Quinta-feira, 1 de Agosto de 2019

«Acordo Ortográfico: Um Beco com Saída» Novo livro de Nuno Pacheco

 

Depois de ler o livro e ver e ouvir o debate (no vídeo aqui reproduzido) chega-se a uma, e apenas a uma conclusão:

O AO90 é uma coisa estúpida, engendrada por parvos, para ser usado apenas, e apenas, pelos que não nasceram absolutamente nada dotados para a aprendizagem de uma Língua Culta Europeia, seja ela qual for. Porque quem não é capaz de perceber que em Língua Portuguesa direCtor se escreve com um , também não percebe que direCtor também se escreve com , em Inglês e em Castelhano; e, direCteur, em Francês, também com cê. E quem diz direCtor, diz todas as outras palavras às quais se suprimiram as consoantes não pronunciadas comuns às restantes Línguas europeias.

Mas, obviamente, embora se esteja num beco, este beco tem saída, diz Nuno Pacheco.

Recomendo vivamente a leitura do livro e a audição do debate ao redor do livro, com Artur Anselmo [Academia das Ciências de Lisboa], Ricardo Araújo Pereira, Pedro Mexia, Guilherme Valente [editor da Gradiva Publicações, S.A.] e de Nuno Pacheco ["Público"].

 

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https://www.youtube.com/watch?v=VumXddbmchI

 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 16:29

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Segunda-feira, 29 de Julho de 2019

Senhores governantes, como é possível reduzir a zero a aptidão das nossas crianças para a aprendizagem do nosso Português?

 

Recebi via e-mail (no SPAM) esta estranha mensagem:

র্যাংগস তোশিবা নিয়ে এলো বাম্পার গিফটে সুপার ঈদ অফার!

 

Como é óbvio, não entendi nada, mas fui investigar, porque achei lindíssimos e requintadíssimos estes caracteres, e fiquei curiosa para saber a que língua pertenciam (mais do que tentar traduzir a mensagem, que não me interessava nada). Descobri que pertencem à Língua Bengali - língua indo-ariana falada (e escrita) em Bangladesh e no estado indiano vizinho de Bengala Ocidental.

 

Partindo do princípio que as crianças de Bangladesh e de Bengala vão à escola aprender a ler e a escrever esta língua, que é a delas, pus-me a pensar, porque é que estas crianças conseguem escrever numa tal grafia, que convenhamos, é mais complicada (para nós) do que a grafia portuguesa (no desenho das letras) e as crianças portuguesas, no entender dos acordistas, não conseguem escrever na grafia portuguesa, com os respectivos cês e pês no devido lugar, bem como os acentos e os hífenes, tão mais simples do que a grafia Bengali, tendo sido “preciso” adoPtar a grafia brasileira, ainda mais simples, pois suprimiram os cês e os pês a um número indeterminado de vocábulos, porque como vão as crianças (ou devo dizer os adultos) saber que a palavra “direcCtor” é escrita com ?

 

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(Foto: Thinkstock/Gettyimages)

 

Qualquer pessoa, minimamente culta e inteligente e informada, sabe que as crianças, a partir dos quatro anos, têm bastante facilidade em aprender várias línguas e respectivas grafias, ao mesmo tempo.

 

Qualquer cidadão, minimamente informado, sabe que a capacidade das crianças para aprender línguas é elevadíssima, conseguindo aprender tantas línguas quantas as que lhes forem ensinadas, porque, as crianças, ao contrário dos acordistas, simplesmente possuem essa capacidade. O cérebro delas está preparado para absorver tudo o que lhes é dado a aprender. Não há, de facto, qualquer impedimento para as crianças portuguesas, relativamente à aprendizagem de várias línguas ao mesmo tempo, nem sequer de grafar uns simples pêzinhos e cêzinhos, uma vez que os grafam no Inglês, no Francês e no Castelhano, que também aprendem. Por que hão-de as crianças portuguesas ter capacidade para aprender o Inglês, o Francês ou o Castelhano, e não têm a mesma aptidão para aprender o nosso Português?

 

Partindo do princípio que a Língua Portuguesa é uma língua, e a Língua (cada vez mais reconhecida como) Brasileira é outra língua, por que não hão-de as nossas crianças aprender a sua própria Língua Materna, agora que já sabem a Brasileira?

 

Foi o que aconteceu comigo aos oito anos (não me canso de repetir): depois de ter aprendido o Brasileiro durante dois anos (dos seis aos oito) regressada a Portugal, aprendi a minha Língua Materna com muita facilidade e muita LEITURA, porque a aprendizagem de uma Língua passa também pela fixação visual: e o que era “setor” passou a ser “seCtor”, muito naturalmente. E de volta ao Brasil, como já sabia grafar à brasileira foi ainda mais fácil regressar ao Brasileiro.

 

Tenho amigos meus, que tiveram de sair de Portugal, para poderem ter uma vida de acordo com o que investiram na sua formação académica (e não andarem para aqui a ganhar cêntimos a vender pipocas, quando podem ganhar um bom ordenado, a trabalhar na profissão dos seus sonhos, e na qual investiram tempo e dinheiro) já com filhos, que iniciaram, em Portugal, a escolaridade (primeiros e segundos anos do ensino básico) e, num espaço de um ano, falam e escrevem correCtamente o Inglês, o Francês e o Alemão, além do “Brasileiro” que lhes foi ensinado em Portugal. Mas não sabem Português.


