Quarta-feira, 20 de Novembro de 2019

O que decidirá a Conferência Geral da UNESCO, a decorrer em Paris: «Dia Mundial da Língua Portuguesa» ou «Dia Mundial do Dialecto Brasileiro» (AO90)?

 

«Conselho Executivo da UNESCO endossa proclamação do Dia Mundial da Língua Portuguesa»

lê-se no  

 

UNESCO.jpg

 

onde este Conselho está sediado. E não é por acaso que ele está sediado no Ministério dos Negócios Estrangeiros de Portugal.

 

Por falar em UNESCO, o MPLP (Movimento em Prol da Língua Portuguesa), que conta com cerca de uma centena de subscritores, aguarda ainda por uma resposta à denúncia da violação da Convenção para a Salvaguarda do Património Cultural Imaterial (CSPCI), por um Estado-Membro, ou seja, por Portugal,  dirigida em 7 de Setembro de 2018 a Madame Audrey AZOULAY, Directora-Geral da UNESCO, e a uma outra exposição enviada em 7 de Janeiro de 2019,  pedindo um esclarecimento acerca de uma curta e dúbia resposta  que, entretanto, o MPLP recebeu da UNESCO.

 

Bem, mas o assunto hoje é a proclamação do dia de uma língua a que chamam “portuguesa”, mas que de Portuguesa já quase nada tem, e esta proclamação não passa de mais um fait divers, para fazer crer que a nossa Língua Portuguesa (a nossa) está de boa saúde, quando na realidade, está a desaparecer do mapa. E isto é um facto. Não é uma conjectura.  

 

Esta notícia é de 17 Outubro de 2019, ou seja, é relativamente recente. Não tive a oportunidade de me debruçar sobre ela, na devida altura, mas isto é daquelas coisas que podem abordar-se a qualquer momento, e o actual momento é o ideal, porque a deliberação final, acerca desta proclamação, cabe ao órgão mais representativo da UNESCO, a Conferência Geral, que congrega os cento e noventa e três Estados-membros, na sua 40º sessão, que teve início no passado dia 12 de Novembro e decorrerá até ao dia 27 deste mesmo mês.  

 

(Nota: uma vez que estamos a falar na proclamação do “Dia Mundial da Língua Portuguesa”, é em Língua Portuguesa que escreverei, e não em Dialecto Brasileiro (AO90) conforme lemos no portal diplomático do MNE, ou isto não faria qualquer sentido, ou então em vez do “Dia Mundial da Língua Portuguesa” ter-se-ia de proclamar o “Dia Mundial do Dialecto Brasileiro”, para sermos rigorosos.

 

Vejamos: a Comissão do Programa e Relações Exteriores do Conselho Executivo da UNESCO, com sede no Ministério dos Negócios Estrangeiros de Portugal, aprovou uma decisão que recomenda à próxima Conferência Geral da UNESCO  ( já a decorrer) a adoPção de uma resolução proclamando o dia 5 de Maio como “Dia Mundial da Língua Portuguesa”.

 

Lê-se no portal: «O Ministério dos Negócios Estrangeiros congratula-se com esta aprovação. Muito mais do que apenas uma língua oficial, a Língua Portuguesa é uma das línguas mais faladas do mundo e deverá continuar a crescer, em número de falantes e com uma expressão cada vez mais forte na Internet, nas organizações internacionais, no mundo dos negócios e artístico e em muitos outros domínios

 

Mentira. Lá que o MNE desse pulinhos e esfregasse as mãos de contente com esta aprovação, é natural que sim, pois isso faz parte da negociata que está por trás do AO90.

 

Porém, o resto é pura mentira.  A Língua Portuguesa não é uma das mais faladas do mundo, porque os Brasileiros falam Brasileiro, e eles são milhões. E isto é um facto. Não é uma teoria. E o que se vê cada vez mais forte na Internet, não está escrito em Língua Portuguesa, mas sim, em Dialecto Brasileiro, que muito brevemente passará a Língua Brasileira. Nem sequer nas organizações internacionais, no mundo dos negócios e artístico, porque é a Língua Inglesa que predomina nestas organizações e no mundo dos negócios e artístico. Dizer que é a Língua Portuguesa (a NOSSA) que predomina é delírio dos acordistas.  É uma gigantesca falácia. Todas as pessoas lúcidas o sabem. ExcePto os actuais governantes portugueses.

