Terça-feira, 23 de Março de 2021

Sabiam que em Portugal os tribunais aplicam medidas previamente coadas?

 

Antes de dizer ao que venho, quero deixar aqui bem claro que a Língua Portuguesa é a Língua Portuguesa. Ponto. Uma língua de raiz indo-europeia e greco-latina. Ponto. Uma Língua que absorveu o léxico dos vários povos que viveram na Península Ibérica (*), tais como os Celtas, os Iberos, os Lusitanos, os Romanos, os Suevos, os Visigodos, os Árabes. A Língua assimilada de todos estes povos constitui a Língua Portuguesa. Ponto. A Língua dos Portugueses. Ponto.

 

(*) Para quem não sabe, a Península Ibérica está situada na parte mais ocidental da Europa, e jamais pertenceu à América do Sul.

 

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Esta imagem já tem algum tempo, mas continuamos a levar com medidas de coação (cuâção), todos os dias, em todos os canais televisivos e jornais acordistas online. No que respeita ao AO90, não sei qual é a posição do José Alberto Carvalho (que conheci quando trabalhava na RTP, e sempre o tive como um Jornalista de excelência, profissionalmente e humanamente falando. Mas que esta “coação”, nesta imagem, não diz a treta com a careta, não diz, caro José Alberto. Não diz. E como é lamentável! Até porque nada obriga um Português a coar medidas. Se bem que saibamos que não é o jornalista que escreve os rodapés, ele poderia, ao menos, exigir que se escrevesse correCtamente, os rodapés das suas notícias.

 

Pois é. Isto vai por aí uma “coação” pegada, na nossa muito subserviente comunicação social, destituída de qualquer brio profissional e de conhecimentos básicos da Língua Portuguesa. É que este substantivo feminino lê-se “cuâção”, (e posso garantir que apenas os ignorantes lêem esta palavra abrindo o primeiro a), e o significado de coação (cuâção) - de coar + sufixo ação - nos dicionários de Língua Portuguesa (**), é a acção ou o resultado de COAR (do Latim "colare"), de filtrar um líquido; é sinónimo de coadura = passagem de um líquido pelo coador, ou o líquido já coado. Nada tem a ver, portanto, com COACÇÃO (do Latim "coactio") = obrigar ou impedir pela intimidação, pela força ou pela violência = constranger = forçar. Ou seja coação e coacção são palavras com origem diferente, logo, com significado diferente.

 

É que nem todas as consoantes não-pronunciadas podem sem dispensadas, porque sim...  Daí ser obrigatório PENSAR a LÍNGUA, para não se cair no disparate.  

  

(**) Nestes, não se incluem os dicionários acordistas que, cheios de erros básicos, são bons apenas para fazer fogueiras no Inverno (com I maiúsculo).

 

Isto é simplesmente, uma vergonha!

 

Há uns tempos, publiquei um texto sob o título (clicar para ver)

Deputada da Nação coagida a não votar contra o AO90 na Assembleia da República

onde se refere a “moda” de os governantes andarem por aí a coagir (obrigar a fazer ou a não fazer algo, usando a chantagem, a força ou outro processo violento ou moralmente inadmissível, que nada tem a ver com COAR) deputados da Nação, quando se trata de votar matérias tabus, no Parlamento. Ora o AO90 (entre outras) é uma matéria tabu no Parlamento, a qual convém ao ministro dos Negócios Estrangeiros, ao primeiro-ministro e ao presidente da República silenciar ou puxar a brasa para a sardinha deles, quando se trata de votar.

 

Muitas vezes me pergunto o que levará “profissionais” da comunicação social portuguesa a escrever e ler mal a nossa Língua?

Há três hipóteses:

 

- ou já nasceram servilistas, e como tal não deviam ocupar cargos que dizem respeito à coisa pública;

- ou fazem-se de servilistas, a troco de dinheiro;

- ou sujeitam-se a ser servilistas, com medo de serem despedidos.

 

Conheço alguns que se encaixam nas duas primeiras hipóteses e, portanto, são o que são, e a mais não são obrigados.

 

Também conheço muitos que, com medo de serem despedidos, sujeitam-se ao servilismo. E isso é terrível.

 

A mim, se me dissessem: «Pagamos-te para fazeres-te de parva, ou vais para o olho da rua…», eu escolheria o olho da rua, porque é mais honesto viver a pão e água do que ser servilista. Até porque há alternativas.

 

Simplesmente, esta geração de “jornalistas” tem medo de se UNIR, em bloco, e enfrentar as feras, e defender, com justa causa, o seu mais precioso instrumento de trabalho: as palavras bem escritas e bem ditas. Ou escrevemos e lemos correCtamente a nossa Língua, ou não há nada para ninguém… Sem jornalistas, a comunicação social PARAVA.