Então por que querem os acordistas transformá-las nas crianças mais estúpidas do mundo, quando se trata de aprender a Língua Materna delas - o nosso PORTUGUÊS? Deixemos o Brasileiro para os Brasileiros. E acabemos de vez com o AO90, que não serve nenhum país dito lusógrafo. Que se regresse à diversidade, porque a unificação das lusografias é uma miragem no deserto das ideias idiotas, que por aí se alastram.

 

Como é possível medir as aptidões intelectuais das crianças portuguesas, pela descomunal inaptidão intelectual dos acordistas, no que respeita à aprendizagem do nosso Português?

 

Um dos (des)argumentos que os acordistas apresentam, para sustentarem a irreversibilidade do AO90 é a de como vão agora as crianças, que já aprenderam a escrever segundo o AO90 (ou seja, à moda brasileira) aprender a reescrever correCtamente a sua Língua Materna? Muito simples: aprendendo com a maior facilidade, até porque já aprenderam o Inglês, o Francês ou o Castelhano, que lhes é ensinado, com uma vantagem de a Língua Materna delas ter a mesma etimologia dessas outras línguas.

 

Se querem argumentar e ser honestos, argumentem com a VERDADE, apesar de ela ser OBSCURA, porque os Portugueses têm o DIREITO de a saber, e os governantes o DEVER de a dizer (se bem que essa verdade não seja segredo para ninguém). 

 

Por que hão-de os acordistas portugueses apresentar tal parvoíce, como argumento, como se as nossas crianças fossem muiiiiiito, mas muiiiiiito estúpidas, as mais estúpidas crianças do mundo?

 

Em vez de exteriorizarem, deste modo idiota, o vosso analfabetismo funcional, que tal proporcionarem, às nossas crianças, um ensino de Língua Portuguesa de qualidade, base fundamental de uma mais racional aprendizagem de todas as restantes disciplinas, e alicerce primordial para uma comunicação de excelência.

 

Porque é triste, muito triste, lamentável e vergonhoso ler, ver e ouvir o nosso Português tão mal escrito e falado nas televisões, nos jornais, nas revistas e na boca dos governantes, dos políticos, dos jornalistas, dos que acham que escrever “incorrêtamente” é moderno.

 

Não é. O que se passa em Portugal, a este respeito, é um caso de um monumental retrocesso, único em todo o mundo, por se ter passado de cavalo para burro, algo que não passa na cabeça de ninguém, a não ser na cabeça de um acordista.

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 14:27

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Quinta-feira, 13 de Junho de 2019

«O AO90 não serve para nada e não unificou a escrita do Português»

 

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E se a escrita é para ser clara e escorreita, com o modismo do AO90 transformou-se numa charada.

 

Quem adivinha o que se quer dizer no título desta notícia?


O Zé-António Pimenta de França esmiúça a questão:

 

«Para os Brasileiros realmente não faz diferença: com acento ou sem acento, eles lêem e dizem sempre "para" com o "a" aberto. Quanto aos Portugueses, pois que se lixem, foi esta a filosofia básica do AO/90 desde o início até ao fim do processo: ceder tudo ao Brasil para haver acordo.

 

Mesmo assim os Brasileiros marimbaram-se para ele e não o seguem. Só os totós incultos e ignorantes dos sucessivos governos de Portugal insistem em manter-se fiéis ao desastre que sempre foi o AO/90, para não reconhecerem o seu falhanço em todas as frentes.

 

O AO/90 não serve para nada e nunca cumpriu (nem podia cumprir) a função para que foi criado: unificar a escrita do Português. Tal desígnio é uma missão impossível porque as diferenças do Português brasileiro e o Português europeu não são apenas ortográficas. São sintácticas. Há muitos anos que portugueses e brasileiros constroem as suas frases de formas bem diversas...

 

Há que respeitar a dinâmica da língua e isso implica reconhecer que o Português tem variações diferentes dos dois lados do Atlântico. Como o Inglês. E não vem mal à Língua Portuguesa, nem ao mundo por causa disso, pelo contrário...»

 

Fonte:

https://www.facebook.com/photo.php?fbid=2020396761420843&set=gm.2235598046525937&type=3&theater&ifg=1

 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 16:50

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Quinta-feira, 30 de Maio de 2019

Ó ELES E ELAS QUE POR AÍ ANDAM: POUPAI-ME, PORQUE JÁ ANDO COM OS NERVOS E AS NERVAS EM PÉ!

 

Texto dedicado às mulheres que têm um complexo de inferioridade em relação aos homens, e necessitam que especifiquem o seu género, quando alguém se dirige ao TODO, em que elas estão integradas.

 

É que já não aguento mais andar por aí e deparar-me com este modismo (= idiotismo) do “todas e todos” “amigas e amigos”, “eles e elas”, que virou uma moda muito deselegante e sinónimo de ignorância, a qual no Brasil é considerada uma PRAGA LINGUÍSTICA, e em Portugal “é um must. Como sempre, na cauda do mundo.

 

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Origem da imagem: http://www.geraldojose.com.br/index.php?sessao=noticia&cod_noticia=29802

 

Chamam-lhe "linguagem inclusiva” e dizem que é por causa da “igualdade de género”, como se a igualdade de género passasse pelo mau uso da Língua Portuguesa.

 

Dizer “todos e todas”, “amigos e amigasé um pleonasmo vicioso. É mais do que uma reiteração (repetição), é um ERRO, isto porque o TODAS já está incluído no TODOS. Bem como TODAS as outras palavras masculinas que integram o FEMININO, e o TODO.

 

TODOS (neutro) engloba todos e todas. Trata-se de um princípio gramatical do Português, que não herdou do Latim o género neutro.