 

Outra mentira, outro delírio é dizer isto:

 

«A decisão, que será formalmente adoPtada (assim escrito à portuguesa) pelo plenário do Conselho Executivo no próximo dia 23, reconhece o papel e a contribuição da Língua Portuguesa para a preservação e disseminação da civilização e da cultura humanas, destacando ainda que o Português é a língua mais falada do hemisfério sul e a língua oficial de três organizações regionais e da Conferência Geral da UNESCO

 

O Português NÃO É a língua mais falada no hemisfério sul, porque no hemisfério sul fala-se o Dialecto Brasileiro. E quanto ao ser língua oficial de três organizações regionais (quais?)  e da Conferência Geral da UNESCO, a ver vamos.  Se assim fosse, não seria necessário escrever ou traduzir para Francês ou Inglês, o que escrevemos no NOSSO Português.

 

E dizem mais:

Dizem que «Esta proposta, submetida ao Conselho Executivo pelos nove países da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (como se na Guiné Equatorial se fale Português ou sequer Brasileiro) contou com o co-patrocínio de mais vinte e quatro países de todos os continentes e regiões do mundo (quais países?), e, agora, com o endosso dos cinquenta e oito membros do Conselho Executivo.» Só 58 membros?

 

Nós somos muito mais a dizer NÃO a toda esta embófia.

 

Na altura, Marcelo Rebelo de Sousa veio congratular-se, em nota publicada no portal da Presidência da República, “com o endosso, por unanimidade, pela comissão da UNESCO, do 5 de Maio como Dia Mundial da Língua Portuguesa”, afirmando que esta é uma decisão que “testemunha o reconhecimento do papel da nossa língua para o património da Humanidade, como língua de diálogo e de cooperação entre povos e culturas”, como se isto fosse verdade.

 

E saudou o embaixador de Portugal na UNESCO, António Sampaio da Nóvoa, que não soube defender a Língua Portuguesa, e felicitou igualmente a CPLP e todos os falantes da língua portuguesa, que, enfatiza-se no mesmo texto, “é a quarta língua mais falada no mundo, com mais de 260 milhões de falantes”, como se isto fosse verdade!

 

Esperemos que a UNESCO faça jus à Língua Portuguesa e proclame o dia Mundial desta Língua, NÃO na sua versão brasileira (AO90), mas na sua versão PORTUGUESA, porque só assim este dia terá razão de ser.

 

Basta de mentiras! Estamos fartos de mentiras!

 

Isabel A. Ferreira

 

Fonte:

https://www.portaldiplomatico.mne.gov.pt/comunicacao-e-media/comunciados-de-imprensa/conselho-executivo-da-unesco-endossa-proclamacao-do-dia-mundial-da-lingua-portuguesa

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 17:51

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Segunda-feira, 22 de Abril de 2019

«O BRASIL QUER LIVRAR-SE DO ACORDO ORTOGRÁFICO? TAMBÉM NÓS»

 

Elucidativo texto de Nuno Pacheco, jornal PÚBLICO

18.04.2019

 

NUNO PACHECO.jpg

Nuno Pacheco

 

Numa semana de perdas para a Cultura (o terrível incêndio que desfigurou a Notre-Dame de Paris, ou as mortes de Maria Alberta Menéres e Bibi Andersson) pode parecer desajustado falar disto. Mas não é possível ignorar um certo tweet brasileiro que prenuncia a extinção do “acordo ortográfico”, em coincidência temporal com a entrega, na Assembleia da República, das mais de 20 mil assinaturas da iniciativa de cidadãos (ILC-AO) que batalha para revogar a decisão que reduziu a três os países necessários para viabilizar o acordo.

 

Mas o que se passou, afinal? Isto: o jovem Filipe Martins, assessor especial da Presidência da República [do Brasil] para Assuntos Internacionais, publicou dia 6 de Abril no Twitter (agora governa-se por Twitter) o seguinte textinho: “Depois de nos livrarmos do horário de verão, temos que nos livrar da tomada de três pinos, das urnas electrônicas inauditávris [sic; seria ‘inauditáveis’, mas as teclas “r” e “e” estão lado a lado e ele devia ter pressa] e do acordo ortográfico.” Somou, em pouco tempo, 706 comentários, 6100 likes e 1100 partilhas.

 

Filipe Martins, 30 anos, é tudo menos um sujeito recomendável. Antes da segunda volta que deu a vitória a Bolsonaro, afirmou: “O que está acontecendo no Brasil é uma revolução – a fucking revolution – e não há meios de pará-la.” Os seus gestos, declarações e provocações, muitas vezes em tom de pilhéria, valeram-lhe, segundo a imprensa brasileira, os epítetos de “revolucionário de Facebook”, “líder da direita jacobina” ou “Robespirralho”, referência ao temível Robespierre, propagador do terrorismo de Estado durante a Revolução Francesa.

