compactuando, deste modo, com a ilegalidade e com a violação da lei vigente, que têm nos governantes e nos políticos, com assento no Parlamento, os MAIORES MENTORES, por mais incrível que isto pareça.

 

Porém, da Provedoria do Cliente do Grupo Jerónimo Martins, ao qual pertence o Pingo Doce, para a qual também voaram protestos, a resposta veio em Português correCto, de acordo com a lei Vigente.

 

Provedoria do Cliente.PNG

 

Pois só temos a lamentar que uma empresa de tão alto gabarito, como o é a Jerónimo Martins, não quisesse manter-se distanciada das empresas servilistas e seguidistas, incluindo as ESCOLAS, que estão a cometer uma ILEGALIDADE, e a enganar os alunos, contribuindo para a preservação do nosso Património Linguístico e para a Cultura Portuguesa.



No que me toca a mim, que era cliente exclusivamente do Pingo Doce, precisamente por este não ter cedido ao aceno servilista, recusando-se a aderir a uma grafia que não nos pertence, agora, igualando-se aos demais, deixou de me encantar e, por isso, perderá a cliente. Sou apenas um grão de areia? Não. Em Portugal, felizmente, existem muuuuuuitos mais grãos de areia que formarão uma gigantesca DUNA sob a qual será enterrado o AO90.



A trapaça do AO90 é tanta, que quando as coisas começarem a desvendar-se publicamente, porque, inevitavelmente,  mais dia, menos dia, isso acontecerá, TODOS os governantes e deputados da Nação e partidos políticos e políticos e presidente da República e todos os seus seguidistas e também todos os servilistas ficarão muuuuuuuito, mas muuuuuuuito mal na fotografia que ilustrará esta fase da nossa História.



E o Pingo Doce será um deles. Lamentavelmente. A não ser que retroceda no disparate que fez, e regresse à legalidade.



Isabel A. Ferreira

 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 16:05

link do post | comentar | adicionar aos favoritos
partilhar
Quarta-feira, 29 de Dezembro de 2021

«Abaixo as paralipses e o bom senso!»

 

«Políticos, habitantes do espaço público, comentadores de vária espécie, treinadores de futebol adoram paralipses. Em suma: quase todo o português gosta de paralipsar aqui e ali.»

(Manuel Matos Monteiro)

 

Manuel Matos Monteiro.jpg

Manuel Matos Monteiro

 

 Abaixo as paralipses e o bom senso!

 

Por Manuel Matos Monteiro 

 

Presta-se pouca atenção ao hábito muito portuguesinho do recurso à paralipse. (Não tratarei aqui do seu uso literário.) A arte de fingir que não se fala sobre um assunto, falando sobre ele. Não deixa de ter graça, concedo. Em estando atento à fácies de quem salpica o discurso com paralipses, o espectáculo pode revelar-se humorístico.

 

Políticos, habitantes do espaço público, comentadores de vária espécie, treinadores de futebol adoram paralipses. Em suma: quase todo o português gosta de paralipsar aqui e ali.

 

Vejamos exemplos típicos de paralipsadores.

 

Depois de um jogo de futebol, o treinador comenta:

 

— Eu tinha prometido não falar mais sobre arbitragem e vou cumprir. E hoje é um dia em que se falasse sobre arbitragem… — faz uma pausa para exibir o esgar de profundo conhecedor do mundo, o rosto da espécie a-mim-nunca-me-enganam —, teria muito, muito para dizer.

 

Num debate sobre X, o paralipsador anuncia:

— Tínhamos combinado falar exclusivamente sobre X, e assim farei. Não irei sequer comentar a vergonha do que se passa com Y. Em relação a X…

 

Passemos ao segundo truque de que pouco se fala. Perante a discussão de ideias no espaço público ou privado, no momento em que o falante não consegue contra-argumentar ou definir o que pensa, ou quando a conversa desliza para um terreno em que uma das partes quer esconder a sua ignorância, há um costumeiro truque português: o refúgio no “bom senso”.

 

Aqueles que (quase) nunca têm opinião (preferíveis aos que têm opinião sobre tudo, espécie em vias de crescimento exponencial) declaram, contentinhos:

 

— É preciso bom senso.

Ou:

— É tudo uma questão de bom senso.

Ou:

— Eu, nessa matéria, defendo o bom senso.

 

E quando é que não defendes, pá? Quem tem o monopólio do bom senso? Quem define o bom senso? Como se concebem políticas com base no bom senso? O que é bom senso para uns não o é para outros, eis uma obviedade.

 

O dissenso da ortodoxia dominante é bom senso? Por vezes? A História está cheia de casos de heresias (à época) que hoje consideramos dogmas.

 

É fastidioso ouvir “bom senso” como forma de encerrar debates, de não se comprometer pairando no empíreo dos ungidos do bom senso, de colar a expressão ao evidente e transbordante bom senso do seu emissor. Como o bom senso habita sempre aquele que o profere, nunca poderemos chegar a uma unanimidade quanto ao que é o bom senso. Nem sequer a um consenso (diferente de “unanimidade”). O “bom senso” é, bastas vezes, um ornamento vácuo, uma fraude argumentativa, uma derradeira tentativa de matar o diálogo, ganhando-o, uma dissimulação de ignorância, um enfado, uma putativa auto-sinalização de virtude, uma arma (sem munição) que quase todos temos no bolso e que é forçoso desmascarar.

 

Em matérias em que há antagonismos inconciliáveis, é superlativamente absurdo ouvir essas estafadas duas palavrinhas juntas. O bom senso de um dos lados é o “mau senso” para o outro lado, e vice-versa.

 

O superabundante “bom senso” pertence à categoria de expressões que nada dizem, mas que conseguem iludir e eludir o interlocutor. Miguel Esteves Cardoso (M. E. C.) alertou-nos para muitas delas, em textos que não ganharam rugas. Evoco-o a propósito da expressão “dentro do género”, que M. E. C. tão bem apanhou.

 

— O filme é bom?

— Dentro do género.

— Ele/ela é giro/a?

— Dentro do género.

— Gostaste da aula?

— Dentro do género.

 

O problema deste tipo de expressões, que devemos caçar sem átomo de piedade, é que conseguem, nada dizendo, calar o interlocutor, que, muitas vezes, nem enxerga ter ficado exactamente na mesma.

 

Há ainda expressões curiosas, porquanto perifrásticas e inúteis. Voltando a M. E. C., uma delas é: “Se quer que lhe diga, não sei.” Quando perguntamos algo a outro, aquele “se quer que lhe diga” é caricato (não deixando de ser delicioso). Pior: termina sempre com uma desfeita. Parafraseando o escritor e cronista deste jornal, imagine o leitor que responderíamos analogamente a quem nos perguntasse se lhe daríamos um cigarro: “Se quer que lhe dê, não dou.”

 

À data em que escrevo, há técnicas mais nefastas, insidiosas e frequentes (peço desculpa de não escrever “recorrentes”) de discutir do que as aqui inventariadas? Sem dúvida. Sucede que sobre elas há muita coisa escrita. Seja a falácia do espantalho, em que um interlocutor defende A, e o seu oponente distorce A até A ser A7 ou B ou C ou D, de modo que seja mais fácil refutar o argumento, agitar a turba e ganhar a contenda; seja o permanente rótulo em lugar da argumentação — tenho um amigo que, quando critica o Politicamente Correcto e certas políticas identitárias nas redes sociais, não raro, recebe o apodo de “fascista” (uma vez, até de “nazi”). Por outro lado, quando critica as políticas neoliberais, mandam-no para Cuba e a Coreia do Norte. E isso leva-me a três observações finais. Primeira: como deveríamos ser parcimoniosos com as palavras que desejamos que tenham força. Segunda: como palavras que vão ganhando uma amplitude semântica gigantesca se podem tornar ocas, ou seja, se certas palavras significam tudo, daqui se segue que não significam nada (veio-me logo à cabeça “evento”, que até com o sentido de “experiência” já se encontra: “eventos traumáticos”, por exemplo!). Terceira: como quem defende, com critérios largos, a criminalização do discurso de ódio (defini-lo é difícil e perigoso) quase sempre o pratica e quase sempre o circunscreve ao ódio do outro lado da barricada.

