Quinta-feira, 21 de Junho de 2018

À CONTA DO AO90 A ARTE DE BEM ESCREVER ESTÁ COMPROMETIDA EM PORTUGAL

 

Carlo Dossi, escritor italiano, que deu um grande contributo à Literatura e à Política dos finais do século XIX, diz que quem lê e não sabe escrever é mudo.

É verdade. Concordo.

É um mudo, sim, mas um mudo ignorante.

E Portugal está a encher-se de mudos ignorantes gerados pelo governo português.

E isto não é algo estranho, algo anormal?

 

CARLO DOSSI.png

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 18:11

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Quinta-feira, 31 de Maio de 2018

«LÍNGUA PORTUGUESA, DIVERSIDADE SIM, UNIFORMIDADE NÃO!» - MOÇÃO DA JUVENTUDE POPULAR

 

Ao cuidado dos governantes portugueses, para que possam aprender com a Juventude, uma vez que rejeitam o saber dos velhos do Restelo, como gostam de chamar àqueles que defendem a Língua Portuguesa, tenham a idade que tiverem...

 

FLOR DO LÁCIO.jpg

Para quem não sabe, Olavo Bilac é um dos maiores poetas brasileiros

 

Rafael Dias, presidente da Juventude Popular (CDS/PP) elaborou uma moção sectorial sobre o AO90, apresentada a 28 de Maio de 2018 e aprovada por larga maioria em, na qual rejeita inequivocamente o dito Acordo Ortográfico de 1990, sendo a JP a primeira Juventude Partidária a rejeitar o AO90, considerando que ele «promoveu um grotesco aborto ortográfico à língua portuguesa, sendo desde logo, por isso, uma fraude política e técnica. "

 

Eis, na íntegra, o documento apresentado e aprovado por larga maioria, pela Juventude Popular (o negrito é da responsabilidade da autora do Blogue):

 

«Língua Portuguesa, diversidade sim, uniformidade não!»

 

A moção aqui vertida insta a que a Juventude Popular de forma activa e indubitável vise a reversão do Acordo Ortográfico de 1990. A língua portuguesa anda entregue à bicharada, não pode ser. O património derradeiro da nossa pátria não pode ser vexado desta forma. O AO90 apenas complica em vez de simplificar, confunde em vez de unir, uma união que não faz qualquer tipo de sentido, pois a língua portuguesa como idioma global, tal como o inglês, deve ver na diversidade a sua riqueza e não numa uniformização cega, que convém apenas a algumas editoras. Mais, o AO90 afasta o português, como língua proveniente do latim, de outros idiomas semelhantes, como é o caso do francês, do espanhol ou do italiano, o que torna a sua difusão e aprendizagem pela Europa mais difícil e mais incerta.

 

Acima de tudo o AO90 é uma falácia política, técnica e cultural que tem como corolário factual o falhanço político, dada a sua rejeição pela maioria dos países da Portugalidade - só o Brasil, ainda que a espaços e de forma dúbia, e Portugal praticam o Acordo - e, sobretudo pela maioria da comunidade que mais utiliza a língua portuguesa no seu quotidiano, jornalistas, escritores, cronistas, professores.

 

A língua é um dos símbolos de uma nação é, pois, o seu maior património imaterial, derradeiro e perene. A Língua é um património valioso e um instrumento determinante para a afirmação dos povos e das suas culturas, porque é através dela que exprimem a sua identidade e as suas diferenças.

 

Tal como a espontaneidade da vida e dos costumes de cada povo, a Língua é um elemento vivo, e não pode, por isso, ser prisioneira de imposições do poder político, que limitam a sua criatividade natural. Deve, naturalmente, evoluir com as vicissitudes dos séculos, não obstante, esta deve ser uma evolução natural e espontânea que tenha âmago na vontade popular e no uso que os constituintes da nação dela fazem no quotidiano ao longo de gerações, sendo por isso tutelada pelo costume. Não é, note-se, o caso deste Acordo Ortográfico, que procedeu de forma sumária à amputação de consoantes e acentos gráficos de forma bárbara, desconexa e ilógica, promovendo um grotesco aborto ortográfico à língua portuguesa, sendo desde logo, por isso, uma fraude política e técnica.

