Terça-feira, 7 de Junho de 2016

MEXERAM-LHES NOS BOLSOS… PROFESSORES, PAIS E ALUNOS PROTESTARAM… E EM DEFESA DA LÍNGUA?

 

Não vimos nenhum professor, pai ou aluno sair à rua a manifestar-se contra o AO90.

 

A Fenprof entregou 71 mil assinaturas em protesto pela escola pública, porque lhes mexeram nos bolsos…

 

E se estas assinaturas fossem aproveitadas para protestar contra a aberração ortográfica, chamada AO90, impingida ilegalmente nas escolas, e que está a formar ignorantezinhos?

 

Nunca vimos sair às ruas um protesto de professores, pais e alunos contra a maior fraude da História de Portugal: o AO90.

 

Era este o protesto que (também) deveria ser feito em defesa do símbolo maior da nossa identidade: a Língua Portuguesa.

 

EM DEFESA DA ESCOLA.jpg

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 16:05

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Terça-feira, 24 de Maio de 2016

UM VÍRUS ALTAMENTE NOCIVO CHAMADO AO90…

 

… anda por aí a infectar a Língua Portuguesa sem que ninguém de direito tome urgentes medidas terapêuticas para o eliminar, estando a dar um prejuízo incalculável à Nação e a comprometer a saúde da Língua Pátria…

 

Portugal não tem de pagar esta conta.

 

Portugal não tem de pagar por este crime de lesa-língua e lesa-pátria.

Portugal não tem de encher os bolsos aos vigaristas, aos oportunistas, aos corruptos que por aí espalharam este vírus… maliciosamente...

 

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Quem cometeu este delito terá de arcar com as consequências.

 

«Em Portugal, fazem-se estudos de "impacto" e de custo-benefício para tudo. Menos para o "Acordo Ortográfico" de 1990. Até hoje, ninguém sabe os custos da mudança. ("Tradutores contra o Acordo Ortográfico" de 1990

 

A pena mínima para os que cometeram este linguicídio será ficar com o prejuízo. A máxima, será a prisão, por um bom período de tempo, porque não é impunemente que se mata a Língua Pátria, se enxovalha o símbolo maior da Identidade de um Povo e se insulta a inteligência dos Portugueses.

 

Eça de Queiroz, um dos maiores estilistas da Língua Portuguesa, e também um visionário e um acérrimo crítico do sistema político da sua época, escreveu no seu livro «As Farpas», em 1872, algo que parece ter sido escrito em 2016 (ou talvez um pouco antes, em 2011) a propósito do que se passa em Portugal:

 

«Nós estamos num estado comparável apenas à Grécia: a mesma pobreza, a mesma indignidade política, a mesma trapalhada económica, a mesma baixeza de carácter, a mesma decadência de espírito. Nos livros estrangeiros, nas revistas quando se fala num país caótico e que pela sua decadência progressiva, poderá vir a ser riscado do mapa da Europa, citam-se em paralelo, a Grécia e Portugal.»

 

Pois Portugal está em vias de ser riscado da Europa culta, pela decadência em que se encontra o símbolo maior da sua Identidade: a Língua Materna.

 

Nesse mesmo ano, Eça de Queiroz escreveu ainda:

 

«Em Portugal não há ciência de governar nem há ciência de organizar a oposição. A Ciência de governar é neste país uma habilidade, uma rotina do acaso, diversamente influenciada pela paixão, pela inveja, pela intriga, pela vaidade, pela frivolidade e pelo interesse. A política é uma arma em todos os pontos revolta pelas vontades contraditórias. Todos os homens inteligentes, nervosos, ambiciosos querem penetrar na arena, ávidos de consideração e de dinheiro, insaciáveis de gozos da vaidade».

 

Em Portugal não há ciência nem de governar, nem de coisa nenhuma. Anda-se à deriva, ao sabor de vontades alheias à vontade da esmagadora maioria dos Portugueses, dos sábios, dos lúcidos, dos entendedores do ofício.

