Quinta-feira, 7 de Maio de 2020

«O acordo ortográfico é um falhanço diplomático imenso!»; «(…) é um acordo profundamente negativo», «é uma evidência que o AO90 não resultou!»

 

Senhor Presidente da República, senhor Primeiro-Ministro, senhor Ministro dos Negócios Estrangeiros (os actuais e os outros) desçam dos vossos pedestais de meros mortais que ficarão para a História como os tristes defensores de um acordo ortográfico que não deu certo (e isto até o meu neto, que tem oito anos, sabe, e até sabe também que em Português “diretor” [entre outros vocábulos] se escreve direCtor como em Inglês) ouçam as vozes da RAZÃO, façam um acto de contrição, que, aliás, só vos enobreciam, e acabem de uma vez por todas com a hipocrisia de tecer louvaminhas à Língua Portuguesa quando são os maiores responsáveis pela sua degradação, e pela INVOLUÇÃO que o AO90 trouxe à Língua Oficial de oito países.

 

Ouçam (mais) estas vozes, que se juntam a milhares de outras, e que ontem, no programa Circulatura do Quadrado, na TVI24, e a propósito do tão falsificado Dia Mundial da Língua Portuguesa, se afirmaram contra esta farsa, que dá pela alcunha de AO90.

 

Ouçam José Pacheco Pereira, que acusou (todos nós, defensores da LP acusamos) os vários ministros que, ao longo dos anos, fizeram «o maior estrago possível na Língua Portuguesa com o Acordo Ortográfico».

 

Ouçam António Lobo Xavier que se associou à crítica de Pacheco Pereira, e salientou que «um acordo profundamente negativo tem de ser sempre lembrado quando vierem com louvaminhas à Língua Portuguesa».

 

Ouçam até Jorge Coelho, que apesar de ter louvaminhado a LP, teve a hombridade de referir «ser uma evidência que o AO90 não resultou».

Pois não resultou, absolutamente nada!

E o que é da inteligência fazer, quando algo não resulta?

 

A resposta a esta questão esperamos que, brevemente, suas excelências a dêem, desfazendo a negociata acordista, e pedindo desculpa (não vos ficava nada mal, muito pelo contrário, mostravam que tinham dignidade)  a todos os Portugueses, principalmente aos estudantes e às crianças, por as obrigarem a grafar a Língua Materna, numa ortografia que elas sabem NÃO SER a portuguesa.

 

Uma coisa é garantida pelo futuro, pela História: a nenhuma destas excelências jamais será erguida uma estátua.

 

Isabel A. Ferreira

 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 16:31

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Segunda-feira, 6 de Abril de 2020

Desmistificando a ideia da irreversibilidade do AO90

 

Nem só de coronavírus vive Portugal.

É preciso não esquecer que a Língua Portuguesa anda pelas ruas da amargura, neste tempo de crise. É necessário combater o vírus, mas não esquecer que depois do vírus virá a bonança, porém, a ortografia estará mais arruinada, do que nunca, e é necessário e urgente recuperá-la.

É preciso limpar Portugal destes dois vírus que nos arruínam.

Para os que acham que não se pode voltar atrás, porque muitas crianças, adolescentes e jovens já aprenderam a escrever segundo o AO90, e porque o erro já está instalado em Portugal, de casa e pucarinho, há que desmistificar esta ideia obtusa.

 

Não queiram rotular as nossas crianças de “mais estúpidas” do que as das gerações anteriores, porque elas não são.

 

ACORDO DO PASSADO.jpg

 

Eu passei a minha infância, adolescência e juventude entre o Brasil e Portugal e, de todas as vezes que mudava de país, tinha de mudar de Língua, porque a Língua, na sua forma grafada e escrita, não é a mesma nos dois países, apesar de os políticos desejarem que sim.

 

Aprendi a ler e a escrever no Brasil, com seis anos, com todos os djis e tchis no devido lugar, e suprimindo as consoantes mudas, com função diacrítica, da Língua original. Aos oito anos, regresso a Portugal e tive de abandonar os djis e tchis e introduzir as consoantes mudas onde elas são necessárias. Aos 13 anos abalei para o Brasil novamente, e tive de abandonar o que tinha aprendido em Portugal, e regressar ao Brasileiro. Aos 20, vim definitivamente para Portugal e foi então que me fixei na minha Língua Materna. E tudo isto com a maior facilidade. Foi como aprender duas Línguas: a Portuguesa e a Brasileira; às quais juntei a Inglesa, a Castelhana e a Francesa, que me ajudou a aprender a Brasileira, pois esta está assente nestas três Línguas, mais do que na Portuguesa.



Não sendo eu mais DOTADA do que a mais comum das crianças portuguesas do século XXI, não vejo que estas possam ter dificuldade em desaprender o AO90 e aprender a escrever correCtamente a sua Língua Materna, que apesar de parecer mais difícil, tem uma virtude: é de compreensão mais fácil e ajuda na aprendizagem das restantes Línguas Europeias, irmãs da Portuguesa.

 

Se eu consegui, qualquer criança hodierna consegue…

 

E não me fez qualquer mossa. Pelo contrário, aprendi tanto, mas tanto sobre a Língua Portuguesa nas duas versões (a original e a desviada da sua matriz) que hoje (e que me perdoem os meus irmãos brasileiros) tenho aversão ao AO90, quase por instinto, porque este veio destruir uma Língua Europeia.

 

Além disso, continuar no erro trará mais prejuízo para o futuro, do que se se recuar e atirar ao lixo esta vergonhosa maneira de escrever incorreCtamente o Português, em Portugal. Além de que, ao contrário do que acham os acordistas, se quisermos preservar a Língua Portuguesa, temos de abandonar urgentemente o AO90, de outro modo, ela extingui-se-á.

 

Sejamos racionais.

 

Se alguém tem de perder alguma coisa, que sejam os culpados do crime de lesa-língua e de lesa-pátria (os responsáveis pela desintegração da Língua Portuguesa), e não as crianças, os adolescentes e os jovens portugueses, que estão a ser vilmente enganados.

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 19:03

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Terça-feira, 24 de Março de 2020

Um vírus altamente contagioso chamado AO90…

 

… anda por aí a infectar a Língua Portuguesa sem que ninguém de direito tome urgentes medidas terapêuticas para o eliminar, estando a dar um prejuízo incalculável à Nação e a comprometer a saúde da Língua Pátria…

 

Portugal não tem de pagar esta conta.

 

Portugal não tem de pagar por este crime de lesa-língua e lesa-pátria.

