Quarta-feira, 16 de Janeiro de 2019

LÚCIA VAZ PEDRO QUER MAIS PORTUGUÊS E MENOS ESTRANGEIRISMOS

 

«Temos uma das línguas mais ricas do Mundo. Uma das línguas mais faladas do Mundo. Uma das línguas mais bonitas do Mundo!», diz Lúcia Vaz Pedro, em mais uma das suas “aulas” de língua abrasileirada, no JN.

 

Hello.jpg

 

Mentira. TÍNHAMOS uma das línguas mais ricas e mais bonitas do mundo. Não temos mais. ACtualmente temos uma língua MUTILADA, DESFEADA, EMPOBRECIDA. E o que adianta ser uma das mais faladas, se é a mais mal falada e mal escrita?

 

E Lúcia Vaz Pedro diz mais:

«Então por que motivo utilizamos tantos estrangeirismos, quando temos alternativas em português

Vamos ver algumas soluções para os evitarmos:

App: aplicação móvel; Blog: blogue; Bold: negrito; Click: clique; Like: gosto; Login: iniciar sessão; Password: palavra-passe; Press release: nota de Imprensa; Username: nome de utilizador.

 

Então vejamos:

Mais Português, menos estrangeirismos? Muito bem, Lúcia Vaz Pedro.

 

Então comece por eliminar os seguintes estrangeirismos (brasileiros): setor, fatura, diretor, atividade, ação, atual, adotar, direto, correto, parabenizar, alô, né, etc., etc., etc., e passe a escrever as  alternativas seCtor, faCtura, direCtor, aCtividade, aCção, aCtual, adoPtar, direCto, correCto, felicitar, olá, não é, etc., etc., etc., porque estes é que são vocábulos portugueses.

 

Os que recomenda que se traduzam, fazem parte da linguagem informática de comunicação internacional, que não faz mossa nenhuma ao Português. É como a Coca-Cola e outros termos que tais. Não se traduzem. Há estrangeirismos que enriquecem a Língua (caso da linguagem informática). Outros, que a empobrecem, como os estrangeirismos brasileiros, constituídos por palavras mutiladas aleatoriamente.

 

É com este estrangeirismo que tem de preocupar-se. Não com uma linguagem de comunicação internacional, adoPtada no mundo inteiro, e que não destrói a Língua Portuguesa.

 

Isabel A. Ferreira

 

Fonte da notícia:

https://www.jn.pt/artes/dossiers/portugues-atual/interior/mais-portugues-por-favor-e-menos-estrangeirismos-10422831.html?fbclid=IwAR0MTAZQVBP0ZQGHhLU9E-QtvTeOf2hrswiHStosQhKhkXP_FMxTvzVgQQ8

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 16:35

link do post | comentar | adicionar aos favoritos
partilhar
Quarta-feira, 12 de Dezembro de 2018

«Acordo Ortográfico: o verbo obrigado a imitar uma preposição»

 

Mais um texto que explica, muito bem explicadinho, as aventuras insólitas do AO90 e de algo muito importante: nos finais do século XVIII e início do XIX, Portugal foi o único país da Europa que se esqueceu de elaborar um dicionário para fixar a Língua. O ÚNICO.

 

para-pára.jpg

 

Por António Fernando Nabais

 

«A imagem é do Jornal de Notícias, um dos muitos jornais que acreditam ter adoptado o acordo ortográfico, optando, ainda assim, por acentuar graficamente a terceira pessoa do singular do presente do indicativo do verbo “parar”.

 

No meio das muitas facultatividades delirantes (porque, em ortografia, o aumento de facultatividades é delirante), o chamado acordo ortográfico, aqui, é muito claro: “(…) deixam de se distinguir pelo acento gráfico: para (á), flexão de parar, e para, preposição” (Base IX, art. 9º).

 

Segundo o AO90, a primeira afirmação – “Salvio para a história” – está impecável. Se for verbo, a frase ganha uma força poética; se for preposição, Salvio vai em direcção a um lugar em que merece estar.

 

No caso de Felipe, segundo o AO90, há um erro, o que se pode relativizar se pensarmos que o AO90 é um erro.