 

Manuel Matos Monteiro - Autor, jornalista, formador e revisor

 

Fonte:

https://www.publico.pt/2021/12/22/opiniao/opiniao/abaixo-paralipses-bom-senso-1989598

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 16:21

link do post | comentar | adicionar aos favoritos
partilhar
Segunda-feira, 6 de Dezembro de 2021

«Em Portugal é proibido usar a inteligência. É proibido pensar», daí que o AO90 se tenha imposto nos lugares onde os servilistas habitam…

 

Um périplo pela absurdez de um “acordo ortográfico” que ninguém quis, ninguém pediu, e apenas os servilistas portugueses aplicam, em obediência cega aos ditadores que nos (des)governam.


Comecemos pelo que nos diz a livre-pensadora portuguesa Idalete Giga:

 

«Vivemos numa ditadura travestida de democracia(!). Um dos efeitos mais trágicos: o fosso entre ricos e pobres que é cada vez maior(!). São os pobres que, efectivamente, geram grande parte da riqueza e não usufruem dela.

 

Podemos perguntar: mas como dar volta a isto? Como iniciar uma política de redistribuição justa da riqueza.? Alguém sabe, perante o caos em que se encontra o mundo empestado de corrupção a todos os níveis? Enquanto o povo (aquele que trabalha) aceitar e fechar os olhos à corrupção, tudo continuará na mesma ou pior(!).

 

Sempre acreditei que tudo vai melhorar com as crianças que ainda não nasceram de pais não corruptos.... e numa Escola livre que dê iguais oportunidades a todas essas crianças … desde a pré-escola até à Universidade. inclusive.

 

Mas... o nosso sistema educativo, em Portugal é, desde há muito, especializado em desperdiçar talentos. Formatam-se as crianças para que não aprendam a pensar. A escola mata a espontaneidade, a imaginação, a criatividade da criança. Tudo converge para o facilitismo (o aborto ortográfico/90 é bem a prova disso), para a mediocridade, para o vazio mental. A Filosofia, que é tão importante para ensinar a pensar, foi praticamente banida das Universidades.  Há uma verdadeira praga de . E porque continua Portugal a ser tão mal gerido? É proibido usar a inteligência. É proibido pensar.»

 

Novas gerações em perigo.jpg

Por Paulo Vieira da Silva

 

«O MUNDO NA PALMA DA MÃO À DISTÂNCIA DE UM CLIQUE | pode vir a limitar as novas gerações à realização de tarefas básicas. Num mundo em que a evolução tecnológica acontece a uma velocidade supersónica a leitura continua a ser a melhor forma para a construção do cérebro. E nem sequer falo da manipulação de que são alvo a todos os níveis, desde que nascem, pela "ditadura" do algoritmo. Esta seria uma conversa para muitas horas ou dias

Fonte:

https://www.facebook.com/paulovieiradasilva.oficial/photos/a.929142400443171/4883029965054375

 

***

 

O que se anda a tramar por aí, e que os media portugueses não dizem

 

João Costa, Secretário de Estado Adjunto e da Educação, do governo socialista de António Costa prometeu que

«Portugal vai conscientizar professores sobre diversidade da língua e tolerância ao “brasileiro”» (título de um artigo de Gian Amato, publicado no Jornal online «O Globo»).

 

Ainda de acordo com João Costa, na prática, o primeiro passo tem sido dar formação sobre a diversidade e tolerância linguística [apenas em relação a alunos brasileiros e não em relação às outras nacionalidades, e são muitas] e este tem sido um foco de actuação do Ministério da Educação, que já tem investido muito na formação dos professores, mas talvez tenham de investir mais neste tipo de acção.  

 

No final do artigo, Gian Amato, acaba por dizer o seguinte: «Mesmo com a dissolução do Parlamento em dezembro, o governo manterá funcões. As novas eleições estão programadas para 30 de janeiro. Se o Partido Socialista (PS) permanecer no poder, a tendência é que o Ministério da Educação acelere as ações. A sigla do premier António Costa lidera as pesquisas.»

Fonte:  https://outline.com/ahZYAM

 

ATENÇÃO desacordistas!!!!! Pensem muito bem, antes de VOTAR no “premier” António Costa!!!!!

 

Uma pessoa, que quis o anonimato, que isto de vivermos numa ditadura disfarçada de democracia, pode levar a represálias ou penalizações, a propósito do que publiquei num texto, neste link

https://olugardalinguaportuguesa.blogs.sapo.pt/li-n-o-globo-que-portugal-vai-347623?tc=88807745420

em que abordo esta matéria, que não vi tratada em nenhum órgão de comunicação social, deixou o seguinte comentário:

 

«Deve ser por isso que, nas escolas portuguesas, os professores estão a obrigar os alunos a utilizar o Google “Classroom” onde aparecem palavras como "compartilhar". Vergonha! Porquê este desprezo pelo modo como se escreve e fala em Portugal?»

 

Porquê este desprezo pelo modo como se escreve e fala em Portugal?

 

Eu respondi-lhe:

 

Primeiro: por uma gigantesca IGNORÂNCIA da Cultura, da História e da Língua Portuguesas, que os governantes portugueses, que devem milhares de Euros à racionalidade e ao sentido de Estado, mantêm, com a inexistência de políticas adequadas à evolução cultural, social e linguística de Portugal. Para os actuais governantes só lhes interessa os lugares a ocupar no Parlamento, as políticas económico-financeiras e servir os grupos de pressão económica, para assegurarem um “lugar ao sol” quando a Politiquice (repare que não me referi à ARTE POLÍTICA, da qual são totalmente desprovidos), já não lhes tiver mais serventia.

 

Segundo: por uma também gigantesca ESTUPIDEZ generalizada, que os governantes portugueses, que devem milhares de Euros à racionalidade e ao sentido de Estado, mantêm em banho-maria, para melhor subjugar o povinho tanso e manso, como lhes convém.

 

Terceiro: por um ainda mais agigantado COMPLEXO DE INFERIORIDADE. Como, devido às incapacidades intelectuais, que não foram adequadamente desenvolvidas, com um ENSINO inteligente, voltado para o SABER PENSAR, sentem-se pequenos diante de um gigante, que só tem tamanho. E um gigante que só tem tamanho pode ser facilmente neutralizado se se tiver a capacidade de usar a inteligência.

 

Quarto: porque já não se fazem HOMENS e MULHERES com sangue na guelra, começando pelo presidente da República Portuguesa, que dá entrevistas em BRASILEIRO, na própria sede da Presidência, e acabando nos governantes e parlamentares que, sendo desprovidos de sentido crítico, não se apercebem de que estão a ser comidos por lorpas.



Daí que não surpreenda que a nossa bela e rica Língua Portuguesa esteja a escorrer pelo cano de esgoto.

 

É pouco provável, até porque os protagonistas serão os mesmos (e já estamos fartos deles), mas esperemos que a luz da inteligência possa brilhar lá para os lados de São Bento e Belém, e mudar as mentes que o novo-velho Governo trará, porque mais do mesmo, acabará por afundar Portugal, mais do que ele já está afundado.

 

***

 «É HORA de ACORDAR!»

 

Por Idalete Giga

 

«O estúpido AO/90 foi a maior traição à Língua e Cultura Portuguesas. Foi e continua a ser um verdadeiro atentado terrorista contra a nossa alma colectiva como povo. Na nossa alma colectiva habita toda a riqueza mental e espiritual que foi crescendo ao longo da nossa História. Por que razão um punhado de aventureiros ignorantes e oportunistas quiseram matar a nossa alma colectiva?