Portugal não tem de encher os bolsos aos vigaristas, aos oportunistas, aos corruptos que por aí espalharam este vírus… maliciosamente...

 

(Um texto publicado em 24 de Maio de 2016, para recordar e reflectir).

 

AO - tumblr_inline_nphch3rlU51tviw6s_400[1].jpg

 

Quem cometeu este delito terá de arcar com as consequências.

 

«Em Portugal, fazem-se estudos de "impacto" e de custo-benefício para tudo. Menos para o "Acordo Ortográfico" de 1990. Até hoje, ninguém sabe os custos da mudança. ("Tradutores contra o Acordo Ortográfico" de 1990

 

A pena mínima para os que cometeram este linguicídio será ficar com o prejuízo. A máxima, será a prisão, por um bom período de tempo, porque não é impunemente que se mata a Língua Pátria, se enxovalha o símbolo maior da Identidade de um Povo e se insulta a inteligência dos Portugueses.

 

Eça de Queiroz, um dos maiores estilistas da Língua Portuguesa, e também um visionário e um acérrimo crítico do sistema político da sua época, escreveu no seu livro «As Farpas», em 1872, algo que parece ter sido escrito em 2016 (ou talvez um pouco antes, em 2011) a propósito do que se passa em Portugal:

 

«Nós estamos num estado comparável apenas à Grécia: a mesma pobreza, a mesma indignidade política, a mesma trapalhada económica, a mesma baixeza de carácter, a mesma decadência de espírito. Nos livros estrangeiros, nas revistas quando se fala num país caótico e que pela sua decadência progressiva, poderá vir a ser riscado do mapa da Europa, citam-se em paralelo, a Grécia e Portugal.»

 

Pois Portugal está em vias de ser riscado da Europa culta, pela decadência em que se encontra o símbolo maior da sua Identidade: a Língua Materna.

 

Nesse mesmo ano, Eça de Queiroz escreveu ainda:

 

«Em Portugal não há ciência de governar nem há ciência de organizar a oposição. A Ciência de governar é neste país uma habilidade, uma rotina do acaso, diversamente influenciada pela paixão, pela inveja, pela intriga, pela vaidade, pela frivolidade e pelo interesse. A política é uma arma em todos os pontos revolta pelas vontades contraditórias. Todos os homens inteligentes, nervosos, ambiciosos querem penetrar na arena, ávidos de consideração e de dinheiro, insaciáveis de gozos da vaidade».

 

Em Portugal não há ciência nem de governar, nem de coisa nenhuma. Anda-se à deriva, ao sabor de vontades alheias à vontade da esmagadora maioria dos Portugueses, dos sábios, dos lúcidos, dos entendedores do ofício.

 

Em 1867, no jornal por ele fundado, «O Distrito de Évora», Eça escreveu estas palavras actualíssimas, à excepção da primeira frase (que comento a negrito):

 

«Ordinariamente todos os ministros são inteligentes (hoje, nem por isso), escrevem bem (hoje, é uma desgraça), discursam com cortesia e pura dicção (hoje, é o oposto), vão a faustosas inaugurações e são excelentes convivas. Porém, são nulos a resolver crises. Não têm a austeridade, nem a concepção, nem o instinto político, nem a experiência que faz o ESTADISTA. É assim que há muito tempo, em Portugal, são regidos os destinos políticos. Política de acaso, política de compadrio, política de expediente. País governado ao acaso. Governado por vaidades e por interesses, por especulação e corrupção, por privilégio e influência de camarilha, será possível conservar a sua independência»?

 

É assim que há muito, tempo, em Portugal, são regidos os destinos políticos…

 

Há tanto tempo que até mete dó…

 

Precisamos dar um novo rumo a este país, que marca passo há tão longos e desditosos anos, e no que diz respeito ao vírus AO90 precisamos de eliminá-lo urgentemente, porque a Língua Portuguesa, europeia e culta, está gravemente enferma e em vias de perecer…

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 15:18

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Segunda-feira, 16 de Março de 2020

Num tempo em que um ser microscópico manda nos homens, mais do que os homens mandam no mundo, há que continuar a manter a chama contra o AO90…

 

…  porque o mundo continua a girar, e a Língua Portuguesa a ser esmagada, cada vez mais, e porque está montado um esquema de bloqueio a qualquer tentativa de erradicar o AO90 da face da Terra, questão à qual regressarei brevemente.

 

É certo que o momento que atravessamos desvia a nossa atenção da implantação ilegal do AO90 em Portugal (que ceifa a nossa Língua Portuguesa, pela vontade de uns tantos políticos atacados pela doença dos três is: Insciência, Irresponsabilidade e Incompetência) para a situação gravíssima que vivemos, devido à implantação natural de um novo coronavírus (que ceifa vidas, pela vontade da Mãe Natureza, quando esta pretende enviar aos homens mensagens claras, se bem que nunca entendidas pelos que se julgam os donos do mundo).

 

Contudo, devido à existência de uma ILCAO (Iniciativa Legislativa de Cidadãos contra o Acordo Ortográfico), que tarda a ser discutida no Parlamento, e aos rumores que por aí correm, assentes na premissa da irreversibilidade do AO90, sustentada por seres não-pensantes, é necessário reflectir sobre isto, agora que estamos num tempo de profundas reflexões.

 

É essa reflexão que proponho, ficando subjacente também a reflexão sobre a impotência dos homens diante da potência cósmica.

 

CAOS.jpg

Pensemos:

 

Se foi possível destruir o que levou séculos a ser construído racionalmente, mais possível ainda é reconstruir o que foi destruído irracionalmente, em 10 anos.

 

O argumento da irreversibilidade do AO90 que, ardilosamente, andam por aí a espalhar com o fito de se pensar que, lá pelo facto de já estar instalado, não é mais possível voltar atrás, é coisa para mentes mirradas e imbecis, porque o caos sempre pôde ser ordenado, e a Fénix pode ressurgir das cinzas a qualquer momento.

 

Phénix.png

Origem das imagens: Internet

 

Quando olhamos para a destruição de Berlim, por exemplo, depois da II Guerra Mundial, parecia impossível reconstruir a cidade a partir daquele caos, daquele monte de destroços, daquelas cinzas... No entanto, quando à vontade dos HOMENS (reparem que não me referi a hominhos) se acrescenta a inteligência, a responsabilidade e a competência encontra-se a fórmula perfeita e poderosa para fazer do impossível, o possível.

 

Apenas ressuscitar os mortos não é possível.

