Terça-feira, 10 de Dezembro de 2019

Por que será que só os estudantes que têm o “Português” como língua oficial nos seus países não conseguem entender a Língua Portuguesa (*) nas nossas universidades?

 

(*) Quando falo de Língua Portuguesa refiro-me à Língua Portuguesa, a genetriz das muitas variantes e dialectos que, a partir dela, se espalharam pelos quatro cantos do mundo.

 

Antes do actual “boom” de chegada de estrangeiros a Portugal, milhares de estudantes estrangeiros (provenientes de todo o mundo) passaram pela Universidade de Coimbra (falarei da minha experiência, apenas) para estudarem a Língua Portuguesa e não tiveram qualquer dificuldade. Sou testemunha disso, porque em Coimbra, nós, alunos portugueses, ajudávamos os alunos estrangeiros no Português, em troca de eles nos ensinarem a Língua deles. A mim calharam-me japoneses. E eles aprenderam a minha língua, e eu aprendi a deles. Esta troca de conhecimentos é que enriquece a convivência e a aprendizagem universitárias.

 

O que pretendem que Portugal faça, neste tempo, em que nem Língua que nos identifique como Portugueses temos? Adaptar o já tão esfarrapado ”Português” ao “boom” de estrangeiros que frequentam as nossas escolas e universidades, ou seja, de acordo com a notícia, que focarei mais adiante, Brasileiros e Timorenses?

 

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Origem da imagem: Internet

 

A notícia diz o seguinte:

«"Fala português!" Artigo científico fala em discriminação de brasileiros e timorenses nas universidades portuguesas.

 

Investigadoras analisaram o acolhimento de alunos brasileiros e timorenses. Dizem que há discriminação de quem não fala português de Portugal e que as universidades não estavam preparadas para "boom".»


Uma das autoras de um artigo sobre o acolhimento a estudantes internacionais em Portugal alerta para a falta de preparação das universidades para o actual ‘boom’ de alunos estrangeiros que já são a maioria em alguns cursos.

 

Juliana Chatti Iorio, uma brasileira a viver em Portugal há 20 anos, assinou o artigo intitulado “O acolhimento de estudantes internacionais: brasileiros e timorenses em Portugal”, juntamente com Silvia Garcia Nogueira (Universidade Estadual da Paraíba, Brasil), recentemente publicado na Revista Interdisciplinar da Mobilidade Humana, do Centro Scalabriniano de Estudos Migratórios.

 

No artigo lê-se  que “ainda há muito a ser feito, como uma maior atenção às dificuldades de brasileiros e timorenses com o português de Portugal”.

 

Como disse???????

 

Então os Brasileiros e os Timorenses, que têm como língua oficial o Português, não conseguem entender-se com a Língua Portuguesa, quando os Ingleses, Franceses, Espanhóis, Italianos, Japoneses, Chineses, Ucranianos, entre outras nacionalidades, que estudam em Portugal, entendem-se perfeitamente com a nossa Língua Portuguesa?  

 

Alguma coisa aqui está errada, e não é a Língua Portuguesa.

 

Quando um português vai estudar para o Brasil ou para um qualquer país estrangeiro não tem qualquer mordomia, por parte dos países que o acolhe. Ou o estudante se adapta, ou não se adapta e retorna à base, ou seja, ao seu país de origem.



Quando os alunos do Programa Erasmus (**) andam por aí a estudar, ou vêm para Portugal estudar, ninguém tem mordomias nenhuma, em parte alguma. Se não sabem a língua, aprendem-na. Ninguém, em país nenhum MODIFICA a língua do país para fazer o jeito aos estrangeiros. E o que acontece normalmente, é que TODOS se adaptam, às mais estranhas línguas.



Quando fui para o Brasil estudar, ninguém mexeu um dedo para ajudar a portuguesinha (como me chamavam carinhosamente) na questão das consoantes que não se escreviam. Ou aprendia, ou vai para a tua terra escrevê-las. E como boa estrangeira, que era, aprendi o brasileiro, para me manter no Brasil. E não foi só na escrita, mas também na oralidade, nos tchis, nos djis, nos ius, talvez com um ligeiro sotaque, que me valia, por vezes, também a alcunha de inglesinha, o que me deu muito jeito no tempo dos racionamentos. As portuguesinhas tinham direito a um litro de leite, na leitaria do bairro.  A inglesinha (alta, esguia, cabelo claro e trancinhas) tinha direito a dois litros de leite. Nada mau.

 

Em entrevista à agência Lusa, Juliana Chatti Iorio disse que «hoje, há cursos em Portugal que têm mais estudantes estrangeiros do que portugueses, e eu penso que muitas faculdades ou institutos não estavam preparadas para isso (o tal boom de estudantes estrangeiros). Nem tinham de estar. Chegados a um país estrangeiro, ou nos integramos nos hábitos, na língua, nos costumes, ou estamos mal.

 

É óbvio que entre estudantes (era o que eu fazia) quando chegava uma leva de estrangeiros, como boa anfitriã, fazia tudo para integrar os novos amigos (Brasileiros, sobretudo, mas também Japoneses, Ingleses, Italianos, entre muitos outros): a minha casa era a casa deles, e com eles treinava a Língua Portuguesa, para que se adaptassem mais facilmente, porque tudo começa com a comunicação.

 

Juliana Chatti Iorio queixa-se a respeito das relações humanas, onde continua a encontrar dificuldades: «Devido mesmo ao choque de culturas, acaba por ser um problema, uma vez que muitos funcionários e professores não conhecem a cultura desses alunos e muitos desses alunos também não conhecem a cultura em Portugal».

 

Muitos funcionários e professores não conhecem a cultura desses alunos, nem têm de conhecer. Porém, os estrangeiros que vêm para Portugal, devem fazer o trabalho de casa e interessarem-se por saber o mínimo sobre Portugal, e depois desenvolver esse conhecimento, para se integrarem. É assim que qualquer estudante português faz, quando vai para o estrangeiro.

 

Não são os Portugueses que têm de adaptar-se aos hábitos dos estrangeiros ou à língua deles. Mas sim os estrangeiros é que têm de se adaptar à língua e aos hábitos dos Portugueses.

 

 No artigo lê-se que «a não aceitação da língua portuguesa falada e escrita por esses estudantes, bem como os casos de discriminação sofridos em sala de aula por parte de alguns professores, evidenciou que ainda muito trabalho deverá ser feito para desconstruir a representação de que o português é imune ao racismo e possui uma pré-disposição para o convívio com outros povos e culturas».



Mas isto nada tem a ver com descriminação. Um português que vá para o Brasil estudar depara-se com o mesmo problema: os Brasileiros não aceitam que escrevamos direCtor, seCtor, adoPtar, etc., por aí fora, porque estas palavras não fazem parte da língua do Brasil. Eu tive de as aprender sem consoante, se quis ter boas notas. É natural que em Portugal palavras como “diretor”, “sector”, “adotar”, enfim… não sejam aceites, porque não fazem parte da NOSSA Língua.



Não são os Portugueses que têm de adaptar-se aos Brasileiros, mas os Brasileiros é que têm de adaptar-se aos Portugueses. Não são obrigados a isso, é óbvio, mas é recomendável.

 

A investigadora explica que, «à chegada, os alunos brasileiros depararam-se com algumas dificuldades que não estavam à espera, nomeadamente ao nível da compreensão do português».

 

Mas então não falamos a mesma Língua? Ficam abespinhados comigo quando digo que não falamos a mesma língua, precisamente porque os Brasileiros não nos entendem, e agora vêm com esta?