 

Que cada um pense com a sua cabeça. Quando se quer destruir um povo para melhor o controlar e escravizar, os traidores começam por destruir a sua maior riqueza: a LÍNGUA MATERNA. Os que decidiram, por decreto, tentar matar a alma colectiva do povo português terão de pagar bem caro os erros tremendos que cometeram. Em Portugal há muitas ilegalidades que vão contra a nossa Constituição. O AO/90 impingido à administração pública e seguido por uma comunicação social acéfala, empresas com administrações interesseiras e cobardes, editoras oportunistas, uma imprensa católica seguidista, etc., etc., foi um crime de lesa pátria(!).

 

Felizmente que há muitas editoras e cada vez mais portugueses a escrever correctamente. Também o Jornal PÚBLICO não adoptou o miserável desAcordo. Parece que os acentos faziam comichão aos aventureiros idiotas que já referi e são muitos. O que foi modificado não tem pés nem cabeça e veio empobrecer a Língua Portuguesa. As Línguas sempre evoluíram, mas não desta forma absurda como o AO90 para agradar a um punhado de pulhíticos brasileiros e portugueses.

 

Infelizmente , há muita gente que tem os olhos fechados e, talvez por medo não sei de quê, não os quer abrir. Uma mente aberta é a característica mais reveladora de uma inteligência superior. Parece que os portugueses estão a atravessar um período negro em relação à sua antiga Sabedoria. Que ela desperte rapidamente para podermos limpar os miasmas que têm atrasado séculos o nosso País. Temos tudo o que é bom para sermos um dos Países mais avançados e desenvolvidos do mundo. Então porque razão vivemos neste marasmo, nesta cegueira de obedecer constantemente a governos tiranos? É HORA de ACORDAR!»

 

***

 

Orwell.jpg

 

Ser ou não ser politicamente correcta, na questão da Língua Portuguesa, eis a questão…

 

George Orwell é um dos meus autores preferidos.


Estudei a obra dele, na sua Língua original. Captei-lhe o pensamento, mas também a alma, nas palavras que tão bem sabia usar.

Ele dizia que «if people cannot write well, they cannot think well, and if they cannot think well, others will do their thinking for them» - «se as pessoas não conseguem escrever bem, não conseguem pensar bem, e se não conseguem pensar bem, outros pensarão por elas». Obviamente.

Ele era daqueles Homens para quem as verdades eram para ser ditas, mas dizê-las exigia um preço, que ele, como todos os que ousam dizê-las e são livres, pagam conscientemente.

Escrevi uns textos, contendo umas verdades que, para os portugueses que não ousam, é politicamente incorrecto dizê-las alto. Verdades inconvenientes que é preciso calar, para que outros pensem por eles.

Publiquei-os nuns Grupos do Facebook, que se dizem anti-AO90, mas foram censurados. Para ser livre é preciso ousar. Mas em Portugal, quem ousa ousar, nesta questão da Língua?

Eu não tenho de ser politicamente correcta. Um livre-pensador não tem de ser politicamente correcto.

George Orwell não era. Eu também não sou, não que queira comparar-me a ele, ou imitá-lo. Quem sou eu!!!! Mas simplesmente porque gente como nós, que conseguimos escrever bem, também pensamos bem, e não permitimos que ninguém pense por nós.

Sim, sinto-me odiada por essa sociedade que se distancia da verdade. Mas que importância tem ser odiada por uma sociedade sem importância nenhuma?

Isabel A. Ferreira

 

Fonte:
https://www.facebook.com/photo/?fbid=5062879083726143&set=a.147893271891440

 

Este texto gerou um breve diálogo:

 

Idalete.png

Isabel A. Ferreira.PNG

***

 

É assim que se extingue um Povo

 

 

Por Carlos Martins

 

«Com este tipo de politiquice o povo português caminha a passos largos para a extinção. Sempre se apoiou mais a aceitação da globalização e com ela a mão de obra externa vinda de povos cada vez em maior expansão. O nosso povo envelhecido e a necessitar de incentivos à natalidade, assiste adormecido ao fecho de escolas primárias, de maternidades, e já agora, porque não diluir a língua-mãe? Se este país pode abraçar toda e qualquer influência externa e esbater-se sem pudor, a nossa "língua-mater" também poderá tornar-se numa língua secundária, fruto da hegemonia de outros povos mais fortes vindos de África, América do Sul e Ásia. É assim que se extingue um povo

 

***

Sim, é assim que se extingue um povo. Verdade. É também verdade que quem nos (des)governa está a fazer tudo,  TUDO, TUDO, TUDO, para extinguir o Povo Português.

E nesta nossa República das Bananas, o Povo Português, embalado pela canção do bandido, dorme, à sombra das bananeiras, tão profundamente, que nem se dá conta de que também está a ser comido por lorpa.

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 17:19

link do post | comentar | ver comentários (6) | adicionar aos favoritos
partilhar
Segunda-feira, 5 de Julho de 2021

É urgente uma revolução nas escolas portuguesas

 

A escola, hoje, é um lugar terrível, tanto para alunos, como para professores, como para os pais. Para mim, foi-o igualmente, quando por lá andei, nos anos lectivos de 1973/74 (na Frei João de Vila do Conde) e  1974/75 (na Eça de Queiroz Póvoa de Varzim)

 

Eu já fui professora do Ciclo Preparatório (que hoje já não se chama Ciclo Preparatório), não por vocação, mas porque na altura, ainda Bacharel, não podia seguir o meu sonho: fazer prospecção arqueológica, até porque, por incrível que pareça, não havia nada para fazer nesse campo, num país cheio de ruínas.

 

Então, fui parar ao Ensino. Dei aulas apenas dois anos. No primeiro ano, não suportei as campainhas, os horários, o sistema, o programa de Português, e principalmente o de História, desadequado e falacioso. No segundo ano, acabaram com a História, e os programas eram experimentais e completamente idiotas. Além disto, que já era muito, não admiti a indisciplina que o 25 de Abril deixou entrar nas Escolas, em nome do conceito errado de liberdade.

 

Einstein.png

 

O Presidente do Conselho Directivo da segunda escola em que dei aulas, confundia Liberdade com Indisciplina (e não foi só naquela escola), de modo que se implantou uma rebaldaria tal, que os alunos podiam fazer tudo e mais alguma coisa, dentro das salas de aula, e ai do professor que quisesse manter a disciplina: não podia repreender-se os alunos, não podia marcar-se faltas de castigo, não se podia mandá-los para fora da aula, se estivessem a ser inconvenientes, porque podíamos causar-lhes traumas irreversíveis; eles tinham de sentir-se livres, para poderem crescer em liberdade, enfim, confundindo-se alhos com bugalhos, plantou-se as sementes da bandalheira a que hoje se chegou.

 

Então acontecia que os alunos começaram a chegar à minha aula a mascar pastilhas elásticas; a pôr os pés em cima das mesas; a jogar à bola, simplesmente porque o professor X deixava (o professor X era o Presidente do Conselho Directivo). Tive de impor as minhas regras, e fui curta e grossa: «que fizessem o que quisessem nas aulas do professor X, mas nas minhas, nada de pastilhas elásticas, nada de pés em cima da mesa e nada de bolas. E quem não quisesse obedecer às minhas regras que saísse da sala, se faz favor». Aguardei. Ninguém saía. Guardavam as bolas. Punham as pastilhas elásticas no caixote do lixo, e sentavam-se.

 

A esse tempo (1975), e a uns dois meses do término do ano lectivo, eu andava grávida, já quase no fim da gestação, e numa das minhas turmas, havia um rapaz já espigadote e muito problemático, que não obedeceu à minha ordem de se sentar (uma vez que andava de carteira em carteira a perturbar os outros alunos). Em vez de ir sentar-se, aproximou-se de mim e disse: «Dou-te já um pontapé na barriga!». Mantive a calma, para não lhe dar um grande bofetão (como me apetecia) e disse-lhe para se retirar imediatamente da sala. Fez-me frente. Então agarrei-o por uma orelha e levei-o para fora da sala até ao meio do corredor, e deixei-o ali, e nada disse. O miúdo sai para a área exterior e apedreja a janela da sala de aula, quebrando o vidro, não ferindo ninguém, por um mero acaso.

