Segunda-feira, 12 de Janeiro de 2026

O AO90 NÃO é um “fato consumado”... nem pouco mais ou menos, embora os não-pensantes considerem que é... (*)

 

A luta contra o AO90 é uma luta com um exército enorme sentado no campo de batalha, e talvez uma dezena  a lutar com as armas que tem: as palavras. Uma luta não se faz nem se ganha apenas com meia dúzia de pessoas a falar entre si sobre o quão nocivo é o AO90, e outras tantas a repetirem-se publicamente nos artigos que escrevem, eu incluída, a dizer coisas que toda a gente pensa, mas não tem a coragem de dizer alto. Eu já estou farta de me repetir. É que o meu conhecimento sobre esta matéria é empírico, é de experiência feito, por ter estado no local do crime, ou seja, no país onde o AO90 foi parido, vendo, ouvindo e lendo o que 99,99% dos que se dizem desacordistas não viram, não ouviram, nem leram, por isso, não sabem.

É preciso que os que se dizem anti-AO90 e pertencem às altas esferas intelectuais, tais como figuras públicas, professores no activo e reformados, linguistas, escritores, jornalistas, tradutores, revisores, editores, saiam da sua bolha de conforto e venham a público, usando os meios de comunicação social ao seu alcance, para clamarem o anti-acordismo que dizem defender, mas só o fazem em privado.

Não vejo nada disso. E no que me toca, sinto-me desacompanhada pela grande, grande maioria dos subscritores do Grupo Cívico de Cidadãos Portugueses Pensantes (porque os há não-pensantes), mas acompanhada pelos meus leitores fora de Portugal, espalhados pelos quatro cantos do mundo. Se bem que o apoio que recebo em privado não chega aos olhos e ouvidos dos acordistas que me seguem para tomarem o pulso desta luta, que eles acham que é uma luta perdida, por saberem que uma luta não se ganha com meia dúzia de lobos a uivar à Lua e a repetirem-se repetidamente, porque tudo já foi dito e redito e tredito sobre a perniciosidade do AO90, e os que têm visibilidade pública não se atrevem a dizer em uníssono e desassombradamente, em público, que o rei vai nu. Porquê?

Os desacordistas sabem que  a Língua de Portugal está a afundar-se, cada vez mais, tendo neste momento apenas a cabeça de fora, mas não está na situação de faCto consumado, nem pouco mais ou menos... 

Vejo-me quase sozinha a passar a mensagem da nocividade do AO90; a desmentir as mentiras que se dizem a respeito da nossa Língua, da nossa Cultura, da nossa História; a corrigir os erros que são cometidos em nome da ignorância linguística, nas redes sociais, no YouTube e onde quer que se diga mal da Língua de Portugal, ou onde ela é usada desadequadamente, com a intenção de a denegrir. Estou sempre atenta. Estou lá, mas não vejo mais ninguém a contestar.

A Internet é um antro de mal-escrever o que teimam em chamar Português, mas já não é, e se todos colaborassem na missão de levar o saber onde impera a ignorância, talvez os apátridas assumissem que, afinal, a contestação ao AO90 é uma realidade e existe em grande escala.

AntÔnio Costa.PNG

 

Este é o apelo que faço a todos os desacordistas, para não termos de levar com António Costa, ex-primeiro-ministro de Portugal, que contribuiu aceleradamente para o caos ortográfico no nosso País, a permitir que o tratem por AntÔnio [a não ser que já tivesse rejeitado a nacionalidade portuguesa] e a usar uma construção frásica brasileira na sua publicação: estou acompanhando a situação na Venezuela (...)

 

Podem dizer-me ah! isto é uma tradução...

Até pode ser.

Mas jamais traduziriam o nome da Senhora Merkle, por Merqle.
E a construção frásica brasileira significa que a União Europeia optou pela Variante Brasileira da Língua de Portugal, rejeitando a Língua original, algo que não fizeram com mais nenhuma outra Língua Oficial da EU. E tudo isto com o aval do Antônio, que se está nas tintas para Portugal. Fez os estragos que fez cá dentro, foi para a União Europeia e lá continua a desprezar a nossa Língua.

Mas isto, repito, não é um facto consumado, porque pode ser revertido, a qualquer momento, assim o queiram os Portugueses dotados de massa cinzenta.

Isabel A. Ferreira

 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 15:31

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Sábado, 30 de Agosto de 2025

A batalha pela Língua Portuguesa, em Portugal, ainda não está perdida, embora esteja em modo silencioso, por falta de coragem de quem de direito, para virar a mesa, permitindo à Língua Madrasta que se instale...

 

Mas no estrangeiro, há quem esteja atento, mas também desesperado com a inacção dos que apregoam ser desacordistas, e em nada contribuem para que se possa recuperar a nossa Língua Materna.

 

Um dos vários portugueses que estão atentos ao que se passa em Portugal em relação à submersão da Língua Portuguesa, que está a ser substituída pelo Brutoguês dos medíocres que se apoderaram da Língua como se fossem donos delas, é  Fernando Kvistgaard, cidadão luso-dinamarquês, que me enviou a seguinte mensagem:

 

Amiga Isabel.

A luta pela nossa Língua é uma batalha perdida?

Portugal é, que eu saiba, o único país do mundo, onde os políticos mandam na Língua e, estragando-a, a ridicularizaram. O pior de tudo isto é que ninguém se importa, a não ser uma "meia-dúzia" de patriotas que nada podem e mandam.