 

Isto é absolutamente normal. Qualquer aluno que vá para o estrangeiro estudar, depara-se com as mesmas dificuldades.  Mas não andam a queixar-se. Procuram adaptar-se imediatamente.  Não andam a dizer «ah, vocês têm de mudar a vossa língua ou os vossos costumes por que estamos cá…».



Quem vem de fora ou vai para fora é que tem de se ADAPTAR.

 

Mas o mais estranho é ISTO:

 

«Muitas vezes, os próprios professores não aceitam a língua portuguesa falada e escrita no Brasil, discriminando mesmo o seu uso em sala de aula e não permitindo o uso de livros cuja tradução seja feita no Brasil», refere Juliana Chatti Iorio.


Muitas vezes, os próprios professores não aceitam a língua portuguesa falada e escrita no Brasil? Não é o facto de aceitar ou não a língua falada e escrita no Brasil (uma língua estrangeira). Se os alunos brasileiros forem estudar em escolas norte-americanas ou inglesas, de certeza que os professores NÃO ACEITARÃO a língua falada e escrita no Brasil, porque estão nos EUA ou em Inglaterra, e não no Brasil. Em Portugal dá-se o mesmo. E no Brasil a mesma coisa. Lá, ou aprendemos brasileiro, ou estamos mal.



Quanto ao  discriminar (???) o seu uso do “brasileiro” (como as  crianças portuguesas lhe chamam) em sala de aula e não permitindo o uso de livros cuja tradução seja feita no Brasil, é absolutamente normal. Não o fariam nos EUA ou em Inglaterra ou noutro qualquer país do mundo. Estão em PORTUGAL, portanto, as regras têm de ser as portuguesas. E tal atitude não é descriminação. Tal atitude é apenas um procedimento normal. No Brasil jamais permitiriam um livro escrito em Língua Portuguesa, com os cês e pês nos devidos lugares. Os livros escritos em Portugal, não eram aceites no Brasil. Isto é NORMAL.

 

Não estou a criticar. Estou a corroborar um FACTO, que ocorre em qualquer país do mundo.



Porque haveriam os Brasileiros de serem acolhidos de modo diferente dos Ucranianos, dos Chineses, dos Ingleses, dos Africanos e doutras nacionalidades que estudam em escolas portuguesas? 

 

Diz a senhora Juliana Chatti Iorio «a discriminação é notada quando um professor se vira para um aluno brasileiro e diz, por exemplo, ‘fala português!’, ou quando um professor diz que as traduções feitas por editoras brasileiras não têm qualidade».



Bem, os professores devem dizer o mesmo aos Ucranianos, Chineses e Ingleses que frequentam a turma. Se estivessem nos Estados Unidos da América, diziam-lhe: fala em Inglês! Não estamos no Brasil.



Quanto à falta de qualidade das traduções feitas por editoras brasileiras é um facto. Mas nós por cá também temos disso. Se há bons tradutores, há outros que é de fugir, e os livros,traduzidos pelos maus tradutores, são um lixo.

 

Diz Juliana Chatti Iorio «Portugal não dá o devido valor à língua portuguesa a partir do momento em que permite o uso do inglês em sala de aula, que não luta pela afirmação da quinta língua mais falada no mundo e a partir do momento em que possui muito mais ferramentas em inglês para acolher os estudantes Erasmus do que para acolher os estudantes lusófonos».
 

Portugal não dá o devido valor à Língua Portuguesa. Isto é verdade. Actualmente Portugal não dá o devido valor à Língua Portuguesa, porque a tem vendida ao Brasil. Em Portugal abrasileirou-se a ortografia, a partir da imposição do ilegal AO90, e a Língua Portuguesa anda de rastos. Nas escolas ensina-se o mixordês.

 

E se dá mais ferramentas à Língua Inglesa, do que à Brasileira, faz muito bem, pois aquela é a Língua de comunicação global, e todos os alunos portugueses devem aprender o Inglês tão bem quanto o NOSSO Português, para poder safar-se lá fora, porque ao contrário do que a senhora Juliana julga, nem a Língua Portuguesa, nem a sua variante brasileira têm qualquer expressão no mundo. Fala-se português nos países que o têm como língua oficial. Ponto. Mais nada.

 

E a senhora Juliana acrescentou esta coisa de pasmar: “ainda age como se fosse a ‘metrópole’ a ditar as regras do uso da língua portuguesa às suas ‘colónias’, quando inferioriza a maneira como a língua portuguesa é utilizada pelos outros países lusófonos”.



Muito se engana a senhora Juliana.  Não é a “ex-metrópole” que quer ditar as regras do uso da Língua Portuguesa às suas ex-colónias. A verdade é apenas UMA: é a ex-colónia do Brasil que quer impor a sua grafia à ex-metrópole, e às restantes ex-colónias, e só ainda não conseguiu, porque existe uma forte resistência e oposição a essa pretensão. E ninguém inferioriza (aqui está o complexo que tolhe os Brasileiros há séculos) a Língua utilizada pelos outros países lusófonos, porque a língua utilizada pelos outros países lusófonos é a PORTUGUESA, à excepção de Cabo Verde (que tem o Crioulo Cabo-Verdiano como língua oficial) e do Brasil, onde se fala e escreve o Brasileiro, já reconhecido no mundo, como tal.

 

Não queira a senhora Juliana virar o bico ao prego.

 

E o artigo prossegue com este absurdo:

Ideia errada sobre Portugal justifica desilusão

 

«Justifica as dificuldades que os estudantes sentem,» no dizer da senhora Juliana, «com o facto de estes partirem com um imaginário que nem sempre corresponde à realidade encontrada


O mesmo dizem os Portugueses que rumam ao Brasil. Parte-se com ilusões assentes, por vezes, em premissas erradas. Contudo, em Portugal, os Brasileiros são bem acolhidos (no meu prédio vive uma dezena de Brasileiros, e a todos dei as boas-vindas, que gostaria de ter recebido no Brasil e nunca recebi, mas não dou qualquer valor a isso, por isso, faço aos outros o que gostaria que me fizessem, ainda que não mo façam. Nem recebi eu, nem os meus conterrâneos, que como se sabe, são bastantes, no Brasil.

 

Diz a senhora Juliana: «Muitos imaginaram uma hospitalidade diferente daquela que encontraram. (…) As diferenças culturais também se podem traduzir num choque cultural vivenciado quotidianamente na instituição e no país de acolhimento. Os estudantes brasileiros apontaram “a falta de aceitação da língua portuguesa como é escrita e falada no Brasil” como “uma falha no acolhimento de Portugal”. Por seu lado, os timorenses, “por não dominarem bem o português, sentiram que as dificuldades na chegada, em circular pela cidade, e para escolher moradia foram, por esse motivo, reforçadas – ainda que a língua portuguesa, ao lado do tétum, também seja um idioma oficial do Timor-Leste”.

 

Mas isto é tão normal e óbvio, que não sei porquê tanta aflição. Quando vamos para um outro país, tudo isto é tão natural como respirar. O que pretendia a senhora Juliana, que andassem com ela ao colo? Quando vamos para um país estrangeiro, não esperamos que venham todos para a rua saudar-nos, esperamos? Os Brasileiros e os Timorenses, ou outro qualquer povo, lusófono ou não, são tratados como os Portugueses são tratados nos países dos outros. Ou não? Ninguém nos vai receber com fanfarra. Ou vai? E isso importa-nos? Não nos importa nada. Somos capazes de nos adaptar e darmos a volta e integrarmo-nos, sem qualquer queixume descabido.