 

O mesmo acontece nas escolas: se os professores se UNISSEM e se RECUSASSEM, em bloco, a “ensinar” os alunos a escrever segundo a cartilha brasileira, sendo eles cidadãos portugueses, logo, europeus, logo, tendo o direito a ser tratados como europeus, e não como sul-americanos, as escolas PARAVAM. E como é fácil desensinar o que foi mal ensinado! As crianças aprendem e desaprendem tudo, rapidamente!

 

Conclusão: só os cobardes necessitam da mentira para iludir a realidade. E a realidade é que um tsunami da mais crassa ignorância está a assolar o país e a fazer dele a cloaca linguística da Europa. E o pior, é que quem poderia travar este tsunami, abraçou a cobardia.

 

Lamentável! Muito lamentável!

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 15:47

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Quarta-feira, 1 de Julho de 2020

Com o Acordo Ortográfico de 1990, “unificar grafias” passou a significar “cada um escreve de acordo com a sua sabença”…

 

Daí que a estupidez reine em Portugal, com o aval dos que deviam defender a Língua Portuguesa - presidente da República, primeiro-ministro, ministros da Educação, da Cultura e dos Negócios (dos) Estrangeiros, deputados da Nação, jornalistas, editores, etc. - e que mais não fazem do que, intencionalmente, seguindo instruções obscuras, atirá-la pela borda fora, como algo altamente pestilento… E o pior é que nem sequer têm a noção do que fazem, e deliram, quando dizem que a Língua Portuguesa está a expandir-se cada vez mais…

 

Está, está! Está a expandir-se cada vez mais para o fundo de um abismo… Exemplo:

 

escepção.png

Fonte da imagem:

https://www.facebook.com/photo.php?fbid=3125574670858594&set=gm.2693389070905591&type=3&theater&ifg=1

 

(No Brasil, escreve-se excePção com . Em Portugal, nem por isso, mas quando se acerta no, desacerta-se no resto. E a isto chamam expandir a Língua)

 

Vírus da estupidez.png

 

Mas vejamos o que nos diz João A M Santos, a propósito das “duplas grafias”.

 

Por João A M Santos‎

 

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«A dupla grafia não é poder escrever como quiser. É muito mais pernicioso e perverso que isso. Obedeceu a critérios obscuros que pretendem aproximar a ortografia de Portugal da ortografia do Brasil sem que as pessoas dêem por isso.

Após o acordo ortográfico, continuaram na mesma a existir duas ortografias distintas: a de Portugal e a do Brasil. Tirando alguns casos pontuais, como o uso do trema, alguns acentos diferenciais e alguns hífenes, a ortografia do Brasil manteve-se quase inalterada.

Em Portugal é que a confusão foi maior. Temos várias classes de palavras que foram modificadas.

Nos casos em que as consoantes eram quase praticamente mudas (em muitos casos até nem eram) e/ou onde tinham uma função diacrítica, foram simplesmente eliminadas e espera-se que a população decore a nova grafia da palavra. É o caso de "Egipto" que passou a "Egito" e "ceptro" que passou a "cetro", colando-se à norma brasileira, mesmo havendo falantes em Portugal que ainda pronunciam o "p".

Nos casos em que uma percentagem de portugueses ainda pronuncia a consoante, mas no Brasil já não se pronuncia nem se escreve, foi deixada a facultatividade (dupla grafia) em Portugal. É o caso de "aspecto" que pode ser escrito também "aspeto" e "espectador" que pode ser escrito "espetador". Normalmente, os portugueses, como não sabem quais são estas palavras, optam por retirar a consoante, escrevendo a palavra como esta se escreve no Brasil e mesmo em palavras de onde esta não foi retirada.

Nos casos em que a consoante se pronuncia nitidamente em Portugal mas não no Brasil, foi deixada como está, e a grafia manteve-se na mesma sem se alterar. É o caso de "facto" ou "contacto" (Portugal) e "fato" e "contato" (Brasil). Acontece um caso semelhante com alguns acentos: Antônio no Brasil, António em Portugal, que ficaram na mesma.

Nos casos em que a consoante é muda em Portugal mas é pronunciada no Brasil, foi retirada na palavra portuguesa e mantida no Brasil. Este é o caso que nos mete mais impressão, pois foram CRIADAS novas palavras para uso exclusivo em Portugal, enquanto que no Brasil a palavra foi deixada inalterada e tal como se escrevia em Portugal antes do acordo. É o caso, por exemplo de "recepção" (Brasil) e "receção" (Portugal).