 

O estardalhaço chegou aos ouvidos do professor X. O que foi, o que não foi, fui chamada ao gabinete. Porque não podia ser, porque mais isto e mais aquilo... Os meninos não podem ser expulsos da aula.

 

Então eu disse ao Senhor Presidente do Conselho Directivo da Escola: «O que não pode ser é eu ser ameaçada por um fedelho com treze ou catorze anos, e ficar-me por ali mesmo. E se ele me desse o pontapé na barriga? Não permito que ninguém, muito menos um aluno, me falte ao respeito; não permito indisciplina nas minhas aulas; e se estas minhas simples regras não tiverem lugar nesta escola, faça queixa de mim a quem quiser, ponha-me um processo disciplinar, ou ponha-me na rua, que eu saio imediatamente pela porta da frente, e não volto a entrar; e se tiver de ir lavar retretes para ganhar a vida, prefiro, a continuar num lugar onde não há disciplina nem autoridade – regras de ouro para o bom funcionamento de uma escola e para a boa educação dos alunos».

 

O Senhor Presidente do Conselho Directivo ficou estupefacto com o meu atrevimento. O mau ambiente instalou-se. Quem é que ela pensa que é? Ouvia-se. E eu era apenas a bacharel rebelde (nesse ano terminava a minha Licenciatura em História), que não abdicava da minha cidadania, e dos meus princípios e dos meus direitos. Aguardei o castigo. Porém, o castigo não veio.  

 

Continuei, pois, a manter as minhas regras de disciplina com os meus alunos, e não haveria lei nenhuma que me obrigasse a aturar catraios indisciplinados. Dentro da sala de aula a autoridade era eu. Não abdiquei nem um milímetro da regra do respeito mútuo e das benfazejas disciplina e autoridade, dentro da sala de aula. Desse modo consegui manter as minhas turmas no bom caminho, e a partir de então nunca mais tive qualquer problema, no decurso das minhas aulas. Ao mínimo deslize, o aluno sabia que ia porta fora, gostasse ou não gostasse o Senhor Presidente do Conselho Directivo. Houvesse ou não houvesse leis a dizer o contrário. Nas minhas aulas a autoridade era eu. Se não fosse para ser eu, não me contratassem e pagassem para ENSINAR.

 

Para mim, o conceito de Ensinar não é apenas “despejar” matéria para cima dos alunos, como se despeja um copo de água. Por detrás do ensinar, há muitas outras regras que um Professor tem obrigação de apresentar aos seus alunos, como o respeito mútuo ou a disciplina, e até a higiene pessoal.

 

No final daquele ano lectivo, fui mãe, e decidi abandonar o Ensino, onde não havia lugar para mim, pois estaria sempre à margem das novas “filosofias libertárias”, aplicadas ao ensino pós-25 de Abril, que não se coadunavam, e tanto quanto sei, ainda não se coadunam, com o conceito de Educação.

 

Dediquei-me ao Jornalismo de causas. Não consegui mudar nada, até porque um palito não faz uma canoa. Mas o mais importante é não nos tornarmos cúmplices do desgoverno.

 

Pelo que se vê, depois desta minha desastrosa passagem pelo Ensino, as coisas foram piorando, cada vez mais.

 

E hoje, o que é a Escola, hoje? Um lugar de medo, onde não existe disciplina, nem autoridade, nem respeito por coisa nenhuma. Alunos atacam alunos. Alunos atacam professores. Professores atacam alunos. Os pais dos alunos atacam os professores. E o que acontece a uns e a outros? Nada, ou quase nada.

 

Certa vez, um menino chamado Leandro, vítima de bullying, atirou-se ao rio, por medo. Um professor de Música lançou-se ao Tejo, porque não aguentava as agressões dos alunos. Pergunta: então onde fica a disciplina e a autoridade?

 

A partir de um certo momento, os professores deixaram de se preocupar. Despejam a matéria, cujos conteúdos e programas são de bradar aos céus, alguns deles com atraso considerável (ex. o ensino da Matemática) em relação aos restantes países europeus; escrevem e falam mal a Língua Materna, que passou de língua íntegra a dialecto, sendo o índice de iliteracia bastante elevado; e ainda aguentam a falta de educação e indisciplina dos alunos. Chegam ao fim do mês, recebem o salário, que é o que mais interessa, e o resto que se lixe!

 

É urgente uma revolução no Ensino.

É urgente uma revolução na Educação.

É urgente uma revolução na Cultura.

É urgente a demissão dos ministros que tutelam o Ensino, a Educação e a Cultura, os quais não servem os interesses escolares, mas tão-só interesses subalternos, que não se encaixam nas exigências de um ensino de qualidade.

 

É urgente mudar de paradigma. É urgente um ensino escolar baseado no respeito mútuo e nos valores humanos mais primários, e no ensinamento-base de todos os ensinamentos: «Não faças aos outros o que não queres que te façam a ti», uma sentença que já vem de um tempo sem tempo, adoptada na antiguidade por todos os filósofos, e que eu sempre fiz questão de passar aos meus alunos.  

 

Ou as escolas portuguesas entram nos carris de um ensino de excelência, a começar pelo da Língua Portuguesa, a matéria-prima de todas as matérias escolares, retomando a grafia de 1945, ou Portugal estará irremediavelmente perdido para o futuro, porque os que estão a ser actualmente (de)formados por um ensino, uma educação e uma cultura assentes em areias movediças, e com um elevado insucesso e abandono escolares, não estarão à altura dos desafios, cada vez mais exigentes e competitivos, do tempo que aí vem.

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 16:48

link do post | comentar | ver comentários (5) | adicionar aos favoritos
partilhar
Quinta-feira, 10 de Junho de 2021

Hoje celebrarei, a três tempos, o Dia de Portugal, de Camões, das Comunidades Portuguesas e da Língua Portuguesa…

 

Tempo Primeiro:

 

Camões 1.jpg

 

Celebro o Dia de Portugal e das Comunidades Portuguesas orgulhando-me de ser portuguesa, orgulhando-me da sua História, da sua Cultura Culta (porque anda por aí uma cultura inculta a tentar impor-se, sob as asas de políticos pouco escrupulosos, de quem não tenho orgulho algum), e de todos os Autores Portugueses que souberam honrar a Língua Portuguesa, desde Dom Dinis até aos nossos dias.

 

Portugal é um país territorialmente pequeno, mas com uma alma grande, que gente ignara, d’aquém e d’além-mar, amesquinha insidiosamente, sem o mínimo Saber.

 

Contudo, um Povo [que se preze] deve celebrar os valores do seu País mais do que gritar ao mundo as suas desvirtudes. Estas devem ser redimidas na intimidade da sua auto-estima.

 

E porque tudo vale a pena se a alma não é pequena (citando Fernando Pessoa), este é o meu contributo no sentido de resgatar o bom-nome de Portugal [que anda por aí tão vilipendiado, na boca de quem não conhece as palavras].

 

Todos os povos têm virtudes e defeitos. Portugal não foge à regra. Contudo, o maior defeito do Povo Português é o de não acreditar nas suas virtudes, [aceitar ser governado por políticos estultos] e encolher-se perante os juízos menores que dele fazem os que desconhecem a grandeza do seu percurso histórico, e de como sempre conseguiu manter-se na corda bamba, sem nunca perder plenamente o equilíbrio.

 

E isso não é coisa pouca!

[Mas esses foram outros tempos, tempos em que a HONRA fazia Lei].

 

(O texto em itálico foi retirado da nota introdutória do meu livro «Dom João VI – Como um Príncipe Valente Enganou Napoleão e Salvou o Reino de Portugal e o Brasil», que pode ser consultado neste link:

https://arcodealmedina.blogs.sapo.pt/contestacao-ao-livro-1808-de-laurentino-729191

 

***

 

Tempo segundo:

 

Fernando Campos.jpg

Fernando Campos (Foto: Portal da Literatura)

 

É através do escritor Fernando Campos que celebrarei todos os Autores Portugueses, desde os clássicos, aos hodiernos, que souberam honrar Portugal, honrando a Língua Portuguesa, o nosso mais nobre   Património Cultural Imaterial, o único que nos identifica como Povo soberano.

