Assunto: a aplicação ilegal e inconstitucional do AO90, matéria que nenhum dos candidatos se atreveu, até ao momento, a expor publicamente, nos debates televisivos e não só.
Minhas Senhoras e meus Senhores.
É com tristeza que assinalamos a mediocridade dos nossos órgãos de Comunicação Social (OCS), salvo raríssimas excepções, coniventes com a destruição da Língua Portuguesa, na Educação degradante, na subordinação a interesses obscuros e ao alheamento dos temas a cargo dos órgãos democraticamente eleitos (Assembleia da República e Governo).
Em causa está a deslealdade de todos os que se renderam ao AO90, perante a Constituição da República Portuguesa (CRP), nomeadamente, perante o Art.º 11.º, que trata dos símbolos nacionais e Língua oficial:
A Bandeira Nacional (que anda por aí usurpada indevidamente)
O Hino Nacional (por enquanto intocável, apesar de já ter havido uma tentativa de o desvirtuar)
A Língua Oficial de Portugal – a Língua Portuguesa (que está a ser espezinhada nas Escolas Portuguesas, lugar onde deveria ser posta no pedestal da nossa Identidade como um Povo livre e soberano, e anda por aí a rastejar, como a mais indigente das Línguas).
É sobre este símbolo nacional – a Língua Portuguesa – que a finalidade desta carta se centra, e que muito resumidamente aqui se expõe.
A Língua Portuguesa, nos termos que a definem, actualmente está legislada pelo Decreto-Lei n.º 35 228, de 8 de Dezembro, que aprovou o Acordo Ortográfico de 1945, aplicado e usado com exemplos literários notáveis, em Portugal Continental, Insular e Ultramarino, o qual continua de jure em vigor, uma vez que não foi revogado. Alguns dos novos Estados, de Língua Oficial Portuguesa, não promulgaram, nem ratificaram o AO90, continuando a cumprir o supracitado Decreto-Lei.
Para ilustrar esta afirmação, aqui deixamos uma imagem da capa do livro que o Embaixador Carlos Fernandes escreveu, provando a ilegalidade do AO90, e um seu parecer.

O AO90: «O projecto nascido da cabeça do intelectual esquerdista brasileiro Antônio Houaiss, foi desde o início um empreendimento com fins lucrativos, apoiado por uma poderosa máquina política e comercial com ramificações em Portugal» in Jornal «O Diabo», num artigo de investigação, sob o título O Negócio do Acordo Ortográfico , artigo que recomendamos a Vossas Excelências, como candidatos à Presidência da República Portuguesa, bem como a leitura do livro do Embaixador Carlos Fernandes, porque pensamos que o que falta a quem escreve segundo o AO90 é informação.
A Resolução do Conselho de Ministros (RCM) n.º 8/2011, de 25 de Janeiro, recomendou [não obrigou, porque só uma Lei obriga] a aplicação do Acordo Ortográfico de 1990 (AO90) em Portugal. Uma resolução do Conselho de Ministros não faz Lei, portanto, não havendo Lei, ninguém em Portugal é obrigado a usar a grafia brasileira, proposta no AO90.
O Decreto-Lei n.º 35 228, de 8 de Dezembro, que aprovou o Acordo Ortográfico de 1945, não foi revogado, pelo que existe uma RCM que se sobrepõe a um Decreto-Lei, e isto é inconstitucional.
Para esta ilegalidade, que já destruiu a educação das gerações pós 2011, e tende a fazer desaparecer a Língua Portuguesa, contribuíram:
Presidentes da República
Presidentes da Assembleia da República
Deputados na Assembleia da República
Governos
Um Acordo Internacional é entre Estados soberanos. Este AO90 não foi ratificado por Angola, nem Moçambique, nem Guiné-Bissau, nem Timor-Leste, pelo que não pode ser cumprido por Portugal, um Estado de direito democrático (Art.º 2.º da CRP).
Vossas Excelências decidiram não cumprir a Lei vigente, e seguir uma simples RCM que não faz lei, e a tal não eram obrigados. Como candidatos continuam a escrever incorretamente [saibam que este vocábulo, segundo as regras da Gramática Portuguesa, lê-se incurrêtâmente] a Língua Oficial de Portugal, e além de a escrever incurrêtâmente, pronunciam-na também incurrêtâmente. Esperava-se – e continua a esperar-se – que como candidatos à Presidência da República assumam, desde já, o compromisso de anular o ilegal e inconstitucional e abominável (para milhares de Portugueses Pensantes) AO90. Portugal merece! Os Portugueses merecem.