 

Com tais pergaminhos, poder-se-á concluir, apressadamente, que a anunciada “morte” do “acordo ortográfico” (AO) no Brasil será um golpe da direita mais radical contra a esquerda. Nada mais errado. A lista de coisas a abater, onde o AO agora se inclui, reflecte o pendor pretensamente nacionalista que o Brasil copia de Trump (género “O Brasil primeiro”), menorizando ou deitando fora tudo o que tenha um aroma de acordo externo, importação ou até de simples concertação entre pares mais distantes. Daí que a lista inclua o horário de Verão (que Bolsonaro já garantiu que não vai aplicar em 2019), as placas para matrículas de automóvel com padrão do Mercosul, a tomada eléctrica de três pinos (importada em 2000 e obrigatória desde 2011), as urnas para votação electrónica (em uso no Brasil desde 1996, o governo contesta agora a sua fiabilidade) e, finalmente, o dito “acordo ortográfico”, tendo este último uma explicação simples. Não se trata da língua, já que essa pouco dirá a tais ditames, mas de negócio. Veja-se só este delirante parágrafo da notícia que dava conta do tweet de Martins, no portal brasileiro ClickPB: “O acordo ortográfico completou 10 anos no início deste ano. A padronização do idioma permitiu um aumento do intercâmbio cultural, com livros de ficção, didáticos, paradidáticos e científicos, e documentos, escrituras, contratos e textos de todos os gêneros circulando entre os países sem necessidade de revisão.” Como se sabe, e comprova, isto é absolutamente falso; hoje, como há dez anos. Mas foi este canto de sereia que hipnotizou muitos políticos, alguns intelectuais e legiões de analfabetos.

 

Embalado nesta onda, esperava o Brasil ter negócios garantidos com Angola e Moçambique, os maiores países africanos, pois com Portugal já tem. Azar: nenhum destes países ratificou o acordo nem mostra vontade de o fazer (Angola, aliás, é particularmente crítica do processo). Nem eles, nem a Guiné-Bissau, nem Timor-Leste. Só Portugal, Brasil e, por arrasto, Cabo Verde (que tornou o crioulo língua primeira, não o português) e São Tomé e Príncipe. Para que quer, então, o Brasil, tal acordo? Para exibir em cimeiras multilaterais? Para a CPLP? Nem pensar. O Brasil de Bolsonaro dispensa enfeites, sobretudo se não rendem nada.

 

Se o Brasil cumprir o “chilrear” do passarão Filipe Martins, repetir-se-á a patética situação em que Portugal ficou quando o Presidente brasileiro Café Filho revogou por decreto, em 1955, a Convenção Ortográfica Luso-Brasileira que representantes de Portugal e do Brasil haviam assinado em 1945, já depois do falhado Acordo Ortográfico Luso-Brasileiro de 1931. Serão os mesmos dez anos, para assinar e rasgar o acordo. Só que em 1945 a ortografia consagrada no acordo respeitava o sistema vocálico português, e assim ficou – aqui e nas colónias africanas que viriam, felizmente, a tornar-se países independentes; enquanto a do “acordo” de 1990 se conforma mais ao sistema vocálico brasileiro, resultando absurdo e injustificável por cá.

 

Que fazer? Crescer, que já é tempo para isso. Libertados deste imenso logro “unificador”, os países nele envolvidos podem, além de definir as suas ortografias, cooperar cientificamente na feitura de um grande dicionário (deixem os vocabulários, que nada resolvem), partilhável em linha, com as variantes vocabulares e ortográficas dos vários países aí consagradas, para que todos possamos saber como se fala e escreve no espaço lusófono. Só encarando a diversidade que existe, e se pratica no dia-a-dia dos nossos países, podemos celebrar a Língua Portuguesa.

 

Fonte:

https://ilcao.com/2019/04/20/o-brasil-quer-livrar-se-do-acordo-ortografico-tambem-nos-nuno-pacheco-publico-18-04-2019/?fdx_switcher=true&fbclid=IwAR17sVeQ6elUnonFsAKgkoDXzwdk2eVxl3UDsbiFYqn68H_yA4VCtUVrL00

 

 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 14:16

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Terça-feira, 16 de Abril de 2019

«DESCOLONIZAÇÃO ORTOGRÁFICA, JÁ!»

 

Magnífico texto de Octávio dos Santos - “Público”, que reduz a zero o AO90, e o qual subscrevo palavra por palavra...

 

camoesmulata.jpg

 

Descolonização ortográfica, já!

 

Como é que pessoas e instituições aparentemente sensatas aceitam participar nesta patética e degradante farsa, à qual não estão obrigadas?

Octávio dos Santos

 

publico.pt, 16.04.19

 

Não deveria ser necessário, por se referir a algo evidente a quem é minimamente atento, honesto e inteligente, mas mesmo assim deixo um aviso aos “acordistas”, quer activos, por convicção (poucos, fanáticos, pervertidos), quer passivos, por capitulação (muitos, cobardes, preguiçosos): a (efectiva, plena) unificação ortográfica transcontinental “lusófona” nunca será concretizada.