 

Tentarei explicar o que acima referi (a insciência que por aí vai), como se estivesse numa sala de aula, a explicar a alunos do Ensino Básico, por que não devemos aplicar esta PRAGA LINGUÍSTICA para igualar os géneros.

 

Quando dizem: todos e todas; Portugueses e portuguesas; caros e caras; adeptos e adeptas; amigos e amigas; camaradas e camarados (esta à Bloco de Esquerda) demonstram que desconhecem o significado dos vocábulos: todos ( = toda a gente; humanidade); Portugueses ( = povo luso, habitantes de Portugal); caros (adjectivo masculino plural = quem estimamos, seja do sexo masculino ou feminino); adeptos (adjectivo/substantivo masculino plural = apoiantes, sejam do sexo masculino ou feminino); amigos (adjectivo/substantivo masculino plural = pessoas a quem nos ligamos por afectos); camaradas (substantivo de dois géneros = pessoas que connosco partilham uma função comum); e de todos os outros vocábulos que englobam o feminino e o masculino, porque se referem a PESSOAS no seu todo: homens, mulheres, crianças, novos e velhos, menos novos e menos velhos. Simplesmente TODOS.

 

Diferente é dizer especificamente minhas senhoras (porque - em princípio - não serão homens) e meus senhores (porque - em princípio - não serão mulheres). E isto sem qualquer segundo sentido, porque aceito a condição humana, tal qual ela é concebida. Só não sou tolerante (nem tenho de ser) com os que tendo obrigação de SABER, porque lhes foram dadas todas as oportunidades e privilégios, se recusam a QUERER SABER. E para tal não há perdão.

 

Suponho que o que leva os que se julgam modernos, a aplicar este modismo queira imitar algumas línguas estrangeiras, como o Inglês ou o Castelhano, que especificam, por exemplo, filhos e filhas (sons and daughters, hijos y hijas), quando querem referir-se a boys and girls, e a chicos y chicas. Porém quando se referem à sua prole (filhos) dizem children e niños (ou hijos).

 

Contudo, na Língua Portuguesa, o vocábulo Filhos é um substantivo masculino plural = conjunto dos descendentes = DESCENDÊNCIA, PROLE…

 

E o vocábulo filho é um substantivo masculino singular = indivíduo do sexo masculino (ou animal macho) em relação a seus pais. Se queremos dizer que tivemos mais de um indivíduo do sexo masculino, dizemos que temos X filho(s). Mas se quisermos dizer que, no todo, tivemos seis descendentes, dizemos seis filhos.

 

Portanto, quem anda agora, por aí, a imitar línguas estrangeiras, ou os modismos oriundos do complexo de inferioridade que certas mulheres sentem em relação ao homem, não conhecem nem essas línguas, nem a própria língua.

 

Experimentem traduzir isto para Inglês: meus queridos amigos e minhas queridas amigas = my dear friends and my dear friends. Experimentem também traduzir: Ingleses e Inglesas = English and English.

 

Agora reparem: como se traduz o modismo ( = idiotismo) Portugueses e Portuguesas, que agora tanto se ouve por aí:

 

Para Inglês = Portuguese and Portuguese
Para Castelhano = Portugués y portugués
Para Italiano = Portoghese e portoghese
Para Francês = Portugais et portugais

Para Alemão = Portugiesisch und Portugiesisch

 

No que pretendem transformar a Língua Portuguesa? Já não basta o Acordo Ortográfico que destruiu a Língua? Querem transformá-la numa língua extraterrestre? Extra-europeia? Extra-indo-europeia? Uma língua de ignorantes?

 

Já não será tempo de deixar os modismos e regressar ao que estava bem e não necessitava de remendos mal costurados?

 

Sempre ouvi dizer que o que é demais é moléstia.

 

E já chega de tanta moléstia!

É de nos deixar os nervos e as nervas em pé!

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 15:08

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Segunda-feira, 6 de Maio de 2019

«COMO SE FALA E ESCREVE HODIERNAMENTE – DO TRIUNFO DO PORTINGLÊS E DO UBÍQUO “TIPO”»

 

Em nome da Língua Portuguesa, que lamento estar em muito maus lençóis, e a escorrer para o esgoto, qual líquido fétido, partilho este texto de Manuel Matos Monteiro, que muito nos conta.

 

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Manuel Matos Monteiro - Autor, jornalista, formador e revisor

 

«Como se fala e escreve hodiernamente — do triunfo do portinglês e do ubíquo “tipo”

 

O Português já não pede uma opinião, um comentário, uma apreciação — agora debita incessantemente: “Dá-me o teu feedback.”

 

A malta já não combina encontrar-se num determinado lugar, local, sítio. A malta, tipo, combina num spot. Tipo, é mais cool. Num spot, o mood é outro.

 

Elas sonham com o estrelato k-pop — porque as japonesas também podem ser “assim tão cool” .

 

O Português já não pede uma opinião, um comentário, uma apreciação, reacção ou retorno — agora debita incessantemente: “Dá-me o teu feedback.”

 

Os trabalhadores independentes ou por conta própria parecem ter desaparecido — restam freelancers.

 

Acabaram-se as rábulas — há sketches. Tipo, já não está na moda. Que digo?! Já não é trendy.

 

O “público-alvo” é para totós. O target vassourou-o, tornando-nos mais cosmopolitas. Qual público-alvo, qual mercado-alvo, quais destinatários. Mesmo quando alguém tem um determinado objectivo, não raro, diz que tem um determinado target. “O meu target para este ano é vender tipo quinze casas. E ‘tou cá com um feeling de que ainda chego tipo às vinte.”