 

Como a Língua Portuguesa não está morta, está viva e bem viva, e cada vez mais viva, nas novas edições que vão surgindo, ver aqui:

https://www.facebook.com/portuguesdefacto/

exterminar o AO90 é possível, e cada vez mais imprescindível.

  

Uma Língua, ainda que adormecida ou mutilada, é sempre possível recuperar.

 

Dizem que o Latim é uma língua morta. Nada mais errado. O Latim é uma língua adormecida. Pode ser acordada a qualquer momento e ser activada nas escolas, o que seria bem necessário, para se compreender por que não se deve SUPRIMIR as consoantes ditas mudas, por exemplo. É por isso que os que estudaram Latim têm uma perspectiva diferente dos que não estudaram Latim, e não vomitam que a Língua Portuguesa é a língua do colonizador, ou a do Estado Novo, daí que seja necessário destruí-la e substituí-la pela língua do colonizado.

 

Portanto, abortar a questão do AO90, não só é possível, como desejado por milhares de falantes e escreventes de Língua Portuguesa, nos oito países, ditos lusófonos. O estrago que já se fez à Língua não é irrecuperável. Portugal ainda vai muito a tempo de desfazer o malfeito e malfadado (des)acordo.

 

Aqui há tempos espalhou-se, por aí, a notícia de que os candidatos à Educação nos Cursos Superiores são os que têm pior desempenho a Português. Pudera!!!! Nada que não fosse expectável.

 

Esta notícia devia ter sido considerada por aquele grupo (fantasma?)  criado para avaliar o impacto do AO90 (?) para que daí pudesse tirar conclusões objectivas, ou seja, que a aplicação (ilegal) do AO90 é de tal modo caótica que, hoje em dia, desde os governantes ao mais alto nível, incluindo o Chefe de Estado português, e os professores e os acordistas seguidistas, não sabem escrever correCtamente a sua Língua Materna, a Língua Portuguesa. Aliás, o que se escreve por aí nem sequer é o tal acordês. A linguagem (escrita e falada), que anda por aí disseminada tal qual um vírus, é um mixordês de fazer corar as pedras da calçada portuguesa.

 

E a tendência para piorar é cada vez mais crescente. Basta-nos estar atentos às legendas, nas televisões e às falas. Como se escreve e fala mal, em Portugal! Que país deixa chegar a este ponto um Património Cultural Imaterial tão precioso?

 

E não se pense que o que está instalado por aí é o sucesso do AO90, como os acordistas pretendem. Não! O que está instalado por aí é o seu bestial insucesso.

 

De modo que, repito, se foi possível destruir o que levou séculos a ser construído racionalmente, mais possível ainda é reconstruir o que foi destruído irracionalmente, em 10 anos, e fazer a Língua Portuguesa ressurgir dos destroços a que o AO90 a reduziu.


E isto em nome de um ensino de qualidade, a começar pela Língua Materna, consignado na Constituição da República Portuguesa (CRP), e a que TODOS os Portugueses têm direito. E isto está a falhar desastrosamente, vergonhosamente, bem nas barbas do Chefe do Estado Português, que nada faz para acabar com este insulto à CRP.

 

O que, neste momento, o Estado Português está a permitir, nas escolas portuguesas, é um ensino caótico, baseado numa aprendizagem incorreta (lê-se incurrêtâ, e quem não lê assim, é um zero a Gramática Portuguesa) da Língua Materna, que engloba todas as outras disciplinas, lançando o caos e fomentando a ignorância.

 

E será que não existe em Portugal nem um governantezinho que seja, que se aperceba deste caos que está a transformar o nosso país no paraíso dos analfabetos funcionais? Dos que vão para a escola desaprender a escrever?



Pensem nisto, senhores governantes e senhores professores, porque isto é uma vergonha. Porque isto é um vírus que não mata as pessoas que são atacadas por ele, mas mata a Língua Portuguesa, através dessas pessoas infeCtadas. Mata a nossa Língua Materna, um património inviolável.  É que uma Língua não se destrói, constrói-se. Uma Língua não retrocede, evolui. E evoluir é acrescentar, não é suprimir.

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 16:28

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Segunda-feira, 2 de Março de 2020

«Só a inércia e a cobardia política permitem a sobrevivência do Acordo Ortográfico»

 

(Algumas considerações ao redor do malfadado AO90, ao cuidado daqueles que, contra todos os pareceres desfavoráveis, assentes na racionalidade, teimam, autoritária e cobardemente, em insistir no monumental erro que foi trocar a grafia portuguesa, pela grafia brasileira, aviltando, desse modo, a Língua Portuguesa, como se ela fosse algo de somenos importância para Portugal).

 

Manuel (Matos) Monteiro, revisor linguístico, escritor e formador, uma das vozes mais dinâmicas contra o Acordo Ortográfico de 1990, a propósito do seu mais recente livro intitulado "Sobre o Politicamente Correcto" (Editora Objectiva), disse o seguinte, numa entrevista à Revista Sábado (06/02/2020), a quem pediu que nas suas respostas não fosse aplicado o AO90:

 «Não conheço uma matéria tão consensual da esquerda à direita, da percepção popular a quem estudou fundamente o assunto, a linguistas, escritores, intelectuais, tradutores, revisores, jornalistas: o Acordo é uma merda. Falhou em todos os seus propósitos [...]  Só a inércia e a cobardia política permitem a sobrevivência do Acordo Ortográfico.»

 

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(Um livro cuja leitura recomendo vivamente. Substituam o telemóvel pelos livros e LEIAM, porque, no nosso país, o que faz falta é LER).

 

***

Portugal é um país cheio de gente frouxa, comodista, seguidista, servilista, bajuladora, sem espírito crítico, e com um povo maioritariamente assim, como poderemos combater o regime autoritário que nos (des)governa, e nos impõe aquilo que ninguém quer, por ser absolutamente MAU?

 

Mas esta frouxidão, este comodismo, este seguidismo, este servilismo, esta bajulação, esta falta de espírito crítico, é mais antiga do que possamos imaginar. Já Eça de Queiroz o gritava aos quatro ventos, em 1871: palavra por palavra, a análise, deste que é um dos maiores estilistas da Língua Portuguesa e um inconformado social, continua actualíssima.

 

Nem a Revolução de Abril trouxe a tão ansiada evolução!

E quanto ao actual governo?  Um verdadeiro fracasso. Então? O que é necessário fazer?

 

Eça de Queiroz.jpg

 

Daí que se faça um enésimo apelo aos Professores  

 

Como todos sabemos, e basta ter um QI mínimo, o AO90 viola o direito à aprendizagem correCta da Língua Portuguesa.