***

Respondi-lhe, e aqui publico o que disse, com o seu consentimento, para ver se os desacordistas ACORDAM.

 

Caro amigo Fernando.

Vou tentar responder à sua pergunta:

A luta pela nossa Língua é uma batalha perdida?

Nenhuma batalha está perdida antes de acabar, amigo Fernando.

 

Alguns de nós ainda não desistiram da luta. O que acontece é que somos poucos a lutar. São uma meia-dúzia aqueles que ainda mantém acesa a chama desta luta.

 

Em Portugal já não há guerreiros, nem padeiras de Aljubarrota com fartura. Somos meia-dúzia a fazer, o que milhares deveriam fazer.  Mas não, estão todos caladinhos, nos seus cantinhos, e quando dizem alguma coisa em público, não ferem a fera do Poder, aqui-d’el-rei porque lhe devemos respeito.  

 

Qual respeito? Eles respeitam os Portugueses? Eles interessam-se por resolver os problemas de Portugal? Como podemos respeitar quem se avassalou a um país sul-americano, que nos quer tramar?

 

Sim, Portugal é o único país do mundo e arredores em que os políticos (ignorantes) mandam na Língua, destruindo-a e ridicularizando-a, sim. E isto diz da pequenez actual deste rectangulozinho que deu novos mundos ao mundo, e hoje está na cauda da Europa em quase tudo, e em muita coisa é ainda um país terceiro-mundista.

 

E sim, caro Fernando, o pior de tudo isto é que ninguém se importa, a não ser uma "meia-dúzia" de patriotas que nada podem e mandam.

 

Nada podem e mandam, mas têm voz, e enquanto houver vozes a protestar, ainda que meia-dúzia delas, há esperança. Porque não?

***

Porém, se a esta meia-dúzia de vozes se juntassem as vozes individualmente das 297 pessoas, que fazem parte do  Grupo Cívico de Cidadãos Portugueses Pensantes,  e dos milhares de vozes dos elementos que fazem parte dos Grupos que se dizem anti-AO90 do Facebook, talvez as coisas fossem diferentes.

 

É preciso abanar as estruturas e fazer soar os tambores e ferir a fera do Poder mostrando-lhe que os Portugueses não são os parvos que eles querem fazer de nós.

 

Eu abandonei um pouco o Blogue, porque ando pela Internet, Google, Facebook e YouTube a fazer mossa em tudo o que encontro escrito em Brutuguês e a pôr na linha aqueles que (talvez) a soldo de mandantes poderosos, andam por aí a açoitar o Português com uma ignorância de bradar aos céus. É que, pelo que sei, é intenção dos governos envolvidos nesta teia, dar um golpe final à Língua Materna dos Portugueses, e substituí-la pela Língua Madrasta, que não pedimos, não queremos e rejeitamos veementemente.



Também deixei de enviar os textos que aqui escrevo às autoridades de Portugal, por começar a sentir-me uma idiota. Não é da idiotice enviar textos a Blocos de Betão para que os leiam e neles reflictam? Quem no seu perfeito juízo o faria? Eu fiz, por não acreditar que o Povo Português pudesse andar a votar em Blocos de Betão. Enganei-me. Abandonei a minha idiotice.

Os Blocos de Betão.png


Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 17:07

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Terça-feira, 1 de Abril de 2025

«Quando um dicionário de Português usa "variedade europeia" merece não ser considerado como referência».

 

Esta observação foi-me enviada por um cidadão português, radicado no Canadá, sempre atento aos disparates que por aí circulam descaradamente sobre o mau uso que os acordistas portugueses e os brasileiros, pouco ou mesmo nada instruídos, fazem do Português, que sendo um Idioma, deve ser escrito em maiúscula (a minúscula é modismo acordista).

 

Na imagem mais abaixo, que o Carlos C. me enviou, de uma consulta que fez ao Dicionário Priberam, que já teve prestígio, e agora talvez por estar em más mãos, os disparates saem em catadupa, daí ter perdido o prestígio que tinha e já NÃO é um dicionário de referência na Internet.

 

É que de há uns tempos a esta parte, já não se limitam a escrever incorrectamente o Português. Agora começam a misturar alhos (Português) com bugalhos (Brasileirês), e essa mescla de palavras é já conhecida como língua mixordesa, que vem da mixórdia em que transformaram a Língua Portuguesa, e da qual a imagem abaixo é um bom exemplo.

  

A vermelho é assinalado o disparate.

A verde é assinalado o Português correCto: a Língua de Portugal, um país onde não existem linguistas, jornalistas, escritores e professores capazes de entrar em acção, para pôr fim a esta pouca vergonha, a este descalabro.

Há que acabar com este mexe e remexe na Língua Portuguesa ao sabor da ignorância.

Eu tenho feito a minha parte.

Isabel A. Ferreira

 

PRIBERAM.png

Esta é uma amostra da mixórdia ortográfica permitida pelos governantes, em Portrugal.

A autora escreve sem AO90.png

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 18:17

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Segunda-feira, 17 de Março de 2025

Querem saber por que é que a Língua Portuguesa está representada pela bandeira brasileira, na configuração da App do ChatGPT?