Quando vim do Brasil para Portugal acabar o curso universitário em Coimbra, vinha a brasucar, na escrita e na fala. Pedi um tempo aos professores para me adaptar. Tempo concedido. Não EXIGI que andassem comigo ao colo. E eu sou PORTUGUESA, mas fui tratada como uma aluna estrangeira, nos primeiros tempos, obviamente. Num mês, pus a escrita e a fala em dia, com a maior facilidade e naturalidade. E segui em frente. 

 

E esta investigação conclui o seguinte: “a falta de informações sobre o funcionamento do sistema académico e problemas nas interacções em sala de aula com outros alunos e com professores resultou, muitas vezes, em má compreensão dos conteúdos ministrados nos cursos”. A ausência de divulgação dos serviços de apoio disponíveis para eles, também. Além disso, alguns estudantes bolseiros timorenses reclamaram da falta de orientação para os gastos com a bolsa e de ajuda com documentos (vistos, sistema académico, etc.) e os brasileiros referiram que até tiveram alguma assistência, inclusive com o processo de inscrição no curso, mas que só souberam da existência de alguns serviços prestados pela universidade e de associações que os poderiam ter ajudado, quando já estavam em Portugal».



Senhora Juliana, isto não acontece apenas com os Brasileiros e com os Timorenses, acontece igualmente com os Portugueses que vivem em Portugal. Nós, para os governantes e para as instituições estatais, estamos abaixo de cão. Quando é para nos sacarem dinheiro, vão para as televisões gritar. Quando é para recebermos privilégios, calam-se todos, e nós que adivinhemos. Por que haveria de ser diferente com os estrangeiros?

 

As autoras do estudo recomendam um «maior apoio na chegada e nos momentos iniciais desses alunos no país de destino. Conhecer as especificidades das culturas de origem desses estudantes e estar disponível para aprender sobre a melhor forma de recebê-los são estratégias que poderiam ser adoptadas pelas universidades portuguesas, de modo que a dádiva da hospitalidade correspondesse a práticas do bem receber, e que anfitriões e hóspedes pudessem dar, um ao outro, o melhor de si»


Nenhum país põe tal coisa em prática, quando há muitos alunos de várias nacionalidades. É pedir o impossível.


Estão à espera de apoio estatal ou do povo? O Estado não dá mimos a ninguém, talvez o nosso PR pudesse ir tirar uma selfies e distribuir beijinhos à chegada dos Brasileiros. Ainda não vi que fosse. O povo, esse, penso que é caloroso com os estrangeiros. Ele adora tudo o que vem do estrangeiro. Não devem ter razão de queixa.



Bom, mas as duas perguntas finais a fazer são as seguintes: fazem todas estas exigências quando vão estudar para os EUA? Ou para Inglaterra? Ou França?  Quando estudantes portugueses vão para o Brasil estudar, o Brasil brinda-os com este tipo de mordomia que exigem de Portugal? Ou cada um amanha-se como pode?

 

De tudo o que li, ficou-me um pulga atrás da orelha: ou muito me enganei ou a senhora Juliana insinuou que o Brasil deveria impor as sua regras a Portugal, incluindo a língua falada e escrita no Brasil, para que os Brasileiros possam sentir-se em casa?


(**) O programa Erasmus, acrónimo do nome oficial em língua inglesa, European Region Action Scheme for the Mobility of University Students, é um plano de gestão de diversas administrações públicas, que apoia e facilita a mobilidade académica dos estudantes e professores universitários através do mundo inteiro.

Origem da notícia:

https://observador.pt/2019/12/08/fala-portugues-artigo-cientifico-fala-em-discriminacao-de-brasileiros-e-timorenses-nas-universidades-portuguesas/?fbclid=IwAR30shy23hWaXxLwJPxVqwT5sZoltk4_8QIk6gehNhB5Nsp6Lgz0_UFqEDw

 

 Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 18:38

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Quinta-feira, 1 de Agosto de 2019

«Acordo Ortográfico: Um Beco com Saída» Novo livro de Nuno Pacheco

 

Depois de ler o livro e ver e ouvir o debate (no vídeo aqui reproduzido) chega-se a uma, e apenas a uma conclusão:

O AO90 é uma coisa estúpida, engendrada por parvos, para ser usado apenas, e apenas, pelos que não nasceram absolutamente nada dotados para a aprendizagem de uma Língua Culta Europeia, seja ela qual for. Porque quem não é capaz de perceber que em Língua Portuguesa direCtor se escreve com um , também não percebe que direCtor também se escreve com , em Inglês e em Castelhano; e, direCteur, em Francês, também com cê. E quem diz direCtor, diz todas as outras palavras às quais se suprimiram as consoantes não pronunciadas comuns às restantes Línguas europeias.

Mas, obviamente, embora se esteja num beco, este beco tem saída, diz Nuno Pacheco.

Recomendo vivamente a leitura do livro e a audição do debate ao redor do livro, com Artur Anselmo [Academia das Ciências de Lisboa], Ricardo Araújo Pereira, Pedro Mexia, Guilherme Valente [editor da Gradiva Publicações, S.A.] e de Nuno Pacheco ["Público"].

 

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https://www.youtube.com/watch?v=VumXddbmchI

 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 16:29

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Segunda-feira, 29 de Julho de 2019

Senhores governantes, como é possível reduzir a zero a aptidão das nossas crianças para a aprendizagem do nosso Português?

 

Recebi via e-mail (no SPAM) esta estranha mensagem:

র্যাংগস তোশিবা নিয়ে এলো বাম্পার গিফটে সুপার ঈদ অফার!

 

Como é óbvio, não entendi nada, mas fui investigar, porque achei lindíssimos e requintadíssimos estes caracteres, e fiquei curiosa para saber a que língua pertenciam (mais do que tentar traduzir a mensagem, que não me interessava nada). Descobri que pertencem à Língua Bengali - língua indo-ariana falada (e escrita) em Bangladesh e no estado indiano vizinho de Bengala Ocidental.

 

Partindo do princípio que as crianças de Bangladesh e de Bengala vão à escola aprender a ler e a escrever esta língua, que é a delas, pus-me a pensar, porque é que estas crianças conseguem escrever numa tal grafia, que convenhamos, é mais complicada (para nós) do que a grafia portuguesa (no desenho das letras) e as crianças portuguesas, no entender dos acordistas, não conseguem escrever na grafia portuguesa, com os respectivos cês e pês no devido lugar, bem como os acentos e os hífenes, tão mais simples do que a grafia Bengali, tendo sido “preciso” adoPtar a grafia brasileira, ainda mais simples, pois suprimiram os cês e os pês a um número indeterminado de vocábulos, porque como vão as crianças (ou devo dizer os adultos) saber que a palavra “direcCtor” é escrita com ?

 

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(Foto: Thinkstock/Gettyimages)

 

Qualquer pessoa, minimamente culta e inteligente e informada, sabe que as crianças, a partir dos quatro anos, têm bastante facilidade em aprender várias línguas e respectivas grafias, ao mesmo tempo.

 

Qualquer cidadão, minimamente informado, sabe que a capacidade das crianças para aprender línguas é elevadíssima, conseguindo aprender tantas línguas quantas as que lhes forem ensinadas, porque, as crianças, ao contrário dos acordistas, simplesmente possuem essa capacidade. O cérebro delas está preparado para absorver tudo o que lhes é dado a aprender. Não há, de facto, qualquer impedimento para as crianças portuguesas, relativamente à aprendizagem de várias línguas ao mesmo tempo, nem sequer de grafar uns simples pêzinhos e cêzinhos, uma vez que os grafam no Inglês, no Francês e no Castelhano, que também aprendem. Por que hão-de as crianças portuguesas ter capacidade para aprender o Inglês, o Francês ou o Castelhano, e não têm a mesma aptidão para aprender o nosso Português?