 

Um direito que todas as crianças portuguesas (as maiores vítimas deste crime ortográfico) têm.

Vamos ser cúmplices deste acto criminoso?

Vamos permitir a consumação deste crime?

 

Bagão.png

 

Tudo o que nós (menos novos) fizermos para preservar a integridade da Língua Portuguesa morrerá connosco, e a nova geração ficará à deriva, arrastando atrás de si uma Língua que não lhe pertence, porque a Língua Portuguesa estará condenada à extinção, se o AO90 não se extinguir.

 

Está nas mãos (sempre esteve) dos Professores travar esta tragédia. Só eles poderão recusar-se a ensinar esta língua desenraizada, na sua forma grafada.

 

Eles podem fazê-lo. Se quiserem.

 

Os Sindicatos têm o DEVER de os apoiar numa acção de Desobediência Civil, por uma causa mais do que justa. E se não o fazem, é porque não cumprem bem a sua função.

 

E bastava que um grupo, ainda que pequeno, de professores, tivesse resistido ou resistisse agora, ainda vamos a tempo, para que a onda se agigantasse ou se agigante…

 

O que vão ensinando e a quem?

 

As crianças, que estão a aprender a ler e a escrever, o que sabem do saber da Língua? Estão a ser obrigadas a aprender algo que, em Portugal, por não ser Português, está incorreCto.

 

É como se quisessem impor novas normas à Matemática, e dissessem às crianças que dois mais dois agora passa a ser cinco. E elas, que não sabem, acreditam. E repetirão o erro ‘ad aeternum'.

 

Isto é desrespeitar o direito à aprendizagem correCta, que todas as crianças têm.

 

O que faz falta é CORAGEM para dizer NÃO a algo que compromete gravemente a Identidade Cultural Portuguesa, a Portugalidade, o Respeito pela Língua Materna.

 

Estamos em 2020, e Portugal continua a ser um país cheio de gente frouxa, comodista, seguidista, servilista, bajuladora, sem o mínimo espírito crítico como no tempo de Eça de Queiroz.

 

Diz-se por toda a parte que o País está perdido. Dizia Eça. Hoje, continuamos a dizer que o País anda perdido, sem rumo, sem rei nem roque.

 

E quando não há evolução, quem paga são os que já evoluíram e os que querem evoluir, mas não lhes é permitido. E um país assim, não é um País, é um país ainda a ser.

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 17:04

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Domingo, 9 de Fevereiro de 2020

«Morreu o linguista Malaca Casteleiro, “pai” do novo Acordo Ortográfico»

 

Morreu o “pai”, e agora que morra também o “filho”, ao qual chamou Acordo Ortográfico de 1990.

 

Que Malaca Casteleiro possa descansar em paz, e que Deus lhe perdoe o MAL que ele fez a Portugal e aos Portugueses, ao destruir a nossa Língua  Materna.

É caso para questionar: «A morte para o homem, ou a morte pára o homem?» como observou o amigo João Lutas Craveiro.  

 

MALACA PP w.jpg

 

«Não foram para já adiantados pormenores sobre as cerimónias fúnebres do linguista João Malaca Casteleiro, figura central na elaboração do novo Acordo Ortográfico (de 1990).

 

O linguista João Malaca Casteleiro, figura central na elaboração do novo Acordo Ortográfico, morreu na sexta-feira, aos 83 anos, no Hospital da Cruz Vermelha, onde estava internado, disse hoje à Lusa uma colega e ex-aluna do professor catedrático.

 

Malaca Casteleiro, natural de Teixoso, Covilhã, licenciou-se em Filologia Românica, em 1961, tendo obtido o doutoramento pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, em 1979, com uma dissertação sobre a sintaxe da língua portuguesa.

 

Professor catedrático naquela faculdade desde 1981 e membro da Academia das Ciências de Lisboa, Malaca Casteleiro foi o principal responsável na elaboração do novo Acordo Ortográfico de 1990, acordo esse que só entrou em vigor em Portugal mais de uma década depois (2009).  Foi o coordenador científico do Dicionário da Língua Portuguesa Contemporânea da Academia das Ciências.

 

Foi também director de investigação do Centro de Linguística da Universidade de Lisboa, conselheiro científico do Instituto Nacional de Investigação Científica e presidiu ao Conselho Científico da Faculdade entre 1984 e 1987.

 

Foi ainda presidente do Instituto de Lexicologia e Lexicografia entre 1991 e 2008, tendo durante a sua longa carreira de professor orientado muitas de teses de doutoramento e de mestrado.

 

Em Abril de 2001, foi feito Grande-Oficial da Ordem do Infante D. Henrique.

 

Não foram para já adiantados pormenores sobre as cerimónias fúnebres de Malaca Casteleiro.

 

Em declarações à agência Lusa, Margarita Correia, professora auxiliar da Faculdade de Letras de Lisboa e antiga aluna de Malaca Casteleiro, recordou o professor agora falecido como “uma pessoa muito generosa”, que “ajudou muita gente” e figura “importante na difusão do português na China e em Macau”.

 

Margarita Correia referiu que foi aluna de mestrado e doutoramento de Malaca Casteleiro e lembrou que o linguista e professor tinha duas frases predilectas que gostava de repetir aos alunos: “Dando liberdade e exigindo responsabilidade” e “quem nunca fez nada nunca é criticado”.

 

Recordou também que, em Outubro passado, Malaca Casteleiro foi alvo de uma homenagem dos seus pares da comunidade de países língua portuguesa, que decorreu na Universidade do Porto.»

 

Fonte:

https://www.publico.pt/2020/02/09/culturaipsilon/noticia/morreu-linguista-malaca-casteleiro-pai-novo-acordo-ortografico-1903441?utm_source=notifications&utm_medium=web&utm_campaign=1903441

 

 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 18:53

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Quarta-feira, 18 de Dezembro de 2019

Um mau Orçamento do Estado para 2020 escrito em “mixordês”

 

Se o Orçamento de Estado já é MAU, e se a esse MAU acrescentarmos o facto de estar escrito em MIXORDÊS, o que diz da gigantesca tragédia linguística que assola o nosso desventurado país, que faz-de-conta-que-tem-uma-língua, então o OE2020 é péssimo.


Uma vez mais as palavras VERGONHA e VERGONHOSO podem ser aplicadas com toda a propriedade, porque em mais nenhum país do mundo, tal insulto a uma Língua Materna, acontece.

A quem querem os governantes portugueses fazer de parvos?