 

Fernando Kvistgaard, português radicado na Dinamarca, e um dos subscritores do nosso Grupo Cívico, grande opositor do AO90, que anda a sondar o que o ChatGPT anda por aí a responder a quem lhe faz perguntas, escreveu-me a dar-me conta da resposta que recebeu à pergunta referida no título, que ele apresentou no ChatGPT, e aplicou este adjectivo: ESCANDALOSO! Eu acrescentaria também transgressão e usurpação.

Vou transcrevê-la e desmontá-la ponto a ponto,  porque já estou farta de ver a ignorância prosperar na Internet, através de gente que tem por  missão destruir a Língua de Portugal, com a aprovação do servil governo português, para impor ao mundo a Variante (= Dialecto) Brasileira do Português ou o Brasileiro,  disfarçada de Português.



A cassete do ChatGPT é a cassete usada pelos predadores da Língua Portuguesa, d´aquém e d’além-mar, espalhada por todas as redes sociais, por todas as plataformas digitais, e que dá muito nas vistas, por andarem sempre a bolçar os mesmos paralogismos.

 
  

Então, vamos lá.

 

Em itálico está o que a insciente IA escreveu.

 A azul está o que corrigi para Português.

 

Mas antes vou deixar aqui imagens que falam da abusiva usurpação do maior símbolo identitário dos Portugueses  – a Língua de Portugal – as quais manipulei, para repor a verdade, ou seja, a bandeira brasileira deve assinalar a Língua Brasileira ou Variante Brasileira do Português, e a bandeira Portuguesa assinala a Língua de Portugal, o Português.

PORTUGUÊS REPOSTO.png

PORTUGAL BRASIL 2.png

Brasileiro vs. Português 3.png

 

A Língua Portuguesa é frequentemente representada pela bandeira do Brasil por algumas razões principais:

1. Número de falantes: o [só o ponto . exige letra maiúscula] Brasil é o país com o maior número de falantes de Português no mundo, com uma população de mais de 200 milhões de pessoas que falam a Língua. Isso faz do Brasil um dos pilares da Língua Portuguesa globalmente.

 

*** Não é verdade que o Brasil seja o país com o maior número de falantes de Português no mundo, simplesmente porque no Brasil o que se fala e escreve é a Variante Brasileira do Português (ou Brasileiro), diversos dialectos em determinadas regiões, diversas línguas dos vários povos estrangeiros lá radicados, e 274 Línguas indígenas diferentes, faladas por 305 etnias. Apenas os emigrantes Portugueses mais velhos falam Português.


2. Cultura e influência: a cultura brasileira, com [a] sua rica diversidade em literatura, música, cinema e outras artes, tem contribuído para a promoção da Língua Portuguesa em várias partes do mundo, tornando-a uma Língua mais visível e influente.


*** É mentira  que a rica diversidade em literatura, música, cinema e outras artes tenha contribuído para a promoção da Língua Portuguesa no mundo, quando o mundo todo sabe que quando um brasileiro abre a boca está a falar Brasileiro. Na escrita as diferenças não são tão evidentes, mas ainda assim existem bastantes diferenças, porém, na fala, é evidente que falam o Brasileiro ou a Variante Brasileira do Português. E quanto à visibilidade e influência, dizer isto é uma grande falácia. Nem visibilidade, nem influência, em parte alguma. É uma Língua que passa despercebida entre as Línguas mais influentes do mundo. O Português é apenas a Língua POLITICAMENTE oficial de seis países, porém, apenas Portugal tem o Português como Língua oficial legítima, os restantes países têm-na como Língua oficial por interesses meramente políticos.

 

  1. Representação geográfica: embora o Português seja falado em vários outros países, como Portugal, Angola, Moçambique, e outros, a imagem da bandeira do Brasil muitas vezes é utilizada para representar a língua em contextos internacionais, principalmente na comunicação oral e visual, devido ao seu reconhecimento imediato.

 

*** A isto chama-se USURPAÇÃO da Língua de Portugal. E dizer que embora o Português seja falado em vários outros países como Portugal etc., é de uma estupidez crassa. O Brasil não é o dono da Língua Portuguesa. Não foi no Brasil que a Língua Portuguesa nasceu, por isso, essa frase é uma anedota, dá a ideia de que o Português é oriundo do Brasil, mas é falado em vários outros países, como, por exemplo, em Portugal, Angola, Moçambique etc.. O Português é a Língua de Portugal, foi Portugal que a levou para os países que descobriu e colonizou, e nesses países como Angola ou Moçambique apenas a elite culta ainda fala e escreve Português, de resto as populações usam os muitos dialectos africanos, que fazem parte da sua História. Usar a bandeira brasileira para representar o Português, que é a Língua de Portugal, é surripiar o símbolo maior da identidade de um Povo, e isso pode configurar um crime de usurpação do símbolo identificativo de um País.

 


  1. História da Língua: a Língua Portuguesa se originou [em Português originou-se] em Portugal e se espalhou [em Português espalhou-se] [diríamos em Português: foi levado] para o Brasil e outras partes do mundo durante o período colonial. O Brasil, como ex-colônia [em Português ex-colónia] portuguesa, manteve a Língua e a cultura, que evoluíram de maneira única.