 

Fernando Campos é um dos mais extraordinários autores portugueses, da minha predilecção. Ficcionista, cronista e investigador, Fernando da Silva Campos nasceu em 23 de Abril de 1924, em Águas Santas, no concelho da Maia (Porto), e faleceu em Lisboa, em 01 de Abril de 2017. A sua prosa é cristalina. É perfeita. É ímpar. Ler Fernando Campos é esquecer a realidade e entrar no mundo fabuloso das suas palavras e dos seus enredos.

 

De Fernando Campos, neste momento, estou a reler «A Rocha Branca», cujo âmbito cronológico da acção vai dos finais do século VII a. C. à primeira metade do século VI a. C., e no qual a poetisa Safo de Lesbos é a personagem principal. Um livro que recomendo não só pela sua beleza de escrita, como pela riqueza do conteúdo histórico.

 

Entretanto, seguindo a minha releitura, na página 47, deparei-me com o discurso de Pítaco, rei de Mitilene, que provocou o exílio de Safo, a conspiradora.

 

E não sei porquê (talvez os meus leitores possam dizer-me), encontrei neste discurso algo que me trouxe aos tempos de hoje. E pensei: o que mudou em todos estes séculos? Este discurso pode ser proferido por qualquer um dos nossos actuais governantes, ou pretendentes a sê-lo, ou poderia tê-lo dito António Oliveira Salazar.

 

Ontem, como hoje, tirania ou democracia? Eis o grande dilema, que me proponho reflectir com os meus leitores:

 

«(...)

Um dia Pítaco convoca os cidadãos para a ágora. (...) Ele avança três passos no patamar até à beira da escadaria, levanta a mão e fala:

 

– Cidadãos de Mitilene! A nossa liberdade está em perigo. Um grupo de conspiradores ousou urdir na sombra a morte do vosso rei e a perda da cidade. Vejo-me constrangido a expulsar de Lesbos todo esse bando de perigosos malfeitores. Alcei-me ditador para que não mais haja nesta terra ditadura. Não renegaremos os deuses, velaremos pela salvação da pátria e pela segurança de todos vós. É na tirania que se funda a verdadeira democracia. De que serve a soma de opiniões dos homens cultos, se, numa assembleia, as suas ideias divergem, tal como na taberna se entrechocam as dos ignorantes no calor do vinho e das paixões? Sim, dir-me-eis, é preciso educar o povo. É verdade. Mas, quando toda a gente possuir o dom da sabedoria, todos continuarão a opinar diversamente e a democracia corre o risco de ser sinónimo de anarquia...

 

Só sereis felizes se fordes governados por um rei absoluto. A causa de todos os males está na democracia, no governo da maioria. Quando o poder está na mão de um tirano, ele sabe que tem de satisfazer a muitos. Se muitos governam, não pensam senão em satisfazer-se a si próprios e surge então a mais hipócrita das tiranias, a tirania rebuçada de liberdade. Para obviar a esse perigo, cumpre pôr ordem nos tribunais, nas assembleias do povo, no exército, nas ruas, disciplina nas escolas, estabelecer normas de convivência. Criarei uma guarda pessoal que vigilará pela minha e vossa integridade, que o mesmo é dizer pela integridade do estado. Serão homens especialmente treinados. Ninguém conhecerá os seus rostos nem os seus nomes. Estarão em todo o lado, secretos, invisíveis, atentos e zelosos. Serão os meus olhos e ouvidos. Ide em paz. Sois livres de nada conceber e atentar contra o vosso rei e a vossa pátria...

 

- …se não… - rosna Antiménides no meio da multidão.»

 

in «A Rocha Branca», Fernando Campos (Editora Objectiva) – 1ª edição Outubro 2011

 

Obra literária de Fernando Campos, que recomendo vivamente:

 

A Casa do Pó (Prémio Literário Município de Lisboa) – (1986); Psiché – (1987); O Homem da Máquina de Escrever – (1987); O Pesadelo de dEus - (1990); A Esmeralda Partida (Prémio Eça de Queiroz da Câmara Municipal de Lisboa) - (1995); A Sala das Perguntas - (1998); Viagem ao Ponto de Fuga - (1999); A Ponte dos Suspiros - (2000); ...que o meu pé prende... - (2001); O Prisioneiro da Torre Velha - (2003); O Cavaleiro da Águia - (2005); O Lago Azul - (2007); A Loja das Duas Esquinas - (2009); A Rocha Branca - (2011); Ravengar - (2012)

 

***

 

Tempo Terceiro:

 

Luto pela Língua.png

 

Neste dia de celebração de Portugal, de Camões (o maior de todos os nossos Poetas, o qual cantou os feitos gloriosos dos Portugueses, imortalizando-os na sua genial obra «Os Lusíadas»), das Comunidades Portuguesas, mas também da nossa Língua Portuguesa, não podia deixar passar em branco o facto de o Povo Português estar de luto por ela, e ao mesmo tempo, existir tanta gente a lutar pela sua sobrevivência, entre o caos em que, entretanto, a lançaram.

 

Eu estou de luto pela nossa Língua, tão bela e quase morta! O que fizeram dela? O que fizeram com ela? Em nome de quê? Porquê? Nasceu nobre e europeia, num jardim antigo, à beira-mar plantado, e foi lapidada, como um diamante, por um saber profundo.

 

Foi levada por ventos e marés a todos os cantos do mundo. E em cada canto nasceu um novo falar, uma nova escrita. E de uma se fez muitas.

 

Espalhou-se pelo mundo, sem nunca deixar, contudo, de ser a Matriarca [de mater (Latim) + árkho (Grego) – as suas raízes], aquela que lidera, por ser a mais antiga, entre todas as outras que nasceram dela.

 

Porém, entretanto, vieram uns invasores estéreis, e feriram-na de morte, sem dó, nem piedade, nem sabedoria, e agora, agonizante, o nosso belo diamante aguarda um antídoto que possa devolvê-lo à vida e à beleza de antanho.

 

Daí que eu esteja de luto, mas, ao mesmo tempo, luto com todas as garras de fora para que esses invasores sejam escorraçados e vencidos, como tantos outros, ao longo da nossa História, já foram, e a Língua Portuguesa possa, então, renascer das cinzas, tal a bela Phoenix que sempre foi.

 

Ainda nos resta a esperança que, tal como a ave mítica, ainda que possa morrer queimada, renascerá sempre das próprias cinzas, se assim o desejarmos.

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 09:58

link do post | comentar | adicionar aos favoritos
partilhar
Domingo, 16 de Maio de 2021

Quando a Língua e a História de Portugal se cruzam com a Língua e com a História do Brasil o resultado não pode ser pior

 

Sempre foi assim, desde as minhas andanças por terras do Brasil.

 

A questão é: porquê ainda tem de ser assim, passados tantos anos?

 

Não há qualquer motivo, para que seja assim, mas sendo, e como quem não se sente, não é filho de boa gente, nem honra o País da sua origem, nunca deixei, nem deixo barato as falsidades e as afrontas à Cultura, à Língua e à História portuguesas.

 

E desta vez não foi diferente. Recebi dois comentários afrontosos, e o que fiz foi simplesmente defender a minha Bandeira – a Portuguesa.

Fiz mal?