Deixo-vos com o texto de  Francisco Miguel Valada, que começa por citar o escritor, filósofo, semiólogo, linguista e bibliófilo italiano Umberto Eco, que diz o seguinte:

 

«Ora, questa frenesia dell’apparire (e la notorietà a ogni costo, anche a prezzo di quello che un tempo era il marchio della vergogna) nasce dalla perdita della vergogna o si perde il senso della vergogna perché il valore dominante è l’apparire, anche a costo di vergognarsi?»

«Ora, esse frenesi de aparecer (e notoriedade a todo custo, mesmo ao custo do que antes era a marca da vergonha) nasce da perda da vergonha ou perde-se o sentido da vergonha,  porque o valor dominante é a aparência, mesmo à custa de se envergonhar?» (Umberto Eco)

 

Isabel A. Ferreira

 

OE2020.png

Foto: Tiago Petinga/Lusa [http://bit.ly/36HQkRp]

 

Um texto de Francisco Miguel Valada

 

 «Contra o Orçamento do Estado para 2020»

 

«É impossível alguém rever-se no OE2020, a não ser que ande a espalhar o caos ortográfico. Efectivamente, a mixórdia de 1990 tem um dos seus pontos altos anuais no momento em que o ministro das Finanças entrega ao presidente da Assembleia da República um texto que o primeiro obviamente não escreveu e o segundo certamente não lerá. Baseio esta minha hipótese num facto: estes são exactamente os mesmos protagonistas dos momentos simbólicos do OE2016, do OE2017, do OE2018 e do OE2019.

 

Se Mário Centeno e Eduardo Ferro Rodrigues tivessem escrito ou lido as propostas de 2016, 2017, 2018 e 2019, provavelmente não teríamos o caos de 2020 que aqui vos deixo, sob a forma de pequena amostra:

 

caráter geral (p. 231) e carácter geral (p. 123);

setor público (p. 194) e sector público (p. 188);

atualizações dos escalões (p. 249) e actualizações salariais (p. 62); 

despesa efetiva (p. 73) e despesa efectiva (p. 70);

Programas Orçamentais e Políticas Públicas Setoriais (p. 61) e Programas Orçamentais e Políticas Públicas Sectoriais (p. 61): sim, na mesma página;

setores e funções (p. 84) e entre sectores (p. 136);

acordos coletivos (p. 17) e serv. colectivos (p. 91);

exigência da fatura (p. 197) e remanufactura (p. 198)- sim, rimavam: mas isso era antigamente;

eletricidade (p. 194) e electricidade (p. 207); 

largo espetro (p. 157) e espectro internacional (p. 211);

gestão de ativos (p. 292) e gestão de activos (p. 294); 

proteção social (p. 170) e protecção social (p. 114);

ação social (p. 100) e acção social (p. 91);

Direção (p. 224) e Direcção (p. 220). (*)

 

Como este exercício de entrega e recepção é meramente simbólico, pois as personagens deste ritual (já interpretadas por duplas como Vítor Gaspar e Assunção Esteves, Maria Luís Albuquerque e Assunção Esteves ou Centeno e Ferro Rodrigues) não dão o devido valor ao texto (o valor intrínseco de qualquer texto só pode ser extraído se ele for de facto lido), não vale a pena insistir no exercício de leitura e de escrita.

 

Portanto, convém que o poder político dê o único passo lógico para termos uma ortografia clara, sem ambiguidades, uma ortografia com carácter, com sector, com sectores, com facturas, com protecção, com acção e com direcção.

 

Como o Acordo Ortográfico de 1990 falhou (cf. 20122013201420152016201720182019 e 2020), regressemos à ortografia de 1945, sff.

 

Obrigado e até para o ano.»

 

Fonte:

https://aventar.eu/2019/12/17/oe2020/#comments

 

(*) Questão: quem é capaz de afirmar conviCtamente que as palavras grafadas a vermelho pertencem à Língua Portuguesa? E se não pertencem, como todos sabemos que não, o que estão a fazer num documento oficial do governo português? (Isabel A. Ferreira)

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 18:25

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Quinta-feira, 14 de Novembro de 2019

António Costa diz que quer “promover o sucesso escolar” sem chumbar os alunos até ao 9º ano, mas não diz que um aluno que repete o ano, sai mais caro ao Estado, do que um quase analfabeto

 

Como se promove o sucesso escolar com base no insucesso?

 

O sucesso escolar só é promovido com SABER, não com ignorância.

 

A falta de uma política de Ensino, baseada no SABER e na má preparação dos professores (nem todos felizmente) e no  caos em que se transformou o ensino da Língua Portuguesa, importante PILAR para todas as disciplinas, porque é a Língua que gera a LITERACIA, e na  trapalhada em que o ensino se tornou, está na base do elevado índice de insucesso escolar, em Portugal, país com o maior índice de analfabetismo (sem contar com os analfabetos funcionais que por aí  já circulam, incluindo na classe docente), como pode comprovar-se neste link:

https://olugardalinguaportuguesa.blogs.sapo.pt/portugal-tem-a-taxa-de-analfabetismo-96078

 

Mas vamos dar voz à professora Teresa Botelho, e ao professor universitário Fernando Alberto II.

 

escola.png

 

Texto de Teresa Botelho, que subscrevo na totalidade.

 

«Explique-me quem puder, onde vai parar a literacia e a cultura deste país, porque se os erros ortográficos já fervem em muitos comentários que por aí leio, como será se acabarem as retenções e os meninos forem para as escolas só porque sim?

 

Se nesta altura do ano ainda faltam professores em muitas escolas, onde vão arranjar quem dê apoio aos alunos que transitam para o ano seguinte sem saberem nada do que ficou para trás e quantas horas lectivas a mais se irão acrescentar à carga horária normal para os recuperar?

 

Poupa-se em profissionais no SNS, carrega-se nos impostos, financiam-se bancos e formam-se ignorantes nas escolas, porque um aluno que repete, sai mais caro ao Estado, do que um quase analfabeto a prazo com 635€ mensais que trabalha 40h por semana.

 

Não se fala em conteúdos, novas estratégias, alterações de programas, nem incentivos à aprendizagem, porque isso custa dinheiro. O que com isto se pretende, não é a valorização das competências dos nossos jovens, mas sim o aumento de um falso sucesso, para as estatísticas.

 

Sinto-me ultrajada perante tamanha manobra suja de poupança, à custa das gerações futuras (sobretudo as mais carenciadas) que não terão acesso a escolas privadas, a explicações, ou a famílias que os saibam apoiar, porque são esses que jamais conseguirão os conhecimentos necessários para entrarem numa universidade, ou para terem qualquer outra formação que os faça ter um futuro.