A Educação, o Ensino e a Cultura, pilares de um País que se quer civilizado, evoluído e culto, estão fora dos debates, como se estas matérias não tivessem importância alguma para as gerações mais novas, às quais estão simplesmente a passar diplomas de analfabetos funcionais.
Porém, não podemos falar de Educação, nem de Cultura, nem de Identidade Portuguesa, sem primeiro garantir a integridade do seu maior pilar: a Língua Portuguesa. E a Língua Portuguesa anda por aí de rastos, estando a ser ilegalmente aplicada nas Escolas, instituições públicas, órgãos de comunicação social, empresas, e por demais pessoas que talvez não saibam o que andam a fazer, e por que o fazem.
Precisávamos desta linha de pensamento. Necessário se torna, pois, concretizá-la.
Por fim, e contra o AO90, destacamos dois valiosos depoimentos: o do conceituado escritor e crítico literário brasileiro, Paulo Franchetti, e o de Vasco Graça Moura, então Director do Centro Cultural de Belém, escritor e tradutor português, onde se comprovam o valor da Cultura e a relevância da verticalidade dos Homens:


Esperando que Vossas Excelências acolham com simpatia estas nossas palavras, apresentamo-vos os nossos melhores cumprimentos,
P’lo Grupo Cívico de Cidadãos Portugueses Pensantes
(Clicar no link para ter acesso aos nomes dos subscritores)
Isabel A. Ferreira

Nem destes, nem de nenhum dos outros candidatos.
Nenhum deles sabe escrever correctamente a Língua Oficial de Portugal na sua grafia em vigor, de jure: a de 1945.
E quem não sabe honrar o símbolo maior da Identidade Portuguesa, NÃO serve para ocupar o maior cargo da Nação.
Como cidadã portuguesa, livre pensadora, com deveres e direitos consignados na Constituição da República Portuguesa (CRP), entre eles, o direito de voto, tenho o direito de exigir determinados requisitos para que o próximo presidente da República seja digno de ocupar o trono do Palácio de Belém.
O que espero?
1 - Espero que o próximo representante da República Portuguesa, cumpra escrupulosamente e acima de tudo, o que, no acto de posse, irá jurar, perante todo o País:
«Juro por minha honra desempenhar fielmente as funções em que fico investido, e defender, cumprir e fazer cumprir a Constituição da República Portuguesa» [CRP].
Funções que, apesar de juradas, até agora não foram cumpridas fielmente pelos investidos, nesta função. Foi o caso do ainda presidente Marcelo Rebelo de Sousa, no que à questão da Língua de Portugal diz respeito.
2 - Espero, especificamente, e porque esta é uma das minhas bandeiras, que mantenha intacto, um dos maiores símbolos da identidade portuguesa: a sua Língua, que foi vendida como uma mercadoria menor a um país estrangeiro cuja única motivação é uma desmedida e insultuosa apetência para espezinhar a Língua de Portugal e fazê-la desaparecer do rol das Línguas cultas indo-europeias.
3 - Mas não só. Existem motivos políticos obscuros que estão a destruir, intencionalmente, a Língua de Portugal.
Espero que o próximo presidente da República não permita que este linguicídio vá avante, até porque a aplicação do AO90, que o governo português impôs ao funcionalismo público, incluindo os que deveriam ser os primeiros a rejeitar tal imposição, os professores de Língua Portuguesa, é ilegal e inconstitucional, de acordo com abalizados juristas, não estando, deste modo, a ser nem defendida nem cumprida a CRP, por quem de direito.
4 - Espero igualmente, que o novo Presidente saiba honrar, com dignidade, a Cultura Portuguesa (a minha outra bandeira) da qual não faz parte a crueldade e a violência contra seres sencientes. Algo que não enobrece um Povo que se quer civilizado, evoluído e culto. Mas também a História de Portugal, que está a ser reescrita ignorantemente, espezinhando a CRP descaradamente.