 

Os desportistas não têm um bom ou mau desempenho, começam a não ter sequer uma boa ou má exibição; têm crescentemente uma boa ou má performance. Sucede o mesmo com os músicos nos concertos — qual boa ou má actuação... tipo boa ou má performance. Até os políticos nos debates e as próprias empresas são avaliados pela sua performance. Verdadeiramente importante é que os políticos e os trabalhadores (tipo, “os activos”) das empresas tenham skills e know-how, de modo que haja um boom no output e os CEO, tipo, evitem os downsizings, ou que, pelo menos, tipo, haja um delay nos downsizings e o staff se vá mantendo. [1]

 

Trabalho “a tempo inteiro” e “a tempo parcial”? Part-time e full-time, caramba.

 

A sobredosagem (de medicamentos, de informação, de futebol, de tudo) morreu. É oficial. Hoje, só há lugar para a overdose.

 

Já ninguém age com discrição ou procura passar despercebido ou é desprovido de magnetismo: cabe tudo no grande e impreciso chapéu do low-profile.

 

Os especialistas e os peritos tendem a ser substituídos pelos experts.

 

Prospectos? Folhetos? Panfletos? Desdobráveis? (Que não significam exactamente o mesmo.) Flyers!

 

Boletins informativos? Newsletters!

 

Padrão? Modelo? Norma? Nível? Standard, standard, standard, standard. Até já usamos “estandardizar” com naturalidade, ora essa.

 

À boca da baliza, alguém falha uma oportunidade? Claro que não. Falha ou desperdiça a chance (oriunda do francês, mas largamente disseminada por via do inglês).

 

Contratação externa? Recrutamento externo? Externalização? Subcontratação (de serviços)? Outsourcing e "mai" nada!

 

Oficinas, oficinas de formação, oficinas experimentais, seminários, formações, sessões de trabalho, cursos, cursos práticos — tudo isso para quê? Workshops, senhores!

 

Pagamentos em dinheiro (vivo)? Pagamentos em numerário? Pagamentos em cash!

 

Já ouviu falar da ilicitude das vendas com prejuízo? Ah, ah, ah. (Hoje, terá de ser em inglês: ha ha ha ou lol lol lol — ou uma série de bonecos a rir.) Que é isso? Dumping. Ah!, em inglês nos entendemos.

 

“Ei” — que é isso? (Uma forma de chamar, cumprimentar, mas que também pode ser usada com os sentidos de “Alto lá!”, “Alto aí!”, “Tem calma”, “Sossega”.) Só admissível (e reconhecível?) em inglês: hey. “Ups?” Só em inglês também: oops.

 

Piratas informáticos? Hackers, por favor.

 

Passatempos? Hobbies!

 

Senhas? Passwords!

 

Aspecto? Visual? Aparência? Imagem? Look!

 

Disposição? Configuração? Formato? Estrutura? Desenho? Modelo? Esquema? Esquisso? Esboço? Bosquejo? Rascunho? Layout e draft dispensam essas e muitas outras. Há matizes quanto ao significado de ambas? Who cares?

 

Hiato? Fosso? Pára, pára: gap.

 

Subestimado, sobrestimado, subvalorizado, sobrevalorizado — quem é tão tolo que ainda caia numa dessas? Underrated e overrated.

 

“Autofotografia”? “Autofoto”, que tem menos sílabas? NUNCA. Mas estão dicionarizadas. Whatever, selfies forever.

Mentalidade, pensamento, lógica, raciocínio? Ainda não deu conta do mindset? Vá-se actualizando... vá, tipo, fazendo uns updates.

 

[1] Citando Ricardo Araújo Pereira, da crónica “Anestesia Linguística”, da Visão, “[toda a gente se sente] habilitada a contestar os despedimentos impostos por um patrão, mas ninguém se atreva a criticar um downsizing determinado por um CEO”.

 

Fonte:

https://www.publico.pt/2019/05/05/culturaipsilon/opiniao/fala-escreve-hodiernamente-triunfo-portingles-ubiquo-tipo-1870036

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 14:21

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Quinta-feira, 6 de Dezembro de 2018

«DICIONÁRIO DE PORTUGUÊS À MODA DO BLOCO (DE ESQUERDA)»

 

«Camaradas e Camarados. Assim começou, Pedro Filipe Soares, a sua intervenção na Convenção do BE. Linguagem inclusiva, chamou-lhe o dirigente bloquista» (Eduardo Cintra Torres).

 

Há muito que o Bloco de Esquerda vem sugerindo um linguajar assente na mais completa ausência de conhecimento (= insciência) da Língua Portuguesa, (aliás basta ser-se adepto do AO90) desconhecendo o significado das palavras que utilizam, para se referirem a um todo, diferenciando os géneros feminino e masculino, como se todos não fossem todos e todas.

 

Depois, é claro (e clara), bloquistas (e bloquistos) estão expostos (e expostas) à ridiculização, como no espectacular texto de Eduardo Cintra Torres (Doutorado em Sociologia no ICS/UL (2010), Mestre em Comunicação, Cultura e Tecnologias da Informação (ISCTE/UL, 2003) e Licenciado em História (FLUL), que passo a transcrever. 

 

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«NOVA DICIONÁRIA DO LÍNGUO PORTUGUÊS»

Por Eduardo Cintra Torres


Apoiando a revolução linguística iniciada por Pedro Filipe Soares, deputado do Bloco de Esquerda, ao falar às “camaradas e camarados”, aqui trago a minha modesta proposta para uma “Nova Dicionária do Línguo Português”, à moda do Bloco. Não segue a ordem alfabética, porque isso é para totós.