 

Este é afinal, o socialismo das desigualdades, da vigarice e da rasteira mascarada de uma competência saloia e elitista que parece que poucos ainda se dignaram desmascarar, porque ainda engolem tudo o que lhes é vendido!

 

Fonte:

https://www.facebook.com/terezabotelho?__tn__=%2CdC-R-R&eid=ARAreTmemjhpuEPQs0o3jENpZSnR5-vGE9wlmy3s4pyTbgb61cRLzjix-7qk7wrN0PA_A4t4hDQ_XNNT&hc_ref=ARSenvNK9QwWEFBbU9G5o1UyLsYY5W3VHbeRJhOaFgPptiVIjUXC3dIDUOp17ojQ2-A&fref=nf

 

***

Eis um curto texto que o Professor Fernando Alberto II, publicou no Facebook, e que gerou um comentário de uma professora, o qual, infelizmente, é o pão nosso de cada dia de muitas mais professoras, incluindo de universitárias, protagonistas de comentários de pasmar, com ordinarices à mistura!!!!! (Tenho uma colecção deles, não os publico, porque o meu Blogue não é uma tasca rasca).

 

«Sempre estive a par da grande ilegalidade e inconstitucionalidade, que é este falso e traiçoeiro "Acordo Ortográfico, de 1990". Ninguém o encomendou nem ninguém o quer. Temos de lutar para que seja definitivamente ANULADO.»

 

Comentários:

 

Elsa Bernardes Temos que lutar por melhores salários e condições de vida mais dignas, isso sim! Acordo ortográfico? Que importa isso na nossa vida? Fernando, acho que há causas mais importantes para direcionares a tua atenção. 

  

Fernando Alberto II Esses problemas sempre existiram em Portugal, não são de agora.

 

Fernando Alberto II Este falso "Acordo Ortográfico, de 1990", é que é um grave problema surgido há poucos anos e, sem qualquer necessidade.

 

Isabel A. Ferreira Inacreditável, o seu comentário, Elsa Bernardes!
Na sua vidinha, que já vai adiantada, o Acordo Ortográfico pode não importar nada. Mas importa na VIDA das crianças e jovens estudantes, que estão a ser enganados e a aprender incorreCTamente a Língua Materna deles. Serão os analfabetos funcionais do futuro, se nada se fizer, para travar esta tragédia linguística. O que adianta bolso cheio, num cérebro vazio?

A Causa da Língua Portuguesa é uma causa das mais importantes, da actualidade, porque está em causa a IDENTIDADE PORTUGUESA e o analfabetismo funcional

Eu nem acredito, que alguém que está ligada ao ENSINO, possa ter uma visão tão economicista da nobre MISSÃO de ENSINAR. Nem acredito! Não admira que os jovens cheguem às universidades sem saberem escrever e com um elevado grau de ILITERACIA, o que implica numa ignorância de quase tudo.

 

Fernando Alberto II Não há dúvida de que tem razão, cara amiga Isabel A. Ferreira pois, o que eu noto, infelizmente, para grande desgosto meu, nas Universidades por onde tenho passado, quando os alunos entram no ensino Superior para se licenciarem no Curso por si escolhido, conseguem acabar esse mesmo Curso, com maior ou menor dificuldade mas, quanto à sua cultura geral, às Ciências Sociais e Humanas, Linguística, Semântica, Morfologia, Sintaxe, Gramática, Conjugações verbais, diferença entre verbos regulares e irregulares, Geografia Política, Ciências Políticas, Ciência Histórica, etc...etc..etc.., infelizmente, não sabem nada de nada, nada, mesmo nada de nada, nada, absolutamente nada de nada. Quanto a mim, infelizmente, a maior parte faz muito má figura, quando entra no mercado do trabalho.

 

Isabel A. Ferreira Pois, é uma vergonha. A Cultura Culta do futuro está comprometida, caro amigo. Não sei como se há-de corrigir este gravíssimo erro.

 

Fernando Alberto II Como já deve ter tido oportunidade de verificar, a maior parte das pessoas são extremamente materialistas e, não lhes interessa para nada o conhecimento e a cultura. Como referiu e bem, no futuro vamos ser um "povo materialista rico, com os bolsos cheios de dinheiro mas, com a CABEÇA ÔCA, SEM CÉREBRO pois, o que conta é o dinheiro, o materialismo CAPITALISTA/SELVAGEM.

 

 Fonte:

https://www.facebook.com/profile.php?id=100013357123117

 

***

 

Posto isto, aqui fica uma amostra deste nosso triste Portugal, que caiu em mãos erradas.  

 

Espero que tal governo caia. Espero que haja uma forte oposição, de todos os restantes partidos com assento na Assembleia da República, a estas políticas socialistas desastrosas, porque comprometem seriamente o futuro das próximas gerações, e atira Portugal para o charco.

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 17:01

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Segunda-feira, 11 de Novembro de 2019

Os tiranos da Língua Portuguesa até podem parecer invencíveis, mas no final, serão derrubados como sempre foram todos os tiranos…

 

Desacordistas de Portugal, temos uma guerra a vencer: a da extinção do AO90

 

E como se vence esta guerra, se já foram travadas algumas batalhas, sem atingir os inimigos que, apesar de não serem fortes, nem inteligentes, nem terem a razão do lado deles, usam a táctica do silêncio e ocultam os seus despropósitos, nos subterrâneos mais inacessíveis dos Palácios de Belém e de São Bento?

 

Não, não é com um ataque aos Palácios, com bombas ou granadas incendiárias, porque isso não seria nada civilizado, e sendo eu uma discípula de Mahatma Gandhi, jamais aconselharia tal violência para atingir uma tão nobre finalidade: a de restituir a Portugal, a Língua Portuguesa, na sua forma culta, íntegra e europeia.

 

Já se fez quase, quase tudo. Já se disse quase, quase tudo. Mas, ainda assim, os governantes fazem-se de cegos, surdos e mudos e, antidemocraticamente, acham que o povo não merece respostas.

 

Contudo, a Justiça acabará por vencer.

 

GANDHI 1.png

 

quando me desespero, lembro-me de que, ao longo da História, os caminhos da verdade e do amor sempre venceram. Tem havido tiranos e assassinos (neste caso, da Língua Portuguesa) e, por algum tempo, eles podem parecer invencíveis, mas no final, são sempre derrubados. E eu penso nisto. Sempre.