*** A Língua Portuguesa é uma Língua indo-europeia, de raiz greco-latina, concebida em Portugal, por qualificados linguistas no reinado de Dom Diniz, e dispersada pelo mundo aquando dos Descobrimentos Portugueses. E nenhum outro país do mundo, afastou a Língua de Portugal das suas raízes, como fez o Brasil, portanto é mentira que tivesse mantido a Língua original, porque a mutilou e afastou-a da fonética, da ortografia, do léxico, da morfologia, da sintaxe e da semântica que estão na base da estrutura do Português.  E no Brasil, a Língua NÃO evoluiu, muito pelo contrário, regrediu ao seu estado mais básico. A Língua hodierna já não é a mesma Língua com que Jorge Amado e outros clássicos brasileiros escreveram a sua preciosa obra literária.

 

Por essas razões, a bandeira do Brasil se torna um símbolo comum para a Língua Portuguesa, mesmo que existam outras nações que também a falam.

 

*** Por todas as razões que apresentei, a bandeira do Brasil NÃO pode ser um símbolo comum para a Língua Portuguesa, porque a Língua Portuguesa NÃO é falada nem escrita no Brasil correCtamente, mas sim em Angola, o último bastião do Português correCto (por enquanto). Em Moçambique, com a leva de professores e manuais brasileiros para as escolas moçambicanas, o abrasileiramento da Língua é mais do que notório. Apenas a elite culta de Moçambique fala e escreve o Português correCto. E em Portugal, actualmente, o Português está tão deturpado, tão maltratado que se transformou numa linguagem mixordesa, sem futuro algum.



As “informações” do ChatGPT são uma falácia. Fartos desta cassete estão os Portugueses. Bolçam mentiras sobre o símbolo maior da Identidade de Portugal, apenas por interesses meramente políticos do Brasil, que só são mantidos, graças ao arreigado e vergonhoso servilismo  do governo português.

Aguardamos por um salvador, com coragem para derrubar o bunker onde têm cativa a NOSSA Língua Portuguesa.

E que ninguém venha apodar-me de xenófoba ou racista, porque isso sei que NÃO sou.


Isabel A. Ferreira

 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 18:06

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Segunda-feira, 10 de Março de 2025

«Antes e depois do AO90»

 

Para Português Ler

 O que pensam disto?

Oito Ortografias.png

 

Penso que quem engendrou o AO90, antes de o engendrar, passou num botequim e "tômô" umas "cáchácinhás" e o resultado não podia ter sido pior. (Isabel A. Ferreira)

 

***

 
A propósito da publicação de «Para Português Ler» acima referida:

ESPECTATIVAS.PNG

 

Que vergonha RTP!!!!!!

Que vergonha!!!!!


***

 

expectativa.PNG

 

Que vergonha Google!!!!

Que vergonha!!!!

Quanta desinformação circula na Internet à custa da ignorância que rodeia a Língua Portuguesa!!!

 

No Brasil grafa-se expeCtativa, porque no Brasil, a palavra escapou à mutilação, porque aquele é lá pronunciado, e escrevem a palavra conforme a grafia portuguesa, porque nós por cá, também pronunciamos o , de expeCtativa, e escrevemos a palavra com o respeCtivo .

 

ExpeCtativa, respeCtivo é da grafia portuguesa. 
 

Só os muito ignorantes grafam expetativa, tal como só os ignorantes  acordistas portugueses grafam teto, arquiteto/a, objeto, setor, objetivo, enfim, todas as palavras que pertencem ao léxico brasileiro, mas não ao léxico português. E o Brasil mutilou-as porque desconhecia que as consoantes não-pronunciadas, que têm função diacrítica, NÃO são para suprimir.
 


No Brasil, escrever teto (têtu) arquiteto/a, (arquitêtu/a) objeto, (objêtu), sector (s’tôr), objectivo (obj’tivu) é válido, porque são vocábulos exclusivamente pertencentes ao léxico da Variante Brasileira do Português.

 

Tudo isto diz da subserviência dos decisores políticos portugueses em relação a um País que deturpou a Língua de Portugal, anda por aí a disseminá-la de forma incorreCta, porque continua a chamar-lhe Português.

Por esta andar, um dia, a casa cai!

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 17:30

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Segunda-feira, 18 de Novembro de 2024

O Instituto Internacional da Língua Portuguesa (IILP), os decisores políticos portugueses e o presidente da República Portuguesa andam a fazer gato-sapato da Língua Portuguesa, sem que o Poder Judicial tome medidas para travar esta violação da CRP

 

Ora Brasileiros, ora Portugueses acordistas não conseguem deixar a Língua Portuguesa em paz.

Os primeiros, porque a Língua Portuguesa é a pedra no sapato deles.

Os segundos, porque venderam a Língua Portuguesa ao Brasil, deslumbrados com os milhões, não tendo em conta que não falamos a mesma Língua: uma é A Língua, outra, é a sua Variante.

Chamaram-me a atenção para o artigo publicado, hoje, no Diário de Notícias, intitulado Língua Portuguesa e os desafios da Inteligência Artificial, da autoria de Ana Paula Laborinho, DireCtora (na grafia em vigor de jure) em Portugal, da Organização de Estados Ibero-americanos.

 

Esta não será mais uma estratégia para implantar a Variante Brasileira do Português, embrulhada na Inteligência Artificial que, sendo artificial, saberá destrinçar a Língua da sua Variante dependendo de quem estiver por detrás da máquina? E, como sabemos, os Brasileiros, por serem milhões, infiltraram-se em todos os lugares-chave, e é a Variante Brasileira do Português que domina a Internet disfarçada de Português assinalado com a bandeira brasileira, aliás, uma coisa muito feia.