5 - Finalmente espero o que todos esperamos que um Presidente da República faça pelo país que representa, no que respeita à governação do País, à corrupção reinante, às injustiças e desigualdades sociais, enfim, o que todos nós já sabemos, por não ser tabu.
Posto isto, como cidadã portuguesa, livre pensadora, com deveres e direitos, só me resta desejar que o próximo Presidente da República não me desiluda, como me desiludiu Marcelo Rebelo de Sousa, enquanto Presidente da República, como me desiludiu como cidadão comum e como professor universitário com responsabilidades no Ensino, Educação e Cultura Culta.
Se o próximo Presidente da República me desiludir, não me terá nunca como uma inimiga, porque a minha genética não permite germinar, dentro de mim, inimizades, mas ter-me-á, seguramente, e com todo o respeito, como uma grande pedra no sapato.
Isabel A. Ferreira

Como pode ver-se, a imagem faz publicidade à TV CINE, em painéis publicitários, à beira da estrada.
Como se não bastasse difundirem ignorância q.b. nas legendas, agora querem que os telespeCtadores sejam espetadores de quê????????
Isto só acontece neste nosso País, sem rei nem roque, onde tudo é permitido, até escrever-se incorrectamente a Língua Oficial de Portugal, a Língua Portuguesa, no meio da rua, para que todos vejam e imitem a estupidez que por aí vai.
Isabel A. Ferreira
Portugal tem duas Línguas oficiais: a Portuguesa, mais difundida, e a Mirandesa, restrita ao território mirandês.
Estive a ouvir esta canção:
"Nós tenemos muitos nabos" do Grupo Galandum Galundaina
Eu não vivi a infância no planalto mirandês, mas sinto esta música na alma, por nela vibrar a alma dos nossos antepassados. Parabéns, Galandum Galundaina.
Tenho de começar a aprender a Língua Mirandesa, Língua Oficial de Portugal, para o caso de a Língua Portuguesa, também Oficial, vier a ser extinta, algo que está muito próximo de acontecer.
Eis a letra desta música.
Percebe-se perfeitamente.
O problema é falá-la e escrevê-la, mas nada que não possa resolver-se com o estudo.
Pois prefiro esta, também nossa, Língua Mirandesa, do que a novilíngua mixordesa, que nos querem impingir à força da ignorância.
Nós tenemos muitos nabos
A cozer nua panela
Nun tenemos sal nien unto
Nien presunto nien bitela
Mirai qu'alforjas, mirai qu'alforjas
Uas mais lhargas, outras mais gordas
Uas de lhana, outras de stopa
Los chocalhos rúgen, rúgen
Los carneiros alhá ban
An chegando a Ourrieta Cuba
Los carneiros bulberan
Mirai qu'alforjas, mirai qu'alforjas
Uas mais lhargas, outras mais gordas
Uas de lhana, outras de stopa
Nós tenemos muitos nabos
A cozer nua panela
Nun tenemos sal nien unto
Nien presunto nien bitela
Mirai qu'alforjas, mirai qu'alforjas
Uas mais lhargas, outras mais gordas
Uas de lhana, outras de stopa
Los chocalhos rúgen, rúgen
Los carneiros alhá ban
An chegando a Ourrieta Cuba
Los carneiros bulberan
Mirai qu'alforjas, mirai qu'alforjas
Uas mais lhargas, outras mais gordas
Uas de lhana, outras de stopa
Fonte: Musixmatch
Isto vem a propósito de um texto [clicar no link] da autoria de Maria do Rosário Pedreira, publicado no seu Blogue Horas Extraordinárias, sob o título Boas Notícias, onde se fala dos manuais digitais [já rejeitados pelos países mais desenvolvidos do Norte da Europa] vs. manuais em papel.
Um texto, cuja leitura recomendo, bem como a dos comentários que lhe fizeram.
Destaco aqui o comentário do jornalista Octávio dos Santos, por ter posto o dedo na enorme ferida aberta no Ensino português, causada pelo «abominável aborto “pornortográfico”», segundo a sua óPtica, que também é a minha [o P em letra maiúscula é para ser lido e, desse modo, facilitar a aprendizagem dos que têm dificuldade em PENSAR a Língua].

Concordo absolutamente com Octávio dos Santos.