 

Uma fraude política também porque substituindo a vontade popular, a classe dirigente do nosso país à época sentiu-se legitimada para liderar um hipotético processo de uniformização da língua portuguesa que encalhou no Acordo Ortográfico” de 1990 (AO90), nascendo de uma ideia, no mínimo, ingénua do primeiro-ministro à época, Aníbal Cavaco Silva – depois merecendo a conivência dos executivos sucessivos - sob a bandeira de unificar as diversas variantes do idioma português, alegadamente, pasme-se, para evitar que o Português de Portugal não se transformasse numa língua banal, e de simplificar a escrita, o que fez foi abrir uma caixa de Pandora e criar um monstro, pois todos os objectivos desta aventura diplomática fracassaram redondamente. O processo de entrada em vigor do AO90 nos Estados lusófonos é também uma fraude política: o AO90 teria de ser ratificado por todos os Estados. Mas Angola e Moçambique, os dois maiores países de língua portuguesa a seguir ao Brasil, nunca o ratificaram. E, dos restantes países, só três o mandaram aplicar obrigatoriamente: Portugal, a partir de 2011-2012; Cabo Verde, a partir de 2014-2015; e o Brasil, a partir de 2016. Há, assim, repetidas incongruências no domínio jurídico que urgem ser denunciadas. O AO90 é também um lamentável exemplo da forma como o Estado abusou do seu poder. Visto que nunca foi fomentado algum debate público sobre o AO90. Um abuso do poder do Estado e uma fraude técnica também porque foram, em 2005, emitidos 25 pareceres negativos por parte de especialistas e de entidades consultadas. Todo o processo do AO90, culminando com a Resolução do Conselho de Ministros n.º 8/2011, é um exemplo evidente e pérfido de falta de transparência, inadmissível num Estado de Direito democrático.

 

O AO é um grotesco falhanço técnico e político e uma fraude porque, indefectivelmente, não unificou, muito menos uniu, apenas baralhou e confundiu. Primeiramente, segundo um estudo Maria Regina Rocha 2.691 palavras que se escreviam de forma diferente mantêm-se diferentes; apenas 569 que eram diferentes se tornaram iguais; 1.235 palavras que eram iguais tornaram-se diferentes e, destas, 200 mudaram apenas em Portugal, dando origem a soluções aberrantes como aceção, conceção, confeção, contraceção, deceção, impercetível..., enquanto no Brasil se continua a escrever acepção, concepção, confecção, contracepção, decepção, imperceptível, etc. O AO patrocina também a confusão e a dificuldade de aprendizagem da língua através da sua incoerência morfológica, note-se no exemplo de «Egito», os seus habitantes não são os «egícios» mas sim uns egípcios, ou nas célebres «arquitetas» e «espetadores».

 

Além de que, o AO90 não incide sobre os factores de divergência da linguagem escrita entre Portugal e o Brasil, nas quais existem diferenças lexicais (fato – terno; autocarro – ônibus; comboio – trem; usina-fábrica), sintácticas (tu – você) e semânticas (palavras com sentidos diferentes: camisola, por exemplo, que, no Brasil, significa “camisa de dormir”).

 

Estamos perante diferenças atávicas que caracterizam as duas variantes do Português e que não se alteram por decreto. No limite, não unificou ou uniu, porque desde logo o acordo não é aceite na maioria dos Estados com língua oficial portuguesa.

 

A jusante, a aplicação do AO90 afasta o Português dos principais idiomas internacionais, o que só traz desvantagens em termos etimológicos, de globalização e de aprendizagem dessas línguas estrangeiras, em relação às quais não temos qualquer vantagem em nos afastar. Por exemplo, a palavra “actor”: em todas as línguas, como a nossa, em que a palavra é de raiz latina, escreve-se “actor” com c ou k (excepto em Italiano, mas em que se escreve com duplo tt, que tem idêntica função de abrir a vogal “a”).

 

O AO 90 ao invés de cumprir o fim de evitar o desaparecimento do português de Portugal, um exercício desprovido de lógica e racionalismo, a caixa de Pandora que abriu, pelo contrário, fomentou a sua banalização. Senão vejamos: Qual é hoje o smartphone cuja escrita inteligente sugira António em vez de Antônio, género em vez de gênero, facto em vez de fato? Quantos são os programas electrónicos que prevêem apenas o célebre português do Brasil ou videojogos que atribuem ao português a bandeira brasileira?