Isabel A. Ferreira

 

brasil-portugal-800x360.jpg

Carlos comentou o post Portugal e Brasil: dois países, duas línguas... às 11:00, 14/05/2021 :

 

Capture 1.PNG

 

***

 

Carlos, vou ater-me, também de forma respeitosa, mas muito realista, apenas ao seu último parágrafo = trivial discurso de um brasileiro que se preza de o ser: «Só gostaria (ou gostava) de deixar uma dica, de forma respeitosa e sátira, em breve o Brasil vai colonizar Portugal que Portugal passará a se chamar "Brasil do Norte" e ainda falará o idioma "brasileiro de Portugal". Brincadeiras a parte, grande abraço e bom trabalho

 

Satírico ou não, brincadeiras à parte, ou não, o Carlos diz que gostaria (tempo futuro) ou gostava (tempo passado) de deixar uma dica, a dica que tantas vezes EU, nas minhas andanças pelo Brasil, num PASSADO, já bem passado, ouvi demasiadas vezes, para acreditar que num futuro, que já é PRESENTE, poderia acontecer: o de, um dia, Portugal poder ser colonizado pelo Brasil, a modos de vingança, por não se designar Inglaterra. O que ainda não se sabia era como o fazer.

 

Mas lá chegou um tempo em que os marxistas brasileiros, eivados de um ódio lunático por tudo o que soe a colonial, colonialismo e colonizadores, lembraram-se de estroncar a História comum aos dois países, pulverizando-a com asquerosas mentiras, que introduziram nas Escolas (que eu frequentei), começando aqui a vingança; e colonizar Portugal através da destruição da Língua Portuguesa, a qual Antônio Houais se apressou a deslusitanizar (o termo é dele).

 

Entretanto, o sonho da “Língua Brasileira”, preconizado por alguns intelectuais brasileiros, num passado distante, acordou do sono profundo em que estava mergulhado, quando uns tantos idiotas, entre pseudo-linguistas, políticos ignorantes e editores mercenários, engendraram e puseram em marcha o Acordo Ortográfico de 1990, pensando com isso que iriam “conquistar” Portugal, esquecendo-se que nem Napoleão Bonaparte, que fez três tentativas, o conseguiu. E o que os bravos Portugueses de antanho fizeram com os generais de Napoleão, os bravos Portugueses hodiernos continuarão (porque a acção já começou) a fazer com os novos candidatos a colonizadores.

 

E eis-nos chegados ao tal futuro, que já é presente, onde  se estrebucha para manter essa colonização de Portugal, através da Língua, que, por CONVENIÊNCIA, ainda se chama portuguesa, mas que os Brasileiros, logo que possam, mudarão para BRASILEIRA.



Todos sabemos que esse dia chegará, entretanto, Portugal libertar-se-á dos colonos brasileiros e deixá-los-á livres e felizes com a VARIANTE BRASILEIRA do idioma português, e a Língua Portuguesa regressará às suas origens, ao seu território ibérico, dure o tempo que durar esse regresso, porque nos corre nas veias o sangue dos nossos bravos antepassados, que nunca permitiram que nem Castelhanos, nem Franceses, nem Ingleses, usurpassem o pequeno (apenas territorialmente) País que nos deixou Dom Afonso Henriques, mas que, infelizmente, os esquerdistas portugueses também eivados de um ódio lunático por tudo o que tornou Portugal GRANDE aos olhos do mundo, querem destruir, para, muito subservientemente, servirem interesses estrangeiros. 

 

Um grande abraço, também para si.

Isabel A. Ferreira

 

***

 

- - - - - respondeu ao seu comentário no post «Opinião sobre “Contestação do Livro “1808” de Laurentino Gomes” de autoria de Isabel A. Ferreira» às 10:02, 14/05/2021 :

 

Capture 2.PNG

 

***

 

Gostaria de trocar ideias com quem tivesse um nome.

 

Não é o caso, ainda assim, vou responder, porque este comentário está eivado do ódio dos marxistas brasileiros, por tudo o que é colonial, colonialismo e colonizadores, então lembraram-se de estroncar a História comum aos dois países, pulverizando-a com asquerosas mentiras, como as que aqui relata, as quais introduziram nas Escolas brasileiras (que eu frequentei, por isso SEI), começando aqui a vingança, por Portugal não se designar Inglaterra.


Quando o Brasil se tornou independente, ficou INDEPENDENTE, e isto significa que os brasileiros poderiam ter acabado com a mentalidade colonizadora, mas não tiveram CAPACIDADE para o fazer. E a culpa NÃO É dos Portugueses hodiernos.

 

Seja quem for que está por traz deste comentário diz que é «extremamente contra julgar o passado através dos valores éticos e morais da actualidade, e não fez mais do que julgar esse passado à luz dos valores do tempo hodierno, ao dizer que é mais contra «quem não assume os erros cometidos no passado». Quais erros é que os Portugueses da actualidade cometeram, num passado que nem sequer viveram? Num passado em que todos os colonizadores colonizavam quase do mesmo modo, e digo quase, porque os Portugueses foram os menos agressivos, os menos carniceiros.


De que INVASÃO do Brasil fala? Isso é linguagem de marxista IGNORANTE, porque os há com sabedoria. O Brasil foi invadido por Holandeses, Franceses, Ingleses, mas NUNCA por Portugueses. Não sabia? Então fique a saber.

 

A história que vos contam nas mal-amanhadas escolas brasileiras é uma história de carunchinhos, muito eivada de uma ignorância, da mais pura. Devia ter vergonha de envergonhar o Brasil com a sua desmedida ignorância.

 

O Brasil pós-independência foi afectado, sim, mas pela INCOMPETÊNCIA dos que não souberam aproveitar essa LIBERTAÇÃO, para se verem livres do jugo do colonizador. Em vez de aproveitarem a libertação, encolheram-se num complexo de colonizados, o complexo de inferioridade, o complexo de vira-lata (de que fala Nelson Rodrigues) que vos incapacitou de CRESCEREM como país e como povo. Agora querem pôr a culpa aos colonizadores? Olhem por vós abaixo. Vejam o que estão a fazer aos indígenas: invadem a terra deles, como se fossem os novos colonizadores, os verdadeiros INVASORES. Ao menos os portugueses nunca os expulsaram das suas terras. Os verdadeiros DONOS do Brasil são os indígenas. Os outros, vocês, vieram por acréscimo.

 

A sua insistência na INVASÃO do Brasil é demonstrativa de uma ignorância atroz. Quando os Portugueses chegaram às terras, que depois baptizaram de Terras de Santa Cruz, o BRASIL NÃO EXISTIA. Nem o Brasil nem os brasileiros, que hoje atacam os indígenas e lhes querem tomar as terras, que são deles, por DIREITO. Isso não vos ensinam nas escolas? Mas deviam ensinar.

 

Nenhum português hodierno se enaltece por aquilo que eram os VALORES daquela época, e válidos para TODOS os outros povos colonizadores. Mas, a inteliêngia diz-nos que por muito bárbaros que tivessem sido os antepassados, nada podemos fazer para mudar ESSA barbárie, a não ser NÃO a repetir.

Nós ORGULHAMO-NOS pelo nosso feito de dar novos mundos ao mundo, não nos orgulhamos das barbaridades cometidas por TODOS os que colonizaram territórios nessa época: Ingleses, Holandeses, Franceses, Espanhóis (só estes EXTERMINARAM três civilizações avançadas, da época: a Inca, a Asteca e a Maia). Não nos orgulhamos dos extermínios de povos, mas não fomos NÓS que os cometemos. 


Olhe, vá estudar HISTÓRIA do Brasil nos livros escritos por HISTORIADORES, e não nos livros escritos por imbecis ignorantes, que não têm a mínima noção da infinitude da ignorância deles.

 

Só quando os brasileiros ignorantes (porque os há com Saber) se dignarem a estudar a HISTÓRIA tal como ela é, e não através da lupa fosca de marxistas ignorantes, talvez a relação Brasil/Portugal possa levar outro rumo.



Ah! E não se esqueçam: DEIXEM de INVADIR (aqui sim, o termo é este) os territórios dos INDÍGENAS BRASILEIROS, os verdadeiros donos desses territórios, dos quais os Portugueses nunca os expulsaram. Deixem os Indígenas em paz. Estamos no ano 2021 d. C., e não no ano 2021 a. C.