 

Tal devemos agradecer principalmente a africanos (mas também a asiáticos, aos timorenses): Guiné-Bissau, Angola e Moçambique ainda não ratificaram, passados todos estes anos, o AO90 – aliás, a Academia Angolana de Letras, em Outubro de 2018, pronunciou-se formalmente contra a ratificação; e em Cabo Verde, que a fez, parece porém estar cada vez mais próxima (Abraão Vicente, ministro da Cultura do governo da Cidade da Praia, confirmou-o em entrevista concedida em Fevereiro último) a institucionalização do crioulo como idioma nacional – o que significará que aquele arquipélago deixará de ser, de facto, um país de língua oficial portuguesa, seja lá o que esta for actualmente. Portanto, e uma vez mais, em África luta-se pela descolonização; nisto deveriam reflectir muito seriamente todos os alegados “antifascistas” que se preparam para celebrar neste mês os 45 anos do 25 de Abril com “a” minúsculo.

 

Agora há que saber se em Portugal se vai acabar com a experiência catastrófica, não utópica mas sim distópica, de uma “novilíngua” que viola a etimologia europeia predominante em todas as nações civilizadas do Mundo e que resultou da “adoção” ilegal e reforçada, deste lado do Atlântico e isolando-nos daquelas, de uma subversão terceiro-mundista executada por uma ditadura brasileira da década de 40 do século passado decidida a diminuir os laços com o Velho Continente, e em especial com a nação ex-colonizadora de que muitos brasileiros se envergonha(va)m – para o comprovar basta recordar certas reacções ao incêndio que destruiu o Museu Nacional do Brasil, no Rio de Janeiro, em Setembro de 2018. Os portugueses, e, mais concretamente, os seus supostos representantes que têm assentos (mas que dispensam acentos) no hemiciclo par(a)lamentar, poderão ter ainda em 2019 uma nova oportunidade de terminar esta traição, esta auto-sabotagem da cultura, identidade e honra nacionais, se e quando for apresentada e votada a Iniciativa Legislativa de Cidadãos contra o Acordo Ortográfico, cujos responsáveis anunciaram em Janeiro último terem alcançado finalmente (o número mínimo de) 20 mil assinaturas necessárias e isso o comunicaram à Divisão de Apoio ao Plenário da Assembleia da República, neste  momento aguardando o agendamento. Infeliz e vergonhosamente, sabe-se o que aconteceu na anterior oportunidade, ocorrida a 22 de Fevereiro de 2018: a proposta de desvinculação do “Acordo Ortográfico de 1990” defendida naquela data pelo PCP foi rejeitada por BE, PS, PSD e CDS, com as excepções, expressas em apoio ou abstenção, de oito deputados (um do PAN, uma socialista, um social-democrata e cinco centristas). Este quase consenso, da esquerda à “direita”, na continuação da destruição de uma componente fundamental do património nacional é apenas mais um motivo (outros, igualmente relevantes, existem) que justifica uma mudança de regime neste país, com a consequente exclusão (e, em alguns casos, detenção) dos “políticos” que manifestamente não sabem, não querem e/ou não conseguem defender o autêntico interesse público.

 

Já se sabia que a “ortografia” do AO90 é a do abuso, da arrogância. E desde que José Sócrates e Lula da Silva, principais culpados da exumação e da reanimação do “cadáver acordizador”, foram acusados judicialmente e mandados para a prisão, passou a ser igualmente a da corrupção, do crime. Pelo que todos os que aceitam “escrever” dessa maneira são cúmplices dessa corrupção, desse crime. Cada vez mais o “aborto pornortográfico” se assemelha a uma doença altamente “contagiosa”, cujo sintoma mais visível é a incapacidade dos que se submetem ao dito cujo se aperceberem do ridículo em que caem. Um exemplo (verdadeiro) entre vários possíveis: quem escreve provetareferindo-se a “provecta” não pode estar num estado normal, minimamente saudável; e o mesmo se aplica a outras aberrações como “afetar”,detetar”,espetáculo, “fatura” ou receção”. Isto para não falar daqueles que estão já em situação “terminal” e escrevem apocalise”, “abruto” oucorruto”. Como é que pessoas e instituições (públicas e privadas, empresas, e não só editoras) aparentemente sensatas aceitam participar nesta patética e degradante farsa, à qual não estão obrigadas? É na verdade espantoso como há tantas prontas a obedecer a “normas” absurdas e anormais só porque são impostas “de cima”. Compreende-se hoje ainda melhor por que é que Portugal aguentou quase 50 anos de ditadura.