 

Sejamos claros: a diversidade ortográfica — entre apenas duas variantes do Português: o de Portugal e o do Brasil — nunca foi obstáculo à comunicação entre os diversos povos de Língua portuguesa; como nunca foi razão de empobrecimento, mas, pelo contrário, uma afirmação da pujança da nossa Língua; o que, aliás, faz dela uma das mais escritas e utilizadas do Mundo.

 

O Inglês tem 18 variantes, e não deixa por isso de ser a principal língua internacional; o Francês tem 15 e o Castelhano, 21.

 

Devemos, portanto, como bons patriotas, celebrar a diversidade da nossa língua, e não uniformizá-la, rejeitando qualquer tipo de eugenia linguística sumária originada num decreto que não simplifica, não unifica e muito menos une!»

 

Original aqui:

https://www.docdroid.net/Rf9vOtK/mes-h.pdf#page=4

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 17:04

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Domingo, 7 de Janeiro de 2018

A CAMPANHA “NÃO ADÔTO” DA TVI CONDIZ COM UM LOGRO CHAMADO AO90

 

Todos (ou quase) devem ter visto as reportagens que a TVI transmitiu acerca das inacreditáveis adoPções ilegais de crianças, que se encontravam à guarda de entidades oficiais portuguesas.

 

Não é matéria deste Blog esmiuçar os contornos obscuros que envolveram estas adoPções, mas tão-só dissecar a estranhíssima palavra “adoto” (que, segundo as regras gramaticais, pelas quais se rege a Língua Portuguesa, obrigatoriamente deve ler-se adôto) que apareceu nuns cartazes que várias personalidades se prestaram a “segurar”, pronunciando mal a dita palavra que, tal como as crianças roubadas pela IURD às famílias biológicas, também se desenraizou da sua “família latina” e perdeu a identidade.

 

Todos os que seguraram o cartaz pronunciaram mal aquele “adoto”, excePto Ricardo Araújo Pereira:

 

RAP.png

 

O Ricardo foi o primeiro a aparecer segurando o cartaz.

 

A minha primeira reacção foi de descomunal estranheza. O Ricardo Araújo Pereira consentiu “segurar” um tal cartaz? Eu recusar-me-ia.

 

Porém, a segunda reacção, quase imediata, foi de um enorme alívio e admiração pela postura erecta do Ricardo, que afinal não defraudou as minhas expectativas: aproveitou a ocasião para dizer bem alto: «Eu não adoPto, com PÊ, este silêncio, como também não adoPto, com PÊ, o acordo ortográfico».

 

Ah! Grande Ricardo. É assim mesmo. Não podemos SILENCIAR o roubo de crianças, como também não podemos SILENCIAR o roubo da ortografia portuguesa.

 

Os outros, limitaram-se a segurar o cartaz e pronunciar mal a palavrinha “adoto” que, ali metida, entre o NÃO, o ESTE e o SILÊNCIO parece um vocábulo alienígena, oriundo de uma desconhecida linguagem extraplanetária. E, se no Brasil a adoPtam, por simpatia (uma vez mais) do italiano adottare, os Portugueses nada têm a ver com isso.

 

Não se esqueçam de que (e estou sempre a repetir-me, mas quando os cérebros são de pedra…), por enquanto, Portugal é um país europeu. Por enquanto.

 

Para os mal informados ou para os que optaram pela ignorância, deixamos aqui a origem da palavra adoPtar, que vem do Latim adoPtare, e todas as palavras desta família são escritas com , em Língua Portuguesa e em todas as línguas greco-latinas, à excePção da italiana.

 

Sem o , essas palavras são alienígenas e nada significam.

 

Por exemplo, lê-se nos dicionários brasileiros: «O que é adoção: A palavra adoção tem origem do latim "adoptio", que em nossa língua significa "tomar alguém como filho"».

 

Não, não significa.

Se adoção (deve ler-se adUção) significar alguma coisa, significará apenas algo que foi demasiado adoçado (adUçado) ou seja, açucarado).

 

De resto, deve escrever-se adoPtar, adoPção, adoPtivo, adoPtante, adoPtado, adoPtável, e obviamente eu ADOPTO, tu adoPtas, ele adoPta… etc.. lendo-se com o Ó aberto. Isto é Língua Portuguesa.