 

Partindo do princípio que a Língua Portuguesa é uma língua, e a Língua (cada vez mais reconhecida como) Brasileira é outra língua, por que não hão-de as nossas crianças aprender a sua própria Língua Materna, agora que já sabem a Brasileira?

 

Foi o que aconteceu comigo aos oito anos (não me canso de repetir): depois de ter aprendido o Brasileiro durante dois anos (dos seis aos oito) regressada a Portugal, aprendi a minha Língua Materna com muita facilidade e muita LEITURA, porque a aprendizagem de uma Língua passa também pela fixação visual: e o que era “setor” passou a ser “seCtor”, muito naturalmente. E de volta ao Brasil, como já sabia grafar à brasileira foi ainda mais fácil regressar ao Brasileiro.

 

Tenho amigos meus, que tiveram de sair de Portugal, para poderem ter uma vida de acordo com o que investiram na sua formação académica (e não andarem para aqui a ganhar cêntimos a vender pipocas, quando podem ganhar um bom ordenado, a trabalhar na profissão dos seus sonhos, e na qual investiram tempo e dinheiro) já com filhos, que iniciaram, em Portugal, a escolaridade (primeiros e segundos anos do ensino básico) e, num espaço de um ano, falam e escrevem correCtamente o Inglês, o Francês e o Alemão, além do “Brasileiro” que lhes foi ensinado em Portugal. Mas não sabem Português.


Então por que querem os acordistas transformá-las nas crianças mais estúpidas do mundo, quando se trata de aprender a Língua Materna delas - o nosso PORTUGUÊS? Deixemos o Brasileiro para os Brasileiros. E acabemos de vez com o AO90, que não serve nenhum país dito lusógrafo. Que se regresse à diversidade, porque a unificação das lusografias é uma miragem no deserto das ideias idiotas, que por aí se alastram.

 

Como é possível medir as aptidões intelectuais das crianças portuguesas, pela descomunal inaptidão intelectual dos acordistas, no que respeita à aprendizagem do nosso Português?

 

Um dos (des)argumentos que os acordistas apresentam, para sustentarem a irreversibilidade do AO90 é a de como vão agora as crianças, que já aprenderam a escrever segundo o AO90 (ou seja, à moda brasileira) aprender a reescrever correCtamente a sua Língua Materna? Muito simples: aprendendo com a maior facilidade, até porque já aprenderam o Inglês, o Francês ou o Castelhano, que lhes é ensinado, com uma vantagem de a Língua Materna delas ter a mesma etimologia dessas outras línguas.

 

Se querem argumentar e ser honestos, argumentem com a VERDADE, apesar de ela ser OBSCURA, porque os Portugueses têm o DIREITO de a saber, e os governantes o DEVER de a dizer (se bem que essa verdade não seja segredo para ninguém). 

 

Por que hão-de os acordistas portugueses apresentar tal parvoíce, como argumento, como se as nossas crianças fossem muiiiiiito, mas muiiiiiito estúpidas, as mais estúpidas crianças do mundo?

 

Em vez de exteriorizarem, deste modo idiota, o vosso analfabetismo funcional, que tal proporcionarem, às nossas crianças, um ensino de Língua Portuguesa de qualidade, base fundamental de uma mais racional aprendizagem de todas as restantes disciplinas, e alicerce primordial para uma comunicação de excelência.

 

Porque é triste, muito triste, lamentável e vergonhoso ler, ver e ouvir o nosso Português tão mal escrito e falado nas televisões, nos jornais, nas revistas e na boca dos governantes, dos políticos, dos jornalistas, dos que acham que escrever “incorrêtamente” é moderno.

 

Não é. O que se passa em Portugal, a este respeito, é um caso de um monumental retrocesso, único em todo o mundo, por se ter passado de cavalo para burro, algo que não passa na cabeça de ninguém, a não ser na cabeça de um acordista.

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 14:27

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Quinta-feira, 13 de Junho de 2019

«O AO90 não serve para nada e não unificou a escrita do Português»

 

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E se a escrita é para ser clara e escorreita, com o modismo do AO90 transformou-se numa charada.

 

Quem adivinha o que se quer dizer no título desta notícia?


O Zé-António Pimenta de França esmiúça a questão:

 

«Para os Brasileiros realmente não faz diferença: com acento ou sem acento, eles lêem e dizem sempre "para" com o "a" aberto. Quanto aos Portugueses, pois que se lixem, foi esta a filosofia básica do AO/90 desde o início até ao fim do processo: ceder tudo ao Brasil para haver acordo.

 

Mesmo assim os Brasileiros marimbaram-se para ele e não o seguem. Só os totós incultos e ignorantes dos sucessivos governos de Portugal insistem em manter-se fiéis ao desastre que sempre foi o AO/90, para não reconhecerem o seu falhanço em todas as frentes.

 

O AO/90 não serve para nada e nunca cumpriu (nem podia cumprir) a função para que foi criado: unificar a escrita do Português. Tal desígnio é uma missão impossível porque as diferenças do Português brasileiro e o Português europeu não são apenas ortográficas. São sintácticas. Há muitos anos que portugueses e brasileiros constroem as suas frases de formas bem diversas...

 

Há que respeitar a dinâmica da língua e isso implica reconhecer que o Português tem variações diferentes dos dois lados do Atlântico. Como o Inglês. E não vem mal à Língua Portuguesa, nem ao mundo por causa disso, pelo contrário...»

 

Fonte:

https://www.facebook.com/photo.php?fbid=2020396761420843&set=gm.2235598046525937&type=3&theater&ifg=1

 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 16:50

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Quinta-feira, 30 de Maio de 2019

Ó eles e elas que por aí andam: poupai-me, porque já ando com os nervos e as nervas em pé!

 

Texto dedicado às mulheres que têm um complexo de inferioridade em relação aos homens, e necessitam que especifiquem o seu género, quando alguém se dirige ao TODO, em que elas estão integradas.

 

É que já não aguento mais andar por aí e deparar-me com este modismo (= idiotismo) do “todas e todos” “amigas e amigos”, “eles e elas”, que virou uma moda muito deselegante e sinónimo de ignorância, a qual no Brasil é considerada uma PRAGA LINGUÍSTICA, e em Portugal “é um must. Como sempre, na cauda do mundo.

 

TODOS E TODAS.jpg

Origem da imagem: http://www.geraldojose.com.br/index.php?sessao=noticia&cod_noticia=29802

 

Chamam-lhe "linguagem inclusiva” e dizem que é por causa da “igualdade de género”, como se a igualdade de género passasse pelo mau uso da Língua Portuguesa.

 

Dizer “todos e todas”, “amigos e amigasé um pleonasmo vicioso. É mais do que uma reiteração (repetição), é um ERRO, isto porque o TODAS já está incluído no TODOS. Bem como TODAS as outras palavras masculinas que integram o FEMININO, e o TODO.

 

TODOS (neutro) engloba todos e todas. Trata-se de um princípio gramatical do Português, que não herdou do Latim o género neutro.

 

Tentarei explicar o que acima referi (a insciência que por aí vai), como se estivesse numa sala de aula, a explicar a alunos do Ensino Básico, por que não devemos aplicar esta PRAGA LINGUÍSTICA para igualar os géneros.