 

Há uns anos, Rui Tavares defendia o AO90 e o direito a escrever “pára”, defendendo, portanto, que a ortografia não tem importância nenhuma, juntando-se a intelectuais da dimensão de Santana Lopes e de Maria João Marques.

 

Quando se fizer a história da ortografia em Portugal, o JN ficará do lado errado.

 

***

Comentário:

Elvimonte

As línguas evoluem por via erudita e por via popular. À evolução por via popular preside a lei do menor esforço. Que interessam a etimologia e os étimos, quando duas consoantes consecutivas dão muito trabalho a pronunciar? As palavras “adivogado”, “onipresente” e “onipotente”, a primeira do brasileiro popular e as restantes do brasileiro (já?) erudito, caem nesta categoria.

 

Mas não se pense que a lei do menor esforço não assume um carácter mais universal. Em finais do século XVIII e início do seguinte, já todas as Reais Academias por essa Europa fora tinham elaborado os primeiros dicionários, que viriam a fixar as respectivas línguas. Todas? Todas excepto a Real Academia Portuguesa, que nunca passou do “A” (não me esqueci das invasões francesas e da ida da corte para o Brasil). Sem a língua fixada, entrou-se numa deriva que permitiu ao português ser a língua europeia com mais reformas nos últimos 200 anos. E, regra geral, todas deram primazia à lei do menor esforço, em detrimento de regras fundamentadas e da clareza.

 

Fonte:

https://aventar.eu/2018/10/23/acordo-ortografico-o-verbo-obrigado-a-imitar-uma-preposicao/?fbclid=IwAR2iLSyBDR6WtDfQGbd8anmaQzgRmcjK0Fz9R6CjcsY7S08l7Pto4hlpNKQ

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 17:12

link do post | comentar | adicionar aos favoritos
partilhar
Quarta-feira, 7 de Fevereiro de 2018

«O fato do senhor deputado»

 

E pensar que tudo isto seria escusado se os governantes portugueses (nomeadamente os actuais socialistas - inimigos nº 1 da Língua Portuguesa) não tivessem a mania da subserviência aos mandos estrangeiros!

 

FATO.png

 

O fato do senhor deputado

 

in Blog AVENTAR

06/02/2018 by António Fernando Nabais 2 Comments

 

No JN de hoje, o deputado social-democrata (ou do PSD) Paulo Rios de Oliveira escreve sobre os CTT. Aquém do conteúdo, está a forma. Como deputado de um dos partidos que impôs o chamado acordo ortográfico (AO90), é natural que o use.

 

Não sei se Paulo Rios de Oliveira terá sido apoiante de Santana Lopes nas últimas eleições internas, mas é, em termos ortográficos, um seguidor fiel do candidato derrotado por Rui Rio. Na realidade, foi Santana Lopes que declarou “Agora ‘facto’ é igual a fato (de roupa).”

 

Os defensores do AO90 lá virão lembrar que, em Portugal, a palavra continua a escrever-se da mesma maneira, por causa do “critério fonético”. É claro que uma expressão “continua a escrever-se” está no mundo das regras, território semelhante ao das leis. Ora, uma lei mal feita, com erros de concepção e enunciados vagos, não pode ser respeitada nem desrespeitada.

 

O AO90 é uma dessas leis. Ao misturar um vago critério fonético com duplas grafias, mais quedas de consoantes portuguesas e manutenção de consoantes brasileiras ou vice-versa, as analogias descontroladas vêm à tona e a ortografia portuguesa está num estado tal que já não existe.

 

Um deputado da nação, certamente alfabetizado e dotado de um mínimo de literacia (o verbo “atentar”, apesar de tudo, rege outra preposição), escreve um texto em que substitui “facto” por “fato”, deixando essa marca visual em centenas de leitores que reproduzirão o erro até que Santana Lopes acabe por ter razão.

 

Fonte:

https://aventar.eu/2018/02/06/o-fato-do-senhor-deputado/#comment-236625

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 15:07

link do post | comentar | adicionar aos favoritos
partilhar
Sexta-feira, 19 de Janeiro de 2018

URGENTE: RECECIONISTO PRECISA-SE!