 

E quando quiser comentar, sugiro que vá à certidão do seu nascimento, (se é que a tem) e veja o nome que lá consta, para o USAR com legitimidade, nos comentários.

 

E saiba que a sua falta de discernimento e saber, neste comentário, é um INSULTO ao Brasil e ao Povo Brasileiro INSTRUÍDO.


Isabel A. Ferreira

 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 15:57

link do post | comentar | ver comentários (2) | adicionar aos favoritos
partilhar
Terça-feira, 6 de Abril de 2021

E por falar em AO90: «em cada dia que passa, fico mais revoltada e perplexa com a imbecilidade que invadiu Portugal»

 

RUI BEJA.png

 

Todos o dizem. Mas onde estarão esses “todos” que, subitamente, desapareceram do mapa da contestação? Já depuseram as armas? A guerra, ainda não a ganhámos, há muitas batalhas ainda por vencer, e os guerreiros, já depuseram as armas?

 

***

A citação do título desta publicação, é da minha amiga Idalete Giga, uma livre-pensadora que, tal como eu, não tem medo de dizer alto o que pensa. E uma mulher que pensa é uma mulher livre, até quando a atiram para as fogueiras ateadas por tiranos.

 

Corroboro tudo o que Idalete Giga diz acerca do maldito (des)AO90, numa troca de ideias que tivemos:

 

«Sempre me causou uma grande perplexidade a obediência cega de editoras, jornais, revistas, panfletos sobre tudo e mais alguma coisa, literatura médica, com péssimas traduções e erros execráveis, os lambe-botas dos canais de Televisão que enojam qualquer cidadão consciente do que é a sua Língua Materna, etc., etc.. Sim, o AO90. Este Linguicídio trágico não pode ter qualquer futuro. Uma revisão do mesmo é pior a emenda que o soneto. O que merece tal desastre linguístico é o LIXO (!) Socratistas, santanistas, cavaquistas e toda a restante corte de traidores e ignorantes terão de assumir o gigantesco erro que foi o maldito (des)AO90. No nosso País, tudo é possível, minha amiga. Em cada dia que passa, fico mais revoltada e perplexa com a imbecilidade que invadiu Portugal e, infelizmente, talvez a maioria do povo português.» (Idalete Giga)

 

Pois também eu fico revoltada e perplexa com a imbecilidade que por aí anda, como se fosse dona do mundo, amiga Idalete. E a imbecilidade é um vírus tão pernicioso como qualquer vírus da família corona.

 

E quem podia fazer alguma coisa para evitar todo este desaire, ao redor da Língua, escudou-se e continua a escudar-se na falsa obrigatoriedade da sua aplicação, ou na do ser penalizados, optando por ser cúmplices e não opositores.

 

E as revoluções não se fazem sem resistência e sem perdas, se bem que, neste caso, nada tivessem a perder, muito pelo contrário, só teriam a ganhar.

 

Os professores, os únicos que tinham a faca e o queijo na mão, para impedirem o avanço da epidemia ortográfica, que, indesejavelmente, está a assolar a Língua Portuguesa, elegeram o lado errado da História, e nela ficarão como os aliados submissos da destruição da nossa Língua, numa época em que foi mais importante obedecer do que lutar pela nobre missão de ENSINAR. Algo imperdoável.

 

No entanto, ainda vão muito a tempo de reverter a situação.

 

Basta gritar: BASTA de tanto desacerto!

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 16:22

link do post | comentar | adicionar aos favoritos
partilhar
Sexta-feira, 26 de Março de 2021

Respondendo a Francisco Seixas da Costa que diz que «defender e seguir o Acordo Ortográfico integra-se na defesa do papel da Língua Portuguesa à escala internacional»

 

O Amor à Língua Portuguesa e a Verdade são as forças mais poderosas nesta questão do AO90, porque os que a ODEIAM, pugnando pela vigente Mixórdia Ortográfica Portuguesa, serão, inevitavelmente, destroçados.

 

É da defesa da Língua dos Portugueses que trata esta publicação.

 

200px-FranciscoSeixasdaCosta.jpg

Origem da imagem: https://pt.wikipedia.org/wiki/Francisco_Seixas_da_Costa

 

Nota prévia, para contextualizar a minha resposta, à afirmação do Dr. Seixas da Costa:

 

Há uns dias, publiquei, no meu outro Blogue, um texto da autoria de Paulo de Morais, sob o título «A Partidocracia destrói a Democracia», onde este referiu Francisco Seixas da Costa como “governante do seCtor das obras públicas”, facto que levou Seixas da Costa a refutar:

 

De Francisco Seixas da Costa a 20 de Março de 2021 às 15:06

 

Governante do “setor de obras públicas”? Saí há 20 anos do cargo de Secretário de Estado dos Assuntos Europeus. “Setor de obras públicas?”

 

Responder a comentário | discussão

 

E eu respondi:

 

De Isabel A. Ferreira a 20 de Março de 2021 às 16:21

 

Dr. Francisco Seixas da Costa, não sei se reparou, mas o Dr. Paulo de Morais refere-se ao seCtor das obras públicas. SeCtor das obras públicas. Isto sabemos nós o que é e quem por lá passou.

“Setor de obras públicas?” Que coisa mais estranha...

 

***

Meteu-se mais um comentário, que não interessa para o caso, e como “anónimo” o Dr. Seixas da Costa disse o seguinte:

 

De Anónimo a 25 de Março de 2021 às 12:15

 

Uso sempre o Acordo Ortográfico. Quanto ao assunto em si, ele fica esclarecido pelos factos. Muito obrigado.

 

Responder a comentário | início da discussão | discussão

 

E eu respondi:

 

De Isabel A. Ferreira a 25 de Março de 2021 às 15:25

 

Que usa sempre o acordo ortográfico, já todos nós sabemos, ou não fosse o senhor um cidadão seguidista. O que é de lamentar, até porque está a contribuir para o empobrecimento, e pior do que isso, para o desaparecimento da Língua Portuguesa no mundo. E todos nós, desacordistas, sabemos o que está por trás do seguidismo dos seguidistas. E, obviamente, serão julgados pela História. Contudo, antes disso, o AO90 cairá de podre.

Quanto ao resto, se está esclarecido, está esclarecido.

 

***

 

Foi então que o Dr. Francisco Seixas da Costa enviou este outro comentário, que me mereceu um comentário mais alargado:

 

Francisco Seixas da Costa respondeu a um comentário no post «A Partidocracia destrói a Democracia» às 00:27, 26/03/2021 :

 

Não fica claro o que designa sobre “o que está por trás do seguidismo dos seguidistas”. Quanto à língua portuguesa, fiz muito por ela em mais de quatro décadas de serviço público. E defender e seguir o Acordo Ortográfico, que as novas gerações já usam e que vão consagrar no futuro, integra-se precisamente na defesa do papel da língua portuguesa à escala internacional.

 

***

 

Dr. Francisco Seixas da Costa, o senhor sendo quem é, sabe muito bem, tal como todos [eu incluída] os que já investigaram a fraude que dá pelo nome de Acordo Ortográfico de 1990 e as suas obscuras motivações, o que está por trás do seguidismo dos seguidistas. Portanto, nem vale a pena estarmos a perder tempo com explicações extras, porque tal facto, que envergonha Portugal perante o mundo, está mais do que esmiuçado, neste meu Blogue. E como todos nós sabemos também, os piores cegos são aqueles que não querem ver o óbvio.