 

- Harpisto, pianisto, violinisto: camarados artistos, tal como a actora e o actrizo.


- Electricisto: camarado trabalhadoro.


- Parlamenta: também chamado Assembleio do Repúblico; local onde os camarados têm de aturar os fascistos.


- Bloca de Esquerdo: uma das partidas que pregam na Parlamenta. Pedra Filipa Soaras é a presidenta da sua Grupa Parlamentária.

- Polvo (feminino de Lula): ex-presidento da Brasil. Preso pelos fascistos.


- Presidenta: lá na Brasil, parece que também vai a caminho da prisã.


- Cubo: Hasta lo victorio, siempre, camarado Fidel!


- Venezuelo: o outro país socialisto preferido da Bloca de Esquerdo.



- Francisca Loução: a Deusa da Bloca. Está na Conselha de Estada e na Banca de Portugália. Na BE, decide o estratégio e assinala as inimigas dos trotskistos.


- Catarino Martins: o Santo do Ladeiro da Bloca. Só lhe faltam milagres.


- Causos fracturentos: a chã que deu uvos durante o legislaturo. Agora a Bloca está mais virada para se sentar ao meso da orçamenta.

- Cativaçãs e corrupçã: meias de roubar que a Bloca não vê.


- Televisã: meia de comunicaçã que dedica mais minutas à Bloca do que o tempo de atenção de qualquer portuguesa ou portugueso.


- “Linguagem inclusiva”: expressõ erradamente usado por Pedra Filipa para justificar o seu bacorado. Deve ler-se: linguagem inclusivo.


- Génera: refere-se às duas géneras, masculina e feminina. Não confundir com sexo. Ou sexa.
- “Machista”: em portuguesa correcta diz-se machisto.

- Governa. Dizia-se “governo” no tempo da fascisma. Aproximação lexical a “governa-se”.


- Poeto: hómã ou mulhera que escreve poemos, como sonetas ou redondilhos.


- Eleitorada: pipis de Lisbôo da BE para quem o povo começa na Chiada e acaba na Princesa Real.


- “Agenda patriarcal”: justificaçã para Pedra Filipa Soaras dar pontapés no gramático, confundindo-o com o linguagem.


- Brasil: a eleitorada da Bloca não deve lá ir agora, excepto em férios na Nordesta.


- Pôva trabalhadora: uma coisa giríssima. Faz coisas! E tem um linguagem engraçadíssimo. A Bloca adora vê-la no televisã ou no Internet, porque ao vivo lhe cheira mal.


- Robles: nunca existiu. Palavro excluído da dicionária. Sinónimo de um pedro na sapata.


- Tourado: só se for em Salvaterro de Magas, uma municípia histórica para a Bloca.


- Primário: o autor deste texto.

 

Fonte:

https://portugalglorioso.blogspot.com/2018/12/novo-dicionario-moda-do-bloco.html

 

***

 

Bem, e se o autor deste texto é primário, eu serei primária, e, aproveitando o embalo do autor, tentarei explicar o que acima referi (a insciência que por aí vai), como se estivesse numa sala de aula, a explicar a alunos do Ensino Básico, por que não devemos linguajar à moda e ao modo bloquista e bloquisto, infelizmente, algo extensivo a outros e outras governantos e governantas do nosso País, abandonado à pouca sorte de os ter tão inscientes.

 

Eles dizem assim: todos e todas; portugueses e portuguesas; caros e caras; adeptos e adeptas: amigos e amigas, camaradas e camarados (esta é de bradar aos céus!) etc., etc., etc…

 

Isto só demonstra que bloquistas (e bloquistos) desconhecem o significado dos vocábulos todos ( = toda a gente; humanidade); portugueses ( = povo luso, habitantes de Portugal); caros (adjectivo masculino plural = quem estimamos, seja do sexo masculino ou feminino); adeptos (adjectivo/substantivo masculino plural = apoiantes, sejam do sexo masculino ou feminino); amigos (adjectivo/substantivo mascuklino plural = pessoas a quem nos ligamos por afectos); camaradas (substantivo de dois géneros = pessoas que connosco partilham uma função comum); e de todos os outros vocábulos que englobam o feminino e o masculino, porque se referem a PESSOAS no seu todo: homens, mulheres, crianças, novos e velhos, menos novos e menos velhos. Simplesmente todos

 

Diferente é dizer especificamente minhas senhoras (porque - em princípio - não serão homens) e meus senhores (porque - em princípio - não serão mulheres). E isto sem qualquer segundo sentido, porque aceito a condição humana, tal qual ela é concebida. Só não sou tolerante (nem tenho de ser) com os que tendo obrigação de evoluir, porque lhes foram dadas todas as oportunidades e privilégios, se recusam a evoluir. E para tal não há perdão.

 

Suponho que bloquistas (e bloquistos) queiram imitar algumas línguas estrangeiras, como o Inglês ou o Castelhano, que especificam, por exemplo, filhos e filhas (sons and daughters, hijos e hijas), quando querem referir-se a boys and girls, e a chicos y chicas. Porém quando se referem à sua prole (filhos) dizem children e niños (ou também hijos).


Contudo, na Língua Portuguesa o vocábulo Filhos é um substantivo masculino plural = conjunto dos descendentes = DESCENDÊNCIA, PROLE…

 

E o vocábulo filho é um substantivo masculino singular = indivíduo do sexo masculino (ou animal macho) em relação a seus pais. Se queremos dizer que tivemos mais de um indivíduo do sexo masculino, dizemos que temos X filho(s). Mas se quisermos dizer que, no todo, tivemos seis descendentes, dizemos seis filhos.