Na verdade, é incompreensível que se mantenha o erro, passados dez anos de um monumental caos ortográfico, disseminado por toda a parte, do Ensino, onde o caos é mais gritante, porque nem professores nem alunos conseguem escrever escorreitamente um texto, passando pela comunicação social escrita e falada, e aqui, além do caos, existe uma vergonhosa falta de brio profissional, até aos que fazem parte dos órgãos de soberania portugueses, que falam e escrevem incorreCtamente a Língua Oficial de Portugal, a que está consignada na Constituição da República Portuguesa, com a Grafia de 1945.
Já não será tempo de reconhecer o gravíssimo e feíssimo erro, usar a inteligência e descartar a estupidez, que consiste em manter esta aberração ortográfica, que apenas os mais iletrados defendem?
Aqui fica o APELO aos decisores políticos portugueses, a bem de Portugal, dos Portugueses, mas, sobretudo, a bem da próxima geração, que ainda vai a tempo de retomar o caminho do SABER escrever, falar e ler correCtamente a sua Língua Materna, e livrar-se de vir a ser a geração dos analfabetos funcionais, mais ignorantes de todos os tempos.
Isabel A. Ferreira
No que me toca, e salvaguardando as raras excepções, o que tenho a comentar sobre os canais genéricos televisivos, é o seguinte:
- Nem se fala, nem se escreve correCtamente a Língua Portuguesa, a Língua Oficial de Portugal que está a ser vilmente mutilada, empobrecida, estrangeirada, afastada da sua Família Indo-Europeia e das suas raízes greco-latinas, o que só traz desprestígio para os jornalistas, que têm nela o seu instrumento de trabalho, e para os empresários de um veículo de propagação da mediocridade;
- As notícias são sempre as mesmas, tratadas até à exaustão, repetitivas, nada existindo de bom no mundo, que possa merecer notícia, e elevar o moral do Povo, tornando-se uma maçada ver televisão;
- Os programas de entretenimento (salvo raras excepções) são demasiado popularuchos, o que nada beneficia o desenvolvimento intelectual do Povo, que permanece num nível abaixo de zero;
- Os programas culturais são raros, e os que existem (salvo raras excepções) vêm com legendagens tão mal escritas, que afugentam os telespeCtadores, porque fartam-se de os espetar com uma linguagem de um nível abaixo de zero;
- Depois há uma tendência patológica para se oferecer ao Povo programas recheados de crimes de faca e alguidar, tragédias humanas, que são esmiuçadas até ao tutano, o que leva os telespeCtadores a tornarem-se ainda mais depressivos do que já são, devido à miséria social, política, moral e cultural em que Portugal está mergulhado, sem que haja uma alminha caridosa no governo, que tenha a inteligência de dizer BASTA de fingir que somos um País do século XXI d. C., e virar o bico ao prego, para tornar Portugal um País evoluído, com um Povo evoluído e com televisões evoluídas, que possam ser um veículo de Cultura e não de mediocridade.
Poderia estar aqui o dia todo a apontar o dedo às deficiências dos serviços televisivos, mas penso que este panorama poderá servir para se ir engatando umas coisas nas outras e chegar ao ponto máximo do que não convém ao Povo Português, mas seguramente convém aos governantes, para que possam reinar no meio da mediocridade que praticam e apoiam.
Isabel A. Ferreira

Não sei se já repararam que o presidente Marcelo Rebelo de Sousa é a pessoa que mais aparece nas televisões, a falar de TUDO em todo o lado (quase) ao mesmo tempo, e se houvesse um Óscar para o protagonista deste “filme” à portuguesa, Marcelo recebê-lo-ia com certeza absoluta.
Numa entrevista recente, Marcelo referiu-se ao “costismo” como uma “maioria requentada", "uma maioria cansada". Porém, esqueceu-se de olhar para si mesmo, com olhos de ver. Se olhasse, veria que a sua actuação como presidente da República, peca pelos mesmos defeitos: uma conduta egocêntrica requentada, cansada e que esgota quem o vê, todos os dias, a todas as horas, em todos os telejornais, a meter-se em tudo, EXCEPTO no que JAMAIS lhe trará algum prestígio, ainda que fuja do assunto como o diabo foge da Cruz.
O erro já foi cometido, mas ainda vamos muito a tempo de o reparar. Não o fazendo, o DESPRESTÍGIO, que tal atitude irracional trará, será inevitável.