 

Quando dizem: todos e todas; Portugueses e portuguesas; caros e caras; adeptos e adeptas; amigos e amigas; camaradas e camarados (esta à Bloco de Esquerda) demonstram que desconhecem o significado dos vocábulos: todos ( = toda a gente; humanidade); Portugueses ( = povo luso, habitantes de Portugal); caros (adjectivo masculino plural = quem estimamos, seja do sexo masculino ou feminino); adeptos (adjectivo/substantivo masculino plural = apoiantes, sejam do sexo masculino ou feminino); amigos (adjectivo/substantivo masculino plural = pessoas a quem nos ligamos por afectos); camaradas (substantivo de dois géneros = pessoas que connosco partilham uma função comum); e de todos os outros vocábulos que englobam o feminino e o masculino, porque se referem a PESSOAS no seu todo: homens, mulheres, crianças, novos e velhos, menos novos e menos velhos. Simplesmente TODOS.

 

Diferente é dizer especificamente minhas senhoras (porque - em princípio - não serão homens) e meus senhores (porque - em princípio - não serão mulheres). E isto sem qualquer segundo sentido, porque aceito a condição humana, tal qual ela é concebida. Só não sou tolerante (nem tenho de ser) com os que tendo obrigação de SABER, porque lhes foram dadas todas as oportunidades e privilégios, se recusam a QUERER SABER. E para tal não há perdão.

 

Suponho que o que leva os que se julgam modernos, a aplicar este modismo queira imitar algumas línguas estrangeiras, como o Inglês ou o Castelhano, que especificam, por exemplo, filhos e filhas (sons and daughters, hijos y hijas), quando querem referir-se a boys and girls, e a chicos y chicas. Porém quando se referem à sua prole (filhos) dizem children e niños (ou hijos).

 

Contudo, na Língua Portuguesa, o vocábulo Filhos é um substantivo masculino plural = conjunto dos descendentes = DESCENDÊNCIA, PROLE…

 

E o vocábulo filho é um substantivo masculino singular = indivíduo do sexo masculino (ou animal macho) em relação a seus pais. Se queremos dizer que tivemos mais de um indivíduo do sexo masculino, dizemos que temos X filho(s). Mas se quisermos dizer que, no todo, tivemos seis descendentes, dizemos seis filhos.

 

Portanto, quem anda agora, por aí, a imitar línguas estrangeiras, ou os modismos oriundos do complexo de inferioridade que certas mulheres sentem em relação ao homem, não conhecem nem essas línguas, nem a própria língua.

 

Experimentem traduzir isto para Inglês: meus queridos amigos e minhas queridas amigas = my dear friends and my dear friends. Experimentem também traduzir: Ingleses e Inglesas = English and English.

 

Agora reparem: como se traduz o modismo ( = idiotismo) Portugueses e Portuguesas, que agora tanto se ouve por aí:

 

Para Inglês = Portuguese and Portuguese
Para Castelhano = Portugués y portugués
Para Italiano = Portoghese e portoghese
Para Francês = Portugais et portugais

Para Alemão = Portugiesisch und Portugiesisch

 

No que pretendem transformar a Língua Portuguesa? Já não basta o Acordo Ortográfico que destruiu a Língua? Querem transformá-la numa língua extraterrestre? Extra-europeia? Extra-indo-europeia? Uma língua de ignorantes?

 

Já não será tempo de deixar os modismos e regressar ao que estava bem e não necessitava de remendos mal costurados?

 

Sempre ouvi dizer que o que é demais é moléstia.

 

E já chega de tanta moléstia!

É de nos deixar os nervos e as nervas em pé!

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 15:08

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Segunda-feira, 6 de Maio de 2019

«COMO SE FALA E ESCREVE HODIERNAMENTE – DO TRIUNFO DO PORTINGLÊS E DO UBÍQUO “TIPO”»

 

Em nome da Língua Portuguesa, que lamento estar em muito maus lençóis, e a escorrer para o esgoto, qual líquido fétido, partilho este texto de Manuel Matos Monteiro, que muito nos conta.

 

Manel.jpg

Manuel Matos Monteiro - Autor, jornalista, formador e revisor

 

«Como se fala e escreve hodiernamente — do triunfo do portinglês e do ubíquo “tipo”

 

O Português já não pede uma opinião, um comentário, uma apreciação — agora debita incessantemente: “Dá-me o teu feedback.”

 

A malta já não combina encontrar-se num determinado lugar, local, sítio. A malta, tipo, combina num spot. Tipo, é mais cool. Num spot, o mood é outro.

 

Elas sonham com o estrelato k-pop — porque as japonesas também podem ser “assim tão cool” .

 

O Português já não pede uma opinião, um comentário, uma apreciação, reacção ou retorno — agora debita incessantemente: “Dá-me o teu feedback.”

 

Os trabalhadores independentes ou por conta própria parecem ter desaparecido — restam freelancers.

 

Acabaram-se as rábulas — há sketches. Tipo, já não está na moda. Que digo?! Já não é trendy.

 

O “público-alvo” é para totós. O target vassourou-o, tornando-nos mais cosmopolitas. Qual público-alvo, qual mercado-alvo, quais destinatários. Mesmo quando alguém tem um determinado objectivo, não raro, diz que tem um determinado target. “O meu target para este ano é vender tipo quinze casas. E ‘tou cá com um feeling de que ainda chego tipo às vinte.”

 

Os desportistas não têm um bom ou mau desempenho, começam a não ter sequer uma boa ou má exibição; têm crescentemente uma boa ou má performance. Sucede o mesmo com os músicos nos concertos — qual boa ou má actuação... tipo boa ou má performance. Até os políticos nos debates e as próprias empresas são avaliados pela sua performance. Verdadeiramente importante é que os políticos e os trabalhadores (tipo, “os activos”) das empresas tenham skills e know-how, de modo que haja um boom no output e os CEO, tipo, evitem os downsizings, ou que, pelo menos, tipo, haja um delay nos downsizings e o staff se vá mantendo. [1]

 

Trabalho “a tempo inteiro” e “a tempo parcial”? Part-time e full-time, caramba.

 

A sobredosagem (de medicamentos, de informação, de futebol, de tudo) morreu. É oficial. Hoje, só há lugar para a overdose.

 

Já ninguém age com discrição ou procura passar despercebido ou é desprovido de magnetismo: cabe tudo no grande e impreciso chapéu do low-profile.

 

Os especialistas e os peritos tendem a ser substituídos pelos experts.

 

Prospectos? Folhetos? Panfletos? Desdobráveis? (Que não significam exactamente o mesmo.) Flyers!

 

Boletins informativos? Newsletters!

 

Padrão? Modelo? Norma? Nível? Standard, standard, standard, standard. Até já usamos “estandardizar” com naturalidade, ora essa.

 

À boca da baliza, alguém falha uma oportunidade? Claro que não. Falha ou desperdiça a chance (oriunda do francês, mas largamente disseminada por via do inglês).

 

Contratação externa? Recrutamento externo? Externalização? Subcontratação (de serviços)? Outsourcing e "mai" nada!

 

Oficinas, oficinas de formação, oficinas experimentais, seminários, formações, sessões de trabalho, cursos, cursos práticos — tudo isso para quê? Workshops, senhores!

 

Pagamentos em dinheiro (vivo)? Pagamentos em numerário? Pagamentos em cash!

