Quarta-feira, 15 de Outubro de 2025

Se os governantes portugueses não fossem Blocos de Betão, ouviriam José Pacheco Pereira a falar sobre Portugal, a sua História e a sua Língua, envergonhar-se-iam e, urgentemente, mandariam às malvas o AO90

 

Mas... há um mas: os governantes portugueses são Blocos de Betão, e ali não entram nem sons, nem luz. O que fazer para que o betão se dissolva, e os sons e a luz possam entrar no betão e transformar os blocos em Homo Sapiens Sapiens de carne e osso?

Os Blocos de Betão.png

Instituições e individualidades por nós contactadas, para obtermos uma resposta racional à pergunta: «Porquê nos foi impingido ilegalmente o AO90?» E nenhuma teve a hombridade de nos responder.   

 

Foi-me enviado, via e-mail, pela Professora Maria José Abranches, um vídeo da tviplayer.iol.pt/programa/cnn-prime-time, emitido no dia 10 de Junho de 2025, onde José Pacheco Pereira, nos fala de Portugal, da nossa História, da nossa Língua e da Portugalidade, um conceito que lá por ter nascido no Estado Novo, não significa que não seja válido em qualquer actual estado da Nação portuguesa, e hoje em dia, bem precisamos dessa Portugalidade que envolve a Cultura, a História e a Língua do Povo Português, que estão a ser trituradas por uma ignorância nunca vista desde os tempos pré-históricos.

 

Desse vídeo respigarei um excerto do que José Pacheco Pereira respondeu, à pergunta do Jornalista:

«O que é hoje Portugal?»

JPP: «Nós temos dois países». E Pacheco Pereira apresentou dois mapas, que se sobrepõem, divididos entre Norte e Sul: minifúndios ao Norte, latifúndios ao Sul; religiosidade: ao Norte vai-se à missa, ao Sul não se vai à missa; politicamente: ao Norte partidos mais conservadores, ao Sul partidos mais à esquerda.

 

O que unificou esses dois países, para podermos falar de Portugal?

Diz Pacheco Pereira:

«Essencialmente duas coisas: a História e a Língua. Repare que ninguém fala da Língua, fala da História, e a Língua é talvez um os factores mais importantes para a identidade de ser português, e quando nós podemos falar da crise da Portugalidade, para utilizar a expressão do presidente da República, ela vê-se na ignorância da História e na degradação da Língua.

 

A Língua perdeu, com o novo acordo ortográfico, a sua memória, a sua memória histórica, e hoje, fala-se cada vez pior.

 

Os mais jovens têm um vocabulário particularmente restrito (...). Há uma ignorância sobre a História, sobre as fontes da nossa cultura tradicional: a Bíblia, a fonte greco-latina e a Língua degradada por um vocabulário cada vez mais restrito.

(...)


Para ouvirem a entrevista completa (são apenas 16.24 minutos), cliquem no link: https://tviplayer.iol.pt/programa/cnn-prime-time/6193932f0cf2cc58e7d362d6/video/6848ae620cf20ac1d5f32e40

 

A José Pacheco Pereira, «uma nobre figura da Cultura portuguesa», como lhe chama a Professora Maria José Abranches, e eu só posso e devo concordar, do alto do seu saber, da sua idoneidade, da sua projecção pública, do respeito que merece pelo contributo indiscutível que oferece à sociedade portuguesa,  ouso solicitar-lhe que use dos atributos que mencionei, para fazer ver aos governantes portugueses, o quanto estão errados em insistir na imposição ilegal do acordo ortográfico de 1990, particularmente fazer ver, ao presidente da República,  o grande erro que cometeu ao render-se ao AO90. Bem sabemos que está de saída, mas ainda poderia deixar como boa herança da sua passagem por Belém, o seu contributo para a eliminação urgente do AO90, para que Portugal possa recuperar a sua identidade primordial.

E esta minha ousadia deve-se ao fracasso que tem sido a luta de milhares de cidadãos portugueses pensantes, dentro e fora do País, para partir o betão que envolve os blocos, para que a racionalidade possa vencer.


Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 18:31

link do post | comentar | adicionar aos favoritos
partilhar
Quarta-feira, 17 de Junho de 2020

«Caras Filiadas e Filiados»

 

Hoje enviaram-me um texto que começava assim: «Caras Filiadas e Filiados». Nem me apeteceu ler o resto…

 

E uma vez mais vou repetir o que já se tem dito, por aí, muitas vezes, mas que não há meio de fazer encaixar nas mentes daqueles e daquelas que acham que falar assim é muiiiiito moderno, muito chique, muito in...

 

miguel_cardoso_portugueses.jpg

 

Então só as filiadas é que são caras? Os filiados não são caros, ou serão também “caras” filiados?

 

Não, minhas caras e meus caros, quando se entra neste tipo de linguagem tem de se ser coerente do princípio até ao fim, para não deixar o (indefinido) ninguém melindrado ou melindrada, uma vez que esta linguagem (dizem-me) é para chamar ao palco da vida as mulheres, coitadinhas, tão esquecidinhas no masculino das palavras, não, na masculinidade dos homens. E isto, só por si, é uma afronta a todas as mulheres.  

 

Contudo, esquecem-se, minhas caras e meus caros, de que na Língua Portuguesa há sim, o masculino e o feminino, mas também o indefinido e o neutro, onde cabem eles e elas e mais alguns e algumas, sem necessidade de andarmos aqui com as/os numas coisas, e apenas as ou os noutras coisas, como nesta frase: «(…) renovação interna e apresentação de novos actores que consigam conceber junto dos cidadãos uma estratégia local (…)». Então, e as actrizes e as cidadãs? Ficam de fora? No seguimento do Filiadas e Filiados, e se se quer ser coerente com a péssima ideia de afeminar o discurso, esta frase deveria ser escrita deste modo: « (…) renovação interna e apresentação de novos actores e novas actrizes que consigam conceber junto dos cidadãos e das cidadãs uma estratégia local (…)» isto para não melindrar as coitadinhas, que se sentem melindradas ao serem integradas na masculinidade das palavras. Mas porquê hão-de sentir-se melindradas?

Este tipo bacoco, aliás, muito bacoco, de linguagem teria sido inventada por alguém muito complexado ou complexada, já agora, assim dizendo, para não deixar as mulheres de fora? (Veja-se aqui o indefinido alguém onde cabem eles e elas).

 

Entrando-se por esta porta linguística há que efeminar ou masculinizar o indefinido tudo.

 

Daqui podemos tirar duas lições:

 

Primeira: quem assim escreve ou fala não tem conhecimentos mínimos nem básicos nem triviais da linguagem.

 

Segunda: não é com palavras mal ditas e linguagem pirosa (a designação é do Miguel Esteves Cardoso) que se dá visibilidade às mulheres, mas tão-só com ATITUDES.

 

Deixem-se de eles e elas e pensem no TODO, pronome indefinido = qualquer ele ou qualquer ela.

No plural TODOS = nome masculino plural = a humanidade; toda a gente, onde cabem eles e elas, indiferentemente.

 

É como diz Cícero (também querem atirar o busto de Cícero abaixo?): «Todos os homens podem cair num erro, mas só os idiotas perseveram nele

 

Cícero.jpeg

 

Por falar em homens, o vocábulo HOMEM (que vem do Latim HOMO) é um nome masculino que significa: mamífero primata (não há mamíferas primatas); humanidade, espécie humana (também não há espécie humano); e é também um ser humano do sexo masculino.

 

Eu, como mulher, não me importo nada de pertencer à espécie Homo Sapiens Sapiens, porque sei que esta espécie é caracterizada pela postura erecta, mãos preênseis, inteligência superior, capacidade de fala e considerado o tipo do género humano, não a tipa da génera humana.

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 16:34

link do post | comentar | ver comentários (2) | adicionar aos favoritos
partilhar

.mais sobre mim

.pesquisar neste blog

 

.Janeiro 2026

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
11
13
15
16
17
18
19
20
22
24
25
26
27
28
29
30
31

.posts recentes

. Se os governantes portugu...

. «Caras Filiadas e Filiad...