 

Portanto, está a imaginar que o acordo não serve para nada se o objectivo for unificar as ortografias. As ortografias continuam diferentes, se não ainda mais (foram criadas palavras novas para uso exclusivo em Portugal). Se juntarmos as duas grafias diferentes no Brasil e em Portugal, ao léxico também diferente, à sintaxe que também tem diferenças, e palavras que se escrevem de forma diferente, como "electrão" (Portugal) e "elétron" (Brasil), chega rapidamente à conclusão que um livro traduzido para a ortografia do acordo ortográfico NUNCA poderá ser editado em Portugal e no Brasil sem ser alterado significativamente para passar de um país para o outro.

Daí que a utilidade deste acordo seja zero, existindo apenas para se poder dizer que houve um acordo e travar o Brasil caso queiram transformar a norma brasileira numa língua própria, que é o pesadelo de muita gente e o terror do Governo e de quem defende este acordo ortográfico.»

 

Fonte:

https://www.facebook.com/photo.php?fbid=3399167506761076&set=gm.3295085677203449&type=3&theater&ifg=1

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 16:24

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Terça-feira, 10 de Abril de 2018

As calinadas dos jornalistas nas televisões

 

Nem tudo será culpa do AO90, mas tudo é culpa da falta de brio profissional, da falta de conhecimentos de Língua Portuguesa, da vergonhosa subserviência ao governo autocrata instituído; é culpa também de muita ignorância e, principalmente, do total desamor pelo principal instrumento de trabalho de um jornalista: a Língua com que se expressa.

 

Em suma: isto é uma VERGONHA! E só acontece num Portugal quase, quase ex-europeu...

 

E a falar? É uma desgraça. Todos os dias ouvimos que este comprimentou aquele; as leis não são compridas… Muitos óvios; alguns já andam de fato a falar à brasileira, e a contatar este e aquele…; sentam líderes na mesma mesa... Enfim, tanta coisa vai mal no “reino” de Portugal…

AGREÇÕES.png

Fonte:

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OSPITALIZADO.png

Fonte:

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Fonte:

https://www.facebook.com/adolfodiasterceiro/photos/a.159851127988274.1073741829.149250599048327/182052729101447/?type=3&theater&ifg=1

 

LUS.png

 Fonte:

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AÉREAS.png

 Fonte:

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CONSELHO.jpg

Fonte:

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PANDARIA.png

Fonte:

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CAIEM.png

 

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Alguém sabe o que significa contraceção? (Lê-se contrac’ção, e quem não lê assim, lê errado).

 

É que isto nem no Brasil existe.

 

Trata-se de um monstrinho ortográfico criado pelos acordistas para aqueles Portugueses que têm dificuldade em aprender a Língua íntegra e culta.

 

Sugererimos que os legendadores e tradutores de televisão regressem ao primeiro ano da escola básica.

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 11:53

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Sexta-feira, 16 de Fevereiro de 2018

POLÍTICOS E POLÍTICAS DO MEU PAÍS…

 

Jornalistas e jornalistos subservientes aos políticos e políticas, que estão sentados e sentadas na Assembleia da República…

Adeptos e adeptas do novo linguajar que os políticos e as políticas do meu país andam por aí a impingir aos portugueses e portuguesas, como se todos fossem muito estúpidos e estúpidas….

Atentem neste magnífico texto de Ricardo Araújo Pereira, porque…

 

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Fonte:

https://entreostextosdamemoria.blogspot.pt/2018/02/visao-15022018-p130.html

publicado por Isabel A. Ferreira às 16:40

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Terça-feira, 6 de Fevereiro de 2018

Nuno Pacheco: contra o AO90 e a favor da diversidade linguística

 

Brilhante! Absolutamente brilhante! Vale a pena ouvir. Não perdem o vosso tempo.

 

Trata-se de uma aula ao nível das mais prestigiadas Universidades do mundo.

 

Ouçam e aprendam, senhores governantes. Absorvam a lucidez de Nuno Pacheco. Por favor, façam esse favor a vós próprios.

 

Um prémio bastante bem atribuído. Muito merecido. Parabéns Nuno Pacheco, pelo prémio e pela sua lúcida intervenção.

 

Cerimónia de entrega do Prémio de Jornalismo Cultural 2018, atribuído ao jornalista Nuno Pacheco, redactor principal do "PÚBLICO", no Auditório Maestro Frederico de Freitas na Sociedade Portuguesa de Autores a 30 de Janeiro de 2018.

 

"Nascido em Agosto de 1955, Nuno Pacheco integrou a equipa fundadora do matutino "Público" após ter trabalhado oito anos no "Expresso". Afirmou-se como um especialista nos temas relacionados com a música portuguesa e brasileira, sendo um dos jornalistas que de forma mais regular e rigorosa escrevem sobre o assunto. Defensor da diversidade da língua portuguesa, tem sido uma das vozes mais activas no combate contra o Acordo Ortográfico cuja vigência intensamente contesta.