 

Portanto, quem anda agora, por aí, (e, infelizmente, não são apenas bloquistas e bloquistos), a imitar línguas estrangeiras, não conhecem nem essas línguas, nem a própria língua.

 

Experimentem traduzir isto para Inglês: meus queridos e queridas amigos e amigas = my dear and dear friends and friends. Experimentem traduzir também: Ingleses e Inglesas = English and English.

 

Agora reparem: como se traduz o modismo (= idiotismo) Portugueses e Portuguesas:

Para Inglês = Portuguese and Portuguese

Para Castelhano = Portugués y portugués

Para Italiano = Portoghese e portoghese

Para Francês = Portugais et portugais

Para Alemão = Portugiesisch und Portugiesisch

 

No que pretendem transformar a Língua Portuguesa?

Numa língua extraterrestre? Extra-europeia? Extra-indo-europeia?

Já não será tempo de deixar os modismos e regressar ao que estava bem e não necessitava de remendos mal costurados?

Sempre ouvi dizer que o que é demais, é moléstia.

Já chega de tanta moléstia!

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 16:19

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Domingo, 2 de Dezembro de 2018

SENHOR PRIMEIRO-MINISTRO, QUER SABER O QUE DIZEM OS ESTRANGEIROS SOBRE A SUBMISSÃO DE PORTUGAL AO BRASIL NA QUESTÃO DO AO90?

 

Em 26 de Setembro de 2017, publiquei este texto, que aqui reproduzo, hoje, cerca de um ano depois, para deixar o mesmo recado ao senhor primeiro-ministro, Doutor António Costa, acrescentando este  comentário de Marcos Paulo Alves Silveira, que me chegou hoje, onde ele diz: «Corrupção, essa é a leitura que faço do AO90».

Faz ele, e faço eu também.

 

Marcos Paulo Alves Silveira comentou o post SENHOR PRIMEIRO-MINISTRO, QUER SABER O QUE DIZEM OS ESTRANGEIROS SOBRE A SUBMISSÃO DE PORTUGAL AO BRASIL NA QUESTÃO DO AO90? às 11:00, 02/12/2018 :

O que o dinheiro não faz, não é mesmo? Dado o extenso histórico da tradição cultural brasileira de corromper governos e desta forma, impor seus interesses económicos, só tenho a especular que o acordo ortográfico fora engendrado pela gigantesca indústria editorial brasileira como forma de "invadir" novos mercados tendo o mínimo de gasto possível. Sim, ela não quer gastar nem com a adaptação desses produtos a outras variantes da língua. Ao invés disso, eles mudam essas variantes!!! Corrupção, essa é a leitura que faço do AO90.

 

***

 

Sei que o senhor primeiro-ministro não quer saber. Nem está interessado. Se estivesse, não faria orelhas moucas aos numerosos apelos dos mais eminentes intelectuais dos países lusófonos que, energicamente, rejeitam o AO90, por este ser a maior fraude de todos os tempos, e não interessar a ninguém, excepto aos que estão a fazer disto um negócio.

 

Mas ainda assim, vou recodar-lhe o que se passou naquele fim-de-semana, em Espanha…

 

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Origem da imagem: Internet

 

… quando participei numa espécie de “tertúlia”, realizada num lugar frequentado por escritores, poetas, jornalistas, artistas plásticos, cineastas (sendo o mais famoso que por lá passou, o genial Mel Gibson) actores e também pessoas absolutamente comuns, com as mais diversas profissões, enfim, um lugar onde se discute e se troca Culturas, Artes, Literaturas, Ideias, Ideais e Políticas comuns, ou menos comuns… enquanto fazemos as refeições.

 

Como sempre acontece, sou a única cidadã de nacionalidade portuguesa, que pára por aquelas paragens, com a frequência possível. Nunca encontrei lá as mesmas pessoas.

 

Desta vez estava representado o México, Suíça, várias regiões de Espanha e Portugal (eu). E adivinhe, senhor primeiro-ministro, qual foi o teor de uma das conversas: Portugal e a sua Língua, que nenhum dos presentes dominava. Comunicámo-nos em Castelhano e Inglês.

 

Então, aproveitei a ocasião para sondar aquelas pessoas, viajadas, cultas e conhecedoras do mundo, acerca do que pensavam sobre um país, que foi colonizador (tal como Espanha), vergar-se ao ex-colonizado (Brasil) adoptando a ortografia brasileira, destruindo, por completo, as raízes latinas, e a integridade de uma das mais belas línguas indo-europeias - a Língua Portuguesa.

 

A estupefacção foi enorme!

 

Os Mexicanos, que se encontravam presentes, e que foram colonizados por Espanha, consideraram rara esta submissão; os Espanhóis, que colonizaram parte das Américas do Sul e Central, disseram que era raríssimo o ex-colonizador absorver a língua alterada do ex-colonizado, a Espanha jamais o faria; da Suíça veio uma interrogação que me deixou surpreendida, porque existe a ideia de que os Brasileiros têm uma língua, e os Portugueses têm outra língua  «Portugal está a adoptar o brasileño?» Assim mesmo: o brasileño.

 

Exactamente. Portugal está a adoptar o brasileño. Disse eu. E acrescentei: «Mas isto nem é raro, nem é raríssimo. Isto é caso único na História de toda a Humanidade. Conhecem algum país (ex) colonizador que tivesse adoptado a Língua do (ex) colonizado?»