 

E aguardo, com grande esperança, a queda de todos os que estão a contribuir para um país de faz-de-conta, chamado PORTUGAL.

 

Mahatma Gandhi é o meu Mestre. Tenho-o como fonte de inspiração para as minhas lutas, sejam elas de que natureza forem. Gandhi foi pioneiro e praticou o princípio da Satyagraha - resistência à tirania através da desobediência civil não-violenta (em massa, em relação às leis injustas e às injustiças.

 

Em Portugal, nos tempos que correm, a desobediência civil não-violenta, até pode acontecer esporadicamente, mas não em massa, porque o povo português anda anestesiado, desinformado, alienado, com uma visão que apenas chega ao próprio umbigo. Já não se fazem padeiras de Aljubarrota ou Nunos Álvares Pereiras. Quem se interessa se Portugal se afunda; se Portugal tem a taxa mais alta de analfabetismo da Europa; se Portugal é um país cheio de políticos, banqueiros e empresários corruptos e vigaristas; se Portugal vendeu a alma ao diabo? Se vendeu a sua Língua Oficial? Quem se interessa?

 

Eu falarei apenas por mim: eu interesso-me. Por isso luto, e não esmoreço. E resisto. E insisto. Não desisto.  Procuro lembrar-me dos ensinamentos de Mahatma Gandhi, e pôr em prática alguns dos seus preceitos para que o mundo possa mudar. E o primeiro desses preceitos é que eu devo ser a mudança que quero ver no mundo. Sei que sou uma insignificante gota de água. E daí? se basta uma gota de água para fazer transbordar um copo cheio de água?

 

Aprendi com Gandhi que a ideia do olho por olho” torna o mundo inteiro cego.

 

Aprendi também com ele que nas grandes batalhas da vida, o primeiro passo para a vitória é o desejo de vencer. E é isso que me move, nesta luta contra os "todo-poderosos" acordistas que, apesar de serem poucos, ignorantes e maus dão as cartas, se bem que viciadas, neste jogo sujo da negociata da Língua. Por vezes, isto acontece: dura, mas não perdura.

 

Também sei que quando alguém compreende que é contrário à sua dignidade de homem (no meu caso, de mulher) obedecer a leis injustas, nenhuma tirania pode escravizá-lo (escravizar-me), diz-nos Mahatma Gandhi.

 

GANDHI 3.png

 

Gandhi dizia que não devemos perder a fé na Humanidade. A Humanidade é um oceano, e se algumas gotas do oceano estiverem sujas, o oceano não ficará sujo; dizia ele que a diferença entre o que fazemos e o que somos capazes de fazer é suficiente para resolver a maioria dos problemas do mundo.

 

Contudo, sem acção, não vamos a lugar nenhum, é que um grama de prática vale mais do que toneladas de pregação, dizia o sábio Gandhi.

 

É bem verdade. Em 19 de Fevereiro de 2019, eu e um outro elemento do MPLP (Movimento Em Prol da Língua Portuguesa - que continua activo, para que se conste) estivemos numa acção, no Correntes d’Escritas, na Póvoa de Varzim. O que fizemos, bem calculado, poderia ter pesado um grama, mas o essencial foi feito. Todos os restantes elementos do MPLP (cerca de uma centena) foram convidados. Mas decidiram não ver, não ouvir, não ler. É que ver, ouvir e ler dá muito trabalho. É mais fácil andar pelo Facebook a pôr “gostos” e “não-gostos” e a dizer “de fato não gosto do pato” … Enfim… Gandhi tinha razão: sem acção, não vamos a lado nenhum.

 

Mas eu não esmoreço. Não desisto. Persisto. E, como eu, um núcleo de desacordistas activistas, que fazem o trabalho de sapa.  

 

Porque primeiro eles ignoram-te, depois eles riem-se de ti, depois eles combatem-te, depois tu vences.

Venceremos!

 

GANDHI 2.png

 

Devemos ser persistentes. Com o tempo, a oposição ao nosso redor desaparecerá.

 

O sucesso de qualquer luta é a persistência, em massa. Dizia Gandhi.

 

Mas onde está a massa, neste nosso país com um povo que diz não, apenas uma vez, e depois põe-se à janela a ver passar a banda?

 

Estas são as vozes contra a extinção da Língua Portuguesa

Onde estão todas estas vozes que já disseram NÃO ao Acordo Ortográfico de 1990, e hoje estão emudecidas (salvo raras excepções, que continuam a gritar NÃO)?

 

Sejam congruentes, sejam autênticos, sejam os vossos verdadeiros EUS. Dizia Gandhi. E dizia mais. Dizia que a felicidade é quando o que tu pensas, o que tu dizes e o que tu fazes estão em harmonia.

 

É isto que nos faz crescer e evoluir.

 

Não, não desistirei de defender a minha Língua Materna. O meu mais precioso instrumento de trabalho, que os desinformados e ignorantes, por opção, os servilistas, os escravos do Poder, os comodistas e os acomodados estão a tentar destruir, por desconhecerem o poder e a magia das palavras, quando escritas com todo os seus atavios.

 

Quando me desespero, lembro-me de que, ao longo da História, os caminhos da verdade e do amor sempre venceram. Tem havido tiranos e assassinos (da Língua Portuguesa) e, por algum tempo, eles podem parecer invencíveis, mas no final, são sempre derrubados. Penso nisto. Sempre. Tal como o meu Mestre Ghandi pensava.

 

E penso também numa frase de Miguel de Cervantes, que viu os seus carrascos serem castigados: «Deus suporta os maus, mas não eternamente».

 

CERVANTES.png

 

E é nestes dois pilares do Saber, que deposito todas as minhas esperanças de ver a minha Língua Materna devolvida ao meu País.

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 14:09

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Segunda-feira, 29 de Julho de 2019

Senhores governantes, como é possível reduzir a zero a aptidão das nossas crianças para a aprendizagem do nosso Português?

 

Recebi via e-mail (no SPAM) esta estranha mensagem:

র্যাংগস তোশিবা নিয়ে এলো বাম্পার গিফটে সুপার ঈদ অফার!

 

Como é óbvio, não entendi nada, mas fui investigar, porque achei lindíssimos e requintadíssimos estes caracteres, e fiquei curiosa para saber a que língua pertenciam (mais do que tentar traduzir a mensagem, que não me interessava nada). Descobri que pertencem à Língua Bengali - língua indo-ariana falada (e escrita) em Bangladesh e no estado indiano vizinho de Bengala Ocidental.

