Mas... há um mas: os governantes portugueses são Blocos de Betão, e ali não entram nem sons, nem luz. O que fazer para que o betão se dissolva, e os sons e a luz possam entrar no betão e transformar os blocos em Homo Sapiens Sapiens de carne e osso?

Instituições e individualidades por nós contactadas, para obtermos uma resposta racional à pergunta: «Porquê nos foi impingido ilegalmente o AO90?» E nenhuma teve a hombridade de nos responder.
Foi-me enviado, via e-mail, pela Professora Maria José Abranches, um vídeo da tviplayer.iol.pt/programa/cnn-prime-time, emitido no dia 10 de Junho de 2025, onde José Pacheco Pereira, nos fala de Portugal, da nossa História, da nossa Língua e da Portugalidade, um conceito que lá por ter nascido no Estado Novo, não significa que não seja válido em qualquer actual estado da Nação portuguesa, e hoje em dia, bem precisamos dessa Portugalidade que envolve a Cultura, a História e a Língua do Povo Português, que estão a ser trituradas por uma ignorância nunca vista desde os tempos pré-históricos.
Desse vídeo respigarei um excerto do que José Pacheco Pereira respondeu, à pergunta do Jornalista:
«O que é hoje Portugal?»
JPP: «Nós temos dois países». E Pacheco Pereira apresentou dois mapas, que se sobrepõem, divididos entre Norte e Sul: minifúndios ao Norte, latifúndios ao Sul; religiosidade: ao Norte vai-se à missa, ao Sul não se vai à missa; politicamente: ao Norte partidos mais conservadores, ao Sul partidos mais à esquerda.
O que unificou esses dois países, para podermos falar de Portugal?
Diz Pacheco Pereira:
«Essencialmente duas coisas: a História e a Língua. Repare que ninguém fala da Língua, fala da História, e a Língua é talvez um os factores mais importantes para a identidade de ser português, e quando nós podemos falar da crise da Portugalidade, para utilizar a expressão do presidente da República, ela vê-se na ignorância da História e na degradação da Língua.
A Língua perdeu, com o novo acordo ortográfico, a sua memória, a sua memória histórica, e hoje, fala-se cada vez pior.
Os mais jovens têm um vocabulário particularmente restrito (...). Há uma ignorância sobre a História, sobre as fontes da nossa cultura tradicional: a Bíblia, a fonte greco-latina e a Língua degradada por um vocabulário cada vez mais restrito.
(...)
Para ouvirem a entrevista completa (são apenas 16.24 minutos), cliquem no link: https://tviplayer.iol.pt/programa/cnn-prime-time/6193932f0cf2cc58e7d362d6/video/6848ae620cf20ac1d5f32e40
A José Pacheco Pereira, «uma nobre figura da Cultura portuguesa», como lhe chama a Professora Maria José Abranches, e eu só posso e devo concordar, do alto do seu saber, da sua idoneidade, da sua projecção pública, do respeito que merece pelo contributo indiscutível que oferece à sociedade portuguesa, ouso solicitar-lhe que use dos atributos que mencionei, para fazer ver aos governantes portugueses, o quanto estão errados em insistir na imposição ilegal do acordo ortográfico de 1990, particularmente fazer ver, ao presidente da República, o grande erro que cometeu ao render-se ao AO90. Bem sabemos que está de saída, mas ainda poderia deixar como boa herança da sua passagem por Belém, o seu contributo para a eliminação urgente do AO90, para que Portugal possa recuperar a sua identidade primordial.
E esta minha ousadia deve-se ao fracasso que tem sido a luta de milhares de cidadãos portugueses pensantes, dentro e fora do País, para partir o betão que envolve os blocos, para que a racionalidade possa vencer.
Isabel A. Ferreira
Hoje enviaram-me um texto que começava assim: «Caras Filiadas e Filiados». Nem me apeteceu ler o resto…
E uma vez mais vou repetir o que já se tem dito, por aí, muitas vezes, mas que não há meio de fazer encaixar nas mentes daqueles e daquelas que acham que falar assim é muiiiiito moderno, muito chique, muito in...

Então só as filiadas é que são caras? Os filiados não são caros, ou serão também “caras” filiados?
Não, minhas caras e meus caros, quando se entra neste tipo de linguagem tem de se ser coerente do princípio até ao fim, para não deixar o (indefinido) ninguém melindrado ou melindrada, uma vez que esta linguagem (dizem-me) é para chamar ao palco da vida as mulheres, coitadinhas, tão esquecidinhas no masculino das palavras, não, na masculinidade dos homens. E isto, só por si, é uma afronta a todas as mulheres.
Contudo, esquecem-se, minhas caras e meus caros, de que na Língua Portuguesa há sim, o masculino e o feminino, mas também o indefinido e o neutro, onde cabem eles e elas e mais alguns e algumas, sem necessidade de andarmos aqui com as/os numas coisas, e apenas as ou os noutras coisas, como nesta frase: «(…) renovação interna e apresentação de novos actores que consigam conceber junto dos cidadãos uma estratégia local (…)». Então, e as actrizes e as cidadãs? Ficam de fora? No seguimento do Filiadas e Filiados, e se se quer ser coerente com a péssima ideia de afeminar o discurso, esta frase deveria ser escrita deste modo: « (…) renovação interna e apresentação de novos actores e novas actrizes que consigam conceber junto dos cidadãos e das cidadãs uma estratégia local (…)» isto para não melindrar as coitadinhas, que se sentem melindradas ao serem integradas na masculinidade das palavras. Mas porquê hão-de sentir-se melindradas?
Este tipo bacoco, aliás, muito bacoco, de linguagem teria sido inventada por alguém muito complexado ou complexada, já agora, assim dizendo, para não deixar as mulheres de fora? (Veja-se aqui o indefinido alguém onde cabem eles e elas).
Entrando-se por esta porta linguística há que efeminar ou masculinizar o indefinido tudo.
Daqui podemos tirar duas lições:
Primeira: quem assim escreve ou fala não tem conhecimentos mínimos nem básicos nem triviais da linguagem.
Segunda: não é com palavras mal ditas e linguagem pirosa (a designação é do Miguel Esteves Cardoso) que se dá visibilidade às mulheres, mas tão-só com ATITUDES.
Deixem-se de eles e elas e pensem no TODO, pronome indefinido = qualquer ele ou qualquer ela.
No plural TODOS = nome masculino plural = a humanidade; toda a gente, onde cabem eles e elas, indiferentemente.
É como diz Cícero (também querem atirar o busto de Cícero abaixo?): «Todos os homens podem cair num erro, mas só os idiotas perseveram nele.»

Por falar em homens, o vocábulo HOMEM (que vem do Latim HOMO) é um nome masculino que significa: mamífero primata (não há mamíferas primatas); humanidade, espécie humana (também não há espécie humano); e é também um ser humano do sexo masculino.
Eu, como mulher, não me importo nada de pertencer à espécie Homo Sapiens Sapiens, porque sei que esta espécie é caracterizada pela postura erecta, mãos preênseis, inteligência superior, capacidade de fala e considerado o tipo do género humano, não a tipa da génera humana.
Isabel A. Ferreira
. Se os governantes portugu...