.arquivos

. Janeiro 2026

. Dezembro 2025

. Novembro 2025

. Outubro 2025

. Setembro 2025

. Agosto 2025

. Julho 2025

. Junho 2025

. Maio 2025

. Abril 2025

. Março 2025

. Fevereiro 2025

. Janeiro 2025

. Dezembro 2024

. Novembro 2024

. Outubro 2024

. Setembro 2024

. Agosto 2024

. Junho 2024

. Maio 2024

. Abril 2024

. Março 2024

. Fevereiro 2024

. Janeiro 2024

. Dezembro 2023

. Novembro 2023

. Outubro 2023

. Setembro 2023

. Agosto 2023

. Julho 2023

. Junho 2023

. Maio 2023

. Abril 2023

. Março 2023

. Fevereiro 2023

. Janeiro 2023

. Dezembro 2022

. Novembro 2022

. Outubro 2022

. Setembro 2022

. Agosto 2022

. Junho 2022

. Maio 2022

. Abril 2022

. Março 2022

. Fevereiro 2022

. Janeiro 2022

. Dezembro 2021

. Novembro 2021

. Outubro 2021

. Setembro 2021

. Agosto 2021

. Julho 2021

. Junho 2021

. Maio 2021

. Abril 2021

. Março 2021

. Fevereiro 2021

. Janeiro 2021

. Dezembro 2020

. Novembro 2020

. Outubro 2020

. Setembro 2020

. Agosto 2020

. Julho 2020

. Junho 2020

. Maio 2020

. Abril 2020

. Março 2020

. Fevereiro 2020

. Janeiro 2020

. Dezembro 2019

. Novembro 2019

. Outubro 2019

. Setembro 2019

. Agosto 2019

. Julho 2019

. Junho 2019

. Maio 2019

. Abril 2019

. Março 2019

. Fevereiro 2019

. Janeiro 2019

. Dezembro 2018

. Novembro 2018

. Outubro 2018

. Setembro 2018

. Agosto 2018

. Julho 2018

. Junho 2018

. Maio 2018

. Abril 2018

. Março 2018

. Fevereiro 2018

. Janeiro 2018

. Dezembro 2017

. Novembro 2017

. Outubro 2017

. Setembro 2017

. Agosto 2017

. Julho 2017

. Junho 2017

. Maio 2017

. Abril 2017

. Março 2017

. Fevereiro 2017

. Janeiro 2017

. Dezembro 2016

. Novembro 2016

. Outubro 2016

. Setembro 2016

. Agosto 2016

. Julho 2016

. Junho 2016

. Maio 2016

. Abril 2016

. Março 2016

. Fevereiro 2016

. Janeiro 2016

. Dezembro 2015

. Novembro 2015

. Outubro 2015

.Acordo Ortográfico

A autora deste Blogue não adopta o “Acordo Ortográfico de 1990”, por recusar ser cúmplice de uma fraude comprovada.

. «Português de Facto» - Facebook

Uma página onde podem encontrar sugestões de livros em Português correCto, permanentemente aCtualizada. https://www.facebook.com/portuguesdefacto

.Contacto

isabelferreira@net.sapo.pt

. Comentários

Este Blogue aceita comentários de todas as pessoas, e os comentários serão publicados desde que seja claro que a pessoa que comentou interpretou correctamente o conteúdo da publicação, e não se esconda atrás do anonimato. 1) Identifiquem-se com o verdadeiro nome. 2) Sejam respeitosos e cordiais, ainda que críticos. Argumentem e pensem com profundidade e seriedade, e não como quem "manda bocas". 3) São bem-vindas objecções, correcções factuais, contra-exemplos e discordâncias. 4) Serão eliminados os comentários que contenham linguagem ordinária e insultos, ou de conteúdo racista e xenófobo. 5) Em resumo: comentem com educação, atendendo ao conteúdo da publicação, para que o vosso comentário seja aceite.

.Os textos assinados por Isabel A. Ferreira, autora deste Blogue, têm ©.

Agradeço a todos os que difundem os meus artigos que indiquem a fonte e os links dos mesmos.

.ACORDO ZERO

ACORDO ZERO é uma iniciativa independente de incentivo à rejeição do Acordo Ortográfico de 1990, alojada no Facebook. Eu aderi ao ACORDO ZERO. Sugiro que também adiram.
blogs SAPO