 

Adotar (adUtar), adoção (adUção), adotivo (adUtivo), adotante (adUtante), adotado (adUtado), adotável (adUtável), obrigatoriamente com o Ó passando ao som U, obviamente NÃO É Língua Portuguesa.

 

Não sei por quais cartilhas estudou Malaca Casteleiro (o Bob o Construtor desta absurda ortografia que estão a impingir-nos), mas não foi, com toda a certeza, pelas mesmas cartilhas que, desde o nosso Dom Diniz, rei que ordenou o uso exclusivo da Língua Portuguesa nos documentos oficiais (ao contrário dos nossos actuais políticos que escrevem pela cartilha brasileira nos documentos oficiais) todas as gerações de Portugueses desde então e até Janeiro de 2012, estudaram e pensaram a Língua, falando-a e escrevendo-a escorreitamente, excePto os semianalfabetos.

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 15:56

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Quarta-feira, 25 de Outubro de 2017

QUE VERGONHA, SENHOR PRIMEIRO-MINISTRO!

 

«Assim vai escrevendo o primeiro-ministro que já nos disse que não toma a iniciativa de desfazer o Acordo Ortográfico http://bit.ly/2qGHSgD

Em nome de quê, então, se continua a descaracterizar desta forma um património de todos? Por teimosia? Estupidez? Insensibilidade?»

(Tradutores contra o Acordo Ortográfico)

 

Penso que por tudo isto. O senhor primeiro-ministro nem em Português, nem em acordês. Escreve no mixordês em que se transformou a nossa língua. Nem os acordistas conseguem atinar com o “monstrengo” que pariram.

 

Daí que me proponha a lançar mais umas achas para esta fogueira, onde arde a Língua Portuguesa, e que tal como nas outras fogueiras, que fizeram arder Portugal, o senhor primeiro-ministro sacode a água do capote, como se nada tivesse a ver com isso…

 

ANTÓNIO COSTA.png

 

Origem da imagem:

https://www.facebook.com/TradutoresContraAO90/photos/a.212426635525679.35361.199515723483437/1389803597787971/?type=3&theater&ifg=1

 

Sabe o Senhor primeiro-ministro de onde vem parte da ortografia brasileira que os senhores governantes estão a impingir a Portugal e às crianças portuguesas, como sendo ortografia portuguesa?

 

Vem do italiano.

 

No Brasil existe uma vasta colónia italiana, que exerce grande influência na vida brasileira, incluindo nas novelas, e a qual faz questão de falar e escrever "à italiana". Sabemos que os Italianos também mutilaram a língua deles (derivada do Latim, tal como todas as outras línguas românicas), suprimindo consoantes que os outros países mantêm, mas eles não.

 

Veja-se estes exemplos:

 

PT - No Português culto, escreve-se: Neptuno, directo, aspecto, objecto, insecto, óptimo, factura, dialecto, arquitecto, activo, espectador, húmido, eléctrico, reflectir, espectacular, acto, contacto, facto, omnívoro, adopção, tractor … para referir apenas algumas das mais flagrantes…

 

IT- Que em Italiano dá: Nettuno, diretto, aspetto, oggetto, insetto, ottimale, fattura, dialetto, architetto, attivo, spettatore, umido, elettrico, riflettere, spettacolare, atto, contatto, fatto, onnivoro, adozione trattore… 

 

BR – E no Brasil grafa-se assim: Netuno, direto, aspeto, objeto, inseto, ótimo, fatura, dialeto, arquiteto, ativo, espetador, úmido, elétrico, refletir, espetacular, ato, contato, fato, onívoro, adoção, trator – e qualquer semelhança com o italiano não é mera coincidência…

 

É que os Brasileiros, para se distanciarem do Português do ex-colonizador, optaram por italianizar estas (e muitas outras) palavras, como também afrancesaram e americanizaram tantas outras, que agora o governo português quer, porque quer, sem o mínimo fundamento científico-legal, nem qualquer sentido crítico que façam parte da nossa Língua Portuguesa.

 

Por estas e por outras devemos exigir que devolvam a Língua Portuguesa a Portugal.

 

Os que servilmente adoptaram a ortografia preconizada pelo AO90, mais não fazem do que italianizar o Português, imitando os Brasileiros que, por sua vez, imitaram os Italianos, mas também os Franceses e os Norte-americanos, descaracterizando a Língua Portuguesa que adoptaram aquando da Independência, a 7 de Setembro de 1822.