 

Já ouviu falar da ilicitude das vendas com prejuízo? Ah, ah, ah. (Hoje, terá de ser em inglês: ha ha ha ou lol lol lol — ou uma série de bonecos a rir.) Que é isso? Dumping. Ah!, em inglês nos entendemos.

 

“Ei” — que é isso? (Uma forma de chamar, cumprimentar, mas que também pode ser usada com os sentidos de “Alto lá!”, “Alto aí!”, “Tem calma”, “Sossega”.) Só admissível (e reconhecível?) em inglês: hey. “Ups?” Só em inglês também: oops.

 

Piratas informáticos? Hackers, por favor.

 

Passatempos? Hobbies!

 

Senhas? Passwords!

 

Aspecto? Visual? Aparência? Imagem? Look!

 

Disposição? Configuração? Formato? Estrutura? Desenho? Modelo? Esquema? Esquisso? Esboço? Bosquejo? Rascunho? Layout e draft dispensam essas e muitas outras. Há matizes quanto ao significado de ambas? Who cares?

 

Hiato? Fosso? Pára, pára: gap.

 

Subestimado, sobrestimado, subvalorizado, sobrevalorizado — quem é tão tolo que ainda caia numa dessas? Underrated e overrated.

 

“Autofotografia”? “Autofoto”, que tem menos sílabas? NUNCA. Mas estão dicionarizadas. Whatever, selfies forever.

Mentalidade, pensamento, lógica, raciocínio? Ainda não deu conta do mindset? Vá-se actualizando... vá, tipo, fazendo uns updates.

 

[1] Citando Ricardo Araújo Pereira, da crónica “Anestesia Linguística”, da Visão, “[toda a gente se sente] habilitada a contestar os despedimentos impostos por um patrão, mas ninguém se atreva a criticar um downsizing determinado por um CEO”.

 

Fonte:

https://www.publico.pt/2019/05/05/culturaipsilon/opiniao/fala-escreve-hodiernamente-triunfo-portingles-ubiquo-tipo-1870036

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 14:21

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Quinta-feira, 6 de Dezembro de 2018

«DICIONÁRIO DE PORTUGUÊS À MODA DO BLOCO (DE ESQUERDA)»

 

«Camaradas e Camarados. Assim começou, Pedro Filipe Soares, a sua intervenção na Convenção do BE. Linguagem inclusiva, chamou-lhe o dirigente bloquista» (Eduardo Cintra Torres).

 

Há muito que o Bloco de Esquerda vem sugerindo um linguajar assente na mais completa ausência de conhecimento (= insciência) da Língua Portuguesa, (aliás basta ser-se adepto do AO90) desconhecendo o significado das palavras que utilizam, para se referirem a um todo, diferenciando os géneros feminino e masculino, como se todos não fossem todos e todas.

 

Depois, é claro (e clara), bloquistas (e bloquistos) estão expostos (e expostas) à ridiculização, como no espectacular texto de Eduardo Cintra Torres (Doutorado em Sociologia no ICS/UL (2010), Mestre em Comunicação, Cultura e Tecnologias da Informação (ISCTE/UL, 2003) e Licenciado em História (FLUL), que passo a transcrever. 

 

DICIONÁRIO.jpg

«NOVA DICIONÁRIA DO LÍNGUO PORTUGUÊS»

Por Eduardo Cintra Torres


Apoiando a revolução linguística iniciada por Pedro Filipe Soares, deputado do Bloco de Esquerda, ao falar às “camaradas e camarados”, aqui trago a minha modesta proposta para uma “Nova Dicionária do Línguo Português”, à moda do Bloco. Não segue a ordem alfabética, porque isso é para totós.

 

- Harpisto, pianisto, violinisto: camarados artistos, tal como a actora e o actrizo.


- Electricisto: camarado trabalhadoro.


- Parlamenta: também chamado Assembleio do Repúblico; local onde os camarados têm de aturar os fascistos.


- Bloca de Esquerdo: uma das partidas que pregam na Parlamenta. Pedra Filipa Soaras é a presidenta da sua Grupa Parlamentária.

- Polvo (feminino de Lula): ex-presidento da Brasil. Preso pelos fascistos.


- Presidenta: lá na Brasil, parece que também vai a caminho da prisã.


- Cubo: Hasta lo victorio, siempre, camarado Fidel!


- Venezuelo: o outro país socialisto preferido da Bloca de Esquerdo.



- Francisca Loução: a Deusa da Bloca. Está na Conselha de Estada e na Banca de Portugália. Na BE, decide o estratégio e assinala as inimigas dos trotskistos.


- Catarino Martins: o Santo do Ladeiro da Bloca. Só lhe faltam milagres.


- Causos fracturentos: a chã que deu uvos durante o legislaturo. Agora a Bloca está mais virada para se sentar ao meso da orçamenta.

- Cativaçãs e corrupçã: meias de roubar que a Bloca não vê.


- Televisã: meia de comunicaçã que dedica mais minutas à Bloca do que o tempo de atenção de qualquer portuguesa ou portugueso.


- “Linguagem inclusiva”: expressõ erradamente usado por Pedra Filipa para justificar o seu bacorado. Deve ler-se: linguagem inclusivo.


- Génera: refere-se às duas géneras, masculina e feminina. Não confundir com sexo. Ou sexa.
- “Machista”: em portuguesa correcta diz-se machisto.

- Governa. Dizia-se “governo” no tempo da fascisma. Aproximação lexical a “governa-se”.


- Poeto: hómã ou mulhera que escreve poemos, como sonetas ou redondilhos.


- Eleitorada: pipis de Lisbôo da BE para quem o povo começa na Chiada e acaba na Princesa Real.


- “Agenda patriarcal”: justificaçã para Pedra Filipa Soaras dar pontapés no gramático, confundindo-o com o linguagem.


- Brasil: a eleitorada da Bloca não deve lá ir agora, excepto em férios na Nordesta.


- Pôva trabalhadora: uma coisa giríssima. Faz coisas! E tem um linguagem engraçadíssimo. A Bloca adora vê-la no televisã ou no Internet, porque ao vivo lhe cheira mal.


- Robles: nunca existiu. Palavro excluído da dicionária. Sinónimo de um pedro na sapata.


- Tourado: só se for em Salvaterro de Magas, uma municípia histórica para a Bloca.


- Primário: o autor deste texto.

 

Fonte:

https://portugalglorioso.blogspot.com/2018/12/novo-dicionario-moda-do-bloco.html

 

***

 

Bem, e se o autor deste texto é primário, eu serei primária, e, aproveitando o embalo do autor, tentarei explicar o que acima referi (a insciência que por aí vai), como se estivesse numa sala de aula, a explicar a alunos do Ensino Básico, por que não devemos linguajar à moda e ao modo bloquista e bloquisto, infelizmente, algo extensivo a outros e outras governantos e governantas do nosso País, abandonado à pouca sorte de os ter tão inscientes.