 

Mediante isto, deixarei aqui alguns exemplos do Brutuguês que a Inteligência Artificial talvez possa vir a usar nos desafios que aí vêm.

Nota: não esquecer que a grafia que está em vigor de jure, em Portugal, é a grafia de 1945.

 

Isabel A. Ferreira

CONFEÇÃO.png

CATELOS.png

CLINÍCAS.png

ESPETADOR.png

PARABENIZOU.png

RETRATAREM-SE.png

TRAGETÓRIA.png

Trás o relato.png

SEÇÕES.png

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 17:18

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Sábado, 5 de Outubro de 2024

Intolerável: no tradutor Google existe o Português e o Português (Portugal). Já nem sequer é “Português do Brasil”, ainda que não o seja. Apoderam-se de uma Língua estrangeira, e o Estado Português autoriza. Isto é anormal.

 

Os interesses de Portugal NÃO estão a ser defendidos por quem de direito.

O que aqui denunciamos é um INSULTO ao Estado Português e aos Portugueses.

 

Usurpação da Língua Portuguesa.png

 

Ontem, precisámos de traduzir do Inglês para Português uma palavra que desconheciamos, fomos ao tradutor do Google e deparámo-nos com isto:

tradutor.PNG


[Antes de prosseguirmos, um aparte: em Português, designamos a Língua da Polónia como Polaco. Polonês é à brasileira, mas somos portugueses e residimos em Portugal, não, no Brasil, portanto, NÃO deveríamos levar com brasileirices, nas nossas buscas, embora, devido às circunstâncias, tenhamos a sensação de que é Inácio Lula da Silva quem manda em Marcelo Rebelo de Sousa, chefe de Estado Português, e este não toma a atitude que qualquer Chefe de Estado tomaria, se a Língua Oficial desse Estado estivesse a ser indevidamente usada ebusada na Internet. Aqui, se quisessem ser honestos, o que deveria constar era simplesmente Português (porque há apenas UM, como o Inglês, o Francês, o Castelhano) e Variante Brasileira do Português, referente ao Brasil].

 

Ficámos estupfactos. O quê? Existe um Português (matriz) e o Português de Portugal, como se o berço do Português não fosse Portugal?

 

Fomos ver que “Português” era aquele que não era português, e usámos o vocábulo train, adivinhando o que poderia vir dali, e deparámo-nos com isto:

 

Train.png

 

Trem, é uma palavra pertencente exclusivamente ao léxico brasileiro. Mas a Língua mencionada é “Português”, e em Português não dizemos trem, para designar comboio. Trem (do Francês train) usamos para designar comitiva, trem de cozinha, trem de aterragem, entre outros significados, excePto comboio.


 Isto levou-nos a explorar mais. Fomos ver o que nos sairia, no Português (Portugal), e deparámo-nos com isto:

 

COMBOIO.PNG

 

CorreCto. Só que um estrangeiro sabe que Português é Português, assim como English é English, French é French e Castellano é Castellano [já agora, um aviso: o espanhol NÃO existe como Língua].


Então, fomos pesquisar ainda mais. Fomos ver se o Inglês, o Francês e o Castelhano também tinham duas designações: Inglês e Inglês (Grã-Bretanha); Francês e Francês (França); e Castelhano e Castelhano (Espanha).

Não encontrámos nada disso. Apenas Portugal permite que um país estrangeiro se apodere da sua Língua Oficial, e a use e abuse deste modo, a rondar o maquiavelismo.

Tal situação conduz os estrangeiros ao engano: e a isto chama-se FRAUDE, VIGARICE.

O que acontece no tradutor do Google, acontece por toda a Internet: o Brasil apossou-se da Língua Portuguesa, e esta é A língua deles, e nós, Portugueses, ficámos com a variante de Portugal, porque os decisores políticos brasileiros assim o determinaram, obviamente com a autorização subserviente dos decisores políticos portugueses, como parece.


Mas há ainda uma outra situação inadmissível:  a de 
que na opção “Português (Portugal)”, no Google Tradutor NÃO seja possível ouvir a dicção das palavras que, no “Português”, se é permitido ouvir em Brasileiro. A isto chama-se agir de má-fé. 

 

INADMISSÍVEL 3.PNG



Contudo, o uso e abuso do Brasil dos símbolos da Nação Portuguesa, também está espelhado na eliminação da NOSSA bandeira:

Bandeiras na ONU.png

Em Portugal, que pertence à União Europeia, não se fala, nem se escreve Brasileiro. A Bandeira que deve constar neste quadro é a Bandeira Portuguesa, se quiserem ser HONESTOS.

 

O abuso da bandeira entre bandeiras pertencentes unicamente à Europa, devia ser criminalizado. Isto leva ao engano os estrangeiros. O Brasil anda a espalhar pela Internet informações FALSAS, e a usurpar os símbolos portugueses.

 

Isto não fará parte de uma necessidade patológica da muleta europeia para se imporem ao mundo?

 

Por quê isto?

O Brasil ameaçaria Portugal com algo de que os nossos governantes sentem um medo tão terrível que lhes tolhe a inteligência, para se sujeitarem a esta humilhação pública, por todo o mundo? Ou a situação é mais obscura e humilhante do que uma simples alegada ameaça?

Isso é incompreensível e intolerável e deveria merecer intervenção judicial.
 