 

O prémio destina-se a distinguir um jornalista "que se tenha destacado durante anos em qualquer órgão de comunicação social pela competência, dedicação e qualidade com que trata temas da actividade artística e cultural, seja qual for a área de expressão e a forma como se materializa."

 

 Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 14:53

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Domingo, 4 de Fevereiro de 2018

Sabiam que em Portugal os tribunais aplicam medidas previamente coadas?

 

Antes de dizer ao que venho, quero deixar aqui bem claro que a Língua Portuguesa é a Língua Portuguesa. Ponto. Uma língua de raiz indo-europeia e greco-latina. Ponto. Uma Língua que absorveu o léxico dos vários povos que viveram na Península Ibérica (*), tais como os Celtas, os Iberos, os Lusitanos, os Romanos, os Suevos, os Visigodos, os Árabes. A Língua assimilada de todos estes povos constitui a Língua Portuguesa. Ponto. A Língua dos Portugueses. Ponto.

 

(*) Para quem não sabe, a Península Ibérica está situada na parte mais ocidental da Europa, e jamais pertenceu à América do Sul.

 

COAÇÃO.png

No que respeita ao AO90, não sei qual é a posição do José Alberto Carvalho (que conheci quando trabalhava na RTP, e sempre o tive como um Jornalista de excelência, profissionalmente e humanamente falando. Mas que esta “coação”, nesta imagem, não diz a treta com a careta, não diz, caro José Alberto. Não diz. E como é lamentável!

 

Pois é. Isto vai por aí uma “coação” pegada, na nossa muito subserviente comunicação social (e não só na TVI) destituída de qualquer brio profissional e de conhecimentos básicos da Língua Portuguesa. É que este substantivo feminino lê-se “cuâção”, (e posso afirmar que apenas os ignorantes lêem esta palavra abrindo o primeiro a), e o significado de coação (cuâção), nos dicionários de Língua Portuguesa (**), é a acção ou o resultado de COAR, de filtrar um líquido; é sinónimo de coadura = passagem de um líquido pelo coador, ou o líquido já coado. Nada tem a ver, portanto, com COAGIR.

 

(**) Nestes, não se incluem os dicionários acordistas que, cheios de erros básicos, são bons apenas para fazer fogueiras no Inverno (com I maiúsculo).

 

Isto é simplesmente, uma vergonha!

 

Já um destes dias, publiquei um texto sob o título (clicar para ver)

Deputada da Nação coagida a não votar contra o AO90 na Assembleia da República

onde se refere a “moda” de os governantes andarem por aí a coagir (obrigar a fazer ou a não fazer algo, usando a chantagem, a força ou outro processo violento ou moralmente inadmissível, que nada tem a ver com COAR) deputados da Nação, quando se trata de votar matérias tabus, no Parlamento. Ora o AO90 (entre outras) é uma matéria tabu no Parlamento, a qual convém ao ministro dos Negócios Estrangeiros, ao primeiro-ministro e ao presidente da República silenciar ou puxar a brasa para a sardinha deles, quando se trata de votar.

 

Muitas vezes me pergunto o que levará “profissionais” da comunicação social portuguesa a escrever e ler mal a nossa Língua?

Há três hipóteses:

 

- ou já nasceram servilistas, e como tal não deviam ocupar cargos que dizem respeito à coisa pública;

- ou fazem-se de servilistas, a troco de dinheiro;

- ou sujeitam-se a ser servilistas, com medo de serem despedidos.

 

Conheço alguns que se encaixam nas duas primeiras hipóteses e, portanto, são o que são, e a mais não são obrigados.

 

Também conheço muitos que, com medo de serem despedidos, sujeitam-se ao servilismo. E isso é terrível.

 

A mim, se me dissessem: «Pagamos-te para fazeres-te de parva, ou vais para o olho da rua…», eu escolheria o olho da rua, porque é mais honesto viver a pão e água do que ser servilista. Até porque há alternativas.

 

Simplesmente, esta geração de “jornalistas” tem medo de se UNIR, em bloco, e enfrentar as feras, e defender, com justa causa, o seu mais precioso instrumento de trabalho: as palavras bem escritas e bem ditas. Ou escrevemos e lemos correCtamente a nossa Língua, ou não há nada para ninguém… Sem jornalistas, a comunicação social PARAVA.

 

O mesmo acontece nas escolas: se os professores se UNISSEM e se RECUSASSEM, em bloco, a “ensinar” os alunos a escrever segundo a cartilha brasileira, sendo eles cidadãos portugueses, logo, europeus, logo, tendo o direito a ser tratados como europeus, e não como sul-americanos, as escolas PARAVAM. E como é fácil desensinar o que foi mal ensinado! As crianças aprendem e desaprendem tudo, rapidamente!