 

Ninguém conhecia. Bem puxámos pela memória. Mas não há memória de uma coisa assim…

 

Pois é, senhor primeiro-ministro. Não tive como defender o governo de Portugal e esta sua política de vassalagem. Nem podia. Deixei bem vincada a minha repulsa, e o descontentamento de milhares de Portugueses, o qual, descontentamento, doravante, aquelas pessoas terão oportunidade de espalhar por onde passarem…

 

Desta vez, não pude salvar Portugal de ser amesquinhado.

 

Por vezes, acontece estar eu naquele lugar, onde predomina o multiculturalismo, e Portugal vem à baila, e alguém se lembra de o apoucar, então eu, imbuída de um patriotismo à la Padeira de Aljubarrota, defendo-o com as garras de fora.

 

Mas no que respeita à desveneração que o actual governo português e o presidente da República consagram ao símbolo maior da nossa identidade, a Língua Portuguesa, eu nada posso fazer.

 

Envergonho-me deles (do governo e do PR que temos). E disse-o lá, bem alto...

 

De resto, faço o que posso e sei, para que Portugal possa regressar à sua origem linguística europeia.

 

Senhor primeiro-ministro, o senhor não está a servir os interesses de Portugal. E sobre isto, mais dia, menos dia, terá de prestar contas aos Portugueses.

 

Isabel A. Ferreira

 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 15:05

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Domingo, 25 de Novembro de 2018

AS RACIONAIS RAZÕES DE MIGUEL MATTOS CHAVES CONTRA O ACORDO ORTOGRÁFICO

 

Excelente razões, racionais razões, que apenas os cegos mentais não vêem, que também são as minhas, e que deviam ser as razões de todos os Portugueses que se prezam de o ser; dos que utilizam as palavras como instrumento de trabalho, nas profissões que exercem; e também dos que governam Portugal, para que a Língua Portuguesa retome o lugar que é dela, por direito, e que lhe foi abusivamente arrancado por ignorantes e  mercenários.

Um texto objectivo, que resume o essencial da argumentação contra a fraude ortográfica, chamada AO90.

(Isabel A. Ferreira)

 

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«RAZÕES CONTRA O ACORDO ORTOGRÁFICO

  1. A Língua materna é o Português estabelecido ao longo de Séculos, neste sítio do Sudoeste Europeu;
  2. Esta Língua foi exportada para África, Ásia, Oceânia e América do Sul, a partir dos séculos XIV e XV;
  3. Foi adoptada como linguagem de comunicação comum, por vários povos;
  4. Foi tendo uma evolução de vocabulário e de escrita, tanto na origem, como nos povos adoptantes da mesma;
  5. Com a diáspora foi-se espalhando para outros países e territórios;
  6. Mas tendo sempre por base... a MATRIZ.
  7. Fazendo algum paralelismo com a expansão de outras línguas:

(A) O Castelhano expandiu-se, a partir da sua matriz europeia, para a América do Sul e Norte de África;

(B) O Inglês para a Ásia, Oceânia, América do Norte e África, a partir da sua matriz europeia;

  1. Nenhuma destas línguas é falada e escrita da mesma forma, nos territórios de origem e nos territórios (hoje países) de destino;
  2. Daí não advém nenhuma questão de comunicação; Não se dificultou, de nenhuma forma, a comunicação entre os vários Povos adoptantes e o Povo da matriz;
  3. Não há Nenhum Acordo Ortográfico que submeta qualquer das Línguas (Castelhano, Inglês ou Francês) à dimensão de outros territórios onde se adoptou a Língua Mãe;
  4. Isso não prejudicou, nem prejudica a Língua, nas suas diversas matizes, nem a sua força internacional;
  5. Todos respeitam os matizes diversos da língua comum e entendem-se bem na sua essência;
  6. Os EUA têm 300 milhões de habitantes, a Índia 1 bilião, a Inglaterra apenas cerca de 40 milhões, os Escoceses e Galeses cerca de 30 milhões;
  7. Nem por isso deixam de manter a sua autonomia Linguística;
  8. Não vejo, à face destes factos, nenhuma razão Teórica ou Prática, para Portugal adoptar (com carácter de Normas Positivas, de cumprimento obrigatório) as nuances da Língua falada e escrita noutras partes do Mundo;
  9. Não vejo a necessidade de se Desvirtuar a Língua Matriz;
  10. Por isso, e porque a Língua é um dos factores mais fortes da Identidade Lusíada.

Não vejo a utilidade de se atenuar a identidade de um Povo com 8 séculos de história, em favor de nuances com menos de 300 anos;

  1. Não vejo qualquer utilidade (a não ser pelo nacional-saloísmo) de adoptarmos um acordo que desvirtua a Língua Matriz do Mundo Lusófono.

Por mim nunca adoptarei a dita "nova" escrita.

Miguel Mattos Chaves»

 

Fonte:

https://www.facebook.com/photo.php?fbid=10206310261130607&set=gm.700266263410166&type=3&theater

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 18:22

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Quarta-feira, 31 de Outubro de 2018

DIZ A NOTÍCIA QUE PORTUGAL É O 19º MELHOR PAÍS A INGLÊS… E A PORTUGUÊS?

 

 

Lamentável. Muito lamentável!

Os Portugueses estão cada vez melhores no Inglês? Nada mau.

 

Mas no Português, estão cada vez PIORES! A falar e, principalmente, a escrever.

 

E isto não diz muito do país que somos? Um país de subserviência a tudo o que é estrangeiro? Língua, programas de televisão, modas e modismos, halloween’s, enfim… Portugal, actualmente é feito de um povo pobre de espírito (não confundir com pobre em espírito)… Muito, muito triste!