 

Eles dizem assim: todos e todas; portugueses e portuguesas; caros e caras; adeptos e adeptas: amigos e amigas, camaradas e camarados (esta é de bradar aos céus!) etc., etc., etc…

 

Isto só demonstra que bloquistas (e bloquistos) desconhecem o significado dos vocábulos todos ( = toda a gente; humanidade); portugueses ( = povo luso, habitantes de Portugal); caros (adjectivo masculino plural = quem estimamos, seja do sexo masculino ou feminino); adeptos (adjectivo/substantivo masculino plural = apoiantes, sejam do sexo masculino ou feminino); amigos (adjectivo/substantivo mascuklino plural = pessoas a quem nos ligamos por afectos); camaradas (substantivo de dois géneros = pessoas que connosco partilham uma função comum); e de todos os outros vocábulos que englobam o feminino e o masculino, porque se referem a PESSOAS no seu todo: homens, mulheres, crianças, novos e velhos, menos novos e menos velhos. Simplesmente todos

 

Diferente é dizer especificamente minhas senhoras (porque - em princípio - não serão homens) e meus senhores (porque - em princípio - não serão mulheres). E isto sem qualquer segundo sentido, porque aceito a condição humana, tal qual ela é concebida. Só não sou tolerante (nem tenho de ser) com os que tendo obrigação de evoluir, porque lhes foram dadas todas as oportunidades e privilégios, se recusam a evoluir. E para tal não há perdão.

 

Suponho que bloquistas (e bloquistos) queiram imitar algumas línguas estrangeiras, como o Inglês ou o Castelhano, que especificam, por exemplo, filhos e filhas (sons and daughters, hijos e hijas), quando querem referir-se a boys and girls, e a chicos y chicas. Porém quando se referem à sua prole (filhos) dizem children e niños (ou também hijos).


Contudo, na Língua Portuguesa o vocábulo Filhos é um substantivo masculino plural = conjunto dos descendentes = DESCENDÊNCIA, PROLE…

 

E o vocábulo filho é um substantivo masculino singular = indivíduo do sexo masculino (ou animal macho) em relação a seus pais. Se queremos dizer que tivemos mais de um indivíduo do sexo masculino, dizemos que temos X filho(s). Mas se quisermos dizer que, no todo, tivemos seis descendentes, dizemos seis filhos.

 

Portanto, quem anda agora, por aí, (e, infelizmente, não são apenas bloquistas e bloquistos), a imitar línguas estrangeiras, não conhecem nem essas línguas, nem a própria língua.

 

Experimentem traduzir isto para Inglês: meus queridos e queridas amigos e amigas = my dear and dear friends and friends. Experimentem traduzir também: Ingleses e Inglesas = English and English.

 

Agora reparem: como se traduz o modismo (= idiotismo) Portugueses e Portuguesas:

Para Inglês = Portuguese and Portuguese

Para Castelhano = Portugués y portugués

Para Italiano = Portoghese e portoghese

Para Francês = Portugais et portugais

Para Alemão = Portugiesisch und Portugiesisch

 

No que pretendem transformar a Língua Portuguesa?

Numa língua extraterrestre? Extra-europeia? Extra-indo-europeia?

Já não será tempo de deixar os modismos e regressar ao que estava bem e não necessitava de remendos mal costurados?

Sempre ouvi dizer que o que é demais, é moléstia.

Já chega de tanta moléstia!

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 16:19

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Domingo, 2 de Dezembro de 2018

Senhor primeiro-ministro, quer saber o que dizem os estrangeiros sobre a submissão de Portugal ao Brasil na questão do AO90?

 

Em 26 de Setembro de 2017, publiquei este texto, que aqui reproduzo, hoje, cerca de um ano depois, para deixar o mesmo recado ao senhor primeiro-ministro, Doutor António Costa, acrescentando este  comentário de Marcos Paulo Alves Silveira, que me chegou hoje, onde ele diz: «Corrupção, essa é a leitura que faço do AO90».

Faz ele, e faço eu também.

 

Marcos Paulo Alves Silveira comentou o post SENHOR PRIMEIRO-MINISTRO, QUER SABER O QUE DIZEM OS ESTRANGEIROS SOBRE A SUBMISSÃO DE PORTUGAL AO BRASIL NA QUESTÃO DO AO90? às 11:00, 02/12/2018 :

O que o dinheiro não faz, não é mesmo? Dado o extenso histórico da tradição cultural brasileira de corromper governos e desta forma, impor seus interesses económicos, só tenho a especular que o acordo ortográfico fora engendrado pela gigantesca indústria editorial brasileira como forma de "invadir" novos mercados tendo o mínimo de gasto possível. Sim, ela não quer gastar nem com a adaptação desses produtos a outras variantes da língua. Ao invés disso, eles mudam essas variantes!!! Corrupção, essa é a leitura que faço do AO90.

 

***

 

Sei que o senhor primeiro-ministro não quer saber. Nem está interessado. Se estivesse, não faria orelhas moucas aos numerosos apelos dos mais eminentes intelectuais dos países lusófonos que, energicamente, rejeitam o AO90, por este ser a maior fraude de todos os tempos, e não interessar a ninguém, excepto aos que estão a fazer disto um negócio.

 

Mas ainda assim, vou recodar-lhe o que se passou naquele fim-de-semana, em Espanha…

 

MULTICULTURALISMO.jpg

Origem da imagem: Internet

 

… quando participei numa espécie de “tertúlia”, realizada num lugar frequentado por escritores, poetas, jornalistas, artistas plásticos, cineastas (sendo o mais famoso que por lá passou, o genial Mel Gibson) actores e também pessoas absolutamente comuns, com as mais diversas profissões, enfim, um lugar onde se discute e se troca Culturas, Artes, Literaturas, Ideias, Ideais e Políticas comuns, ou menos comuns… enquanto fazemos as refeições.

 

Como sempre acontece, sou a única cidadã de nacionalidade portuguesa, que pára por aquelas paragens, com a frequência possível. Nunca encontrei lá as mesmas pessoas.

 

Desta vez estava representado o México, Suíça, várias regiões de Espanha e Portugal (eu). E adivinhe, senhor primeiro-ministro, qual foi o teor de uma das conversas: Portugal e a sua Língua, que nenhum dos presentes dominava. Comunicámo-nos em Castelhano e Inglês.

 

Então, aproveitei a ocasião para sondar aquelas pessoas, viajadas, cultas e conhecedoras do mundo, acerca do que pensavam sobre um país, que foi colonizador (tal como Espanha), vergar-se ao ex-colonizado (Brasil) adoptando a ortografia brasileira, destruindo, por completo, as raízes latinas, e a integridade de uma das mais belas línguas indo-europeias - a Língua Portuguesa.

 

A estupefacção foi enorme!

 

Os Mexicanos, que se encontravam presentes, e que foram colonizados por Espanha, consideraram rara esta submissão; os Espanhóis, que colonizaram parte das Américas do Sul e Central, disseram que era raríssimo o ex-colonizador absorver a língua alterada do ex-colonizado, a Espanha jamais o faria; da Suíça veio uma interrogação que me deixou surpreendida, porque existe a ideia de que os Brasileiros têm uma língua, e os Portugueses têm outra língua  «Portugal está a adoptar o brasileño?» Assim mesmo: o brasileño.

 

Exactamente. Portugal está a adoptar o brasileño. Disse eu. E acrescentei: «Mas isto nem é raro, nem é raríssimo. Isto é caso único na História de toda a Humanidade. Conhecem algum país (ex) colonizador que tivesse adoptado a Língua, na sua forma grafada, do (ex) colonizado?»

 

Ninguém conhecia. Bem puxámos pela memória. Mas não há memória de uma coisa assim…

 

Pois é, senhor primeiro-ministro. Não tive como defender o governo de Portugal e esta sua política de vassalagem. Nem podia. Deixei bem vincada a minha repulsa, e o descontentamento de milhares de Portugueses, o qual, descontentamento, doravante, aquelas pessoas terão oportunidade de espalhar por onde passarem…

 

Desta vez, não pude salvar Portugal de ser amesquinhado.