 

Notícia de última hora

 

RECEPCIONISTO26231619_1798039893542644_35038591635

 Origem da foto
https://www.facebook.com/photo.php?fbid=1798039893542644&set=gm.2054571048120733&type=3&theater&ifg=1

 

Eles e elas, um grupo de amigos e amigas, portugueses e portuguesas, da região norte do país, dirigiram-se a Lisboa, para que os administradores e administradoras da Daylight Lda. (não devo escrever “Daylit”? (a professora Lúcia Vaz Pedro anda sempre a dizer no JN que as consoantes que não se lêem não se escrevem) escolhessem os secretários e as secretárias e os rececionistos e rececionistas com entrada imediata, porque estão muito necessitados e necessitadas de novos e novas empregados e empregadas.

 

Para quem não sabe, “rececionisto” é um novo posto de trabalho criado pelo governo português, para diminuir a taxa de desempregados e desempregadas… não, desempregadas aqui não se aplica… É só desempregados. Ai o que faz o hábito!!!

 

Talvez o Senhor Presidente da República Portuguesa, possa estar a precisar de um rececionisto, para que este possa receber os cidadãos e as cidadãs que estão fulos e fulas com o rumo que a Língua Portuguesa está a tomar, pois qualquer dia estamos todos e todas metidos e metidas num manicómio, por causa desta monumental doideira que se apoderou de alguns homens e mulheres, do nosso pobre país, a escorregar vertiginosamente para um abismo de loucos e loucas.

 

Isto só comigo e comiga!!!!!

 

Isabel A. Ferreira

 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 19:22

link do post | comentar | adicionar aos favoritos
partilhar

.mais sobre mim

.pesquisar neste blog

 

.Novembro 2019

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
13
14
15
16
17
18
19
20
21
22
23
24
25
26
27
28
29
30

.posts recentes

. LÚCIA VAZ PEDRO QUER MAIS...

. «Acordo Ortográfico: o ve...

. «O fato do senhor deputad...

. URGENTE: RECECIONISTO PRE...

.arquivos

. Novembro 2019

. Outubro 2019

. Setembro 2019

. Agosto 2019

. Julho 2019

. Junho 2019

. Maio 2019

. Abril 2019

. Março 2019

. Fevereiro 2019

. Janeiro 2019

. Dezembro 2018

. Novembro 2018

. Outubro 2018

. Setembro 2018

. Agosto 2018

. Julho 2018

. Junho 2018

. Maio 2018

. Abril 2018

. Março 2018

. Fevereiro 2018

. Janeiro 2018

. Dezembro 2017

. Novembro 2017

. Outubro 2017

. Setembro 2017

. Agosto 2017

. Julho 2017

. Junho 2017

. Maio 2017

. Abril 2017

. Março 2017

. Fevereiro 2017

. Janeiro 2017

. Dezembro 2016

. Novembro 2016

. Outubro 2016

. Setembro 2016

. Agosto 2016

. Julho 2016

. Junho 2016

. Maio 2016

. Abril 2016

. Março 2016

. Fevereiro 2016

. Janeiro 2016

. Dezembro 2015

. Novembro 2015

. Outubro 2015

.Acordo Ortográfico

A autora deste Blogue não adopta o “Acordo Ortográfico de 1990”, por recusar ser cúmplice de uma fraude comprovada.

.

.Contacto

isabelferreira@net.sapo.pt

. AO/90 é uma fraude, ilegal e inconstitucional

O Acordo Ortográfico 1990 não tem validade internacional. A assinatura (em 1990) do texto original tem repercussões jurídicas: fixa o texto (e os modos como os signatários se vinculam), isto segundo o artº 10º da Convenção de Viena do Direito dos Tratados. Por isso, não podia ser modificado de modo a entrar em vigor com a ratificação de apenas 3... sem que essa alteração não fosse ratificada por unanimidade! Ainda há meses Angola e Moçambique invocaram oficialmente a não vigência do acordo numa reunião oficial e os representantes oficiais do Brasil e do capataz dos brasileiros, Portugal, meteram a viola no saco. Ora, para um acordo internacional entrar em vigor em Portugal, à luz do artº 8º da Constituição Portuguesa, é preciso que esteja em vigor na ordem jurídica internacional. E este não está!
blogs SAPO