Grupo Cívico de Cidadãos Portugueses Pensantes

 

***

Nota: para aqueles que NÃO sabem, defender a  Língua Portuguesa, o Idioma dos Portugueses, NÃO é sinónimo de insulto, nem de racismo, nem de xenofobia, bem como dizer as verdades também NUNCA foi sinónimo de insultar.

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 18:39

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Sexta-feira, 4 de Outubro de 2024

AO90, segundo Jorge Lemos, em Maio de 1991: «(...) inútil, ineficaz, secretista, prepotente, irrealista, infundamentado, desnecessário, irresponsável, prejudicial, gerador de instabilidade e inoportuno» [e criador de analfabetos funcionais]

 

A frase que consta do título desta publicação, está inserida no excelente e bem observado texto do jornalista Nuno Pacheco, publicado, ontem, no Jornal Público.


Só lamento que os nossos governantes não consigam lê-lo e interpretá-lo correCtamente, para se aperceberem de que devem acabar de vez com a peste negra ortográfica, mais conhecida por AO90, que banalizou a ignorância, em Belém, em São Bento, nas escolas, nos meios de comunicação social servilistas (por que os há não-servilistas) na publicidade mal orientada, na Internet, onde o Português está a ser maquiavelicamente usurpado...

 

A ignorância só germinou em Portugal, devido à vastidão do terreno inculto e estéril, que aqui encontrou.

 

Capture.PNG

Fonte da imagem: Internet

 

A Língua Portuguesa anda por aí esfarrapadinha como a mais indigente das línguas indigentes, mas os cidadãos não-pensantes, muitos deles a ocuparem cargos de topo, não querem saber disto para nada. O nosso País está entregue a gente que pugna somente pelos interesses do gigante que os esmaga, algo que não pertence à Inteligência.

 

Quando os nossos governantes despertarem (por enquanto andam anestesiados) para o facto de que têm mais a perder do que a ganhar com a sua atitude subserviente, talvez haja uma oportunidade de fazê-los admitir o erro, por ser da Inteligência fazê-lo.

Haverá alguém, no nosso País, que queira passar por idiota diante do mundo, que está a observar-nos e a avaliar-nos?

 

Do jeito como as coisas vão, a dualidade ortográfica que mistura duas grafias, como se fossem da mesma natureza, é um pormenor, NÃO é O problema, para os decisores políticos.

Como diz Carlos V. Costa:

«Não se compreende o porquê de muitas personalidades com reconhecido mérito nas suas áreas de conhecimento, como professores, escritores, magistrados, políticos, jornalistas, entre outros, se limitarem a qualificar o acordo de inaceitável e nada fazerem em prol da sua abolição».

 

«Lembram-se do que disse o deputado independente Jorge Lemos na reunião plenária de 28 de Maio de 1991, quando se discutia o dito acordo? Disse que era “inútil, ineficaz, secretista, prepotente, irrealista, infundamentado, desnecessário, irresponsável, prejudicial, gerador de instabilidade e inoportuno”. Justificou cada uma destas palavras e depois rasgou o documento. Infelizmente, a coragem demonstrada por Jorge Lemos tornou-se, nos muitos que passaram a lamentar que o acordo tenha sido aprovado, uma espécie de desabafo clandestino e inútil.» (in texto referido mais acima).

Pois...

Isabel A. Ferreira

Fonte: https://www.publico.pt/2024/10/03/opiniao/opiniao/avaliassem-ortografia-fizeram-efacec-2106233

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 16:55

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Segunda-feira, 30 de Setembro de 2024

Intolerável: no tradutor Google existe o Português e o Português (Portugal). Já nem sequer é “Português do Brasil”, ainda que não o seja. Apoderam-se de uma Língua estrangeira, e o Estado Português autoriza. Porquê?

 

Os interesses de Portugal NÃO estão a ser defendidos por quem de direito.

O que aqui denuncio é um INSULTO ao Estado Português e aos Portugueses.

 

Usurpação da Língua Portuguesa.png

 

Ontem, precisei de traduzir do Inglês para Português uma palavra que desconhecia, fui ao tradutor do Google e deparei-me com isto:

tradutor.PNG


[Antes de prosseguir, um aparte: em Português, designamos a Língua da Polónia como Polaco. Polonês é à brasileira, mas EU sou portuguesa e resido em Portugal, não, no Brasil, portanto, NÃO deveria levar com brasileirices, nas minhas buscas, embora, devido às circunstâncias, tenha a sensação de que é Inácio Lula da Silva quem manda em Marcelo Rebelo de Sousa, chefe de Estado Português, e este não toma a atitude que qualquer Chefe de Estado tomaria, se a Língua Oficial desse Estado estivesse a ser indevidamente usada na Internet. Aqui, se quisessem ser honestos, o que deveria constar era simplesmente Português (que há apenas UM, como o Inglês, o Francês, o Castelhano) e Variante Brasileira do Português, referente ao Brasil].

 

Fiquei estupefacta. O quê? Existe um Português (matriz) e o Português de Portugal, como se o berço do Português não fosse Portugal?

 

Fui ver que “Português” era aquele que não era português, e usei o vocábulo train, adivinhando o que poderia vir dali, e deparei-me com isto:

 

Train.png

 

Trem, é uma palavra pertencente exclusivamente ao léxico brasileiro. Mas a Língua mencionada é “Português”, e em Português não dizemos trem, para designar comboio. Trem (do Francês train) usamos para designar comitiva, trem de cozinha, trem de aterragem, entre outros significados, excePto comboio.