 

Vai desculpar-me que lhe diga isto assim, francamente, como é de meu apanágio, o senhor, neste seu comentário, demonstra uma notória INSIPIÊNCIA da Língua Portuguesa, e da sua função como Língua Identitária de um Povo. Nenhum outro país do mundo jamais se rebaixou como Portugal, ao tentar fazer um acordo ortográfico (que é o maior desacordo da nossa História) com uma ex-colónia, tendo prevalecido a VARIANTE ( = dialecto = crioulo) da ex-colónia, em detrimento da Língua-Mãe, apenas porque um punhado de políticos reptilianos, imbuídos de um colossal complexo de inferioridade e de muita ignorância e subserviência à mistura, ditatorialmente, assim o quis, apesar de TODOS os pareceres negativos; de todas as vozes RACIONAIS que se levantaram contra este idiotismo (o AO90 não passa de um acto IDIOTA, não sou a única a dizê-lo); e de todos os pareceres jurídicos que apontam para a inconstitucionalidade e ilegalidade deste (des)acordo. Não esquecer que apenas os seguidistas e servilistas, os acomodados e comodistas, os ignorantes optativos e os medricas portugueses, irracionalmente, usam a mixórdia ortográfica gerada pelo AO90.



Posto isto, o senhor não tem como dizer que fez MUITO pela Língua Portuguesa, em mais de quatro décadas de serviço público, a não ser que esse MUITO venha seguido de POUCO, ou seja, fez muito pouco. Aliás, para ser mais precisa, não fez NADA pela Língua Portuguesa.  E sabendo, como sabemos que o “serviço público” é um dos serviços mais descredibilizados da Nação, não tem absolutamente NADA de que se vangloriar, até porque esse MUITO de que fala, fê-lo, sim, pela Variante Brasileira da Língua Portuguesa, como todos nós também sabemos.

 

E a finalizar, o senhor diz esta coisa que, vindo de quem vem, permita-me que lhe diga francamente, é a maior prova do seu servilismo e seguidismo, porque totalmente desprovido de sentido crítico: «E defender e seguir o Acordo Ortográfico, que as novas gerações já usam e que vão consagrar no futuro, integra-se precisamente na defesa do papel da língua portuguesa à escala internacional».

 

Pois sobre isto tenho a dizer-lhe o seguinte: quem defende e segue o “acordo ortográfico de 1990”, mais conhecido por “aborto ortográfico”, tão “aborto” que apenas os subservientes portuguesinhos o aplicam (mais nenhum país dito lusófono o aplica) NÃO ESTÁ a defender o papel da Língua Portuguesa (com letra maiúscula, porque a Língua Portuguesa é PATRIMÓNIO da NAÇÃO) à escala internacional, porque, à escala internacional, o que circulará (já circula), por aí, será (já é) a novel Língua Brasileira, com etiqueta portuguesa, mas bandeira brasileira, ou então a vergonhosa MIXÓRDIA ORTOGRÁFICA PORTUGUESA, que não identifica Portugal, porque nada tem a ver com a Língua Portuguesa dos Portugueses.  E, como já referi, os piores cegos são aqueles que não querem ver o óbvio.



Quanto às gerações que já usam a MIXÓRDIA ORTOGRÁFICA PORTUGUESA (é esta a nova designação do vergonhoso linguajar que andam a impingir, nas escolas) poderão facilmente desaprendê-la, tal como as gerações que aprenderam a Língua Materna ORIGINAL, tiveram de deixar de escrever correCtamente, para escrever “incorretamente” (incurrêtâmente”) a própria Língua. Usar isto como argumento para manter a IDIOTICE ortográfica é uma falácia própria dos autocratas, e que só tem eco entre os inscientes.

 

O senhor deveria envergonhar-se por se expor deste modo, dizendo o que diz, como se TODOS os Portugueses fossem parvos.

 

O Acordo Ortográfico de 1990 tem um calcanhar de Aquiles, e assim como as glórias de Aquiles, que era um herói, terminaram, quando uma flecha certeira lhe atingiu o calcanhar, assim este AO90, que não é herói, e não passa de uma ignóbil fraude, sem ponta por onde se lhe pegue, mais dia, menos dia, arrastado para a beira do abismo, levará uma flechada no calcanhar, e cairá nesse abismo, levando com ele todos os que irracionalmente o defenderam e o seguem.

 

Portanto, Dr. Francisco Seixas da Costa, se eu fosse o senhor, não estaria tão certo de estar a fazer a coisa certa, porque, como disse Miguel de Cervantes, quando viu os seus carrascos condenados: «Deus suporta os maus, mas não eternamente», e «os tiranos podem governar por uns tempos, mas acabam sempre por cair», como diz Mahatma Gandhi, e a História comprova.

 

Os tiranos da Língua Portuguesa até podem parecer invencíveis, mas no final, serão derrubados como sempre foram todos os tiranos…

 

Mahatma Gandhi.png

 

O Amor à Língua Portuguesa e a Verdade são as forças mais poderosas nesta questão do AO90, porque os que a ODEIAM, pugnando pela vigente Mixórdia Ortográfica Portuguesa, serão, inevitavelmente, destroçados. E disto, que não haja qualquer dúvida.

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 16:42

link do post | comentar | ver comentários (6) | adicionar aos favoritos
partilhar

.mais sobre mim

.pesquisar neste blog

 

.Junho 2022

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab
1
2
3
4
5
6
7
8
9
11
12
13
16
18
20
23
25
27
28
29
30

.posts recentes

. Uma interlocução luso-br...

. «O discurso enviesado [do...

. O “Pingo Doce” optou pelo...

. «Abaixo as paralipses e o...

. «Em Portugal é proibido u...

. É urgente uma revolução ...

. Hoje celebrarei, a três t...

. Quando a Língua e a Histó...

. E por falar em AO90: «em ...

. Respondendo a Francisco S...

.arquivos

. Junho 2022

. Maio 2022

. Abril 2022

. Março 2022

. Fevereiro 2022

. Janeiro 2022

. Dezembro 2021

. Novembro 2021

. Outubro 2021

. Setembro 2021

. Agosto 2021

. Julho 2021

. Junho 2021

. Maio 2021

. Abril 2021

. Março 2021

. Fevereiro 2021

. Janeiro 2021

. Dezembro 2020

. Novembro 2020

. Outubro 2020

. Setembro 2020

. Agosto 2020

. Julho 2020

. Junho 2020

. Maio 2020

. Abril 2020

. Março 2020

. Fevereiro 2020

. Janeiro 2020

. Dezembro 2019

. Novembro 2019

. Outubro 2019

. Setembro 2019

. Agosto 2019

. Julho 2019

. Junho 2019

. Maio 2019

. Abril 2019

. Março 2019

. Fevereiro 2019

. Janeiro 2019

. Dezembro 2018

. Novembro 2018

. Outubro 2018

. Setembro 2018

. Agosto 2018

. Julho 2018

. Junho 2018

. Maio 2018

. Abril 2018

. Março 2018

. Fevereiro 2018

. Janeiro 2018

. Dezembro 2017

. Novembro 2017

. Outubro 2017

. Setembro 2017

. Agosto 2017

. Julho 2017

. Junho 2017

. Maio 2017

. Abril 2017

. Março 2017

. Fevereiro 2017

. Janeiro 2017

. Dezembro 2016

. Novembro 2016

. Outubro 2016

. Setembro 2016

. Agosto 2016

. Julho 2016

. Junho 2016

. Maio 2016

. Abril 2016

. Março 2016

. Fevereiro 2016

. Janeiro 2016

. Dezembro 2015

. Novembro 2015

. Outubro 2015

.Acordo Ortográfico

A autora deste Blogue não adopta o “Acordo Ortográfico de 1990”, por recusar ser cúmplice de uma fraude comprovada.

. «Português de Facto» - Facebook

Uma página onde podem encontrar sugestões de livros em Português correCto, permanentemente aCtualizada. https://www.facebook.com/portuguesdefacto

.Contacto

isabelferreira@net.sapo.pt

. Comentários

1) Identifique-se com o seu verdadeiro nome. 2) Seja respeitoso e cordial, ainda que crítico. Argumente e pense com profundidade e seriedade e não como quem "manda bocas". 3) São bem-vindas objecções, correcções factuais, contra-exemplos e discordâncias.

.Os textos assinados por Isabel A. Ferreira, autora deste Blogue, têm ©.

Agradeço a todos os que difundem os meus artigos que indiquem a fonte e os links dos mesmos.
blogs SAPO