 

Eis, resumidamente, uma das fontes do mixordês utilizado pelo primeiro-ministro de Portugal. E quando um primeiro-ministro desconhece a Língua que impôs ao País, o que fará o povo semianalfabeto que anda por aí a dar pontapés na gramática, a torto e a direito, sem a mínima noção do que está a fazer.

 

Francamente, isto não é ignorância e subserviência a mais?

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 19:01

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Quarta-feira, 23 de Março de 2016

A SANTA SÉ FARTOU-SE DO ACORDO ORTOGRÁFICO DE 1990

 

 

A Língua Portuguesa deixa de ser língua de trabalho na Cúria Romana, talvez por ter perdido o seu cunho de língua culta e europeia...

 

A Santa Sé fartou-se do farrapo de língua em que se transformou a Língua Portuguesa, depois que o mal dito  e escrito AO90 foi imposto à força (da ignorância), com a intenção de que o Português passasse a ser língua oficial/de trabalho de organismos internacionais, como, por exemplo, a ONU.

 

A Santa Sé fartou-se, e fartou-se muito bem, tal como todos nós andamos fartos!

 

05175363 CÚRIA.jpg

Foto LUSA: Imagem divulgada pelo Osservatore Romano Basílica de S. Pedro, Cidade do Vaticano, 22 de Fevereiro de 2016. EPA / OSSERVATORE ROMANO

 

D. Manuel Clemente, Cardeal-Patriarca de Lisboa recorreu esta segunda-feira aos mais de 160 milhões de católicos no Mundo que falam Português para contestar a decisão da Cúria Romana de afastar a Língua Portuguesa, «por ser muito complicada e aconselha a que a redacção das sínteses dos processos de futuros santos sejam redigidas só em Italiano, Espanhol, Inglês, Francês e Latim», as línguas cultas europeias.

 

D. Manuel garantiu que irá defender a continuidade da Língua Portuguesa no Vaticano, dando conta de que a estratégia será definida pela Conferência Episcopal Portuguesa.

 

Esperamos apenas que o Cardeal-Patriarca de Lisboa defenda a Língua Portuguesa e não a língua acordizada que não passa de um dialecto mutilado...

 

Fonte:

http://observalinguaportuguesa.org/a-lingua-portuguesa-deixa-de-ser-lingua-de-trabalho-na-curia-romana/

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 18:52

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.ACORDO ORTOGRÁFICO

EM DEFESA DA LÍNGUA PORTUGUESA, A AUTORA DESTE BLOGUE NÃO ADOPTA O “ACORDO ORTOGRÁFICO” DE 1990, DEVIDO A ESTE SER INCONSTITUCIONAL, LINGUISTICAMENTE INCONSISTENTE, ESTRUTURALMENTE INCONGRUENTE, PARA ALÉM DE, COMPROVADAMENTE, SER CAUSA DE UMA CRESCENTE E PERNICIOSA ILITERACIA EM PUBLICAÇÕES OFICIAIS E PRIVADAS, NAS ESCOLAS, NOS ÓRGÃOS DE COMUNICAÇÃO SOCIAL, NA POPULAÇÃO EM GERAL E ESTAR A CRIAR UMA GERAÇÃO DE ANALFABETOS.

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isabelferreira@net.sapo.pt

. AO/90 É INCONSTITUCIONAL

O Acordo Ortográfico 1990 não tem validade internacional. A assinatura (em 1990) do texto original tem repercussões jurídicas: fixa o texto (e os modos como os signatários se vinculam), isto segundo o artº 10º da Convenção de Viena do Direito dos Tratados. Por isso, não podia ser modificado de modo a entrar em vigor com a ratificação de apenas 3... sem que essa alteração não fosse ratificada por unanimidade! Ainda há meses Angola e Moçambique invocaram OFICIALMENTE a não vigência do acordo numa reunião OFICIAL e os representantes OFICIAIS do Brasil e do capataz dos brasileiros, Portugal, meteram a viola no saco. Ora, para um acordo internacional entrar em vigor em Portugal, à luz do artº 8º da Constituição Portuguesa, é preciso que esteja em vigor na ordem jurídica internacional. E este não está!
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