 Isto levou-me a explorar mais. Fui ver o que me sairia, no Português (Portugal), e deparei-me com isto:

 

COMBOIO.PNG

 

CorreCto. Só que um estrangeiro sabe que Português é Português, assim como English é English, French é French e Castellano é Castellano [Já agora, um aviso: o espanhol NÃO existe como Língua].


Então, fui pesquisar ainda mais. Fui ver se o Inglês, o Francês e o Castelhano também tinham duas designações: Inglês e Inglês (Grã-Bretanha); Francês e Francês (França); e Castelhano e Castelhano (Espanha).

Não encontrei nada disso. Apenas Portugal permite que um país estrangeiro se apodere da sua Língua Oficial, e a use e abuse deste modo, a rondar o maquiavelismo.

Tal situação conduz os estrangeiros ao engano: e a isto chama-se FRAUDE.

O que acontece no tradutor do Google, acontece por toda a Internet: o Brasil apossou-se da Língua Portuguesa, e esta é A língua deles, e nós, Portugueses, ficámos com a variante de Portugal, porque os decisores políticos brasileiros assim o determinaram, obviamente com a autorização subserviente dos decisores políticos portugueses, como parece.

Mas o uso e abuso do Brasil dos símbolos da Nação Portuguesa, também está espelhado na eliminação da NOSSA bandeira:

Bandeiras na ONU.png

Em Portugal, que pertence à União Europeia, não se fala, nem se escreve Brasileiro. A Bandeira que deve constar neste quadro é a Bandeira Portuguesa, se quiserem ser honestos.

 

O abuso da bandeira entre bandeiras pertencentes unicamente à Europa, devia ser criminalizado. Isto leva ao engano os estrangeiros. O Brasil anda a espalhar pela Internet informações FALSAS.

 

Isto não fará parte de uma necessidade patológica da muleta europeia para se imporem ao mundo?

 

Por quê isto?

O Brasil ameaçaria Portugal com algo de que os nossos governantes sentem um medo tão terrível que lhes tolhe a inteligência, para se sujeitarem a esta humilhação pública, por todo o mundo? Ou a situação é mais obscura e humilhante do que uma simples alegada ameaça?

Isso é incompreensível e intolerável e deveria merecer intervenção judicial.

Isabel A. Ferreira

***

Nota: para aqueles que NÃO sabem, defender a  Língua Portuguesa, o MEU Idioma, NÃO é sinónimo de insulto, nem de racismo, nem de xenofobia, bem como dizer as verdades também NUNCA foi sinónimo de insultar.

 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 16:42

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Segunda-feira, 5 de Fevereiro de 2024

«Protecção contra a corrupção da Língua Portuguesa»

 

Carta enviada por Carlos A. Coimbra, um cidadão português que vive em Toronto (Canadá) há longos anos, a uma personalidade televisiva portuguesa, a propósito da corrupção activa exercida sobre a NOSSA Língua, à qual as comunidades portuguesas na diáspora estão atentas, e que defendem com unhas e dentes, ao contrário dos decisores políticos e apolíticos portugueses.

Isabel A. Ferreira

 

Língua 1.png

 

Texto de Carlos A. Coimbra

 

«Quero então expor-lhe as minhas ideias quanto à presença da Língua no Brasil nos média de Portugal.

 

Aliás, uma pessoa que se interessa por, e tanto pesquisou sobre descobrimentos, deve forçosamente dar importância à língua que "viajou" pelo mundo fora.

 

Há vários aspectos por onde entrar no assunto, mas começo com a diferença entre sotaque (ou pronúncia) e corrupção da língua.

 

Eu admito não conhecer Portugal tão bem como quem lá vive. Mas sei que há diferentes pronúncias, como do Alto Minho, da área do Porto, a inflexão de Alentejano, o por vezes quase incompreensível São Miguelense, e a "corrupçon" da Madeira.

 

Mas todos usam a mesma gramática, a mesma semântica, sem mudar a ordem das palavras, nem as alterar (um brasileiro diria alterar elas).

 

E o mesmo se mantém em relação a Angolanos e outros nacionais de territórios que foram portugueses, embora o sotaque deles seja mais carregado.

 

Só que continuam a falar o mesmo Português.

 

Lendo textos escritos por um português ou pessoa de proveniência africana, não podemos extricar qualquer evidência acerca da origem da pessoa.  

 

Aliás, como comparação, entre os vários espanhóis (castelhanos) falados, eu sei distinguir o Castelhano original, o Mexicano, o Cubano e Porto-riquenho (caribenho) e o Argentino.

 

Contudo, todos falam o mesmo Castelhano, com a mesma gramática e ortografia; a única distinção é o facto de usarem alguns termos locais.

 

E quanto ao Inglês, lendo textos escritos por americanos e britânicos, vemos a mesma língua, embora haja diferenças pontuais na ortografia (z/s, or/our, etc...).

Ninguém pensou em unificar a ortografia, nem em usar em permanência locutores do outro lado (embora os média americanos usem alguns jornalistas não-americanos no estrangeiro, por razões que têm a ver com obtenção de vistos, por exemplo).

 

Agora falando do Brasileiro, a coisa é muito mais séria.