 

Conclusão: só os cobardes necessitam da mentira para iludir a realidade. E a realidade é que um tsunami da mais crassa ignorância está a assolar o país e a fazer dele a cloaca linguística da Europa. E o pior, é que quem poderia travar este tsunami, abraçou a cobardia.

 

Lamentável! Muito lamentável!

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 18:06

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Segunda-feira, 15 de Janeiro de 2018

O fim do Ensino em Portugal…

 

O Ensino em Portugal ainda não morreu, mas já fazem fila todos aqueles que querem martelar o último prego do seu caixão.

 

E o fim fica mais próximo…

 

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- Sempre que os professores gastam mais tempo com burocracia do que a preparar as aulas e a leccionar;

 

- Sempre que um professor é vítima de violência e bullying nas escolas;

 

- Sempre que há professor contra professor, seja por que motivo for;

 

- Sempre que um professor, que dedicou uma vida a educar um povo, esgotado se arrasta em serviço por não ver chegar a reforma que lhe vai sendo adiada;

 

- Sempre que os directores se esquecem que também são professores;

 

- Sempre que os sindicatos não se unem em redor do interesse maior de todos os professores e do próprio Ensino;

 

- Sempre que os políticos, que foram formados pela Escola, agradecem-lhe tentando destruí-la, cortando-lhes fundos;

 

- Sempre que os políticos agradecem aos professores, que os ensinaram a ler e a pensar, com a ingratidão de os perseguir e humilhar;

 

- Sempre que os jornalistas e comentadores difamam quem os formou e os ensinou a escrever e a raciocinar;

 

- Sempre que os alunos vão à escola apenas para passar o ano e serem recompensados;

 

- Sempre que os alunos não têm disciplina nem são responsabilizados;

 

- Sempre que os pais vêem a escola apenas como um depósito de alunos;

 

- Sempre que os pais empurram para os professores a responsabilidade de educar os seus filhos;

 

- Sempre que todos perdem o respeito e tiram dignidade às escolas.

 

- Sempre que um professor obriga os alunos a aplicarem a ortografia brasileira, impingida nas escolas portuguesas como um “acordo ortográfico” que nem sequer existe, trocando-a pela ortografia original portuguesa. A NOSSA.

 

E assim se mata um Povo, destruindo o seu maior legado, que é a Cultura e a Língua Portuguesas, transmitidas através da Educação.

 

O Ensino está a morrer, sim, e ainda ninguém se deu conta disso. Ninguém se deu conta da mágoa de quem se sente magoado, injustiçado, ludibriado, aldrabado… por uns e por outros.

 

O povo que foi instruído, formado, ajudado a sair da miséria, é o mesmo que depressa se esqueceu da importância que as Escolas tiveram nas suas vidas e, sem consciência, talha agora as tábuas do Caixão do Ensino, pela inércia que votam ao que está a passar-se nas Escolas.

 

Texto transcrito para Língua Portuguesa e adaptado daqui:

https://www.facebook.com/groups/se.o.ensino.portugal.falasse/permalink/1560609373986600/

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 16:40

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Quarta-feira, 15 de Fevereiro de 2017

A MÁ INFLUÊNCIA DA MUTILAÇÃO INTRODUZIDA PELO AO90 NAS PALAVRAS PRONUNCIADAS

 

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Um destes dias, “passei” pela RTP3 e estava a dar uma notícia qualquer sobre produtos portugueses promovidos na Rússia, no preciso momento em que o correspondente da RTP naquele país, Evgueni Mouravitch dizia que aquele s’tor (pronunciado assim tal e qual) estava em expansão.

 

Ora, Evgueni Mouravitch é um cidadão russo que aprendeu Português, com todas as regras, como um bom estrangeiro quando quer aprender uma Língua, e sempre falou a nossa língua com fluidez e bem pronunciada.

 

Ora acontece que com esta moda mutiladora das palavras introduzida no nosso Português pelo abrasileirado AO90, quebrou-se todas as regras da linguagem escrita, e a falada foi fatalmente afeCtada. E tanto os portugueses, como principalmente os estrangeiros que se deparam com as palavras mutiladas, começaram a ler conforme a grafia aconselha.

 

Assim, aquele “sector”, sem o , forçosamente terá de ser pronunciado “s’tor”, ou então teria de ser acentuada - sétor - ou, repondo a legitimidade da palavra, teria de estar grafada seCtor, para que Mouravitch a pronunciasse correCtamente. E isto qualquer estrangeiro e também qualquer criança portuguesa que esteja a aprender a ler entenderá. As crianças já lêem s’etor. Só os acordistas não entendem, porque a cultura linguística deles não lhes chega sequer aos calcanhares.