Octávio dos Santos

 

Fonte:

https://cedilha.net/ap53/2019/04/descolonizacao-ortografica-ja-octavio-dos-santos-publico-16-04-19/?fbclid=IwAR03nl8FrgR0i4hpeZUbpEZ0t6g0__vRqj7WQ4T3yjDd-UxS83VIN0qMF0o

 

 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 15:30

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Quinta-feira, 4 de Abril de 2019

"Cansei-me... Rendo-me…"

 

Não, isto não me diz respeito. Talvez um dia isto possa acontecer-me, mas só quando Portugal já não tiver a mínima hipótese de ser um país digno e independente. Então não me restará outra opção senão render-me ao invasor. Por enquanto ainda há esperança.

 

Recebi este texto via e-mail. Traduzido por M. Helena Damião e Isaltina Martins, e partilho-o para que todos os que se dignarem a lê-lo possam reflectir sobre o modo como os adultos e os governantes estão a contribuir para o aniquilamento de uma sociedade que se quer moralmente, intelectualmente e culturalmente saudável, e a comprometer, de um modo insano, o futuro das nossas crianças e dos nossos jovens. (Isabel A. Ferreira)

 

1484170729125.jpg

Leonardo Haberkorn

Origem da imagem:
https://www.eldia.com/nota/2016-9-14-renuncio-a-dar-clase-vencido-por-el-celular

 

Leonardo Haberkorn, jornalista e escritor uruguaio, era professor numa universidade de Montevideo. Corre na Internet um artigo seu publicado em papel, em 2015, com o título "Me cansé... me rindo...", onde declara ter deixado o ensino, que antes o apaixonava, e explica porquê.

 

Tomámos a liberdade de o traduzir, pois, por certo, ele tocará muitos professores e directores de escolas portuguesas. Desejável é que tocasse instâncias superiores e, de modo mais alargado, a sociedade.


"Depois de muitos e muitos anos, hoje dei a última aula na Universidade.

Cansei-me de lutar contra os telemóveis, contra o whatsapp e contra o Facebook. Ganharam-me. Rendo-me. Atiro a toalha ao chão.

Cansei-me de falar de assuntos que me apaixonam perante jovens que não conseguem desviar a vista do telemóvel que não pára de receber selfies.

Claro que nem todos são assim. Mas cada vez são mais.

Até há três ou quatro anos a advertência para deixar o telemóvel de lado durante 90 minutos, ainda que fosse só para não serem mal-educados, ainda tinha algum efeito.

Agora não. Pode ser que seja eu, que me desgastei demasiado no combate. Ou que esteja a fazer algo mal.

Mas há algo certo: muitos desses jovens não têm consciência do efeito ofensivo e doloroso do que fazem. Além disso, cada vez é mais difícil explicar como funciona o jornalismo a pessoas que o não consomem nem vêem sentido em estar informadas.

Esta semana foi tratado o tema Venezuela. Só uma estudante entre 20 conseguiu explicar o básico do conflito. O muito básico. O resto não fazia a mais pequena ideia. Perguntei-lhes (...) o que se passa na Síria? Silêncio. Que partido é mais liberal ou que está mais à 'esquerda' nos Estados Unidos, os democratas ou os republicanos? Silêncio. Sabem quem é Vargas Llosa? Sim!


Alguém leu algum dos seus livros? Não, ninguém! Lamento que os jovens não possam deixar o telemóvel, nem na aula. Levar pessoas tão desinformadas para o jornalismo é complicado.

É como ensinar botânica a alguém que vem de um planeta onde não existem vegetais. Num exercício em que deviam sair para procurar uma notícia na rua, uma estudante regressou com a notícia de que se vendiam, ainda, jornais e revista na rua.

Chega um momento em que ser jornalista é colocar-se na posição do contra. Porque está treinado a pôr-se no lugar do outro, cultiva a empatia como ferramenta básica de trabalho.

E então vê que estes jovens, que continuam a ter inteligência, simpatia e afabilidade, foram enganados, a culpa não é só deles. Que a incultura, o desinteresse e a alienação não nasceram com eles.

Que lhes foram matando a curiosidade e que, com cada professor que deixou de lhes corrigir as faltas de ortografia, os ensinaram que tudo é mais ou menos o mesmo. Então, quando compreendemos que eles também são vítimas, quase sem darmos conta vamos baixando a guarda.

E o mau é aprovado como medíocre e o medíocre passa por bom, e o bom, as poucas vezes que acontece, celebra-se como se fosse brilhante. Não quero fazer parte deste círculo perverso. Nunca fui assim e não serei assim.

O que faço sempre fiz questão de o fazer bem. O melhor possível. E não suporto o desinteresse face a cada pergunta que faço e para a qual a resposta é o silêncio. Silêncio. Silêncio. Silêncio.

Eles queriam que a aula terminasse.

Eu também."