Marcelo sabe disso, mas ainda assim, espera um milagre (?), e RECUSA-SE a responder às mensagens que, ultimamente, um grupo de cidadãos portugueses (eu incluída), preocupados com a destruição, cada vez mais evidente, da Língua Oficial de Portugal, obviamente, a NOSSA Língua Portuguesa, usando-a como moeda de troca, para a introdução da sua Variante Brasileira, em Portugal, que lá por ser falada e escrita por milhões, NÃO significa que esses milhões tenham de USURPAR a Língua que outros milhões falam e escrevem, por esse mundo fora.
Desta destruição, que está a desqualificar o ENSINO em Portugal, os governantes portugueses, inclusive o presidente da República actual, terão de prestar contas aos Portugueses, até porque o acordo ortográfico de 1990, responsável pela mixórdia ortográfica vigente, foi imposto através de uma ilegalidade e de uma inconstitucionalidade, fazendo isto parte de um pacote luso-brasileiro anti-linguístico, mais brasileiro do que luso, uma vez que o tal pacote só interessa ao Brasil.
Não sei se já repararam que o PR assenta a sua INDIFERENÇA para com os Portugueses Pensantes, que DEFENDEM o que lhe competia a ele defender - a Língua Portuguesa - na BAJULICE dos órgãos de comunicação social, que andam sempre a pô-lo num pedestal, se bem que num pedestal de barro. Ele NÃO tem UM amigo, sequer, que lhe diga que está a seguir o caminho errado, e que já não tem a noção do que faz e do que diz?
Vou dar apenas dois exemplos, a propósito da polémica gerada em torno da vinda de Lula da Silva ao Parlamento, discursar no 25 de Abril: Marcelo afirmou que «com o Brasil as relações são sempre doces», descartando que tal polémica tenha afectado as relações diplomáticas entre os dois países. Hoje, com o reacender desta polémica, ouvi-o dizer o seguinte, num dos canais das nossas muito subservientes televisões: «[a presença de Lula da Silva] é uma presença óbvia, tão natural como respirar».
Se eu não tivesse ouvido isto, não teria acreditado.
A presença de Inácio Lula da Silva - o impulsionador-mor do malfadado AO90 - nas celebrações do “25 de Abril” «é uma presença óbvia, tão natural como respirar», só porque ele é o Chefe de Estado de um País, com quem Portugal mantém relações amistosas, tão amistosas que como ex-presidente do Brasil, Lula da Silva foi fazer um discurso a Madrid, e nele culpou os colonizadores portugueses pelos atrasos [monumentais] da educação no Brasil, conforme pode ser recordado no link da imagem?
https://www.bbc.com/portuguese/noticias/2015/12/151214_lula_colonizadores_mdb

A presença de amigos da onça, numa cerimónia oficial, será assim tão óbvia e natural como respirar?
Em que medida é que o “25 de Abril” foi assim tão importante para os brasileiros, como já li algures na Internet?
Então e a presença dos restantes presidentes das Repúblicas da CPLP, a cujos países o “25 de Abril” trouxe a descolonização? Não serão também óbvias e naturais como respirar?
*
Brasil e Portugal, dois países tão “irmãos” que o primeiro quer subjugar o segundo, através de um engodo, que apenas os cegos mentais não o vêem como tal: o engodo da Variante Brasileira do Português, que milhões de brasileiros falam e escrevem, e que irreversivelmente NÃO é mais a Língua Portuguesa; não é mais a “Última Flor do Lácio”, de que falava Olavo Bilac; não é mais o “o balanço doce das palavras de Vinícius de Morais”. É uma Língua feita de retalhos de outras Línguas, nomeadamente do Português, do “Americano”, do Francês, do Italiano, do Castelhano, e das Línguas Indígenas e Africanas.
Marcelo NÃO tem UM amigo, sequer, que lhe diga que ele está a ir por caminhos onde lhe estão a estender passadeiras vermelhas, para o bajular? O PR vai nu, mas ninguém se atreve a dizer-lhe isto. Os amigos NÃO existem para bajular. Os amigos existem para serem sinceros com os amigos.