 

A modificação que os escravos foram fazendo à Língua dos colonizadores, em termos de pronúncia e possivelmente função da gramática das Línguas nativas, levou até a que os Brasileiros de hoje troquem a ordem normal das palavras, não usem verbos correctamente e tanto mais.

 

Um brasileiro que falava bom português gramaticamente foi o Presidente Temer...

 

E então posso passar ao vício de meter um 'i' onde ele não existe: abisurdo, opitar, e inúmeros outros exemplos.

 

E é contagioso! Exemplo:

Um tempo depois do 07 de Outubro, os Israelitas levaram jornalistas à povoação chamada Sderot (além de hebraico, é assim que está escrito na placa à entrada: Quer dizer "Boulevards", plural de Sder - eles formam plurais em -ot e em -im).

 

Esse grupo incluía pelo menos um português e uma brasileira.

Eu sei, porque vi uma peça na RTP e outra na Globo, na mesma noite.

Ora a brasileira dizia Siderot, devido à aversão que os Brasileiros têm a dizer duas consoantes juntas (Lula inclusivamente).

E fiquei chocado por ouvir o jornalista português copiar a brasileira, também dizendo Siderot!

Ainda mais curioso, noutra ocasião, ouvi outra repórter brasileira que preferia dizer Isderot (idêntico o que fazem com 'esporte').

 

Ora todo este linguajar "à brasileira" passa muito para lá de questões de pronúncia ou entoação, e consiste em corrupção da Língua.

Não se pode deixar de dizer isso quanto à introdução de sílabas que não existem.

 

Infelizmente, a Língua Brasileira tem características dominantes, tal como o Castelhano, senão basta ouvir portugueses que vivem há muito tempo no Brasil ou na Venezuela...

 

Isto é devido às Línguas serem parecidas, e tal não acontece comigo nem com quem mora na França (adoptam certos termos, mas não lhes afecta a pronúncia).

 

Não questiono o direito ao trabalho em Portugal de brasileiros, mas não quero ouvi-los na rádio e televisão a falar de assuntos que não têm nada a ver com o Brasil.

 

Isto particularmente quando os sotaques portugueses e africanos que referi não parecem ter lugar cativo nos canais de TV a que tenho acesso, e esses falam Português!

 

Creio que jornalistas portugueses até devem ficar ofendidos por serem preteridos. O caso do brasileiro na TVI/CNN-P a comentar futebol é um exemplo extremo, pois dá a ideia que se esgotou em Portugal quem saiba falar do assunto!

 

Aliás, quando um canal aqui em Toronto adquiriu uma meteorologista com pronúncia australiana, pode crer que eu protestei...

 

O Português falado já sofre de tantos erros...

 

E bem basta a falta de respeito pela audiência que leva a cair no Inglês fácil, em parte pela perda de vocabulário, causando até asneiras devido a não saberem o significado das palavras (ouvi uma comentadora que quando falava do Suez, lembrou o caso dum barco que entupiu o canal, e disse que era um verdadeiro "checkpoint", quando tal seria um "bottleneck").

 

Qual a necessidade de usar alguém que nem fala o Português correcto, e que em qualquer momento pode dizer uma "brasileirice"?

 

Eu nasci com inclinação para lógica (levou-me aos computadores) e Línguas (passou de entretenimento a conhecer a fundo o Inglês, a falar Italiano além de Castelhano e Francês, e saber o suficiente de Alemão; as minhas maiores peneiras vêm de me ter ensinado mais que o suficiente Russo, antes de haver Internet).

E sou compreendido em muita coisa de várias outras línguas estranhas, sem pretender que as falo minimamente, só por diversão. Até o tradutor do Google me entende, e isso tem utilidade neste país de imigrantes.

 

Mas o que interessa aqui é que quero fazer o que posso para proteger o verdadeiro Português da influência do Brasileiro, e que não seja considerado "variedade europeia", como me escandalizou a professora Dr.ª Sandra Duarte Tavares, pois assim caracterizou o meu Português original, enquanto assessora da Língua (!) na RTP.

 

Ofenderam-me, insultaram-me, tanto o PM como o PR: um disse que até gostaríamos de falar com o sotaque brasileiro, e o outro lembrou-se de imitar (mal) a fala brasileira, enquanto Chico Buarque ficou de boca aberta a pensar sabe-se lá o quê do indivíduo...

 

Pois lembro-me de dois casos:

Num jogo amistoso entre não me lembro quem e um Benfica em que entraram Ricardo Araújo Pereira e Fernando Mendes, o Ronaldo (o original, chamado "Fenômeno" pelos brasileiros - com ô) magoou-se, foi para o banco e foi entrevistado: Lesionou-se? Hem? Lesionou-se? Heeeem? Machucou-se?

Aí ele finalmente entendeu...

 

E recordo que a propósito de não sei quê, no Brasil, perguntei a uma pessoa: mas que explicação lhe dão a si?

Nada de resposta até eu modificar a pergunta...

O 'lhe' e o 'a si' não faziam parte do entendimento da Língua da pessoa...

 

Isto está indecentemente comprido, mas eu queria apresentar os meus argumentos duma maneira mais completa, que não têm nada a ver com xenofobia (aprecio, por exemplo, o Português que ucranianos falam).

E tenho a certeza de que mais tarde vou lembrar-me de mais que podia ter escrito...

 

Cumprimentos,

Carlos A. Coimbra,

Toronto»

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 16:14

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