Tradução: M. Helena Damião e Isaltina Martins

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 16:11

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Quarta-feira, 4 de Julho de 2018

A GRAFIA PORTUGUESA QUE VIGORA EM PORTUGAL VS. A QUE O GOVERNO PORTUGUÊS NOS QUER IMPINGIR (PARTE VI)

 

 

Continuando o périplo pela grafia que o governo português nos quer impingir, hoje destacamos as palavras começadas pela letra F, começando pelo vocábulo facção e o inacreditável enredo que o envolve.

 

GRAFIA6.png

 

Vejam o que anda a circular na Internet:

Facção – Wikipédia, a enciclopédia livre

https://pt.wikipedia.org/wiki/Facção

  1. Em cache

Facção (português brasileiro) ou Fação (português europeu) pode(m) referir-se a: Facção Central — um grupo de rap brasileiro, formado na cidade de São Paulo no ano de 1989; Facção Central - Ao Vivo — a primeira compilação do grupo de rap Facção Central; Família Facção — um álbum da banda de rap Facção ...

 

 

Eu quando li isto não quis acreditar!

 

Facção, assim bem escrito em boa grafia portuguesa, é português brasileiro???

 

E fação, (lê-se fâção), assim mal escrito, numa grafia analfabeta, é português europeu???

 

Mas nem aqui nem na China!

 

Isto é de uma ignorância descomunal.

 

E os linguistas portugueses permitem que uma barbaridade destas circule na Internet, e não fazem nada?

 

Não faço ideia de quem foi o ignorante que colocou esta parvoíce na wikipédia, mas seja quem for, mostrou uma ignorância descomunal, não faz a menor ideia do que seja o Português (dito europeu), e prestou um péssimo serviço à História das Línguas Europeias.

 

Ponto único: o Português É europeu, e não há Português de mais parte alguma.

O que há é dialectos.

 

E fação (fâção) seja lá o que isto for, nem é dialecto, nem Português. É uma aberração ortográfica qualquer, inventada por uma cambada de ignorantes, que querem, à força dessa ignorância, destruir a Língua Portuguesa, e pô-la ao ridículo perante o mundo.

 

Senhor presidente da República, não acha que está na hora de virar os seus afectos para a Língua Portuguesa, e salvá-la desta vergonhosa destruição?

 

É um DEVER de Vossa Excelência.

 

Isabel A. Ferreira

 

Ver também:

GRAFIA PORTUGUESA VS. GRAFIA BRASILEIRA

 

A GRAFIA PORTUGUESA QUE VIGORA EM PORTUGAL VS. A QUE O GOVERNO PORTUGUÊS NOS QUER IMPINGIR (PARTE I)

 

A GRAFIA PORTUGUESA QUE VIGORA EM PORTUGAL VS. A QUE O GOVERNO PORTUGUÊS NOS QUER IMPINGIR (PARTE II)

 

A GRAFIA PORTUGUESA QUE VIGORA EM PORTUGAL VS. A QUE O GOVERNO PORTUGUÊS NOS QUER IMPINGIR (PARTE III)

 

A GRAFIA PORTUGUESA QUE VIGORA EM PORTUGAL VS. A QUE O GOVERNO PORTUGUÊS NOS QUER IMPINGIR (PARTE IV)

 

A GRAFIA PORTUGUESA QUE VIGORA EM PORTUGAL VS. A QUE O GOVERNO PORTUGUÊS NOS QUER IMPINGIR (PARTE V)

 

 

 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 18:42

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Segunda-feira, 2 de Julho de 2018

«E ISTO NÃO SER TUDO…»

 

Realmente não ser

 

Encontrei esta frase inserida na imagem, que ilustra esta publicação, grafada num muro. É que o maltrato da Língua Portuguesa não se limita aos órgãos de comunicação social, aos livros acordizados, às legendas televisivas, aos manuais escolares, aos textos da Internet, às bulas dos medicamentos, aos anúncios ou aos dizeres dos ministros, dos presidentes e dos deputados da Nação…

Também chega às ruas.

E o caos é total.

E os responsáveis por tudo isto andam por aí a cantar e a dançar como se vivêssemos no paraíso…

 

DSC02711.JPG

 (Deus é existirmos e isto não ser tudo)

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 16:41

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Terça-feira, 22 de Maio de 2018

MEDALHA DE MÉRITO CULTURAL PARA A "ACORDISTA" LÚCIA VAZ PEDRO?

 

A União de Freguesias de Mafamude e Vilar do Paraíso decidiu atribuir a medalha de Mérito Cultural à acordista Lúcia Vaz Pedro, que, no JN, costuma divulgar a grafia brasileira, em pseudolições de português.

 

Neste nosso empobrecido país tudo é possível!