O PR NÃO é só para andar por aí a falar de TUDO em todo o lado (quase) ao mesmo tempo, EXCEPTO do AO90. O PR também é para RESPONDER às questões que os Portugueses lhe põem, relativamente a esse acordo, criado pelos brasileiros, o qual está a retirar-nos a NOSSA identidade.
Um presidente da República tem Obrigações e Deveres tão óbvios e naturais como respirar, para com o País e com o Povo que diz representar, e aqui sim, o ÓBVIO e o NATURAL como RESPIRAR encaixa-se na perfeição.
E é em nome deste ÓBVIO e deste NATURAL como RESPIRAR que solicitamos a Marcelo Rebelo de Sousa que convoque todos os canais televisivos, rádios, jornais, enfim, todos os órgãos de comunicação social portugueses, para que, em direCto, possa explicar RACIONALMENTE aos Portugueses, por que motivo Portugal, que tem uma Língua com mais de 800 anos, uma das mais antigas da Europa, anda a rastejar aos pés do Brasil, com o intuito de, ilegalmente e inconstitucionalmente, fazer dela moeda de troca, para impor uma Variante, composta por um léxico, fruto de um cocktail de palavras americanizadas, italianizadas, castelhanizadas, afrancesadas, e por acentuadas diferenças fonológicas, morfológicas, sintácticas, semânticas e ortográficas.
É que isto NÃO é uma atitude normal, num País livre e soberano, como Portugal. Ou Portugal, em nome da brasilidade que nos querem impor, já não será um País livre e soberano?
Isabel A. Ferreira
****
Comentários na Página do Facebook:
PORTUGUESES E LUSÓFONOS CONTRA O ACORDO ORTOGRÁFICO 90

Ao cuidado do Dr. António Costa, primeiro-ministro de Portugal

Origem da imagem:
https://www.facebook.com/photo.php?fbid=10215512807001943&set=a.1116631764632&type=3&theater&ifg=1
Se o velho/novo governo, que hoje foi empossado, tem a intenção de dar continuidade à fantochada em que se transformou a Língua Portuguesa, melhor será pedir já a demissão, senhor primeiro-ministro, porque tal situação, absurdamente caótica, não pode continuar, nem nós vamos baixar a guarda, como deve calcular.
O que se vê nesta, e em muitas outras imagens e legendagens e livros e papeis e papelinhos é absolutamente inaceitável, e Vossa Excelência, que devia ser o primeiro (uma vez que para alguma coisa servirá ser primeiro-ministro) a condenar esta linguagem deformada e completamente imbecil, que anda por aí a arrastar na lama a Língua Oficial de Portugal, é precisamente o primeiro a defendê-la, sem ter a mínima noção do efeito altamente danoso que tal defesa acarreta para Portugal. Ainda não se deu conta disso, Doutor António Costa?
E um governo que não preza, nem defende um dos maiores símbolos identitários do seu/nosso país – a Língua Portuguesa, a alma portuguesa, um governo que se faz de cego, surdo e mudo diante das denúncias das gigantescas fraudes em que o AO90 (*) e membros do seu governo está envolvido, não merece governar, até porque não governa, desgoverna. E se é para desgovernar é melhor demitir-se, enquanto é tempo.

E igualmente será de boa política que os velhos e novos partidos, que integram esta XXII Legislatura, não sejam cúmplices do caos ortográfico e das fraudes que já foram tornadas públicas e das que ainda aí virão, dando-lhes cobertura.
É tempo de levar este assunto muito, muito a sério, e acordarem todos em extinguir o AO90, até porque não é da racionalidade estar a impingir a todo um povo, um falso acordo, assente num monumental logro.
Para esta legislatura, que agora começa, pede-se dignidade, honestidade e verdade.
Isabel A. Ferreira
(*) Caso ainda não tenham conhecimento das fraudes do AO90, deixo aqui um link para seguirem todo o enredo das fraudes:
«ÀS VEZES VALE A PENA SER TEIMOSO E TER A MESMA IDEIA DO PRINCÍPIO AO FIM»
Isto foi o que ouvi Marcelo Rebelo de Sousa dizer hoje, no Telejornal da SIC, a propósito de se declarar ou não os Rendimentos e Património, na novela “Centeno e Domingues”.