 

Partindo do princípio que as crianças de Bangladesh e de Bengala vão à escola aprender a ler e a escrever esta língua, que é a delas, pus-me a pensar, porque é que estas crianças conseguem escrever numa tal grafia, que convenhamos, é mais complicada (para nós) do que a grafia portuguesa (no desenho das letras) e as crianças portuguesas, no entender dos acordistas, não conseguem escrever na grafia portuguesa, com os respectivos cês e pês no devido lugar, bem como os acentos e os hífenes, tão mais simples do que a grafia Bengali, tendo sido “preciso” adoPtar a grafia brasileira, ainda mais simples, pois suprimiram os cês e os pês a um número indeterminado de vocábulos, porque como vão as crianças (ou devo dizer os adultos) saber que a palavra “direcCtor” é escrita com ?

 

criancas_e_novo_idioma_606x455.jpg

(Foto: Thinkstock/Gettyimages)

 

Qualquer pessoa, minimamente culta e inteligente e informada, sabe que as crianças, a partir dos quatro anos, têm bastante facilidade em aprender várias línguas e respectivas grafias, ao mesmo tempo.

 

Qualquer cidadão, minimamente informado, sabe que a capacidade das crianças para aprender línguas é elevadíssima, conseguindo aprender tantas línguas quantas as que lhes forem ensinadas, porque, as crianças, ao contrário dos acordistas, simplesmente possuem essa capacidade. O cérebro delas está preparado para absorver tudo o que lhes é dado a aprender. Não há, de facto, qualquer impedimento para as crianças portuguesas, relativamente à aprendizagem de várias línguas ao mesmo tempo, nem sequer de grafar uns simples pêzinhos e cêzinhos, uma vez que os grafam no Inglês, no Francês e no Castelhano, que também aprendem. Por que hão-de as crianças portuguesas ter capacidade para aprender o Inglês, o Francês ou o Castelhano, e não têm a mesma aptidão para aprender o nosso Português?

 

Partindo do princípio que a Língua Portuguesa é uma língua, e a Língua (cada vez mais reconhecida como) Brasileira é outra língua, por que não hão-de as nossas crianças aprender a sua própria Língua Materna, agora que já sabem a Brasileira?

 

Foi o que aconteceu comigo aos oito anos (não me canso de repetir): depois de ter aprendido o Brasileiro durante dois anos (dos seis aos oito) regressada a Portugal, aprendi a minha Língua Materna com muita facilidade e muita LEITURA, porque a aprendizagem de uma Língua passa também pela fixação visual: e o que era “setor” passou a ser “seCtor”, muito naturalmente. E de volta ao Brasil, como já sabia grafar à brasileira foi ainda mais fácil regressar ao Brasileiro.

 

Tenho amigos meus, que tiveram de sair de Portugal, para poderem ter uma vida de acordo com o que investiram na sua formação académica (e não andarem para aqui a ganhar cêntimos a vender pipocas, quando podem ganhar um bom ordenado, a trabalhar na profissão dos seus sonhos, e na qual investiram tempo e dinheiro) já com filhos, que iniciaram, em Portugal, a escolaridade (primeiros e segundos anos do ensino básico) e, num espaço de um ano, falam e escrevem correCtamente o Inglês, o Francês e o Alemão, além do “Brasileiro” que lhes foi ensinado em Portugal. Mas não sabem Português.


Então por que querem os acordistas transformá-las nas crianças mais estúpidas do mundo, quando se trata de aprender a Língua Materna delas - o nosso PORTUGUÊS? Deixemos o Brasileiro para os Brasileiros. E acabemos de vez com o AO90, que não serve nenhum país dito lusógrafo. Que se regresse à diversidade, porque a unificação das lusografias é uma miragem no deserto das ideias idiotas, que por aí se alastram.

 

Como é possível medir as aptidões intelectuais das crianças portuguesas, pela descomunal inaptidão intelectual dos acordistas, no que respeita à aprendizagem do nosso Português?

 

Um dos (des)argumentos que os acordistas apresentam, para sustentarem a irreversibilidade do AO90 é a de como vão agora as crianças, que já aprenderam a escrever segundo o AO90 (ou seja, à moda brasileira) aprender a reescrever correCtamente a sua Língua Materna? Muito simples: aprendendo com a maior facilidade, até porque já aprenderam o Inglês, o Francês ou o Castelhano, que lhes é ensinado, com uma vantagem de a Língua Materna delas ter a mesma etimologia dessas outras línguas.

 

Se querem argumentar e ser honestos, argumentem com a VERDADE, apesar de ela ser OBSCURA, porque os Portugueses têm o DIREITO de a saber, e os governantes o DEVER de a dizer (se bem que essa verdade não seja segredo para ninguém). 

 

Por que hão-de os acordistas portugueses apresentar tal parvoíce, como argumento, como se as nossas crianças fossem muiiiiiito, mas muiiiiiito estúpidas, as mais estúpidas crianças do mundo?

 

Em vez de exteriorizarem, deste modo idiota, o vosso analfabetismo funcional, que tal proporcionarem, às nossas crianças, um ensino de Língua Portuguesa de qualidade, base fundamental de uma mais racional aprendizagem de todas as restantes disciplinas, e alicerce primordial para uma comunicação de excelência.

 

Porque é triste, muito triste, lamentável e vergonhoso ler, ver e ouvir o nosso Português tão mal escrito e falado nas televisões, nos jornais, nas revistas e na boca dos governantes, dos políticos, dos jornalistas, dos que acham que escrever “incorrêtamente” é moderno.

 

Não é. O que se passa em Portugal, a este respeito, é um caso de um monumental retrocesso, único em todo o mundo, por se ter passado de cavalo para burro, algo que não passa na cabeça de ninguém, a não ser na cabeça de um acordista.

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 14:27

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O Acordo Ortográfico 1990 não tem validade internacional. A assinatura (em 1990) do texto original tem repercussões jurídicas: fixa o texto (e os modos como os signatários se vinculam), isto segundo o artº 10º da Convenção de Viena do Direito dos Tratados. Por isso, não podia ser modificado de modo a entrar em vigor com a ratificação de apenas 3... sem que essa alteração não fosse ratificada por unanimidade! Ainda há meses Angola e Moçambique invocaram oficialmente a não vigência do acordo numa reunião oficial e os representantes oficiais do Brasil e do capataz dos brasileiros, Portugal, meteram a viola no saco. Ora, para um acordo internacional entrar em vigor em Portugal, à luz do artº 8º da Constituição Portuguesa, é preciso que esteja em vigor na ordem jurídica internacional. E este não está!
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