 

LÚCIA.png

Origem da Imagem:

https://www.jn.pt/artes/interior/lucia-vaz-pedro-recebe-medalha-de-merito-cultural-9361588.html

 

Bem, hoje em dia, qualquer um recebe medalhas de mérito cultural, até aqueles que vão para uma arena torturar touros para divertir sádicos, recebem medalhas de mérito cultural. E já vi vigaristas e corruptos a receber medalhas de mérito cultural. É só dar uma volta pela Internet.

 

As medalhas de mérito cultural estão tão banalizadas que, hoje em dia, valem ZERO.

 

Quem as tem, bem merecidas, devia devolvê-las. Actualmente, para quem realmente as merece, é uma desonra, ter ou receber medalhas de um mérito cultural tão banalizado.

 

Lúcia Vaz Pedro até poderá ter o seu mérito. Algum mérito terá. Não duvido. Mas mérito cultural? Quem despreza a Língua Portuguesa, base da Cultura Culta, trocando-a pelo dialecto brasileiro, e apresentando aos leitores do JN as maiores ignorâncias gráficas, prestando com isso um péssimo serviço cultural ao País?

 

Poupem-me!

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 16:48

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Terça-feira, 8 de Maio de 2018

«QUAL A LÍNGUA OFICIAL DE PORTUGAL?»

 

20% dos norte-americanos diz que é o espanhol.

 

Então não é?

 

Um interessante texto de José Varela Rodrigues, no Jornal Económico, para reflectir algo que julgamos que existe, mas não existe: uma coisa chamada Cultura Geral. Nem em Portugal, nem nos Estados Unidos da América, nem em parte alguma.

 

O vazio cultural é chocante, e em terra de cegos, quem tem um olho é rei.

Obviamente.

 

REI.jpg

 Origem da imagem: Internet

 

«Entre os 4.180 norte-americanos inquiridos pela Jetcost, 49% acredita que África é um país; 39% pensa que o Polo Norte não existe e 9% acredita que a Terra é plana.

 

O site de viagens Jetcost divulgou esta terça-feira o resultado de um estudo realizado junto de mais de quatro mil turistas norte-americanos, em que 20% afirmou que o idioma que se fala em Portugal é o espanhol.

 

Para a Jetcost, “os norte-americanos não são propriamente os mais conhecedores de geografia, turismo e cultura de outros países” e, por isso, foi levado a cabo um inquérito junto de 4.180 turistas norte-americanos com mais de 18 anos e emprego estável, que tenham viajado pelo menos uma vez nos últimos dois anos, a fim de apurar os conhecimentos destes turistas.

 

Antes de responderem às questões da Jetcost, num teste de “verdadeiro ou falso”, a maioria dos inquiridos disse estar “muito seguro dos seus conhecimentos”. O resultado acabou por revelar um quadro de ignorância, no mínimo, assustador.

 

Além de 20% julgar que o espanhol é um idioma e que é a língua oficial de Portugal, 11% dos entrevistados pensa que a Islândia é um “país não habitado devido ao clima muito frio” e 9% pensa que Chipre é a capital do México, ou que a terra é plana.

 

Eis os dez erros mais comuns do turista norte-americano:

 

1) 51% acredita que “Australásia” é outra forma de nomear Austrália;

 

2) 45% acredita que África é um país;

 

3) 39% crê que o Polo Norte não existe;

 

4) 28% pensa que é necessário demora-se 18 horas num voo entre Nova Iorque e Londres;

 

5) 26% acredita que a Escócia está no Equador;

 

6) 21% crê que França faz parte do Reino Unido;

 

7) 20% acredita que a língua oficial de Portugal é o espanhol;

 

8) 17% julga que o Japão está “protegido” pela Grande Muralha do Japão;

 

9) 14% acredita que o arquipélago das Filipinas é um estado chinês;

 

10) 11% crê que a Islândia é um “país não habitado devido ao clima muito frio”.»

 

Fonte:

http://www.jornaleconomico.sapo.pt/noticias/qual-a-lingua-oficial-de-portugal-20-dos-norte-americanos-diz-que-e-o-espanhol-295100

 

***

Entretanto, num comentário, a este texto, o Bujardas deixou esta piada clássica, que apesar de ser piada, diz umas verdades, muito verdadeiras, e também diz algo mais…

 

«A ONU resolveu fazer uma pesquisa sobre a escassez de alimentos no mundo. Para isso, enviou uma carta para os representantes de alguns países estratégicos solicitando suas opiniões, no seguinte teor:

 

POR FAVOR, DIGAM HONESTAMENTE A SUA OPINIÃO SOBRE A ESCASSEZ DE ALIMENTOS NO RESTO DO MUNDO

 

A pesquisa foi um fracasso:

 

* Nenhum dos países europeus entendeu o que era "escassez".

 

* Os africanos não sabiam o que eram "alimentos".

 

* Os cubanos estranharam e pediram maiores informações sobre o que era "opinião".