 

Por vezes, acontece estar eu naquele lugar, onde predomina o multiculturalismo, e Portugal vem à baila, e alguém se lembra de o apoucar, então eu, imbuída de um patriotismo à la Padeira de Aljubarrota, defendo-o com as garras de fora.

 

Mas no que respeita à desveneração que o actual governo português e o presidente da República consagram ao símbolo maior da nossa identidade, a Língua Portuguesa, eu nada posso fazer.

 

Envergonho-me deles (do governo e do PR que temos). E disse-o lá, bem alto...

 

De resto, faço o que posso e sei, para que Portugal possa regressar à sua origem linguística europeia.

 

Senhor primeiro-ministro, o senhor não está a servir os interesses de Portugal. E sobre isto, mais dia, menos dia, terá de prestar contas aos Portugueses.

 

Isabel A. Ferreira

 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 15:05

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Domingo, 25 de Novembro de 2018

AS RACIONAIS RAZÕES DE MIGUEL MATTOS CHAVES CONTRA O ACORDO ORTOGRÁFICO

 

Excelente razões, racionais razões, que apenas os cegos mentais não vêem, que também são as minhas, e que deviam ser as razões de todos os Portugueses que se prezam de o ser; dos que utilizam as palavras como instrumento de trabalho, nas profissões que exercem; e também dos que governam Portugal, para que a Língua Portuguesa retome o lugar que é dela, por direito, e que lhe foi abusivamente arrancado por ignorantes e  mercenários.

Um texto objectivo, que resume o essencial da argumentação contra a fraude ortográfica, chamada AO90.

(Isabel A. Ferreira)

 

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«RAZÕES CONTRA O ACORDO ORTOGRÁFICO

  1. A Língua materna é o Português estabelecido ao longo de Séculos, neste sítio do Sudoeste Europeu;
  2. Esta Língua foi exportada para África, Ásia, Oceânia e América do Sul, a partir dos séculos XIV e XV;
  3. Foi adoptada como linguagem de comunicação comum, por vários povos;
  4. Foi tendo uma evolução de vocabulário e de escrita, tanto na origem, como nos povos adoptantes da mesma;
  5. Com a diáspora foi-se espalhando para outros países e territórios;
  6. Mas tendo sempre por base... a MATRIZ.
  7. Fazendo algum paralelismo com a expansão de outras línguas:

(A) O Castelhano expandiu-se, a partir da sua matriz europeia, para a América do Sul e Norte de África;

(B) O Inglês para a Ásia, Oceânia, América do Norte e África, a partir da sua matriz europeia;

  1. Nenhuma destas línguas é falada e escrita da mesma forma, nos territórios de origem e nos territórios (hoje países) de destino;
  2. Daí não advém nenhuma questão de comunicação; Não se dificultou, de nenhuma forma, a comunicação entre os vários Povos adoptantes e o Povo da matriz;
  3. Não há Nenhum Acordo Ortográfico que submeta qualquer das Línguas (Castelhano, Inglês ou Francês) à dimensão de outros territórios onde se adoptou a Língua Mãe;
  4. Isso não prejudicou, nem prejudica a Língua, nas suas diversas matizes, nem a sua força internacional;
  5. Todos respeitam os matizes diversos da língua comum e entendem-se bem na sua essência;
  6. Os EUA têm 300 milhões de habitantes, a Índia 1 bilião, a Inglaterra apenas cerca de 40 milhões, os Escoceses e Galeses cerca de 30 milhões;
  7. Nem por isso deixam de manter a sua autonomia Linguística;
  8. Não vejo, à face destes factos, nenhuma razão Teórica ou Prática, para Portugal adoptar (com carácter de Normas Positivas, de cumprimento obrigatório) as nuances da Língua falada e escrita noutras partes do Mundo;
  9. Não vejo a necessidade de se Desvirtuar a Língua Matriz;
  10. Por isso, e porque a Língua é um dos factores mais fortes da Identidade Lusíada.

Não vejo a utilidade de se atenuar a identidade de um Povo com 8 séculos de história, em favor de nuances com menos de 300 anos;

  1. Não vejo qualquer utilidade (a não ser pelo nacional-saloísmo) de adoptarmos um acordo que desvirtua a Língua Matriz do Mundo Lusófono.

Por mim nunca adoptarei a dita "nova" escrita.

Miguel Mattos Chaves»

 

Fonte:

https://www.facebook.com/photo.php?fbid=10206310261130607&set=gm.700266263410166&type=3&theater

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 18:22

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Quarta-feira, 31 de Outubro de 2018

Diz a notícia que Portugal é o 19º melhor a Inglês... E a Português?

 

 

Os Portugueses estão cada vez melhores no Inglês? Nada mau.

Mas no Português estão cada vez PIORES! A falar e, principalmente, a escrever.

Lamentável. Muito lamentável!

 

E isto não diz muito do país que somos? Um país subserviente a tudo o que é estrangeiro? Língua, programas de televisão, modas e modismos, halloween’s, enfim… Portugal, actualmente, é feito de um povo pobre de espírito (não confundir com pobre em espírito)… Muito, muito triste!

 

PORTUGAL.png

 

Os portugueses estão cada vez melhores no Inglês. Quem o diz é a Education First (EF), tendo por base a mais recente edição do English Proficiency Index, em que Portugal aparece no 19.º lugar, à frente de países como República Checa, Grécia, Argentina, Índia, Espanha, França, Itália e Brasil.

O que não surpreende nada.

 

Em relação ao ano passado, a pontuação de Portugal subiu pontos. Contudo, a entrada directa da Eslovénia para o nono lugar fez com que Portugal caísse uma posição.

 

O mesmo índice revela que no Norte de Portugal se fala melhor Inglês do que no Sul, ainda que Lisboa surja em primeiro lugar, e que as mulheres também ultrapassam os homens.

 

Elaborado a nível mundial, o ranking avalia a proficiência linguística de pessoas cuja língua nativa não é a inglesa. A Europa domina os primeiros lugares, com Suécia, Holanda, Singapura, Noruega e Dinamarca a liderar.

 

Pois esta notícia seria muito interessante se os Portugueses fossem décimos nonos a Inglês e os melhores a Português.

 

Infelizmente, se Portugal é o 19º país que melhor fala Inglês, é também o ÚNICO país do mundo em que domina melhor uma língua estrangeira, do que própria Língua Materna.

 

Quem nos ganha a palma são os países africanos de expressão portuguesa, e Timor-Leste, que não aderiram ao escanzelado acordo ortográfico, que foi criado com o único objectivo de destruir a Língua Portuguesa.

 

Tenham vergonha na cara, senhores governantes!

Isabel A. Ferreira

 

 

Fonte da notícia:

https://executivedigest.sapo.pt/portugal-e-o-19-o-melhor-pais-a-falar-ingles/

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 14:50

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O Acordo Ortográfico 1990 não tem validade internacional. A assinatura (em 1990) do texto original tem repercussões jurídicas: fixa o texto (e os modos como os signatários se vinculam), isto segundo o artº 10º da Convenção de Viena do Direito dos Tratados. Por isso, não podia ser modificado de modo a entrar em vigor com a ratificação de apenas 3... sem que essa alteração não fosse ratificada por unanimidade! Ainda há meses Angola e Moçambique invocaram oficialmente a não vigência do acordo numa reunião oficial e os representantes oficiais do Brasil e do capataz dos brasileiros, Portugal, meteram a viola no saco. Ora, para um acordo internacional entrar em vigor em Portugal, à luz do artº 8º da Constituição Portuguesa, é preciso que esteja em vigor na ordem jurídica internacional. E este não está!
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