 

Já ouvi jornalistas a ler as notícias nos pontos, e pronunciar as palavras mutiladas, segundo as regras gramaticais: dir’tor, âção, dirêto… que é assim que têm de ser pronunciadas, se não estão acentuadas ou grafadas correCtamente.

 

Eu própria, quando vou a um banco e vejo escarrapachado à minha frente aquele “diretor de marketing”, peço para falar precisamente com o “dir’tor”. Diante dos olhos esbugalhados do meu interlocutor, confirmo: «sim, dir’tor, não é isso que ali está escrito

 

É preciso pôr termo a este descalabro. Pretendem que os estrangeiros, que aprenderam Língua Portuguesa (não a brasileira), a reaprendam a escrever segundo a ignorância do AO90?

 

Ora se os Ingleses ou os Espanhóis lhe dessem para fazer acordos ortográficos com as ex-colónias, lá teria eu de desaprender o que levei anos a aprender com todas as regras, para falar e escrever bem estas línguas????

 

Ponho-me no lugar dos estrangeiros que suaram muiiiiito para aprender uma das Línguas mais completas, mais ricas, mais cultas, mas também mais difíceis do mundo, a Língua Portuguesa, para agora a verem mortalmente mutilada…

Que pobreza!!!!!

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 17:54

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Terça-feira, 2 de Agosto de 2016

«AO90, a fórmula do desastre»

 

Este Acordo surgiu da ingénua convicção de que a grafia do português europeu era ordenável a nosso bel-prazer. Não é. Mas podem, e devem, atalhar-se desordens maiores. Hoje. Já. Cada dia perdido, o desastre aumenta.

 

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Fernando Venâncio

 

 01/08/2016 - 07:30

 

1 - Alguma vez um anti-acordista disse sobre o Acordo Ortográfico de 1990 qualquer coisa boa, mesmo boa? Pois aqui vai uma magnífica. O AO90, ao qual se deseja uma rápida e humana morte, terá deixado um precedente deveras valioso. Pela primeira vez no nosso secular debate ortográfico, a Pronúncia é feita critério decisivo da grafia, assim destronando a Etimologia do topo do pódio, invertendo beneficamente a hierarquia. Mas foi mais sorte que esperteza, já que nunca os autores e promotores do Acordo reivindicaram o cometimento. Só que, no momento de ser aplicada a Portugal essa sã primazia da Pronúncia, as coisas correram mal. Já lá iremos.

 

2 - Houve um momento, por 1990, em que fomos colectivamente patetas. Ou, em versão atenuada, deixámos a patetice à solta. Tínhamos tido, é certo, o discernimento de rejeitar sem perdão o Acordo Ortográfico de 1986. Era um produto desconchavado, a pingar óleo por todos os lados, um absurdo de alto requinte. Mandava, pois, a mais singela chispa de inteligência que lembrássemos bem alto, a quem de direito, que nem um só dos artífices da façanha pensasse em propor mais o que quer que fosse. Quem concebera o monstro de 86 jamais seria de confiar. Sabe-se o que aconteceu. Aos mesmos exactos e impreparados senhores foi estendida de novo a passadeira vermelha, só se lhes pedindo, por deferência, que apresentassem qualquer coisinha menos repugnante. Pagámo-lo como se viu.

 

3 - A coisa ortográfica é, hoje, gerida por duas instituições de que não se conhecem mútuos entendimentos: o ILTEC (Instituto de Linguística Teórica e Computacional), encarregado pelo Estado de definir as formas a adoptar, e a ACL (Academia das Ciências de Lisboa), que se declara instância competente para "elaboração e publicação" do Vocabulário Ortográfico do idioma. As suas propostas divergem, às vezes do modo mais arbitrário. Dois exemplos, por recente consulta online.

 

Ambos os institutos admitem as grafias (e pronúncias) perfeccionismo, perfeccionista, perfectível, mas só o ILTEC patrocina perfecionismo, perfecionista, perfetível. Os dois dão a cara por conceptista, conceptual e conceptualizar, os dois negam a variante concepcional, mas conceptualmente e conceptível admitem-se só no ILTEC e conceptivo só na ACL.

 

4 - Não resolvendo nenhum real problema, o Acordo veio agravá-los. Mais alguns exemplos, sempre em estrito cenário europeu.

 

O vocabulário do ILTEC e o da ACL avançam conectar como forma única (excluindo portanto conetar). Mas, surpreendentemente, permitem conectividade e conetividade, conectivo e conetivo, conector e conetor. Não existirá, então, conetar? Os bem informados dicionários online da Priberam e da Porto Editora acham que sim, e neles figuram conectar e conetar.