 

Em 1867, no jornal por ele fundado, «O Distrito de Évora», Eça escreveu estas palavras actualíssimas, à excepção da primeira frase (que comento em negro):

 

«Ordinariamente todos os ministros são inteligentes (hoje, nem por isso), escrevem bem (hoje, é uma desgraça), discursam com cortesia e pura dicção (hoje, é o oposto), vão a faustosas inaugurações e são excelentes convivas. Porém, são nulos a resolver crises. Não têm a austeridade, nem a concepção, nem o instinto político, nem a experiência que faz o ESTADISTA. É assim que há muito tempo, em Portugal, são regidos os destinos políticos. Política de acaso, política de compadrio, política de expediente. País governado ao acaso. Governado por vaidades e por interesses, por especulação e corrupção, por privilégio e influência de camarilha, será conservar possível conservar a sua independência»?

 

É assim que há muito tempo, em Portugal, são regidos os destinos políticos…

 

Há tanto tempo que até mete dó…

 

Precisamos dar um novo rumo a este país, que marca passo há tão longos e desditosos anos, e no que diz respeito ao vírus AO90 precisamos de eliminá-lo urgentemente, porque a Língua Portuguesa, europeia e culta, está gravemente enferma e em vias de perecer…

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 17:45

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Quarta-feira, 2 de Dezembro de 2015

A LÍNGUA PORTUGUESA “ACORDIZADA” NUNCA SERÁ A LÍNGUA DO FUTURO

 

Congresso em Coimbra debate a Língua Portuguesa como «língua de futuro»

 

201511261421_Coimbra2014.jpg

Origem da imagem: http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?id_news=800840

 

Organizado pela Universidade de Coimbra para encerrar as comemorações dos seus 725 anos, realiza-se de 02 a 04 de Dezembro, no Convento de São Francisco, um Congresso Internacional que reúne escritores, especialistas e investigadores para debater a «Língua Portuguesa: uma Língua de Futuro».

 

Acontece que a língua acordizada nunca terá futuro.

 

É absolutamente inacreditável que na mais antiga Universidade Portuguesa, na "minha" Universidade, a Língua Portuguesa vá ser tratada como uma língua esfarrapada por um acordo desacordado, que nenhum português culto subscreve, e que apenas interessa a editores mercenários, portugueses e brasileiros, a uns tantos interesseiros e a governantes incultos.

 

O que aqui está em causa é a Identidade Portuguesa.

 

A Língua Portuguesa está a ser infamemente mutilada, e apenas a REVOGAÇÃO desse vergonhoso acordo, que colocou à venda um dos mais preciosos patrimónios da nacionalidade portuguesa, serve realmente a Portugal.

 

Os promotores deste Congresso deveriam ter vergonha do que estão a fazer. A Língua Portuguesa, Culta e Europeia, não está à venda.

 

Recusamo-nos a aceitar o que pretendem que seja "pluralidade e diversidade da língua", quando tudo isso não passa de uma FRAUDE, pois o AO90 acaba com essa pluralidade e a diversidade.  

 

Puro engano.

 

Essa língua desenraizada que por aí anda a ser usada,  nunca será a Língua Culta Portuguesa, e com o AO90 os analfabetos funcionais crescerão como cogumelos e em dias chuvosos e serão a catástrofe do futuro.

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 18:41

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.Acordo Ortográfico

A autora deste Blogue não adopta o “Acordo Ortográfico de 1990”, por recusar ser cúmplice de uma fraude comprovada.

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isabelferreira@net.sapo.pt

. AO/90 é uma fraude, ilegal e inconstitucional

O Acordo Ortográfico 1990 não tem validade internacional. A assinatura (em 1990) do texto original tem repercussões jurídicas: fixa o texto (e os modos como os signatários se vinculam), isto segundo o artº 10º da Convenção de Viena do Direito dos Tratados. Por isso, não podia ser modificado de modo a entrar em vigor com a ratificação de apenas 3... sem que essa alteração não fosse ratificada por unanimidade! Ainda há meses Angola e Moçambique invocaram oficialmente a não vigência do acordo numa reunião oficial e os representantes oficiais do Brasil e do capataz dos brasileiros, Portugal, meteram a viola no saco. Ora, para um acordo internacional entrar em vigor em Portugal, à luz do artº 8º da Constituição Portuguesa, é preciso que esteja em vigor na ordem jurídica internacional. E este não está!
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