Pois é este conselho presidencial que temos de seguir:
VAMOS SER TEIMOSOS E TER A MESMA IDEIA DO PRINCÍPIO AO FIM: RASGUE-SE O AO90, ANTES QUE O AO90 RASGUE A LÍNGUA PORTUGUESA
Quem puder adira a este evento e partilhe…

EVENTO:
No próximo dia 22 de Fevereiro (quarta-feira) Marcelo Rebelo de Sousa deslocar-se-á ao Casino da Póvoa de Varzim, pelas 12 horas, para presidir à cerimónia de abertura do “Correntes d’Escritas”.
Lá estarão presentes editores e escritores acordistas e órgãos de comunicação social.
Não seria uma boa oportunidade para demonstrarmos o nosso desagrado pelo modo como a questão da Língua Portuguesa está a ser tratada pelo presidente da República, que tem o dever de zelar pelos superiores interesses de Portugal e fazer cumprir a Constituição da República Portuguesa e que, segundo os juristas, não está a cumprir, uma vez que a Língua Oficial de Portugal está ser vilipendiada e imposta ILEGALMENTE?
Quem puder adira a este evento e partilhe…
https://www.facebook.com/events/388253731556368/
Angola e Moçambique não têm qualquer interesse em ratificar uma ortografia mutilada.
José Marcos Barrica, Embaixador de Angola em Portugal, diz que "Há coisas mais importantes” do que o Acordo Ortográfico de 1990.
Logo, o AO90, não sendo acordado pelos oito países que fazem parte da lusofonia, não tem qualquer validade.
Não tendo qualquer validade, não pode continuar a ser aplicado em Portugal, muito menos ensinado às crianças, nas escolas.
José Marcos Barrica, à semelhança do que disse o moçambicano Murade Isaac Murargy, Secretário executivo da CPLP, antes da XI Conferência de Chefes de Estado e de Governo da CPLP salientou que «Há coisas mais importantes a ter em conta do que o Acordo Ortográfico. Nós entendemo-nos perfeitamente escrevendo com ou sem alguns cês ou pês. Na nossa óptica, não é uma questão que deva mobilizar os nossos esforços.»
Ora o senhor Embaixador Angolano disse o que disse, e muito bem.
Estávamos nós todos, muito tranquilos, a escrever em Bom Português, e a entendermo-nos perfeitamente, com todos os cês e pês nos seus devidos lugares, por que motivo haveríamos de deitar ao lixo todo um legado linguístico culto e um precioso acervo literário, apenas para satisfazer a vontade obscura de uma minoria?
Refira-se que Angola e Moçambique continuam sem ratificar o AO90, nem o 1.º, nem o 2.º Protocolos Modificativos, o que deverá levar a um recuo, que ficou suspenso por um fio de aranha, quando Marcelo Rebelo de Sousa, Presidente da República Portuguesa, visitou Moçambique, e inteirando-se da situação, disse alto e em bom som que o assunto deveria ser ponderado, mas desde então emudeceu, não estando a defender a constitucionalidade, conforme jurou defender.
A Angola e Moçambique, que têm para cima de duas dezenas de “línguas nacionais”, não têm qualquer interesse em ratificar o AO90, que, com as suas duplas grafias, erros e deficiente cientificidade, em vez de unificar a língua, desunificou-a, de tal modo que seria um desastre implementar esta ortografia mutilada apenas porque sim, nestes países africanos, assim como está a ser desastroso em Portugal e, a manter-se, só irá prejudicar o ensino do Português euro-afro-asiático-oceânico, que até 2012 estava de muito boa saúde.
O AO90, que não interessa nem ao Menino Jesus (como sói dizer-se) seduz apenas os subservientes políticos que, vá-se lá saber porquê (ou saberemos?) querem, porque querem, vender por dez réis de mel coado, aquela que é a Língua Oficial de Portugal, consignada na Constituição da República Portuguesa.
E como diriam os nossos irmãos brasileiros: «Nesse mato tem coelho».
Isabel A. Ferreira
Fonte:
. Carta Aberta aos candidat...
. O que espero de um Presid...
. Isto só pode ter sido esc...
. Tenho de começar a aprend...
. «Más decisões são anuláve...
. Dizem que hoje se celebra...
. Marcelo fala de TUDO em t...
. AO90: agora que o velho/n...
. RASGUE-SE O AO90 ANTES QU...
. Há coisas mais importante...