 

* Os norte–americanos nem imaginavam o que significa o "resto do mundo".

 

* O Congresso Brasileiro está debatendo, há anos sobre o que é honestamente.

 

***

Pois… agora, senhores governantes portugueses, digam honestamente a sua opinião… também, sobre tudo isto.

 

Não querem tentar?

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 11:26

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Terça-feira, 30 de Janeiro de 2018

Grafia portuguesa vs. grafia brasileira

 

Para os que acham (se ao menos pensassem!) que suprimir consoantes é coisa portuguesa… aqui deixo uma amostra da verdadeira origem da supressão de consoantes mudas, com o único objeCtivo de facilitar a escrita aos mais duros de cabeça, porque os outros, os que sabem Línguas, como o Inglês ou o Alemão, as duas línguas europeias com mais consoantes mudas, não têm dificuldade nenhuma em escrever essas consoantes, porque o cérebro também serve para pensar a Língua.

 

E porque há-de uma criança portuguesa, que está a aprender Inglês, escrever director nessa língua, e na Língua Materna dela escrever diretor (lê-se dir'tor) à brasileiraquando em Português o correCto é esxcrever também direCtor, pois a nossa Língua é europeia como a Inglesa?

 

Os nossos governantes querem, porque querem, que nós, portugueses, escrevamos como os brasileiros. Exigimos saber porquê, pois se eles, são eles, e nós, somos nós?

 

ORTOGRAFIA.png


A supressão da consoante muda, muda a sonoridade das palavras, em todas as línguas, à excePção da língua falada no Brasil, que abre todas as vogais, e as consoantes que eles não pronunciam, na Língua Brasileira não tem valor diacrítico, como tem na Língua Portuguesa.

 

Um exemplo:

SeleCção (s'léção) em Português;

SeleCtion (s'lékshân) em Inglês

Seleção (sêlêção) em brasileiro (haverá legitimidade para falar em “brasileiro” porque na Internet já se vê isto, numa busca por “tradução”: o “americano” por Inglês, e “brasileiro” por Português.

 

Brazilian.png

 

E o subserviente governo português verga-se a isto como um obnóxio

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 11:05

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Segunda-feira, 7 de Novembro de 2016

INVESTIGAÇÃO SOBRE O AO90

 

TRAIDORES.jpg

 (Origem da imagem: Internet)

 

Passei estes dias a investigar, a ler sobre a génese do acordo ortográfico de 1990.

 

Sobre o ninho onde foi parido.

 

Sobre os mais profundos motivos que estão por detrás da imposição deste acordo que tem gerado tanto desacordo.

 

O que descobri não me surpreendeu absolutamente nada.

 

Para mim sempre foi evidente, porque não ando no mundo só por ver andar os outros, nem aceito tudo o que me querem impingir, até porque desde criança aprendi a questionar tudo o que me ensinavam. Sempre tive na ponta da língua a interrogação “porquê?”, e nunca me dava por satisfeita até que compreendesse tudo o que havia para compreender, ainda que tivesse de procurar as respostas em livros e lugares proibidos.

 

O que descobri sobre o AO90 não me surpreendeu.

 

O que me surpreende, e de um modo profundamente inquietante, é o servilismo do primeiro-ministro e do presidente da República de Portugal e dos deputados da Nação e o de todos os que subservientemente se curvam perante esta tentativa de assassinato da Língua Portuguesa, e das duas uma: ou não sabem da missa a metade; ou se sabem, estão-se a sobrepor interesses alienígenas aos inalienáveis interesses de Portugal.

 

E isto é bastante grave.

 

Mas esta história será para contar numa outra oportunidade.

 

É preciso escolher as palavras certas para dizer as coisas certas. E isso levará o seu tempo.

 

Isabel A. Ferreira

 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 18:47

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A autora deste Blogue não adopta o “Acordo Ortográfico de 1990”, por recusar ser cúmplice de uma fraude comprovada.

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. AO/90 é uma fraude, ilegal e inconstitucional

O Acordo Ortográfico 1990 não tem validade internacional. A assinatura (em 1990) do texto original tem repercussões jurídicas: fixa o texto (e os modos como os signatários se vinculam), isto segundo o artº 10º da Convenção de Viena do Direito dos Tratados. Por isso, não podia ser modificado de modo a entrar em vigor com a ratificação de apenas 3... sem que essa alteração não fosse ratificada por unanimidade! Ainda há meses Angola e Moçambique invocaram oficialmente a não vigência do acordo numa reunião oficial e os representantes oficiais do Brasil e do capataz dos brasileiros, Portugal, meteram a viola no saco. Ora, para um acordo internacional entrar em vigor em Portugal, à luz do artº 8º da Constituição Portuguesa, é preciso que esteja em vigor na ordem jurídica internacional. E este não está!
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