 

Para nos orientarmos neste sombrio mundo, tomamos o Dicionário da ACL, organizado por João Malaca Casteleiro (um "dicionário de autor", no fino dizer de Ivo Castro), que fornece pronúncias e se pretende "normalizador", publicado em 2001, com o AO90 já no terreno. Aí achamos, sempre com som k, só conectar, conectivo, conector.

 

Agora em movimento contrário, pesquisamos os casos de séptico e asséptico. O dicionário de Malaca Casteleiro grafa-os assim, mas só em séptico o p aparece audível. A ACL de hoje apadrinha asséptico e assético, mas só inculca séptico. O oficial ILTEC, esse, avaliza todas as grafias (e portanto pronúncias): séptico e asséptico, sético e assético.

 

Situações destas multiplicam-se por dezenas. E recordemos que o panorama brasileiro (que o leitor português frequenta, mesmo quando só lhe cai sob os olhos) está longe de coincidir com qualquer destes. Que teria feito, pois, gente sensata? Não teria feito nada. Manter-se-ia longe deste vespeiro, e nunca certamente se meteria a esgaravatar nele.

 

Tudo isso se fez invocando uma "pronúncia culta", outra novidade conceptual do AO90, não decerto disparatada, mas de aplicação factualmente leviana. A simples realidade é esta: o sistema português das consoantes etimológicas encontra-se, desde há séculos, em profunda instabilidade, digamos tudo, em estado caótico, e não se lhe vislumbra melhoria. Podemos lamentá-lo, podemos tentar abrir aqui e ali corta-fogos, mas a instabilidade veio para ficar. E que fez este AO? Tirou-nos duma situação em si suportável, e introduziu-nos, sem ganho nenhum, num emaranhado de perplexidades.

 

5 - A indecisão da nossa pronúncia não pára no articular de consoantes. As vogais, também elas, e sobretudo o a, podem comportar-se caoticamente. Veja-se o caso da primeira vogal do prefixo para - no vocabulário do ILTEC. É aberta em para-brisas, para-choques, para-raios, para-sol, mas fechada (e repare-se na grafia) em paraquedas. O fechamento em paramédico ou paranormal, podendo explicar-se, continua da ordem do especioso.

 

Também as vogais que precedem consoantes etimológicas vêm sendo historicamente afectadas. De modo lento, decerto pontual, mas irreversível, mostram um processo de fechamento (de elevação, dizem os linguistas), também ele de tipo caótico. Pronunciamos àtor, mas âtuar e crescentemente âtriz. Dizemos olfáto mas olfâtivo, exáto mas exâtidão. O próprio dicionário de Malaca Casteleiro ensina as pronúncias àção e àcionamento, mas âcionado, âcionar, âcionista.

 

Mas há mais extraordinário ainda. Mesmo quando articulamos a consoante, a vogal precedente pode, contra toda a expectativa, fechar-se. Assim, a nossa pronúncia "culta" pede (são meros exemplos) lácteo mas lâcticínio, càpturar e càptura mas câptar, bàctéria (ou já bâctéria?) mas bâcteriano, fácto mas fâctual. É, de novo, o caos em todo o esplendor. Pois bem, num raro pronunciamento público, os fabricadores do AO mostram-se aqui triunfantes. "Estão a ver? As consoantes não fazem serviço nenhum". É uma elaborada forma de cinismo. Em vez de reconhecerem que em sistemas caóticos, ou não se interfere, ou se o faz com tino, apenas esfregam sal na ferida, numa satisfação alarve.

 

6 - Como se tudo isto não bastasse, a aplicação do AO entrou numa dinâmica perversa. Mal informados, desorientados, os utentes refugiam-se no excesso de zelo, cortando consoantes a torto e a direito, em patéticas violações do Acordo em nome do próprio Acordo. De dezenas de casos documentáveis, citem-se atidão, cócix, helicótero, núcias, oção, óvio, rétil, sução, tenológico. Nem faltam as soluções invencivelmente criativas como "os fatos consumados", "em idade proveta", "travagem abruta", "pato com o diabo" (em reedição de Saramago), "catação de investimento", "o entusiasmo elipsou-se", "a mulher latente".

 

E que fazem os procriadores do Acordo? Encolhem os ombros, sorriem distantes, não é com eles. Há-de passar. Hipercorrecções sempre as houve e haverá. Tirando isso o Acordo é um sucesso. Não lhes ouvimos um público e curial "Não foi isto o que quisemos!", como se até isso os humilhasse.