 

PORTUGAL.png

 

Os portugueses estão cada vez melhores no Inglês. Quem o diz é a Education First (EF), tendo por base a mais recente edição do English Proficiency Index, em que Portugal aparece no 19.º lugar, à frente de países como República Checa, Grécia, Argentina, Índia, Espanha, França, Itália e Brasil.

O que não surpreende nada.

 

Em relação ao ano passado, a pontuação de Portugal subiu pontos. Contudo, a entrada directa da Eslovénia para o nono lugar fez com que Portugal caísse uma posição.

 

O mesmo índice revela que no Norte de Portugal se fala melhor Inglês do que no Sul, ainda que Lisboa surja em primeiro lugar, e que as mulheres também ultrapassam os homens.

 

Elaborado a nível mundial, o ranking avalia a proficiência linguística de pessoas cuja língua nativa não é a inglesa. A Europa domina os primeiros lugares, com Suécia, Holanda, Singapura, Noruega e Dinamarca a liderar.

 

Pois esta notícia seria muito interessante se os Portugueses fossem décimos nonos a Inglês e os melhores a Português.

 

Infelizmente, se Portugal é o 19º país que melhor fala Inglês, é também o ÚNICO país do mundo em que domina melhor uma língua estrangeira, do que própria Língua Materna.

 

Quem nos ganha a palma são os países africanos de expressão portuguesa, e Timor-Leste, que não aderiram ao escanzelado acordo ortográfico, que foi criado com o único objectivo de destruir a Língua Portuguesa.

 

Isabel A. Ferreira

 

Fonte da notícia:

https://executivedigest.sapo.pt/portugal-e-o-19-o-melhor-pais-a-falar-ingles/

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 14:50

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Sexta-feira, 19 de Outubro de 2018

O DESAMOR À LÍNGUA PORTUGUESA GEROU O AO90 QUE, POR SUA VEZ, ESTÁ A GERAR ANALFABETOS FUNCIONAIS

 

E os governantes lá vão beijocando e rindo… levados, levados sim… pela voz do som tremendo, da ignorância sem fim…

 

REFORMA ORTOGRÁFICA.jpg

 

Penso rápido (19)

 

Texto de Pedro Correia

 

in Blogue Delito de Opinião

https://delitodeopiniao.blogs.sapo.pt/penso-rapido-19-6470222

 

«Certos leitores que pretendem fazer ironia com as orthographias antigas da língua portuguesa - às vezes referindo-se a autores que publicaram há pouco mais de cem anos - estão, no fundo, a produzir argumentos contra o "acordo ortográfico" e não a favor. Ao contrário do que supunham.

 

É incompreensível que um inglês leia Walter Scott ou Oscar Wilde na grafia original, o mesmo sucedendo a um francês em relação a Balzac ou Zola, um espanhol em relação a Pérez Galdós e um norte-americano em relação a Mark Twain, enquanto as obras de um Camilo ou um Eça de Queirós já foram impressas em quatro diferentes grafias do nosso idioma.

 

As sucessivas reformas da ortografia portuguesa - já lá vão quatro no último século - são um péssimo exemplo de intromissão do poder político numa área que devia ser reservada à comunidade científica. Cada mudança de regime produziu uma "reforma ortográfica" em Portugal. Para efeitos que nada tinham a ver com o amor à língua portuguesa, antes pelo contrário.

 

Cada "reforma" foi-nos afastando da raiz original da palavra, ao contrário do que sucedeu com a esmagadora maioria das línguas europeias - como o inglês, o francês, o alemão e em certa medida o espanhol. A pior de todas essas reformas foi a de 1990 que separa famílias lexicais produzindo aberrações como "os egiptólogos que trabalham no Egito[sic] são quase todos egípcios" ou "a principal característica dos portugueses é terem um forte caráter[sic]".

 

Esta ruptura com a etimologia ocorre, convém sublinhar, num momento em que nunca foi tão generalizada a aprendizagem de línguas estrangeiras entre nós. Assim, enquanto os políticos de turno pretendem impor a grafia "ator"[sic] à palavra actor, os portugueses continuarão a aprender "actor" em inglês, "acteur" em francês, "actor" em castelhano e "akteur" em alemão.

 

Não adianta deitar fora a etimologia pela porta: ela regressa sempre pela janela. Através de idiomas nunca sujeitos aos tratos de polé de "acordos ortográficos" destinados a produzir legiões de analfabetos funcionais.»

 

Fonte:

https://delitodeopiniao.blogs.sapo.pt/penso-rapido-19-6470222

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 16:35

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A autora deste Blogue não adopta o “Acordo Ortográfico de 1990”, por recusar ser cúmplice de uma fraude comprovada.

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isabelferreira@net.sapo.pt

. AO/90 é uma fraude, ilegal e inconstitucional

O Acordo Ortográfico 1990 não tem validade internacional. A assinatura (em 1990) do texto original tem repercussões jurídicas: fixa o texto (e os modos como os signatários se vinculam), isto segundo o artº 10º da Convenção de Viena do Direito dos Tratados. Por isso, não podia ser modificado de modo a entrar em vigor com a ratificação de apenas 3... sem que essa alteração não fosse ratificada por unanimidade! Ainda há meses Angola e Moçambique invocaram oficialmente a não vigência do acordo numa reunião oficial e os representantes oficiais do Brasil e do capataz dos brasileiros, Portugal, meteram a viola no saco. Ora, para um acordo internacional entrar em vigor em Portugal, à luz do artº 8º da Constituição Portuguesa, é preciso que esteja em vigor na ordem jurídica internacional. E este não está!
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