 

7 - Ao fim de anos e anos de queixas, denúncias, ataques, implorações, os inventores do AO continuam, pois, a festejá-lo. Nunca, porém, a protegê-lo. A sério: jamais se viu defenderem materialmente o seu produto. Não existe um simples artigo em que o AO90 veja defendidas as suas concretas opções, esclarecidas naturais dúvidas, expostas vantagens. Em horas de aperto, vêm promessas de não se negar uma revisãozinha, não senhor, mas só com todas as ratificações no bolso. É a mais transparente das chantagens. Se o empenho numa revisão deveras existisse, o racional seria oferecê-la desde já em troca das ratificações em falta. Mas a questão não se lhes põe sequer. Os guardiães do AO sabem que a mais ténue fresta conduziria à implosão do edifício. Chamem-lhes parvos.

 

8 - Hoje, e de há muito, a eficaz resistência ao Acordo é devedora a autores, a tradutores, a jornalistas e, sim, também a editores. É devedora a ensaístas como António Emiliano (O fim da ortografia, 2008) e Francisco Miguel Valada (Demanda, deriva, desastre, 2009), mais o saudoso Vasco Graça Moura, que puseram em crua luz os abismos de absurdo a que, em matéria de economia linguística, este AO conduzirá. É devedora a professores, gente na primeira linha de fogo, e a muitos, muitos cidadãos. É devedora a activistas na rede como o tradutor João Roque Dias e o colectivo "Tradutores contra o Acordo Ortográfico", que vêm cartografando desmandos, incongruências, arbitrariedades. É devedora ao Ciberdúvidas da Língua Portuguesa, que, mesmo acordizante, se fez repositório de quanto sobre o AO se publica.

 

Este Acordo surgiu da ingénua convicção de que a grafia do português europeu era ordenável a nosso bel-prazer. Não é. Mas podem, e devem, atalhar-se desordens maiores. Hoje. Já. Cada dia perdido, o desastre aumenta.

 

Professor e linguista

 

Fonte: https://www.publico.pt/culturaipsilon/noticia/ao90-a-formula-do-desastre-1739935

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 16:22

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Segunda-feira, 9 de Maio de 2016

Querem impingir-vos o AO90?

 

Se tiverem personalidade, ninguém vos impingirá o que quer que seja.

Texto dirigido principalmente a professores de Língua Portuguesa, a jornalistas e a escritores, aqueles que têm no Português o seu mais precioso instrumento de trabalho.

 

IMPINGIR.jpeg

 

Sois daqueles que se sentam diante da televisão e consomem todos os anúncios que sugerem o que devem comprar, o que devem fazer, ou o que devem ter, como as coisas melhores do mundo?

 

Sois daqueles que “devoram” todos os maus programas da televisão, apenas porque tendes televisão e não sabeis como desligá-la?

 

Sois daqueles que vão a um hipermercado e comprais um pacote gigante de pipocas, que não cabem nem num décimo do vosso estômago, apenas porque trazeis de oferta um outro pacote mais pequeno?

 

Sois daqueles que, por um brinde medíocre, inútil e insignificante, comprais o que não precisais?

 

Sois daqueles que comeis e bebeis tudo o que é publicitado, ainda que sejam produtos absolutamente dispensáveis à vossa alimentação e nocivos à saúde, apenas porque dizem “ser bom”?

 

Sois daqueles que aceitam um cigarro ou um charro, ou um pacotinho de heroína porque vos dizem que isso é “bué fixe”?

 

Então devo perguntar-vos: «Chamais a isto ter personalidade? Não sereis o que se designa por “maria-vai-com-as-outras”? Tereis sentido crítico? Não aceitareis o que vos é impingido, com o sorriso dos ingénuos?

 

Sereis obrigados a consumir o que não quereis, apenas porque alguém o sugere?

 

Se tiverdes personalidade, ninguém vos imporá o que não precisais. O que não vos serve. O que não é bom para vós. O que apenas vos prejudica.

 

Não, ninguém vos obriga. Se o fazeis é simplesmente porque assim o quereis.

 

Não sois ingénuos, e tendes inteligência e capacidade de discernir? Então podeis escolher. Existe o sim e o não. Vós deveis saber o que é melhor para vós.

 

Se assim é, então porque vos deixais enganar e, submissamente, vos vergais ao poder, aceitando o Acordo Ortográfico de 1990, o acordo do descontentamento de milhares de escreventes e falantes da Língua Portuguesa, sem contestar a sua inutilidade, a sua ilegalidade, a sua inconstitucionalidade e principalmente a sua inconsistência linguística?

Pensai nisto.

 

Isabel A. Ferreira

 

(Adaptado de «O que te impingem?», in «Manual de Civilidade», de Isabel A. Ferreira)

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 18:18

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